A Arábia Saudita executou um número recorde de 330 pessoas este ano,
principalmente por delitos relacionados a drogas, apesar da afirmação do
príncipe herdeiro Mohammed bin Salman de que somente o assassinato é
punível com a pena de morte. O país está gastando bilhões para tentar
suavizar sua reputação e busca se apresentar como um destino turístico
privilegiado como parte do plano “Visão 2030”, lançado recentemente.
“Essa reforma [que visa atrair turistas] foi construída sobre um
castelo de cartas que, por sua vez, foi construído sobre um número
recorde de execuções”, denunciou Jeed Basyouni, que trabalha com a
Reprieve.
A Arábia Saudita nega as acusações de violações dos direitos humanos e afirma que sua política visa proteger a segurança nacional.
Em uma entrevista à mídia Atlantic em 2022, o príncipe
herdeiro afirmou que Riad só usava a pena de morte para punir
assassinatos. No entanto, mais de 150 pessoas foram executadas por
crimes não relacionados a assassinatos este ano, segundo o balanço da
Reprieve, o que, segundo grupos de direitos humanos, é contrário ao
direito internacional.
Anfetaminas e “terrorismo”
Essas execuções estão ligadas principalmente a casos relacionados a
drogas, no contexto do aumento do consumo do Captagon, uma droga
psicotrópica da família das anfetaminas, proveniente da Síria.
O fenômeno também diz respeito a membros da minoria xiita acusados de
terrorismo, em conexão com manifestações contra o governo.
Além disso, o reino executou mais de 100 cidadãos estrangeiros do Oriente Médio, da África e da Ásia. Grupos de direitos humanos também acusam as autoridades de condenar menores à morte e de usar tortura para obter confissões.
O escritório de comunicações da Arábia Saudita não respondeu a perguntas específicas da Reuters sobre as execuções.
Decapitações públicas
Durante décadas, a Arábia Saudita realizou execuções semanais por
decapitação com espadas em locais públicos. Hoje, cafés e restaurantes
ocupam essa área.
“A repressão está aumentando, mas não podemos vê-la”, disse Dana Ahmed, pesquisadora da ONG Anistia Internacional.
Familiares de pessoas condenadas à morte, que não quiseram revelar sua identidade por motivos de segurança, disseram à Reuters que encontravam dificuldades com o sistema judiciário saudita.
Um parente de um estrangeiro preso sob acusação de tráfico de drogas
disse que ele estava simplesmente pescando perto da costa e não tinha
advogado ou representante na Arábia Saudita.
Um membro da família de outro réu afirmou que não tinha ouvido
nenhuma prova de um suposto crime, apesar de ter comparecido a
audiências em tribunais criminais por mais de três anos. A Reuters não conseguiu verificar essas alegações de forma independente.
Este 25 de dezembro de 2024 é marcado por uma tragédia aérea. Um
avião Embraer 190 da companhia Azerbaijan Airlines com 67 pessoas a
bordo caiu no oeste do Cazaquistão. As informações preliminares indicam
que 32 pessoas sobreviveram à queda do aparelho durante um pouso de
emergência.
O
Embraer 190 da Azerbaijan Airlines caiu perto da cidade de Aktau, às
margens do Mar Cáspio, no oeste do Cazaquistão, nesta quarta-feira, 25
de dezembro de 2024. AP – Azamat Sarsenbayev
Por:RFI
O avião caiu perto de Aktau, cidade portuária no Mar Cáspio, na região oeste do Cazaquistão, de acordo com o Ministério de Situações de Emergência do país. O Embraer 190
da Azerbaijan Airlines pegou fogo ao tocar o solo. O incêndio foi
apagado pelos bombeiros enviados às pressas ao local da queda.
O aparelho fazia o trajeto de Baku, capital do Azerbaijão, para
Grozny, capital da república caucasiana russa da Tchetchênia. As causas
do acidente estão sendo investigadas. Mas agências russas de informação
relatam que o avião precisou desviar de sua rota devido a uma forte
neblina em Grozny. O piloto teria tentado fazer uma aterrissagem de
emergência após colidir com um pássaro, segundo comunicado das
autoridades da aviação russa.
Informações preliminares indicam que 32 pessoas sobreviveram ao
acidente, sendo que 26 foram hospitalizadas. O estado de saúde de dez
sobreviventes é considerado crítico.
O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, estava em visita a São
Petersburgo, na Rússia, para participar de uma reunião de cúpula
informal da Comunidade dos Estados Independentes. Aliev interrompeu a
viagem para retornar imediatamente ao país.
Alessandro Santos – Produtor de conteúdo da StartSe
No mundo dos negócios, a cultura organizacional se destaca como um
pilar fundamental para o sucesso e a longevidade das empresas. E qual a
relação de cultura com o autoconhecimento de um CEO? Roberto Publio, CEO
da Escola Atemporal, fala um pouco com a StartSe sobre isso.
Queda de avião Embraer da Azerbaijan Airlines no Cazaquistão deixa dezenas de mortos; há sobreviventes
Homem pensativo (Foto: Canva)
O autoconhecimento nada mais é do que uma investigação profunda sobre si mesmo, ou seja, uma busca por entender seus pensamentos, sentimentos, valores, motivações, comportamentos e crenças.
Mas o que o autoconhecimento tem a ver com os negócios? Ou melhor, qual é o impacto do autoconhecimento de um CEO para a cultura da organização? Roberto Publio, empresário e especialista em liderança e cultura, falou um pouco com a gente sobre isso. Confira:
“Primeiro, é importante que você entenda que a cultura de uma organização é o eco dos micro hábitos de uma gestão”, diz Roberto Publio. Ou seja, é como as coisas acontecem no dia a dia, na prática.
“O que faz a culturade uma empresa é o que a alta gestão está tomando de pequenas decisões, grandes decisões, como estão reagindo ao meio, como estão se relacionando, dando feedback, comunicando, fazendo, agindo, pelo exemplo, como eles estão congruentes”, comenta ele.
Isso quer dizer que a cultura está diretamente ligada ao que
prevalece dentro de uma empresa independente de qualquer movimentação
interna.
É o conjunto de hábitos, crenças, valores, expectativas e
atitudes que define como a organização se comporta e como trata o seu
time, seus clientes e parceiros.
E esse tipo de percepção sobre o quão consciente estão sendo os micro hábitos do dia a dia, é algo que só vem do autoconhecimento.
Para manter uma cultura sólida na organização, é preciso que o CEO, primeiro, se desenvolva internamente.
“É preciso entender, primeiro, aquilo que eu (como indivíduo)
acredito, aquilo que eu faço naturalmente bem, as minhas crenças
pessoais, o como eu penso, o que eu penso”, completa ele.
E quais são as práticas e ferramentas indicadas para que CEOs desenvolvam autoconhecimento?
Primeiramente, é importante lembrar que o autoconhecimento não é linear, ele é um processo contínuo e perpétuo.
Então, existem várias possibilidades e várias ferramentas para
explorar, mas é um processo muito personalizado, cada um vai descobrindo
ao longo do tempo o que mais faz sentido dentro da sua realidade
particular.
Mas, se for pra citar uma ferramenta, Publio diz: o outro.
“Tem muito conhecimento sobre nós disponível com os outros (…) coisas
que a gente não sabe sobre nós, não percebemos, não notamos que fazemos.
Mas os outros, talvez, estejam com muita vontade de nos dizer. Então, o
outro é a fonte de conhecimento.”
Ou seja, um lugar muito precioso de autoconhecimento é o feedback. Conversar com as pessoas sobre as nossas ações. Entender o que a gente faz bem, como é que a gente fortalece.
Autoconhecimento também é papo de CEO
No fim, é fundamental ter em mente que somos seres emocionais.
“95% das nossas escolhas são inconscientes e, desses 5% que
nos restam, 98% são decisões emocionais, não racionais”, comenta Roberto
Publio.
Por que importa?
Ou seja, lidar melhor com as próprias emoções por meio do
autoconhecimento também precisa ser uma preocupação de CEO, pois isso
vai impactar diretamente na cultura da organização e, consequentemente,
no próprio negócio.
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O desejo de mudar, de transformar, de acreditar, são
fundamentais para irmos além. São agentes propulsores da realização de
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nossa história trouxe essa capacidade que temos de nos reinventar e de
nos conectarmos com você internauta e empresários que são a nossa razão
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que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por
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anos de nosso funcionamento procuramos preencher as lacunas do mercado
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para nos manter alinhados com os desejos do consumidor. Por isso,
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História de Clarissa Oliveira, Leonardo Ribbeiro – CNN Brasil
Nova Secom deve rever gastos milionários com publicidade digital
A estratégia de publicidade digital deve ser um dos pontos de atenção
do governo federal a partir da virada do ano. A perspectiva de mudanças
na Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) trouxe
pedidos de reavaliação dos investimentos que garantem a presença
institucional do governo nas redes sociais. Segundo fontes que
acompanham de perto a transição, entram nas discussões gastos
milionários com a promoção de conteúdo nas grandes plataformas digitais.
O impulsionamento de conteúdo nas redes é apenas parte dos
investimentos do governo em comunicação. No entanto, somente no
guarda-chuva da Secom, foram gastos R$ 29,8 milhões com propaganda
digital desde o início deste ano. O levantamento foi feito pela CNN com
base em dados da pasta, considerando despesas com publicidade no Google,
Facebook, Instagram, Kwai, Linkedin, Spotify, TikTok e no X (antigo
Twitter). O valor é mais alto que aquele pago em 2023, quando foram
desembolsados R$ 27,4 milhões. Assim como no ano passado, a maior fatia
do gasto deste ano (cerca de 60%) foi com propaganda institucional. De
acordo com fontes da pasta, os valores podem variar, uma vez que
pagamentos podem levar até 90 dias para serem contabilizados. A CNN
procurou a Secom para detalhar as informações e aguarda retorno. O
debate sobre os gastos com publicidade nas redes se intensificou na
esteira das mudanças prometidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) em toda a comunicação governamental. Embora ainda não haja
confirmação de como será o formato da nova Secom, persiste a expectativa
de que a área passe a ser comandada por Sidônio Palmeira, marqueteiro
de Lula em 2022. Ele já teria sido sondado pelo presidente Lula para
assumir a vaga hoje ocupada por Paulo Pimenta, que seria reacomodado em
outra função da confiança de Lula. A ala que defende uma reformulação
completa da comunicação governamental faz duras críticas ao resultado da
estratégia adotada até agora nas redes sociais. Uma queixa recorrente é
que o governo teria errado ao tentar reproduzir o desempenho do
bolsonarismo nesse ambiente. A tese é de que a gestão de Lula e a
esquerda como um todo precisam construir uma identidade própria nas
redes. E que a Secom deveria valorizar mais os meios de comunicação nos
quais tem historicamente um bom desempenho. É o caso, segundo um
interlocutor de Lula, de veículos de mídia tradicional. Outra crítica é
que o governo hoje é muito dependente do próprio Lula para ter presença
forte nas redes. Os perfis pessoais do presidente têm enorme alcance
orgânico. E, mais recentemente, passaram a repostar algumas das peças
relacionadas às ações de ministérios. A conta de Lula no Instagram, por
exemplo, ostenta 13,3 milhões de seguidores. A da Secom tem 223 mil
seguidores. Na última segunda-feira (24), por exemplo, os stories de
Lula continham diversas postagens sobre políticas públicas na saúde,
educação e programas sociais. A tendência, segundo fontes ouvidas pela
CNN, é que as mudanças na comunicação nas redes só comecem a ficar mais
evidentes no início de 2025. Por enquanto, ainda circulam no entorno de
Lula versões divergentes sobre como e quando se darão as mudanças na
Secom. Ao menos duas fontes próximas ao presidente disseram que é certo
que Sidônio se sentará na cadeira de ministro em janeiro, com autonomia
total para reformular completamente equipe e estratégia de comunicação.
Outra ala, no entanto, ainda insiste que a ida do marqueteiro para
Brasília pode se dar mais longe dos holofotes. A linha, nesse caso, é
dizer que Sidônio seguiria agindo nos bastidores, como já ocorre
atualmente. Foi Sidônio, por exemplo, quem alinhou o pronunciamento de
Natal veiculado nesta segunda-feira (23), segundo apurou a CNN.
Estudo revela a distribuição dos supersalários no poder público
Um estudo realizado pelo Movimento Pessoas à Frente revisitou dados
alarmantes sobre a distribuição de supersalários no poder público
brasileiro. A pesquisa, que analisou os rendimentos de servidores
públicos ao longo de 2023, revelou discrepâncias significativas entre
diferentes setores do governo. Segundo o levantamento, enquanto apenas
0,14% dos servidores da administração direta federal receberam acima do
teto constitucional, no Judiciário e no Ministério Público, esse
percentual ultrapassou os 90%. Especificamente, 93% dos integrantes do
Judiciário e 91,5% dos membros do Ministério Público receberam, em algum
momento de 2023, remuneração superior ao salário de um ministro do
Supremo Tribunal Federal. Impacto financeiro dos pagamentos
extraordinários O estudo também detalhou o impacto financeiro desses
pagamentos extraordinários. No Judiciário, dos R$ 18 bilhões em
rendimentos brutos, cerca de R$ 8,44 bilhões corresponderam a despesas
extraordinárias. Já no Ministério Público, a situação se mostrou
semelhante, com os gastos extraordinários quase se equiparando aos
subsídios ordinários. Entre as principais exceções ao teto salarial, que
estão em discussão no Congresso Nacional, destacam-se: Indenização de
férias não gozadas: R$ 1 bilhão no Judiciário e R$ 460 milhões no
Ministério Público Acúmulo de função: Quase R$ 800 milhões no Judiciário
e mais de R$ 500 milhões no Ministério Público Pagamentos retroativos:
R$ 2 bilhões no Judiciário e R$ 1,1 bilhão no Ministério Público O
Movimento Pessoas à Frente estima que o potencial custo dessas exceções
possa ultrapassar R$ 11 bilhões apenas no ano de 2023. Esses números
ressaltam a urgência de uma discussão mais aprofundada sobre os limites
salariais no serviço público e o impacto dessas remunerações nas contas
públicas.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) afrouxou as regras para a
concessão do benefício de Justiça gratuita. Os ministros estabeleceram
uma série de critérios mais brandos que só favorecem uma das partes em
um processo. E esses parâmetros extrapolam, e muito, as hipóteses
previstas na reforma trabalhista.
Em vigor desde 2017, a Lei 13.467 estabelece que o juiz pode conceder
o benefício, a pedido ou de ofício, a quem ganha salário inferior ou
igual a 40% do teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – ou
seja, até R$ 3,1 mil. Acima desse valor, o trabalhador deve comprovar
sua insuficiência financeira para arcar com as custas processuais.
Mas a maioria dos ministros do TST subverteu recentemente a letra da
lei durante o julgamento de um recurso. Eles entenderam por bem ainda
editar uma tese vinculante, de cumprimento obrigatório em toda a Justiça
do Trabalho, que determina que o juiz deve conceder automaticamente o
benefício àqueles para os quais antes ele tinha a faculdade de fazê-lo.
Os integrantes da Corte trabalhista definiram também que basta uma
mera declaração de pobreza daqueles que antes deveriam comprová-la para
que o benefício da Justiça gratuita seja concedido. E decidiram que o
empregador insatisfeito com o benefício dado à parte poderá contestar a
gratuidade, mas, com a inversão do ônus, ele terá de comprovar que o
trabalhador é capaz de bancar as custas.
Com uma canetada, os ministros ignoraram o objetivo de deputados e
senadores de conter a litigância aventureira na Justiça do Trabalho.
Antes da reforma, não havia risco algum para o trabalhador que fazia
pedidos extravagantes, caso saísse derrotado da disputa judicial. Era,
portanto, clara a intenção do legislador brasileiro de dar alguma
racionalidade ao direito processual trabalhista.
As mudanças que o Congresso discutiu e aprovou, e o então presidente
Michel Temer sancionou à época, fizeram com que o número de processos
caísse no Brasil, após anos de um volume assombroso de ações ajuizadas.
Com a imposição dessas três novas regras, o TST parece ter decidido
atropelar o Legislativo. Chamam a isso de jurisprudência, mas, na
verdade, trata-se de ativismo judicial.
Não é de hoje que os mecanismos inseridos pela reforma na CLT para
otimizar a Justiça do Trabalho vêm perdendo força. Em 2021, o Supremo
Tribunal Federal (STF) já havia aberto a porteira para a volta do
crescimento do número de ações. Na ocasião, a Corte constitucional
decidiu que o trabalhador beneficiário da Justiça gratuita e derrotado
em um processo não é obrigado a pagar honorários sucumbenciais, que são
devidos ao advogado da parte vencedora, com os créditos a que venha a
ter direito a receber em um outro processo.
Aos poucos, o status pré-reforma vem sendo restabelecido pelo próprio
Judiciário. E isso pode ser visto em números bastante concretos. Em
2017, 2,6 milhões de ações haviam chegado às varas trabalhistas. Com as
regras saneadoras, o volume passou a recuar ano a ano, até atingir 1,5
milhão em 2021, somado ao efeito da pandemia. Após a mudança imposta
pelo STF, a quantidade de processos em primeira instância voltou a subir
e, neste ano, até outubro, já chegou a 1,8 milhão.
A decisão do TST só tende a piorar esse cenário. Os ministros da
Corte trabalhista devem, decerto, sentir saudade dos tempos em que os
processos congestionavam as varas trabalhistas País afora. Só isso pode
explicar tamanha afronta à separação dos Poderes.
A fragilização da reforma trabalhista representa retrocesso em seu
sentido estrito. Significa recuos em avanços promovidos pelas novas
regras inseridas legitimamente na CLT por aqueles que foram eleitos
pelos cidadãos para fazê-lo.
Esse vaivém do que vale e do que não vale e esse ativismo judicial
reiterado, com a criação de regras nas teses, têm efeitos deletérios
múltiplos: afrontam a harmonia dos Poderes, afastam investidores do País
e espalham insegurança jurídica. O resultado de mais ações na Justiça
só tem um vencedor: o atraso do Brasil.
WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos EUA, Joe Biden, comutou nesta
segunda-feira as sentenças de 37 dos 40 presos federais no corredor da
morte, convertendo-as em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade
condicional, antes de passar o poder ao presidente eleito Donald Trump
em 20 de janeiro.
A medida de Biden frustrará o plano de Trump de retomar um ritmo
acelerado de execuções. Ao contrário das ordens executivas, decisões de
clemência não podem ser revertidas pelo sucessor de um presidente,
embora a pena de morte possa ser solicitada de forma mais agressiva em
casos futuros.
Nas últimas semanas, ele sofreu pressão de democratas no Congresso,
oponentes da pena capital e líderes religiosos, como o papa Francisco,
para comutar as sentenças de morte federais antes de deixar o cargo.
“Não se enganem: eu condeno esses assassinos, lamento pelas vítimas
de seus atos desprezíveis e sinto dor por todas as famílias que sofreram
perdas inimagináveis e irreparáveis”, disse Biden, em um comunicado.
“Mas guiado por minha consciência e minha experiência… Estou mais
convencido do que nunca de que devemos interromper o uso da pena de
morte em nível federal”, afirmou. “Em sã consciência, não posso me
afastar e deixar que um novo governo retome as execuções que eu
interrompi.”
A decisão emitida nesta segunda-feira não se aplica a casos de terrorismo ou assassinatos em massa motivados por ódio.
Ela deixa de fora três dos homens mais conhecidos no corredor da
morte federal: Dzhokhar Tsarnaev, condenado por seu envolvimento no
atentado a bomba na linha de chegada da Maratona de Boston em 2013;
Dylann Roof, condenado pelo massacre na Igreja Episcopal Metodista
Africana Emanuel em Charleston, Carolina do Sul, em 2015; e Robert
Bowers, condenado pelo massacre na sinagoga Tree of Life em Pittsburgh,
em 2018.
(Reportagem de Nandita Bose em Washington; reportagem adicional de Jonathan Allen em Nova York)
O famoso Burt, que apareceu ao lado do ator Paul Hogan no êxito de bilheteira “Crocodile Dundee”, de 1986, morreu com uma idade estimada de 90 anos.
Os tratadores do réptil no Crocosaurus Cove, em Darwin, na Austrália, confirmaram a morte do crocodilo de água salgada – de cinco metros de comprimento e 700 quilogramas -, que ali vivia desde 2008.
Em comunicado, o jardim zoológico anunciou: “É com grande tristeza
que anunciamos o falecimento de Burt, o icónico crocodilo de água
salgada e estrela do clássico australiano ‘Crocodilo Dundee’.”
“Burt faleceu pacificamente no fim de semana, com uma idade estimada
em mais de 90 anos, marcando o fim de uma era incrível”, acrescentou a
mesma fonte.
O crocodilo de água salgada comum vive normalmente até aos 70 anos, mas alguns podem viver até aos 100 anos. A espécie é o maior réptil do planeta.
Burt foi capturado no início dos anos 80, antes de
aparecer em “Crocodile Dundee”, pouco antes do Natal de 1986. Estrelou
ao lado de Paul Hogan no filme, ajudando a “moldar a imagem da Austrália
como uma terra de beleza natural acidentada e vida selvagem
inspiradora”.
“Burt era verdadeiramente único. Não era apenas um crocodilo; era uma força da natureza e uma lembrança do poder e da majestade destas
incríveis criaturas”, afirmou o jardim zoológico, que referiu ainda:
“Embora a sua personalidade pudesse ser desafiadora, foi também o que o
tornou tão memorável e amado por aqueles que trabalharam com ele e pelos
milhares que o visitaram ao longo dos anos.”
E concluiu: “Visitantes do mundo inteiro ficaram maravilhados com o
seu tamanho impressionante e presença dominante, especialmente na hora
da alimentação. (…) Ao lamentarmos esta perda, recordamos o papel vital
que a vida selvagem desempenha na nossa história comum e a importância de a preservar para as gerações futuras.”
O relatório técnico, a que o Estadão teve acesso,
reuniu informações e fotografias sobre o mau estado de conservação da
ponte Juscelino Kubitschek, construída nos anos 1960.
Imagem de relatório técnico do Dnit de 2020 mostra danos estruturais
em ponte que caiu entre Tocantins e Maranhão Foto: Reprodução/Dnit
Foram relatadas fissuras em 14 dos 16 pilares, nas paredes de
travamento e nos blocos de fundação, além de falhas de concretagem e até
inclinações observadas a olho nu nos reforços colocados nos pilares. O
texto fala em “nível elevado de danificação da estrutura”, mas não
menciona risco de colapso. O conteúdo do relatório foi revelado pelo
site Metrópoles.
Relatório gerencial de infraestrutura rodoviária, que o Dnit mantém
na internet, classifica como “ruim” o estado de conservação da ponte. Em
uma graduação que vai de 1 a 5, em que o 5 é considerado excelente, a
ponte JK aparece com 2.
Quatro anos depois da vistoria in loco, em 2024, o Dnit lançou um
edital para contratar uma empresa para reabilitar a ponte ao valor de R$
13,320 milhões. Não houve interessados.
Imagem de relatório técnico do Dnit de 2020 mostra danos estruturais
em ponte que caiu entre Tocantins e Maranhão. Imagem mostra fissuras no
cobrimento da protensão externa, no meio do vão principal da ponte
(140m) Foto: Reprodução/Dnit
“As condições atuais da Obra de Arte Especial (no jargão técnico, uma
ponte) merecem atenção, pois verifica-se vibrações excessivas e
desgaste visual de suas estruturas e do seu pavimento”, afirma o
documento do Dnit que convocou a licitação, em maio deste ano.
Nesta segunda-feira, 23, procurado para comentar as informações sobre
o estado de conservação da ponte, o Dnit informou que, entre 2021 e
2023, gastou R$ 3,5 milhões em um programa de manutenção de estruturas
no Estado do Tocantins, que previam reparos em vigas, lajes e passeios. O
órgão não detalhou, porém, o que foi feito na ponte JK.
A ponte ligava Aguiarnópolis (TO) a Estreito (MA). Agora, o Dnit
informa que pretende gastar entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões para
reconstruir uma ponte no local. Antes, terá que demolir o resto da
estrutura da ponte que desabou, o que fará sob situação de emergência.
“Era uma coisa que estava visível até para uma criança. Buracos com
ferragens expostas, fendas, desnível nas junções. E a ponte balançava
quando a gente passava de carro”, afirmou.
Imagem de relatório técnico do Dnit de 2020 mostra danos estruturais
em ponte que caiu entre Tocantins e Maranhão. Imagem mostra junta
danificada Foto: Reprodução/Dnit
Nesta terça-feira(24), é celebrado o Dia Nacional do Órfão, é uma
data para refletirmos sobre a importância da convivência familiar e a
necessidade de apoio àqueles que enfrentam a dor da perda, seja de pais
ou de um de seus cuidadores principais. Esta data sensibiliza a
sociedade para as questões que envolvem as crianças e jovens órfãos,
promovendo um olhar mais atento para as necessidades emocionais, sociais
e físicas dessas pessoas. A data também serve como lembrança para
que a sociedade civil e o governo se empenhem em criar programas de
apoio mais eficazes para esses indivíduos, oferecendo amparo não só
financeiro, mas também emocional e psicológico. Este dia é um momento
para dar visibilidade a um grupo vulnerável da sociedade e despertar a
empatia e a solidariedade. Muitas crianças e adolescentes que perderam
seus pais enfrentam desafios emocionais significativos, além das
dificuldades relacionadas a cuidados adequados e oportunidades de
crescimento.
Fonte: Karla Neto Foto: Karla Neto
CURIOSIDADES – Karla Neto
Você sabia qual é o tempo ideal para trocar as toalhas de casa e evitar problemas de saúde?
A frequência de lavagem, no entanto, varia conforme o tipo de toalha e a forma como ela é utilizada e armazenada. Manter
as toalhas limpas e em boas condições é mais do que uma questão de
organização, é essencial para a saúde. E, segundo especialistas, toalhas
de banho, rosto e mãos devem ser lavadas regularmente para evitar o
desenvolvimento de microrganismos que podem causar doenças. A toalha
de banho: A recomendação geral é lavá-las semanalmente, especialmente
para prevenir o aparecimento de odores desagradáveis e mofo.
Especialistas em cuidados têxteis apontam que a pele humana carrega
milhares de microrganismos que podem ser transferidos para o tecido
durante o uso. Deixar uma peça molhada sobre a cama ou em locais
abafados pode criar um ambiente ideal para o desenvolvimento de fungos e
bactérias, alerta Marinês Cassiano, especialista em cuidados têxteis. Além
disso, o armazenamento correto é fundamental. Após o banho, é indicado
pendurar uma toalha aberta em um local bem ventilado e seco. A
Toalhas de rosto e de mão: As toalhas de lavabo, por serem menos
utilizadas, podem ter um intervalo maior entre as lavagens. Ainda assim,
devem ser verificadas regularmente para evitar o acúmulo de poeira e
odores. Após receber visitas, é recomendado higienizá-las imediatamente. As
toalhas de rosto e de mão, devido ao contato frequente com a pele e a
possibilidade de retenção de umidade, exigem cuidados semelhantes. Para o
uso doméstico, recomenda-se a lavagem semanalmente, mas em casos de
locais com pouca ventilação, o ideal é lavá-las a cada dois ou três
dias. Essas toalhas também acumulam resíduos específicos, como
maquiagem e secreções, o que exige atenção redobrada. “Se alguém da casa
estiver doente ou com uma infecção, pode ser útil adicionar um
desinfetante específico para lavanderia”.
Você sabia que a cebolinha é um verdadeiro tesoura para quem é diabético?
Se você tem diabetes, incluir cebolinha na sua alimentação pode ser
um verdadeiro tesouro. Esse tempero simples, que faz toda a diferença no
sabor das receitas, também oferece benefícios incríveis para a saúde
metabólica, ajudando no controle da glicemia.
Mas os benefícios não param por aí! “Os antioxidantes impactam
positivamente a saúde metabólica, que afeta diretamente a regulação da
glicose no sangue, melhorando a sensibilidade à insulina”. De acordo
com o nutricionista Carlos Basualdo, a cebolinha é rica em
antioxidantes, substâncias que combatem os radicais livres e protegem
nossas células.
Ao consumir cebolinha regularmente, você está ajudando seu organismo a
lidar melhor com a glicemia. Isso é especialmente importante para quem
busca manter os níveis de açúcar no sangue sob controle, utilizando a
alimentação como aliada.
Você sabe como tirar aquela baba do quiabo? Veja:
O alimento é fonte de vitaminas A e C, ácido fólico e antioxidantes,
que ajudam a combater os radicais livres, melhorando o sistema
imunológico. Possui poucas calorias e suas sementes são ricas em
proteínas. Além disso, ele também controla os níveis de colesterol LDL
no sangue. O quiabo é muito versátil, combinando com carnes, peixes,
massas e saladas. Além de gostoso, ele é uma maravilha para a saúde.
Entre os benefícios que ele pode proporcionar estão o controle da
glicemia e a melhora do trato intestinal, por ser rico em fibras. Tirar
a baba do quiabo é uma tarefa bastante fácil. “Basta lavar bem o
vegetal e colocá-lo de molho em uma mistura de água com o suco de um
limão. Depois, leve ao fogo e cozinhe por 30 minutos”.