quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

CORRUPÇÃO GENERALIZADA EM OBRAS DO GOVERNO



Empresas investigadas na 'Lava Jato' negociam acordo de leniência com a CGU

Agência Brasil 



Seis empresas investigadas pela Operação 'Lava Jato' negociam firmar acordo de leniência com a Controladoria-Geral da União (CGU). As empresas respondem processo administrativo de responsabilização na CGU e manifestaram interesse em fazer o acordo. São elas: Engevix, Galvão Engenharia, OAS, UTC, Andrade Gutierrez e SOG Óleo e Gás. A manifestação de interesse é feita durante o processo administrativo e as negociações podem ou não resultar no acordo.

Previstos na Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013), nos acordos de leniência, as empresas firmam o compromisso de colaborar com as investigações e, em troca, têm punições administrativas reduzidas, como a diminuição em até dois terços do pagamento de multa e permissão para assinar contratos com o Poder Público. Os acordos preveem, por exemplo, que as empresas investigadas identifiquem os envolvidos e ressarcimento integral à administração pública pelos prejuízos causados.

A Operação 'Lava Jato' investiga esquema de superfaturamento de contratos da Petrobras para pagamento de propina a agentes públicos e privados.

Além das empresas envolvidas na 'Lava Jato', a holandesa SBM Offshore também está em negociação com a CGU, que investiga a obtenção de vantagens indevidas pela SBM em contratos com a Petrobras e o pagamento de propina a servidores públicos.

O MUNDO SENTE FALTA DESSE TIPO DE GENTE



  

Manoel Hygino




A Segunda Grande Guerra não acabou. Na última semana do ano finado, a França, mesmo estremecida pela inquietude causada por terroristas e pelo temor de novos atentados, decidiu abrir os arquivos do regime de VIchy. Este foi o período em que a Alemanha nazista ocupou o Norte da França e o marechal Pétain, herói do primeiro conflito mundial, liderou um regime livre, estabelecendo uma política de colaboração com Berlim.

Não é só. Verifico que na Alemanha se lançará uma nova edição do “Mein Kampf”, “Minha Luta”, livro de Hitler, contendo uma exposição de suas ideias e um prognóstico de sua futura ação política. Em resumo: trata-se de uma volta a essa época tenebrosa da Europa.

Hitler frustrara-se em todos os seus planos. Nascido na Áustria em 1889, estudante medíocre, não conseguiu graduar-se, sequer ingressar na Academia de Belas-Artes de Viena. Encaminhou-se à política, transformou o partido Trabalhista Alemão de Munique e mudou seu nome para Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores, o Nazista, assumindo-o com poderes ilimitados. Tentou apoderar-se do governo da Baviera, mas a tentativa falhou.

Cumpriu nove meses dos cinco anos de prisão a que fora condenado, na fortaleza de Landsberg, onde escreveu o livro.

Suas ideias básicas se inspiravam na classe média de Viena, onde passara a juventude. Acreditava na desigualdade entre os homens e as raças, decorrência da ordem das coisas e exaltava os arianos. A unidade natural da espécie humana, era o Volk, que encontrava sua encarnação no guia, o “Fuhrer”, a quem se atribuía autoridade absoluta. Para ele, os judeus eram os maiores inimigos do nazismo, figura mítica que concentrava tudo o que ele temia e odiava. Cria que, com a Segunda Grande Guerra, coma morte de seis milhões de judeus, solucionava-se o processo de implantação da “nova Ordem” no Ocidente.

Abrigou-se junto à chancelaria de Berlim em janeiro de 1945, com um reduzido grupo de prosélitos. Em 29 de abril, se casou com Eva Braun no bunker e, no dia seguinte, suicidaram-se. A edição do livro, setenta anos após os acontecimentos, poderá contribuir para lançar luzes sobre fatos ainda obscuros, mas poderá agitar o país.

Os fantasmas não morreram, estão junto a nós, todos os dias. Os problemas pessoais de Hitler mudaram os rumos da história. O historiador John Toland define: “A marcha da história deriva da dificilmente previsível psicologia humana, psicologia em que atuam também fatores objetivos, econômicos e sociais”.

Há mais a sentenciar: “Certamente, a história não é dirigida por leis científicas: admiti-lo seria erigir em dogma um determinismo que se fundamenta apenas em fé pessoal ou em mitos políticos”.

O general Warlimont classificava de feminina a natureza de Hitler, por seguir a intuição de preferência à lógica. Aliás, foi a intuição que lhe permitiu entrar em sintonia tão perfeita com os seus conterrâneos, assim como o levou a erros irremediáveis.

George Kennan acha que Hitler tinha aptidão para conquistar entre o povo uma fidelidade e um entusiasmo sem limites, pelo poder da palavra. “Hitler era homem perigoso; fanático, brutal, caviloso, homem de quem se podia esperar a duplicidade mais extremada, mais incrível”.

FARSA OU VERDADE



  

Simone Demolinari




A imagem continua falando mais que mil palavras, sobretudo na era digital. Nunca se soube tanto da vida e da aparência das pessoas, graças às redes sociais.

Algumas fotos são ícones de audiência, como “look do dia”, a academia, pratos de comida e lugares privilegiados. São fotos escolhidas a dedo e filtradas para intensificar a beleza.

A posição de lótus com alguém supostamente meditando junto à hashtag “zen” também está em alta. Esta é uma imagem que tem a intenção de transmitir um estado de paz, mas, para alcançar o ângulo ideal, é preciso virar, mexer, murchar a barriga. É tanto trabalho que talvez a hashtag adequada seria “estresse”.

As legendas também ajudam a expressar o que se sente nas imagens, mas nem sempre a gratidão ou a felicidade declarada é um bom medidor do sentimento. Quem vê foto não vê emoção.

Recentemente, uma blogueira australiana, considerada sensação na internet, fez a linha “Mister M” digital e resolveu expor toda a falsidade do mundo lindo e perfeito que é criado por algumas pessoas na internet.

A modelo ganhou repercussão mundial ao revelar truques, e contar como as fotos eram produzidas.

Numa postagem na qual ela exibia um vestido, trazia a legenda: “Eu não paguei por esse vestido, tirei inúmeras fotos para tentar aparecer quente o bastante para o Instagram. Estava me sentindo incrivelmente sozinha”.

Em outra, ela escreveu: “Por favor, deem like nesta foto, eu me maquiei, enrolei meu cabelo, vesti um vestido apertado, usei uma bijuteria desconfortável... Tirei 50 fotos até que tivesse uma que achei que você fosse gostar, então editei com toneladas de aplicativos apenas para que eu pudesse me sentir aprovada socialmente por você”. A blogueira se disse cansada de fingir e decidiu abandonar a vida de aparências.

As redes sociais causam dependência na maioria dos seus usuários e gera uma síndrome de dignidade virtual na qual há uma expectativa de reciprocidade, estilo “eu te curto, você me curte” e uma necessidade de validação social que é medida através de curtidas, elogios e seguidores.

Mas claro que nem tudo é farsa no mundo digital. Muitas vezes, a viagem foi realmente tão boa quanto a imagem mostrou e o sorriso foi de fato de alegria.

As redes sociais não são ruins e têm sua utilidade. O problema é entrar no mundo da ilusão e perder o filtro da realidade considerando verdadeiro tudo aquilo que se vê. Quando isso ocorre, há uma grande frustração com a própria vida e uma valorização da vida alheia.

Tudo que é do outro fica mais interessante. O marido da outra é mais romântico, a esposa do outro tem o corpo melhor. Mas, nem tudo que parece é. Quantas vezes vimos fotos de casal supostamente feliz (com legenda “apaixonada”) e que terminam o casamento meses depois?

É importante enxergar além do óbvio para não se encantar com a perfeição forjada. Muitas vezes, a grama do vizinho não é mais verde, o filtro do Instagram dele que é melhor.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

COMPARAÇÃO DO TAMANHO DOS PLANETAS



Compare o tamanho dos planetas nesta escala do Universo

Algumas pessoas que acessam o Apolo11 muitas vezes se deparam com notícias espaciais ou astronômicas que fazem menção ao tamanho dos planetas do sistema solar ou até mesmo dos extra-solares. 


No entanto, algumas dessas pessoas não tem a real idéia do tamanho dos planetas.
Se você é uma dessas pessoas, não se preocupe. Vamos dar uma mãozinha pra você. Comparando o tamanho dos planetas e de algumas estrelas, você vai ver que, mesmo Júpiter, o gigante gasoso do nosso sistema solar, não é tão grande quanto você pensa.
Para que possamos comparar melhor o tamanho dos diversos astros, vamos observar algumas imagens.
A primeira delas nos mostra que a Terra e Vênus tem tamanho muito parecidos. O raio equatorial da Terra é de 6378 km, enquanto o de Vênus, 6051 km. Uma diferença não muito grande.
Marte, por sua vez, é bem menor. Seu raio é de 3397 km, ou seja, um pouco maior que a metade do nosso planeta. Marte é 1.3 vezes maior que Mercúrio, com 2439 quilômetros de raio, que por sua vez é o dobro de Plutão, com 1160 km. Não é a tôa que Plutão foi rebaixado, não acha? A maioria dos telescópios de médio porte, usado por amadores, não consegue vê-lo. Plutão é menor que nossa Lua, que tem 1738 quilômetros de raio!
Gostou dessa comparação? Então vamos à próxima.
Ela nos mostra os gigantes gasosos, como são conhecidos Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. 


Júpiter, o maior planeta do sistema solar, tem 71492 quilômetros de raio, 11 vezes maior que o raio do nosso planeta. Se fosse ôco, caberia mais de 2 mil Terras dentro dele! Saturno, o segundo maior planeta, não fica atrás. Seu raio é de 60268 quilômetros.
Bem menores, Urano e Netuno têm 51108 e 49538 quilômetros de raio, mesmo assim, aproximadamente 8 vezes maiores que Terra. A figura mostra bem o quanto somos pequeninos perto desses gigantes de gás !
Na sequência vemos o Sol. Seu raio, de 695 mil quilômetros é 100 vezes maior que o raio terrestre. Mesmo o gigantesco Júpiter não passa de uma bolinha de gude quando comparado ao astro-rei. Veja que a Terra, nossa bela Terra, não atinge sequer o tamanho de uma pulga ! 



Mas as comparações não param. Nem mesmo o Sol é tão grande quanto parece. A ilustração abaixo mostra que até ele se torna uma pequena estrela quando comparado à outros sóis, muitos anos-luz distantes. Nosso Sol não passa de uma lanterna quando comparado à Sirius, distante 25 anos-luz do nosso planeta e a estrela mais brilhente no céu noturno. 


Mas até mesmo Sirius, se comparada à grande Arcturus, perde sua majestada. Essa estrela gigante, 17 vezes maior que o Sol, põe suas concorrentes no chão e faz nosso Sol parecer uma pequena lamparina !
Mas não se iluda. No universo a briga é boa e quando você acha que já viu tudo, pode se enganar. Veja a imagem abaixo. 


Agora quem parece uma pulga é a gigantesca Arcturus. Perto de Antares, uma supergigante vermelha distante 600 anos-luz da Terra, tudo parece pequeno. Antares é 700 vezes maior que nosso sol e brilha 10 mil vezes mais forte. Localiza-se no centro da constelação do Escorpião, e devido à sua coloração avermelhada, alguns astrônomos a chamam de Coração do Escorpião.
Como deu pra notar, em um universo gigantesco, nossa Terra não é tão importante quanto imaginamos !

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...