quinta-feira, 21 de novembro de 2024

FESTA DE LULA PARA XI JINPING EM BRAS[ILIA

 

História de MARIANNA HOLANDA E GUILHERME BOTACINI – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente chinês, Xi Jinping, deu ao presidente Lula (PT) de presente um pedaço da rocha lunar, durante jantar no Itamaraty na noite desta quarta-feira (20).

É praxe a troca de presentes entre chefes de Estado em cerimônias como esta. Xi chegou ao Brasil para o G20 no Rio de Janeiro, e hoje foi recebido por Lula em visita oficial a Brasília. O presidente brasileiro, por sua vez, presenteou o homólogo chinês com cerâmica Marajoara.

Segundo integrantes do governo, um dos presentes do chinês ao brasileiro foi um pedaço da rocha colhida no programa espacial chinês. Em junho, pela primeira vez na história, a China foi à face oculta da Lua, o hemisfério lunar jamais visto da Terra, e trouxe amostras de volta à Terra. O episódio levou o nome de missão Chang’e 6.

O jantar no Itamaraty em homenagem a Xi Jinping teve mais gente do que é costumeiro em eventos como este no salão do palácio do Ministério de Relações Exteriores. A organização teve de colocar mesas fora do salão, o que é incomum. Relatos dão conta de cerca de 200 pessoas, entre integrantes do primeiro escalão, de empresas privadas e públicas.

Ele foi recepcionado ao chegar por Lula e pelos presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), num gesto que reflete a importância que o governo quis imprimir para o evento.

De acordo com um ministro de Lula, Xi foi tietado pelos presentes. Empresários e parlamentares pediam para tirar foto com o líder chinês e com Lula durante o jantar, que começou pontualmente às 18h30 e terminou duas horas depois.

O cerimonial teve de ficar pedindo para os presentes retornarem aos seus lugares para poderem continuar servindo o jantar.

A China é maior parceiro comercial do Brasil. A delegação chinesa trouxe empresários para firmar acordos com o governo brasileiro, como SpaceSail, concorrente de satélites da SpaceX de Elon Musk.

Além disso, o país é um dos grandes compradores de proteína animal brasileira. Estiveram presentes empresários como Wesley Batista, da J&F, e Marcos Molina, da Mafirg. Além deles, o vice-presidente de assuntos corporativos e institucionais da Vale, Alexandre D’Ambrosio, e Luiza Trajano, presidente do conselho administrativo da Magazine Luiza.

Segundo relatos, a conversa girou em torno da relação entre os dois países. Um executivo disse à Folha, reservadamente, que este é o melhor momento das relações comerciais, mesmo diante do aumento de tensões entre a China e os Estados Unidos, após a eleição de Donald Trump.

Da parte do governo, participaram a grande maioria dos ministros, como Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Renan Filho (Transportes) e Anielle Franco (Igualdade Racial).

Também estiveram presentes a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também acompanhou tanto o jantar, quanto as reuniões e o almoço no Palácio da Alvorada.

O jantar era em homenagem aos chineses, mas a culinária era brasileira. De entrada, havia dadinho de rabada e bolinho de carne de sol. Os convidados também puderam comer pato laqueado e moqueca de banana, e de sobremesa, sorvete de côco com cajuzinho.

A viagem de Xi Jinping teve segurança redobrada. As reuniões bilateral e ampliada e a assinatura de atos ocorreram no Palácio da Alvorada, mais cedo, a pedido dos chineses, segundo relatos.

A recepção a governantes ocorrida pela manhã no Alvorada é incomum. O palácio é de mais difícil acesso, distante de outros prédios. Além disso, sua delegação fechou um hotel que fica à beira do Lago Paranoá e a 1 km do Alvorada. Além disso, os acessos de imprensa foram mais restritos.

Quando chegou, foi recebido pelo presidente e a primeira-dama, Janja, por uma cerimônia com militares, conhecida como revista à tropa. Mas também teve uma apresentação de uma banda Ibrachina Music Project, e de uma soprano. Segundo integrantes do governo, a música escolhida, chamada My Homeland, fez sucesso na China.

ARGENTINA CORTOU GASTOS OS ESTADOS UNIDOS VÃO CORTAR GASTOS E O bRASIL?

 

História de AFP

Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, apoiou Donald Trump e ajudou a impulsionar sua vitória, o que coroou uma surpreendente virada política para o homem mais rico do mundo

Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, apoiou Donald Trump e ajudou a impulsionar sua vitória, o que coroou uma surpreendente virada política para o homem mais rico do mundo© Anna Moneymaker

O bilionário Elon Musk disse, nesta quarta-feira (20), que, como futuro encarregado da “eficiência” do Estado americano, prevê cortes maciços de funcionários públicos, remoção de subsídios e desregulamentação, em um artigo publicado no The Wall Street Journal. 

O homem mais rico do mundo disse que tem como alvo centenas de bilhões de dólares em gastos governamentais, incluindo o financiamento de emissoras públicas e os grupos de planejamento familiar Planned Parenthood, bem como uma burocracia que representa uma “ameaça existencial” à democracia dos EUA.

O fundador da Tesla e da SpaceX afirmou que vai trabalhar juntamente com seu colega empresário Vivek Ramaswamy, assim como ele leal a Trump, para reduzir as regulações federais e fazer importantes cortes administrativos e de custos.

“Somos empresários, não políticos. Vamos servir como voluntários externos, não como funcionários públicos ou empregados federais”, escreveram Musk e Ramaswamy. 

“Quando o presidente cancelar milhares destas regulações, os críticos vão alegar extrapolação executiva. De fato, estará corrigindo a extrapolação executiva de milhares de regulações promulgadas por decreto administrativo que nunca foram autorizadas pelo Congresso”, afirmaram. 

Musk e Ramaswamy acrescentaram que uma redução das regulações abriria o caminho para “reduções maciças de pessoal em toda a burocracia federal”. O objetivo, segundo eles, é cortar mais de US$ 500 bilhões (aproximadamente R$ 2,88 trilhões) em gastos governamentais.

“Com um mandato eleitoral decisivo e uma maioria conservadora de 6-3 na Suprema Corte”, o novo departamento de eficiência governamental “tem uma oportunidade histórica de realizar reduções estruturais no governo federal”, opinam. 

A pesar da agenda ambiciosa, os planos para desmantelar programas vão, muito provavelmente, se deparar com a oposição de políticos, inclusive republicanos. 

Mesmo assim, Musk e Ramaswamy citaram uma série de decisões da Suprema Corte que, segundo eles, justificam os cortes, e avaliam que o uso de decretos para cortar regulações não aprovadas pelo Congresso é “legítimo e necessário”. 

Eles esperam ter terminado a tarefa até 4 de julho de 2026. 

Musk se tornou um aliado próximo de Trump nos últimos meses. Gastou mais de 100 milhões de dólares (R$ 577 milhões, na cotação atual) para impulsionar sua candidatura à Presidência e participou de comícios no estado-chave da Pensilvânia.

Como suas empresas têm diferentes graus de interação com o governo americano e com governos estrangeiros, seu novo posto traz dúvidas sobre um conflito de interesses. 

O bilionário nascido na África do Sul convidou Trump a assistir a um voo de testes de sua empresa, SpaceX, na terça-feira, em uma demonstração dos vínculos cada vez mais estreitos entre os dois, mas atritos podem surgir no futuro.

QUEM PAGARÁ A CONTA DA CRISE CLIMÁTICA É A PERGUNTA DA COP29

 

História de Priscila Mengue – Jornal Estadão

ENVIADA ESPECIAL A BAKU – A um dia do encerramento oficial, a Cúpula do Clima deste ano (COP-29) segue indefinida em relação aos mesmos dois pontos que travaram a discussão até o momento: valor e pagadores do financiamento climático. Informalmente chamado de “COP das Finanças”, o evento da Organização das Nações Unidas (ONU) está previsto para terminar nesta sexta-feira, 22, mas a apresentação de um rascunho do acordo com pontos chave indefinidos aumentou a possibilidade de que seja estendida por mais dias. Nos bastidores, fala-se de extensão por mais um, dois ou até mais dias.

O novo texto estava previsto para a publicação na meia-noite desta quinta-feira, 21, mas foi veiculado no início da manhã do horário local, de Baku, capital do Azerbaijão, a sete horas de diferença do Brasil. Entre organizações que acompanham as negociações, há pessimismo de avanços significativos neste ano, aumentando a responsabilidade da próxima COP (em Belém), e ainda esperança de que os países terão algum consenso nas próximas horas.

Previsto no Acordo de Paris, o financiamento climático de países ricos para em desenvolvimento segue, contudo, indefinido: não há um valor anual a ser pago, por enquanto há apenas um “US$ []”, com margem tanto para a casa do trilhão quanto dos bilhões de dólares anuais. Organizações e nações em desenvolvimento defendem por volta de US$ 1,3 trilhão anual.

O texto foi apresentado pela presidência da COP-29, de responsabilidade do Azerbaijão. Anunciado como “mediadores” das demandas de países ricos e em desenvolvimento, Brasil e Reino Unido devem apresentar um retorno mais específico à presidência sobre a recepção do texto, mas os demais países poderão se manifestar em plenárias e no andamento das negociações, que devem se intensificar nas próximas horas, especialmente a partir da tarde.

Por ser em um “petroestado”, considerado berço da indústria petroleira, e realizada logo após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, a COP-29 começou com expectativas moderadas.

Há, porém, aqueles que avaliam que esse cenário de polarização e a recente declaração do G-20 sobre a importância do financiamento climático podem estimular os países para avanços reais.

Mukhtar Babayev, presidente da COP-29 Foto: Peter Dejong/AP

Mukhtar Babayev, presidente da COP-29 Foto: Peter Dejong/AP

O rascunho mostra que não há superação completa de um ponto que vem emperrando a discussão nas reuniões pré-COP-29 há meses: a definição dos contribuintes obrigatórios, a exemplo do que está no Acordo de Paris. Há tanto uma versão que reconhece a responsabilidade dos maiores poluidores históricos (países ricos), com a possibilidade de contribuição voluntária de países em desenvolvimento em ascensão (como China), enquanto a outra diz que a liderança deve ser das nações ricas, mas “incluindo esforços de outros países com capacidade econômica para contribuir”.

O chamado Novo Objetivo Quantificado Coletivo (NCQG na sigla em inglês) é de US$ 100 bilhões atualmente, mas foi pouco cumprido desde seu prazo inicial, de 2020 a 2025, sem que o valor estivesse atrelado às necessidades reais dos países.

Nesse contexto, o texto apresenta duas interpretações: uma aponta que a meta foi alcançada a partir de 2022, conforme a OCDE.

Outra versão lamenta que a meta não foi atingida e prevê repasse retroativo até 2026. O cumprimento ou não tem sido tema controverso, com questionamentos, inclusive, sobre quais tipos de recursos entraram na contabilização feita pela organização, como no caso de empréstimos a juros significativos ou recursos não diretamente ligados ao clima.

Texto reconhece conhecimento indígena

Um ponto que tem sido elogiado é que o texto reforça a necessidade de valorização da ciência e dos conhecimentos de povos indígenas e tradicionais e comunidades locais, os quais devem ser incluídos no desenvolvimento das ações.

O texto salienta a necessidade de respeito aos direitos humanos, de modo a salvaguardar os povos indígenas e ser sensível às questões de gênero. Deve, portanto, “considerar as necessidades e prioridades dos outros povos e comunidades na linha de frente das mudanças climáticas, incluindo mulheres e meninas, crianças, jovens, pessoas com deficiência e trabalhadores, bem como comunidades locais e sociedade civil, em reconhecimento do seu papel crítico na prevenção, abordagem e resposta às alterações climáticas”.

Manifestação na COP-29, em Baku Foto: Peter Dejong/AP

Manifestação na COP-29, em Baku Foto: Peter Dejong/AP

O documento enfatiza que o NCQG será voltado à aplicação das metas de redução de emissões dos países (as chamadas NDCs) e aos planos de adaptação climática dos países em desenvolvimento. Ao mencionar países pouco desenvolvidos e insulares, diz que a nova meta deve ter equidade e princípio de responsabilidade comum, mas diferenciada a partir das capacidades, vulnerabilidades e diferentes circunstâncias de cada país.

Além disso, reconhece que os países em desenvolvimento sofrem impactos desproporcionais das alterações climáticas e enfrentam diversas barreiras e desafios, como elevados custos, espaço fiscal limitado, altos níveis de endividamento e altos custos de transação. Também enfatiza a necessidade de respeitar a soberania dos países, enquanto destaca a “importância da justiça climática na tomada de medidas para enfrentar as alterações climáticas”.

Reforça, ainda, que é necessário investimento anual de US$ 4 trilhões em energia renovável até 2030 para que a neutralidade de carbono seja alcançada até 2050. “Espera-se a necessidade de investimento de ao menos US$ 4 trilhões a US$ 6 trilhões anuais para a transformação global para uma economia de baixo carbono”, acrescenta.

O rascunho inicia com uma contextualização de que o financiamento é importante para atingir o artigo 2 do Acordo de Paris, de 2015, de conter o aquecimento global abaixo dos 2ºC (em relação aos níveis pré-industriais), com esforços para que seja contido em 1,5ºC — elevação que já implica em intensificação e aumento na frequência de extremos climáticos em todo o mundo, como ondas de calor, secas e enchentes.

Desse modo, poderia “tornar os fluxos financeiros consistentes com um caminho rumo a baixas emissões de gases de efeito de estufa e um desenvolvimento resiliente ao clima”. O texto salienta a “urgência de aumentar a ambição e a ação nesta década” e admite que “há uma lacuna, mas barreiras ao redirecionamento de capital para a ação climática”.

Como foi a repercussão?

Diretor técnico da organização Laclima, André Castro considera que o texto mostra que as negociações ainda estão rachadas entre países ricos e em desenvolvimento. Ele espera que a situação mude ao longo do dia e na sexta-feira, pois parte das nações costuma insistir em seus posicionamentos até quase o último momento.

COP-29 é realizada no Azerbaijão, berço da indústria petroleira no mundo Foto: Rafiq Maqbool/AP

COP-29 é realizada no Azerbaijão, berço da indústria petroleira no mundo Foto: Rafiq Maqbool/AP

Coordenador de projetos internacionais da Laclima, Eneas Xavier considera importante que o texto faça menção direta ao IPCC, principal instituição mundial no mapeamento científico das mudanças climáticas. Da mesma forma, também avaliou como positiva a menção direta aos povos indígenas e ao “fardo” dos empréstimos. “A gente espera avanços no decorrer desse dia”, finalizou.

Já a coordenadora de projetos da Laclima, Gaia Hasse resumiu como um texto com “falta de ambição”. Para ela, não está à altura da urgência climática, tão evidente em desastres ocorridos neste ano, como a enchente recorde no Rio Grande do Sul e as secas e queimadas na Amazônia. Dessa forma, uma decisão mais robusta poderia sobrar para a COP-30, de Belém.

Organizações internacionais também começaram a repercutir a publicação. A Climate Action Network International (CAN) avaliou que o texto segue incompleto. O entendimento da organização é de que os números precisam ser colocados na mesa agora, para não se correr o risco de uma COP sem avanços tão significativos. Assim como avaliou que tende a reduzir as responsabilidades diretas dos países ricos, repassando-as parcialmente para o setor privado.

Já a WWF apontou que a falta de um valor definido no rascunho é preocupante. “As decisões mais desafiadoras ficaram para o último minuto.”

NOVO MÍSSIL BALÍSTICO DE LONGO ALCANCE BRITÂNICO ENTRA NA GUERRA DA UCRÂNIA

 

História de RFI

Escalada na guerra: Rússia lança míssil intercontinental, após Ucrânia usar balísticos britânicos

Escalada na guerra: Rússia lança míssil intercontinental, após Ucrânia usar balísticos britânicos© Lewis Joly / AP

A escalada no conflito na Ucrânia continua nesta quinta-feira (21). A aeronáutica ucraniana informou ter interceptado um míssil balístico intercontinental russo, lançado da região de Astrakhan pela manhã. Na quarta (20), Kiev utilizou, pela primeira vez, mísseis britânicos de longo alcance contra o território russo, com autorização de Londres.

Esta é a primeira vez que a Rússia faz uso deste tipo de míssil de longo alcance, capaz de transportar ogivas nucleares ou cargas convencionais, desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022. O ataque teve como alvo empresas e infraestruturas críticas no Dnipro, no centro-leste da Ucrânia, disse a Força Aérea ucraniana, sem especificar onde o projétil caiu ou se causou danos, nem seu modelo exato.

A Ucrânia acrescenta que, além de ter interceptado o projétil intercontinental, também abateu seis misseis de cruzeiro russos Kh-101. Os disparos ocorreram um dia após o país utilizar mísseis balísticos americanos de 300 quilômetros de alcance contra alvos dentro da Rússia, que prometeu responder “à altura”.

Kiev reivindicava havia meses autorização para usar estas armas recebidas, mas seus aliados ocidentais temiam a reação de Moscou. A Rússia advertiu que isso representaria ultrapassar uma linha vermelha no conflito.

Vários mísseis britânicos Storm Shadow, com alcance superior a 250 quilômetros, foram disparados contra pelo menos um alvo militar russo, reportou o jornal Financial Times, citando três fontes anônimas, entre elas um funcionário de um governo ocidental informado sobre o ataque.

Segundo The Guardian, o governo britânico autorizou o uso destes mísseis contra o território russo em resposta ao destacamento de tropas norte-coreanas para ajudar o exército russo. Nem Kiev, nem Londres confirmaram esta informação.

Apelo de Xi Jinping e latino-americanos

Em meio à visita de Estado que realizou ao Brasil, o presidente da China, Xi Jinping, apelou para “mais vozes comprometidas com a paz” para buscar uma “solução política” para a guerra na Ucrânia, segundo a agência oficial de notícias chinesa Xinhua.

“Em um mundo assolado por conflitos armados e tensões geopolíticas, China e Brasil colocam a paz, a diplomacia e o diálogo em primeiro lugar“, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em um comunicado conjunto, Brasil, Chile, Colômbia e México pediram que seja evitada uma “escalada da corrida armamentista” que “agrave” o conflito na Ucrânia.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deu no domingo seu aval para que sejam usados mísseis americanos contra alvos dentro da Rússia. O presidente democrata passará em janeiro o comando do país ao republicano Donald Trump, menos inclinado a ajudar financeira e militarmente a Ucrânia.

Zelensky: ‘apenas diálogo’ devolveria a Crimeia à Ucrânia

Em uma entrevista ao canal de televisão americano Fox News transmitida na quarta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que somente a diplomacia permitiria à Ucrânia recuperar a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. “Não podemos perder dezenas de milhares de nossos cidadãos para recuperar a Crimeia, e não é certo que possamos recuperá-la com armas nas mãos. Entendemos que a Crimeia pode ser devolvida através dos canais diplomáticos”, frisou Zelensky.

Ele rejeitou, entretanto, a ideia de ceder à Rússia territórios já ocupados pelas forças russas, dizendo que a Ucrânia “não poderia reconhecer legalmente qualquer território da Ucrânia como russo”. “Já mencionei que estamos prontos para ver a Crimeia devolvida através dos canais diplomáticos”, ressaltou o presidente ucraniano.A Rússia anexou a península da Crimeia em 2014, após uma revolta que forçou o presidente pró-Rússia da Ucrânia da época a fugir do país.

Desde a invasão da Ucrânia, as forças russas ocuparam cerca de um quinto do território ucraniano. Moscou anexou quatro regiões ucranianas, embora não tenha controle total sobre elas.

Volodymyr Zelensky apresentou um “plano de vitória” que inclui um convite incondicional à integração da Ucrânia na Otan e a implantação no seu território de um dispositivo de dissuasão estratégico não nuclear. Os dois pontos não foram objeto de qualquer compromisso por parte dos aliados ocidentais.

Com informações da Reuters e AFP

67 MIL QUILÔMETROS QUADRADOS DE FLORESTA AMAZÔNICA DE JANEIRO A OUTUBRO DESSE ANO FORAM DESTRUÍDOS PELO FOGO

 

História de IstoÉ News

Incêndios atingiram 67 mil quilômetros quadrados de Floresta Amazônica de janeiro a outubro deste ano

Incêndios atingiram 67 mil quilômetros quadrados de Floresta Amazônica de janeiro a outubro deste anoSob seca extrema, Floresta Amazônica registra em 2024 incêndios em área equivalente a 31 cidades de Baku, capital do Azerbaijão e sede da Conferência do Clima da ONU neste ano.Os incêndios atingiram 67 mil quilômetros quadrados de Floresta Amazônica de janeiro a outubro deste ano. O número, considerado “chocante” pelos cientistas, é dez vezes maior que a taxa de desmatamento oficial anunciada recentemente, de 6,3 mil quilômetros quadrados, segundo registro via satélite captado de julho de 2023 a agosto de 2024.

O dado é do Monitor do Fogo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), parte da rede Mapbiomas, e foi divulgado durante a Conferência do Clima de Baku, a COP29, realizada até esta sexta-feira (22/11).

É como se 6,7 milhões de estádios de futebol como o que sedia as negociações no Azerbaijão, sofressem o impacto das chamas.

Os episódios de seca extrema em 2023 e 2024 trouxeram mudanças para a floresta: com menos folhas, menos água e mais vulneráveis, ela perdeu principalmente a capacidade de barrar a “entrada” do fogo que vem de fora. Se a tendência continuar, novas formas de proteção terão que ser pensadas.

“A gente reduziu o desmatamento no último ano, foi o menor em quase dez anos. Mas o fogo impactou uma área dez vezes maior! A floresta pode até se recuperar, mas o processo é muito longo”, diz à DW a pesquisadora Ane Alencar, diretora de Ciência do Ipam que está em Baku.

A diferença entre desmatamento e incêndio

Embora o desmatamento e o fogo tenham uma relação na Amazônia, eles são detectados e medidos de formas diferentes. O desmatamento é computado quando acontece o corte raso, ou seja, quando há completa remoção da vegetação nativa. Na imagem de satélite, isso é percebido por meio de cores diferentes.

“Depende da composição colorida. Nessa composição, a vegetação aparece em verde. Quando desmata, que o solo fica exposto, fica um tom róseo. A cicatriz de incêndio aparece em outro tom, mais para o roxo”, explica Claudio Almeida, coordenador do programa de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a metodologia mais usada.

Ane Alencar, do Ipam, explica que a contagem de área de floresta queimada é feita a partir da cicatriz que o fogo deixa na paisagem. “A detecção ocorre pela redução da quantidade de verde na imagem. Quando o fogo passa, ele deixa uma marca, a umidade cai, e o tom de verde também muda”, detalha. “E uma cicatriz de fogo numa área que já foi desmatada é totalmente diferente de uma área de floresta em pé”, adiciona.

Como isso entra na conta

A diferença de metodologia se reflete na taxa de desmatamento, que soma a área onde não há mais resquício de vegetação nativa. No caso de incêndio, a floresta continua lá de certa forma, o tipo de uso do solo não muda imediatamente – e por isso os dados são tão diferentes.

“Não quer dizer que toda esta floresta vai desaparecer depois do incêndio. Ela vai sofrer, vai ficar debilitada, pode demorar muitos anos para se recuperar, é preciso chuvas regulares por alguns anos. É como um paciente doente”, explica Cláudio Almeida, do Inpe.

Na Amazônia, até então, o fogo era provocado quase que na sequência de um corte raso. A intenção do desmatador é limpar a área para uso agropecuário, seja pasto ou lavoura. Mas esse padrão tem mudado nos últimos anos.

“Nos últimos anos, temos percebido um aumento do solo exposto devido a queimadas constantes. É o que a gente classifica como desmatamento por degradação progressiva”, diz Almeida.

Em 2022, uma parcela de cerca de 7% do desmatamento contabilizado na taxa anual divulgada pelo Inpe na Amazônia foi causada por incêndios repetidos. Em 2023, essa relação foi de 20%. Neste ano, subiu para 25%.

Quente demais em 2024

O fogo provavelmente vai continuar aparecendo como um dos principais impactos das mudanças climáticas no mundo. Na Floresta Amazônica, que se desenvolveu ao longo de milhões de anos num regime úmido, isso é especialmente problemático, pois a vegetação não está “preparada” em termos evolutivos para resistir às chamas.

“A floresta úmida e superdiversa se desenvolveu há cerca de 60 milhões de anos, logo após o impacto do asteroide que extinguiu os dinossauros. Desde então, tudo indica que ela tem permanecido num estado de umidade e alta diversidade”, afirma Carlos D’Apolito, paleontólogo da Universidade Federal do Acre (UFAC).

Com o desmatamento, o aumento da temperatura média global nas últimas décadas e a ocorrência de eventos climáticos extremos, como a seca, a Amazônia está mais vulnerável. “Imagina a situação de muita seca, muitas folhas no chão. As árvores desfolhadas permitem a entrada de mais radiação solar e ar quente. É perfeito para o fogo se espalhar”, explica Alencar.

Fogo na conta das emissões

As árvores na Amazônia são consumidas parcialmente pelo fogo e não caem na hora, a morte, se ocorrer, pode ser lenta. Isso quer dizer que todo o carbono que ela acumulou ao longo do seu crescimento não vai de uma vez para atmosfera, mas é liberado depois, quando ela cai, ao longo de uma década.

“Se a gente zerasse hoje o desmatamento, a gente vai ter emissões nos próximos anos desta floresta que foi queimada agora. Se ela for morrer aos poucos, o carbono vai sendo liberado aos poucos”, diz Alencar.

Por enquanto, essas emissões de queimadas não entram nos inventários oficiais no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Mas o dado de 2024 pode ser um alerta para o Brasil.

DIA MUNDIAL DA TELEVISÃO E CURIOSIDADES

 

Karla Neto – Colunista Correspondente

Nesta quinta-feira (21), é celebrado o Dia Mundial da Televisão, uma data proclamada em 1996 pelas Nações Unidas. O objetivo é reconhecer o crescente impacto que o meio tem na tomada de decisões, chamando a atenção para conflitos, ameaças à paz e à segurança, e o seu potencial em dar visibilidade a questões económicas e sociais.

A TV demorou quase 70 anos para receber esse reconhecimento, sendo que as primeiras demonstrações do aparelho ocorreram em 1927. Mas, chegando a perto de um século de transmissões, a televisão tem mesmo muito o que comemorar.

No Brasil, a televisão como meio de comunicação de massa inicia com a TV Tupi. A emissora fez sua primeira transmissão em 18 de setembro de 1950. De lá para cá, a TV estabeleceu-se como a mídia mais consumida no País.

Foi durante o primeiro Fórum Mundial da Televisão (de 21 a 22 de novembro de 1996) que a Assembleia Geral das Nações Unidas discutiu a importância deste meio de comunicação no mundo.

A televisão foi reconhecida como uma das ferramentas mais importantes para a informação, canalização e sensibilização da opinião pública.

Hoje em dia não se trata apenas de comemorar o equipamento em si, mas sim a simbologia que carrega.

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Você sabia que podemos fazer chá de casca de manga? Conheça os benefícios e veja como fazer!

A fruta é fonte de fibras, vitamina A e C, e potássio, o que auxilia no bom funcionamento do intestino e aumenta a imunidade. A casca da manga também é rica em nutrientes e possui quase o dobro de carotenóides na casca em relação à polpa.

Porém, para utilizar as cascas das frutas, é importante tentar usar sempre fruta orgânica ou biológica, que são cultivadas sem agrotóxicos ou substâncias químicas que normalmente se acumulam nas cascas dos vegetais e podem fazer mal à saúde, se consumidas com frequência.

Usar casca de manga pode ser uma opção saudável porque ela é fonte de fibras solúveis, o que ajuda a regular o sistema digestivo e a controlar o colesterol. Conforme já destacamos, ela também é rica em nutrientes antioxidantes, o que é importante na ação anti-inflamatória do organismo.

A casca de manga é rica em vitamina A e C, dois poderosos antioxidantes que neutralizam a ação dos radicais livres. Em níveis normais, os radicais livres não fazem mal à saúde, o problema é quando eles são produzidos em excesso. Quando isso acontece, essas moléculas começam a atacar as células saudáveis do nosso corpo, causando uma série de desequilíbrios metabólicos e doenças degenerativas.

O chá de casca de manga, nesse caso, auxilia as defesas naturais do organismo a combater os radicais livres e prevenir seus danos à saúde. A presença de vitamina A, C e outros nutrientes como ferro, zinco, cálcio, potássio e magnésio também tornam seu chá um ótimo anti-inflamatório. Por isso, a bebida ajuda a diminuir processos inflamatórios e até mesmo cólica menstrual.

Outro grande benefício da casca de manga é a alta concentração de fibras. Essas substâncias auxiliam nos processos digestivos e no trânsito intestinal. Bebidas feitas com fontes de fibras também reduzem a retenção de líquido e ajudam a reduzir inchaços.

Benefícios que o chá pode trazer para a saúde são os seguintes:
• Combate ao envelhecimento precoce: as propriedades presentes na casca da manga ajudam a diminuir o estresse oxidativo, situação que aumenta manchas na pele, acnes e rugas, por exemplo;
• Efeitos diuréticos: o chá também aumenta a frequência de idas ao banheiro durante o dia, ajudando a evitar a retenção de líquidos e diminuir o inchaço causado por este tipo de problema;
• Faz bem para o cabelo: as vitaminas presentes na manga ajudam a dar brilho ao cabelo e trazem benefícios à saúde dos fios.

Contraindicações
No entanto, apesar de estarmos falando de um chá que utiliza apenas ingredientes naturais, é importante destacar que há cuidados para se tomar antes de incluí-lo em sua dieta.
Afinal, assim como qualquer outro chá, ele pode ter interações com medicamentos e não agir de forma benéfica para o organismo. Além disso, o chá também pode causar efeitos colaterais.
Por isso, é importante consultar um médico antes de incluir o chá de casca de manga de forma regular na sua dieta. Isso porque o seu organismo pode não responder de forma positiva a esta mudança na rotina alimentar.

Como fazer chá de casca de manga
A receita de chá de casca de manga é muito simples. Você só precisa ferver um pouco de água junto com a casca da fruta por uns 15 minutos. Após a fervura, coe a bebida e aproveite. Também existe a possibilidade de preparar o chá no liquidificador. Para isso, basta bater a casca com a quantidade de água que desejar. Em seguida, ferva a mistura no fogo e, quando estiver pronta, coe. Essa versão fica com mais textura.

TENENTE CORONEL MAURO CID CORRE RISCO DE PERDER OS BENEFÍCIOS DA DELAÇÃO PREMIADA HOJE NO STF

 

Jussara Soares – CNN Brasil

Ex-ajudante de ordens se apresenta nesta quinta ao STF e corre risco de perder delação premiada; militar nega que conhecia plano de matar Lula, Alckmin e ministro do STF21/11/2024 às 04:24

STF vai decidir se anula delação de Mauro Cid | CNN PRIME TIME





Sob o risco de perder os benefícios da delação premiada, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, demonstrou desânimo e chorou diante de familiares na véspera de audiência no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta quinta-feira (21), às 14h, Cid terá de se apresentar diante do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito da tentativa de golpe de Estado, para esclarecer omissões e contradições apontadas pela Polícia Federal durante depoimento prestado na terça-feira (19). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, estará presente na audiência no STF.

Pessoas próximas estão pessimistas de que Cid conseguirá manter o acordo de delação premiada e avaliam que, caso a colaboração seja cancelada, ele poderá ter a prisão determinada novamente ao final da audiência.

Caso a delação de Mauro Cid seja cancelada por descumprimento do acordo, as provas e informações prestadas seguem válidas para o inquérito.

Como mostrou o analista Caio Junqueira, a PF deverá concluir nesta semana o inquérito que investiga o Bolsonaro e seus aliados em uma tentativa de golpe de Estado. A audiência com o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro deverá ser um dos últimos atos da investigação.

Aos parentes, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro tem reafirmado que jamais teve conhecimento de um plano de matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.

Nessas conversas, o militar costuma chorar e admite apenas o que já relatou na delação de que sabia sobre a trama para tentar manter Jair Bolsonaro na Presidência, mas que nunca soube de um planejamento envolvendo o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes.

Cid, segundo relatos, justifica que respondeu tudo o que lhe foi perguntado e que ainda espera conseguir explicar o contexto das mensagens que a PF aponta como comprovação de que tinha conhecimento do plano.

A investigação recuperou trocas de mensagens por Mauro Cid que indicava que ele sabia que o ministro Alexandre de Moraes estava sendo monitorado. Este é um dos pontos principais que pode levar à anulação da delação premaida. Em depoimento, o tenente-coronel alegou que não sabia que isso seria uma ilegalidade.

A delação

Mauro Cid é considerado uma das principais peças da apuração sobre a possível tentativa de golpe encabeçada por Bolsonaro, integrantes de seu governo e aliados. O STF homologou o acordo de delação do ex-ajudante de ordens em 9 de setembro de 2023.

Ao firmar o acordo, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro deixou a prisão. Ele estava preso desde 3 maio do mesmo ano, depois de ser alvo de investigação que apura a inserção de dados falsos nos cartões de vacina do ex-presidente.

Em março deste ano, Mauro Cid ficou sob risco de perder a delação premiada após áudios vazados em que ele critica Alexandre de Moraes e a Polícia Federal (PF).

Após prestar depoimento a Moraes no dia 22 daquele mês para explicar o vazamento dos áudios publicados pela revista “Veja”, o militar foi preso novamente. Ele passou mal e chegou a desmaiar na audiência.

Mauro Cid foi solto em 3 de maio deste ano por decisão de Alexandre de Moraes, que manteve integralmente o acordo de delação premiada.

Na decisão, o ministro citou que o ex-ajudante de ordens reafirmou a “voluntariedade a legalidade do acordo” e ressaltou que os áudios divulgados pela revista Veja “se tratavam de mero ‘desabafo’”.

Após deixar a prisão, Cid ficou obrigado a usar tornozeleira eletrônica, cumprir recolhimento domiciliar noturno, comparecimento semanal à Justiça. Ele também está proibido de deixar o país; usar redes sociais; e se comunicar com os demais investigados, com exceção de sua esposa, filha e pai.

O AVANÇO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA) ESTÁ MUDANDO RADICALMENTE O MERCADO DE TRABALHO

 

Faustino da Rosa Junior, investidor de tecnologia e CEO de startups

Prepare-se para o Futuro: Profissões Tradicionais Estão Sob Risco com o Avanço da Inteligência Artificial

O avanço da inteligência artificial (IA) está mudando radicalmente o mercado de trabalho, e, para muitos especialistas, esta revolução está apenas começando. A IA, que há pouco tempo era vista como uma aliada para aumentar a produtividade, agora assume tarefas inteiras de forma autônoma, transformando carreiras antes consideradas seguras em profissões obsoletas. Segundo Faustino da Rosa Junior, investidor de tecnologia e CEO de startups, o impacto da IA em muitas dessas áreas é “inevitável e acelerado”.

“Estamos entrando em uma nova era em que as máquinas assumem trabalhos de forma não apenas eficiente, mas em uma escala que o ser humano não pode competir. Isso significa que, em vez de depender de profissionais para tarefas específicas, as empresas preferem investir em tecnologias que trabalham 24 horas por dia, com poucos ou nenhum erro”, afirma Faustino. De acordo com ele, a IA já está sendo amplamente adotada em diversos setores, e as mudanças no mercado de trabalho devem afetar principalmente funções repetitivas e previsíveis. “A tecnologia está tomando conta das tarefas mais repetitivas, e quem não se atualizar e adaptar rapidamente será ultrapassado por essa revolução digital”, alerta.

Faustino ainda destaca que o impacto da IA vai além da simples substituição de profissionais. “A inteligência artificial não é só mais rápida e eficiente. Ela também oferece insights que antes exigiriam um time inteiro de analistas, além de uma capacidade de aprendizado constante. O que antes levava meses para ser desenvolvido agora pode ser resolvido em dias ou até horas, dependendo do tipo de tecnologia aplicada. Isso está transformando o mercado e até redefinindo o que significa ser produtivo”, ele explica.

Apesar do lado promissor para empresas, essa tendência levanta preocupações sobre a extinção de várias profissões. “A IA tem o potencial de causar uma disrupção massiva. Muitas funções estão sendo eliminadas ou remodeladas para que apenas uma pequena parcela de humanos seja necessária no processo. Isso significa que, além de uma mudança nas contratações, teremos uma transformação completa nas habilidades exigidas de cada profissional”, pontua Faustino.

Diante desse cenário, Faustino da Rosa Junior acredita que profissões que não exigem criatividade ou habilidades técnicas específicas estão especialmente ameaçadas. “Se você está em uma função que é previsível e pode ser roteirizada, sua posição está em risco. Mas isso também é um alerta para que os profissionais busquem se reinventar e investir em habilidades que as máquinas ainda não podem dominar, como o pensamento crítico e a criatividade,” ele aconselha.

Com base na análise do especialista, listamos as dez profissões que já estão sendo impactadas pela Inteligência Artificial:

1.            Atendentes de Call Center A crescente popularização de chatbots e assistentes virtuais está impactando diretamente o atendimento ao cliente. Empresas adotam IA para responder perguntas frequentes e solucionar problemas básicos, reduzindo drasticamente a necessidade de operadores humanos. “Muitas companhias estão migrando para sistemas automatizados que atendem 24 horas, dispensando o trabalho humano”, explica Faustino.

2.            Redatores de Conteúdo Com a chegada de softwares de IA generativa, que conseguem redigir textos de forma coerente, a profissão de redator de conteúdo está mudando drasticamente. “O que antes demandava equipes inteiras agora é feito por algoritmos, e os redatores precisam cada vez mais focar em curadoria e revisão de conteúdo gerado automaticamente,” diz o especialista.

3.            Analistas Financeiros Assistentes O uso de softwares avançados para análise financeira e trading automatizado está diminuindo a necessidade de analistas assistentes. “Esses sistemas fazem cálculos complexos e tomam decisões em frações de segundo. O mercado financeiro está preferindo especialistas em dados e tecnologia para comandar essas IAs,” comenta Faustino.

4.            Motoristas de Entrega Empresas estão testando drones e veículos autônomos, que prometem substituir motoristas de entrega humanos em grande escala. “Estamos a alguns passos de uma era onde transporte autônomo será o padrão, especialmente para entregas. Em países como China, Japão e Estônia isso já é uma realidade e é uma questão de tempo para chegar ao Brasil”, explica.

5.            Caixas de Supermercado A popularidade de tecnologias de self-checkout e lojas automatizadas, onde o consumidor não precisa passar pelo caixa, está em alta. “Grandes redes de supermercados estão apostando em lojas totalmente automatizadas, onde o cliente entra, escolhe e paga sem qualquer interação humana,” destaca o investidor.

6.            Auxiliares Administrativos Tarefas administrativas como agendamento, arquivamento e envio de documentos são agora facilmente executadas por softwares de gestão. “O custo-benefício de automatizar essas tarefas é muito atrativo para as empresas,” pontua Faustino.

7.            Consultores de Viagem Sites e aplicativos de viagem vêm assumindo o trabalho de consultores, oferecendo planejamento completo de viagens sem intervenção humana. “Plataformas digitais agora oferecem soluções instantâneas e personalizadas, eliminando a necessidade de consultores humanos”, observa Faustino.

8.            Operadores de Máquinas em Fábricas A tecnologia de fábricas inteligentes e autônomas está diminuindo a demanda por operadores de máquinas. “Em algumas indústrias, o processo de produção já é quase inteiramente automatizado,” afirma Faustino.

9.            Profissionais de Telemarketing Softwares de IA que conduzem chamadas e conversas automatizadas estão eliminando o setor de telemarketing. “A IA é muito mais eficiente e já consegue realizar vendas simples sem a necessidade de intervenção humana,” comenta.

10.          Corretores de Imóveis de Baixa Complexidade Plataformas digitais facilitam a busca, compra e aluguel de imóveis, diminuindo a necessidade de corretores humanos. “Os corretores que se especializam e agregam valor continuam relevantes, mas aqueles que atuam apenas em transações básicas já estão perdendo espaço,” explica Faustino.

 Adaptar-se ou Ser Substituído?

 Para Faustino da Rosa Junior, a lição é clara: o mercado de trabalho está mudando, e profissionais precisam se preparar para essa nova realidade. “Essa transformação pode ser assustadora, mas também é uma oportunidade para aqueles dispostos a investir em habilidades que as máquinas não conseguem replicar. A chave para o futuro está na criatividade, pensamento crítico e adaptação contínua,” finaliza o especialista.

Este novo cenário não é apenas uma ameaça, mas também um convite para que os profissionais repensem suas carreiras e abracem a inovação. Afinal, a IA veio para ficar, e cabe a cada um de nós encontrar maneiras de se destacar e sobreviver em um mercado de trabalho cada vez mais dominado pela tecnologia.

Como a Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem

A Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem de diversas maneiras:

1. Aumentando a visibilidade online:

•             Oferecendo um site profissional e otimizado para mecanismos de busca, aumentando a visibilidade da empresa na internet e atraindo mais visitantes.

•             Integração com ferramentas de marketing digital, como Google Ads e Facebook Ads, para alcançar um público mais amplo e direcionado.

•             Otimização do site para conversão, com formulários de contato e botões de ação que facilitam a interação com os clientes.

2. Melhorando a experiência do cliente:

•             Conteúdo informativo e relevante, que ajuda os clientes a encontrarem as informações que procuram e a entenderem os produtos e serviços da empresa.

•             Ferramentas de autoatendimento, como chat online e FAQs, que respondem às perguntas dos clientes de forma rápida e eficiente.

•             Design intuitivo e responsivo, que garante uma boa experiência de navegação em qualquer dispositivo.

3. Aumentando as vendas:

•             Integração com plataformas de e-commerce, permitindo que os clientes comprem produtos e serviços consultando diretamente no site.

•             Ferramentas de marketing automation, que automatizam o envio de emails e mensagens personalizadas para leads e clientes.

•             Análise de dados, que fornece insights sobre o comportamento dos clientes e ajuda a otimizar as campanhas de marketing.

4. Reduzindo custos:

•             Automação de tarefas repetitivas, como o envio de emails e a gestão de leads.

•             Otimização do site para SEO, que reduz a necessidade de investir em publicidade paga.

•             Integração com ferramentas de CRM, que ajuda a gerenciar o relacionamento com os clientes de forma mais eficiente.

5. Aumentando a produtividade:

•             Ferramentas de colaboração, como compartilhamento de arquivos e calendários, que facilitam o trabalho em equipe.

•             Integração com ferramentas de gestão de projetos, que ajuda a organizar e acompanhar o andamento das tarefas.

•             Automação de tarefas repetitivas, que libera tempo para os funcionários se concentrarem em atividades mais estratégicas.

A Plataforma Site Valeon é uma solução completa e acessível que pode ajudar empresas de todos os portes a crescerem.

Para saber mais, visite o site <valedoacoonline.com.br> ou entre em contato com a equipe de vendas pelo telefone (31) 98428-0590.

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quarta-feira, 20 de novembro de 2024

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E CONTRIBUIÇÃO DOS PAÍSES

 

História de AFP

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, faz um discurso durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP29) em Baku, em 13 de novembro de 2024

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, faz um discurso durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP29) em Baku, em 13 de novembro de 2024© Alexander NEMENOV

Com a reeleição de Donald Trump para a presidência dos EUA, todas as atenções se voltaram para a União Europeia na COP29, em Baku, para se juntar à China e pressionar por um acordo financeiro para combater o aquecimento global até sexta-feira.

Na capital do Azerbaijão, a UE está negociando discretamente com a China em uma aliança de “alta ambição” com países do sul, como Quênia e Palau.

Os países da UE são os maiores contribuintes do financiamento climático em todo o mundo, com 28,6 bilhões de euros (173 bilhões de reais) no ano passado provenientes de fontes públicas, aos quais se somaram 7,2 bilhões de euros (43 bilhões de reais) do setor privado, de acordo com a Comissão Europeia.

“Continuaremos a mostrar o caminho e a fazer nossa parte justa e ainda mais”, reiterou o comissário europeu responsável pelas negociações climáticas, Wopke Hoekstra.

“Vocês devem liderar esse processo, não têm escolha”, disse à AFP Diego Pacheco, chefe da delegação boliviana, entre duas reuniões, em um dos intrincados corredores do estádio de Baku.

O ‘think tank’ ODI calculou que muitos países europeus contribuem ainda mais do que sua “parcela justa”, estimada com base em suas emissões históricas, riqueza e população, incluindo Suécia, Dinamarca, França, Alemanha e Países Baixos. Em contrapartida, os Estados Unidos ficam para trás.

Mas há aqueles que se recusam a receber lições de países que basearam sua prosperidade no carvão e no petróleo. “Pare de tentar colocar [a responsabilidade] pela redução das emissões nos países em desenvolvimento”, disse Pacheco na plenária.

“Todos os olhos estão voltados para a UE para que assuma a liderança nessa questão […] dado o seu papel de grande contribuinte” para o financiamento climático, disse à AFP Ignacio Arroniz Velasco, do think tank E3G.

Mas a UE, onde a disciplina orçamentária é a ordem do dia, tem sido cuidadosa ao dizer quanto está disposta a pagar a partir do próximo ano, e quer manter suas cartas na manga o máximo possível.

“Esperamos que a UE dê um primeiro passo”, comentou Chiara Martinelli, da Climate Action Network (CAN) Europe.

Outro observador fez alusão à suposta relutância da Europa em “assumir” o papel de liderança que alguns esperam dela.

Os negociadores argumentaram que uma faixa de 200 a 400 bilhões de dólares (entre 1,1 trilhão e 2,3 trilhões de reais) em financiamento anual dos países ocidentais seria realista. “200 bilhões é muito, mas [é] possível”, disse um diplomata europeu.

Isso representaria pelo menos o dobro do compromisso atual de 100 bilhões de dólares (575 bilhões de reais), que a COP espera rever. Esses valores incluem financiamento público bilateral ou por meio de bancos multilaterais e uma parcela de financiamento privado.

Os europeus estão negociando parâmetros cruciais, como o horizonte da nova meta. Eles também querem ampliar a definição do pacote total, incluindo mais outras fontes de financiamento, especialmente o financiamento privado.

Mas, principalmente, eles querem que a contribuição voluntária de outros países, liderados pela China, seja incluída na meta total, o que os obrigaria a serem transparentes sobre o que já estão pagando.

MILEI DA ARGENTINA FOI O SUBSTITUTO DE TRUMP NO G20

História de Por Lisandra Paraguassu e Elizabeth Pineau – Reuters

O presidente da Argentina, Javier Milei, na cúpula do G20 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro 19/11/2024 REUTERS/Pilar Olivares

O presidente da Argentina, Javier Milei, na cúpula do G20 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro 19/11/2024 REUTERS/Pilar Olivares© Thomson Reuters

Por Lisandra Paraguassu e Elizabeth Pineau

RIO DE JANEIRO (Reuters) – Enquanto líderes mundiais na cúpula do G20 no Brasil se preparam para o retorno do presidente dos EUA, Donald Trump, ao centro dos temas globais, um chefe de Estado presente na sala já deu uma prévia de um estilo familiar e iconoclasta de direita.

O presidente argentino Javier Milei negou a ciência climática, discordou sobre igualdade de gênero, criticou impostos mais altos para bilionários e, recém-chegado de um encontro com Donald Trump em seu resort Mar-a-Lago, mostrou que está disposto a desafiar o consenso global.

Enquanto Milei celebrava com o presidente eleito dos EUA na Flórida, os principais diplomatas de seu país passaram a semana passada no Rio negociando um consenso delicado com colegas do G20 em torno de uma declaração conjunta de 9 mil palavras para aprovação final pelos chefes de Estado nesta semana.

Os diplomatas tiveram problemas quando os negociadores argentinos disseram ter recebido uma ligação do presidente com ordens para que endurecessem a resistência a trechos previamente acordados sobre cooperação tributária, relataram pessoas envolvidas nas discussões.

“Parece, agora, que a posição oficial da Argentina é criar problemas”, reclamou um diplomata europeu.

Os diplomatas argentinos cederam após dias de negociações intensas. Os chefes de Estado, no entanto, ouviram diretamente de Milei durante a cúpula suas objeções às menções no comunicado conjunto sobre tributação progressiva, igualdade de gênero e aos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, de acordo com fontes presentes no debate plenário.

Um porta-voz de Milei não respondeu a um pedido de comentário.

Ele adotou um tom desafiador nas redes sociais, repetindo uma mensagem anterior na plataforma X, na segunda-feira: “Não sou político, nem aspiro a ser. Assim como o presidente Trump, tive que entrar neste pântano podre como um ato de autodefesa”.

Em breve, ele pode não apenas ecoar a retórica, mas também as principais decisões políticas.

Após um longo debate privado com Milei antes da cúpula, o presidente francês Emmanuel Macron saiu convencido de que o argentino vai abandonar o Acordo de Paris se Trump cumprir sua ameaça de fazer o mesmo, segundo uma autoridade francesa.

Nas negociações climáticas da ONU na semana passada, a delegação argentina abandonou as discussões por ordens de Milei, um negacionista do aquecimento global. Durante a cúpula do G20, ele evitou uma sessão de trabalho sobre desenvolvimento sustentável nesta terça-feira, de acordo com uma fonte presente.Desde o início da cúpula, Milei deixou claro que não estava ali para fazer amigos.

Ao chegar na segunda-feira ao Museu de Arte Moderna do Rio, Milei cumprimentou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anfitrião do evento, com um aperto de mão frio. Ele segurava uma pasta junto ao peito, descartando o abraço habitual entre líderes latino-americanos amigáveis.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu e Elizabeth Pineau)

 

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...