sexta-feira, 23 de outubro de 2015

EMPREENDEDORISMO 9



EMPREENDEDORISMO 9

TEXTOS DO LIVRO – O NEGÓCIO DO SÉCULO XXI  – DE ROBERT T. KIYOSAKI

O que é preciso para iniciar um negócio de marketing de rede bem-sucedido
          Você sempre pode desistir. Por que tem de ser agora?



Então, você decidiu começar o próprio negócio do marketing da rede. Parabéns! Agora enfrenta uma escolha. Há vários milhares de empresas de marketing de rede em operação. De qual delas você vai participar? E como escolher?
Recém-chegados ao marketing de rede muitas vezes seguem um padrão para essa escolha: se inscrevem com a primeira oportunidade que aparece. Agora, pode muito bem ser que a primeira empresa sobre a qual ouve falar seja uma boa empresa, e uma escolha sábia para você. Mas deve ser uma escolha baseada em informação e pesquisa cuidadosamente feita. É do seu futuro que estamos falando.
Ao escolher uma empresa para trabalhar, o produto não é a consideração mais importante.
Sublinho isso porque a maioria das pessoas assume que o produto é a coisa mais importante. Não é. Lembre-se: você não tem um emprego de vendedor; está abrindo um negócio para si mesmo e esse negócio marketing de redes. E, quando você começa a examinar as diferentes empresas, a questão mais importante em sua mente precisa ser: “É esta a empresa que vai me ajudar a aprender como me tornar um mestre em construção de redes?”
Um sistema de marketing de rede é criado para tornar possível a qualquer pessoa compartilhar riqueza. É aberto a qualquer pessoa que tenha fibra, determinação e perseverança. Não importa seu nome de família ou qual faculdade você frequentou (nem mesmo se frequentou), quanto dinheiro você faz hoje, sua raça ou sexo, quão bonito você é, quão popular ou até mesmo quão inteligente.
A maioria das empresas de marketing de rede presta atenção principalmente no quanto você está disposto a aprender, mudar e crescer, e se você tem coragem para resistir às intempéries, enquanto aprende a ser um empresário.
Isso é verdade para toda empresa de marketing de rede? Não. Como em qualquer outra coisa, há o bom, o mau e o feio – e há também o verdadeiramente fantástico.
Mas as melhores empresas são totalmente dedicadas a seu negócio de educar. Elas estão comprometidas com o longo prazo e colocam prioridade no desenvolvimento de suas habilidades. Quando você encontra uma empresa como essa, com os líderes que estão dispostos a treiná-lo e ajudá-lo a se tornar o empresário que você pode ser, é uma empresa boa à qual se associar.
O plano de remuneração é importante? Com certeza. E a qualidade da linha de produtos é crítica? É claro. Mas, muito além dessas coisas, o que realmente observo é o quão dedicada a empresa está para desenvolver você para pertencer verdadeiramente ao quadrante D – um empresário que constrói riqueza genuína. Esta é a coisa mais importante da empresa de marketing de rede com a qual você vai se afiliar: ser realmente sua escola de negócios.
Nos dias de hoje, os negócios do dia a dia da construção de uma rede são tipicamente conduzidos por telefone e pela internet, tanto quanto o face a face. Mas você ainda vai descobrir que as melhores empresas colocam foco intenso em seus eventos anuais, semestrais, trimestrais e/ou mensais. Por quê? Pelo seu valor educacional, de treinamento e desenvolvimento pessoal.
E, a propósito, não é apenas a empresa de marketing de rede que está envolvida em sua formação e educação. Você tem toda uma hierarquia de pessoas – desde aquela que o afiliou diretamente ao negócio (muitas vezes chamado de seu “patrocinador”) até aquelas que estão no topo da hierarquia da empresa. Todas elas têm um interesse genuíno em ver você crescer, aprender e ter sucesso.
Uma das belezas do sistema de marketing de rede é que ele é configurado para ser exatamente o oposto do ambiente competitivo corporativo, no qual até mesmo seu melhor amigo pode passar a perna em você para chegar ao próximo degrau da escada.  No marketing da rede, esse tipo de competição acirrada não acontece, porque o sucesso do seu patrocinador, e daqueles acima de vocês, depende do seu sucesso. Pessoas que lucram com seu crescimento querem que você cresça!
Mesmo que não seja a consideração mais importante, a oferta de produtos da empresa é crucial. Por quê? Por causa de uma coisa: o boca a boca.
Empresas de marketing de rede, normalmente, não fazem um monte de publicidade nos meios de comunicação de massa. Você não vê frequentemente outdoors ou anúncios de televisão para esses produtos. Por que não? Porque elas utilizam um modelo promocional completamente diferente. Em vez de colocar seu orçamento de publicidade em mídias de massa caras, eles aplicam esse dinheiro em pessoas como você.
A força vital de uma rede em crescimento é o boca a boca – indivíduos falando a outros indivíduos sobre seu produto ou serviço e a oportunidade que eles tiveram de fazer parte disso tudo.
Por causa disso, os produtos e serviços que normalmente vendem bem no modelo de marketing de rede são aqueles com os quais as pessoas estão animadas, aqueles que significam uma grande história para elas, que têm um ingrediente interessante ou uma história original, aqueles que proporcionam benefícios especialmente poderosos ao usuário ou aqueles que são o primeiro de sua espécie – produtos ou serviços que contam uma história única. Em suma: o boca a boca.
É importante lembrar que não existe um produto “melhor”. Há espaço para milhares de melhores produtos e serviços. Em certa medida, a escolha de um grande produto é uma coisa muito subjetiva. Algumas pessoas têm forte afinidade com produtos de beleza, ou nutrição, ou tecnologia. Há um forte mercado para o produto?  É algo que irá agradar a um vasto número de pessoas? O preço é competitivo?  Você acredita no valor do produto e vai usá-lo pessoalmente? Será que tem uma grande história para contar? Quando você está realmente apaixonado pelo produto que está compartilhando com outras pessoas, elas estarão mais propensas a se animar com isso também.
Então o que é preciso para construir o próprio negócio bem-sucedido de marketing de rede? Primeiro, vamos olhar para o que não é preciso.
Você não precisa de um MBA nem de um forte background negocial Lembre-se da palavra duplicável. As estratégias que funcionam melhor em rede são aquelas que duplicam melhor. O marketing de rede faz por um modelo de negócio do quadrante D o que Henry Ford fez pela indústria automobilística: reduz o processo para componentes que podem ser produzidos em massa.
Você não tem de ser “um grande vendedor”. Mais uma vez, um dos maiores equívocos que as pessoas que não estão realmente em marketing de rede têm sobre o negócio é que você precisa ser um “vendedor nato” para ter sucesso aqui. Nada poderia estar mais longe da verdade. De fato, acreditar nisso pode prejudicá-lo no marketing de rede. Por quê? Porque os tipos “grandes vendedores” não podem se duplicar. Lembre-se: isso não é essencialmente um negócio de vendas, mas um ensinamento, uma construção de equipes, um negócio de liderança. Seu trabalho não é vender um lote de produtos nem ensinar um monte de gente a vendê-lo. É liderar, treinar e construir pessoas. É, antes de tudo, construir uma rede.
Você não precisa sair do seu trabalho! Na verdade, é preferível não sair do seu trabalho quando você está começando. Construir seu próprio negócio não é como começar um trabalho novo, onde você começa a ganhar um salário no momento em que aparece para trabalhar. Vai levar algum tempo para construir sua rede. Dê-lhe tempo. E não é só por razões financeiras. Mesmo que você pudesse se dar ao luxo de sair do seu trabalho, muitos novatos em marketing de rede descobrem que, uma vez que começam seus negócios, continuar conectados a seus colegas de trabalho serve como fonte de potenciais parceiros ou para dar referência a possíveis parceiros.
Você não precisa ser rico nem fazer empréstimos. A maioria das empresas de marketing de rede exige menos de $500 do próprio bolso para os custos iniciais. Mas não se enganem a esse respeito: o que você economiza em dinheiro compensa em suor e paixão. O maior investimento em grande parte dos negócios próprios é o investimento de si mesmo, na forma de tempo, persistência e foco. Mas você não precisa de uma pilha de dinheiro para começar. Ainda assim, só porque o investimento de capital é baixo, não significa que seja nulo. Esse é um negócio, e você precisa administrá-lo como um negócio. O que significa que terá custos operacionais mensais.
Você não precisa ser um gênio em negociação ou em números. Você precisa de um desejo ardente e de uma determinação alimentada por forte dose de paixão. “Você tem de amar o que faz”, diz meu amigo Donald Trump. “Sem paixão, é difícil encontrar sucesso de monta. Como empresário, você terá momentos difíceis se não estiver apaixonado pelo que está fazendo.” Essas são algumas das coisas que não são necessárias para se construir um negócio bem-sucedido de marketing de rede.
Agora vamos olhar para o que é preciso. É preciso ser honesto consigo mesmo. A construção de um negócio no quadrante B não é tarefa fácil. Você precisa perguntar a si mesmo: “Tenho o que é preciso? Estou disposto a ir além da minha zona de conforto? Estou disposto a ser liderado, bem como a aprender a liderar? Existe uma pessoa rica dentro de mim, pronta para ser externalizada?”  Se a resposta for “Sim”, então comece a procurar por um negócio de marketing de rede que tenha um excelente programa de treinamento. Gostaria de acrescentar o seguinte: Certifique-se de que você saiba claramente o ponto em que se encontra e o que gostaria de realizar na vida. Ter uma visão do que gostaria de realizar é essencial. Em seguida, esclareça suas expectativas. Saiba quanto vai demorar, quanto tempo terá de despender semanalmente, assim como quanto dinheiro, habilidades e recursos. Saiba claramente quais ações você precisa tomar para ser bem-sucedido. Estabeleça prazos realistas.
“O marketing de rede exige espírito empreendedor, e isso significa foco e perseverança. Não recomendo marketing de rede para as pessoas que não são altamente motivadas.”
É preciso ter a atitude certa. Para mim, tornar-me empreendedor é um processo contínuo com o qual ainda estou envolvido. Acredito que serei um empresário em treinamento até o fim dos meus dias. Amo os negócios e adoro resolver problemas negociais. É um processo que me traz o tipo de vida que quero ter. Embora, muitas vezes, não tenha sido fácil, tem valido a pena.Um pensamento me deu forças para seguir em frente: meu brilho no escuro, mesmo na mais escura das noites. Eu tinha um pequeno pedaço de papel de um biscoito da sorte chinês colado na base de um telefone do escritório de nossa empresa de carteiras de surfistas que dizia:   
          Você sempre pode desistir. Por que tem de ser agora?
Houve muitos telefonemas com os quais eu tinha de lidar que me proporcionaram razões mais do que de sobra para desistir. No entanto, depois de desligar o telefone, eu olhava para aquelas palavras de sabedoria do biscoito da sorte e dizia a mim mesmo: “Por mais que eu queira desistir, não será hoje. Amanhã desisto.” A coisa boa é que o amanhã nunca veio. Pai Rico costumava dizer que, se ficar rico fosse fácil, todo mundo seria rico. É por isso que, quando as pessoas perguntam qual foi a primeira coisa que me permitiu tornar-me rico, respondo que não queria que ninguém me dissesse o que fazer. Eu queria a minha liberdade intensamente. Não queria ter segurança no emprego; queria a liberdade financeira. E é isso que o marketing de rede oferece.
Se você gosta de ter alguém lhe dizendo quanto pode ganhar e quando deve chegar ou sair do trabalho, então uma empresa de marketing de rede não serve para você.
É preciso haver crescimento real. Um negócio de marketing de rede pode ser um negócio no quadrante D, mas isso não significa necessariamente que será. Isso é com você. O marketing de rede é o veículo perfeito para pessoas que querem entrar no mundo do quadrante D. Enquanto seu potencial de rendimento nos quadrantes E e A é tipicamente limitado a quanto você como indivíduo pode produzir, no negócio de marketing de rede é possível ganhar tanto quanto sua rede gera. Isso significa que, quando você constrói uma rede muito grande, pode ganhar uma enorme quantidade de dinheiro. No entanto, apenas aderir a uma empresa de marketing de rede não faz do seu novo empreendimento um negócio do quadrante D – não até que seja realmente grande.
A definição técnica de um “empreendimento grande” é aquele que engloba 500 ou mais pessoas. Mais uma vez, esses 500 são geralmente descritos como “empregados”, mas a questão principal é o número de envolvidos. Quando você constrói uma rede de 500 ou mais representantes independentes, o que tem definitivamente se encaixa na definição de uma grande empresa do quadrante D. E o sistema de uma empresa de marketing de rede é projetado para se expandir para muito além de 500 pessoas. É comum que cresça até vários milhares ou até mesmo dezenas de milhares, e não é incomum ver redes de centenas de milhares de pessoas.
Uma vez que a rede cresce além de 500 pessoas e pode chegar a milhares, você tem um verdadeiro negócio do quadrante D gerando renda passiva. Não é só uma rede viável; é um ativo de geração de renda. Mas isso significa que o intervalo entre o momento em que você começa até o ponto no qual chega a essa escala de mais de 500 é um período de formação, um tempo para construir a base. Mantenha-o em perspectiva. Não perca de vista o objetivo real: a construção de riqueza.
É preciso tempo. Se você acha que pode começar um negócio de marketing de rede e imediatamente começar a ganhar dinheiro, então ainda está pensando como alguém que vive nos quadrantes E ou A. Na verdade, são as pessoas nos quadrantes E e A as que mais caem nos esquemas de fraudes e enriquecimento rápido. Não há essa coisa de métodos de enriquecimento rápido no marketing de rede. Ainda que as atividades do negócio sejam simples, demandam tempo e esforço, a fundação da criação de renda passiva.
A Associação de Venda Direta afirma que, em média, um em cada 10 contatos dirá “sim” à oportunidade. No entanto, esse número aumenta com o nível de experiência do proprietário do negócio. Lembre-se: esse número se torna verdadeiro com o volume. Talvez você encontre essa média em apenas 10 contatos, mas descobrirá que é verdade para 100 contatos.
Ao longo dos anos, existiram algumas pessoas que promoveram o negócio de marketing de rede como uma espécie de “fast track (caminho mais rápido)” para a riqueza. Claro que isso é uma besteira total. As pessoas no marketing de rede que desenvolveram suas habilidades de liderança construíram seus negócios e desenvolveram riqueza genuína passaram longos e duros anos fazendo isso.
Portanto, não se engane se ouvir alguém tentar lhe dizer que você deve ver resultados rápidos. Isso não é um passe de mágica nem um golpe de sorte: é um negócio sério. É da sua vida que estamos falando aqui. No mundo real dos negócios, se você não consegue produzir resultados no prazo de três a seis meses, será demitido. A Xerox foi uma das poucas empresas generosas: eles me deram um ano para aprender e um ano de liberdade condicional. Se eu não tivesse tido aqueles dois anos, teria sido demitido.

Sua situação é diferente: a sua empresa de marketing de rede não vai demiti-lo – por isso não demita a si mesmo. Não se dê alguns meses ou um ano de esforço para, em seguida, dizer: “Ah, bem, não funcionou para mim.” Dê a si mesmo o tempo que for necessário.
O plano quinquenal. Se você considera seriamente começar sua jornada, recomendo que se comprometa com um mínimo de cinco anos de aprendizado, crescimento, mudança de valores essenciais e encontros com novos amigos. Por quê? Porque isso é realista. Levou anos para Howard Schultz construir a Starbucks, para Ray Kroc construir o McDonald, e para Michael Dell construir a Dell Computers. É preciso algum tempo para se construírem grandes empresas e grandes líderes empresariais. Levei anos para construir meu próprio negócio bem-sucedido do quadrante D. Levará anos para construir sua empresa de marketing de rede. Por que seria diferente? A maioria das pessoas não pensa em termos de anos; treinadas pela publicidade e acostumadas com seus salários do quadrante E, elas pensam em termos de gratificação imediata. É de se admirar que tantas pessoas, quando consideram pela primeira vez a possibilidade de colocar o pé no mundo D, sejam tão suscetíveis à ideia de “ficar ricas rapidamente”? “Eu me inscrevi há uma semana. Quando começo a fazer muito dinheiro?” Gente, ficar rico rapidamente é um oximoro. Um relacionamento rico não acontece rapidamente; um livro que seja recompensador nunca é escrito da noite para o dia. A criação de riqueza, por definição, leva tempo, e isso é tão verdadeiro para a riqueza financeira quanto para qualquer outro tipo de riqueza. Por isso há tão poucas pessoas no quadrante D. A maioria das pessoas quer dinheiro, mas não está disposta a investir tempo.
Em seu livro Outliers: Fora de Série, Malcom Gladwell explica que, para se tornar excepcionalmente realizado em qualquer coisa, é necessário dedicar cerca de 10 mil horas de trabalho duro. Quando era um garoto ainda no colegial, Bill Gates colocou 10 mil horas em programação. Quando ainda eram apenas uma banda britânica de desconhecidos, os Beatles tocaram em uma casa noturna em Hamburgo, sete horas por dia, sete dias por semana e colocaram aí cerca de 10 mil horas.
“O que é realmente interessante sobre essa regra das 10 mil horas”, diz Gladwell, “é que ela se aplica a virtualmente tudo. Você não pode se tornar um grande mestre de xadrez a menos que passe 10 mil horas praticando. O prodígio do tênis, que começa a jogar aos 6 anos, compete em Wimbledon aos 16 ou 17, como Boris Becker. O músico clássico que começa a tocar violino aos 4 anos estreará no Carnegie Hall com mais ou menos 15”.Dez mil horas: faça as contas. Se você trabalha 8 horas por dia, 5 dias por semana, atingirá a marca de 10 mil horas depois de 5 anos de esforço em período integral.
Felizmente para você, ser um mestre em marketing de rede não é como tornar-se um grão-mestre em jogo de xadrez. Você não precisa tornar-se Boris Becker, os Beatles ou Bill Gates. Você não precisa tornar-se o melhor do mundo – mas tem de dominar as habilidades do negócio. Não serão necessários cinco anos de tempo integral, de 40 horas por semana. Mas para aprender e dominar o que é preciso para construir uma rede enorme, com renda passiva, faça a si mesmo um grande favor e se dê o tempo suficiente.
Dê-se tempo para desaprender também. Por mais que existam coisas para aprendermos nesse negócio, são boas as chances de que também haja uma quantidade substancial de coisas para desaprendermos. Uma das razões para que muitas pessoas fiquem tão arraigadas aos quadrantes E e A é que elas começam a se sentir confortáveis ali. Não é que esses quadrantes sejam necessariamente mais confortáveis. Afinal, você está sendo tributado como um louco, seu tempo nunca é propriamente seu, muitas vezes você é forçado a trabalhar com pessoas que não suporta... de muitas maneiras, esses quadrantes são realmente muito desconfortáveis. Mas as pessoas começam a se sentir confortáveis lá porque passaram anos aprendendo a estar ali, e é o que elas sabem, afinal.
Tudo isso muda quando você entra para o mundo do marketing da rede. A experiência de trabalho que vem por causa do tempo despendido no em-prego tradicional ou autônomo muitas vezes não é tão útil no marketing da rede. Horário fixo de trabalho, salários definidos ou com base em tempo despendido, a estrutura de chefes e hierarquias de gestão, descrições de trabalho muito restritas, uma clientela claramente definida, uma estratégia claramente definida de território e edifícios físicos são muitas das armadilhas do local de trabalho convencional que não existem nesse negócio.
Se você trabalhou em vendas tradicionais, como já dissemos, vai querer desaprender muitas dessas habilidades, porque, em marketing de rede, não é o que você pode fazer que importa, mas o que pode fazer e duplicar.
Se você tem experiência em gestão de pessoas, precisará de alguma desaprendizagem  também – porque, no marketing de rede, você não contrata, não demite, nem diz o que fazer. Trata-se de uma dinâmica completamente nova esse negócio do século XXI e, para se destacar aqui, você provavelmente precisará deixar alguns velhos hábitos para trás.
Permita-se algum tempo para desaprender, bem como para aprender. Para algumas pessoas, a parte mais difícil de mudar do lado esquerdo do quadrante para o lado direito é desaprender o ponto de vista dos quadrantes E e A.
Depois de desaprender o que você aprendeu, a mudança se torna muito mais rápida e mais fácil.
Tudo se resume à ação. Você pode planejar estudar e aprender tudo o que quiser, mas as únicas pessoas que vencem no marketing de rede são aquelas que agem hoje, amanhã e sempre.
CONTINUA

CADASTRO NA BOULEVARD MONDE


BOULEVARD MONDE



BOULEVARD MONDE – EMPRESA 



A Boulevard Monde é uma empresa genuinamente brasileira, com 14 anos de experiência em fabricação de produtos de saúde, beleza e bem estar, com fábrica em Bauru/SP e distribuição e gestão em Campinas/SP.
Hoje conta com 8 filiais e mais de 500 registros em ANVISA.
A Boulevard Monde tem um elevado nível de governança sustentável e profissional, comprometida com a qualidade dos produtos, logística e respeito ao ser humano

Dados recentes da pesquisa Mintel apontam que 90% dos brasileiros possuem perfume e 84% os usam todos os dias. Esse cenário coloca o país na liderança mundial em vendas e volume no segmento. Espera-se que o mercado atinja US$ 5.1 bilhões em vendas em 2017
42
R$
BILHÕES
Foi o valor movimentado em 2013
pelo mercado de Venda Direta e
Marketing Multinível.

A Boulevard Monde fabrica com exclusividade uma linha variada de perfumes, cosméticos e make-up. Na linha nutricional oferece Shakes promotores de saciedade, Sopas de baixas calorias, Barras de Cereais, Antioxidantes, Energéticos e Poli Vitamínicos.
Permanentemente empenhada com pesquisas científicas e com apoio de parceiros líderes em tecnologias, a Boulevard Monde se destaca como uma das primeiras empresas brasileiras de atuação ampla no sistema de marketing de rede.
Busca pessoas empreendedoras, e para isso, está presentes nas principais cidades brasileiras promovendo treinamentos para o desenvolvimento do negócio com eficiência.
Para você ser um distribuidor independente é necessário ser indicado por uma pessoa já cadastrada na empresa. Como eu.  Peça para mim, ou faça você mesmo sua inscrição através do site da empresa na Internet (cadastro.boulevardmonde.com.br/carlech). Em caso de dúvidas, não hesite, solicite maiores informações  (031 3827-2297) e WhatsApp: 8662-2521
O marketing de rede chamado também de marketing multinivel é um sistema de distribuição, ou forma de marketing, que movimenta bens e/ou serviços do fabricante para o consumidor por meio de uma ‘rede’ de contratantes independentes.
O marketing multinível é um sistema derivado das vendas diretas. Este sistema em forma de rede (networking) tem se consolidado num cenário de revolução organizacional. Segundo alguns estudiosos de administração, o marketing de rede é considerado um sistema mais eficaz em determinadas situações de mercado. Segundo tais autores, a globalização alterou a disposição do cenário econômico nos anos 80. Sendo assim, as empresas começaram a caminhar em direção ao marketing de relacionamento, justificando a necessidade de criar vínculos de fidelização com os clientes.
Compre os produtos, experimente-os e analisa-os, se gostar, se aprovar, comente com as pessoas mais próximas de você e convença-as a fazer a compra deles e assim a sua REDE de pessoas só tende a aumentar e consequentemente os seus LUCROS também.
Boa sorte!

CPI TERMINOU EM PIZZA



  

Márcio Doti




Se alguém esperava outra coisa como desfecho dessa CPI da Petrobras é porque está querendo que chegue o Natal com um Brasil consertado, como presente de Papai Noel. Tudo foi montado para acontecer como aconteceu, o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio, do PT do Rio, acostumado com defesas tão impossíveis quanto essa, de livrar a cara de políticos já conhecidos e reconhecidos como ligados aos escândalos da Petrobras. Ele era defensor ferrenho de José Dirceu, livrou ministros de Lula de complicações numa CPI que apurava uso de cartões corporativos pelas ditas autoridades, que até fizeram compras em free shop absolutamente sem querer, entre outras coisas já bastante conhecidas. O deputado Luiz Sérgio faz parte do time que conta com a impunidade das urnas e com o esquecimento do povo para continuar fazendo de seu mandato um cobertor bem grande, capaz de esconder malfeitos e malfeitores com a maior desfaçatez.
O DESCRÉDITO DOS PARLAMENTOS
A opinião pública não se assustou com o resultado da CPI, mas não se iludam os parlamentares que se acham absolvidos de culpa e responsabilidade por algo tão grave. A reação do povo é resultado de uma descrença generalizada em comissões de inquérito e na postura da classe política, mesmo posta diante de algo tão contundente, mais do que revelado pelas investigações.
O povo parece esperar pelas providências da Justiça, já demonstrou confiar no que vem sendo feito pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pela Justiça Federal. Ao que se percebe, a opinião pública não se surpreende, apenas reforça seu mau conceito em relação aos representantes nos quais deveria confiar, nos quais deveria contar.
Esse descrédito não vem de agora, está sendo moldado há muitos anos e agora mais do que nunca porque os últimos 13 anos têm servido para demonstrar que os discursos são diferentes em matéria de situação e oposição, mas no final é tudo uma luta pelo poder em que o idealismo só serve para os palanques, nunca para os gabinetes.
O PODER DAS RUAS
A única força efetivamente respeitada é a que vem das ruas, sempre que acontece com contundência. Os panelaços serviram para fazer com que autoridades se resguardassem de pronunciamentos na TV, o que ocorreu com a própria presidente Dilma e com o ex-presidente Lula. As manifestações de 2013, apesar dos excessos condenáveis, serviram para frear um pouco o caradurismo dos políticos e o descaso pelo que pensa o povo.
A pressão do povo tem sido crescente e ela tem que ocorrer de modo ordeiro, pacífico para que não seja anulada ou prejudicada sob o pretexto de defender a ordem pública. O povo já aprendeu ir às ruas sem baderna e a demonstrar sua insatisfação com serenidade e firmeza. Sem isso, os falsos donos do poder vão decidir à vontade e festejar nas madrugadas.
E por falar em falta de respeito, o presidente do Senado, Renan Calheiros, acaba de oferecer belo exemplo ao conceder prazo de 45 dias para a presidente Dilma explicar o inexplicável sobre as pedaladas, ganhando mais tempo para fugir da punição. Precisa mais?

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

MINHA CASA MINHA DÍVIDA



Bom de voto, MCMV é um desastre na inserção urbana das habitações

Pedro Henrique Torres 


O destino e os tropeços econômicos desse e do governo anterior, podem ter oferecido à presidente Dilma uma chance de rever seu programa de habitação popular: o Minha Casa Minha Vida (MCMV). Muito mais um programa de estímulo à economia do que de habitação –lançado em 2009 pelo então ministro da Fazenda, Guido Mantega, com esse propósito– sempre foi alvo de críticas. Especialistas de distintas matrizes ideológicas, pesquisadores e estudiosos do tema, entre os quais as urbanistas Ermínia Maricato e Raquel Rolnik, ou Sérgio Magalhães, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, reiteradamente tecem recomendações críticas sobre os rumos do MCMV.
Aparentemente "bom de voto", a iniciativa se mostrou um desastre do ponto de vista da integração com outras políticas públicas para as cidades e da inserção urbana dos empreendimentos construídos –sobretudo os da faixa 1 do programa. O programa, quando lançado, apresentava características opostas ao que estava sendo discutido, de forma participativa, pelo plano nacional de habitação.
Por exemplo, o fato de não ter devidamente estipulado cotas para os condomínios do MCMV em áreas centrais das cidades, permitindo uma efetiva inclusão social dessa parcela da população, não apenas interessada em adquirir sua casa própria, mas em contribuir para uma mudança na morfologia da vida nas cidades. Muitos condomínios foram construídos em terrenos distantes das áreas centrais da cidade, com ausência de empregos, serviços, educação, transportes e saúde.
Alguns avanços, mesmo que tímidos, devem ser reconhecidos da primeira versão do MCMV para a segunda. São ainda aguardadas mais mudanças para a terceira fase, anunciada durante a campanha eleitoral de 2014, e, até agora, sem data estipulada para a implementação –segundo o próprio ministério das Cidades, quando anunciou a criação de uma nova faixa intermediária, com renda entre R$ 1.800 e R$ 2.350.
No entanto, o ajuste fiscal e o momento atual de nossa economia dão ao governo uma chance de ouro de ouvir as críticas e estudos já feitos pela academia –inclusive com recursos públicos, como do CNPq– além dos movimentos sociais e especialista do setor. Não é possível que em pleno 2015 continuemos insistindo em um modo de produzir cidades desiguais, reproduzindo uma política da década de 60: moradias distantes das áreas centrais, feitas com recursos do Tesouro.
Problemas como a integração dos conjuntos MCMV ao transporte público, aos planos municipais de habitação, saneamento e mobilidade, a produção de exclusão e desigualdade, além do gravíssimo controle de milicianos e traficantes em certas unidades, são questões para, no mínimo, repensar o programa. É preciso pensar a habitação social dentro de um plano maior de desenvolvimento das nossas cidades, com políticas integradas e gestão participativa.
Mais do que se preocupar com metas, que dificilmente serão cumpridas, como a de construir 3 milhões de novas unidades para o MCMV 3, o governo deveria aproveitar essa oportunidade para construir, de forma coletiva, uma nova política habitacional e urbana, indo além dos interesses do capital imobiliário.
A receita é conhecida: incentivo ao transporte público e não motorizado, uma cidade compacta, ocupar as áreas centrais da cidade, apoiar políticas como a do aluguel social e a possibilidade de compra de apartamentos sem a necessidade de que se construam novos, mas ofertando crédito para aquisição de imóveis existentes.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...