Trump diz que
democratas estão cometendo suicídio político
Agência Brasil
O presidente dos
Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que o processo de impeachment,
aprovado na Câmara dos Representantes, é um suicídio político para o Partido
Democrata.
Será a terceira vez,
na história dos Estados Unidos, que um presidente vai ser julgado no Senado,
neste caso por abuso de poder e obstrução ao Congresso.
Trump desvaloriza a
votação e acredita que vai sair beneficiado nas eleições do próximo ano.
A Câmara dos
Representantes aprovou duas acusações contra Donald Trump no processo
de impeachment, cabendo agora ao Senado decidir o futuro dele.
Com um Senado de
maioria republicana, Trump não deverá ter razões para se preocupar.
Seria necessária uma
maioria de dois terços de votos favoráveis no Senado para que ele fosse o
primeiro presidente dos Estados Unidos a ser destituído.
Trump escreve
carta a Pelosi: declararam guerra contra democracia
Agência Brasil
Na véspera de uma
votação decisiva que poderá deixar nesta quarta-feira (18) Donald Trump no
caminho para a impugnação, o Presidente dos Estados Unidos enviou uma carta a
Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (EUA),
na qual acusa os democratas no Congresso de terem declarado "guerra contra
a democracia".
“Escrevo esta carta
para Nancy Pelosi, para que fique na História e para registar permanentemente
os meus pensamentos. Daqui a 100 anos, quando as pessoas olharem para este
caso, quero que o percebam e que aprendam com ele, para que nunca mais aconteça
com outro presidente”, explicou Donald Trump.
Ao longo de seis
páginas carregadas de críticas e acusações, o Presidente escreve que os
responsáveis pelo processo de impeachment violaram os seus juramentos,
quebraram a lealdade para com a Constituição e usaram de forma leviana o termo
“destituição”, palavra que considera “muito feia”.
“Não existem muitas
pessoas que conseguissem ter sofrido os castigos infligidos durante este
período de tempo e, ainda assim, fazer tanto pelo sucesso da América e dos seus
cidadãos”, considerou.
Trump escreve ainda
que foi “privado do processo constitucional básico desde o início do esquema
do impeachment” e que lhe foram negados “direitos fundamentais, incluindo
o direito de apresentar provas”.
Apesar desta última
afirmação, Trump chegou a ser convidado publicamente pelo presidente do Comité
Judiciário da Câmara dos Representantes para fornecer provas relacionadas com o
processo de destituição, o que teria permitido que a sua equipe legal
interrogasse testemunhas, mas o Presidente recusou o convite.
Rezar pelo
Presidente
A religião foi outro
ponto referido na carta de Donald Trump para criticar diretamente Nanci Pelosi.
“Você está a ofender
todos os americanos de fé ao dizer continuamente que ‘reza pelo presidente’,
quando sabe que esta afirmação não é verdadeira, a menos que seja usada num
sentido negativo. Está a fazer uma coisa terrível, mas será você a ter de viver
com isso, não eu!”.
Nancy Pelosi já
afirmou várias vezes que reza por Donald Trump e, em outubro, disse que reza
pela saúde do mesmo por considerar que o Presidente sofreu um colapso emocional
durante uma reunião com líderes democratas.
Na carta, o
Presidente escreve ainda que os democratas desenvolveram “Síndrome de Loucura
por Trump”, condição que “nunca irão ultrapassar”, e acusa Nancy Pelosi de “ver
como inimiga a democracia”.
Depois de, por
várias vezes, Donald Trump ter referido ao processo
de impeachment como uma “caça às bruxas”, o presidente considerou
agora menos justo o seu caso do que o do julgamento das bruxas de Salém, no
século XVII, durante o qual várias pessoas foram condenadas à morte no Estado
de Massachusetts por suspeitas de feitiçaria, sem provas concretas que o
provassem.
Pelosi diz que carta
é “doentia”
No Twitter, o líder
dos EUA destacou as “notas e críticas positivas” que a sua carta a Pelosi tem
merecido. “Ela é a pior! Não admira que pessoas como ela e Chuck Shummer [líder
da minoria democrata no Senado] estejam tão instáveis há tanto tempo – e isso
inclui a administração anterior que (e temos a certeza disto) espiou a minha
campanha”, escreveu Trump.
Nancy Pelosi
confirmou a receção da carta mas disse não a ter lido por inteiro, tendo,
porém, “visto a sua essência”, que considerou “muito doentia”.

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