domingo, 22 de dezembro de 2024

DESASTRE RODOVIÁRIO COM 39 MORTOS EM MINAS GERAIS

 

Com informações de Luan Leão, Duda Cambraia e Alan Cardoso, da CNN Brasil

Ao menos 39 morreram após colisão entre carreta e ônibus em MG; motorista estava com CNH suspensa e é procurado pela PRF

Acidente grave deixou ao menos 30 mortos na BR-116, no interior de Minas Gerais, na madrugada deste sábado (21)
Acidente grave deixou ao menos 30 mortos na BR-116, no interior de Minas Gerais, na madrugada deste sábado (21) • Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

Autoridades federais e de Minas Gerais já iniciaram as investigações para apurar o acidente que deixou 39 mortos e mais de uma dezena de feridos na rodovia BR-116, no município de Teófilo Otoni, na madrugada deste sábado (21).

Foi o acidente com maior número de mortes da história registrado em estradas federais no Brasil desde 2008, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

As investigações do acidente serão realizadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Por se tratar de uma rodovia federal, a PRF também fará um laudo pericial.

Conforme relataram fontes da PCMG à CNNo motorista do caminhão estava com a Carteira de Habilitação Nacional (CNH) suspensa e o veículo circulava com excesso de peso.

O nome do motorista não foi divulgado. Ele deixou o local do acidente e está sendo procurado pelas autoridades. A ordem de prisão deve ser expedida ainda neste sábado.

O caminhão, de modelo bitrem, também não poderia estar circulando no local naquele horário.

Fontes que acompanham as investigações também afirmaram que o caminhão e o tacógrafo foram levados para perícia em Teófilo Otoni.

Não será possível fazer perícia no ônibus devido aos estragos causados pelo acidente.

Acidente com ônibus e carreta deixa mais de 30 mortos em Minas Gerais | AGORA CNN

O acidente

O acidente ocorreu após um grande bloco de granito se soltar de uma carreta bitrem e atingir o ônibus, que pegou fogo e explodiu na sequência, informou a PRF.

O ônibus, da Viação Emtram, vinha de São Paulo e tinha como destino Vitória da Conquista, na Bahia. O acidente foi registrado por volta das 4h.

Inicialmente, os bombeiros disseram que o ônibus teria perdido o controle por causa de um pneu estourado. Porém, após análise da PRF, foi possível constatar que o acidente ocorreu após a queda do bloco de granito do caminhão.

Logo após o ônibus ser atingido, um carro Fiat Argo se chocou contra o caminhão. Os três integrantes do veículo de passageiro foram resgatados com vida.

Segundo o Instituto Médico Legal (IML) de Teófilo Otoni, o total de corpos resgatados foi de 39. A maioria dos corpos foi carbonizado, dificultando o trabalho de identificação. 

O ônibus transportava 45 passageiros no total.

Outras 13 pessoas saíram com vida e encaminhadas para atendimento médico na região.

As equipes do Corpo de Bombeiros realizaram a limpeza da pista para evitar novos acidentes, removendo óleo e detritos. A via foi liberada em ambos os sentidos.

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Corpos são transferidos para BH

No início da noite desta sábado, um caminhão frigorífico saiu do Instituto Médico Legal (IML) de Teófilo Otoni em direção a Belo Horizonte com os corpos das 39 vítimas.

Do total, 12 corpos já foram identificados pelas autoridades.

O deslocamento ocorreu devido a maior tecnologia do IML da capital mineira para exames e identificação.

O Instituto Médico Legal André Roquette (IMLAR), de Belo Horizonte, enviou uma equipe para Teófilo, como suporte à demanda, mas a estrutura física do IMLAR se tornou necessária.

Mobilização

O governo de Minas Gerais se mobilizou para encaminhar equipes de apoio aos familiares e atendimentos no local do acidente.

Integrantes da perícia criminal e medicina legal PCMG foram encaminhados de Belo Horizonte para prestar serviços, os profissionais foram em uma aeronave do Gabinete Militar do governador.

O governo ressaltou as equipes que estão fazendo parte da ação, sendo elas, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), PCMG, Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o GMG, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp).

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lamentou o grave acidente que deixou mais de 30 mortos na BR-116, em Minas Gerais.

Tarcísio disponibilizou equipes da Polícia Científica para auxiliar as autoridades mineiras na identificação das vítimas.

O REAL É A MOEDA COM PIOR DESEMPENHO ESTE ANO COM QUEDA DE 20%

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História de The Economist – Jornal Estadão

real detém um título ignominioso este ano: é a moeda com pior desempenho, com queda de mais de 20%, atingindo quase R$ 6,3 por dólar. A situação ficou ainda mais feia na última semana, com a liquidação se acelerando apesar de várias intervenções do Banco Central.

A queda é alimentada pelo pânico em relação aos planos fiscais. Em novembro, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de esquerda, anunciou um programa há muito aguardado para reduzir os gastos, incluindo limites de ganhos para os trabalhadores do setor público. Ao mesmo tempo, porém, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prometeu amplos cortes de impostos para trabalhadores de baixa e média renda. Os investidores consideraram o anúncio como prova de um compromisso insuficiente com a disciplina fiscal. Considerando o déficit nominal do Brasil de quase 10% do PIB e a dívida bruta de 78% do PIB, o nervosismo é compreensível.

Banco Central elevou em ponto porcentual a taxa de juros Foto: Dida Sampaio/ESTADAO

Banco Central elevou em ponto porcentual a taxa de juros Foto: Dida Sampaio/ESTADAO

Em 17 de dezembro, o BC vendeu mais de US$ 3 bilhões em reservas cambiais em uma tentativa fracassada de sustentar o real. Ele já aumentou as taxas de juros três vezes desde setembro, incluindo um aumento surpreendente de um ponto porcentual em 11 de dezembro. Mesmo que muitos bancos centrais de mercados emergentes tenham começado a cortar as taxas, seguindo o exemplo do Federal Reserve, os investidores esperam mais aperto monetário no Brasil no próximo ano. Os títulos públicos de dois anos do país agora rendem mais de 15%, ante pouco menos de 10% no final de 2023.

Porém, o discurso monetário agressivo não está sendo suficiente. Os mercados financeiros estão clamando por uma reviravolta fiscal, que o governo está relutante em oferecer. “Sabemos exatamente como chegamos até aqui, portanto, sabemos como sair daqui. Precisamos andar para trás”, diz Alberto Ramos, chefe de pesquisa econômica para a América Latina do banco Goldman Sachs. “Quanto mais você esperar, maior será o risco de que as coisas sejam feitas da maneira mais difícil, e o mercado forçará a correção. Os sintomas de uma crise estão aí.”

 

DIPLOMATAS AMERICANOS ESTÃO EM DAMASCO PARA REALIZAREM OS PRIMEIROS CONTATOS OFICIAIS COM OS NOVOS GOVERNANTES DA SÍRIA

 

História de Por Humeyra Pamuk e Amina Ismail – Reuters

Celebração convocada pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS) em Damasco  20/12/2024  REUTERS/Yamam Al Shaar

Celebração convocada pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS) em Damasco 20/12/2024 REUTERS/Yamam Al Shaar© Thomson Reuters

Por Humeyra Pamuk e Amina Ismail

WASHINGTON/DAMASCO (Reuters) – Diplomatas norte-americanos em visita a Damasco realizaram as primeiras reuniões oficiais presenciais de Washington com os novos governantes de fato da Síria, liderados pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham, na sexta-feira, e discutiram com a ex-afiliada da Al Qaeda o futuro da transição política da Síria.

Os Estados Unidos, outras potências ocidentais e muitos sírios ficaram satisfeitos ao ver as milícias lideradas pelo HTS derrubarem o presidente Bashar al-Assad, mas não está claro se o grupo imporá um governo islâmico rigoroso ou se mostrará flexibilidade e avançará em direção à democracia.

Os governos ocidentais estão gradualmente abrindo canais para o HTS e seu líder Ahmed al-Sharaa, ex-comandante de uma franquia da Al Qaeda na Síria, e começando a debater se devem remover a designação terrorista do grupo. A viagem da delegação dos EUA ocorre após contatos com França e Reino Unido nos últimos dias.

A principal diplomata do Departamento de Estado para o Oriente Médio, Barbara Leaf, o enviado presidencial para assuntos de reféns, Roger Carstens, e o conselheiro sênior Daniel Rubinstein, que agora tem a tarefa de liderar o compromisso do Departamento com a Síria, são os primeiros diplomatas dos EUA a viajar para Damasco desde o colapso do governo de Assad.

“Eles se reuniram com representantes do HTS para discutir os princípios de transição endossados pelos Estados Unidos”, disse um porta-voz do Departamento de Estado. “Eles também discutiram eventos regionais e o imperativo da luta contra o Isis”, acrescentou o porta-voz.

A delegação se envolveu com grupos da sociedade civil e membros de diferentes comunidades na Síria “sobre sua visão para o futuro de seu país e como os Estados Unidos podem ajudar a apoiá-los”, afirmou o porta-voz.

Dias após a destituição de Assad, os Estados Unidos delinearam um conjunto de princípios, como a inclusão e o respeito aos direitos das minorias, que Washington deseja incluir na transição política da Síria.

A delegação também trabalhou para descobrir novas informações sobre o jornalista norte-americano Austin Tice, que foi levado para cativeiro durante uma viagem de reportagem à Síria em 2012, e outros cidadãos dos EUA que desapareceram durante o governo de Assad.

Uma entrevista coletiva havia sido agendada com as autoridades norte-americanas, mas um comunicado emitido em nome de Leaf informou que ela foi cancelada por questões de segurança, sem fornecer detalhes.

Os EUA cortaram relações diplomáticas com a Síria e fecharam sua embaixada em Damasco em 2012.

Os rebeldes sírios assumiram o controle de Damasco em 8 de dezembro, forçando Assad a fugir após mais de 13 anos de guerra civil e pondo fim ao governo de décadas de sua família.

SEGUNDO O DEPUTADO NIKOLAS FERREIRA A DIREITA VOLTARÁ AO PODER EM 2026

História de Luís Gusttavo – Jetss Entretenimento

Nikolas Ferreira ataca STF e promete 'revolução' em 2026: "Retornaremos ao poder".
Nikolas Ferreira revela acordo com deputado para anistiar golpistas.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rasgou o verbo durante um discurso feito na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (18), e não poupou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), em especial ao ministro Alexandre de Moraes.

++ Bolsonaro faz ataques pesados contra governo Lula: “Se o povo questiona, é golpe”

Na ocasião, o político bolsonarista acusou o STF de realizar perseguição contra líderes de direita, aos quais ele citou, além dele, os demais deputados federais: Eduardo Bolsonaro (PL-SP),  Carla Zambelli (PL-SP) e Carlos Jordy (PL-RJ).

Em seu discurso, Nikolas Ferreira afirmou que ele e outros deputados de direita representam a vontade popular, e ressaltou que o sistema do governo Lula (PT) utiliza meios para suprimir vozes contrárias. “Nós não temos birra com o STF, nós estamos dizendo que nós somos a voz do povo, e quando o STF nos persegue ele está te perseguindo”, disparou.

O parlamentar, ainda, prometeu um fortalecimento da bancada da direita brasileira no Senado nas próximas eleições, afirmando que o objetivo será reequilibrar o poder no país. “E tenho um recado para o STF. (…) Em 2026, Jair Bolsonaro, com todo esse exercito que tem aqui atrás, nós iremos fazer a maior bancada do Senado para poder reequilibrar esse país”, disparou.

“Esse é o recado que eu tenho para aqueles que estão usurpando de seu poder. Nós somos a verdadeira voz do povo, que fique bem escrito que o mundo dá voltas, e pode ter certeza que nós retornaremos ao poder real nesse país, e teremos orgulho, novamente, de ver essa pátria verde e amarela”, pontuou Nikolas Ferreira.

 

PARA LULA O ERRADO É QUE É O CERTO

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

Há uma mistura de insensatez, cálculo político e diagnóstico errado na ruidosa disputa deflagrada pelo governo do presidente Lula da Silva contra o mercado financeiro, o mundo corporativo e quem mais acredita em compromisso fiscal – essa regra ao mesmo tempo elementar, complexa e imprescindível da economia, cujo descumprimento desmorona mandatos e faz o País pagar caro.

A rinha pública promovida pelo Palácio do Planalto produziu uma considerável destruição de riqueza, deixou feridas a serem cicatrizadas na segunda metade do mandato e despertou um debate intrigante sobre a origem e o efeito da resistência lulopetista. Mas hoje parece evidente: Lula sabe o que está fazendo ao dobrar a aposta contra o que ele e seus sabujos do PT definem como “Faria Lima”, hoje o símbolo de uma suposta conspiração das elites para prejudicar seu governo.

Se Lula o faz é porque acredita que isso lhe renderá dividendos políticos e eleitorais. Afinal, como se sabe, para o pensamento petista há algo muito mais importante do que o equilíbrio macroeconômico: votos. E porque tanto ele quanto o PT nada aprenderam com a história e com seus erros do passado – não só porque o lulopetismo ignora o fato de que é o equilíbrio macroeconômico que dá sustentação a qualquer governo no longo prazo, como também até hoje não compreendeu a origem e as consequências dos equívocos produzidos pela ex-presidente Dilma Rousseff.

O espírito da insensata queda de braço com o “mercado” é fruto de um diagnóstico errado daquela época. Até hoje a militância petista tem a mais plena convicção de que o impeachment de Dilma decorreu de uma ardilosa união das elites econômicas e políticas, da mídia e do Judiciário para frear os alegados avanços sociais promovidos pelos governos do PT. Segundo tal lógica, o erro da então presidente foi promover uma guinada na política econômica entre o primeiro e o segundo mandatos, quando, reeleita após uma campanha polarizada na qual acusou os adversários Aécio Neves e Marina Silva de planejarem um ajuste cruel com os pobres, Dilma escalou Joaquim Levy – um reconhecido fiscalista – para a Fazenda. Na visão do PT, era uma concessão indevida ao mercado, que a fragilizou politicamente diante da base do partido e gerou a ruína econômica.

Trata-se de uma evidente inversão de raciocínio. A guinada de fato foi oficializada, mas o PT trabalhou para implodir os planos do ministro, o ajuste fiscal prometido foi feito pela metade e o resultado tornou-se conhecido: a deterioração fiscal crescente que levou a um profundo desequilíbrio macroeconômico, a perda contínua de apoios de diferentes setores do Congresso e da economia, até culminar no caos e no impeachment de 2016. Dilma deixou o governo com uma crise da qual o Brasil levou anos para se recuperar.

A lição foi insuficiente porque o enredo está se repetindo – não com um forasteiro como Levy, mas com um petista de longa data, Fernando Haddad. A intensa artilharia do partido, com a evidente anuência de Lula, contra o que deveria ser a agenda econômica do governo deixou o ministro praticamente sozinho na Esplanada e na inglória tarefa de convencer investidores de que o governo se preocupa com as contas públicas.

À solidão de Haddad se soma outro problema: na cosmologia do partido e de Lula, ter um inimigo a quem culpar é o elemento preferencial para mobilizar militantes e conquistar votos. Inspirado nessa lógica pedestre, o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), por exemplo, galvanizou esse espírito ao pedir à Polícia Federal (PF) que investigue e puna a “Faria Lima”. No metaverso do PT, caberia à PF abrir inquérito para identificar responsáveis pela prática de crimes contra o mercado de valores mobiliários, sobretudo por meio da manipulação do câmbio.

Eis o delírio petista: as turbulências que afetaram o mercado nas últimas semanas nada têm a ver com a incapacidade do governo de convencer os investidores de que leva a sério a necessidade de um duro ajuste fiscal. Tampouco com a frustração diante das medidas fiscais anunciadas no início de dezembro. Pois petistas só acreditam num plano fiscal: culpar o mercado. Um método que pode até fazer a festa da militância, mas, para a economia, desabona o presente e arruína o futuro.

ESTÁGIO FINAL DAS REDES SOCIAIS DIFERENTE DOS SERVIÇOS QUE NOS ENCANTARAM QUANDO COMEÇARAM

 

História de J Wortham – Jornal Estadão

Recentemente, ao conversar com um amigo que administrava um grande site de mídia, mencionei casualmente a ascensão do Bluesky. Mais de um milhão de usuários excluíram suas contas do X (antigo Twitter) e migraram para a nova rede social, que eles consideram um substituto mais saudável.

“Não entendo”, disse meu amigo, com a voz (e aparentemente com a frequência cardíaca) acelerada. “Por quê? Você é livre!” Afinal de contas, tínhamos testemunhado a desintegração do X, que deixou de ser um espaço comunitário genuíno para se tornar um espaço frequentemente venenoso. Por que deveríamos imaginar que o Bluesky evitaria esse destino? E mais especificamente: Por que continuar tentando recriar a internet do passado? Por que não aceitar onde estamos e seguir em frente?

Bluesky se populariza como alternativa ao X, de Elon Musk Foto: Koshiro

Bluesky se populariza como alternativa ao X, de Elon Musk Foto: Koshiro

Chegamos oficialmente ao estágio final das redes sociais. Os serviços e as plataformas que nos encantaram e remodelaram nossas vidas quando começaram a surgir há algumas décadas já atingiram a saturação e a maturação totais. Chame isso de mal-estar. Chame de síndrome de Estocolmo. Chame do que quiser. Mas cada vez que uma nova plataforma é lançada, prometendo algo melhor – para nos ajudar a nos conectar melhor, compartilhar fotos melhor, gerenciar melhor nossa vida – muitos de nós entram com entusiasmo, apenas para se decepcionar no final.

O Bluesky, criado por um dos fundadores originais do Twitter, Jack Dorsey, existe desde 2019. Após a eleição presidencial de novembro dos EUA, ele se tornou um refúgio digital das interferências de Elon Musk – no Brasil, isso ocorreu quando o X foi bloqueado pela Justiça. As pessoas têm fugido do X desde que Musk comprou a empresa em 2022, quando, aparentemente para seu próprio divertimento, começou a retirar quase toda a sua funcionalidade de conversação. Shonda Rhimes foi uma das primeiras desertoras: “Não vou ficar por aqui para o que quer que Elon tenha planejado”, ela postou no site. “Tchau.” Musk começou a cobrar uma taxa pelos recursos de segurança que protegiam os usuários contra invasões e introduziu a exigência de que todo o conteúdo fosse usado para treinar o Grok, o chatbot de inteligência artificial (IA) do X. Desde que Musk assumiu o controle, o volume de insultos odiosos dirigidos a pessoas negras, judias, trans e queer aumentou. Para muitos, o alinhamento próximo de Musk com Trump foi a gota d’água.

AS REDES SOCIAIS ESTÃO MOLDANDO A SAÚDE MENTAL DAS NOVAS GERAÇÕES E A FORMA COMO A SOCIEDADE PERCEBE OS JOVENS

 

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Victor Hugo Bin – Redator da StartSe

Como as redes sociais estão moldando a saúde mental das novas gerações e o papel da responsabilidade corporativa nesse cenário

Foto: Pexels

A obra A Geração Ansiosa, de Jonathan Haidt, oferece uma visão detalhada sobre os efeitos das redes sociais na saúde mental de jovens e adolescentes, descrevendo um cenário no qual o uso intensivo dessas plataformas influencia comportamentos, bem-estar psicológico e até mesmo a forma como a sociedade percebe os jovens. 

Haidt argumenta que as redes sociais, ao amplificar a comparação social, a pressão de imagem e a exposição a conteúdos potencialmente tóxicos, estão moldando a chamada Geração Z e a Geração Alpha de maneira única e alarmante.

Evidências recentes: redes sociais e saúde mental

Pesquisas recentes corroboram muitos dos pontos levantados por Haidt. Uma pesquisa do Instituto Cactus revelou que 45% dos brasileiros percebem efeitos negativos das redes sociais em sua saúde mental, um impacto mais acentuado entre os jovens de 16 a 24 anos. 

Da mesma forma, um estudo publicado pela Revista Galileu mostrou que 10% desses jovens relatam um impacto muito negativo nas últimas duas semanas, apontando que esses efeitos tendem a aumentar com o uso constante.

Por que importa?

O livro de Haidtressalta que as redes sociais introduzem uma cultura de comparação constante e rápida, exacerbando sentimentos de inadequação e ansiedade. 

O impacto na autoestima é evidente: ao exporem-se constantemente a conteúdos editados e à busca de aprovação por meio de “curtidas” e “comentários”, os jovens sentem-se frequentemente abaixo dos padrões irreais apresentados, o que afeta diretamente sua percepção de valor próprio. 

Esse fenômeno é especialmente relevante em um contexto onde a saúde mental e o bem-estar se tornam um dos maiores desafios para as gerações mais jovens.

Insights para empresas

Para empresas e executivos, esse cenário aponta para uma necessidade urgente de reavaliar a abordagem em redes sociais e estratégias digitais. Campanhas publicitárias e de engajamento focadas em autenticidade e transparência podem ressoar melhor com o público jovem. 

Mais do que nunca, mensagens que promovam saúde mental, autoestima e desconstrução de padrões irreais são valorizadas e podem ajudar as empresas a se posicionarem de forma ética e eficaz.

Fatores contribuintes: o lado sombrio da conexão

Como aponta o estudo da Revista Galileu, a pressão para estar constantemente conectado culmina no uso compulsivo das redes sociais, com maior incidência entre adolescentes. 

Além disso, a exposição a conteúdos que reforçam padrões de vida e aparência contribui para transtornos como ansiedade, depressão e distúrbios de imagem corporal. 

Para Haidt, esses são sinais de uma crise emergente: o uso massivo de redes sociais promove uma busca incessante por validação externa, afetando a identidade pessoal e a saúde mental dos jovens.

Dilemas para as gerações Z e Alpha

As novas gerações enfrentam dilemas únicos: como se proteger da pressão digital e ao mesmo tempo aproveitar as oportunidades de conexão e informação que as redes oferecem? As redes sociais, embora proporcionem plataformas de aprendizado e networking, são igualmente um espaço de desafios psicológicos. Os jovens precisam de orientação para encontrar um equilíbrio, algo que pais e educadores podem auxiliar ao incentivar um uso mais consciente.

O maior desafio: como a era da IA impactará a saúde mental dos jovens?

Com o crescimento das tecnologias de inteligência artificial e a criação de algoritmos cada vez mais sofisticados, o papel das redes sociais pode se tornar ainda mais intenso na vida dos jovens. 

A IA traz novas formas de interação, mas também aumenta o risco de hiperconexão e dependência digital. A pergunta é: estamos preparados para lidar com esses impactos ou veremos uma amplificação dos desafios que Haidt discute em A Geração Ansiosa?

Conclusão: um alerta e uma oportunidade

O alerta do livro de Haidt, combinado com os dados contemporâneos, aponta para uma crise de saúde mental que exige ação. 

Para empresas, instituições e para a sociedade como um todo, o desafio é criar ambientes mais saudáveis, online e offline, que permitam aos jovens crescer com segurança emocional e social. 

Essa não é apenas uma necessidade ética, mas uma oportunidade estratégica para empresas que buscam impactar positivamente as gerações futuras.

Como usar IA com responsabilidade corporativa

Ainda estamos medindo os impactos das redes sociais e dos smartphones nos jovens, e no meio disso a Inteligência Artificial veio com tudo.

Empresas precisam aprender a usá-la com responsabilidade e governança, medindo seus impactos e atribuições para que a rentabilidade e escala da empresa não potencialize esse problema entre real x digital x artificial nas gerações futuras.

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sábado, 21 de dezembro de 2024

ENTENDA O PACOTE DE CORTE DE GASTOS DO GOVERNO

 

História de Redação – Jornal Estadão

O Congresso Nacional concluiu a votação do pacote de contenção de gastos apresentado pelo governo Lula. As medidas têm o objetivo de conter o crescimento das despesas, manter o arcabouço fiscal de pé e retomar a confiança no equilíbrio das contas públicas.

O pacote é composto por uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e dois projetos de lei, todos aprovados pelo Congresso nesta semana. Os parlamentares, porém, desidrataram as medidas propostas pelo Ministério da Fazenda, fazendo com que o pacote, que já havia sido considerado insuficiente por muitos analistas, perdesse mais força.

Inicialmente, o governo estimou economia de R$ 71,9 bilhões até 2026 com as propostas, mas revisou a estimativa para R$ 69,8 bilhões após as modificações feitas pelo Congresso. Especialistas em contas públicas e instituições financeiras, porém, contestam o cálculo da Fazenda e preveem um impacto fiscal menor, da ordem de R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões.

Veja a seguir o que diz pacote fiscal aprovado pelo Congresso:Congresso concluiu votação dos três projetos do pacote de corte de gastos apresentado pelo governo Lula Foto: Dida Sampaio/Estadão

Congresso concluiu votação dos três projetos do pacote de corte de gastos apresentado pelo governo Lula Foto: Dida Sampaio/Estadão

Salário mínimo

O pacote limita o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo. Hoje, o valor é reajustado pela inflação do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Agora, haverá aumento garantido de 0,6% ao ano acima da inflação, independentemente do PIB, mas com limite de aumento de 2,5%.

Essa é a mudança de maior impacto no pacote, pois também afeta o crescimento das despesas atreladas ao salário mínimo, como parte dos benefícios previdenciários, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o seguro-desemprego.

Abono salarial

O pacote altera o abono salarial do Programa PIS/Pasep, espécie de “14º” pago a trabalhadores que ganham até dois salários mínimos. Com a proposta, haverá uma transição nos próximos anos para que o abono seja concedido a quem recebe até um salário mínimo e meio — o que, na previsão do governo, deve ocorrer em 2035.

O teto para o recebimento do benefício, hoje indexado à valorização do salário mínimo, passará a ser corrigido pela inflação a partir de 2026. A previsão de economia é de R$ 18,1 bilhões entre 2025 e 2030.

Supersalários

Alterações feitas no Congresso enfraqueceram o combate aos supersalários no funcionalismo público. A PEC proposta pelo governo previa que teria de ser enviado um projeto de lei complementar para definir quais “penduricalhos” (remunerações e auxílios extras ao salário) poderiam ser excluídos (ou seja, não seriam contabilizados) do teto remuneratório da administração pública, atualmente de R$ 44 mil mensais.

Os parlamentares enfraqueceram esse comando determinando que isso seria definido por um projeto de lei ordinária, que exige menos votos para aprovação e é mais fácil de ser alterada. Na prática, isso permitiria flexibilizações e, segundo especialistas, dá brecha para permitir a continuidade dos “penduricalhos” que não são contabilizados no teto e que levam aos supersalários.

Fundeb

Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização de Profissionais da Educação (Fundeb) é uma das principais fontes de financiamento da educação pública no País. O governo queria que até 20% dos recursos que coloca no Fundeb fossem destinados ao ensino em tempo integral. Desta maneira, o Fundeb bancaria um custo que hoje sai diretamente dos cofres do Tesouro. Com a mudança, o governo teria um alívio fiscal nas despesas públicas de R$ 11,6 bilhões no ano que vem.

A Câmara dos Deputados reduziu o porcentual para 10% e estabeleceu que o dinheiro da complementação da União no Fundeb será usado para ensino em tempo integral apenas em 2025, diminuindo o impacto nas contas públicas para R$ 5,8 bilhões. Mesmo com a redução estabelecida pelos deputados, o valor ainda é mais alto do que a economia anunciada inicialmente pelo governo para o ano que vem (R$ 4,8 bilhões).

A partir de 2026, os Estados e municípios terão de destinar 4% de recursos próprios que colocam no Fundeb para esse programa, aumentando o impacto fiscal entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões. Na prática, a União transfere a responsabilidade para os governos locais e espera economizar recursos com isso.

A economia efetiva de gastos para a União, no entanto, vai exigir que o governo federal diminua recursos do orçamento da Educação no mesmo valor. Ao cortar recursos, o governo federal deverá assumir o ônus político e ainda respeitar o piso constitucional da Educação exigido pela Constituição, que consome despesas não obrigatórias.

Benefício de Prestação Continuada (BPC)

Benefício de Prestação Continuada (BPC) é a garantia do pagamento de um salário mínimo mensal a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Na proposta feita pelo governo, o BPC seria reformulado, mas o o relator na Câmara fez dez mudanças no texto que afrouxaram a medida.

Haveria, por exemplo, mais restrições na definição de pessoa com deficiência, mas os parlamentares rejeitaram a limitação. O governo também queria impedir o acúmulo de benefícios em uma mesma família e levar em conta bens e patrimônio na avaliação para o acesso ao auxílio. Essas propostas não foram aprovadas.

Foi mantida a exigência proposta pelo governo de biometria e um recadastramento para a manutenção do benefício — mas uma mudança feita pelos parlamentares estabelece que uma pessoa que mora em local de difícil acesso não terá o pagamento cancelado se não fizer a biometria e que o governo terá de promover as condições de ir até o beneficiário e fazer o procedimento.

No Senado, o governo correu o risco de ter o projeto novamente alterado. Os senadores se levantaram contra a regra que restringia o BPC a pessoas com deficiência de grau moderado ou grave, já que o trecho abria margem para negativa do benefício a pessoas com deficiência de grau leve, como ocorre em alguns casos de autismo e síndrome de Down. Foi feito um acordo e o Palácio do Planalto se comprometeu a vetar o dispositivo.

Deputados governistas avaliam que o governo errou na estratégia ao mexer no pagamento de um auxílio a pessoas carentes em troca de uma economia que não era tão relevante para o pacote fiscal. A equipe econômica esperava economizar R$ 2 bilhões por ano com o BPC, totalizando R$ 12 bilhões até 2030.

O governo argumenta que apresentou mudanças no BPC não para tirar o benefício de pessoas que dependem do auxílio, mas para combater as fraudes e o que o ministro Fernando Haddad chamou de “indústria de liminares”.

Reforços ao arcabouço fiscal

O pacote aprovado cria alguns “reforços” ao arcabouço fiscal. Um dos novos gatilhos prevê que, em caso de déficit primário (gastos maiores que as receitas do governo, sem levar em conta as despesas com juros) a partir de 2025, será proibida a concessão, a ampliação ou a prorrogação de benefícios tributários. Além disso, haverá limitação de crescimento no gasto com pessoal.

O aumento de despesas com pessoal só poderá ser de 0,6% ao ano acima da inflação – que é o piso geral do aumento de despesas estabelecido pelo novo arcabouço fiscal. Como o déficit será calculado em 2026, o gatilho valeria para 2027.

O gatilho para conter despesas de pessoal também pode ser acionado em outra situação. Caso haja redução das despesas discricionárias (aquelas que não são obrigatórios, como investimentos e custeio), o gatilho limita automaticamente a despesa com pessoal a um aumento anual de 0,6% acima da inflação. Esse gatilho também vale a partir de 2027.

A proposta aprovada também determina que a criação ou prorrogação de benefícios da seguridade social ficam limitadas às regras de crescimento do arcabouço, ou seja, com teto máximo de 2,5% ao ano.

Superávit de fundos públicos

Os parlamentares aprovaram que, entre 2025 e 2030, o superávit financeiro de fundos públicos poderá ser usado para amortizar a dívida pública — mas apenas para isso. O projeto original do governo previa que o uso dos recursos seria de livre aplicação, o que foi criticado por economistas por abrir margem para ampliar gastos.

Na proposta do governo, eram oito fundos listados, mas foram aprovados apenas cinco: os fundos de Defesa de Direitos Difusos (FDD), Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (FUNSET), do Exército, Aeronáutico e Naval. Foram excluídos o Fundo Nacional Antidrogas (Funad), o Fundo da Marinha Mercante (FMM) e Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), com a justificativa de que seus recursos “são utilizados para importantes investimentos”. O impacto da desvinculação, com isso, caiu de R$ 38 bilhões para R$ 18 bilhões.

Emendas parlamentares

O Congresso derrubou a possibilidade de o governo federal cortar emendas impositivas (não obrigatórias) para cobrir gastos obrigatórios e cumprir o arcabouço fiscal. O governo queria uma autorização para bloquear até 15% das emendas impositivas, recursos indicados por deputados federais, senadores e bancadas estaduais no Orçamento e que o governo é obrigado a pagar conforme a indicação dos parlamentares.

Na última hora, os deputados aprovaram uma emenda que autoriza o bloqueio apenas de emendas não obrigatórias, como as emendas de comissão, herdeiras do orçamento secreto. Atualmente, esses recursos já podem ser bloqueados, mas agora o corte será limitado a 15% da verba.

Prorrogação da DRU

O pacote prorrogou a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que terminaria neste ano até 2032. Na prática, a medida permite que o governo use recursos carimbados para outras finalidades, permitindo uma flexibilidade maior no Orçamento. O governo prevê arrecadar R$ 25,6 bilhões com a medida.

A DRU tira 30% da arrecadação de determinadas taxas e contribuições e permite que o governo use o dinheiro livremente, e não apenas em despesas carimbadas naquela arrecadação. Taxas de inspeção cobradas por agências reguladoras, por exemplo, não ficam integralmente para esses órgãos, mas uma parcela se desvincula do destino original para compor o Orçamento da União e bancar as despesas gerais do governo.

Além das contribuições sociais, das contribuições de intervenção no domínio econômico (Cide) e das taxas, a desvinculação alcançará ainda as receitas patrimoniais, que são aquelas obtidas pelo uso de patrimônio da União, como aluguéis, dividendos, compensações financeiras/royalties e direito real de uso, entre outras.

Bolsa Família e biometria

O pacote fiscal aprovou medidas consideradas como “pente-fino” por analistas, como ajustes nos parâmetros do Bolsa Família. Também foi definida a adoção de biometria para todos os benefícios da seguridade social, a renovação de cadastro no CadÚnico a cada 24 meses para receber programa de transferência de renda e fornecimento de dados para a União pelas concessionárias de serviços públicos.

Até 2030, o governo espera arrecadar R$ 17 bilhões com os ajustes no Bolsa Família e R$ 15 bilhões com a adoção de biometria nos programas sociais.

Pontos derrubados pelo Congresso

Entre os pontos derrubados pelo Congresso está a proposta que limitava a restituição de créditos tributários pelas empresas. O trecho enfrentava forte resistência de vários setores da economia, além de ter integrado uma Medida Provisória (MP) editada pelo governo em junho e que foi devolvida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O governo também queria corrigir os recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) pela inflação, com uma previsão de economia de R$ 18,1 bilhões até2030. A ideia foi rejeitada pelos deputados, permanecendo a correção pela Receita Corrente Líquida.

O Congresso também rejeitou um dispositivo que tirava a obrigação de o Poder Executivo executar o Orçamento aprovado pelo Congresso Nacional. A obrigação, incluída na Constituição em 2019, impede o governo de cancelar, por exemplo, emendas parlamentares, que são direcionadas por deputados e senadores para redutos eleitorais. Revogar o dispositivo era uma aposta da equipe econômica para ter mais flexibilidade no Orçamento na hora de cumprir o teto de despesas.

Os deputados também revogaram a lei que instituiu o Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), antigo DPVAT, diminuindo a capacidade de arrecadação do g

CENSURA NUNCA MAIS

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

Seguramente constrangido com os votos de seus colegas Dias Toffoli e Luiz Fux a respeito do Marco Civil da Internet, ora em debate na Corte, votos esses que já têm lugar garantido na antologia dos atentados à Constituição, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, tomou a decisão incomum de antecipar seu voto. Presume-se que Barroso pretendia temperar a discussão, que caminhava para chancelar a mordaça na internet. A fim de encontrar uma forma de discordar da sanha censória de Toffoli e Fux sem desmoralizá-los, Barroso disse que o artigo 19 do referido Marco Civil, aquele que versa sobre a responsabilidade das redes sociais, é “parcialmente” inconstitucional. Como não liberou a divulgação do voto, só suas “anotações”, não se sabe bem como ele fundamentará essa tese sem ferir a hermenêutica jurídica. Mas pode-se dizer, sem ferir a lógica, que seu voto é só parcialmente sensato.

O artigo 19 estabelece que a responsabilidade pelos danos de alguma publicação é de seu criador, e as plataformas só se tornam corresponsáveis se desobedecerem a uma ordem judicial de remoção. O artigo 21 estabelece uma exceção caso as redes sejam notificadas extrajudicialmente sobre conteúdo contendo cenas de nudez ou sexo não autorizadas.

Assim, cada um é livre para dizer o que bem entender, e responde pelo que disser. As redes podem estabelecer regras definindo o que é ou não aceitável, e cada um é livre para aderir ou não a essas regras. Se um usuário julga que seu conteúdo foi removido em violação a essas regras, pode recorrer à Justiça. Se uma pessoa julga que foi vítima de algum conteúdo ilícito, pode recorrer à Justiça. A Justiça tem a prerrogativa de obrigar as redes a respeitar suas próprias regras e de obrigar os usuários a respeitar a lei. Pelo regime vigente, só a Justiça pode determinar se um conteúdo é ilícito e obrigar as redes a removê-lo. Caso se recusem, passam a ser corresponsáveis. A liberdade de expressão é a regra; a censura, a exceção, a ser aplicada pelo Judiciário após o devido processo legal.

Evocando vagamente a proteção de direitos fundamentais, Toffoli e Fux entenderam que esse regime é inconstitucional. A seu ver, a Constituição exige que as redes censurem conteúdos após a notificação de quem se sente ofendido. Como resumiu Fux, “notificou, tira; quer botar de novo, judicializa”. Toffoli propôs um “decálogo contra a violência digital e desinformação”. Mesmo sem serem notificadas, as redes seriam responsáveis por supostos crimes, como “qualquer espécie de violação contra a mulher”, fatos “descontextualizados” ou “discursos de ódio”. Alexandre de Moraes sugeriu ainda “atos antidemocráticos”.

A Justiça pode levar anos para decidir se alguma manifestação se enquadra num ilícito, mas os ministros exigem ação imediata das redes. A prevalecer essa tese, as pequenas plataformas, sem condições de fazer esse monitoramento ostensivo, sairão do mercado, e as grandes suprimirão qualquer conteúdo minimamente controverso para se furtar à responsabilização – levada às suas últimas consequências, por sinal, quem administra um site ou perfil, por menor que seja, será responsável por qualquer manifestação em suas caixas de comentários.

Barroso ensaiou um freio a essa terceirização da censura. “Não se deve impor às plataformas o controle prévio de todos os conteúdos gerados por terceiros, nem as sujeitar a uma obrigação geral de vigilância.” Para conteúdos relacionados à honra (injúria, calúnia, difamação), deveria se manter a obrigatoriedade de ordem judicial, pois, do contrário, “a próxima vez que alguém disser que o governador é mentiroso ou medíocre, isso estaria sujeito à remoção, o que seria altamente limitador do debate público”.

No entanto, Barroso entende que para todos os demais crimes deveria valer o modelo de notificação e remoção, exceto em caso de “dúvida razoável”. Mas quem define o que é “razoável”? Na prática, em que pese toda a circunspecção de Barroso, o modelo do artigo 19 será a exceção, e a vigilância draconiana, a regra.

O voto de Barroso é um progresso, mas só parcial. No mais importante, referenda o retrocesso proposto por seus colegas.

AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL FESTEJADA POR CAMPOS NETO

 

História de Célia Froufe e Cícero Cotrim – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O presidente do Banco CentralRoberto Campos Neto, citou a conquista da autonomia institucional como uma das principais mudanças na instituição durante a sua gestão, iniciada em 2019. Em uma live de despedida no canal da autarquia, nesta sexta-feira, 20, o chefe do órgão responsável pela política monetária do País disse que esse processo representou um ganho institucional, mas ainda não está terminado.

“Acho que coloca a instituição à frente das pessoas, à frente da ideologia, à frente dos governos, à frente do tempo político, com um tempo diferente do tempo político, com um tempo institucional mais adequado às características necessárias para o cumprimento das nossas missões”, disse o presidente do BC, acrescentando que o valor da autonomia foi demonstrado durante a transição no comando da autarquia.

A autonomia operacional do BC foi uma bandeira da gestão de Campos Neto, que tomou para si a tarefa de articular com parlamentares a aprovação da medida. Mesmo assim, o banqueiro central não conseguiu avançar na autonomia financeira. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema está parada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ).

Gabriel Galípolo assume o posto de Campos Neto neste sábado, 21, com o recesso do atual presidente, cujo mandato se encerra em 31 de dezembro Foto: Wilton Junior/Estadão

Gabriel Galípolo assume o posto de Campos Neto neste sábado, 21, com o recesso do atual presidente, cujo mandato se encerra em 31 de dezembro Foto: Wilton Junior/Estadão

Essa medida deverá ficar nas mãos do futuro presidente do BC, Gabriel Galípolo, que já assume a chefia da autarquia interinamente a partir deste sábado, 21, e definitivamente em 1º de janeiro.

O mandato de Campos Neto só termina em 31 de dezembro, mas o banqueiro central anunciou na quinta-feira que entrará em recesso.

‘Não posso dizer que foram 6 anos calmos’

Campos Neto disse que os quase seis anos da sua gestão à frente da autarquia foram marcados por vários desafios na condução da política monetária.

“Eu não posso dizer que os últimos seis anos foram calmos — na verdade, eu acho que, se pensarmos todos os tipos de problemas que poderiam ter dado, eu sempre digo que estamos com um álbum de figurinha completo”, disse o banqueiro central, citando, além da pandemia, a tragédia de Brumadinho e a crise na Argentina.

Campos Neto recordou que foi o primeiro membro do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a alertar sobre os impactos da pandemia na economia, devido a conversas com outros BCs. Também lembrou que a autoridade monetária brasileira foi elogiada por ter reagido rapidamente às mudanças, injetando liquidez no mercado na eclosão da covid-19 e, depois, elevando os juros rapidamente para combater o repique da inflação.

“O Brasil passou muito bem pela pandemia, muito melhor do que vários países, com crédito crescendo dois dígitos durante toda a pandemia”, afirmou Campos Neto. “E, em algum momento, também eu acho que o Banco Central do Brasil enxergou o problema um pouco antes dos outros, ou seja, foi muito capaz de prever o que vinha acontecendo, que era todo esse avalanche de medidas tanto fiscais, quanto monetárias, de enfrentamento à pandemia teriam resultado inflacionário.”

Campos Neto ainda defendeu, na live, que o BC tenha um “olhar” para o quadro de funcionários e aprofundar a agenda de qualificação. Entre as principais mudanças do seu mandato, Campos Neto também citou o ganho de reconhecimento da sociedade, devido à implementação de produtos como o Pix. Mencionou também a cultura de inovação no BC.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...