sexta-feira, 24 de junho de 2016

ESTA DECISÃO SERÁ BOA PARA A INGLATERRA?



Cameron anuncia que deixará cargo de primeiro-ministro do Reino Unido em outubro

Estadão Conteúdo 



David Cameron ladeado por sua esposa Samantha fala com a imprensa no centro de Londres

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou que irá deixar o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, após o país ter votado pela saída da União Europeia em plebiscito histórico realizado ontem.

Cameron afirmou que poderá permanecer no posto pelos próximos três meses, deixando a cadeira em outubro, quando acontece a conferência anual de seu partido.

"Eu irei fazer tudo que puder como primeiro-ministro para firmar o navio durante as próximas semanas e meses, mas eu não acho que seria certo para mim tentar ser o capitão que orienta nosso país para seu próximo destino", disse em pronunciamento, acrescentando que irá participar da cúpula da União Europeia na próxima semana para explicar sua decisão.

Ele ainda destacou que o plebiscito foi um "exercício gigante de democracia" e que a vontade do povo britânico deve ser respeitada. "Não pode haver dúvidas sobre o resultado do plebiscito", pontuou. "Há momentos em que é certo perguntar para as pessoas o que elas querem."

A economia britânica, segundo Cameron, é forte. Ele ainda ressaltou que será assegurado aos britânicos que vivem na União Europeia e aos europeus no Reino Unido nenhuma mudança a princípio. Fonte: Dow Jones Newswires.

Apuração no Reino Unido termina com 51,9% dos votos para sair da União Europeia

A apuração dos votos do plebiscito no Reino Unido terminou por volta das 7h no horário local (3h no horário de Brasília) e revelou vantagem do Brexit de 1,269 milhão de votos. De acordo com dados finais da Comissão Eleitoral, a campanha pela saída do grupo europeu venceu com 17,410 milhões de votos ou 51,9% do eleitorado.

O grupo que defendia a permanência do país na União Europeia teve 16,141 milhões de votos ou apoio de 48,1% do eleitorado. O comparecimento às urnas ficou em 72% entre os cerca de 46,5 milhões de eleitores registrados para a votação. O voto não é obrigatório no Reino Unido.

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