segunda-feira, 6 de julho de 2015

A SORTE PERSEGUE OS VENCEDORES



  

Eduardo Costa




De vez em quando a gente lê algo que quer compartilhar com o maior número de pessoas. Considerando os tempos tormentosos que vivemos, nos quais ouço queixas, desabafos e desalentos o dia inteiro, descobri, através do Luiz Marins, meu preferido entre os motivadores do Brasil, que a edição de 2012 da revista Super Interessante, reportagem de Alexandre de Santi e Cristine Kist, mostra que um bom começo para quem quer afastar o azar é agir como uma pessoa de sorte. Vejamos um trecho:

“As pessoas que se consideram sortudas têm algumas características em comum – que você pode facilmente adotar na sua vida: 1. Multiplique as chances – Sabe aquele conhecido que vive ganhando em promoções? Ele ganha porque joga. Participe mais de concursos. 2. Seja sociável – Quanto mais pessoas você conhecer, maior é a chance de que alguma delas traga boas notícias – como uma oferta de trabalho. 3. Tenha calma – Se você vive correndo, jamais terá a sorte de notar aquela nota de R$50 dando sopa na calçada. 4. Busque o novo – Faça coisas diferentes. Com isso, sua chance de ter sorte se torna estatisticamente maior. 5. Aceite o acaso – Não tente ser racional o tempo todo. Aceite que a vida tem coisas aleatórias. 6. Medite – Ajuda a tomar boas decisões, o que é essencial à sorte. Um estudo constatou que as pessoas sortudas meditam com mais frequência.

Acredite – Se você não acredita que vai encontrar sua cara-metade, provavelmente não vai encontrar mesmo. Seja otimista. 8. Não dê bola para os números – Queria se candidatar a um concurso concorridíssimo, mas desistiu porque a chance era pequena? Ao desistir ela passou a ser de 0%. E facilitou a vida do sortudo que conquistou a vaga”.

E, para encerrar, repito o próprio Marins quando ele diz que é muito certo o aforisma de autor desconhecido que diz que sorte é a combinação entre a capacidade de fazer acontecer e a oportunidade para fazer acontecer. E que sorte é estar no local certo, na hora certa e devidamente capacitado a fazer as coisas acontecerem. Quando perguntam a atletas famosos se eles têm sorte, a resposta que sempre dão é a seguinte: “De fato tenho sorte, mas sempre percebi que quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho”.

domingo, 5 de julho de 2015

BUROCRACIA





Antônio Anastasia


Vontade de mudar o rumo da história, de acreditar que a vida da gente pode, sim, ser um mundo fantástico, desses de livro. Uma fantasia. Um mundo que Alice quis conhecer.
Tomando uma poção mágica, Alice, de Lewis Carroll, que acaba de completar 150 anos de publicação, acredita em um outro mundo. E para isso diminuiu seu tamanho. Quis entrar pela porta pequena. Tomo emprestadas as metáforas.
Ao contrário, hoje, temos que nos transformar em “gigantes” para entrar por uma, duas, três portas. Vivemos o inverso do mundo de Alice. Não um sonho, um pesadelo.
A burocracia é, hoje, a porta que temos de atravessar. Ela inviabiliza, dificulta, paralisa, impede-nos de crescer. Ao invés de gatos, chapeleiros, relógios, cartas, temos papéis e exigências, xerox, cópias, firmas reconhecidas, cartórios, filas, senhas...
Um mundo sem cor, sem graça, carimbado por avalistas, recheado de fiadores. Certidão de nascimento, de casamento, de separação e de bons antecedentes. Nada consta do Tribunal de Justiça. Do Tribunal Regional Federal. Do TRT, TST, TRE, TSE, STM, CNJ, no Superior Tribunal de Justiça. E do Supremo também.
Título de eleitor. Comprovante de votação nas últimas cinco eleições. Carteira de Trabalho, de motorista, de Identidade. Número de PIS. PASEP. Passaporte. Cópia. Autentica. Comprovante de endereço? Só luz ou água. Fotos 3 x 4. Camisa preta. Fundo branco. Sem sorrir…
O coelho que atrai Alice lembra que o tempo urge. Mas quanto tempo não perdemos no Brasil com processos desnecessários e ultrapassados?!
A realidade
Vivemos uma burocracia negativa e exagerada, que atrapalha a vida nacional. O país da burocracia e do papel. Do carimbo e da autenticação. Herança dos tempos da Coroa portuguesa que, infelizmente, permanece incrustada na administração pública brasileira até hoje.
Colocamos em um altar a ‘papelada’, na linguagem singela do nosso cidadão comum. Isso tornou-se um tormento. Gera atraso, aborrecimento, prejuízos para os cidadãos e para o país.
Tivemos em determinado momento esforços importantes com a figura do ministro Hélio Beltrão para um processo de desburocratização. Passado tanto tempo ainda não conseguimos incutir na sociedade, especialmente nas áreas governamentais, o gosto pela simplicidade. Tudo é complicado e exige confirmações infindáveis. Não temos confiança nas relações entre governo e o cidadão.
Enquanto não superarmos isso, na busca de uma administração pública mais enxuta, mais leve e mais simples, dificilmente poderemos avançar. Mudar essa realidade não pode ser um sonho ou uma quimera. Não podemos mais aceitar que a porta emperrada nos impeça de prosseguir.
Simplificar, desburocratizar, tirar as amarras, verdadeiros nós górdios, é dever do Estado que pretende ser eficiente, catalisador do crescimento. É um esforço que se faz urgente. Para o bem de nossas empresas, de nossa economia, de nossos trabalhadores, de nossa qualidade de vida e da nossa paciência.
O tempo urge. “Se você conhecesse o Tempo tão bem quanto eu”, o Chapeleiro falou, “não usaria a palavra desperdício para se referir a ele. Ele não é qualquer um”. Siga o coelho branco.
COMENTÁRIO
O autor, quando foi governador do estado de Minas Gerais, não praticou o que escreveu, isto é, não diminuiu a burocracia no estado.

sábado, 4 de julho de 2015

INCAPACIDADE DE GOVERNAR



  

Aristoteles Atheniense*



O recente pronunciamento de Lula, num colóquio mantido com líderes religiosos, desaprovando a sua afilhada Dilma Rousseff, que descumpriu as promessas feitas na campanha eleitoral, retrata não só o descompasso surgido entre ambos, como reflete a crise que atingiu o governo atual.

Na percepção do líder operário, o gabinete presidencial “é uma desgraça. Não entra ninguém para contar notícia boa”. Tomado de justa apreensão quanto ao desdobramento da crise política, o ex-presidente indagou de sua sucessora: “Companheira, você lembra qual foi a última notícia boa que demos ao país? Ela não lembrava”.

Nada mais compreensível e razoável, pois é difícil lembrar daquilo que se tornou raro.

Em pesquisa realizada na região do ABC paulista, berço do PT, os números conhecidos revelaram que o índice de aprovação do Executivo é de 7%, enquanto que o de rejeição chegou a 75%.

Embora Dilma houvesse assumido o compromisso eleitoral de “não mexer nos direitos dos trabalhadores”, nem esperou o início do segundo mandato para aumentar os juros. De imediato, impingiu uma alta na Selic, que saiu de 11% e foi para 11,25%. Outras três elevações ocorreram de janeiro a abril, até chegarmos ao patamar de 13,25%, o maior desde dezembro de 2008.

Além de aumentar a Selic, ainda elevou os impostos, combustíveis, energia elétrica, promovendo cortes nos direitos trabalhistas, gerando a recessão e o desemprego.

Foi em razão desse quadro alarmante, sem perspectivas de recuperação, que Lula não hesitou em afirmar que o Brasil conta, presentemente, “com um governo de mudos”. E nessa decepcionante situação, colocou não só o PT, como ele próprio.

Ao mesmo tempo em que Lula chamou Dilma aos brios, sobreveio a detenção dos presidentes das poderosas empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, na décima quarta fase da operação Lava Jato.

A nova investigação foi, sintomaticamente, denominada de “erga omnes”, o que significa, para quem tem conhecimento elementar de latim, “contra todos”. E por ser “contra todos”, deverá atingir quem detinha a responsabilidade dos atos cometidos pelos trapaceiros escolhidos para a Petrobras.

A esta altura, a cúpula do PT não afasta a possibilidade de que o seu presidente de honra seja incluído no processo investigatório em curso. Queixa-se de Dilma por não haver blindado o seu criador, evitando que fosse arrastado ao descrédito público, valendo-se do prestígio de seu cargo.

A insatisfação do PT envolve alguns dos auxiliares diretos da presidente, sobretudo o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que não empresta ao escândalo da Petrobras a importância que tem em termos de instabilidade constitucional e um futuro “impeachment”.

Embora o ministro José Eduardo Cardozo simule indiferença ao resultado das pesquisas, sustentando que o Brasil está vivendo um “momento específico que será revertido”, é flagrante o malogro de todos os que reconduziram Dilma ao poder, diante das convulsões que estamos enfrentando.

A partir do momento em que o responsável pela ascensão de Dilma reconheceu que ela cometeu um autêntico estelionato eleitoral, faltando à palavra empenhada junto aos seus eleitores, não há como esperar por uma mudança de rumo no segundo semestre, como anunciou o ministro Nelson Barbosa.

Usando da linguagem do povo, tão sacrificado e descrente, essa possibilidade remota não passa de uma tentativa de “tapar o sol com a peneira”.

* Advogado e conselheiro nato da OAB, diretor do IAB e do IAMG, presidente da AMLJ

sexta-feira, 3 de julho de 2015

AVIÃO SOLAR IMPULSE POUSOU NOS EUA



Avião Solar Impulse pousa nos EUA após voo de 5 dias com energia do sol
Aeronave decolou na última segunda-feira do Japão, rumo ao Havaí.
Foram quebrados dois recordes mundiais com esse voo.

Da EFE





O avião movido a energia do sol, o Solar Impulse II, aterrissou nesta sexta-feira (3) no Havaí, Estados Unidos, após um complicado voo de cinco dias sobre o Oceano Pacífico. Com a chegada, foram quebrados dois recordes mundiais: o de voo solitário mais longo e sem escalas, e o de maior distância percorrida por uma aeronave impulsionada por energia solar.
O Solar Impulse II aterrissou no aeroporto de Kalaeloa no Havaí às 5h55 (12h55 em Brasília), após 120 horas de voo, um total de cinco dias e cinco noites desde que decolou na madrugada da segunda-feira de Nagoia (Japão).


O avião Solar Impulse II pousou no aeroporto Kalaeloa, no Havaí, na manhã desta sexta-feira (3), hora local (Foto: Marco Garcia/AP)
A "aventura solar" da aeronave pretende marcar um feito histórico: percorrer 35 mil quilômetros sem usar uma gota sequer de combustível, impulsionado unicamente pela energia solar. A jornada teve início em 9 de março.
A aeronave, que se alimenta com mais de 17 mil células solares, tem por objetivo completar a volta ao mundo em 12 etapas, que já incluíram até o momento escalas em Mascate (Omã), Ahmedabad e Benarés (Índia), Mandalay (Mianmar), Chongqing e Nanquim.



Solar Impulse 2 pousa (Foto: Marco Garcia/AP Photo)

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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