quinta-feira, 1 de agosto de 2019

COLUNA ESPLANADA DO DIA 01/08/2019


A novela de Renan

Coluna Esplanada – Coluna esplanada 







A vida do senador Renan Calheiros (MDB-AL) tem sido intensa nos últimos anos. Não bastasse a derrota recente para a presidência do Senado –  que o deixou no baixo clero – e o escândalo de 2007 sobre pensão para uma filha que o apeou do comando da Casa, agora surge um suposto neto bastardo. A dona de casa Palewa Tayssa Merçon Marafuz impetrou ação na 4ª Vara da Família do Rio de Janeiro cobrando declaração avoenga do senador, mostram documentos de posse da Coluna, no processo nº 14368-06.2019.8.19.0208. Palewa aponta que Tassyo Fernando dos Santos da Silva, pai de seu filho, seria bastardo de Renan. A ação cita como réus Tassyo e o senador, e pede teste de DNA. Tassyo é pai de C.F.S.M., de 13 anos, que, segundo Palewa, é neto de Renan. Além disso, a reclamante anexou aos autos informações, com base em e-mails, de que Renan pode ter sido cliente de casas de câmbio de Tassyo, que movimentaram milhões.
Pensão 
Palewa diz que viveu apenas em 2004 e 2005 com Tassyo, e que, “várias vezes”, viu Renan no apartamento do então companheiro, no Rio, onde o jovem operou câmbio. A pensão, hoje em R$ 500, tornou-se insuficiente para criar o garoto, diz a reclamante.

Defesa 1
Tassyo, de 36 anos, diz que a ação não tem fundamento, e que seu pai –  citado na certidão de nascimento – é falecido. E que só fará o teste de DNA caso a Justiça determine. Cita ainda que Palewa responde a processos judiciais no Rio.

O passado
Tassyo admite que, antes de ele nascer, sua mãe participou de confraternizações no Rio, nas quais políticos se reuniram, entre eles Renan. Palewa indica que o suposto pai do ex-companheiro na sua certidão é invenção da mãe dele, Maria Avanilda dos Santos.

Fala, senador
À Coluna, o senador Renan Calheiros se resumiu a dizer que reconhece três filhos com a esposa e a filha menor com a jornalista Mônica Veloso. E que paga em dia a pensão.

Calça justa
As recentes declarações polêmicas do presidente Jair Bolsonaro causaram mal-estar dentro do governo. Houve reações, reservadas, de integrantes nordestinos do alto escalão do Planalto e de ministérios, após o presidente se referir aos governadores do Nordeste “de Paraíba”. A declaração sobre o pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, surpreendeu até setores da ala militar e gerou mais mal-estar.

Em cima
Na última semana, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, vinculada ao governo, emitira retificação de atestado de óbito de Fernando Santa Cruz. No documento, reconhece que a morte do estudante desaparecido na ditadura ocorreu “em razão de morte não natural, violenta, causada pelo Estado Brasileiro”.

Portaria 666
O PSB encaminhou proposta ao Conselho Federal da OAB para que entre com Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Portaria 666/19, do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que dispõe sobre deportação de estrangeiros. Segundo o deputado Gervásio Maia (PSB-PB), “não é da competência de Moro nem do Ministério da Justiça legislar sobre esse tipo de matéria, é inconstitucional, pois entra em conflito com a Lei Federal”.

Arranca-rabo
Com a segunda maior bancada na Câmara, três governadores e quatro senadores, o PSL, que ascendeu nas eleições de 2018 com a promessa de renovação, coleciona histórico de intrigas, racha e denúncias de corrupção eleitoral. Apesar de votar fechado em matérias de interesse do Planalto, o partido na Câmara é um dos que mais protagonizam divergências - reservadas ou públicas.

Memória
Em maio, as deputadas Joice Hasselmann e Carla Zambelli trocaram xingamentos em rede social. Agora, o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), entrou com representação no comitê de ética do partido contra Alexandre Frota (PSL-SP). E o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, do PSL mineiro, segue no cargo sob investigação pelo suposto esquema de candidaturas “laranja”, alvo de todos da sua legenda.

Da democracia
O governador Flávio Dino, do Maranhão, vai conceder a Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, a Grã Cruz da Ordem dos Timbiras, maior honraria do Estado. Os dois foram alvos de críticas do presidente Jair Bolsonaro. O ofício está na mesa de Dino.
Com Walmor Parente e Equipe DF, SP e Nordeste

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