Temer irá anunciar
ministério logo que impeachment for admitido no Senado
Josias de Souza
Às voltas com um esforço de recrutamento de ministros para um governo
ainda hipotético, o vice-presidente Michel Temer estabeleceu uma meta: deseja
anunciar sua equipe tão logo o plenário do Senado confirme a decisão de dar
continuidade ao processo de impeachment de Dilma Rousseff. Algo que deve
ocorrer entre os dias 12 e 17 de maio. A ideia de Temer é trazer todos os nomes
à luz de uma vez, não em conta-gotas.
Confirmando-se a tendência do Senado de referendar a decisão da Câmara,
Dilma será afastada por até seis meses, cedendo a poltrona para o
vice-presidente. É nessa hora que Temer fará o anúncio de sua equipe. Será
menor do que a atual. Temer cogita extinguir entre oito e dez dos atuais 32 ministérios.
Fará isso por meio de fusões. Por exemplo: a pasta de Portos volta a compor o
organograma do Ministério dos Transportes.
Dilma e seus auxiliares sustentam que a movimentação do inquilino do
Palácio do Jaburu reforça a natureza “golpista” do impeachment. Nas palavras de
Dilma, seu vice “vende terreno na Lua”, já que os ministérios não estão
disponíveis. Temer e seus operadores afirmam que a escolha de ministros não é
uma opção, mas “uma obrigação” do substituto constitucional de uma presidente prestes
a ser impedida.
Para apressar o processo, Temer delegou a correligionários de sua
confiança a tarefa de sondar pessoas e partidos políticos sobre a composição
ministerial. A despeito do esforço para manter os nomes em sigilo, alguns
começam a ganhar o noticiário. Entre eles o de Henrique Meirelles, no topo da
lista de cotados para a pasta da Fazenda.
Ex-presidente do Banco Central nos govenros de Lula, Meirelles será
recebido por Temer neste sábado (23). Ele estava em Nova York. Retorna a São
Paulo nesta sexta-feira. Deveria avistar-se com Temer na sequência. Mas o vice
teve de retornar a Brasília.

Nenhum comentário:
Postar um comentário