quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

VINI JR. É O JOGADOR DE FUTEBOL THE BEST DA FIFIA EM 2024

 

História de Gustavo Faldon – Jornal Estadão

Depois de 17 anos, o Brasil volta a ter o melhor jogador do mundo eleito pela Fifa, entidade máxima do futebol. Vinicius Júnior, estrela do Real Madrid e da seleção brasileira, recebeu a honraria nesta terça-feira (17), na cerimônia do The Best, realizado em Doha, no Catar, onde o Madrid encara o Pachuca nesta quarta-feira na final da Copa Intercontinental.

Vini Jr. quebra assim um hiato de 17 anos sem um brasileiro sendo eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa. O último havia sido Kaká, em 2007. O carioca de 24 anos se torna o sexto jogador do País a receber tal honraria, se juntando, além de Kaká, a Romário (1994), Ronaldo (96, 97 e 2002), Rivaldo (99) e Ronaldinho (2004, 2005).

Vinicius Junior posa com troféu do The Best de melhor jogador do mundo Foto: Karim Jaafar/KARIM JAAFAR

Vinicius Junior posa com troféu do The Best de melhor jogador do mundo Foto: Karim Jaafar/KARIM JAAFAA

“Não sei por onde começar, porque era tão distante que parecia impossível chegar aqui. Eu era uma criança q jogava bola descalço, perto da pobreza e do crime. Estou fazendo isso por muitas crianças que podem chegar até. Agradeço a todos que votaram em mim. É algo muito importante. Agradeço minha família por ter deixado de viver seu sonho para viver o meu sonho. Quero seguir no Real Madrid por muito tempo, mas não deixo de agradecer ao Flamengo, por ser o clube que me colocou em campo”, disse Vini Jr., após receber o troféu.

O camisa 7 do Real Madrid ainda lava a alma tendo o merecido reconhecimento como melhor jogador do planeta, algo que não veio na Bola de Ouro, premiação tradicional feita pela revista France Football, onde 100 jornalistas ao redor do mundo votam e contabiliza a temporada anterior do futebol europeu.

O The Best conta com votos de torcedores, capitães e técnicos das seleções mundiais, além de jornalistas (cada um com peso de 25% na contagem final) para eleger o melhor jogador do mundo durante o ano todo, não apenas na temporada europeia. O brasileiro ficou com 48 pontos pelos números da Fifa, contra 43 de Rodri e 37 de Jude Bellingham.

O sentimento e injustiça da Bola de Ouro, onde ele sequer compareceu à premiação, foi substituído por alegria no rosto de Vini Jr, que segue sendo uma voz ativa e necessária no meio do futebol na luta contra o racismo. Seu comportamento perante aos rivais e árbitros inclusive foi dado como motivo para jornalistas não colocarem ele no topo da lista da premiação da France Football.

Mas agora não teve jeito. A entidade máxima do futebol atesta que o mundo deste esporte está aos pés de Vinicius Jr.

“Vini é uma força no mercado, não apenas por ser o melhor jogador do mundo, mas também por seu comprometimento em promover ações que impactam positivamente sua comunidade e seus patrocinadores. Ele se destaca pela capacidade de engajar e mobilizar pessoas em torno de causas sociais relevantes. Seu instituto é um exemplo brilhante de inovação no ensino, uma vez que promove práticas pedagógicas antirracistas e capacita educadores, o que o torna um verdadeiro líder fora dos gramados”, completa Frederico Pena, CEO da Roc Nation Sports Brazil, empresa de entretenimento norte-americana, que gerencia a carreira de centenas de atletas, entre eles do próprio Vini Jr.

Brasil é destaque no Fifa The Best 2024

Não foi só Vini Jr. que foi premiado na noite do Catar. Marta ganhou o prêmio que leva o nome dela própria, dado ao melhor gol do ano, feito pela Rainha em amistoso da seleção brasileira contra a Jamaica.

Thiago Maia, meia do Internacional, ganhou o prêmio de fair play pelo seu trabalho de resgate às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul neste ano.

Gabi Portilho foi eleita para o time do ano da Fifa, enquanto Gui, torcedor-mirim do Vasco que sofre de epidermólise bolhosa e que comoveu o futebol mundial pelo seu carisma, ganhou a premiação de torcedor do ano

IMAGEM DAS FORÇAS ARMADAS PIORA JUNTO AO PÚBLICO

 

História de Juliano Galisi – Jornal Estadão

As Forças Armadas seguem sendo a instituição mais confiável aos olhos dos brasileiros, mas o índice de desconfiança em relação à corporação está em tendência de alta desde 2017, início da série histórica. É o que revela pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta terça-feira, 17. O levantamento questionou 2.002 pessoas entre os dias 12 e 13 de dezembro sobre o grau de confiança nos Três Poderes, no Ministério Público, na imprensa, nos partidos políticos e nas grandes empresas do País.

Entre todas as instituições avaliadas, as Forças Armadas obtiveram o maior índice de entrevistados que afirmam “confiarem muito” nos fardados, com 34%. São 24% os que dizem “não confiar” no Exército, na Marinha e na Aeronáutica. São 40% os que “confiam um pouco” nos militares e 2% não souberam

responder.Credibilidade das Forças Armadas segue em tendência de agravamento, mostra pesquisa Foto: Isac Nóbrega/PR

Credibilidade das Forças Armadas segue em tendência de agravamento, mostra pesquisa Foto: Isac Nóbrega/PR

Em relação ao levantamento anterior, de 21 de março, o único índice a variar para além da margem de erro, de três pontos porcentuais, foi o de “muita” confiança: era 37% na ocasião, retraindo três pontos na última rodada. “Um pouco” de confiança marcava 39% e os que “não confiam” eram 23%, enquanto os que não souberam responder na rodada anterior representaram 1% da amostra.

Embora não tenha variado além da margem de erro desde o levantamento anterior, a imagem das Forças Armadas está em tendência de piora desde o início da série histórica da pesquisa. Em junho de 2017, eram 15% os que diziam “não confiar” na instituição. Desde então, o índice aumentou nove pontos porcentuais.

A imagem das Forças Armadas podem ser ainda mais comprometidas com os eventuais desdobramentos penais do inquérito da Polícia Federal (PF) sobre uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Dos 40 indiciados pela corporação, 28 são militares, entre os quais nomes de alta patente, como Almir Garnier, comandante da Aeronáutica na época dos fatos investigados, e Walter Braga Netto, general de quatro estrelas, ex-ministro e ex-candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) no último pleito. 

As instituições menos confiáveis, segundo a pesquisa, são os partidos políticos, com 50% de desconfiança, e as redes sociais, com 49%. Quanto aos Três Poderes, o Congresso Nacional é “muito” confiável para 11%, enquanto 42% desconfiam do Legislativo. A Presidência é avaliada como totalmente confiável por 24%, ante 36% de desconfiança, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) é visto com desconfiança por 38% dos entrevistados, ante 24% de “muita” confiança.

DIA DE SANTO URBANO V E CURIOSIDADES

 

Karla Neto – Colunista Correspondente

Nesta quinta-feira(19), é celebrado Dia do Santo Urbano V, assumiu o cargo em 1362, numa época em que a Europa sofria agitações sociais muito intensas. Numa tentativa de manter o pontífice longe das intrigas e das lutas políticas e revolucionárias, que dominavam Roma, a sede da Igreja fôra transferida para Avignon, na França.

Sua biografia é cheia de adjetivos elogiosos: “professor emérito, estudioso de renome, abade de iluminada doutrina e espiritualidade”. Por tudo isso foi escolhido pelo Papa Inocêncio IV para desempenhar missões diplomáticas delicadas. Pelo mesmo motivo, quando Inocêncio morreu, foi eleito seu sucessor, mesmo não sendo cardeal.

No terreno político e militar seu trabalho também foi reconhecido. Organizou uma cruzada contra os turcos muçulmanos que ameaçavam a Europa. No plano missionário, enviou numerosos grupos de religiosos às regiões européias ainda necessitadas de evangelizadores, como a Bulgária e a Romênia. Além de organizar uma expedição missionária para levar a palavra aos mongóis da longínqua Ásia.

O grande sonho do Papa Urbano V, porém, era levar de volta a sede da Igreja para Roma. Conseguiu isso, em outubro de 1367, sendo recebido com entusiasmada aclamação popular. Foi o primeiro a se estabelecer no palácio ao lado da Basílica de São Pedro, no Vaticano. E, desde então, se tornou a residência oficial dos pontífices. Mas a paz durou pouco. Alguns anos depois Urbano V foi novamente obrigado a deixar Roma, e voltar para Avignon, onde faleceu em 19 de dezembro de 1370.

Fonte: Karla Neto
Foto: Divulgação

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Você sabe o que ocorre com seu corpo se ultrapassar as calorias diárias?

Embora uma ou outra indulgência não traga grandes problemas, consumir calorias em excesso regularmente pode impactar a saúde de várias formas, indo além do ganho de peso e afetando o metabolismo, o sistema digestivo e até o risco de doenças crônicas.

O acúmulo de gordura corporal é uma consequência direta desse excesso, aumentando o risco de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares. Além disso, o sistema digestivo pode ser sobrecarregado, resultando em digestão lenta e desconfortos gastrointestinais.

O balanço calórico é a relação entre as calorias consumidas e o gasto energético diário. Quando o consumo supera o gasto, o corpo armazena o excedente como gordura.

Esse armazenamento ocorre especialmente em áreas como abdômen, coxas e braços, contribuindo para o aumento do peso e para a perda de definição muscular.

Sistema digestivo
O excesso alimentar também sobrecarrega o sistema digestivo, tornando a digestão mais lenta e causando desconfortos como sensação de peso e refluxo.

O consumo exagerado de alimentos ricos em gorduras e açúcares pode dificultar o funcionamento dos órgãos digestivos, além de aumentar o risco de problemas como gastrite e úlceras.

Dietas ricas em alimentos ultraprocessados também contribuem para processos inflamatórios no organismo, já que são compostas por ingredientes que, ao serem metabolizados, podem gerar efeitos prejudiciais no longo prazo.

Você sabe que não é bom caminhar em jejum? Saiba porque:

A caminhada é reconhecida pelo seu lado democrático, ou seja, muitas pessoas podem iniciar sem nenhum elevado custo financeiro. Dessa forma, pode ser praticada em parques, ruas, avenidas e rodovias.

“Não se deve fazer nada de exercício físico em jejum. É antifisiológico e o corpo precisa de energia, as fontes são os alimentos e, principalmente, os carboidratos que nós utilizamos. Não se deve fazer nada em jejum”.

“Você pode ter hipoglicemia, tontura, desmaio e problemas sérios de queda de pressão. Tem nada que justifique isso. Hoje em dia você quer emagrecer e tem outros meios de fazer isso com orientação médica”.

Essas colocações denotam que não vale a pena alguém optar por um método devido ao fato de achar que é o melhor. Apenas fica a orientação de se evitar qualquer prática esportiva em jejum.
“A recomendação geral é hidratação, alimentos ou substâncias que ajudem você na manutenção daquela atividade física muscular. Então, os aminoácidos e suplementos se baseiam naquilo que você vai gastar em uma atividade física”.

PROPOSTA DE ELON MUSK PARA CONSTRUÇÃO DE UM TÚNEL SUBAQUÁTICO QUE LIGARÁ NOVA YORK A LONDRES

História de Gabriele Ferreira

A concepção de um túnel subaquático com 5.500 quilômetros pode soar utópica .
A ideia promete reduzir drasticamente o tempo das viagens intercontinentais .

A concepção de um túnel subaquático com 5.500 quilômetros pode soar utópica .©Imagem: reprodução instagram

Com US$ 20 trilhões em jogo, Elon Musk apresentou uma proposta que pode revolucionar o transporte mundial. A ideia envolve conectar Nova York a Londres em apenas 54 minutos, utilizando um túnel submarino de 5.471 km de extensão.

A concepção de um túnel subaquático com 5.500 quilômetros, unindo os Estados Unidos ao Reino Unido, pode soar utópica. Entretanto, essa proposta, conhecida como “Túnel Transatlântico”, já é discutida há décadas. Mais recentemente, o tema voltou ao centro das atenções, alimentado por avanços tecnológicos significativos e pelo aumento das preocupações com a mobilidade sustentável.

A implementação desse projeto exigiria um investimento colossal, estimado em cerca de US$ 20 trilhões. Além disso, envolveria desafios técnicos monumentais, como a construção em águas profundas e a segurança de um transporte ultrarrápido. Apesar disso, os defensores da ideia acreditam que o túnel poderia transformar as viagens intercontinentais, reduzindo drasticamente o tempo e os impactos ambientais associados ao transporte aéreo.

Avanços recentes em materiais e engenharia tornam o sonho do “Túnel Transatlântico” mais plausível. A ideia seria viabilizar viagens em alta velocidade utilizando sistemas de transporte como o hyperloop, que prometem eficiência energética e sustentabilidade. À medida que o mundo busca soluções para reduzir as emissões de carbono, projetos como esse ganham relevância. Apesar de ser uma proposta audaciosa, ela reflete a necessidade de explorar formas inovadoras para conectar o mundo de maneira mais rápida e sustentável.

 

UM ATENDIMENTO DE EXCELÊNCIA AO CLIENTE É UM REUESITO ESSENCIAL A QUALQUER EMPRRESA DE SUCESSO

 

Fonte: Tiago Sanches, head de vendas da Total IP

Conquistar o cliente é uma tarefa cada vez mais desafiadora na jornada de compra, mas a qualidade do contato diz muito sobre o resultado final

Com o dinamismo do mercado, um atendimento de excelência ao cliente deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar um requisito essencial a qualquer empresa de sucesso. Essa é uma área diretamente relacionada ao emocional do consumidor, influenciando do início ao final da jornada de compra. Logo, é o momento da loja chamar a atenção positivamente, conquistar pelo tato e se destacar frente à concorrência com fidelidade e reputação sólida.

As oportunidades de um bom atendimento

Devido à globalização, expansão da Internet e toda a movimentação mercadológica, é difícil um produto impactar o usuário puramente pela demanda, benefícios ou entregas. “Nesse aspecto gosto de lembrar da famosa frase: ‘nada se cria, tudo se copia’ e hoje, essa ação é facilitada com o excesso de informações on-line, dificultando a uma marca garantir um serviço completamente único e imperdível”, comenta Tiago Sanches, head de vendas da Total IP.

Tendo em vista esse cenário, onde as qualidades ímpares se tornam gradativamente menores, o modo como se acolhe um interessado emerge como o grande fator diferenciativo. “A lógica é simples: compradores felizes são mais propensos a voltar, indicar e recomendar para possíveis clientes novos. Todavia, esse é o fruto de todo um processo com várias etapas, onde o apoio recebido se mostra presente em todas”, aponta o especialista.

Dicas para um atendimento de sucesso

Com essa importância em mente, Sanches elenca cinco pontos essenciais para assegurar uma assistência acima da média:

    Conhecimento: a equipe à frente da relação com a audiência precisa entender as funcionalidades, uso e vantagens do produto. Só assim é possível dar respostas inteligentes, diretas, claras e específicas;

    União eficaz com a tecnologia: “hoje, a modernização permite às marcas terem o privilégio de contar com mecanismos tech para pautarem suas atitudes. Meu conselho é: aproveite ao máximo essa chance e se una com companhias na mesma pegada. Assim, ambas podem se ajudar a alcançar insights valiosos. A Total IP está sempre disponível para auxiliar locais com visão de futuro!”, analisa o gestor;

    Humanização: devido à frequência da utilização de máquinas na rotina da população, há, cada vez mais, uma carência em torno de se sentir acolhido por um humano. Por essa razão, a Total IP dá a possibilidade de se falar com um atendente, mesmo quando o primeiro contato é feito por um bot;

    Pesquisa de grupo-alvo: ferramentas como Inteligência Artificial se tornaram grandes aliadas quando o assunto é se aprofundar a respeito de algum tema ou indivíduo. Logo, é uma excelente alternativa para os estabelecimentos se inteirarem da sua persona e a atingirem de forma perspicaz;

    Chatbots: dentre as oportunidades poderosas da revolução tecnológica, o uso de robôs para apoiar as atividades dos colaboradores foi um assunto extremamente abordado nos últimos anos. “Com a pandemia, nos deparamos com uma variedade absurda de atualização na sociedade, as quais se mantiveram com o fim da crise sanitária e passaram a fazer parte da rotina. Os chatbots são, agora, elementos primordiais para um ambiente automatizado e assertivo, gerando aumento da produtividade, direcionamento de estratégias mais elaboradas e rapidez nas devolutivas”, esclarece.

A preparação da equipe para lidar com a inovação

Liderados satisfeitos e bem treinados são fundamentais para colher bons frutos externos, encantando com a atuação. Essa é uma trajetória moldada desde a promoção de workshops internos até a estruturação da cultura organizacional. “Por isso, a Total IP não apenas se preocupa com o bem estar de seus contratados, como também oferece aos negócios parceiros uma equipe multi tecnológica, pronta para acompanhar cada fase, da implantação à sugestão de melhorias contínuas. O mais importante aqui é, com certeza, garantir entendimento e informação a todos os envolvidos”, finaliza Sanches.

A Startup Valeon reinventa o seu negócio

Moysés Peruhype Carlech – Founder da Valeon

Enquanto a luta por preservar vidas continua à toda, empreendedores e gestores de diferentes áreas buscam formas de reinventar seus negócios para mitigar o impacto econômico da pandemia.

São momentos como este, que nos forçam a parar e repensar os negócios, são oportunidades para revermos o foco das nossas atividades.

Os negócios certamente devem estar atentos ao comportamento das pessoas. São esses comportamentos que ditam novas tendências de consumo e, por consequência, apontam caminhos para que as empresas possam se adaptar. Algumas tendências que já vinham impactando os negócios foram aceleradas, como a presença da tecnologia como forma de vender e se relacionar com clientes, a busca do cliente por comodidade, personalização e canais diferenciados para acessar os produtos e serviços.

Com a queda na movimentação de consumidores e a ascensão do comércio pela internet, a solução para retomar as vendas nos comércios passa pelo digital.

Para ajudar as vendas nos comércios a migrar a operação mais rapidamente para o digital, lançamos a Plataforma Comercial Valeon. Ela é uma plataforma de vendas para centros comerciais que permite conectar diretamente lojistas a consumidores por meio de um marketplace exclusivo para o seu comércio.

Por um valor bastante acessível, é possível ter esse canal de vendas on-line com até mais de 300 lojas virtuais, em que cada uma poderá adicionar quantas ofertas e produtos quiser.

Nossa Plataforma Comercial é dividida basicamente em página principal, páginas cidade e página empresas além de outras informações importantes como: notícias, ofertas, propagandas de supermercados e veículos e conexão com os sites das empresas, um mix de informações bem completo para a nossa região do Vale do Aço.

Destacamos também, que o nosso site: https://valedoacoonline.com.br/ já foi visto até o momento por mais de 245.000 pessoas e o outro site Valeon notícias: https://valeonnoticias.com.br/ também tem sido visto por mais de 5.800.000 de pessoas, valores significativos de audiência para uma iniciativa de apenas três anos. Todos esses sites contêm propagandas e divulgações preferenciais para a sua empresa.

Temos a plena certeza que o site da Startup Valeon, por ser inédito, traz vantagens econômicas para a sua empresa e pode contar com a Startup Valeon que tem uma grande penetração no mercado consumidor da região capaz de alavancar as suas vendas.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

LULA PODE APRENDER COM MILEI COMO EVITAR GASTOS E EQUILIBRAR A ECONOMIA

 

História de IstoÉ News

O que Lula pode aprender com Milei

O que Lula pode aprender com Milei. Na Argentina, embora maioria rejeite seu estilo político, muitos esperam que o presidente reduza ainda mais a inflação. Já no Brasil Lula está colocando em risco a estabilidade da moeda. Isso pode sair caro nas urnas. Há exatamente um ano, Javier Milei, um novato na política, assumiu o cargo de presidente da Argentina. O balanço político de Milei desde então chama a atenção: ele reduziu a inflação, saneou o orçamento público e começou a abolir ou alterar leis que são um fardo para a economia e para a vida cotidiana dos argentinos.

Muitos apostavam que o economista e anarcocapitalista durasse apenas alguns meses na Casa Rosada, mas o duro programa de austeridade e as reformas não prejudicaram a popularidade de Milei. Pelo contrário: o governo tem os mesmos índices de aprovação e rejeição da época da eleição, um ano atrás. Isso já é melhor do que os governos anteriores. Com a estabilidade cresce a confiança de que 2025 será melhor do que este ano.

A taxa de pobreza, que este ano aumentou 11 pontos percentuais, está começando a cair novamente. De acordo com estimativas da Faculdade de Economia da Universidade Torcuato de Tella, no final do ano ela estará abaixo do nível registrado quando Milei assumiu o cargo, há um ano.

Mas nada disso tornou Milei particularmente popular. Mais de dois terços dos argentinos rejeitam a agressividade e a vulgaridade de seus ataques a todos que não concordem 100% com ele. E muitos são contra os cortes de Milei nos sistemas de educação, saúde e aposentadoria. “Mas quase todos são da opinião de que a Argentina precisa de um recomeço”, diz o sociólogo Pablo Semán. E enquanto Milei estiver reduzindo a inflação, praticamente não há como atacá-lo politicamente.

O erro de Lula

E é exatamente nesse aspecto que o presidente Lula poderia aprender algo com Milei. Pois Lula está prestes a cometer o mesmo erro de sua sucessora e agora antecessora Dilma Rousseff: colocar em risco a estabilidade do real. Isso custou a Presidência à Dilma. No caso de Lula, o que está em risco é a governabilidade durante a segunda metade de seu mandato.

A inflação no Brasil está se aproximando de 5% ao mês. O Banco Central acaba de aumentar a taxa básica de juros para 12,25% e pretende mantê-la nesse patamar até meados do ano. A Selic pode chegar a 15% em 2025. Para efeito de comparação: o Banco Central Europeu acaba de reduzir sua taxa básica de juros para 3%.

Essa taxa de juros absurdamente alta – que quase ninguém fora do Brasil entende – é necessária para evitar a explosão da inflação. Isso ocorre porque o governo Lula está gastando muito mais dinheiro do que há nos cofres públicos. Ele está tomando dinheiro emprestado a altas taxas de juros, e a dívida está aumentando rapidamente: em 12 meses, a dívida pública subiu de 72% para 79% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso é muito em um espaço de tempo muito curto.

Mesmo assim, Lula ainda não está convencido de que seu governo precisa montar um pacote de austeridade confiável para ganhar a confiança dos investidores. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, passou meses tentando fechar um pacote de austeridade – e aí, ao anunciar as medidas, Lula declarou a isenção de imposto de renda para todos os que ganham até R$ 5 mil por mês. Com esse simples anúncio, ele anulou, de uma só vez, o efeito de todas as medidas de austeridade do pacote.

Só que os eleitores não vão mais se lembrar de alguns reais a menos de impostos no dia da eleição – se é que eles pagam algum imposto. Mas eles certamente sentirão quando os preços subirem no supermercado ou no posto de gasolina.

Lula poderia aprender com Milei que as pessoas perdoam muita coisa em seus governos quando estes lhes proporcionam estabilidade. E que elas não gostam nem um pouco quando o governo reduz o poder de compra delas tolerando deliberadamente a inflação.

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Há mais de 30 anos o jornalista Alexander Busch é correspondente de América do Sul. Ele trabalha para o Handelsblatt e o jornal Neue Zürcher Zeitung. Nascido em 1963, cresceu na Venezuela e estudou economia e política em Colônia e em Buenos Aires. Busch vive e trabalha em Salvador. É autor de vários livros sobre o Brasil.

APROVADA PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS A REGULAMENTAÇÃO DA REFORMA TRIBUTÁRIA SOBRE CONSUMO

 

Deutsche Welle – IstoÉ

""Deputados rejeitam mudanças feitas pelo Senado na semana passada que previam benefícios para vários bens e serviços. Texto segue agora para sanção do presidente Lula.Com 324 votos a favor, 123 contrários e 3 abstenções, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17/12) o projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo. Em seguida, os deputados derrubaram as mudanças feitas pelo Senado na semana passada por 328 contrários, 18 favoráveis a manter as alterações e 7 abstenções.

Entre as medidas rejeitadas pelos deputados estavam benefícios para vários bens e serviços aprovados pelo Senado, que abarcavam áreas e produtos como saneamento, bolachas, água mineral, estacionamentos, veículos elétricos, Sociedades Anônimas de Futebol, cursos de línguas estrangeiras e agrotóxicos.

Com a aprovação, o projeto de lei complementar pode ser enviado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, podem virar lei complementar itens como cashback (devolução parcial de imposto para os mais pobres), impostos reduzidos para imóveis e cesta básica nacional isenta de imposto.

Relatório

O relator do texto, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), leu o relatório na segunda-feira à noite. As discussões foram concluídas por volta das 22h, mas o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, transferiu a votação para esta terça, em busca de quórum mais alto.

O parecer de Lopes anulou os principais pontos alterados no Senado, como a retirada das bebidas açucaradas do Imposto Seletivo (imposto cobrado sobre produtos que prejudiquem a saúde ou o meio ambiente) e a redução em 60% da alíquota para os serviços de saneamento e água e de veterinária. O texto também derrubou a possibilidade de substituição tributária do futuro Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) e retomou as listas de princípios ativos específicos para os medicamentos com isenção ou com alíquota reduzida em 60%.

A versão aprovada pelo Senado tinha extinguido as listas e tinha estabelecido a isenção e a redução de alíquota com base em doenças e em funções de medicamentos. Segundo Lopes, as mudanças farão a alíquota padrão de IVA cair para até 27,84%, ante 28,55% da versão aprovada pelo Senado, a maior do planeta para esse tipo de imposto, superando a Hungria.

No caso dos serviços, o parecer de Lopes cria um redutor de 30% da alíquota sobre serviços veterinários, que tinha saído do Senado com redução de 60%. O texto retira o redutor de 60% dos seguintes tipos de serviços: segurança da informação e cibernética; atividades educacionais complementares agregadas, como educação desportiva, recreacional e em línguas estrangeiras.

O texto também retirou a redução de alíquota da água mineral e dos biscoitos e bolachas de consumo popular. Os representantes comerciais deixam de ter alíquota reduzida em 30%.

Em relação à substituição tributária, o texto aprovado pelo Senado permitia a instituição de cobrança do IVA, conforme o desejo do Poder Executivo, no primeiro elo da cadeia produtiva, como ocorre atualmente com o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre fumo e bebidas. Dessa forma, a indústria seria responsável por recolher o tributo com antecedência, em nome dos demais elos da cadeia, como o comércio. Instituída nos anos 2000, a substituição tributária é encarada como uma forma de diminuir a sonegação.

Medicamentos

Em relação aos medicamentos, o relator retomou o texto aprovado pela Câmara. O Senado havia substituído a lista de princípios ativos com alíquota zero de IVA pela isenção aos medicamentos destinados ao tratamento de câncer, doenças raras, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST, termo usado no projeto), aids, doenças negligenciadas (que atingem populações mais pobres).

O texto do Senado também havia isentado vacinas, soros e medicamentos para o controle de diabetes mellitus, sem especificar o princípio ativo. O relatório retirou a alíquota zero sobre os medicamentos vendidos pelo Programa Farmácia Popular.

A Câmara também rejeitou a aplicação da alíquota de 60% aplicada exclusivamente a medicamentos industrializados ou importados por empresas que tenham firmado compromisso de ajuste de conduta com a União e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS, futuro imposto estadual e municipal) ou que sigam diretrizes da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

Os deputados também excluíram o trecho que previa o envio de uma Lei Complementar com uma lista taxativa dos medicamentos que terão direto a alíquota zero.

Imposto Seletivo

Além de reinstituir o Imposto Seletivo sobre bebidas açucaradas, o texto aprovado pela Câmara restabeleceu a lista de cinco critérios para as alíquotas sobre veículos, a serem estabelecidas via lei ordinária. O Imposto Seletivo será cobrado de forma gradual conforme a potência, a densidade tecnológica (grau de modernização), a realização de etapas de fabricação no país e a categoria do veículo.

O parecer de Lopes também derrubou uma alteração do Senado que permitia a redução em até 25% da alíquota do Imposto Seletivo caso as empresas tomem ações para reduzir danos à saúde ou ao meio ambiente.

jps/as (Agência Brasil)

O VRASIL NÃO AGUENTA MAIS A CONTINUAÇÃO DESSE GOVERNO

 

História de Antonio Camarotti – Forbes Brasil

A economia brasileira enfrenta uma deterioração acelerada e preocupante, marcada por indicadores alarmantes que afetam diretamente a vida de milhões de cidadãos. Nesta terça-feira (17) o dólar atingiu a marca de R$ 6,207 no momento de maior alta do dia. É um recorde desde o início do Plano Real. Isso representa um derretimento de 28,2% apenas em 2024.

O derretimento do real é reflexo direto da perda de confiança dos investidores, da falta de clareza na condução econômica e do ambiente fiscal cada vez mais instável.

No entanto, o dólar não é o único indicador de piora das expectativas. A taxa Selic já está em 12,25% ao ano. Em sua reunião mais recente, nos dias 10 e 11 de dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou os juros em 1,00 ponto percentual.

O Comitê confirmou mais duas altas do mesmo tamanho para as duas primeiras reuniões agendadas para 2025. Isso vai encarecer ainda mais o crédito e impactar severamente o consumo e o investimento no país.

Isso ocorre porque a inflação continua acima da meta. A edição mais recente do Relatório Focus, divulgada pelo BC na segunda-feira (16), mostra uma expectativa de 4,89% para o IPCA de 2024 e de 4,60% para 2025. As duas projeções são de uma inflação acima do teto da meta de 4,50%. Isso corrói o poder de compra das famílias, principalmente das mais pobres.

No mercado de trabalho, a queda da taxa de desemprego para 6,2% em outubro, a menor taxa da série histórica segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não traz alívio real. O país ainda enfrenta um cenário de informalidade elevada e empregos precários, que mantêm a renda dos brasileiros abaixo do necessário para acompanhar o custo de vida crescente. Silêncio e Complacência: Os Cúmplices Invisíveis

Os números divulgados pelo próprio Banco Central confirmam a deterioração das expectativas. Na primeira edição de 2024, o Relatório Focus indicava projeções de inflação de 3,90% para este ano. Com sorte, o número será um ponto percentual acima disso. Pode ser mais.

No início deste ano, os economistas dos bancos previam uma taxa Selic de 9,00% em dezembro, ante os 12,25%. E a piora das projeções para 2025 é ainda mais expressiva. Em janeiro de 2025, o juro previsto para o fim do ano que vem era de 8,5%. Agora, essa estimativa é de 14%. E quem conversa com os profissionais do sistema financeiro sabe que essa expectativa pode subir ainda mais.

Diante desse cenário de rápida deterioração, chama a atenção o silêncio ensurdecedor de entidades que deveriam estar liderando um movimento de pressão para cobrar soluções urgentes. Onde estão as associações empresariais, os sindicatos, e a sociedade organizada? Por que o Congresso e o Executivo continuam agindo de forma reativa, ao invés de adotar medidas estruturais e corajosas?

Tendo o silêncio como cúmplice, a complacência das entidades diante dessa crise profunda apenas fortalece a sensação de paralisia nacional. A falta de mobilização é tão assustadora quanto os números econômicos que nos rodeiam. O país não pode mais esperar enquanto discursos vazios e soluções paliativas dominam o debate público.O Brasil Não Suporta Mais Dois Anos

Não é mais tempo de discursos, promessas ou manobras políticas. É hora de agir com responsabilidade e pragmatismo. O governo Lula precisa assumir o controle da situação com um plano econômico robusto, transparente e eficaz. A sociedade, por sua vez, precisa abandonar a inércia e cobrar, com vigor, ações que revertam esse quadro catastrófico.

Dois anos dessa inércia podem ser fatais. O Brasil, sua economia e o futuro das próximas gerações dependem de uma reação imediata. A pergunta que fica é: quando a sociedade romperá o silêncio e exigirá mudanças reais? O relógio está correndo, e o preço da omissão será pago por todos nós.

AUMENTO DAS DESPESAS OBRIGATÓRIAS E A FALTA DE REFORMAS ESTRUTURAIS ESTÃO ARROMBANDO A ECONOMIA

 

André Charone – Professor Universitário e Mestre em Negócios

“Com um rombo desses, estão quase que literalmente arrombando a economia brasileira”. A declaração contundente é de André Charone, professor universitário e mestre em negócios internacionais, que utilizou o termo “economia arrombada” para descrever o estado crítico das contas públicas do Brasil em 2024. O déficit primário acumulado de R$ 105,2 bilhões, aliado à dívida bruta de 78,6% do PIB, reflete um cenário de descontrole fiscal que, segundo Charone, coloca o país em uma rota insustentável.

Charone explica como o aumento das despesas obrigatórias, combinado com a falta de reformas estruturais, está corroendo a capacidade do governo de investir em áreas essenciais e comprometendo o futuro econômico do Brasil.

“Esse rombo fiscal não é apenas uma questão de números; ele impacta diretamente o bolso da população e a confiança no país. Estamos diante de uma situação onde a economia está sendo arrombada pelas portas do descuido e da falta de planejamento”, disse Charone.

Cenário fiscal preocupante

Segundo André, o principal vilão dessa situação é o descontrole das despesas obrigatórias, que consomem a maior parte do orçamento público. “O Brasil gasta demais em previdência, folha de pagamento e juros da dívida. Com isso, o pouco que sobra para investimentos é insuficiente para impulsionar o crescimento econômico de forma sustentável”, explicou o tributarista.

Ele também destacou a crescente dívida pública como um reflexo direto desse desequilíbrio. “Com a dívida em 78,6% do PIB, estamos nos aproximando de um ponto crítico, onde fica mais caro e mais difícil financiar o governo. Isso é o equivalente a viver no cheque especial com juros exorbitantes”, analisou.

A ilusão do crescimento econômico

Embora o PIB brasileiro tenha crescido 3,3% no acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2024, Charone alerta que o crescimento atual é insustentável. “Estamos vivendo de fatores pontuais, como o agronegócio e o consumo das famílias, mas sem investimentos de longo prazo e reformas estruturais, esse crescimento é passageiro. É o famoso voo de galinha”, afirmou.

Juros altos e impacto no crédito

Outro fator preocupante é a alta da taxa Selic, atualmente em 11,25%, com previsão de subir ainda mais em 2025. Charone destacou como isso afeta não apenas o orçamento do governo, mas também o setor produtivo.

“Juros altos são um mal necessário para controlar a inflação, mas eles tornam o crédito mais caro, afastam investimentos produtivos e aumentam o custo da dívida pública. É um ciclo que só agrava o cenário fiscal”, explicou.

Medidas tomadas e os desafios pela frente

Charone reconhece que o governo tem tentado conter o rombo fiscal com medidas como o pacote de contenção de gastos de R$ 71,9 bilhões, mas apontou que essas ações são insuficientes. “Essas medidas são como remendos. Precisamos de reformas profundas, como a administrativa e a tributária, para atacar o problema na raiz”, disse ele.

Fechando as portas do descuido fiscal

Para André Charone, o termo “economia arrombada” não é apenas uma metáfora, mas uma descrição precisa da gravidade da situação. “Estamos diante de uma economia que sofre com as portas arrombadas do descuido fiscal. Sem reformas estruturais e responsabilidade na gestão, o rombo vai continuar crescendo e quem paga a conta é a população”, concluiu.

Charone alerta que o Brasil precisa agir rápido para evitar que o cenário se agrave ainda mais. Até lá, o país segue lutando para conter os danos de uma economia que sente, cada vez mais, o impacto das escolhas equivocadas em suas contas públicas.

Sobre o autor: 

André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).

É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.

SENADO APROVA RENOGOCIAÇÃO DE DÍVIDA DOS ESTADOS

 

História de Amanda Pupo – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O Senado aprovou por unanimidade nesta terça-feira, 17, o projeto de lei que cria um novo regime de negociação das dívidas dos Estados com a União. A proposta, de iniciativa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já passou pela Câmara e agora segue para a sanção presidencial.

A proposta, negociada durante todo o ano entre a equipe econômica e o Senado, permite que Estados endividados renegociem as suas dívidas, cujo estoque é de pouco mais de R$ 750 bilhões.

A medida beneficia principalmente São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que concentram juntos a maior parte da dívida dos entes federativos com a União. Os governadores do Rio e de Minas, Cláudio Castro (PL) e Romeu Zema (Novo), acompanharam a votação direto do plenário.

Pacheco e Alcolumbre no Senado Federal Foto: Edilson Rodrigues

Pacheco e Alcolumbre no Senado Federal Foto: Edilson Rodrigues

O índice de correção da dívida, hoje de 4% mais inflação, será reduzido para um intervalo entre 0% e 2%, com prazo de 30 anos para pagamento.

Como contrapartida, o governo propôs que sejam feitos investimentos em áreas tratadas como fundamentais, prioritariamente o ensino médio técnico. Os Estados também terão de transferir 1% do que seria pago como juros da dívida para um fundo de equalização a ser dividido entre todas as Unidades da Federação.

Durante a tramitação, o projeto passou a prever que os Estados possam abater parte da dívida com o repasse de ativos estaduais à União, como ações de estatais.

O relator no Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve no texto, conforme aprovado pela Câmara, um prazo maior para adesão à renegociação. Enquanto o texto original previa 120 dias após a publicação da lei, o substitutivo amplia esse prazo até 31 de dezembro de 2025.

“Isso objetiva assegurar aos Estados um tempo mais dilatado para que eles possam propor o abatimento das dívidas por meio de ativos”, argumentou.

O relator também manteve o cronograma gradual de pagamento das dívidas para Estados que estão no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), como Rio, Minas e Rio Grande do Sul, que optarem por ingressar no novo programa. As parcelas começarão em 20% do valor das prestações devidas no primeiro ano, até atingir 100% no quinto ano.

Por outro lado, Alcolumbre recuperou o texto inicialmente aprovado pelo Senado que define as combinações de medidas tomadas pelos Estados para reduzir o patamar de juros reais cobrados sobre a dívida. Os senadores fixaram três hipóteses em que esses juros serão de 0%, três em que serão de 1% e duas em que serão de 2% – envolvendo transferência de ativos, aporte no fundo de equalização e investimentos no próprio Estado.

As três combinações para juros reais de 0% são: 1) redução extraordinária de 20% da dívida, aporte ao fundo de 1% e investimentos próprios de 1%; 2) redução extraordinária de 10% da dívida, aporte ao fundo de 1,5% e investimentos próprios de 1,5%; e 3) redução extraordinária de 0% da dívida, aporte ao fundo de 2% e investimentos próprios de 2%.

“As combinações propostas pelo Senado asseguram que a soma dos juros reais devidos à União com o aporte ao Fundo de Equalização Federativa, os investimentos próprios e os juros implícitos atrelados à redução extraordinária sempre deverá ser igual a 4%”, escreveu o senador em seu relatório.

A redução extraordinária de 10% ou 20% da dívida poderá ser efetuada pelos Estados até o fim do próximo ano – que é também o prazo para adesão ao programa. Além do repasse em dinheiro, o abatimento poderá ser feito de outras maneiras.

Renegociação aumenta dívida da União, afirma economista

Comemorado por Estados endividados, a proposta também recebeu críticas de economistas que avaliam que essas renegociações poderão agravar ainda mais a situação fiscal do País.

Economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto calculou em julho que o projeto poderia adicionar até 2,4 pontos porcentuais do PIB na dívida bruta do governo entre 2025 e 2033, o equivalente a quase meio trilhão – são R$ 462,2 bilhões de impacto no indicador, que é uma das referências para avaliação da capacidade de solvência do País.

Relator tira ‘jabuti’ orçamentário

Alcolumbre retirou do texto o dispositivo que permitiria ao Executivo realizar o pagamento de despesas se o Projeto de Lei Orçamentário Anual (PLOA) não for aprovado e publicado até o dia 1º de janeiro de cada ano. O dispositivo foi incluído na proposta pela Câmara na semana passada, considerando o temor de não aprovação das leis orçamentárias ainda neste ano.

O texto estabelecia que, se a LOA não for aprovada e publicada a tempo, o governo poderia executar a programação contida no PLOA para garantir a continuidade de despesas essenciais, como gastos com obrigações constitucionais ou legais, serviço da dívida e demais despesas previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) daquele ano.

Hoje, se o governo não aprova a LOA em um determinado ano, ele precisa votar em 2025 um decreto estabelecendo a chamada “execução provisória” do PLOA, com a programação financeira do ano. Todo ano, a LDO fica responsável por disciplinar essa execução provisória. Por isso, se não aprová-la, o Executivo corre risco de sofrer um “shutdown” e fica impedido de pagar qualquer tipo de recurso a partir de janeiro.

Na prática, ao inserir a execução provisória em lei complementar, o governo não ficaria dependente da aprovação da LDO para executar o Orçamento.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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