quinta-feira, 24 de março de 2016

VIDA A DOIS



As maiores queixas das mulheres e dos homens na vida a dois
Simone Demolinari 




Apesar da idealização romantizada do amor, uma relação a dois requer mais que sentimento, é preciso habilidade, paciência e dedicação. No imaginário ainda há o desejo de “viver felizes para sempre”, mas na realidade nem sempre isso acontece.
Apaixonar-se é algo mágico. As esperanças se renovam, a insegurança diminui, as neuroses adormecem e a vida fica menos estressante. Junto com a paixão vem a certeza de ter encontrado a pessoa dos sonhos e uma convicção ingênua de que aquela sensação será eterna.
Os problemas surgem a partir do momento que a mágica passa e a realidade assume o poder. Nessa hora, vem à tona um olhar mais lúcido, algo praticamente impossível no estado inebriante de “pathos”. “Paixão” vem de “pathos”, que em grego significa excesso, catástrofe, passagem, passividade, sofrimento e assujeitamento.
Há estudos que sugerem que a paixão dura nove meses, o tempo necessário para uma gestação. Resistindo a este período, inicia-se uma nova fase menos idealizada.
Uma pesquisa, não muito otimista, feita na Inglaterra com 14 mil mulheres, apontou que casais conseguem ser felizes por no máximo até cinco anos de relação, sendo que aos 11 anos de relacionamento o nível de descontentamento já é superior ao da satisfação.
Apesar da pesquisa não ser muito animadora, parece fazer sentido frente ao número crescente de divórcios.
Ocorre que a partir de um certo tempo, os casais se sentem no direito de criticar o cônjuge como se fosse uma representação legítima do amor. Linha tênue que confunde o “querer ajudar” com o “querer mudar”.
Dependendo do traço de personalidade dos envolvidos, a relação entra num ciclo destrutivo de tanta implicância, intolerância e ressentimento, que o amor inicial, permeado de admiração e alegria, dá lugar a cruel troca de farpas.
No intuito de identificar alguns incômodos mais presentes no universo a dois, fiz uma pesquisa entre amigos, onde participaram 48 homens e 52 mulheres (entre casados e solteiros), onde foi pedido a eles que citassem cinco queixas em relação ao sexo oposto. Eis o resultado da investigação:
Reclamações dos homens em relação às mulheres:
1) São curiosas/ciumentas – 26%
2) Cobram excessivamente não respeitando a individualidade masculina – 24%
3) Falta objetividade. Ficam com raiva sem explicar o motivo – 19%
4) Não são dispostas ao sexo – 18%
5) Nunca ficam satisfeitas. Sempre reclamam de algo – 13%
Reclamações das mulheres em relação aos homens:
1) São dependentes, sobrecarregando a parceira – 32%
2) São machistas e não permitem o mesmo direito a elas – 23%
3) Egoístas e com pouca iniciativa – 18%
4) Não sabem ouvir – 15%
5) Querem sexo mesmo quando não há clima – 12%
Bom, a boa notícia é que, mesmo com todas as queixas, a maioria das pessoas não desistiram de tentar. Talvez uma boa alternativa para quem esteja buscando um par afetivo seja escolhê-lo pelos defeitos, já que as qualidades são sempre muito bem-vindas.



quarta-feira, 23 de março de 2016

ATAQUE TERRORISTA EM BRUXELAS



Polícia de Bruxelas identifica suicidas e confirma vínculos com ataques de Paris

Estadão Conteúdo 



Menos de 24 horas após os atentados de Bruxelas, a polícia da Bélgica identificou nessa quarta-feira (23) dois dos autores do ataque ao Aeroporto Internacional de Zaventem. Os homens-bomba, que deixaram pelo menos 11 mortos e dezenas de feridos, seriam os irmãos Khalid e Ibrahim El Bakraoui, foragidos na terça-feira da semana passada de uma operação em Forest, nas imediações da capital. A descoberta, revelada pela rede de televisão RTBF, confirma os vínculos do ataque de ontem com os realizados em Paris em 13 de novembro.

Khalid e Ibrahim El Bakraoui já tinham antecedentes policiais antes de aderirem ao grupo Estado Islâmico e seriam dois dos jihadistas que prestaram apoio durante os quatro meses de fuga de Salah Abdeslam, o único dos dez terroristas de Paris que sobreviveu e fugiu da capital francesa. Há nove dias, os dois haviam escapado da operação de polícia que resultou na morte de Mohamed Belkaid, suspeito de ter mantido contato telefônico constante com os terroristas de Paris. Belkaid teria sido o destinatário da mensagem "Vai começar", enviada às 21h42 de 13 de novembro, instantes antes da invasão da casa de shows Bataclan, em Paris.

Os três seriam membros de uma célula terrorista do Estado Islâmico formada por moradores ou ex-moradores de Molenbeek, o distrito de Bruxelas com maior concentração de comunidades muçulmanas. Além deles, dois outros são considerados foragidos: Nijaim Laarchaoui e Mohamed Abrini. O primeiro é suspeito de ser o armeiro do grupo, ou seja, o fabricante dos explosivos utilizados nos ataques suicidas de Paris. Suas impressões digitais foram encontradas em fragmentos dos cinturões utilizados.

O segundo teria participado da logística dos atentados na França - há imagens de circuitos internos de filmagem que mostram sua presença ao lado de Abdeslam às vésperas do crime.

A polícia da Bélgica não descarta que os dois, Laarchaoui e Abrini, tenham participado dos atentados de Bruxelas na terça-feira. As identidades de dois suspeitos de terem integrado o comando que atacou o aeroporto de Zaventem e a estação de metrô de Maelbeek, no centro da capital belga, continuam desconhecidas.

O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou os atentados ainda na tarde de terça-feira, indicando que seus "combatentes" seriam os autores dos ataques. O último balanço das autoridades indica 31 mortos e 220 feridos.


OPERAÇÃO XEPA



'Mineirinho' ganhou R$ 15 milhões do Petrolão

Ezequiel Fagundes*
LUIZ CLÁUDIO BARBOSA/ESTADÃO CONTEÚDO 




SEDE EM SÃO PAULO –Grupo Odebrecht foi um dos alvos da 26ª fase da operação “Lava Jato”, iniciada ontem pela Polícia Federal

Batizada de Xepa, a 26ª fase da operação “Lava Jato” descobriu um organizado sistema de pagamento de propina instalado no Grupo Odebrecht, o “Setor de Operações Estruturadas”. Estimativa dos investigadores da força-tarefa é a de que pelo menos R$ 66 milhões em propina foram distribuídas entre 25 e 30 pessoas por meio da contabilidade paralela da maior empreiteira da América Latina.
Entre os beneficiários, identificados por codinomes e senhas, os federais vão se debruçar para esclarecer quem seria uma pessoa identificada apenas como “Mineirinho”. O apelido é citado quatro vezes nas páginas 17 e 18 no despacho do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela “Lava Jato” em Curitiba.
De acordo com o magistrado, “Mineirinho” recebeu R$ 15,5 milhões do esquema secreto de propina operado pela Odebrecht no período de 01/10/2014 a 19/12/2014. Conforme anotações constantes nas tabelas apreendidas pela Polícia Federal (PF), três executivos da empreiteira são apontados como responsável pelo repasse ao tal de “Mineirinho”.
De acordo com os federais, “BJ”,”SN” e “CMF” são Benedicto Barbosa Júnior (chefe da Odebrecht Infraestrutura), Sérgio Luiz Neves (diretor superintendente) e Cláudio Melo Filho (diretor de Desenvolvimento de Negócios da empreiteira), respectivamente.
Conforme o portal do Hoje em Dia adiantou ontem, com exclusividade, Sérgio Luiz Neves foi detido em Belo Horizonte. Alvo de mandato de prisão temporária de cinco dias, Sérgio Neves foi encaminhado para Curitiba, base da operação “Lava Jato”, para ser interrogado, juntamente com os outros alvos da Xepa. Muito provavelmente, ele poderá revelar a identidade do “Mineirinho” citado como beneficiário do repasse de R$ 15,5 milhões.
De acordo com Moro, Benedicto Barbosa Júnior tem como subordinados Sérgio Neves e Cláudio Melo Filho.
Mensagens
Sérgio e Cláudio, segundo o despacho do magistrado, “figuram em trocas de mensagens com Fernando Migliaccio e Maria Lúcia Tavares para solicitações de pagamento para pessoa identificada apenas como Mineirinho”.
Migliaccio é apontado como um “dos responsáveis pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, que cuidava dos pagamentos subreptícios (ilícitos) efetuados pela referida empresa, por solicitação de outros executivos do Grupo Odebrecht, mediante pagamentos em espécie ou transferências bancárias no exterior”.
Já Maria Lúcia, ainda que em papel subordinado, atuava como secretária da cúpula da Odebrecht nas operações financeiras secretas do grupo.
Beneficiários
Além de “Mineirinho”, vários outros codinomes são citados. Alguns foram identificados, como por exemplo, “Feira”, que corresponderia a Mônica Regina Cunha Moura, mulher e sócia do marqueteiro João Santana.
“Os beneficiários eram identificados somente por codinomes nos registros documentais existentes. Para a efetivação dos pagamentos, a Odebrecht servia-se de prestadores de serviço”, basicamente operadores do mercado de câmbio negro que realizavam ou pagamentos no exterior ou pagamentos de vultosos valores em espécie no Brasil”, escreveu Moro.
Editoria de Arte



Colaboração de secretária ajuda a desvendar esquema
A contabilidade paralela da Odebrecht para pagamento de propina só foi desvendada graças à delação premiada de uma peça-chave do esquema: Maria Lúcia Guimarães Tavares.
Presa na 23ª etapa da “Lava Jato”, chamada de Acarajé, que teve como alvos principais o marqueteiro do PT, João Santana, e a mulher de dele, Maria Lúcia era subordinada à cúpula da empreiteira e responsável pela gerência das contas secretas do Grupo.
Segundo a força-tarefa da “Lava Jato”, a distribuição de propinas continuou mesmo com a prisão do presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht.
Segundo a procuradora da República Luana Gonçalves, a interceptação de e-mails comprovando a continuidade do esquema, mesmo com Marcelo preso, foi vista com surpresa.
“Para a gente chega a ser de certa foram assustador”, disse a procuradora. “Ainda se teve a ousadia de continuar a operar o pagamento de propina com o conhecimento do Poder Público”.

Doleiros
O dinheiro seria fornecido por meio de até oito contas mantidas por doleiros em favor da Odebrecht. “Nós identificamos também a existência de um sistema informatizado para o controle desses pagamentos paralelos dentro da Odebrecht”, informou a força-tarefa da “Lava Jato”.
Tal sistema incluiria até mesmo um instrumento de troca de mensagens entre os profissionais alocados naquele setor da empresa, e foi destruído a partir do momento em que a companhia passou a ser investigada.
Operação
A ação da 26ª fase da operação “Lava Jato” da Polícia Federal (PF) mobilizou cerca de 380 policiais que cumpriram, ontem, 110 ordens judiciais nos estados de São Paulo, Rio de janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco.
Foram cumpridos 67 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva (quando o investigado é levado para prestar depoimento), 11 mandados de prisão temporária (cinco dias) e 4 mandados de prisão preventiva (sem prazo para acabar).
O outro lado
No meio da manhã, a Odebrecht divulgou nota informando que está ajudando nas investigações: “A empresa tem prestado todo o auxílio nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários”.

OPERAÇÃO LAVA JATO



MP diz que Odebrecht tinha 'estrutura secreta' para 'pagamentos ilícitos'
Estadão Conteúdo



Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira que leva o nome da família

A força-tarefa da Operação "Lava Jato" investiga uma "estrutura secreta" do Grupo Odebrecht usada para "pagamentos ilícitos". A empreiteira é um dos alvos da Operação Xepa, 26ª fase da "Lava Jato", deflagrada nesta terça-feira, 22. Estão sendo cumpridos 110 mandados judiciais.

"A pedido do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, são executadas prisões, buscas e conduções para investigar estrutura secreta do Grupo Odebrecht usada para pagamentos ilícitos até o pelo menos o segundo semestre de 2015", informou a Procuradoria, em nota.

"Para operacionalizar o esquema ilícito, foi instalado dentro do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht um sistema informatizado próprio, utilizado para armazenar os dados referentes ao processamento de pagamentos ilícitos e para permitir a comunicação reservada entre os executivos e funcionários envolvidos nas tarefas ilícitas".

Segundo o Ministério Público Federal, os "pagamentos ilícitos" teriam ocorrido até pelo menos o segundo semestre de 2015. São investigados, de acordo com a Procuradoria, possíveis crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de ativos oriundos de desvios da Petrobras, cometidos por empresários, profissionais e lavadores de dinheiro ligados ao Grupo Odebrecht.

"Além disso, para viabilizar a comunicação secreta entre executivos, funcionários da Odebrecht e doleiros responsáveis por movimentar os recursos espúrios, utilizava-se outro programa, em que todos se comunicavam por meio de codinomes. A partir da análise de e-mails e planilhas apreendidas, apurou-se que pelo menos 14 executivos de outros setores do Grupo Odebrecht, que demandavam "pagamentos paralelos", encaminhavam aos funcionários as diversas solicitações de pagamentos ilícitos, de forma que a contabilidade paralela e a entrega dos valores espúrios ficassem centralizados nesta estrutura específica", afirmou a força-tarefa.
Novas apurações
Os investigadores sustentam que o material abre uma nova linha de apuração de pagamento de propinas em função de variadas obras públicas.

A Operação Xepa é um desdobramento da Acarajé, 23ª fase da "Lava Jato", que atingiu o publicitário João Santana e a mulher e sócia Monica Moura. O casal trabalhou em campanhas eleitorais petistas. Segundo a investigação, acarajé era o termo usado para tratar de propina.

"Em decorrência das buscas e apreensões e de outras diligências realizadas após a deflagração da 23ª fase da Operação 'Lava Jato', colheram-se indícios de que foi instalado dentro da estrutura do Grupo Odebrecht um setor profissionalmente organizado que era utilizado para pagamentos que incluíam vantagens indevidas a servidores públicos em razão de contratos firmados pela Odebrecht, chamado 'setor de operações estruturadas'", diz a nota da força-tarefa.

Segundo os procuradores, o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht tinha conhecimento e dava anuência para os pagamentos ilícitos.

"A partir das planilhas obtidas e das anotações contidas no celular de Marcelo Odebrecht, obtiveram-se mais evidências contundentes de que este, então presidente da Organização Odebrecht, não apenas tinha conhecimento e anuía com os pagamentos ilícitos, mas também comandava diretamente o pagamento de algumas vantagens indevidas, como, por exemplo, as vantagens indevidas repassadas aos publicitários e também investigados Monica Moura e João Santana", apontou a nota.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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