Cemig ganha
prazo para manter usinas
Tatiana Moraes
Leilão das três
usinas está mantido até que a Cemig apresente garantias de que tem condições de
arcar com bonificação
INDIANÁPOLIS – O
governo federal aceita manter a concessão das usinas de Jaguara, Miranda e São
Simão com a Cemig, desde que a companhia pague os R$ 11 bilhões a título de
bonificação de outorga até 10 de novembro. O problema, agora, é o caixa da
estatal. Além de um dívida de R$ 12,5 bilhões, a empresa possui apenas R$ 2
bilhões disponíveis.
O presidente da
Cemig, Bernardo Alvarenga, confirmou que o martelo foi batido ontem,
durante ato em defesa da manutenção da concessão das usinas da Cemig,
realizado na usina de Miranda, em Indianápolis (Triângulo Mineiro).
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O leilão, marcado
para 30 de setembro, no entanto, está mantido até que a concessionária mineira
apresente garantias de que tem condições de pagar a bonificação. De acordo com
Alvarenga, um plano está em desenvolvimento para levantar recursos.
A intenção, ainda
segundo o presidente da companhia, é pedir empréstimos junto a bancos. Ele
admite a possibilidade de recorrer ao Banco Nacional De desenvolvimento
Econômico (BNDES).
Conseguir o
financiamento está mais fácil para a Cemig do que no primeiro trimestre.
Balanço da energética aponta que a relação dívida líquida sobre lajida,
que mostra a capacidade da empresa de honrar os compromissos aos bancos, chegou
a 3,98 vezes no segundo trimestre. No primeiro trimestre, era de 4,21
vezes. É interessante que o número fique abaixo de quatro para mostrar
credibilidade.
Outra possibilidade
da Cemig é conseguir um sócio para os ativos. Embora a participação de
estrangeiros no leilão seja criticada pelo governador, a estatal não descarta
uma união com empresas de outros países, inclusive com os chineses. Participar
do certame seria a última opção.
Impacto na tarifa
Se as usinas forem a leilão, a expectativa é a de que haja um aumento de aproximadamente R$ 0,30 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora (KWh), conforme adiantado pelo Hoje em Dia na edição de ontem e confirmado pelo presidente da estatal em Indianópolis. O aumento diz respeito ao repasse dos R$ 11 bilhões que serão pagos ao governo ao consumidor.
Impacto na tarifa
Se as usinas forem a leilão, a expectativa é a de que haja um aumento de aproximadamente R$ 0,30 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora (KWh), conforme adiantado pelo Hoje em Dia na edição de ontem e confirmado pelo presidente da estatal em Indianópolis. O aumento diz respeito ao repasse dos R$ 11 bilhões que serão pagos ao governo ao consumidor.
Como a Cemig também
precisará remunerar o governo, caso a negociação seja concretizada, o impacto
na tarifa será mantido mesmo que as usinas não troquem de mãos.
A título de
comparação, um casal com filhos consome, em média, 200 KWh por mês. Isso
significa que ao final de 30 dias o impacto na conta deles seria de R$ 0,60.
A bandeira vermelha,
utilizada para remunerar as distribuidoras quando o nível dos reservatórios
cai, tem reflexo quase dez vezes maior no bolso do consumidor. A cada 100 KWh,
é cobrado R$ 3,00. Ela está em vigor atualmente.
Embora o aumento
para o cliente da Cemig seja praticamente nulo, o efeito para os investidores
da estatal mineira pode ser devastador. Afinal, juntas, Jaguara, Miranda e São
Simão têm capacidade para gerar 36,6% da energia e do caixa Cemig
Geração. O Governo do Estado, principal acionista da companhia, seria o
principal prejudicado.
Elas possuem 2.542
megawatts de potência, o suficiente para abastecer os estados do Amazonas
(4 milhões de habitantes) e Tocantins (1,5 milhão).
A repórter viajou a convite da Cemig
A repórter viajou a convite da Cemig

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