quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O BRASIL É MUITO RICO - RECEBEU E DIVIDIU O DINHEIRO DA PROPINA COM OS POLÍTICOS



Rolls-Royce repassou R$ 30 mi a lobistas por contratos na Petrobras

Folhapress 







Documento divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos nesta terça (17) diz que a Rolls-Royce repassou US$ 9,3 milhões (cerca de R$ 30 milhões atualmente) a lobistas no Brasil. Eles, por sua vez, pagaram US$ 1,6 milhão (R$ 5,1 milhões) em propinas entre 2003 e 2013 para um funcionário da Petrobras que ajudou a empresas a conquistar meia dúzia de contratos.
A Rolls-Royce, uma das maiores empresas do Reino Unido, fez um acordo com procuradores da "Lava Jato" pelo qual pagará uma indenização de R$ 81,2 milhões, segundo dados divulgados nesta terça (17) pelo Ministério Público Federal.
A Rolls-Royce entrou na mira da "Lava Jato" depois que o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco contou em seu acordo de delação que recebeu ao menos US$ 200 mil para que a empresa conquistasse contratos de US$ 100 milhões para o fornecimento de geradores de energia para plataformas de petróleo.
Levantamento da antiga CGU (Controladoria-Geral da União) aponta que o valores dos contratos eram bem maiores, de US$ 650 milhões. Segundo o Ministério Público Federal, a Rolls-Royce lucrou R$ 39,7 milhões com os seis contratos com a Petrobras.

Procurada pela reportagem, a estatal não quis informar os valores dos contratos apesar de a informação ser pública. O documento do Departamento de Justiça dos EUA, o equivalente ao Ministério da Justiça brasileiro, não cita nomes, mas as investigações da "Lava Jato" apontaram que o principal lobista da Rolls-Royce no Brasil foi Julio Faerman. Ele fez um acordo de delação e devolveu US$ 54 milhões. Já o intermediário que recebeu a propina é Pedro Barusco, que pagou US$ 97 milhões de indenização após fechar um acordo de delação.
O texto divulgado nos EUA cita pela primeira vez qual foram as obras para as quais a Rolls-Royce forneceu turbogeradores de energia. São as plataformas P-51, P-52, P-53, PRA-1, P-56 e Mexilhão, todas construídas durante os dois governos do ex-presidente Lula, de 2003 a 2010.
Segundo o documento divulgado nos EUA, o lobista da Rolls-Royce conseguiu mudar disputas em que a empresa já havia sido desclassificada por razões técnicas. A licitação foi refeita e a Rolls-Royce ganhou o contrato. O funcionário da Petrobras também fornecia informações sigilosas para o lobista, de acordo com a Rolls-Royce.
O acordo com o Brasil faz parte de um acerto maior, que inclui o Reino Unido e os EUA. A indenização total será 671 milhões de libras (R$ 2,6 bilhões). O Reino Unido ficará com o equivalente a R$ 1,95 bilhão e os EUA, com R$ 550 milhões. A Rolls-Royce admitiu ter pago US$ 35 milhões em propina no Brasil, Tailândia, Kazaquistão, Angola e Iraque.

Odebrecht vai desencadear delações no núcleo político
A mega delação premiada da Odebrecht - que envolve 77 executivos e aguarda homologação da Justiça - deve desencadear uma nova fase de colaborações na Operação "Lava Jato": a do núcleo políticos da organização criminosa acusada de corrupção na Petrobrás.

Procuradores da República, das forças tarefas de Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro, estão preparados para um aumento da procura por acordos de delação, por assessores e ex-assessores de políticos, em especial, de parlamentares.
"O maior espaço que se existe hoje para delações é para assessores de políticos e políticos. Quanto antes eles procurarem por um acordo, mais benefícios podem obter", afirmou um investigador, em reservado.

A "Lava Jato", em Curitiba, fechou em três anos de investigações 71 delações premiadas. Dessas, apenas duas de políticos: a do ex-líder do PT no Senado Delcídio Amaral - que falou, após ser preso em flagrante - e a do ex-presidente da Transpetro e ex-deputado Sérgio Machado.

Outro político que fez acordo de delação com a "Lava Jato" é o ex-deputado federal Pedro Corrêa, ex-líder do PP, condenado no mensalão, em 2012, e pelo juiz federal Sérgio Moro, no caso Petrobras, em 2016. Sua delação, no entanto, aguarda homologação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Organização

No decorrer das investigações da "Lava Jato", quem buscou primeiro um acordo de colaboração dentro do seu núcleo de atuação na organização criminosa denunciada, acabou obtendo os melhores benefícios.

"Os primeiro agentes públicos que procuraram a força-tarefa, ou os primeiros empresários, os primeiros operadores, tiveram muito mais benefícios do que os outros. Assessores de políticos e políticos que tiveram envolvido com alguma corrupção, devem buscar a Procuradoria", disse o investigador.

Segundo as investigações da Lava Jato, uma organização criminosa formada por quatro núcleos (político, agentes públicos, empresários e operadores) fraudou contratos da Petrobras e desviou de 1% a 3% de propinas para políticos e partidos que fatiaram o comando da estatal e geraram um rombo de mais de R$ 40 bilhões, em 10 anos.

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