O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump,
defendeu nesta segunda-feira, 16, suas propostas para elevar tarifas
para produtos estrangeiros e disse que são uma resposta a países que
taxam as exportações americanas.
Ao citar exemplos de nações que teriam tarifas elevadas, o republicano
citou Brasil e Índia. “Quem nos taxar taxaremos de volta. Tarifas farão
nosso país rico”, afirmou, em uma coletiva de imprensa em Mar-a-largo
(Palm Beach, Flórida), a primeira desde que foi eleito.
Questionado sobre o impacto inflacionário da imposição de novas
tarifas, Trump respondeu que, em seu primeiro mandato, elevou uma série
de tarifas, e que o movimento não aumentou a inflação. O republicano
defendeu ainda uma série de outras medidas de seu antigo governo,
especialmente os cortes de impostos.
Sobre as relações com a China, Trump fez uma série de elogios ao líder Xi Jinping,
ainda que não tenha confirmado a presença do chinês em sua posse.
Segundo o americano, ambos contavam com uma boa relação quando estavam
no poder, mas a pandemia alterou a situação. Por sua vez, ele disse que
Xi é um amigo, e que “China e EUA podem resolver todos os problemas do
mundo”.
O Softbank investirá US$ 100 bilhões nos EUA nos próximos quatro
anos, com foco em inteligência artificial e outras indústrias do futuro,
anunciou Trump em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 16, em
Mar-a-Lago, Palm Beach, na Flórida Foto: Evan Vucci/AP
Trump anunciou ainda que o Softbank fará
investimento de US$ 100 bilhões nos EUA ao longo dos próximos quatro
anos, “demonstrando confiança no mandato”. O foco será em inteligência
artificial e outras indústrias do futuro. O presidente eleito repetiu
uma proposta de que aqueles que investirem mais de US$ 1 bilhão terão
facilidades com licenças federais, incluindo ambientais.
O republicano defendeu os planos para aumento da exploração de
hidrocarbonetos no país, dizendo que há energia suficiente nos Estados
Unidos para que não seja necessário importar de outros lugares, citando
nominalmente a Venezuela.
Trump falou bastante sobre a guerra da Ucrânia, que admitiu ser uma questão mais complicada de resolver do que os atuais conflitos no Oriente Médio.
Ainda sim, ele disse que conversará com o presidente russo Vladimir
Putin e com o ucraniano Volodymyr Zelensky para colocar um fim à guerra.
BRASÍLIA – O Congresso Nacional se movimenta para impor uma meta fiscal mais dura para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em
2025, aumentando o compromisso com o déficit zero das contas públicas
no próximo ano. Por outro lado, o Legislativo quer aumentar o poder
sobre as emendas parlamentares, ainda sem transparência, driblando a
decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), e retirar estatais do Orçamento convencional da União.
As medidas foram incluídas no parecer da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 apresentado pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO),
que deve ser votado nesta terça-feira, 17, na Comissão Mista de
Orçamento (CMO) do Congresso e até quinta-feira, 19, no plenário do
Legislativo.
Senador Confúcio Moura (MDB-RO), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A LDO autoriza o governo a gastar cada centavo do Orçamento. Sem a
aprovação desse projeto, o governo corre o risco de enfrentar um apagão
na máquina pública em 2025. A quatro dias úteis do encerramento do ano
legislativo no Congresso e de um “shutdown” no Executivo
federal, o governo espera concluir a aprovação nesta semana, em meio ao
impasse sobre a votação do pacote de corte de gastos e da Lei
Orçamentária Anual (LOA), que define para onde vai o dinheiro.
A meta de resultado primário (saldo entre receitas e despesas, sem
considerar os juros da dívida) estabelece um déficit zero nas contas
públicas em 2025. Mas há uma tolerância equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para mais ou para menos – o que, na prática, permite um déficit de R$ 30,97 bilhões no ano que vem.
Em 2024, o governo usou essa tolerância para diminuir a necessidade
de congelamento de despesas, afrouxando o controle das contas públicas. A
prática de mirar no limite inferior da meta vem recebendo críticas de
analistas do mercado, de consultorias de Orçamento do Congresso e do próprioTribunal de Contas da União (TCU).
A cada dois meses, o governo faz uma avaliação do comportamento das
receitas e das despesas para definir se há necessidade de congelamento
no Orçamento (contingenciamento,
como é chamado tecnicamente) para cumprir a meta fiscal. Esse
congelamento acontece, por exemplo, quando a arrecadação não vem como
era esperado, como ocorreu ao longo deste ano, e só se desfaz quando as
contas voltam a ficar em dia.
Com a nova regra da LDO, até o quinto bimestre do ano, ou seja, até
outubro de 2025, o governo terá de mirar no centro da meta, ou seja, no
déficit zero, o que poderá exigir cortes maiores, tanto em despesas sob
controle dos ministérios quanto em emendas parlamentares. O governo só
poderá considerar a banda inferior a partir desse período.
Por outro lado, o Congresso quer blindar uma série de despesas do
congelamento, incluindo as universidades federais, engessando o Poder
Executivo na hora de escolher quais áreas serão atingidas pelo corte.
Salário mínimo
O parecer da LDO traz a previsão do Poder Executivo de um salário mínimo de
R$ 1.502,00 em 2025, conforme as regras atuais, sem considerar os
efeitos do pacote de corte de gastos que diminui o ganho do valor a
partir do ano que vem. A quantia foi projetada pelo governo federal em
abril, quando o projeto da LDO foi enviado, e está defasada.
Conforme o Estadão mostrou, o governo e o Congresso caminham para aprovar o Orçamento de 2025 sem incorporar o pacote de corte de gastos,
diante da incerteza do que será aprovado, da possibilidade de
desidratação e esperando a economia efetiva dos recursos ao longo do ano
que vem, quando poderão ser feitos os ajustes. O salário mínimo afeta o
cálculo das despesas com benefícios da Previdência Social, com o abono
salarial e com o seguro-desemprego.
Emendas parlamentares
Com a LDO, o Congresso consolida o movimento de aumentar o controle
sobre o Orçamento da União por meio das emendas parlamentares, recursos
indicados por deputados e senadores para seus redutos eleitorais.
O parecer do relator inclui as emendas de comissão, herdeiras do orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão, no Orçamento de 2025. O Congresso e o governo combinaram a liberação de R$ 11,5 bilhões para esse mecanismo no próximo ano.
O Poder Executivo, porém, não reservou os recursos. Ou seja, o
Congresso terá de tirar dinheiro de algum lugar. Despesas de custeio da
máquina pública e investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento
(Novo PAC) devem ser afetadas.
Pelas regras colocadas na LDO, as emendas de comissão serão
controladas e indicadas pelos líderes partidários da Câmara e do Senado,
que vão falar quais municípios e projeto serão contemplados. O parecer
não obriga, porém, a divulgação individual do nome dos parlamentares
realmente beneficiados pelo esquema, que é uma exigência do STF.
Na prática, o Congresso abre caminho para os “padrinhos” das emendas de comissão ficarem escondidos.
No caso da emenda Pix,
o relator estabeleceu que os recursos só serão repassados após os
Estados e municípios apresentaram um plano de trabalho dizendo o que
farão com a verbas. Essa é uma exigência do STF. Por outro lado, o
parecer estabelece que o dinheiro tem de ser colocado obrigatoriamente
onde o parlamentar indicar – obrigação que não existe formalmente hoje.
O município ou o Estado também precisará apresentar uma prestação de
contas em plataforma do governo federal sobre o uso da emenda Pix. Nos
últimos dois anos, a LDO trouxe a mesma regra, que não foi cumprida em
mais de 90% dos casos.
O parecer autoriza ainda o repasse de emendas parlamentares para
municípios de até 65 mil habitantes inadimplentes com a União e permite o
envio de emendas de comissão e emendas de bancada – que deveriam bancar
apenas obras maiores e projetos de interesse nacional – a municípios
escolhidos conforme a vontade dos paramentares, ao estender o
entendimento de “projetos estruturantes” para programas prioritários do
Plano Plurianual (PPA) e de “interesse nacional ou regional” para obras
tocadas pelas prefeituras pelos governos estaduais.
Estatais fora do Orçamento
O relator da LDO deu aval para à proposta do governo Lula de retirar estatais do Orçamento convencional da União, revelada pelo Estadão. A medida abre caminho para que empresas migrem para o orçamento de estatais como a Petrobras mesmo
ainda que ainda dependam de aportes do Tesouro Nacional para
sobreviverem. Especialistas apontaram risco de novas manobras fiscais
com a mudança.
A parte que o Tesouro coloca na empresa estatal continuaria submetida ao arcabouço fiscal,
mas a despesa que a empresa gasta com recursos próprios não. Além
disso, toda a despesa, independentemente da fonte de financiamento,
sairia do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que
registra todas as movimentações financeiras do governo federal, diminuindo a transparência sobre o uso dos recursos.
Fundo partidário
A pedido do governo Lula, o relator diminuiu o reajuste do fundo partidário, verba que mantém o funcionamento dos partidos políticos e que está orçada em R$ 1,3 bilhão em 2025.
Pela regra em vigor, a verba é corrigida conforme o limite do
arcabouço fiscal, com base nos valores pagos em 2016. Com a mudança, o
reajuste será feito com base no valor de 2023, ano em que a nova regra
fiscal entrou em vigor.
Segundo técnicos do Congresso, a mudança diminui o reajuste do fundo
partidário de R$ 500 milhões para R$ 160 milhões entre um ano e outro.
Nos bastidores, dirigentes partidários são contra e se movimentam para
reverter a alteração durante a votação do projeto.
No mesmo dia em que recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, depois de
uma cirurgia de emergência e cinco dias de internação, Lula da Silva
mostrou que está mesmo em forma. Em entrevista ao Fantástico,
da TV Globo, não deixou dúvidas sobre seu desejo de interferir na gestão
de Gabriel Galípolo, seu escolhido para presidir o Banco Central(BC) a
partir do ano que vem.
Lula avaliou que tudo tem dado certo em seu governo, e que a única
coisa errada é a taxa de juros, que acaba de ser elevada para 12,25%
pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central – com o voto
inclusive de Galípolo.
“Não há nenhuma explicação. A inflação está quatro e pouco. É uma
inflação totalmente controlada. A irresponsabilidade é de quem aumenta a
taxa de juros todo dia, não é do governo federal. Mas nós vamos cuidar
disso também”, disse Lula.
Ao contrário do que disse o presidente, contudo, há explicação para a
alta dos juros. O Copom informou que decidiu elevar em 1 ponto
porcentual a Selic, entre outras razões, como resposta à flacidez do
pacote de ajuste fiscal anunciado pelo governo.
“A percepção dos agentes econômicos sobre o recente anúncio fiscal
afetou, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos
agentes, especialmente o prêmio de risco, as expectativas de inflação e a
taxa de câmbio. Avaliou-se que tais impactos contribuem para uma
dinâmica inflacionária mais adversa”, informou o Copom. Segundo o
comitê, esse fator, dentre outros, “exige uma política monetária ainda
mais contracionista”.
Os “quatro e pouco” de inflação a que Lula se referiu são, na
verdade, 4,87% no acumulado em 12 meses até novembro, como verificou o
IBGE, nada menos do que 1,87 ponto porcentual acima do centro da meta
inflacionária fixada pelo próprio governo para este ano. A inflação, que
nos últimos meses se espalhou por todos os preços, já estourou o teto
máximo permitido para 2024, caminha perigosamente para ficar acima do
limite do primeiro período de 2025 e está longe de estar “totalmente
controlada”, como afirma Lula.
Mas o demiurgo é incansável. Ao insistir em negar a realidade da alta
da inflação e o papel dos gastos do governo nessa escalada, Lula
pretende caracterizar o Banco Central como um instrumento do mercado
para favorecer o rentismo em detrimento do crescimento do País. É tudo
muito conveniente, especialmente porque o BC ainda é presidido por
Roberto Campos Neto, indicado pelo antípoda de Lula, Jair Bolsonaro.
O problema é que Gabriel Galípolo, sucessor de Campos Neto escolhido
por Lula, também votou a favor da alta dos juros e tem sido
especialmente conservador em suas declarações sobre a inflação e o
trabalho do BC em contê-la. Pode ser que tudo mude a partir de sua posse
e que Galípolo, para agradar ao padrinho, se disponha a “cuidar disso”,
isto é, baixar os juros na marra. Só daqui a algum tempo saberemos qual
versão de Galípolo presidirá o BC, se o zelador prudente do poder de
compra da moeda que ele parece ser até aqui ou o irresponsável sabujo do
presidente perdulário, como desejam os petistas.
Em recente jantar em Brasília, Campos Neto disse que a tarefa de
Galípolo no BC será bem mais difícil do que a dele. De fato, nos quatro
primeiros anos de seu mandato de seis (como primeiro presidente autônomo
ele permaneceu no cargo por mais dois anos para iniciar a série de
mandatos não coincidentes com o da Presidência da República), Campos
Neto teve pelo menos algum apoio da base aliada, ainda que as críticas
de Bolsonaro à política monetária em momentos de juros altos não
diferissem em quase nada das feitas por Lula.
Galípolo deve iniciar sua jornada trombando com Lula e com o PT. De
nada adiantou o Copom ter explicitado a disposição de efetuar duas novas
altas de 1 ponto porcentual até março, se Lula já está ignorando o que
parecia ser uma barreira de contenção contra os arroubos do governo nos
três primeiros meses da nova diretoria do BC. “Ninguém tem mais
responsabilidade fiscal do que eu”, bradou o presidente, que deve
terminar seu mandato com quatro anos de déficit fiscal.
O presidente deposto Bashar al-Assad afirmou nesta segunda-feira que
não fugiu de maneira premeditada da Síria no dia em que os rebeldes
tomaram a capital Damasco e disse que a Rússia pediu sua saída de uma
base militar sob ataque, em sua primeira declaração após o fim de seu
regime.
Uma aliança de insurgentes liderada pelo grupo islamista sunita Hayat
Tahrir al Sham (HTS) iniciou uma operação relâmpago em 27 de novembro a
partir de seu reduto de Idlib, no norte da Síria, e tomou Damasco em 8
de dezembro.
“Minha saída da Síria não foi planejada, nem aconteceu durante as
últimas horas da batalha, ao contrário de certas afirmações”, declarou
Assad em um comunicado divulgado pelo Telegram.
“Pelo contrário, fiquei em Damasco, cumprindo meu dever até a madrugada de domingo, 8 de dezembro”, disse.
Assad explicou que, diante do avanço dos insurgentes em direção a
Damasco, ele viajou para Latakia, na costa do Mediterrâneo, “em
coordenação” com a Rússia, um de seus aliados no conflito, para
“supervisionar as operações de combate”.
“Quando a base russa de Khmeimim, onde estava refugiado, foi
bombardeada por drones, Moscou pediu (…) uma saída imediata para a
Rússia em 8 de dezembro”
Cinco ex-funcionários do governo afirmaram à AFP que, horas antes da
tomada de Damasco pelas forças rebeldes e da queda do governo Assad, o
ex-presidente sírio já estava fora do país.
Assad chama de “terrorista” qualquer grupo de oposição. A organização
HTS tem um passado jihadista, pois tem raízes no antigo braço da Al
Qaeda na Síria, a Frente Al Nusra.
A organização rompeu com a Al Nusra em 2016 e suavizou sua imagem,
mas ainda é classificada como grupo terrorista pelos Estados Unidos e
por outros governos ocidentais.
“Quando o Estado cai nas mãos do terrorismo e se perde a capacidade
de fazer uma contribuição significativa, qualquer cargo fica vazio de
propósito”, acrescentou o autocrata deposto.
A guerra civil na Síria começou em 2011, quando o governo Assad
reprimiu de maneira violenta uma onda de protestos pacíficos. O conflito
deixou mais de meio milhão de mortos e forçou milhões de pessoas a
abandonarem suas casas.
Assad estava no poder desde 2000, quando sucedeu o pai Havez.
Nesta terça-feira(17), é celebrado Dia de Santa Olímpia, nasceu em
Constantinopla no ano 368. Sua família pertencia à mais alta nobreza
bizantina. Órfã quando menina, teve como tutor o prefeito de
Constantinopla. Foi educada por Teodósia, irmã de Anfilóquio, bispo de
Icônio.
Aos dezoito anos, casou-se com Bebrídio, prefeito de Constantinopla,
mas acabou ficando viúva pouco tempo depois do casamento. Por volta de
386, o imperador Teodósio I queria casá-la com Helpídio, um parente seu,
mas Olímpia recusou-se.
Olímpia usou sua fortuna para ajudar os necessitados e pobres, além
de fundar um hospital e um orfanato, que era servido por uma comunidade
de virgens consagradas.
Em 391, fornecendo ajuda aos hierarcas constantinopolitanos, tomou o
véu das diaconisas, pelo patriarca Nectário. Grande amiga de João de
Crisóstomo, eleito patriarca de Constantinopla em 397, Santa Olímpia se
tornou sua filha espiritual.
Santa Olímpia morreu ainda jovem, em 25 de julho de 408, na Nicomédia
(Turquia). É celebrada no Martirológio Romano, no dia 17 de dezembro.
CURIOSIDADES – Karla Neto
Plantas amareladas nunca mais, saiba aqui o que deixa a sua plantinha linda:
O carvão pode ser a chave para transformar suas plantas amareladas e
doentes em verdadeiras beldades verdes. Para preparar o carvão, basta
pegar um pedaço de carvão e triturá-lo até que se transforme em um pó
fino. O ideal é usar um liquidificador, pilão ou até mesmo um pano para
realizar essa tarefa.
O carvão não é apenas um resíduo da churrasqueira; ele possui
propriedades poderosas para melhorar a saúde das plantas. No entanto, é
importante destacar que o carvão que será utilizado deve ser o que ainda
não foi para a churrasqueira, pois o carvão cozido contém sal e
gordura, o que pode prejudicar as suas plantas.
O pó de carvão é rico em nutrientes como carbono, potássio, magnésio e
boro – todos essenciais para o crescimento saudável das plantas. Para
isso, você precisará de aproximadamente 1,5 litros de água. O mais
recomendado é utilizar água sem cloro, pois o cloro pode ser prejudicial
para o solo e para as plantas.
Caso você só tenha acesso à água da torneira, basta deixar a água em
uma bacia por 24 a 48 horas, permitindo que o cloro evapore.
Quando a água estiver pronta, adicione quatro colheres cheias do pó
de carvão e mexa bem. Essa será a base do seu fertilizante natural. O
carvão irá liberar seus nutrientes essenciais e ainda ajudar a melhorar a
qualidade do solo.
Fonte: Karla Neto Foto: Pro
Saiba aqui a fruta rica em vitaminas e que ajuda no combate à anemia: Veja¹
A acerola é uma excelente opção para quem busca uma árvore frutífera
compacta e que se adapta bem aos vasos. Rica em vitamina C, a acerola
tem um ciclo de frutificação rápido, podendo produzir até quatro
colheitas por ano. Sua folhagem ornamental também a torna uma boa
escolha para quem deseja aliar beleza e produtividade.
Características: a acerola possui um porte pequeno, o que a torna
ideal para pequenos espaços. Com o devido cuidado, ela cresce de forma
controlada e não gera muita sujeira. Seus frutos pequenos e saborosos
são fáceis de colher e causam pouca bagunça.
Condições ideais: Para o cultivo em vaso, escolha um recipiente de
tamanho médio, com boa drenagem e solo rico em matéria orgânica. A
acerola gosta de sol pleno, sendo importante garantir que ela receba luz
direta por pelo menos 4 a 6 horas por dia.
A acerola ajuda no combate à anemia por ser rica em vitamina C, um
nutriente essencial para a absorção de ferro presente nos alimentos,
favorecendo a formação da hemoglobina, que é o componente das hemácias
responsável pelo transporte de oxigênio no sangue.
Além disso a vitamina A presente na acerola contribui para a boa
saúde dos olhos. Vale ressaltar que a porção de vitamina A contida em
uma acerola se assemelha à porção oferecida por uma cenoura. Não só
isso, mas a vitamina C presente na acerola contribui para o
desenvolvimento sadio dos tecidos, impulsionando o surgimento de células
novas, o que pode acelerar o processo de cicatrização e até mesmo
ajudar a eliminar manchas na pele.
Fonte: Karla Neto Foto: Karla Neto
Saiba aqui como ter um lindo jardim de ervas em casa: Veja!
Um jardim de ervas é uma alternativa saudável, econômica e até
terapêutica para manter o uso sadio de plantas como manjericão,
cebolinha, salsa, erva-cidreira e outras variedades. E não é preciso muito espaço, ter um bom vaso e bastante cuidado já ajuda na construção do seu jardim de ervas!
Primeiramente, reserve um espaço mínimo em seu jardim. Algumas ervas
podem dividir espaço até mesmo em um vaso. Para isso, é preciso conhecer
as especificações de cada uma. Algumas preferem o solo mais úmido,
enquanto outras, mais seco.
Conhecendo as preferências de cada uma, sabe-se quais delas podem
dividir espaço no mesmo vaso sendo alimentadas com as quantidades
adequadas de água e horas de luz solar. Existem duas maneiras de você
começar seu jardim de ervas: pelas sementes ou pelas mudas. Se você
escolheu coentro, por exemplo, o mais recomendável é plantar as sementes
diretamente no solo. Mas antes esmagá-las delicadamente para acelerar o
processo.
Sementes de outras ervas como o alecrim podem demorar muito mais
tempo para germinar. O ideal, então, é providenciar algumas mudas. Em
todo o caso, você pode usar solo rico em compostos orgânicos garantindo o
crescimento saudável das ervas.
Somos frequentemente colocados na posição de julgadores, analisando
situações, comportamentos e determinando o que é certo ou errado.
Vivemos como juízes de tudo e todos, muitas vezes sem refletir sobre os
critérios que utilizamos para formar nosso convencimento.
Para que nossos julgamentos sejam justos, é imprescindível que
sigamos critérios sólidos, como os estabelecidos pela lógica. Um
raciocínio bem estruturado, com afirmações verdadeiras, conduz a
conclusões confiáveis. Esses fatores cruciais são o que delimitam se
nosso pensamento está inserido no campo científico ou no hipotético.
Assim, a validade das hipóteses depende essencialmente de ouvir a
consideração de todos os envolvidos. Mais do que estarem presentes, os
interessados devem participar ativamente do debate. Caso contrário, o
que é muito comum, seremos levados a opinar com base em dados
incompletos e parciais. Isso nos expõe ao risco de tirar conclusões
erradas, assumir posições inadequadas e até espalhar percepções que
prejudicam a reputação de outros.
Essa consciência, no entanto, nem sempre é imediata. Muitas vezes, só
percebemos os danos quando experimentamos na pele os efeitos de
julgamentos precipitados. A maturidade e a experiência de vida
geralmente nos ensinam que a imparcialidade é uma virtude indispensável
para a justiça.
Como regra de equilíbrio, nunca devemos tomar decisões sem considerar
todas as perspectivas. No entanto, nossas convicções pessoais,
profissionais, religiosas e políticas frequentemente nos levam a
priorizar versões que confirmam nossas crenças. É mais confortável
ignorar o que desafia nosso ponto de vista do que abrir espaço para uma
pluralidade de perspectivas.
Portanto, a verdadeira crítica da razão está no esforço constante
para agir com isenção e na disposição de aceitar que julgamentos só são
justos quando embasados na totalidade dos fatos e na abertura ao
contraditório. Porém, o grande desafio é alcançar essa isenção em um
mundo tão polarizado e midiático, onde a emoção desempenha um papel
fundamental nas nossas ações.
Ter razão é a capacidade de chegar a conclusões com base em premissas ou suposições. É uma forma de explicar causas e efeitos, e também um meio de demonstrar que se está no caminho certo.
Ter razão pode ser um estímulo para a autoestima e uma forma de
reequilibrar dissonâncias cognitivas. No entanto, é importante não
exagerar na autovalorização e entender que nem sempre é preciso realizar
as vontades.
Algumas dicas para ter razão de forma mais equilibrada são:
O Sudeste Asiático tem avançado significativamente os investimentos
em inovação e novas tecnologias. Dos países que compõem a região,
Singapura é considerado o mais inovador, pois é um dos que mais investe
em tecnologia no mundo.
Foto: Pexels
Com a economia em ascensão e um enorme público consumidor – estamos
falando de uma população de 618 milhões de pessoas -, o Sudeste Asiático
tem avançado significativamente os investimentos em inovação e novas
tecnologias, tornando-se inclusive um terreno fértil para startups.
Dos países que compõem a região, Singapura é considerado o mais
inovador, pois é um dos que mais investe em tecnologia no mundo, sendo
inclusive, considerado o Vale do Silício asiático.
O país é destaque por oferecer incentivos, criar polos tecnológicos e possuir a capacidade de atrair muitas multinacionais.
Também fazem parte do Sudeste Asiático: Brunei, Mianmar, Camboja, Indonésia, Malásia, Filipinas, Tailândia e Vietnã.
A Microsoft, que não é boba nem nada, inclusive está investindo pesado no território. A companhia anunciou recentemente o investimento de US$ 1,7 bilhão,
pelos próximos quatro anos, para alavancar a inteligência artificial e
nuvem na Indonésia, incluindo a construção de data centers no país.
Com o mesmo objetivo, a Microsoft também investirá US$ 2,2 bilhões na
Malásia e vai estabelecer uma infraestrutura tecnológica na Tailândia.
Com políticas governamentais amigáveis ao empreendedorismo e um
cenário dinâmico de evolução tecnológica, o ecossistema de inovação do
Sudeste Asiático tem crescido em ritmo constante.
Startups dos mais diversos segmentos contribuem para o rápido
crescimento econômico regional. Confira, a seguir, algumas das que mais
se destacam no sudeste asiático:
Fang Thai Factory – Tailândia
Uma jovem empresária tailandesa resolveu transformar “palha em ouro”.
Quando notou que a palha que sobrava nos arrozais após a colheita era
queimada, prejudicando o meio ambiente, Jaruwan Khammuang decidiu fundar
a Fang Thai Factory.
A startup compra os restos das plantações de arroz e, em sua fábrica,
trabalha o bagaço para usar na produção de embalagens descartáveis.
Grab – Singapura
O Grab,
espécie de “Uber asiático”, oferece desde serviços de carona e delivery
de comida a meios de pagamento e wallets. O negócio nasceu na Malásia,
mas com a expansão, a sede foi para Singapura. O unicórnio, que estreou
na Nasdaq no fim de 2021, se posiciona como uma plataforma “all in one”
para os usuários dos oito países nos quais atua: Singapura, Malásia,
Indonésia, Filipinas, Tailândia, Vietnã, Mianmar e Camboja.
Gojek – Indonésia
Principal rival da Grab, de Singapura, o unicórnio Gojek foi
fundado em 2009, como um serviço de call center que conectava as
pessoas com os couriers responsáveis por suas entregas. A evolução da
internet fez com que o modelo de negócio mudasse para, em 2015, mediar o
transporte entre pessoas e veículos em um modelo parecido com o da Uber,
mas também envolvendo transporte por mototáxi. Em 2018, a empresa
lançou o Go-Pay, carteira digital que já é o quarto principal serviço de
pagamento na Indonésia.
MoMo – Vietnã
O MoMo é a e-wallet
mais popular do Vietnã, com mais de 23 milhões de usuários ativos. Seu
principal produto inclui um aplicativo móvel que permite aos clientes
realizar transações diretamente de seus dispositivos. É aceito em mais
de 80% dos estabelecimentos de alimentos e bebidas e 70% dos
supermercados no Vietnã.
A fintech vietnamita se tornou unicórnio no fim de 2022, com
valuation de US$ 2 bilhões, depois de levantar US$ 200 milhões em uma
Série E liderada pelo Mizuho Bank, uma empresa financeira global com sede no Japão.
Naluri Life – Malásia
A Naluri Lifeé
uma solução de saúde digital que melhora a saúde física e mental por
meio de uma abordagem orientada por humanos e alimentada por IA. Fundada
em 2017 em Kuala Lumpur, a startup já levantou mais de US$ 7 milhões em
rodadas de investimento.
As 3 características de uma mente inovadora
Igor Lopes – Innova
Primeiro, inovar não é sobre criar coisas novas, mas também encontrar
soluções que, embora já existentes, nunca foram adotadas em seu
projeto.
Um caso real que comprova a minha tese é o Sr. Valdir Novaki, conhecido como “O pipoqueiro mais famoso do Brasil”.
Valdir era um pipoqueiro como os outros, mas ele sentia que precisava inovar em seu mercado.
Diante disso, Sr. Valdir adotou medidas de higiene e atendimento que
ninguém fazia, mas que impactava diretamente na experiência do
consumidor:
• Quem chegava no carrinho de pipoca do Valdir recebia uma dose de álcool em gel nas mãos antes de pegar a pipoca.
• Ele também limpava toda a bancada (de inox) do carrinho com álcool na frente dos clientes, deixando tudo impecável.
• Em cada dia da semana Sr. Valdir utilizava um uniforme
(impecavelmente branco e limpo) do qual havia um bordado sinalizando o
dia da semana.
• Ao receber a pipoca, os clientes de Valdir ganhavam uma balinha de brinde, para refrescar o hálito após o lanche.
Perceba que ele inovou, sem reinventar a roda, mas apenas trazendo abordagens simples que seus concorrentes não ousavam fazer.
Por conta disso, digo que a primeira e maior característica de uma mente inovadora é questionar o tempo todo.
Afinal, ao questionar situações e circunstâncias você encontra:
• Novos problemas;
• Oportunidades;
• E soluções.
Esse loop cria um mecanismo de descobertas que leva você (e o seu projeto) a novos resultados no caminho da inovação.
No entanto, trilhar este caminho não é fácil, por isso, toda mente
inovadora tem a habilidade de ser constante, sem perder o ânimo.
Sem isso, é impossível levantar todos os dias e garimpar soluções em
meio às frustrações causadas pelos fracassos que surgem no caminho da
inovação.
Se olharmos para a história do Sr. Valdir, você notará que o sucesso
dele não foi repentino. Mesmo inovando, as coisas levaram tempo para
acontecer.
Por fim, a última característica de uma mente inovadora é o desconforto.
Imagina só:
Se homens como Steve Jobs, Jeff Bezos, Elon Musk e Sr. Valdir fossem
pessoas satisfeitas e confortáveis com seus resultados, será que eles
teriam conquistado tudo o que conseguiram?
Provavelmente não. Sr. Valdir, por exemplo, não só recebeu a alcunha
de “Pipoqueiro Mais Famoso do Brasil”, como também já viajou boa parte
do país dando palestras sobre empreendedorismo.
Ok, sabemos que não inovar é ruim.
Agora, será que inovar em excesso é bom?
Os limites da inovação
Pela minha experiência empreendendo no campo da tecnologia, esses são os dois maiores erros quando o assunto é inovação:
01 – Tentar reinventar a roda.
02 – Omissão.
Quem não se lembra do Google Glass, um típico exemplo de quem tentou inovar demais e precisou recuar.
Ou então a Playstation com o PS Vita, um videogame portátil que
prometia grande desempenho e resolução, mas, no final, não teve adesão
dos grandes desenvolvedores e, consequentemente, dos clientes.
Ainda no mundo dos games, a Microsoft lançou o Xbox Kinect, um sensor
de movimentos exclusivo que prometia substituir os controles
tradicionais do videogame.
Após alguns anos de insistência e baixa adesão dos desenvolvedores e gamers, o Kinect foi descontinuado pela Microsoft.
Inovação demais, utilidade de menos.
Por outro lado, temos alguns exemplos clássicos de empresas omissas que esperaram demais e perderam o bonde.
Blackberry
A primeira empresa de celulares a proporcionar conexão Wireless em
seus aparelhos, dando origem à era dos Smartphones — uma inovação que
acertaram de mão cheia.
Há 20 anos, ter um Blackberry era mais exclusivo, chique e estiloso do que ter um iPhone de última geração.
Na boa, sempre gostei dessa marca.
Realmente é uma pena que a empresa mãe dos smartphones tenha ficado para trás e hoje não ser nem a sombra do que já foi.
Também temos os exemplos clássicos, né? Nokia, Kodak, etc. Que você já cansou de ver por aí.
Todas essas foram empresas que, por arrogância, excesso de confiança ou medo, ficaram na mesma e sumiram do mapa por não inovar.
Mas, há também as empresas que inovaram na medida certa:
• Microsoft: vendia software de caixinha e hoje é uma potência tecnológica tanto em produtos como em serviços.
• Toyota: uma empresa tradicional do mercado automotivo, mas que
nunca perde o timming em inovação. Da era do motor a combustão aos
motores híbridos, a Toyota sempre está no topo do ranking em qualidade,
confiabilidade, tecnologia e conforto.
• Amazon: de e-commerce de garagem a uma potência de varejo e tecnologia.
• Nvidia: a empresa que surfou a onda dos games (quando ainda era uma
marola ignorada por todos), aproveitou o boom das criptomoedas e hoje é
a maior fabricante de GPUs utilizadas no desenvolvimento de IAs.
Sabe o que todas essas empresas têm em comum?
Elas não inovaram por moda, mas para resolver problemas concretos na vida de seus consumidores.
Você não pediu, mas eu dou: minha opinião
Sabe qual é o grande problema desse papo de inovação?
Ela é uma faca de dois gumes que pode:
• Fazer você se perder em meio ao vício de inovar.
• Fazer você perder pela falta de inovação.
Então, fica a pergunta:
Como inovar mesmo que você não tenha uma mente inovadora?
Tenha dados e informações concretas na sua mão. Sempre.
Se você tem dados, você enxerga gargalos que precisam ser resolvidos.
Se você enxerga os gargalos, você precisa de soluções — e é aqui onde a
inovação se esconde.
Na maioria das vezes, inovar é ser como o Sr. Valdir, e não necessariamente como Elon Musk.
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colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn
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seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
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também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
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a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
Há tempos as pesquisas de opinião registram que a credibilidade do
Judiciário junto à população, em especial a do Supremo Tribunal Federal
(STF), diminuiu na exata proporção em que cresce a percepção de seu
protagonismo político. Há pelo menos dez anos está em curso um círculo
vicioso e antirrepublicano que não dá sinais de arrefecer: a
judicialização da política retroalimentada pela politização da Justiça.
Há razões estruturais para isso. A Constituição de 1988 é um
documento excessivamente abrangente e prolixo que, como já notou o
presidente do STF, Luís Roberto Barroso, “constitucionalizou inúmeras
matérias que, em outras partes do mundo, são deixadas para a política”.
Mas há razões conjunturais. Os freios e contrapesos estão estiolados.
Sob chefes do Executivo fragilizados, o Congresso assumiu para si
prerrogativas exorbitantes, mormente sobre o Orçamento, gestando uma
espécie de parlamentarismo bastardo, em que os caciques têm muito poder e
pouca responsabilidade. Com o colapso do presidencialismo de coalizão,
ante um Legislativo indócil, o Executivo tem buscado no Judiciário um
fiador da governabilidade.
Chamada para a dança política, a Suprema Corte não se fez de rogada, e
tomou gosto em atuar ora como poder moderador da República, ora como
poder tensionador, seja ditando políticas públicas às instâncias
executivas, seja legislando a pretexto da “omissão” das Casas
Legislativas. Na Lava Jato, instâncias inferiores do Judiciário se
auto-outorgaram uma espécie de “competência universal de combate à
corrupção”. Hoje, é o STF quem assume para si uma “competência universal
de defesa da democracia”.
Os próprios representantes eleitos contribuem para a politização da
Justiça. Partidos nanicos, sobretudo de esquerda, abusam do tapetão
judiciário para reverter ou impor nas cortes causas que perderam no
voto. “Nós temos culpa de tanta judicialização”, confessou ninguém menos
que o presidente Lula da Silva, no início de seu mandato, num raro
surto de sinceridade. “A gente perde uma coisa no Congresso Nacional e,
ao invés de a gente aceitar a regra do jogo democrático de que a maioria
vence e a minoria cumpre aquilo que foi aprovado, a gente recorre a uma
outra instância para ver se a gente consegue ganhar.”
Se fosse o estadista que finge ser, Lula teria buscado sanear esse
estado de coisas, desestimulando seus partidários de recorrerem ao
tapetão sempre que perdem no voto e fazendo indicações técnicas para a
Justiça. Ao contrário, Lula mandou às favas o pudor e o notório saber
jurídico e indicou para o STF seu amigo e advogado Cristiano Zanin e o
também amigo e correligionário Flávio Dino, realizando um “sonho antigo”
de instalar nele alguém com “cabeça política”.
A colonização da Justiça não para por aí. Como mostrou reportagem do Estadão,
Lula tem se dedicado com afinco a forrar não só o Executivo, mas
tribunais superiores e regionais, além de órgãos e autarquias com leais
servidores. As nomeações ligadas ao grupo de advogados militantes de
esquerda Prerrogativas chegam às dezenas.
Respeitadas as prioridades técnicas, seria natural indicar figuras
que compartilhem de uma visão progressista sobre a coisa pública. Mas
não se trata apenas de alinhamento ideológico. Se fosse, a indicação de
Joaquim Barbosa ao STF, em 2003, não seria considerada “desastrosa”,
como disse um interlocutor próximo ao presidente à reportagem. Do que se
sabe de suas manifestações públicas, Barbosa comunga dos ideais
progressistas, mas seu pecado foi ter aplicado a lei no julgamento do
mensalão petista.
“Estou convencido que tentar mexer na Suprema Corte para colocar
amigo, para colocar companheiro, para colocar partidário é um atraso”,
disse o então candidato Lula na disputa presidencial de 2022. Já o
presidente Lula parece convencido de que se trata de um avanço. “A gente
ganhou mais malícia”, disse o advogado Marco Aurélio de Carvalho,
coordenador do Prerrogativas e amigo de Lula. Quando a malícia é
critério para indicações na Justiça, o corolário, por necessidade
lógica, é um só: más escolhas e más consequências para a legitimidade do
Judiciário.
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A prisão do general Braga Netto no sábado
(14) criou um fato inédito na história do país. Nunca antes um militar
do mais alto posto do Exército havia sido detido por decisão do
Judiciário, em processo conduzido por civis.
No ápice do enquadramento das Forças Armadas pela Justiça por causa
da investigação sobre a trama golpista que envolve fardados, integrantes
da cúpula do Exército tentam distanciar Braga Netto da instituição.
Quatro oficiais-generais ouvidos pela Folha dizem que o ineditismo da
prisão causa constrangimentos para a caserna. Eles justificam, porém,
que Braga Netto teria praticado os atos suspeitos como político, longe
dos quartéis e já tendo queimado pontes com o oficialato.
A relação de Braga Netto com a cúpula das Forças Armadas ficou
esgarçada ainda no fim de 2022, no governo de Jair Bolsonaro (PL).
Naquela época, militares já suspeitavam que ele atuava nos bastidores
para enfraquecer o comando do general Freire Gomes, então chefe do
Exército, por causa da resistência deste aos planos golpistas.
As suspeitas viraram certeza quando a Polícia Federal revelou, em
fevereiro, mensagens trocadas entre Braga Netto e o capitão reformado
Ailton Barros. Na conversa, o general disse para “oferecer a cabeça” de
Freire Gomes aos leões. “Cagão”, escreveu.
“Senta o pau no Batista Júnior [então chefe da Aeronáutica]. Povo
sofrendo, arbitrariedades sendo feita [sic] e ele fechado nas
mordomias”, escreveu Braga Netto, segundo diálogos capturados pela PF.
“Traidor da pátria. Daí para frente. Inferniza a vida dele e da
família.”
Braga Netto ainda incentivou Ailton Barros a espalhar um relato de
uma reunião que o general Tomás Paiva teve com o ex-comandante do
Exército Eduardo Villas Bôas, ainda em 2022. “Parece até que ele é PT,
desde pequenininho”, dizia o texto. Paiva é o atual comandante do
Exército.
Os fatos distanciaram Braga Netto da atual cúpula militar, que agora
diz que já esperava a prisão do general cedo ou tarde. Há ainda temor de
que militares mais próximos, como os generais Augusto Heleno e Paulo
Sérgio Nogueira, tenham o mesmo fim.
O entendimento que tem sido defendido e difundido pela cúpula das
Forças Armadas é o de que a trama golpista foi uma ação de militares da
reserva, e não um plano de golpe militar, de iniciativa institucional.
A PF indiciou, até agora, 25 militares por participação na trama
golpista. Entre eles, estão sete oficiais-generais dentre os quais, um
(Estevam Theophilo) estava no Alto Comando do Exército no fim do governo
Bolsonaro. Ao todo, 12 eram da ativa.
Embora a prisão já fosse esperada, ela pegou de surpresa a cúpula do
Exército por ter acontecido em um sábado. De acordo com relatos, o
comandante Tomás Paiva foi informado pela PF na noite de sexta-feira
(13) sobre a operação, sem saber dos alvos, como de praxe. A informação
foi repassada ao ministro da Defesa, José Mucio Monteiro.
Ainda segundo relatos, Tomás só teve conhecimento de que Braga Netto
seria preso por volta das 6h a cúpula das Forças Armadas é comunicada
com antecedência de operações contra militares só quando mandados devem
ser cumpridos em instalações oficiais.
Por cerca de três horas, os militares da cúpula do Exército debateram
onde ele ficaria preso. A cautela se deve à preocupação com a
hierarquia para manter sob custódia um general quatro estrelas.
Braga Netto está detido na 1ª Divisão de Exército, no Rio de Janeiro,
em uma cela individual. Ele foi preso por suspeita de obstrução de
Justiça, porque teria buscado detalhes sigilosos da delação premiada de
Mauro Cid com familiares do tenente-coronel. Todos os militares têm
direito a ficar presos em quartéis.
O general, porém, pode ser levado para um presídio comum caso seja
declarado indigno para o oficialato pelo Superior Tribunal Militar. Para
isso, teria que ser condenado a mais de dois anos de prisão, em
processo transitado em julgado e com a perda do posto e da patente
confirmada na Justiça Militar.
Em nota, o Exército disse que tem colaborado com as investigações em
curso. “A Força não se manifesta sobre processos conduzidos por outros
órgãos, procedimento que tem pautado a relação de respeito do Exército
Brasileiro com as demais instituições da República”, afirmou.
Apesar do enquadramento no Judiciário, o ministro José Mucio tem
apostado numa política de acomodação com as Forças Armadas para
arrefecer a crise. O Congresso Nacional também evita temas espinhosos
para os militares Braga Netto nem sequer foi chamado a depor na CPI do 8
de Janeiro, realizada em 2023.
Mucio foi procurado, mas não respondeu à reportagem. A defesa de
Braga Netto nega que ele tenha tentado interferir nas investigações e
diz que isso será provado. Anteriormente, ele negou ter participado da
trama golpista.
A história brasileira registra outros generais presos. O
general-de-exército Euclydes Figueiredo Filho ficou detido por dez dias
em 1989 por chamar o então ministro do Exército, Leônidas Pires
Gonçalves, de “covarde” e “omisso”.
Euclydes era irmão de João Baptista Figueiredo, general que presidiu o
país na ditadura militar. Ele também ficou preso no Comando Militar do
Leste.
Por questões disciplinares, o marechal Hermes da Fonseca foi preso
duas vezes, e os generais Alcides Etchegoyen e Fiúza de Castro foram
detidos por poucos dias em 1955.
O general Hugo Abreu foi preso em 1978, durante a ditadura militar,
por ter enviado a colegas fardados um documento com acusações contra
integrantes do governo Ernesto Geisel. No ano seguinte, foi preso
novamente por publicar um livro com as mesmas queixas.
O historiador Carlos Fico, estudioso da ditadura militar, conta que a
diferença do caso de Braga Netto é que a prisão não decorre de questões
internas do Exército.
“O ineditismo realmente está nesse fato de que não se trata, no caso
do Braga Neto, de uma prisão ordenada pelo Poder Executivo, seja o
presidente da República, seja o ministro da Guerra. Não é uma simples
questão disciplinar, mas um crime contra a democracia, uma tentativa de
golpe”, diz Carlos.
“Nesse sentido, é inédito porque a prisão preventiva decorre de uma
ação da Justiça e também porque nós estamos numa fase democrática, quer
dizer, não se trata de uma ordem de prisão no contexto de uma crise
institucional”, completa.
Senadores aprovaram eólicas offshore, mas incentivaram térmicas movidas a combustíveis fósseis1
Jabutis propostos pelo Senado acabam penalizando duplamente os consumidores. • Jonas Pereira/Agência Senado
As usinas termoelétricas, que utilizam combustíveis fósseis, são a
fonte mais custosa de geração de energia elétrica no país. É exatamente
esse o tipo de fonte beneficiada, com jabutis inseridos na lei, que
regulamenta o funcionamento das usinas eólicas offshore no país.
Texto seguiu para sanção presidencial e
o governo anuncia que vetará trechos que exigem maior uso de
termelétricas, mas o Congresso poderá derrubar a decisão da Presidência.
Na política brasileira, o termo “jabuti” é utilizado para descrever
dispositivos incluídos em um projeto de lei, sem relação com o objetivo
principal. O termo vem da expressão “jabuti não sobe em árvore”,
indicando que algo foi colocado ali artificialmente.
As usinas eólicas offshore apresentam um grande potencial de geração
de energia elétrica, mais barata, por aproveitarem os ventos oceânicos,
em geral, mais intensos e frequentes.
Ao mesmo tempo em que busca regular esse tipo de serviço, o texto
aprovado no Senado incluiu incentivos ao uso de geração termoelétrica
não previstos no texto original.
Maior custo
Quando o uso das termoelétricas se intensifica, isso repercute diretamente no aumento da conta de luz.
Os jabutis propostos pelo Senado acabam penalizando duplamente os
consumidores. Incentivam o uso da geração termoelétrica, ao ampliar o
prazo de contratação dessa fonte para 2050 (antes, o prazo original iria
até 2040) e incluiu mais duas usinas a carvão na lista.
O projeto de lei aprovado também determina a contratação compulsória
de pequenas centrais hidrelétricas, com 4,9GW adicionais, mesmo se não
houver necessidade. Novamente, quem pagará essa conta serão os
consumidores.
Também foi acrescentada a contratação compulsória de 4,25GW
produzidos por usinas termelétricas a gás natural que operem
continuamente, sem possibilidade de redução ou desligamento, mesmo
quando há excesso de energia ou opções mais baratas, como solar e
eólica.
Vetos presidenciais
O presidente Lula poderá vetar dispositivos específicos desse projeto
de lei, como subsídios a termelétricas, por serem contrários à política
ambiental ou à transição energética. Nesse caso, o texto voltaria ao
Congresso, que poderia manter ou derrubar os vetos.
Caso o Congresso opte por derrubar vetos presidenciais, será
necessária a aprovação da maioria absoluta, 257 deputados e 41
senadores, em votação conjunta. Os jabutis colocados nesse projeto
sobreviverão?