quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

UM ATENDIMENTO DE EXCELÊNCIA AO CLIENTE É UM REUESITO ESSENCIAL A QUALQUER EMPRRESA DE SUCESSO

 

Fonte: Tiago Sanches, head de vendas da Total IP

Conquistar o cliente é uma tarefa cada vez mais desafiadora na jornada de compra, mas a qualidade do contato diz muito sobre o resultado final

Com o dinamismo do mercado, um atendimento de excelência ao cliente deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar um requisito essencial a qualquer empresa de sucesso. Essa é uma área diretamente relacionada ao emocional do consumidor, influenciando do início ao final da jornada de compra. Logo, é o momento da loja chamar a atenção positivamente, conquistar pelo tato e se destacar frente à concorrência com fidelidade e reputação sólida.

As oportunidades de um bom atendimento

Devido à globalização, expansão da Internet e toda a movimentação mercadológica, é difícil um produto impactar o usuário puramente pela demanda, benefícios ou entregas. “Nesse aspecto gosto de lembrar da famosa frase: ‘nada se cria, tudo se copia’ e hoje, essa ação é facilitada com o excesso de informações on-line, dificultando a uma marca garantir um serviço completamente único e imperdível”, comenta Tiago Sanches, head de vendas da Total IP.

Tendo em vista esse cenário, onde as qualidades ímpares se tornam gradativamente menores, o modo como se acolhe um interessado emerge como o grande fator diferenciativo. “A lógica é simples: compradores felizes são mais propensos a voltar, indicar e recomendar para possíveis clientes novos. Todavia, esse é o fruto de todo um processo com várias etapas, onde o apoio recebido se mostra presente em todas”, aponta o especialista.

Dicas para um atendimento de sucesso

Com essa importância em mente, Sanches elenca cinco pontos essenciais para assegurar uma assistência acima da média:

    Conhecimento: a equipe à frente da relação com a audiência precisa entender as funcionalidades, uso e vantagens do produto. Só assim é possível dar respostas inteligentes, diretas, claras e específicas;

    União eficaz com a tecnologia: “hoje, a modernização permite às marcas terem o privilégio de contar com mecanismos tech para pautarem suas atitudes. Meu conselho é: aproveite ao máximo essa chance e se una com companhias na mesma pegada. Assim, ambas podem se ajudar a alcançar insights valiosos. A Total IP está sempre disponível para auxiliar locais com visão de futuro!”, analisa o gestor;

    Humanização: devido à frequência da utilização de máquinas na rotina da população, há, cada vez mais, uma carência em torno de se sentir acolhido por um humano. Por essa razão, a Total IP dá a possibilidade de se falar com um atendente, mesmo quando o primeiro contato é feito por um bot;

    Pesquisa de grupo-alvo: ferramentas como Inteligência Artificial se tornaram grandes aliadas quando o assunto é se aprofundar a respeito de algum tema ou indivíduo. Logo, é uma excelente alternativa para os estabelecimentos se inteirarem da sua persona e a atingirem de forma perspicaz;

    Chatbots: dentre as oportunidades poderosas da revolução tecnológica, o uso de robôs para apoiar as atividades dos colaboradores foi um assunto extremamente abordado nos últimos anos. “Com a pandemia, nos deparamos com uma variedade absurda de atualização na sociedade, as quais se mantiveram com o fim da crise sanitária e passaram a fazer parte da rotina. Os chatbots são, agora, elementos primordiais para um ambiente automatizado e assertivo, gerando aumento da produtividade, direcionamento de estratégias mais elaboradas e rapidez nas devolutivas”, esclarece.

A preparação da equipe para lidar com a inovação

Liderados satisfeitos e bem treinados são fundamentais para colher bons frutos externos, encantando com a atuação. Essa é uma trajetória moldada desde a promoção de workshops internos até a estruturação da cultura organizacional. “Por isso, a Total IP não apenas se preocupa com o bem estar de seus contratados, como também oferece aos negócios parceiros uma equipe multi tecnológica, pronta para acompanhar cada fase, da implantação à sugestão de melhorias contínuas. O mais importante aqui é, com certeza, garantir entendimento e informação a todos os envolvidos”, finaliza Sanches.

A Startup Valeon reinventa o seu negócio

Moysés Peruhype Carlech – Founder da Valeon

Enquanto a luta por preservar vidas continua à toda, empreendedores e gestores de diferentes áreas buscam formas de reinventar seus negócios para mitigar o impacto econômico da pandemia.

São momentos como este, que nos forçam a parar e repensar os negócios, são oportunidades para revermos o foco das nossas atividades.

Os negócios certamente devem estar atentos ao comportamento das pessoas. São esses comportamentos que ditam novas tendências de consumo e, por consequência, apontam caminhos para que as empresas possam se adaptar. Algumas tendências que já vinham impactando os negócios foram aceleradas, como a presença da tecnologia como forma de vender e se relacionar com clientes, a busca do cliente por comodidade, personalização e canais diferenciados para acessar os produtos e serviços.

Com a queda na movimentação de consumidores e a ascensão do comércio pela internet, a solução para retomar as vendas nos comércios passa pelo digital.

Para ajudar as vendas nos comércios a migrar a operação mais rapidamente para o digital, lançamos a Plataforma Comercial Valeon. Ela é uma plataforma de vendas para centros comerciais que permite conectar diretamente lojistas a consumidores por meio de um marketplace exclusivo para o seu comércio.

Por um valor bastante acessível, é possível ter esse canal de vendas on-line com até mais de 300 lojas virtuais, em que cada uma poderá adicionar quantas ofertas e produtos quiser.

Nossa Plataforma Comercial é dividida basicamente em página principal, páginas cidade e página empresas além de outras informações importantes como: notícias, ofertas, propagandas de supermercados e veículos e conexão com os sites das empresas, um mix de informações bem completo para a nossa região do Vale do Aço.

Destacamos também, que o nosso site: https://valedoacoonline.com.br/ já foi visto até o momento por mais de 245.000 pessoas e o outro site Valeon notícias: https://valeonnoticias.com.br/ também tem sido visto por mais de 5.800.000 de pessoas, valores significativos de audiência para uma iniciativa de apenas três anos. Todos esses sites contêm propagandas e divulgações preferenciais para a sua empresa.

Temos a plena certeza que o site da Startup Valeon, por ser inédito, traz vantagens econômicas para a sua empresa e pode contar com a Startup Valeon que tem uma grande penetração no mercado consumidor da região capaz de alavancar as suas vendas.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

LULA PODE APRENDER COM MILEI COMO EVITAR GASTOS E EQUILIBRAR A ECONOMIA

 

História de IstoÉ News

O que Lula pode aprender com Milei

O que Lula pode aprender com Milei. Na Argentina, embora maioria rejeite seu estilo político, muitos esperam que o presidente reduza ainda mais a inflação. Já no Brasil Lula está colocando em risco a estabilidade da moeda. Isso pode sair caro nas urnas. Há exatamente um ano, Javier Milei, um novato na política, assumiu o cargo de presidente da Argentina. O balanço político de Milei desde então chama a atenção: ele reduziu a inflação, saneou o orçamento público e começou a abolir ou alterar leis que são um fardo para a economia e para a vida cotidiana dos argentinos.

Muitos apostavam que o economista e anarcocapitalista durasse apenas alguns meses na Casa Rosada, mas o duro programa de austeridade e as reformas não prejudicaram a popularidade de Milei. Pelo contrário: o governo tem os mesmos índices de aprovação e rejeição da época da eleição, um ano atrás. Isso já é melhor do que os governos anteriores. Com a estabilidade cresce a confiança de que 2025 será melhor do que este ano.

A taxa de pobreza, que este ano aumentou 11 pontos percentuais, está começando a cair novamente. De acordo com estimativas da Faculdade de Economia da Universidade Torcuato de Tella, no final do ano ela estará abaixo do nível registrado quando Milei assumiu o cargo, há um ano.

Mas nada disso tornou Milei particularmente popular. Mais de dois terços dos argentinos rejeitam a agressividade e a vulgaridade de seus ataques a todos que não concordem 100% com ele. E muitos são contra os cortes de Milei nos sistemas de educação, saúde e aposentadoria. “Mas quase todos são da opinião de que a Argentina precisa de um recomeço”, diz o sociólogo Pablo Semán. E enquanto Milei estiver reduzindo a inflação, praticamente não há como atacá-lo politicamente.

O erro de Lula

E é exatamente nesse aspecto que o presidente Lula poderia aprender algo com Milei. Pois Lula está prestes a cometer o mesmo erro de sua sucessora e agora antecessora Dilma Rousseff: colocar em risco a estabilidade do real. Isso custou a Presidência à Dilma. No caso de Lula, o que está em risco é a governabilidade durante a segunda metade de seu mandato.

A inflação no Brasil está se aproximando de 5% ao mês. O Banco Central acaba de aumentar a taxa básica de juros para 12,25% e pretende mantê-la nesse patamar até meados do ano. A Selic pode chegar a 15% em 2025. Para efeito de comparação: o Banco Central Europeu acaba de reduzir sua taxa básica de juros para 3%.

Essa taxa de juros absurdamente alta – que quase ninguém fora do Brasil entende – é necessária para evitar a explosão da inflação. Isso ocorre porque o governo Lula está gastando muito mais dinheiro do que há nos cofres públicos. Ele está tomando dinheiro emprestado a altas taxas de juros, e a dívida está aumentando rapidamente: em 12 meses, a dívida pública subiu de 72% para 79% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso é muito em um espaço de tempo muito curto.

Mesmo assim, Lula ainda não está convencido de que seu governo precisa montar um pacote de austeridade confiável para ganhar a confiança dos investidores. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, passou meses tentando fechar um pacote de austeridade – e aí, ao anunciar as medidas, Lula declarou a isenção de imposto de renda para todos os que ganham até R$ 5 mil por mês. Com esse simples anúncio, ele anulou, de uma só vez, o efeito de todas as medidas de austeridade do pacote.

Só que os eleitores não vão mais se lembrar de alguns reais a menos de impostos no dia da eleição – se é que eles pagam algum imposto. Mas eles certamente sentirão quando os preços subirem no supermercado ou no posto de gasolina.

Lula poderia aprender com Milei que as pessoas perdoam muita coisa em seus governos quando estes lhes proporcionam estabilidade. E que elas não gostam nem um pouco quando o governo reduz o poder de compra delas tolerando deliberadamente a inflação.

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Há mais de 30 anos o jornalista Alexander Busch é correspondente de América do Sul. Ele trabalha para o Handelsblatt e o jornal Neue Zürcher Zeitung. Nascido em 1963, cresceu na Venezuela e estudou economia e política em Colônia e em Buenos Aires. Busch vive e trabalha em Salvador. É autor de vários livros sobre o Brasil.

APROVADA PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS A REGULAMENTAÇÃO DA REFORMA TRIBUTÁRIA SOBRE CONSUMO

 

Deutsche Welle – IstoÉ

""Deputados rejeitam mudanças feitas pelo Senado na semana passada que previam benefícios para vários bens e serviços. Texto segue agora para sanção do presidente Lula.Com 324 votos a favor, 123 contrários e 3 abstenções, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17/12) o projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo. Em seguida, os deputados derrubaram as mudanças feitas pelo Senado na semana passada por 328 contrários, 18 favoráveis a manter as alterações e 7 abstenções.

Entre as medidas rejeitadas pelos deputados estavam benefícios para vários bens e serviços aprovados pelo Senado, que abarcavam áreas e produtos como saneamento, bolachas, água mineral, estacionamentos, veículos elétricos, Sociedades Anônimas de Futebol, cursos de línguas estrangeiras e agrotóxicos.

Com a aprovação, o projeto de lei complementar pode ser enviado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, podem virar lei complementar itens como cashback (devolução parcial de imposto para os mais pobres), impostos reduzidos para imóveis e cesta básica nacional isenta de imposto.

Relatório

O relator do texto, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), leu o relatório na segunda-feira à noite. As discussões foram concluídas por volta das 22h, mas o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, transferiu a votação para esta terça, em busca de quórum mais alto.

O parecer de Lopes anulou os principais pontos alterados no Senado, como a retirada das bebidas açucaradas do Imposto Seletivo (imposto cobrado sobre produtos que prejudiquem a saúde ou o meio ambiente) e a redução em 60% da alíquota para os serviços de saneamento e água e de veterinária. O texto também derrubou a possibilidade de substituição tributária do futuro Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) e retomou as listas de princípios ativos específicos para os medicamentos com isenção ou com alíquota reduzida em 60%.

A versão aprovada pelo Senado tinha extinguido as listas e tinha estabelecido a isenção e a redução de alíquota com base em doenças e em funções de medicamentos. Segundo Lopes, as mudanças farão a alíquota padrão de IVA cair para até 27,84%, ante 28,55% da versão aprovada pelo Senado, a maior do planeta para esse tipo de imposto, superando a Hungria.

No caso dos serviços, o parecer de Lopes cria um redutor de 30% da alíquota sobre serviços veterinários, que tinha saído do Senado com redução de 60%. O texto retira o redutor de 60% dos seguintes tipos de serviços: segurança da informação e cibernética; atividades educacionais complementares agregadas, como educação desportiva, recreacional e em línguas estrangeiras.

O texto também retirou a redução de alíquota da água mineral e dos biscoitos e bolachas de consumo popular. Os representantes comerciais deixam de ter alíquota reduzida em 30%.

Em relação à substituição tributária, o texto aprovado pelo Senado permitia a instituição de cobrança do IVA, conforme o desejo do Poder Executivo, no primeiro elo da cadeia produtiva, como ocorre atualmente com o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre fumo e bebidas. Dessa forma, a indústria seria responsável por recolher o tributo com antecedência, em nome dos demais elos da cadeia, como o comércio. Instituída nos anos 2000, a substituição tributária é encarada como uma forma de diminuir a sonegação.

Medicamentos

Em relação aos medicamentos, o relator retomou o texto aprovado pela Câmara. O Senado havia substituído a lista de princípios ativos com alíquota zero de IVA pela isenção aos medicamentos destinados ao tratamento de câncer, doenças raras, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST, termo usado no projeto), aids, doenças negligenciadas (que atingem populações mais pobres).

O texto do Senado também havia isentado vacinas, soros e medicamentos para o controle de diabetes mellitus, sem especificar o princípio ativo. O relatório retirou a alíquota zero sobre os medicamentos vendidos pelo Programa Farmácia Popular.

A Câmara também rejeitou a aplicação da alíquota de 60% aplicada exclusivamente a medicamentos industrializados ou importados por empresas que tenham firmado compromisso de ajuste de conduta com a União e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS, futuro imposto estadual e municipal) ou que sigam diretrizes da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

Os deputados também excluíram o trecho que previa o envio de uma Lei Complementar com uma lista taxativa dos medicamentos que terão direto a alíquota zero.

Imposto Seletivo

Além de reinstituir o Imposto Seletivo sobre bebidas açucaradas, o texto aprovado pela Câmara restabeleceu a lista de cinco critérios para as alíquotas sobre veículos, a serem estabelecidas via lei ordinária. O Imposto Seletivo será cobrado de forma gradual conforme a potência, a densidade tecnológica (grau de modernização), a realização de etapas de fabricação no país e a categoria do veículo.

O parecer de Lopes também derrubou uma alteração do Senado que permitia a redução em até 25% da alíquota do Imposto Seletivo caso as empresas tomem ações para reduzir danos à saúde ou ao meio ambiente.

jps/as (Agência Brasil)

O VRASIL NÃO AGUENTA MAIS A CONTINUAÇÃO DESSE GOVERNO

 

História de Antonio Camarotti – Forbes Brasil

A economia brasileira enfrenta uma deterioração acelerada e preocupante, marcada por indicadores alarmantes que afetam diretamente a vida de milhões de cidadãos. Nesta terça-feira (17) o dólar atingiu a marca de R$ 6,207 no momento de maior alta do dia. É um recorde desde o início do Plano Real. Isso representa um derretimento de 28,2% apenas em 2024.

O derretimento do real é reflexo direto da perda de confiança dos investidores, da falta de clareza na condução econômica e do ambiente fiscal cada vez mais instável.

No entanto, o dólar não é o único indicador de piora das expectativas. A taxa Selic já está em 12,25% ao ano. Em sua reunião mais recente, nos dias 10 e 11 de dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou os juros em 1,00 ponto percentual.

O Comitê confirmou mais duas altas do mesmo tamanho para as duas primeiras reuniões agendadas para 2025. Isso vai encarecer ainda mais o crédito e impactar severamente o consumo e o investimento no país.

Isso ocorre porque a inflação continua acima da meta. A edição mais recente do Relatório Focus, divulgada pelo BC na segunda-feira (16), mostra uma expectativa de 4,89% para o IPCA de 2024 e de 4,60% para 2025. As duas projeções são de uma inflação acima do teto da meta de 4,50%. Isso corrói o poder de compra das famílias, principalmente das mais pobres.

No mercado de trabalho, a queda da taxa de desemprego para 6,2% em outubro, a menor taxa da série histórica segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não traz alívio real. O país ainda enfrenta um cenário de informalidade elevada e empregos precários, que mantêm a renda dos brasileiros abaixo do necessário para acompanhar o custo de vida crescente. Silêncio e Complacência: Os Cúmplices Invisíveis

Os números divulgados pelo próprio Banco Central confirmam a deterioração das expectativas. Na primeira edição de 2024, o Relatório Focus indicava projeções de inflação de 3,90% para este ano. Com sorte, o número será um ponto percentual acima disso. Pode ser mais.

No início deste ano, os economistas dos bancos previam uma taxa Selic de 9,00% em dezembro, ante os 12,25%. E a piora das projeções para 2025 é ainda mais expressiva. Em janeiro de 2025, o juro previsto para o fim do ano que vem era de 8,5%. Agora, essa estimativa é de 14%. E quem conversa com os profissionais do sistema financeiro sabe que essa expectativa pode subir ainda mais.

Diante desse cenário de rápida deterioração, chama a atenção o silêncio ensurdecedor de entidades que deveriam estar liderando um movimento de pressão para cobrar soluções urgentes. Onde estão as associações empresariais, os sindicatos, e a sociedade organizada? Por que o Congresso e o Executivo continuam agindo de forma reativa, ao invés de adotar medidas estruturais e corajosas?

Tendo o silêncio como cúmplice, a complacência das entidades diante dessa crise profunda apenas fortalece a sensação de paralisia nacional. A falta de mobilização é tão assustadora quanto os números econômicos que nos rodeiam. O país não pode mais esperar enquanto discursos vazios e soluções paliativas dominam o debate público.O Brasil Não Suporta Mais Dois Anos

Não é mais tempo de discursos, promessas ou manobras políticas. É hora de agir com responsabilidade e pragmatismo. O governo Lula precisa assumir o controle da situação com um plano econômico robusto, transparente e eficaz. A sociedade, por sua vez, precisa abandonar a inércia e cobrar, com vigor, ações que revertam esse quadro catastrófico.

Dois anos dessa inércia podem ser fatais. O Brasil, sua economia e o futuro das próximas gerações dependem de uma reação imediata. A pergunta que fica é: quando a sociedade romperá o silêncio e exigirá mudanças reais? O relógio está correndo, e o preço da omissão será pago por todos nós.

AUMENTO DAS DESPESAS OBRIGATÓRIAS E A FALTA DE REFORMAS ESTRUTURAIS ESTÃO ARROMBANDO A ECONOMIA

 

André Charone – Professor Universitário e Mestre em Negócios

“Com um rombo desses, estão quase que literalmente arrombando a economia brasileira”. A declaração contundente é de André Charone, professor universitário e mestre em negócios internacionais, que utilizou o termo “economia arrombada” para descrever o estado crítico das contas públicas do Brasil em 2024. O déficit primário acumulado de R$ 105,2 bilhões, aliado à dívida bruta de 78,6% do PIB, reflete um cenário de descontrole fiscal que, segundo Charone, coloca o país em uma rota insustentável.

Charone explica como o aumento das despesas obrigatórias, combinado com a falta de reformas estruturais, está corroendo a capacidade do governo de investir em áreas essenciais e comprometendo o futuro econômico do Brasil.

“Esse rombo fiscal não é apenas uma questão de números; ele impacta diretamente o bolso da população e a confiança no país. Estamos diante de uma situação onde a economia está sendo arrombada pelas portas do descuido e da falta de planejamento”, disse Charone.

Cenário fiscal preocupante

Segundo André, o principal vilão dessa situação é o descontrole das despesas obrigatórias, que consomem a maior parte do orçamento público. “O Brasil gasta demais em previdência, folha de pagamento e juros da dívida. Com isso, o pouco que sobra para investimentos é insuficiente para impulsionar o crescimento econômico de forma sustentável”, explicou o tributarista.

Ele também destacou a crescente dívida pública como um reflexo direto desse desequilíbrio. “Com a dívida em 78,6% do PIB, estamos nos aproximando de um ponto crítico, onde fica mais caro e mais difícil financiar o governo. Isso é o equivalente a viver no cheque especial com juros exorbitantes”, analisou.

A ilusão do crescimento econômico

Embora o PIB brasileiro tenha crescido 3,3% no acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2024, Charone alerta que o crescimento atual é insustentável. “Estamos vivendo de fatores pontuais, como o agronegócio e o consumo das famílias, mas sem investimentos de longo prazo e reformas estruturais, esse crescimento é passageiro. É o famoso voo de galinha”, afirmou.

Juros altos e impacto no crédito

Outro fator preocupante é a alta da taxa Selic, atualmente em 11,25%, com previsão de subir ainda mais em 2025. Charone destacou como isso afeta não apenas o orçamento do governo, mas também o setor produtivo.

“Juros altos são um mal necessário para controlar a inflação, mas eles tornam o crédito mais caro, afastam investimentos produtivos e aumentam o custo da dívida pública. É um ciclo que só agrava o cenário fiscal”, explicou.

Medidas tomadas e os desafios pela frente

Charone reconhece que o governo tem tentado conter o rombo fiscal com medidas como o pacote de contenção de gastos de R$ 71,9 bilhões, mas apontou que essas ações são insuficientes. “Essas medidas são como remendos. Precisamos de reformas profundas, como a administrativa e a tributária, para atacar o problema na raiz”, disse ele.

Fechando as portas do descuido fiscal

Para André Charone, o termo “economia arrombada” não é apenas uma metáfora, mas uma descrição precisa da gravidade da situação. “Estamos diante de uma economia que sofre com as portas arrombadas do descuido fiscal. Sem reformas estruturais e responsabilidade na gestão, o rombo vai continuar crescendo e quem paga a conta é a população”, concluiu.

Charone alerta que o Brasil precisa agir rápido para evitar que o cenário se agrave ainda mais. Até lá, o país segue lutando para conter os danos de uma economia que sente, cada vez mais, o impacto das escolhas equivocadas em suas contas públicas.

Sobre o autor: 

André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).

É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.

SENADO APROVA RENOGOCIAÇÃO DE DÍVIDA DOS ESTADOS

 

História de Amanda Pupo – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O Senado aprovou por unanimidade nesta terça-feira, 17, o projeto de lei que cria um novo regime de negociação das dívidas dos Estados com a União. A proposta, de iniciativa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já passou pela Câmara e agora segue para a sanção presidencial.

A proposta, negociada durante todo o ano entre a equipe econômica e o Senado, permite que Estados endividados renegociem as suas dívidas, cujo estoque é de pouco mais de R$ 750 bilhões.

A medida beneficia principalmente São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que concentram juntos a maior parte da dívida dos entes federativos com a União. Os governadores do Rio e de Minas, Cláudio Castro (PL) e Romeu Zema (Novo), acompanharam a votação direto do plenário.

Pacheco e Alcolumbre no Senado Federal Foto: Edilson Rodrigues

Pacheco e Alcolumbre no Senado Federal Foto: Edilson Rodrigues

O índice de correção da dívida, hoje de 4% mais inflação, será reduzido para um intervalo entre 0% e 2%, com prazo de 30 anos para pagamento.

Como contrapartida, o governo propôs que sejam feitos investimentos em áreas tratadas como fundamentais, prioritariamente o ensino médio técnico. Os Estados também terão de transferir 1% do que seria pago como juros da dívida para um fundo de equalização a ser dividido entre todas as Unidades da Federação.

Durante a tramitação, o projeto passou a prever que os Estados possam abater parte da dívida com o repasse de ativos estaduais à União, como ações de estatais.

O relator no Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve no texto, conforme aprovado pela Câmara, um prazo maior para adesão à renegociação. Enquanto o texto original previa 120 dias após a publicação da lei, o substitutivo amplia esse prazo até 31 de dezembro de 2025.

“Isso objetiva assegurar aos Estados um tempo mais dilatado para que eles possam propor o abatimento das dívidas por meio de ativos”, argumentou.

O relator também manteve o cronograma gradual de pagamento das dívidas para Estados que estão no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), como Rio, Minas e Rio Grande do Sul, que optarem por ingressar no novo programa. As parcelas começarão em 20% do valor das prestações devidas no primeiro ano, até atingir 100% no quinto ano.

Por outro lado, Alcolumbre recuperou o texto inicialmente aprovado pelo Senado que define as combinações de medidas tomadas pelos Estados para reduzir o patamar de juros reais cobrados sobre a dívida. Os senadores fixaram três hipóteses em que esses juros serão de 0%, três em que serão de 1% e duas em que serão de 2% – envolvendo transferência de ativos, aporte no fundo de equalização e investimentos no próprio Estado.

As três combinações para juros reais de 0% são: 1) redução extraordinária de 20% da dívida, aporte ao fundo de 1% e investimentos próprios de 1%; 2) redução extraordinária de 10% da dívida, aporte ao fundo de 1,5% e investimentos próprios de 1,5%; e 3) redução extraordinária de 0% da dívida, aporte ao fundo de 2% e investimentos próprios de 2%.

“As combinações propostas pelo Senado asseguram que a soma dos juros reais devidos à União com o aporte ao Fundo de Equalização Federativa, os investimentos próprios e os juros implícitos atrelados à redução extraordinária sempre deverá ser igual a 4%”, escreveu o senador em seu relatório.

A redução extraordinária de 10% ou 20% da dívida poderá ser efetuada pelos Estados até o fim do próximo ano – que é também o prazo para adesão ao programa. Além do repasse em dinheiro, o abatimento poderá ser feito de outras maneiras.

Renegociação aumenta dívida da União, afirma economista

Comemorado por Estados endividados, a proposta também recebeu críticas de economistas que avaliam que essas renegociações poderão agravar ainda mais a situação fiscal do País.

Economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto calculou em julho que o projeto poderia adicionar até 2,4 pontos porcentuais do PIB na dívida bruta do governo entre 2025 e 2033, o equivalente a quase meio trilhão – são R$ 462,2 bilhões de impacto no indicador, que é uma das referências para avaliação da capacidade de solvência do País.

Relator tira ‘jabuti’ orçamentário

Alcolumbre retirou do texto o dispositivo que permitiria ao Executivo realizar o pagamento de despesas se o Projeto de Lei Orçamentário Anual (PLOA) não for aprovado e publicado até o dia 1º de janeiro de cada ano. O dispositivo foi incluído na proposta pela Câmara na semana passada, considerando o temor de não aprovação das leis orçamentárias ainda neste ano.

O texto estabelecia que, se a LOA não for aprovada e publicada a tempo, o governo poderia executar a programação contida no PLOA para garantir a continuidade de despesas essenciais, como gastos com obrigações constitucionais ou legais, serviço da dívida e demais despesas previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) daquele ano.

Hoje, se o governo não aprova a LOA em um determinado ano, ele precisa votar em 2025 um decreto estabelecendo a chamada “execução provisória” do PLOA, com a programação financeira do ano. Todo ano, a LDO fica responsável por disciplinar essa execução provisória. Por isso, se não aprová-la, o Executivo corre risco de sofrer um “shutdown” e fica impedido de pagar qualquer tipo de recurso a partir de janeiro.

Na prática, ao inserir a execução provisória em lei complementar, o governo não ficaria dependente da aprovação da LDO para executar o Orçamento.

DIA INTERNACIONAL DO IMIGRANTE E CURIOSIDADES

 

Karla Neto – Colunista correspondente

Nesta quarta-feira(18), é celebrado o Dia Internacional do Imigrante, é uma data celebrada em diversos países ao redor do mundo, com o objetivo de homenagear e reconhecer a contribuição dos imigrantes para a sociedade.

Os imigrantes enfrentam diversos desafios ao chegar em um país estrangeiro, como a barreira do idioma, a adaptação a uma nova cultura e a busca por emprego e moradia. Muitas vezes, essas pessoas deixam para trás suas famílias e suas raízes em busca de uma vida melhor, enfrentando preconceito e discriminação no país de acolhimento.

Uma coisa deve-se ter em mente: migrar não é uma experiência fácil. Ser migrante não é ser turista. Afinal, o turista volta a seu país dentro de poucos dias ou semanas. Já o migrante deixa sua terra natal em busca de melhores opções de vida ou mesmo para salvá-la, dependendo da situação presente em determinada região – guerras, perseguição política e social, violência, pobreza extrema, mudanças climáticas, entre outros fatores.

No entanto, o que devia ser visto e tratado como um fenômeno humano é cada vez mais perseguido e estigmatizado. Muros proliferam mundo afora – e não apenas os que são de concreto e arame farpado, mas também os muros erguidos pela intolerância, desconfiança, preconceito, medo e xenofobia. Líderes mundiais se aproveitam desses sentimentos nefastos para alimentá-los e colocar os migrantes como inimigos públicos, alimentando um círculo vicioso que parece cada vez mais difícil de romper.

Somente com esse engajamento e união de esforços, em nível local e global, será possível mostrar e comprovar que a migração é um direito humano e fenômeno social, com potencial para aprimorar as sociedades, tornando-as mais abertas, humanas e inclusivas, E dessa forma, reunir forças para romper com o círculo vicioso alimentado pelo ódio.

“A solidariedade com migrantes nunca foi mais urgente. A migração sempre esteve conosco. Desde tempos remotos, as pessoas se movem em busca de novas oportunidades e vidas melhores”.

Fonte: Karla Neto
Foto: Divulgação

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Saiba Como descascar mexerica ou tangerina da melhor maneira sem deixar o cheiro da fruta na mão: Veja!

Mexerica ou tangerina também é conhecida por ser fonte de fibras potássio, magnésio, cálcio e ferro. Ela possui poucas calorias e pouca quantidade de carboidratos. Devido aos nutrientes que possui em sua composição, a mexerica ou tangerina proporciona inúmeros benefícios ao nosso organismo.

A fruta previne o envelhecimento precoce, ajuda a aliviar a prisão de ventre, fortalece o sistema imunológico, reduz as inflamações do organismo, aumenta a saciedade, ajuda a prevenir a anemia, melhora a função do fígado, entre outros benefícios.

Se você quer aprender a descascar mexerica ou tangerina de uma forma bem simples e, ainda, sem deixar o cheiro da fruta na mão, confira, a seguir, o passo a passo de como fazer isso.
Primeiro, com a ajuda de uma faca, corte a região da casca onde fica o talo da tangerina;

Em seguida, corte a região da casca onde fica a base da fruta;
Feito isso, coloque a tangerina na posição vertical sobre uma superfície. Passe a faca entre os grumos da fruta;
Com esse corte, basta abrir a tangerina. Dessa forma, os grumos da tangerina vão ficar enfileirados dentro da casca.

Você sabe por que o cheiro de mofo aparece? Veja:

Quando as roupas ficam por meses guardadas, sem ventilação ou expostas à luz, esses micro-organismos encontram o ambiente perfeito para crescer, causando o odor desagradável.
As melhores técnicas sobre como tirar o cheiro de mofo do guarda-roupa de uma vez por todas, garantindo que suas roupas e pertences estejam sempre frescos e bem conservados.

O mofo é um fungo que se desenvolve em ambientes úmidos e mal ventilados, e pode causar diversos danos à saúde, como alergias e problemas respiratórios.

Para iniciar o processo de eliminação do cheiro de mofo do guarda-roupa, o primeiro passo crucial é esvaziar totalmente o guarda-roupa. Faça a retirada de todos os itens presentes no local, sejam eles roupas, sapatos ou quaisquer outros pertences pessoais.

Posteriormente, estes itens devem ser alocados em um espaço bem ventilado, possibilitando que respirem e se livrem do odor de mofo que possivelmente absorveram.

A luz solar tem propriedades antibacterianas naturais que ajudam a matar os micro-organismos responsáveis pelo odor. Pendure as peças ao ar livre, preferencialmente em um local arejado e com bastante luz.

Use bicarbonato de sódio
*Coloque as roupas em um saco plástico grande, adicione algumas colheres de bicarbonato de sódio e feche bem o saco. Deixe agir por algumas horas. O bicarbonato absorve odores e umidade, devolvendo o frescor às roupas.

*Como prevenir o cheiro de mofo nas roupas

*Manter suas roupas livres de odores no futuro é tão importante quanto resolver o problema atual.

*Confira algumas dicas para evitar que o cheiro de guardado volte:

*Ventilação regular: abra as portas do armário periodicamente para garantir a circulação de ar

*Desumidificadores: use sachês de sílica gel, carvão ativado ou desumidificadores elétricos para controlar a umidade dentro do guarda-roupa

*Certifique-se de que as roupas estão secas: nunca guarde peças úmidas ou que foram passadas recentemente sem tempo de esfriar completamente

*Limpeza do armário: limpe as superfícies internas do guarda-roupa regularmente com uma solução de vinagre e água para evitar o acúmulo de mofo

*Com essas dicas, você não precisa mais se preocupar com o cheiro desagradável de roupas guardadas. Adote essas práticas no seu dia a dia e mantenha suas peças frescas e prontas para o uso, sem complicações.

Você sabia que misturar sal com vinagre é ótima composição para deixar seu chão brilhando?

Sua ação desinfetante é extremamente potente, visto que o sal é um purificador natural, capaz de eliminar germes e bactérias que vivem nas superfícies, e o vinagre é útil para acabar com as manchas de mofo, reduzir a umidade do ambiente e já é um produto comum para ser usado para limpar o ambiente e evitar que o piso seja danificado. A combinação ainda combate formigas e maus odores e é um repelente natural.

Combinar sal com vinagre pode ser extremamente eficaz para varrer o chão, por ajudar a prevenir doenças respiratórias associadas aos ácaros, limpar a casa de bactérias e tirar todo o mofo do ambiente, deixando-o bem mais saudável e protegido.

Como preparar mistura de sal e vinagre
Preparar a mistura é bem simples, fácil e rápido. Basta você colocar uma xícara de sal e um copo de vinagre em um recipiente e adicionar água o suficiente para conseguir cobrir as cerdas da escova.
Em seguida, é só usar o produto no chão, superfícios e cantos da casa, para deixá-la limpa, desinfetada e protegida.

INQUÉRITO DAS FAKE NEWS O INQUÉRITO DO FIM DO MUNDO

 

                                                             Professor Ives Gandra  Martins


Neste artigo divergirei da interpretação de alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal acerca do inquérito das fake news, razão pela qual faço um primeiro esclarecimento. Tenho grande admiração por todos os Ministros da Suprema Corte e admiro-os como juristas. Tenho livros escritos com a maioria deles, participei de bancas de doutorado com alguns e de palestras com quase todos, ao longo destes sessenta anos de magistério universitário.

Por outro lado, acompanhei os vinte meses de trabalhos da Constituinte, participei de audiências públicas e mantive contato permanente com o relator Senador Bernardo Cabral. Desse modo, como velho professor, entendo que posso divergir, pois convivi com os constituintes durante todo aquele período. Além disso, analisei a Constituição brasileira com o professor Celso Bastos, saudoso amigo, em 15 volumes e mais de 10 mil páginas, ao longo de 10 anos, logo após a promulgação da Carta Magna.

Feitos esses esclarecimentos sobre o respeito que tenho pelos Ministros, mesmo diante de divergências, passo à segunda consideração sobre o previsto na Constituição, que vi e discuti com Bernardo Cabral e com Ulisses Guimarães, o qual chegou a assistir palestra minha sobre o parlamentarismo, tese que adotou até a Comissão de Sistematização. Roberto Cardoso Alves, todavia, liderando grupo de parlamentares, derrubou-a no Plenário.

Há determinadas disposições na Constituição que, entretanto, refletem a tendência parlamentarista. A primeira delas está na competência do Congresso Nacional, previsto em primeiro lugar, no mais longo título da Constituição, que vai dos artigos 44 a 135, ou seja, o da Organização dos Poderes. Isso porque, como disse recentemente o Ministro Luiz Fux, o Congresso é o Poder mais importante da República, pois é o único que representa o povo por inteiro.

De fato, no Congresso há situação e oposição. Os constituintes, que saíam de um regime de exceção, queriam harmonia e independência entre os Poderes e, para tanto, descreveram suas competências exaustivamente, começando com o Poder Legislativo. O Poder Executivo, que comanda a administração, aparece em segundo lugar, pois representa a maioria da população e, quando há segundo turno, nem a maioria.

Pelo artigo 1º da Lei Suprema, há uma única soberania: a do povo. Essa soberania do povo é exercida por representantes por ele escolhidos, o que não ocorre no Poder Judiciário. Este vem, portanto, em terceiro lugar para fazer respeitar a lei, que não elabora porque só o Congresso Nacional pode fazê-lo, bem como o Poder Executivo, com o aval do Legislativo, por meio das medidas provisórias e das leis delegadas.

Por essa razão, o constituinte prevê no inciso XI do artigo 49, que “é da competência exclusiva do Congresso Nacional zelar pela preservação de sua competência normativa em face da atribuição normativa de outros Poderes”.

Vale dizer, não pode permitir que outros Poderes avancem em sua competência normativa. Em face disto, é que entendo que as duas PECs, em discussão hoje no Congresso Nacional, são de extrema importância por serem explicitadoras da norma constitucional; não inovadoras.

Pela PEC 28/2023, por exemplo, decisões que deferirem determinadas medidas cautelares terão que ser referendadas pelo colegiado. É uma explicitação do artigo 97 da Lei Suprema, segundo o qual a lei ou ato normativo só pode ser declarado inconstitucional – de rigor, toda a matéria no STF é sobre constitucionalidade – por maioria absoluta.

A outra explicitação é a da PEC 50/2023, segundo a qual, sempre que houver invasão, por parte do Judiciário, da competência legislativa do Congresso Nacional, a este caberá, por dois terços de seus integrantes, preservar a sua competência exclusiva de legislar, sustando a eficácia da decisão judicial, conforme já previsto no artigo 49, inciso XI, mas sem que tivesse o Constituinte definido o procedimento para tal preservação.

São, portanto, duas PECs explicitadoras de um poder que o constituinte já tinha dado ao Congresso Nacional desde 5 de outubro de 1988.

Há mais um aspecto que me parece importante, antes de entrar no tema das fake news.

O artigo 103, § 2º da Constituição, diz o seguinte: “Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.”.


Como se vê, para o Executivo é dado o prazo de 30 dias, mas nenhum prazo é estabelecido para o Congresso Nacional elaborar a lei nas ações diretas de inconstitucionalidade por omissão.

Neste tocante, lembro-me de, num jantar que tivemos durante a Constituinte, — Bernardo Cabral, relator da Constituinte, o ministro Sidney Sanches, que foi meu colega de turma, Odyr Porto, que era o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, e eu – em que discutimos este artigo.

Propus o seguinte: “Sidney, Bernardo, como é que vocês, diante de decisão do Supremo em ação direta de inconstitucionalidade por omissão que declara uma omissão inconstitucional, não fixam um prazo para o Congresso elaborar a lei?” Pretendia colocar um prazo de seis meses.

Sidney Sanches lançou um verdadeiro exocet sobre meu argumento, dizendo o seguinte: “Ives, como é que nós vamos fazer se, em seis meses, o Congresso não elaborar a lei? Você acha que teremos condição de mandar prender 503 deputados e 81 senadores, por desacato à ordem judicial?” – À época eram 503 deputados -. O argumento de Sidney derrubou o meu e Bernardo concordou com ele, permanecendo sem prazo a redação do artigo 103, §2º.

Fato é que, nem mesmo nas ações diretas por inconstitucionalidade por omissão do Congresso Nacional, pode o Supremo legislar.

Então, parece-me que, no artigo 1º, a soberania é do povo e dois Poderes o representam. Há um terceiro Poder que é guardião da lei, que não elabora; por isso, aparece em último lugar na organização dos Poderes.

Ora, a Constituição foi elaborada para dar equilíbrio e harmonia entre os Poderes, em um momento em que saíamos de um regime em que havia um poder dominante. Os constituintes, durante vinte meses, buscando não ter um Poder dominante, definiram exaustivamente as competências de cada um dos Poderes.

Por essa razão, entrando na última parte desse artigo, entendo que o inquérito das fake news, que meu querido amigo, Ministro aposentado do STF Marco Aurélio Mello, chama de inquérito do fim do mundo, não poderia continuar; pois virou um verdadeiro buraco negro. Tudo quanto é matéria é considerada fake news.

Se verificarmos, a Constituição não permitiria esse inquérito. Devemos, pois, analisar o artigo 5º, que é o mais importante da Constituição por definir, claramente, quais são os direitos individuais, sociais, políticos e de nacionalidade que têm o cidadão brasileiro.

Logo no início dele, nos incisos IV e V, declara o seguinte: “é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato; é assegurado o direito de resposta proporcional ao agravo, além da indenização por dano material ou moral à imagem”.

Significa dizer que não é possível pré-determinar o que o cidadão pode ou não dizer, o que não impede dele ser punido caso o faça abusivamente. Em outras palavras, o que o constituinte declarou é que é livre a manifestação de pensamento, mas o abuso, sendo vedado o anonimato, dá direito à resposta e à indenização por danos morais, sendo possível, ainda, pelo princípio da recepção do Código Penal, a configuração da denunciação caluniosa, injúria ou difamação.

Ocorre que o Supremo está discutindo se o artigo 19 da Lei da Internet (Lei 12.965/2014) – segundo o qual “o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente” –  ficará como está ou se pode dar a ele uma nova redação. Ora, isso é competência do Legislativo, não do Supremo. span>

Em suma, o Supremo Tribunal Federal está deliberando atualmente sobre a Lei da Internet, de um lado e, por outro lado, sobre o inquérito das fake news, em tramitação há 5 anos – inquéritos devem durar 60, 90 dias no máximo -, atraindo muitas coisas que não tem nada a ver com fake news, virando, assim, um buraco negro judicial que, como no universo, atrai tudo que está perto.

Ora, de acordo com a Constituição, o eventual abuso só pode ser punido posteriormente e a livre expressão de pensamento, que é a característica maior de uma democracia, está nela preservada. Todo cidadão deve ter a liberdade de dizer o que pensa e, se abusou, será responsabilizado “a posteriori”, não “a priori” impedido de dizer aquilo que desejava, posto que a democracia admite sempre um debate de ideias.

A questão é preocupante, pois quando ideologias prevalecem- e a ideologia é a corruptela das ideias -, é evidente que teremos o Poder orientando o pensamento do cidadão.

De rigor, resumindo todo o exposto, a Constituição diz que só pode haver um controle “a posteriori”, e não uma definição “a priori” e, a meu ver, o inquérito das fake news, independente de outros aspectos jurídicos que, num espaço curto, não se pode analisar – como a questão do juízo natural, já que estamos diante do exercício alargado das competências definidas pelos artigos 102 e seguintes da Constituição, com pessoas que não têm foro privilegiado sendo  julgadas em primeira instância no Supremo Tribunal Federal – vejo, apesar de toda admiração por livros escritos, palestras dadas, bancos de doutorado juntos e respeito que tenho pelos eminentes julgadores, que há uma divergência profunda naquilo que eu vi durante aqueles 20 meses de  debate entre os constituintes, para que tivéssemos uma democracia ampla, na qual os Poderes fossem independentes e harmoniosos, cada um deles trabalhando dentro das competências específicas da Constituição, sem preocupação de invasão de competências alheias.

O inquérito das fake news, a meu ver, representa, enfim, um reescrever da Constituição, com as substituições de juízo natural, entrada de tudo aquilo que se considera fake news, e fazendo com que efetivamente o Congresso Nacional vá perdendo importância, sendo que, conforme dizia o ministro Fux, o Legislativo é o Poder mais importante da República, pois o único que representa a totalidade da população.

Portanto, o inquérito das fake news, malgrado todo respeito e admiração, pois tenho livros escritos, participei de inúmeras conferências, participei de programas de televisão com o ministro Alexandre Moraes e escrevi livros com o ministro Toffoli, proferindo palestras com ele e tendo ele proferido palestra no lançamento de livro que participou em homenagem aos meus distantes 80 anos, o que me sensibilizou sobremaneira, tenho que divergir, nesse momento, da permanência desse inquérito e apoiar o que disse o ministro Marco Aurélio de Mello, entendendo que o inquérito das fake news, em vez de fortalecer a democracia, enfraquece-a sobremaneira, e o que é mais triste, vai limitando o que é extremamente importante numa democracia, que é a liberdade de expressão.
 
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

SUSTENTABILIDADE HUMANA PARA A SUSTENTABILIDADE DOS NEGÓCIOS - HUMANIZAÇÃO E BEM-ESTAR NO AMBIENTE DE TRABALHO

 

Daniele Avelino – StartSe

Como o cuidado integral com o ser humano transforma empresas em ambientes inovadores, produtivos e socialmente responsáveis

Foto: Pexels

Recentemente, participei de um fórum do The Future is Now, onde tivemos diversas palestras e gostei muito do tema de Sustentabilidade Humana para a Sustentabilidade dos Negócios. Na verdade, o tema central era “Humanização: inovação e bem-estar no ambiente de trabalho”. 

Esse tema, nos dias atuais, é de grande relevância, pois com as mudanças nas expectativas de consumidores, investidores e colaboradores, a sustentabilidade humana se consolida como um diferencial competitivo no mercado moderno. Esse conceito enfatiza a importância de cuidar das pessoas como parte essencial do sucesso empresarial e da responsabilidade socioambiental. 

O investimento em sustentabilidade humana, ou seja, em práticas que promovam a saúde, bem-estar, inclusão e desenvolvimento dos colaboradores, cria uma base sólida para que as empresas prosperem de forma ética e sustentável. Este artigo explora como a sustentabilidade humana se traduz em benefícios tangíveis para os negócios, como resiliência, inovação e reputação positiva.

O Que é sustentabilidade humana?

A sustentabilidade humana vai além de práticas convencionais de bem-estar e diversidade; ela engloba uma visão holística que valoriza cada colaborador como indivíduo, promovendo seu desenvolvimento integral. Com a pandemia em 2020, ficou acentuado que temos que cuidar das pessoas, e para isso envolve políticas de saúde mental, bem-estar físico, inclusão, segurança e oportunidades de desenvolvimento contínuo. Após o caos que a epidemia global trouxe, empresas passaram a criar áreas ou diretrizes específicas sobre esse tema. Empresas que adotam essa abordagem entendem que o sucesso não está apenas nos resultados financeiros, mas também na capacidade de proporcionar uma experiência enriquecedora e significativa aos seus colaboradores. Investir na sustentabilidade humana é, portanto, investir na continuidade e no impacto positivo dos negócios.

A conexão entre bem-estar e produtividade

Empresas que priorizam o bem-estar de seus colaboradores colhem frutos em termos de produtividade e comprometimento. Quando os colaboradores se sentem valorizados e apoiados, eles tendem a apresentar maior satisfação no trabalho, menor índice de absenteísmo e maior capacidade de foco. Benefícios como horários flexíveis, apoio psicológico, espaços de convivência e programas de saúde física criam um ambiente onde as pessoas podem desenvolver todo seu potencial, o que beneficia diretamente os resultados da empresa. Recentemente, tivemos organizações que adotaram a semana de 4 dias e algumas já estão planejando para ter a semana de 3 dias, pois os resultados alcançados com 4 dias foram significativos nos resultados nos negócios. A questão principal é: o que falta no Brasil para que isso se torne prática diária? Coragem das organizações e responsabilidade das pessoas.

Redução de custos e aumento de eficiência

Investir em bem-estar também gera resultados financeiros. Com colaboradores saudáveis e motivados, a empresa diminui o risco de problemas de saúde relacionados ao trabalho, reduzindo, assim, os custos associados a afastamentos e tratamentos médicos. Além disso, a retenção de talentos se torna mais sólida, reduzindo a necessidade de novas contratações e treinamentos constantes.

Diversidade e Inclusão: A Base da Inovação

A diversidade e a inclusão são hoje reconhecidas como elementos essenciais para a inovação organizacional. Equipes formadas por pessoas de diferentes origens, etnias, gêneros, idades e perspectivas trazem ideias variadas, gerando soluções inovadoras para problemas complexos e promovendo a capacidade de adaptação da empresa. Pesquisas demonstram que empresas com maior diversidade apresentam desempenho superior, em parte porque conseguem se conectar de maneira mais autêntica com uma base de clientes diversa e atender suas necessidades de forma mais eficaz.

Criando uma Cultura Inclusiva

Para que a diversidade se traduza em valor real, é fundamental que a empresa promova uma cultura inclusiva. Isso significa adotar políticas e práticas que combatam a discriminação, garantir oportunidades iguais e criar um ambiente onde todos se sintam pertencentes e respeitados. Programas de mentoria, treinamentos de conscientização e práticas de recrutamento sem viés são alguns exemplos de ações que contribuem para uma cultura organizacional inclusiva. Uma cultura inclusiva fortalece a colaboração e aumenta a criatividade, elementos essenciais para a inovação contínua.

Desenvolvimento Contínuo e Capacitação: Investimento no Potencial Humano

Em um mundo em constante evolução, o desenvolvimento contínuo é indispensável para que as empresas permaneçam competitivas. Capacitar os colaboradores com novas habilidades e oferecer oportunidades de aprendizado os ajuda a se adaptar às mudanças e contribui para um ambiente de trabalho dinâmico e motivador. Investir em treinamentos, workshops e cursos de especialização não apenas prepara os colaboradores para novos desafios, mas também reforça o vínculo deles com a empresa.

Fomento à Liderança e Crescimento Pessoal

Ao incentivar o desenvolvimento das habilidades de liderança e o crescimento pessoal, as empresas criam um ambiente onde os colaboradores podem progredir em suas carreiras. Isso fortalece o senso de propósito e pertencimento, promovendo uma força de trabalho comprometida. Empresas que oferecem caminhos de desenvolvimento têm colaboradores mais leais e alinhados com os objetivos organizacionais, criando uma base para o sucesso a longo prazo.

Reputação e Vantagem Competitiva

Empresas que investem na sustentabilidade humana fortalecem sua reputação no mercado. Clientes, investidores e a sociedade valorizam organizações que demonstram responsabilidade social e cuidado com o bem-estar de seus colaboradores. Isso se traduz em vantagem competitiva, atraindo talentos que buscam um ambiente de trabalho mais ético e engajado, bem como investidores que desejam associar-se a empresas com práticas sólidas de governança e responsabilidade social.

Sustentabilidade Humana: A Base para a Sustentabilidade dos Negócios

Concluindo, a sustentabilidade humana não é apenas uma tendência; é uma necessidade para o futuro dos negócios. As empresas que enxergam seus colaboradores como seu ativo mais valioso são aquelas que conseguem inovar, crescer e impactar positivamente a sociedade. A sustentabilidade dos negócios passa, essencialmente, pelo cuidado com o ser humano e pelo reconhecimento de que pessoas saudáveis, motivadas e incluídas são a base para a longevidade organizacional.

Como a Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem

A Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem de diversas maneiras:

1. Aumentando a visibilidade online:

  • Oferecendo um site profissional e otimizado para mecanismos de busca, aumentando a visibilidade da empresa na internet e atraindo mais visitantes.
  • Integração com ferramentas de marketing digital, como Google Ads e Facebook Ads, para alcançar um público mais amplo e direcionado.
  • Otimização do site para conversão, com formulários de contato e botões de ação que facilitam a interação com os clientes.

2. Melhorando a experiência do cliente:

  • Conteúdo informativo e relevante, que ajuda os clientes a encontrarem as informações que procuram e a entenderem os produtos e serviços da empresa.
  • Ferramentas de autoatendimento, como chat online e FAQs, que respondem às perguntas dos clientes de forma rápida e eficiente.
  • Design intuitivo e responsivo, que garante uma boa experiência de navegação em qualquer dispositivo.

3. Aumentando as vendas:

  • Integração com plataformas de e-commerce, permitindo que os clientes comprem produtos e serviços consultando diretamente no site.
  • Ferramentas de marketing automation, que automatizam o envio de emails e mensagens personalizadas para leads e clientes.
  • Análise de dados, que fornece insights sobre o comportamento dos clientes e ajuda a otimizar as campanhas de marketing.

4. Reduzindo custos:

  • Automação de tarefas repetitivas, como o envio de emails e a gestão de leads.
  • Otimização do site para SEO, que reduz a necessidade de investir em publicidade paga.
  • Integração com ferramentas de CRM, que ajuda a gerenciar o relacionamento com os clientes de forma mais eficiente.

5. Aumentando a produtividade:

  • Ferramentas de colaboração, como compartilhamento de arquivos e calendários, que facilitam o trabalho em equipe.
  • Integração com ferramentas de gestão de projetos, que ajuda a organizar e acompanhar o andamento das tarefas.
  • Automação de tarefas repetitivas, que libera tempo para os funcionários se concentrarem em atividades mais estratégicas.

A Plataforma Site Valeon é uma solução completa e acessível que pode ajudar empresas de todos os portes a crescerem.

Para saber mais, visite o site <valedoacoonline.com.br> ou entre em contato com a equipe de vendas pelo telefone (31) 98428-0590.

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Fone: (31) 8428-0590

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

GOVERNO LULA CAMINHA PARA REPETIR GOVERNO DILMA NA QUESTÃO FISCAL

 

História de Sérgio Vale – Jornal Estadão

política monetária tem tentado minimizar os estragos feitos pelo magro pacote fiscal do governo, mas sem sucesso. Em outros tempos, o choque de um anúncio de juros que vai chegar a 14,25% na segunda reunião do Copom em 2025, com as intervenções no mercado cambial que o BC fez, levaria a uma leve diminuição, que fosse, da taxa de câmbio. Entretanto, quase uma semana depois do Copom, o câmbio se estabilizou acima de R$ 6.

O banco tem tomado as decisões corretas e possíveis no contexto de crise criada pela política fiscal. Não há muito mais a se fazer da parte dele. O que precisava era um redirecionamento radical do pacote fiscal para algo muito mais contundente. Mas quando o Ministro da Fazenda diz que o mercado não entendeu, quando o presidente fala que não há ninguém fiscalmente mais responsável que ele e o Congresso sinaliza que pode até piorar o que foi apresentado, ficamos com a impressão de que decididamente teremos de esperar os próximos dois anos para que um novo governo tenha clareza dos desafios fiscais que enfrentamos.

Para começar, o pacote apresentado pelo governo, se der integralmente certo, ajuda apenas a mitigar o resultado primário, que já vai ser muito negativo. Além dos R$ 45 bilhões dos precatórios, o plano apresentado pode ajudar o governo a chegar ao mínimo de 0,25% do PIB de déficit ano que vem. Ou seja, ainda teríamos um déficit na casa de R$ 75 bilhões mesmo com o que foi apresentado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda) e a ex-presidente Dilma Rousseff (à direita) Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda) e a ex-presidente Dilma Rousseff (à direita) Foto: Ricardo Stuckert/PR

O problema é que o resultado primário para estabilizar a dívida sobe a cada dia que o governo evita ajustes mais profundos. Hoje, a depender da conta de juros e crescimento que se use, estamos falando de um primário de 4% do PIB para estabilizar a dívida pública bruta. Dados os 0,7% de déficit esperados para o ano que vem, estamos falando de uma virada de quase 5 pontos porcentuais apenas para estabilizar a já muito elevada dívida.

Estamos em situação muito pior do que se tinha no primeiro mandato de Lula, quando a herança bendita de FHC ajudou o governo a manter uma trajetória sustentável naquele momento. E chega a ser pior do que o primeiro mandato de Dilma, que, mesmo com dificuldades, ainda tinha um superávit primário pequeno, com uma dívida cerca de 20 pontos porcentuais menor do que hoje.

O choque fiscal negativo dado pelo governo vai fazer com que a economia desacelere ano que vem. O empuxo fiscal já está menor, fruto de expansão menor das transferências de renda, e a política monetária será bastante contracionista. Com sorte, crescemos 2%, mas há risco de o crescimento ser ainda menor a depender de onde a Selic chegará. Provavelmente será algo em torno de 15%, talvez mais do que isso, e a desaceleração econômica para o segundo semestre está dada, com arrecadação crescendo menos do que o governo estima, na minha conta em pelo menos R$ 30 bilhões.

A pressão do governo para entregar resultados melhores em 2026 lembrará em muito os últimos dois anos do primeiro mandato de Dilma, quando o governo se esforçou para indicar que estava tudo bem, quando na verdade a conta de um ajuste atrasado foi cair na conta de Joaquim Levy, Ministro da Fazenda, que nada teve a ver com a crise construída nos anos anteriores.

Esse fantasma do passado, que volta à tona agora, não deixa dúvidas ao mercado sobre onde podemos chegar. Por isso, o ajuste nos preços vem com mais velocidade do que naqueles anos e a taxa de câmbio é a que mais reflete os erros do governo.

Será difícil o atual R$ 6 do dólar não virar o R$ 5 que era no começo deste ano. E assim, como o R$ 5 virou R$ 6, o mercado começará a se perguntar se tal desconexão da realidade poderá levar a um câmbio ainda maior. A chance disso é bastante grande, infelizmente.

Com a inflação com dificuldade para se manter no teto da meta, que é 4,5%, o Banco Central terá um trabalho mais que solitário, quase impossível de se fazer sem a ajuda do fiscal. Para se atingir a Selic de 6,5% que tivemos em 2019, o governo teria de dar um choque fiscal nos moldes da regra do teto no final de 2016. Como não vai fazer isso, temos de nos preparar para dois anos difíceis na economia.

* Sérgio Vale é economista-chefe da MB Associados

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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