Presidente só conseguiu
maioria em três bancadas
Bruno Moreno
Ao contrário do que se esperava os estados do Sul não foram os que deram
a maioria dos votos a favor da abertura do processo de impeachment da
presidente Dilma Rousseff (PT). Pelo menos percentualmente, quem mais
contribuiu para que o processo avançasse rumo ao Senado foram dois estados do
Norte: Amazonas e Rondônia, em que a bancada inteira, cada uma composta por
oito deputados, votou contra a petista.
Na sequência aparecem Goiás (94%) e Roraima (87,5%), empatado com o Rio
Grande do Norte, o Distrito Federal e Santa Catarina, que foi o estado sulista
que mais deu votos contrários a Dilma, percentualmente, na sessão de ontem.
Por outro lado, o Amapá, também na região Norte, foi o que deu mais
votos a Dilma, percentualmente. Foram quatro votos a favor dela, três contra e
uma abstenção. Em dois estados, Acre e Piauí, a bancada ficou dividida, com
metade para cada um dos lados.
Mineiros
Dos 53 deputados mineiros, 41 votaram a favor do impeachment da presidente Dilma. O primeiro a votar foi Adelmo Carneiro Leão (PT). Ele foi seguido por Aelton Freitas (PR), também contrário ao impedimento. Colega de partido, a deputada Brunny disse que votar pelo impeachment seria mais fácil. “Mas voto contra porque sou PR e porque não sou covarde”, afirmou.
Dos 53 deputados mineiros, 41 votaram a favor do impeachment da presidente Dilma. O primeiro a votar foi Adelmo Carneiro Leão (PT). Ele foi seguido por Aelton Freitas (PR), também contrário ao impedimento. Colega de partido, a deputada Brunny disse que votar pelo impeachment seria mais fácil. “Mas voto contra porque sou PR e porque não sou covarde”, afirmou.
O critério para que a investigação contra Dilma avançasse para o Senado,
que é a aprovação da abertura do processo por dois terços, foi alcançada por 19
das 27 unidades da federação. O número mínimo não foi alcançado apenas junto às
bancadas do Mato Grosso do Sul, Pará, Maranhão, Acre, Piauí, Ceará, Bahia e
Amapá.
Dos estados do Nordeste, a Bahia e o Ceará deram mais votos a Dilma, com
22 e 11 favoráveis a ela, respectivamente. O outro estado que deu maioria a
Dilma foi o Amapá.

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