sexta-feira, 22 de maio de 2020

DERROTAS DO PRESIDENTE BOLSONARO NO STF


Ramagem, governadores e MP: veja as últimas derrotas de Bolsonaro para o Supremo

Bianca Gomes 





© Gabriela Biló / Estadão O presidente da República, Jair Bolsonaro

Por conta das decisões desfavoráveis a Bolsonaro, a Corte tem sido alvo de críticas em manifestações. Em ao menos três delas, o presidente da República esteve presente. Na mais criticada, do dia 19 de abril, manifestantes carregavam faixas favoráveis a um novo AI-5 e gritavam contra o STF e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Abaixo, veja dez decisões do Supremo que foram desfavoráveis a Bolsonaro:

MP do ‘salvo conduto’ a agentes Públicos
O STF decidiu por maioria colocar limites ao alcance da medida provisória do governo que criou um “salvo-conduto” a agentes públicos por eventuais erros em atos administrativos relacionados à pandemia do novo coronavírus. Com a decisão, a Corte ampliou a possibilidade de responsabilização de agentes públicos e excluiu as chances de a MP ser aplicada para atos de improbidade administrativa.

Inquérito sobre acusações de Moro

Nomeação de Alexandre Ramagem
A suspensão do decreto de nomeação do diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, para a direção-geral da Polícia Federal foi um dos mais polêmicos reveses impostos pela Corte. A decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes no dia 29 de abril teve como base as declarações do ex-ministro Sérgio Moro sobre a tentativa de interferência de Bolsonaro na corporação. Segundo Moraes, o caso apresenta ocorrência de “desvio de finalidade”.

Expulsão de funcionários da Embaixada venezuelana
O governo pedia para que os diplomatas do governo de Nicolás Maduro deixassem o País, mas a Venezuela se recusava a cumprir a decisão e alegava “pressões desnecessárias”. Barroso concedeu liminar por considerar haver “violação a normas constitucionais brasileiras, a tratados internacionais de direitos humanos e às convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e Consulares”. Ele considerou que a ordem de saída, em meio à pandemia do novo coronavírus, violaria razões humanitárias mínimas, já que os integrantes do corpo diplomático “não representam qualquer perigo iminente”.

Lei de Acesso à Informação

Atos antidemocráticos
Após pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, o ministro Alexandre de Moraes abriu investigação para apurar a organização de atos antidemocráticos dos quais alguns o presidente participou. O mais marcante, no dia 19 de abril, ocorreu em frente ao Quartel-General do Exército, onde diante de manifestantes que pediam intervenção militar, Bolsonaro pregou o fim da “patifaria” e afirmou: “Nós não queremos negociar nada”.
Moraes classificou o episódio como “gravíssimo” e disse que a Constituição “não permite o financiamento e a propagação de ideias contrárias à ordem constitucional e ao Estado Democrático, nem tampouco a realização de manifestações visando o rompimento do Estado de Direito”.

Campanha contra o isolamento
Citando a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, o ministro afirmou que trata-se de uma campanha “desinformativa” e disse que “a medida sinaliza que não há uma grave ameaça para a saúde da população e leva cada cidadão a tomar decisões firmadas em bases inverídicas acerca das suas reais condições de segurança e de saúde”

Autonomia aos Estados
Em uma das mais significativas derrotas durante a pandemia, o STF determinou que Estados e municípios têm autonomia para colocar em prática as medidas que eles próprios avaliarem necessárias para o combate à crise do novo coronavírus. A decisão inclui a liberdade de prefeitos e governadores definirem quais são as atividades essenciais que não devem ficar paralisadas em seus respectivos locais na pandemia.

Inquérito das Fake News

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