quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

DIA INTERNACIONAL DO IMIGRANTE E CURIOSIDADES

 

Karla Neto – Colunista correspondente

Nesta quarta-feira(18), é celebrado o Dia Internacional do Imigrante, é uma data celebrada em diversos países ao redor do mundo, com o objetivo de homenagear e reconhecer a contribuição dos imigrantes para a sociedade.

Os imigrantes enfrentam diversos desafios ao chegar em um país estrangeiro, como a barreira do idioma, a adaptação a uma nova cultura e a busca por emprego e moradia. Muitas vezes, essas pessoas deixam para trás suas famílias e suas raízes em busca de uma vida melhor, enfrentando preconceito e discriminação no país de acolhimento.

Uma coisa deve-se ter em mente: migrar não é uma experiência fácil. Ser migrante não é ser turista. Afinal, o turista volta a seu país dentro de poucos dias ou semanas. Já o migrante deixa sua terra natal em busca de melhores opções de vida ou mesmo para salvá-la, dependendo da situação presente em determinada região – guerras, perseguição política e social, violência, pobreza extrema, mudanças climáticas, entre outros fatores.

No entanto, o que devia ser visto e tratado como um fenômeno humano é cada vez mais perseguido e estigmatizado. Muros proliferam mundo afora – e não apenas os que são de concreto e arame farpado, mas também os muros erguidos pela intolerância, desconfiança, preconceito, medo e xenofobia. Líderes mundiais se aproveitam desses sentimentos nefastos para alimentá-los e colocar os migrantes como inimigos públicos, alimentando um círculo vicioso que parece cada vez mais difícil de romper.

Somente com esse engajamento e união de esforços, em nível local e global, será possível mostrar e comprovar que a migração é um direito humano e fenômeno social, com potencial para aprimorar as sociedades, tornando-as mais abertas, humanas e inclusivas, E dessa forma, reunir forças para romper com o círculo vicioso alimentado pelo ódio.

“A solidariedade com migrantes nunca foi mais urgente. A migração sempre esteve conosco. Desde tempos remotos, as pessoas se movem em busca de novas oportunidades e vidas melhores”.

Fonte: Karla Neto
Foto: Divulgação

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Saiba Como descascar mexerica ou tangerina da melhor maneira sem deixar o cheiro da fruta na mão: Veja!

Mexerica ou tangerina também é conhecida por ser fonte de fibras potássio, magnésio, cálcio e ferro. Ela possui poucas calorias e pouca quantidade de carboidratos. Devido aos nutrientes que possui em sua composição, a mexerica ou tangerina proporciona inúmeros benefícios ao nosso organismo.

A fruta previne o envelhecimento precoce, ajuda a aliviar a prisão de ventre, fortalece o sistema imunológico, reduz as inflamações do organismo, aumenta a saciedade, ajuda a prevenir a anemia, melhora a função do fígado, entre outros benefícios.

Se você quer aprender a descascar mexerica ou tangerina de uma forma bem simples e, ainda, sem deixar o cheiro da fruta na mão, confira, a seguir, o passo a passo de como fazer isso.
Primeiro, com a ajuda de uma faca, corte a região da casca onde fica o talo da tangerina;

Em seguida, corte a região da casca onde fica a base da fruta;
Feito isso, coloque a tangerina na posição vertical sobre uma superfície. Passe a faca entre os grumos da fruta;
Com esse corte, basta abrir a tangerina. Dessa forma, os grumos da tangerina vão ficar enfileirados dentro da casca.

Você sabe por que o cheiro de mofo aparece? Veja:

Quando as roupas ficam por meses guardadas, sem ventilação ou expostas à luz, esses micro-organismos encontram o ambiente perfeito para crescer, causando o odor desagradável.
As melhores técnicas sobre como tirar o cheiro de mofo do guarda-roupa de uma vez por todas, garantindo que suas roupas e pertences estejam sempre frescos e bem conservados.

O mofo é um fungo que se desenvolve em ambientes úmidos e mal ventilados, e pode causar diversos danos à saúde, como alergias e problemas respiratórios.

Para iniciar o processo de eliminação do cheiro de mofo do guarda-roupa, o primeiro passo crucial é esvaziar totalmente o guarda-roupa. Faça a retirada de todos os itens presentes no local, sejam eles roupas, sapatos ou quaisquer outros pertences pessoais.

Posteriormente, estes itens devem ser alocados em um espaço bem ventilado, possibilitando que respirem e se livrem do odor de mofo que possivelmente absorveram.

A luz solar tem propriedades antibacterianas naturais que ajudam a matar os micro-organismos responsáveis pelo odor. Pendure as peças ao ar livre, preferencialmente em um local arejado e com bastante luz.

Use bicarbonato de sódio
*Coloque as roupas em um saco plástico grande, adicione algumas colheres de bicarbonato de sódio e feche bem o saco. Deixe agir por algumas horas. O bicarbonato absorve odores e umidade, devolvendo o frescor às roupas.

*Como prevenir o cheiro de mofo nas roupas

*Manter suas roupas livres de odores no futuro é tão importante quanto resolver o problema atual.

*Confira algumas dicas para evitar que o cheiro de guardado volte:

*Ventilação regular: abra as portas do armário periodicamente para garantir a circulação de ar

*Desumidificadores: use sachês de sílica gel, carvão ativado ou desumidificadores elétricos para controlar a umidade dentro do guarda-roupa

*Certifique-se de que as roupas estão secas: nunca guarde peças úmidas ou que foram passadas recentemente sem tempo de esfriar completamente

*Limpeza do armário: limpe as superfícies internas do guarda-roupa regularmente com uma solução de vinagre e água para evitar o acúmulo de mofo

*Com essas dicas, você não precisa mais se preocupar com o cheiro desagradável de roupas guardadas. Adote essas práticas no seu dia a dia e mantenha suas peças frescas e prontas para o uso, sem complicações.

Você sabia que misturar sal com vinagre é ótima composição para deixar seu chão brilhando?

Sua ação desinfetante é extremamente potente, visto que o sal é um purificador natural, capaz de eliminar germes e bactérias que vivem nas superfícies, e o vinagre é útil para acabar com as manchas de mofo, reduzir a umidade do ambiente e já é um produto comum para ser usado para limpar o ambiente e evitar que o piso seja danificado. A combinação ainda combate formigas e maus odores e é um repelente natural.

Combinar sal com vinagre pode ser extremamente eficaz para varrer o chão, por ajudar a prevenir doenças respiratórias associadas aos ácaros, limpar a casa de bactérias e tirar todo o mofo do ambiente, deixando-o bem mais saudável e protegido.

Como preparar mistura de sal e vinagre
Preparar a mistura é bem simples, fácil e rápido. Basta você colocar uma xícara de sal e um copo de vinagre em um recipiente e adicionar água o suficiente para conseguir cobrir as cerdas da escova.
Em seguida, é só usar o produto no chão, superfícios e cantos da casa, para deixá-la limpa, desinfetada e protegida.

INQUÉRITO DAS FAKE NEWS O INQUÉRITO DO FIM DO MUNDO

 

                                                             Professor Ives Gandra  Martins


Neste artigo divergirei da interpretação de alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal acerca do inquérito das fake news, razão pela qual faço um primeiro esclarecimento. Tenho grande admiração por todos os Ministros da Suprema Corte e admiro-os como juristas. Tenho livros escritos com a maioria deles, participei de bancas de doutorado com alguns e de palestras com quase todos, ao longo destes sessenta anos de magistério universitário.

Por outro lado, acompanhei os vinte meses de trabalhos da Constituinte, participei de audiências públicas e mantive contato permanente com o relator Senador Bernardo Cabral. Desse modo, como velho professor, entendo que posso divergir, pois convivi com os constituintes durante todo aquele período. Além disso, analisei a Constituição brasileira com o professor Celso Bastos, saudoso amigo, em 15 volumes e mais de 10 mil páginas, ao longo de 10 anos, logo após a promulgação da Carta Magna.

Feitos esses esclarecimentos sobre o respeito que tenho pelos Ministros, mesmo diante de divergências, passo à segunda consideração sobre o previsto na Constituição, que vi e discuti com Bernardo Cabral e com Ulisses Guimarães, o qual chegou a assistir palestra minha sobre o parlamentarismo, tese que adotou até a Comissão de Sistematização. Roberto Cardoso Alves, todavia, liderando grupo de parlamentares, derrubou-a no Plenário.

Há determinadas disposições na Constituição que, entretanto, refletem a tendência parlamentarista. A primeira delas está na competência do Congresso Nacional, previsto em primeiro lugar, no mais longo título da Constituição, que vai dos artigos 44 a 135, ou seja, o da Organização dos Poderes. Isso porque, como disse recentemente o Ministro Luiz Fux, o Congresso é o Poder mais importante da República, pois é o único que representa o povo por inteiro.

De fato, no Congresso há situação e oposição. Os constituintes, que saíam de um regime de exceção, queriam harmonia e independência entre os Poderes e, para tanto, descreveram suas competências exaustivamente, começando com o Poder Legislativo. O Poder Executivo, que comanda a administração, aparece em segundo lugar, pois representa a maioria da população e, quando há segundo turno, nem a maioria.

Pelo artigo 1º da Lei Suprema, há uma única soberania: a do povo. Essa soberania do povo é exercida por representantes por ele escolhidos, o que não ocorre no Poder Judiciário. Este vem, portanto, em terceiro lugar para fazer respeitar a lei, que não elabora porque só o Congresso Nacional pode fazê-lo, bem como o Poder Executivo, com o aval do Legislativo, por meio das medidas provisórias e das leis delegadas.

Por essa razão, o constituinte prevê no inciso XI do artigo 49, que “é da competência exclusiva do Congresso Nacional zelar pela preservação de sua competência normativa em face da atribuição normativa de outros Poderes”.

Vale dizer, não pode permitir que outros Poderes avancem em sua competência normativa. Em face disto, é que entendo que as duas PECs, em discussão hoje no Congresso Nacional, são de extrema importância por serem explicitadoras da norma constitucional; não inovadoras.

Pela PEC 28/2023, por exemplo, decisões que deferirem determinadas medidas cautelares terão que ser referendadas pelo colegiado. É uma explicitação do artigo 97 da Lei Suprema, segundo o qual a lei ou ato normativo só pode ser declarado inconstitucional – de rigor, toda a matéria no STF é sobre constitucionalidade – por maioria absoluta.

A outra explicitação é a da PEC 50/2023, segundo a qual, sempre que houver invasão, por parte do Judiciário, da competência legislativa do Congresso Nacional, a este caberá, por dois terços de seus integrantes, preservar a sua competência exclusiva de legislar, sustando a eficácia da decisão judicial, conforme já previsto no artigo 49, inciso XI, mas sem que tivesse o Constituinte definido o procedimento para tal preservação.

São, portanto, duas PECs explicitadoras de um poder que o constituinte já tinha dado ao Congresso Nacional desde 5 de outubro de 1988.

Há mais um aspecto que me parece importante, antes de entrar no tema das fake news.

O artigo 103, § 2º da Constituição, diz o seguinte: “Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.”.


Como se vê, para o Executivo é dado o prazo de 30 dias, mas nenhum prazo é estabelecido para o Congresso Nacional elaborar a lei nas ações diretas de inconstitucionalidade por omissão.

Neste tocante, lembro-me de, num jantar que tivemos durante a Constituinte, — Bernardo Cabral, relator da Constituinte, o ministro Sidney Sanches, que foi meu colega de turma, Odyr Porto, que era o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, e eu – em que discutimos este artigo.

Propus o seguinte: “Sidney, Bernardo, como é que vocês, diante de decisão do Supremo em ação direta de inconstitucionalidade por omissão que declara uma omissão inconstitucional, não fixam um prazo para o Congresso elaborar a lei?” Pretendia colocar um prazo de seis meses.

Sidney Sanches lançou um verdadeiro exocet sobre meu argumento, dizendo o seguinte: “Ives, como é que nós vamos fazer se, em seis meses, o Congresso não elaborar a lei? Você acha que teremos condição de mandar prender 503 deputados e 81 senadores, por desacato à ordem judicial?” – À época eram 503 deputados -. O argumento de Sidney derrubou o meu e Bernardo concordou com ele, permanecendo sem prazo a redação do artigo 103, §2º.

Fato é que, nem mesmo nas ações diretas por inconstitucionalidade por omissão do Congresso Nacional, pode o Supremo legislar.

Então, parece-me que, no artigo 1º, a soberania é do povo e dois Poderes o representam. Há um terceiro Poder que é guardião da lei, que não elabora; por isso, aparece em último lugar na organização dos Poderes.

Ora, a Constituição foi elaborada para dar equilíbrio e harmonia entre os Poderes, em um momento em que saíamos de um regime em que havia um poder dominante. Os constituintes, durante vinte meses, buscando não ter um Poder dominante, definiram exaustivamente as competências de cada um dos Poderes.

Por essa razão, entrando na última parte desse artigo, entendo que o inquérito das fake news, que meu querido amigo, Ministro aposentado do STF Marco Aurélio Mello, chama de inquérito do fim do mundo, não poderia continuar; pois virou um verdadeiro buraco negro. Tudo quanto é matéria é considerada fake news.

Se verificarmos, a Constituição não permitiria esse inquérito. Devemos, pois, analisar o artigo 5º, que é o mais importante da Constituição por definir, claramente, quais são os direitos individuais, sociais, políticos e de nacionalidade que têm o cidadão brasileiro.

Logo no início dele, nos incisos IV e V, declara o seguinte: “é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato; é assegurado o direito de resposta proporcional ao agravo, além da indenização por dano material ou moral à imagem”.

Significa dizer que não é possível pré-determinar o que o cidadão pode ou não dizer, o que não impede dele ser punido caso o faça abusivamente. Em outras palavras, o que o constituinte declarou é que é livre a manifestação de pensamento, mas o abuso, sendo vedado o anonimato, dá direito à resposta e à indenização por danos morais, sendo possível, ainda, pelo princípio da recepção do Código Penal, a configuração da denunciação caluniosa, injúria ou difamação.

Ocorre que o Supremo está discutindo se o artigo 19 da Lei da Internet (Lei 12.965/2014) – segundo o qual “o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente” –  ficará como está ou se pode dar a ele uma nova redação. Ora, isso é competência do Legislativo, não do Supremo. span>

Em suma, o Supremo Tribunal Federal está deliberando atualmente sobre a Lei da Internet, de um lado e, por outro lado, sobre o inquérito das fake news, em tramitação há 5 anos – inquéritos devem durar 60, 90 dias no máximo -, atraindo muitas coisas que não tem nada a ver com fake news, virando, assim, um buraco negro judicial que, como no universo, atrai tudo que está perto.

Ora, de acordo com a Constituição, o eventual abuso só pode ser punido posteriormente e a livre expressão de pensamento, que é a característica maior de uma democracia, está nela preservada. Todo cidadão deve ter a liberdade de dizer o que pensa e, se abusou, será responsabilizado “a posteriori”, não “a priori” impedido de dizer aquilo que desejava, posto que a democracia admite sempre um debate de ideias.

A questão é preocupante, pois quando ideologias prevalecem- e a ideologia é a corruptela das ideias -, é evidente que teremos o Poder orientando o pensamento do cidadão.

De rigor, resumindo todo o exposto, a Constituição diz que só pode haver um controle “a posteriori”, e não uma definição “a priori” e, a meu ver, o inquérito das fake news, independente de outros aspectos jurídicos que, num espaço curto, não se pode analisar – como a questão do juízo natural, já que estamos diante do exercício alargado das competências definidas pelos artigos 102 e seguintes da Constituição, com pessoas que não têm foro privilegiado sendo  julgadas em primeira instância no Supremo Tribunal Federal – vejo, apesar de toda admiração por livros escritos, palestras dadas, bancos de doutorado juntos e respeito que tenho pelos eminentes julgadores, que há uma divergência profunda naquilo que eu vi durante aqueles 20 meses de  debate entre os constituintes, para que tivéssemos uma democracia ampla, na qual os Poderes fossem independentes e harmoniosos, cada um deles trabalhando dentro das competências específicas da Constituição, sem preocupação de invasão de competências alheias.

O inquérito das fake news, a meu ver, representa, enfim, um reescrever da Constituição, com as substituições de juízo natural, entrada de tudo aquilo que se considera fake news, e fazendo com que efetivamente o Congresso Nacional vá perdendo importância, sendo que, conforme dizia o ministro Fux, o Legislativo é o Poder mais importante da República, pois o único que representa a totalidade da população.

Portanto, o inquérito das fake news, malgrado todo respeito e admiração, pois tenho livros escritos, participei de inúmeras conferências, participei de programas de televisão com o ministro Alexandre Moraes e escrevi livros com o ministro Toffoli, proferindo palestras com ele e tendo ele proferido palestra no lançamento de livro que participou em homenagem aos meus distantes 80 anos, o que me sensibilizou sobremaneira, tenho que divergir, nesse momento, da permanência desse inquérito e apoiar o que disse o ministro Marco Aurélio de Mello, entendendo que o inquérito das fake news, em vez de fortalecer a democracia, enfraquece-a sobremaneira, e o que é mais triste, vai limitando o que é extremamente importante numa democracia, que é a liberdade de expressão.
 
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

SUSTENTABILIDADE HUMANA PARA A SUSTENTABILIDADE DOS NEGÓCIOS - HUMANIZAÇÃO E BEM-ESTAR NO AMBIENTE DE TRABALHO

 

Daniele Avelino – StartSe

Como o cuidado integral com o ser humano transforma empresas em ambientes inovadores, produtivos e socialmente responsáveis

Foto: Pexels

Recentemente, participei de um fórum do The Future is Now, onde tivemos diversas palestras e gostei muito do tema de Sustentabilidade Humana para a Sustentabilidade dos Negócios. Na verdade, o tema central era “Humanização: inovação e bem-estar no ambiente de trabalho”. 

Esse tema, nos dias atuais, é de grande relevância, pois com as mudanças nas expectativas de consumidores, investidores e colaboradores, a sustentabilidade humana se consolida como um diferencial competitivo no mercado moderno. Esse conceito enfatiza a importância de cuidar das pessoas como parte essencial do sucesso empresarial e da responsabilidade socioambiental. 

O investimento em sustentabilidade humana, ou seja, em práticas que promovam a saúde, bem-estar, inclusão e desenvolvimento dos colaboradores, cria uma base sólida para que as empresas prosperem de forma ética e sustentável. Este artigo explora como a sustentabilidade humana se traduz em benefícios tangíveis para os negócios, como resiliência, inovação e reputação positiva.

O Que é sustentabilidade humana?

A sustentabilidade humana vai além de práticas convencionais de bem-estar e diversidade; ela engloba uma visão holística que valoriza cada colaborador como indivíduo, promovendo seu desenvolvimento integral. Com a pandemia em 2020, ficou acentuado que temos que cuidar das pessoas, e para isso envolve políticas de saúde mental, bem-estar físico, inclusão, segurança e oportunidades de desenvolvimento contínuo. Após o caos que a epidemia global trouxe, empresas passaram a criar áreas ou diretrizes específicas sobre esse tema. Empresas que adotam essa abordagem entendem que o sucesso não está apenas nos resultados financeiros, mas também na capacidade de proporcionar uma experiência enriquecedora e significativa aos seus colaboradores. Investir na sustentabilidade humana é, portanto, investir na continuidade e no impacto positivo dos negócios.

A conexão entre bem-estar e produtividade

Empresas que priorizam o bem-estar de seus colaboradores colhem frutos em termos de produtividade e comprometimento. Quando os colaboradores se sentem valorizados e apoiados, eles tendem a apresentar maior satisfação no trabalho, menor índice de absenteísmo e maior capacidade de foco. Benefícios como horários flexíveis, apoio psicológico, espaços de convivência e programas de saúde física criam um ambiente onde as pessoas podem desenvolver todo seu potencial, o que beneficia diretamente os resultados da empresa. Recentemente, tivemos organizações que adotaram a semana de 4 dias e algumas já estão planejando para ter a semana de 3 dias, pois os resultados alcançados com 4 dias foram significativos nos resultados nos negócios. A questão principal é: o que falta no Brasil para que isso se torne prática diária? Coragem das organizações e responsabilidade das pessoas.

Redução de custos e aumento de eficiência

Investir em bem-estar também gera resultados financeiros. Com colaboradores saudáveis e motivados, a empresa diminui o risco de problemas de saúde relacionados ao trabalho, reduzindo, assim, os custos associados a afastamentos e tratamentos médicos. Além disso, a retenção de talentos se torna mais sólida, reduzindo a necessidade de novas contratações e treinamentos constantes.

Diversidade e Inclusão: A Base da Inovação

A diversidade e a inclusão são hoje reconhecidas como elementos essenciais para a inovação organizacional. Equipes formadas por pessoas de diferentes origens, etnias, gêneros, idades e perspectivas trazem ideias variadas, gerando soluções inovadoras para problemas complexos e promovendo a capacidade de adaptação da empresa. Pesquisas demonstram que empresas com maior diversidade apresentam desempenho superior, em parte porque conseguem se conectar de maneira mais autêntica com uma base de clientes diversa e atender suas necessidades de forma mais eficaz.

Criando uma Cultura Inclusiva

Para que a diversidade se traduza em valor real, é fundamental que a empresa promova uma cultura inclusiva. Isso significa adotar políticas e práticas que combatam a discriminação, garantir oportunidades iguais e criar um ambiente onde todos se sintam pertencentes e respeitados. Programas de mentoria, treinamentos de conscientização e práticas de recrutamento sem viés são alguns exemplos de ações que contribuem para uma cultura organizacional inclusiva. Uma cultura inclusiva fortalece a colaboração e aumenta a criatividade, elementos essenciais para a inovação contínua.

Desenvolvimento Contínuo e Capacitação: Investimento no Potencial Humano

Em um mundo em constante evolução, o desenvolvimento contínuo é indispensável para que as empresas permaneçam competitivas. Capacitar os colaboradores com novas habilidades e oferecer oportunidades de aprendizado os ajuda a se adaptar às mudanças e contribui para um ambiente de trabalho dinâmico e motivador. Investir em treinamentos, workshops e cursos de especialização não apenas prepara os colaboradores para novos desafios, mas também reforça o vínculo deles com a empresa.

Fomento à Liderança e Crescimento Pessoal

Ao incentivar o desenvolvimento das habilidades de liderança e o crescimento pessoal, as empresas criam um ambiente onde os colaboradores podem progredir em suas carreiras. Isso fortalece o senso de propósito e pertencimento, promovendo uma força de trabalho comprometida. Empresas que oferecem caminhos de desenvolvimento têm colaboradores mais leais e alinhados com os objetivos organizacionais, criando uma base para o sucesso a longo prazo.

Reputação e Vantagem Competitiva

Empresas que investem na sustentabilidade humana fortalecem sua reputação no mercado. Clientes, investidores e a sociedade valorizam organizações que demonstram responsabilidade social e cuidado com o bem-estar de seus colaboradores. Isso se traduz em vantagem competitiva, atraindo talentos que buscam um ambiente de trabalho mais ético e engajado, bem como investidores que desejam associar-se a empresas com práticas sólidas de governança e responsabilidade social.

Sustentabilidade Humana: A Base para a Sustentabilidade dos Negócios

Concluindo, a sustentabilidade humana não é apenas uma tendência; é uma necessidade para o futuro dos negócios. As empresas que enxergam seus colaboradores como seu ativo mais valioso são aquelas que conseguem inovar, crescer e impactar positivamente a sociedade. A sustentabilidade dos negócios passa, essencialmente, pelo cuidado com o ser humano e pelo reconhecimento de que pessoas saudáveis, motivadas e incluídas são a base para a longevidade organizacional.

Como a Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem

A Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem de diversas maneiras:

1. Aumentando a visibilidade online:

  • Oferecendo um site profissional e otimizado para mecanismos de busca, aumentando a visibilidade da empresa na internet e atraindo mais visitantes.
  • Integração com ferramentas de marketing digital, como Google Ads e Facebook Ads, para alcançar um público mais amplo e direcionado.
  • Otimização do site para conversão, com formulários de contato e botões de ação que facilitam a interação com os clientes.

2. Melhorando a experiência do cliente:

  • Conteúdo informativo e relevante, que ajuda os clientes a encontrarem as informações que procuram e a entenderem os produtos e serviços da empresa.
  • Ferramentas de autoatendimento, como chat online e FAQs, que respondem às perguntas dos clientes de forma rápida e eficiente.
  • Design intuitivo e responsivo, que garante uma boa experiência de navegação em qualquer dispositivo.

3. Aumentando as vendas:

  • Integração com plataformas de e-commerce, permitindo que os clientes comprem produtos e serviços consultando diretamente no site.
  • Ferramentas de marketing automation, que automatizam o envio de emails e mensagens personalizadas para leads e clientes.
  • Análise de dados, que fornece insights sobre o comportamento dos clientes e ajuda a otimizar as campanhas de marketing.

4. Reduzindo custos:

  • Automação de tarefas repetitivas, como o envio de emails e a gestão de leads.
  • Otimização do site para SEO, que reduz a necessidade de investir em publicidade paga.
  • Integração com ferramentas de CRM, que ajuda a gerenciar o relacionamento com os clientes de forma mais eficiente.

5. Aumentando a produtividade:

  • Ferramentas de colaboração, como compartilhamento de arquivos e calendários, que facilitam o trabalho em equipe.
  • Integração com ferramentas de gestão de projetos, que ajuda a organizar e acompanhar o andamento das tarefas.
  • Automação de tarefas repetitivas, que libera tempo para os funcionários se concentrarem em atividades mais estratégicas.

A Plataforma Site Valeon é uma solução completa e acessível que pode ajudar empresas de todos os portes a crescerem.

Para saber mais, visite o site <valedoacoonline.com.br> ou entre em contato com a equipe de vendas pelo telefone (31) 98428-0590.

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Fone: (31) 8428-0590

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

GOVERNO LULA CAMINHA PARA REPETIR GOVERNO DILMA NA QUESTÃO FISCAL

 

História de Sérgio Vale – Jornal Estadão

política monetária tem tentado minimizar os estragos feitos pelo magro pacote fiscal do governo, mas sem sucesso. Em outros tempos, o choque de um anúncio de juros que vai chegar a 14,25% na segunda reunião do Copom em 2025, com as intervenções no mercado cambial que o BC fez, levaria a uma leve diminuição, que fosse, da taxa de câmbio. Entretanto, quase uma semana depois do Copom, o câmbio se estabilizou acima de R$ 6.

O banco tem tomado as decisões corretas e possíveis no contexto de crise criada pela política fiscal. Não há muito mais a se fazer da parte dele. O que precisava era um redirecionamento radical do pacote fiscal para algo muito mais contundente. Mas quando o Ministro da Fazenda diz que o mercado não entendeu, quando o presidente fala que não há ninguém fiscalmente mais responsável que ele e o Congresso sinaliza que pode até piorar o que foi apresentado, ficamos com a impressão de que decididamente teremos de esperar os próximos dois anos para que um novo governo tenha clareza dos desafios fiscais que enfrentamos.

Para começar, o pacote apresentado pelo governo, se der integralmente certo, ajuda apenas a mitigar o resultado primário, que já vai ser muito negativo. Além dos R$ 45 bilhões dos precatórios, o plano apresentado pode ajudar o governo a chegar ao mínimo de 0,25% do PIB de déficit ano que vem. Ou seja, ainda teríamos um déficit na casa de R$ 75 bilhões mesmo com o que foi apresentado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda) e a ex-presidente Dilma Rousseff (à direita) Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda) e a ex-presidente Dilma Rousseff (à direita) Foto: Ricardo Stuckert/PR

O problema é que o resultado primário para estabilizar a dívida sobe a cada dia que o governo evita ajustes mais profundos. Hoje, a depender da conta de juros e crescimento que se use, estamos falando de um primário de 4% do PIB para estabilizar a dívida pública bruta. Dados os 0,7% de déficit esperados para o ano que vem, estamos falando de uma virada de quase 5 pontos porcentuais apenas para estabilizar a já muito elevada dívida.

Estamos em situação muito pior do que se tinha no primeiro mandato de Lula, quando a herança bendita de FHC ajudou o governo a manter uma trajetória sustentável naquele momento. E chega a ser pior do que o primeiro mandato de Dilma, que, mesmo com dificuldades, ainda tinha um superávit primário pequeno, com uma dívida cerca de 20 pontos porcentuais menor do que hoje.

O choque fiscal negativo dado pelo governo vai fazer com que a economia desacelere ano que vem. O empuxo fiscal já está menor, fruto de expansão menor das transferências de renda, e a política monetária será bastante contracionista. Com sorte, crescemos 2%, mas há risco de o crescimento ser ainda menor a depender de onde a Selic chegará. Provavelmente será algo em torno de 15%, talvez mais do que isso, e a desaceleração econômica para o segundo semestre está dada, com arrecadação crescendo menos do que o governo estima, na minha conta em pelo menos R$ 30 bilhões.

A pressão do governo para entregar resultados melhores em 2026 lembrará em muito os últimos dois anos do primeiro mandato de Dilma, quando o governo se esforçou para indicar que estava tudo bem, quando na verdade a conta de um ajuste atrasado foi cair na conta de Joaquim Levy, Ministro da Fazenda, que nada teve a ver com a crise construída nos anos anteriores.

Esse fantasma do passado, que volta à tona agora, não deixa dúvidas ao mercado sobre onde podemos chegar. Por isso, o ajuste nos preços vem com mais velocidade do que naqueles anos e a taxa de câmbio é a que mais reflete os erros do governo.

Será difícil o atual R$ 6 do dólar não virar o R$ 5 que era no começo deste ano. E assim, como o R$ 5 virou R$ 6, o mercado começará a se perguntar se tal desconexão da realidade poderá levar a um câmbio ainda maior. A chance disso é bastante grande, infelizmente.

Com a inflação com dificuldade para se manter no teto da meta, que é 4,5%, o Banco Central terá um trabalho mais que solitário, quase impossível de se fazer sem a ajuda do fiscal. Para se atingir a Selic de 6,5% que tivemos em 2019, o governo teria de dar um choque fiscal nos moldes da regra do teto no final de 2016. Como não vai fazer isso, temos de nos preparar para dois anos difíceis na economia.

* Sérgio Vale é economista-chefe da MB Associados

TRUMP DIZ QUE O BRASIL ESTÁ ENTRE OS MAIORES TAXADORES DO MUNDO E QUE VAI TAXAR DE VOLTA

 

História de Matheus Andrade – Jornal Estadão

O presidente eleito dos Estados UnidosDonald Trump, defendeu nesta segunda-feira, 16, suas propostas para elevar tarifas para produtos estrangeiros e disse que são uma resposta a países que taxam as exportações americanas. Ao citar exemplos de nações que teriam tarifas elevadas, o republicano citou Brasil e Índia. “Quem nos taxar taxaremos de volta. Tarifas farão nosso país rico”, afirmou, em uma coletiva de imprensa em Mar-a-largo (Palm Beach, Flórida), a primeira desde que foi eleito.

Questionado sobre o impacto inflacionário da imposição de novas tarifas, Trump respondeu que, em seu primeiro mandato, elevou uma série de tarifas, e que o movimento não aumentou a inflação. O republicano defendeu ainda uma série de outras medidas de seu antigo governo, especialmente os cortes de impostos.

Sobre as relações com a China, Trump fez uma série de elogios ao líder Xi Jinping, ainda que não tenha confirmado a presença do chinês em sua posse. Segundo o americano, ambos contavam com uma boa relação quando estavam no poder, mas a pandemia alterou a situação. Por sua vez, ele disse que Xi é um amigo, e que “China e EUA podem resolver todos os problemas do mundo”.

O Softbank investirá US$ 100 bilhões nos EUA nos próximos quatro anos, com foco em inteligência artificial e outras indústrias do futuro, anunciou Trump em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 16, em Mar-a-Lago, Palm Beach, na Flórida Foto: Evan Vucci/AP

O Softbank investirá US$ 100 bilhões nos EUA nos próximos quatro anos, com foco em inteligência artificial e outras indústrias do futuro, anunciou Trump em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 16, em Mar-a-Lago, Palm Beach, na Flórida Foto: Evan Vucci/AP

Trump anunciou ainda que o Softbank fará investimento de US$ 100 bilhões nos EUA ao longo dos próximos quatro anos, “demonstrando confiança no mandato”. O foco será em inteligência artificial e outras indústrias do futuro. O presidente eleito repetiu uma proposta de que aqueles que investirem mais de US$ 1 bilhão terão facilidades com licenças federais, incluindo ambientais.

O republicano defendeu os planos para aumento da exploração de hidrocarbonetos no país, dizendo que há energia suficiente nos Estados Unidos para que não seja necessário importar de outros lugares, citando nominalmente a Venezuela.

Trump falou bastante sobre a guerra da Ucrânia, que admitiu ser uma questão mais complicada de resolver do que os atuais conflitos no Oriente Médio. Ainda sim, ele disse que conversará com o presidente russo Vladimir Putin e com o ucraniano Volodymyr Zelensky para colocar um fim à guerra.

CONGRESSO ENDURECE A META FISCAL PROPOSTA PELO GOVERNO

 

História de Daniel Weterman – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O Congresso Nacional se movimenta para impor uma meta fiscal mais dura para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2025, aumentando o compromisso com o déficit zero das contas públicas no próximo ano. Por outro lado, o Legislativo quer aumentar o poder sobre as emendas parlamentares, ainda sem transparência, driblando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), e retirar estatais do Orçamento convencional da União.

As medidas foram incluídas no parecer da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 apresentado pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO), que deve ser votado nesta terça-feira, 17, na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso e até quinta-feira, 19, no plenário do Legislativo.

Senador Confúcio Moura (MDB-RO), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senador Confúcio Moura (MDB-RO), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A LDO autoriza o governo a gastar cada centavo do Orçamento. Sem a aprovação desse projeto, o governo corre o risco de enfrentar um apagão na máquina pública em 2025. A quatro dias úteis do encerramento do ano legislativo no Congresso e de um “shutdown” no Executivo federal, o governo espera concluir a aprovação nesta semana, em meio ao impasse sobre a votação do pacote de corte de gastos e da Lei Orçamentária Anual (LOA), que define para onde vai o dinheiro.

Meta fiscal

Conforme o Estadão antecipou, o relatório traz um dispositivo que obriga o governo federal a mirar apenas no centro da meta fiscal até outubro de 2025, sem considerar o piso inferior da banda que permite um ajuste mais frouxo nas contas públicas.

A meta de resultado primário (saldo entre receitas e despesas, sem considerar os juros da dívida) estabelece um déficit zero nas contas públicas em 2025. Mas há uma tolerância equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para mais ou para menos – o que, na prática, permite um déficit de R$ 30,97 bilhões no ano que vem.

Em 2024, o governo usou essa tolerância para diminuir a necessidade de congelamento de despesas, afrouxando o controle das contas públicas. A prática de mirar no limite inferior da meta vem recebendo críticas de analistas do mercado, de consultorias de Orçamento do Congresso e do próprio Tribunal de Contas da União (TCU).

A cada dois meses, o governo faz uma avaliação do comportamento das receitas e das despesas para definir se há necessidade de congelamento no Orçamento (contingenciamento, como é chamado tecnicamente) para cumprir a meta fiscal. Esse congelamento acontece, por exemplo, quando a arrecadação não vem como era esperado, como ocorreu ao longo deste ano, e só se desfaz quando as contas voltam a ficar em dia.

Com a nova regra da LDO, até o quinto bimestre do ano, ou seja, até outubro de 2025, o governo terá de mirar no centro da meta, ou seja, no déficit zero, o que poderá exigir cortes maiores, tanto em despesas sob controle dos ministérios quanto em emendas parlamentares. O governo só poderá considerar a banda inferior a partir desse período.

Por outro lado, o Congresso quer blindar uma série de despesas do congelamento, incluindo as universidades federais, engessando o Poder Executivo na hora de escolher quais áreas serão atingidas pelo corte.

Salário mínimo

O parecer da LDO traz a previsão do Poder Executivo de um salário mínimo de R$ 1.502,00 em 2025, conforme as regras atuais, sem considerar os efeitos do pacote de corte de gastos que diminui o ganho do valor a partir do ano que vem. A quantia foi projetada pelo governo federal em abril, quando o projeto da LDO foi enviado, e está defasada.

Conforme o Estadão mostrou, o governo e o Congresso caminham para aprovar o Orçamento de 2025 sem incorporar o pacote de corte de gastos, diante da incerteza do que será aprovado, da possibilidade de desidratação e esperando a economia efetiva dos recursos ao longo do ano que vem, quando poderão ser feitos os ajustes. O salário mínimo afeta o cálculo das despesas com benefícios da Previdência Social, com o abono salarial e com o seguro-desemprego.

Emendas parlamentares

Com a LDO, o Congresso consolida o movimento de aumentar o controle sobre o Orçamento da União por meio das emendas parlamentares, recursos indicados por deputados e senadores para seus redutos eleitorais.

Em agosto deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o pagamento dos recursos, que foram liberados em dezembro sob novas condições.

O parecer do relator inclui as emendas de comissão, herdeiras do orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão, no Orçamento de 2025. O Congresso e o governo combinaram a liberação de R$ 11,5 bilhões para esse mecanismo no próximo ano.

O Poder Executivo, porém, não reservou os recursos. Ou seja, o Congresso terá de tirar dinheiro de algum lugar. Despesas de custeio da máquina pública e investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) devem ser afetadas.

Pelas regras colocadas na LDO, as emendas de comissão serão controladas e indicadas pelos líderes partidários da Câmara e do Senado, que vão falar quais municípios e projeto serão contemplados. O parecer não obriga, porém, a divulgação individual do nome dos parlamentares realmente beneficiados pelo esquema, que é uma exigência do STF.

Na prática, o Congresso abre caminho para os “padrinhos” das emendas de comissão ficarem escondidos.

No caso da emenda Pix, o relator estabeleceu que os recursos só serão repassados após os Estados e municípios apresentaram um plano de trabalho dizendo o que farão com a verbas. Essa é uma exigência do STF. Por outro lado, o parecer estabelece que o dinheiro tem de ser colocado obrigatoriamente onde o parlamentar indicar – obrigação que não existe formalmente hoje.

O município ou o Estado também precisará apresentar uma prestação de contas em plataforma do governo federal sobre o uso da emenda Pix. Nos últimos dois anos, a LDO trouxe a mesma regra, que não foi cumprida em mais de 90% dos casos.

O parecer autoriza ainda o repasse de emendas parlamentares para municípios de até 65 mil habitantes inadimplentes com a União e permite o envio de emendas de comissão e emendas de bancada – que deveriam bancar apenas obras maiores e projetos de interesse nacional – a municípios escolhidos conforme a vontade dos paramentares, ao estender o entendimento de “projetos estruturantes” para programas prioritários do Plano Plurianual (PPA) e de “interesse nacional ou regional” para obras tocadas pelas prefeituras pelos governos estaduais.

Estatais fora do Orçamento

O relator da LDO deu aval para à proposta do governo Lula de retirar estatais do Orçamento convencional da União, revelada pelo Estadão. A medida abre caminho para que empresas migrem para o orçamento de estatais como a Petrobras mesmo ainda que ainda dependam de aportes do Tesouro Nacional para sobreviverem. Especialistas apontaram risco de novas manobras fiscais com a mudança.

A parte que o Tesouro coloca na empresa estatal continuaria submetida ao arcabouço fiscal, mas a despesa que a empresa gasta com recursos próprios não. Além disso, toda a despesa, independentemente da fonte de financiamento, sairia do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que registra todas as movimentações financeiras do governo federal, diminuindo a transparência sobre o uso dos recursos.

Fundo partidário

A pedido do governo Lula, o relator diminuiu o reajuste do fundo partidário, verba que mantém o funcionamento dos partidos políticos e que está orçada em R$ 1,3 bilhão em 2025.

Pela regra em vigor, a verba é corrigida conforme o limite do arcabouço fiscal, com base nos valores pagos em 2016. Com a mudança, o reajuste será feito com base no valor de 2023, ano em que a nova regra fiscal entrou em vigor.

Segundo técnicos do Congresso, a mudança diminui o reajuste do fundo partidário de R$ 500 milhões para R$ 160 milhões entre um ano e outro. Nos bastidores, dirigentes partidários são contra e se movimentam para reverter a alteração durante a votação do projeto.

LULA ACHA QUE O BANCO CENTRAL ESTÁ ATRAPALHANDO O SEU GOVERNO

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

No mesmo dia em que recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, depois de uma cirurgia de emergência e cinco dias de internação, Lula da Silva mostrou que está mesmo em forma. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, não deixou dúvidas sobre seu desejo de interferir na gestão de Gabriel Galípolo, seu escolhido para presidir o Banco Central(BC) a partir do ano que vem.

Lula avaliou que tudo tem dado certo em seu governo, e que a única coisa errada é a taxa de juros, que acaba de ser elevada para 12,25% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central – com o voto inclusive de Galípolo.

“Não há nenhuma explicação. A inflação está quatro e pouco. É uma inflação totalmente controlada. A irresponsabilidade é de quem aumenta a taxa de juros todo dia, não é do governo federal. Mas nós vamos cuidar disso também”, disse Lula.

Ao contrário do que disse o presidente, contudo, há explicação para a alta dos juros. O Copom informou que decidiu elevar em 1 ponto porcentual a Selic, entre outras razões, como resposta à flacidez do pacote de ajuste fiscal anunciado pelo governo.

“A percepção dos agentes econômicos sobre o recente anúncio fiscal afetou, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes, especialmente o prêmio de risco, as expectativas de inflação e a taxa de câmbio. Avaliou-se que tais impactos contribuem para uma dinâmica inflacionária mais adversa”, informou o Copom. Segundo o comitê, esse fator, dentre outros, “exige uma política monetária ainda mais contracionista”.

Os “quatro e pouco” de inflação a que Lula se referiu são, na verdade, 4,87% no acumulado em 12 meses até novembro, como verificou o IBGE, nada menos do que 1,87 ponto porcentual acima do centro da meta inflacionária fixada pelo próprio governo para este ano. A inflação, que nos últimos meses se espalhou por todos os preços, já estourou o teto máximo permitido para 2024, caminha perigosamente para ficar acima do limite do primeiro período de 2025 e está longe de estar “totalmente controlada”, como afirma Lula.

Mas o demiurgo é incansável. Ao insistir em negar a realidade da alta da inflação e o papel dos gastos do governo nessa escalada, Lula pretende caracterizar o Banco Central como um instrumento do mercado para favorecer o rentismo em detrimento do crescimento do País. É tudo muito conveniente, especialmente porque o BC ainda é presidido por Roberto Campos Neto, indicado pelo antípoda de Lula, Jair Bolsonaro.

O problema é que Gabriel Galípolo, sucessor de Campos Neto escolhido por Lula, também votou a favor da alta dos juros e tem sido especialmente conservador em suas declarações sobre a inflação e o trabalho do BC em contê-la. Pode ser que tudo mude a partir de sua posse e que Galípolo, para agradar ao padrinho, se disponha a “cuidar disso”, isto é, baixar os juros na marra. Só daqui a algum tempo saberemos qual versão de Galípolo presidirá o BC, se o zelador prudente do poder de compra da moeda que ele parece ser até aqui ou o irresponsável sabujo do presidente perdulário, como desejam os petistas.

Em recente jantar em Brasília, Campos Neto disse que a tarefa de Galípolo no BC será bem mais difícil do que a dele. De fato, nos quatro primeiros anos de seu mandato de seis (como primeiro presidente autônomo ele permaneceu no cargo por mais dois anos para iniciar a série de mandatos não coincidentes com o da Presidência da República), Campos Neto teve pelo menos algum apoio da base aliada, ainda que as críticas de Bolsonaro à política monetária em momentos de juros altos não diferissem em quase nada das feitas por Lula.

Galípolo deve iniciar sua jornada trombando com Lula e com o PT. De nada adiantou o Copom ter explicitado a disposição de efetuar duas novas altas de 1 ponto porcentual até março, se Lula já está ignorando o que parecia ser uma barreira de contenção contra os arroubos do governo nos três primeiros meses da nova diretoria do BC. “Ninguém tem mais responsabilidade fiscal do que eu”, bradou o presidente, que deve terminar seu mandato com quatro anos de déficit fiscal.

BASHAR AL-ASSAD JUSTIFICA A SUA SAÍDA DA SÍRIA

 

História de AFP

Estudantes da Universidade de Damasco sobre uma estátua derrubada do falecido presidente sírio Hafez al-Assad

Estudantes da Universidade de Damasco sobre uma estátua derrubada do falecido presidente sírio Hafez al-Assad© Omar HAJ KADOUR

O presidente deposto Bashar al-Assad afirmou nesta segunda-feira que não fugiu de maneira premeditada da Síria no dia em que os rebeldes tomaram a capital Damasco e disse que a Rússia pediu sua saída de uma base militar sob ataque, em sua primeira declaração após o fim de seu regime.

Uma aliança de insurgentes liderada pelo grupo islamista sunita Hayat Tahrir al Sham (HTS) iniciou uma operação relâmpago em 27 de novembro a partir de seu reduto de Idlib, no norte da Síria, e tomou Damasco em 8 de dezembro. 

“Minha saída da Síria não foi planejada, nem aconteceu durante as últimas horas da batalha, ao contrário de certas afirmações”, declarou Assad em um comunicado divulgado pelo Telegram.

“Pelo contrário, fiquei em Damasco, cumprindo meu dever até a madrugada de domingo, 8 de dezembro”, disse.

Assad explicou que, diante do avanço dos insurgentes em direção a Damasco, ele viajou para Latakia, na costa do Mediterrâneo, “em coordenação” com a Rússia, um de seus aliados no conflito, para “supervisionar as operações de combate”.

“Quando a base russa de Khmeimim, onde estava refugiado, foi bombardeada por drones, Moscou pediu (…) uma saída imediata para a Rússia em 8 de dezembro”

Cinco ex-funcionários do governo afirmaram à AFP que, horas antes da tomada de Damasco pelas forças rebeldes e da queda do governo Assad, o ex-presidente sírio já estava fora do país.

Assad chama de “terrorista” qualquer grupo de oposição. A organização HTS tem um passado jihadista, pois tem raízes no antigo braço da Al Qaeda na Síria, a Frente Al Nusra.

A organização rompeu com a Al Nusra em 2016 e suavizou sua imagem, mas ainda é classificada como grupo terrorista pelos Estados Unidos e por outros governos ocidentais.

“Quando o Estado cai nas mãos do terrorismo e se perde a capacidade de fazer uma contribuição significativa, qualquer cargo fica vazio de propósito”, acrescentou o autocrata deposto.

A guerra civil na Síria começou em 2011, quando o governo Assad reprimiu de maneira violenta uma onda de protestos pacíficos. O conflito deixou mais de meio milhão de mortos e forçou milhões de pessoas a abandonarem suas casas. 

Assad estava no poder desde 2000, quando sucedeu o pai Havez.

DIA DE SANTA OLÍMPIA E CURIOSIDADES

Karla Neto – Colunista Correspondente

Nesta terça-feira(17), é celebrado Dia de Santa Olímpia, nasceu em Constantinopla no ano 368. Sua família pertencia à mais alta nobreza bizantina. Órfã quando menina, teve como tutor o prefeito de Constantinopla. Foi educada por Teodósia, irmã de Anfilóquio, bispo de Icônio.

Aos dezoito anos, casou-se com Bebrídio, prefeito de Constantinopla, mas acabou ficando viúva pouco tempo depois do casamento. Por volta de 386, o imperador Teodósio I queria casá-la com Helpídio, um parente seu, mas Olímpia recusou-se.

Olímpia usou sua fortuna para ajudar os necessitados e pobres, além de fundar um hospital e um orfanato, que era servido por uma comunidade de virgens consagradas.

Em 391, fornecendo ajuda aos hierarcas constantinopolitanos, tomou o véu das diaconisas, pelo patriarca Nectário. Grande amiga de João de Crisóstomo, eleito patriarca de Constantinopla em 397, Santa Olímpia se tornou sua filha espiritual.

Santa Olímpia morreu ainda jovem, em 25 de julho de 408, na Nicomédia (Turquia). É celebrada no Martirológio Romano, no dia 17 de dezembro.

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Plantas amareladas nunca mais, saiba aqui o que deixa a sua plantinha linda:

O carvão pode ser a chave para transformar suas plantas amareladas e doentes em verdadeiras beldades verdes. Para preparar o carvão, basta pegar um pedaço de carvão e triturá-lo até que se transforme em um pó fino. O ideal é usar um liquidificador, pilão ou até mesmo um pano para realizar essa tarefa.

O carvão não é apenas um resíduo da churrasqueira; ele possui propriedades poderosas para melhorar a saúde das plantas. No entanto, é importante destacar que o carvão que será utilizado deve ser o que ainda não foi para a churrasqueira, pois o carvão cozido contém sal e gordura, o que pode prejudicar as suas plantas.

O pó de carvão é rico em nutrientes como carbono, potássio, magnésio e boro – todos essenciais para o crescimento saudável das plantas. Para isso, você precisará de aproximadamente 1,5 litros de água. O mais recomendado é utilizar água sem cloro, pois o cloro pode ser prejudicial para o solo e para as plantas.

Caso você só tenha acesso à água da torneira, basta deixar a água em uma bacia por 24 a 48 horas, permitindo que o cloro evapore.

Quando a água estiver pronta, adicione quatro colheres cheias do pó de carvão e mexa bem. Essa será a base do seu fertilizante natural. O carvão irá liberar seus nutrientes essenciais e ainda ajudar a melhorar a qualidade do solo.

Fonte: Karla Neto
Foto: Pro

Saiba aqui a fruta rica em vitaminas e que ajuda no combate à anemia: Veja¹

A acerola é uma excelente opção para quem busca uma árvore frutífera compacta e que se adapta bem aos vasos. Rica em vitamina C, a acerola tem um ciclo de frutificação rápido, podendo produzir até quatro colheitas por ano. Sua folhagem ornamental também a torna uma boa escolha para quem deseja aliar beleza e produtividade.

Características: a acerola possui um porte pequeno, o que a torna ideal para pequenos espaços. Com o devido cuidado, ela cresce de forma controlada e não gera muita sujeira. Seus frutos pequenos e saborosos são fáceis de colher e causam pouca bagunça.

Condições ideais: Para o cultivo em vaso, escolha um recipiente de tamanho médio, com boa drenagem e solo rico em matéria orgânica. A acerola gosta de sol pleno, sendo importante garantir que ela receba luz direta por pelo menos 4 a 6 horas por dia.

A acerola ajuda no combate à anemia por ser rica em vitamina C, um nutriente essencial para a absorção de ferro presente nos alimentos, favorecendo a formação da hemoglobina, que é o componente das hemácias responsável pelo transporte de oxigênio no sangue.

Além disso a vitamina A presente na acerola contribui para a boa saúde dos olhos. Vale ressaltar que a porção de vitamina A contida em uma acerola se assemelha à porção oferecida por uma cenoura.
Não só isso, mas a vitamina C presente na acerola contribui para o desenvolvimento sadio dos tecidos, impulsionando o surgimento de células novas, o que pode acelerar o processo de cicatrização e até mesmo ajudar a eliminar manchas na pele.

Fonte: Karla Neto
Foto: Karla Neto

Saiba aqui como ter um lindo jardim de ervas em casa: Veja!

Um jardim de ervas é uma alternativa saudável, econômica e até terapêutica para manter o uso sadio de plantas como manjericão, cebolinha, salsa, erva-cidreira e outras variedades.
E não é preciso muito espaço, ter um bom vaso e bastante cuidado já ajuda na construção do seu jardim de ervas!

Primeiramente, reserve um espaço mínimo em seu jardim. Algumas ervas podem dividir espaço até mesmo em um vaso. Para isso, é preciso conhecer as especificações de cada uma. Algumas preferem o solo mais úmido, enquanto outras, mais seco.

Conhecendo as preferências de cada uma, sabe-se quais delas podem dividir espaço no mesmo vaso sendo alimentadas com as quantidades adequadas de água e horas de luz solar.
Existem duas maneiras de você começar seu jardim de ervas: pelas sementes ou pelas mudas. Se você escolheu coentro, por exemplo, o mais recomendável é plantar as sementes diretamente no solo. Mas antes esmagá-las delicadamente para acelerar o processo.

Sementes de outras ervas como o alecrim podem demorar muito mais tempo para germinar. O ideal, então, é providenciar algumas mudas. Em todo o caso, você pode usar solo rico em compostos orgânicos garantindo o crescimento saudável das ervas.

Fonte: Karla Neto
Foto: Karla Neto

 

TER RAZÃO É A CAPACIDADE DE CHEGAR A CONCLUSÕES COM BASE EM PREMISSAS OU SUPOSIÇÕES

 

Mauro Falcão – Escritor brasileiro

Entre o Hipotético e o Científico 

Somos frequentemente colocados na posição de julgadores, analisando situações, comportamentos e determinando o que é certo ou errado. Vivemos como juízes de tudo e todos, muitas vezes sem refletir sobre os critérios que utilizamos para formar nosso convencimento.

Para que nossos julgamentos sejam justos, é imprescindível que sigamos critérios sólidos, como os estabelecidos pela lógica. Um raciocínio bem estruturado, com afirmações verdadeiras, conduz a conclusões confiáveis. Esses fatores cruciais são o que delimitam se nosso pensamento está inserido no campo científico ou no hipotético.

Assim, a validade das hipóteses depende essencialmente de ouvir a consideração de todos os envolvidos. Mais do que estarem presentes, os interessados devem participar ativamente do debate. Caso contrário, o que é muito comum, seremos levados a opinar com base em dados incompletos e parciais. Isso nos expõe ao risco de tirar conclusões erradas, assumir posições inadequadas e até espalhar percepções que prejudicam a reputação de outros.

Essa consciência, no entanto, nem sempre é imediata. Muitas vezes, só percebemos os danos quando experimentamos na pele os efeitos de julgamentos precipitados. A maturidade e a experiência de vida geralmente nos ensinam que a imparcialidade é uma virtude indispensável para a justiça.

Como regra de equilíbrio, nunca devemos tomar decisões sem considerar todas as perspectivas. No entanto, nossas convicções pessoais, profissionais, religiosas e políticas frequentemente nos levam a priorizar versões que confirmam nossas crenças. É mais confortável ignorar o que desafia nosso ponto de vista do que abrir espaço para uma pluralidade de perspectivas.

Portanto, a verdadeira crítica da razão está no esforço constante para agir com isenção e na disposição de aceitar que julgamentos só são justos quando embasados na totalidade dos fatos e na abertura ao contraditório. Porém, o grande desafio é alcançar essa isenção em um mundo tão polarizado e midiático, onde a emoção desempenha um papel fundamental nas nossas ações.

Ter razão é a capacidade de chegar a conclusões com base em premissas ou suposições. É uma forma de explicar causas e efeitos, e também um meio de demonstrar que se está no caminho certo. 

Ter razão pode ser um estímulo para a autoestima e uma forma de reequilibrar dissonâncias cognitivas. No entanto, é importante não exagerar na autovalorização e entender que nem sempre é preciso realizar as vontades. 

Algumas dicas para ter razão de forma mais equilibrada são: 

  • Selecionar as batalhas
  • Ser gentil, mesmo quando a batalha for necessária

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...