Alexandre Poseddon – Especialista em Marcas
A era do marketing de propósito trouxe uma nova regra: seja autêntico
ou prepare-se para o fracasso. Quando o propósito não passa de uma
promessa vazia, o preço de ignorar a autenticidade e a conexão com o
público é o fracasso!
Quando falamos sobre o fracasso de marcas, é tentador apontar razões
óbvias: má gestão, falta de inovação, desatenção às mudanças do mercado.
No entanto, se formos a fundo, percebemos que o buraco é mais embaixo –
e talvez até mais humano. Marcas não falham apenas por fatores
isolados, mas por uma combinação de decisões que ignoram as
complexidades do mercado, subestimam o cliente e, muitas vezes, traem os
próprios valores. Ao explorar esses temas, fica claro que os motivos
vão além das estatísticas: o fracasso revela a desconexão entre o
propósito da marca e a realidade.
A promessa vazia: por que propósito é mais do que uma moda passageira
Hoje, muitos CEOs insistem em propósitos de marca, mas poucos
realmente entendem o que isso significa. A questão não é ter um
“propósito” – é como ele é executado e vivido no dia a dia da empresa.
Um propósito bem fundamentado vai além de slogans e campanhas
publicitárias: ele exige autenticidade. Um exemplo clássico do que não
fazer é a campanha da Pepsi de 2017, protagonizada por Kendall Jenner. A
marca tentou se apropriar de um movimento social, mas o fez de maneira
superficial e desrespeitosa, resultando em uma avalanche de críticas.
Aqui, a empresa revelou um equívoco perigoso: ao tentar se conectar com
um público engajado, não foi autêntica e acabou por alienar seus
próprios consumidores. Se o propósito não é genuíno, ele não apenas
fracassa – ele se torna motivo de vergonha pública.
O estudo da Accenture de 2019 traz dados relevantes: 63% dos
consumidores preferem marcas com posicionamento claro e alinhado a
causas sociais. Mas não se engane: eles também detectam quando essa
conexão é forçada. Propósito não é algo que se finge, e as empresas que
tentam “comprar” essa autenticidade encontram um público cada vez mais
crítico.
Falta de visão: a paralisia frente à mudança
Se há uma lição que Blockbuster deixou para o mundo é a importância
de enxergar além do “agora”. Ao ignorar o crescimento do streaming, a
empresa perdeu a chance de se reinventar. E, pior, assumiu que a
necessidade dos consumidores de visitar uma loja física nunca mudaria.
Blockbuster não falhou por uma simples falta de inovação; falhou porque
seus líderes estavam presos a um modelo que, para eles, parecia
inabalável. Nesse caso, o fracasso é uma mistura de miopia e teimosia.
Harvard Business Review abordou esse fenômeno em um artigo sobre “A
Ilusão da Estabilidade do Mercado” (2006), que aponta que empresas que
confiam na estabilidade do mercado são as mais vulneráveis ao fracasso.
Blockbuster exemplifica perfeitamente esse ponto: ao não ver a iminente
transformação digital, abriu caminho para que a Netflix dominasse o
mercado de entretenimento. E aqui a ironia é quase amarga – a empresa
teve a oportunidade de comprar a Netflix e recusou, numa combinação
fatal de arrogância e falta de visão.
A cultura da arrogância: quando a confiança se torna cegueira
Muitas empresas de sucesso se tornam vítimas de sua própria
arrogância. Quando uma marca acredita que sua popularidade é invencível,
começa a desconectar-se do público que a fez crescer. A Abercrombie
& Fitch, por exemplo, construiu uma imagem elitista, que acabou se
virando contra ela. Em 2013, o então CEO Mike Jeffries afirmou que a
marca era “para pessoas populares e atraentes”, alienando uma geração
que começou a valorizar diversidade e inclusão.
Esse excesso de confiança é perigoso porque mascara uma desconexão
fundamental com o consumidor. O estudo “Brand Relevance Index”, da
consultoria Prophet, demonstra que marcas conectadas aos clientes são
mais valorizadas e têm melhor desempenho. Contudo, empresas como a
Abercrombie ignoram esse sinal, acreditando que um público fiel não se
cansará. E, muitas vezes, a queda só se torna perceptível quando o
estrago já foi feito.
Quando a estrutura organizacional vira âncora
Um dos grandes dilemas corporativos é que, à medida que uma empresa
cresce, suas estruturas se tornam mais rígidas. O que deveria ser um
suporte se transforma em um peso. A Kodak é um exemplo clássico desse
problema. Mesmo tendo desenvolvido a tecnologia de câmeras digitais, a
empresa se recusou a adotar o digital, temendo que isso comprometesse
seu lucrativo negócio de filmes fotográficos. A ironia? Enquanto ela
hesitava, Canon e Sony avançavam com câmeras digitais e dominaram o
mercado.
O relatório do Boston Consulting Group de 2021 aponta que empresas
com estruturas organizacionais flexíveis são mais capazes de se adaptar e
inovar. No entanto, a Kodak mostrou que estruturas pesadas e falta de
visão podem comprometer até mesmo as melhores inovações. A empresa
literalmente tinha a chave para o futuro, mas decidiu guardá-la em um
cofre.
Promessas vagas e a falta de clareza no valor entregue
Um erro que pode parecer menos evidente, mas é fatal, é a falta de
clareza na proposta de valor. Marcas que não comunicam seu diferencial
ou se perdem em promessas vagas acabam falhando em construir uma base
sólida de clientes. A rede J.C. Penney, por exemplo, viveu isso. Em
2011, a empresa tentou mudar sua estratégia, eliminando descontos e
promoções, um movimento que confundiu clientes fiéis e afastou
consumidores. O resultado foi uma queda nas vendas e uma imagem de marca
desgastada.
A McKinsey destaca em sua pesquisa que 75% dos consumidores preferem
marcas que têm uma proposta de valor clara. Quando uma marca falha em
demonstrar seu diferencial, ela se torna irrelevante. No caso da J.C.
Penney, a mudança de direção não teve uma mensagem clara e, pior ainda,
parecia uma traição aos clientes habituais.
Em busca de uma conexão genuína com o público
As falhas de marcas que já foram ícones no mercado trazem uma lição
importante: sucesso não é uma linha reta. Uma marca precisa ser
adaptável, transparente e, acima de tudo, autêntica. O que esses casos
nos mostram é que o fracasso não acontece apenas por uma falta de
inovação ou de visão. Ele é, na verdade, um reflexo de uma desconexão
fundamental com o consumidor.
Empresas que entendem e respeitam o consumidor, que não têm medo de
inovar e que trabalham para entregar valor verdadeiro, têm mais chances
de sobreviver em um mercado competitivo. Não se trata apenas de reagir
às mudanças, mas de se conectar com as pessoas que compõem seu público e
de não subestimar o poder das decisões estratégicas. Afinal, como diria
o ditado, o verdadeiro sucesso de uma marca não é alcançado ao pisar no
topo – é sustentado ao permanecer conectada a quem a colocou lá.
Quem é Alexandre Poseddon
Alexandre Poseddon é o estrategista por trás de campanhas que
alavancaram diversas personalidades públicas, desde influenciadores com
mais de 10 milhões de seguidores até políticos eleitos entre os mais
votados do país. Com mais de 15 anos de experiência, Alexandre possui
uma trajetória premiada no marketing. Atualmente, é diretor de marketing
da P1LED, onde aplica sua visão estratégica para transformar empresas,
elevando seu posicionamento no mercado com uma abordagem que combina
autenticidade e conexão real com o público
CARACTERÍSTICAS DA VALEON
Perseverança
Ser perseverante envolve não desistir dos objetivos estipulados em
razão das atividades, e assim manter consistência em suas ações. Requer
determinação e coerência com valores pessoais, e está relacionado com a
resiliência, pois em cada momento de dificuldade ao longo da vida é
necessário conseguir retornar a estados emocionais saudáveis que
permitem seguir perseverante.
Comunicação
Comunicação é a transferência de informação e significado de uma
pessoa para outra pessoa. É o processo de passar informação e
compreensão entre as pessoas. É a maneira de se relacionar com os outros
por meio de ideias, fatos, pensamentos e valores. A comunicação é o
ponto que liga os seres humanos para que eles possam compartilhar
conhecimentos e sentimentos. Ela envolve transação entre pessoas. Aquela
através da qual uma instituição comunica suas práticas, objetivos e
políticas gerenciais, visando à formação ou manutenção de imagem
positiva junto a seus públicos.
Autocuidado
Como o próprio nome diz, o autocuidado se refere ao conjunto de ações
que cada indivíduo exerce para cuidar de si e promover melhor qualidade
de vida para si mesmo. A forma de fazer isso deve estar em consonância
com os objetivos, desejos, prazeres e interesses de cada um e cada
pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar.
Autonomia
Autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em
gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias
escolhas. Neste caso, a autonomia indica uma realidade que é dirigida
por uma lei própria, que apesar de ser diferente das outras, não é
incompatível com elas.
A autonomia no trabalho é um dos fatores que impulsionam resultados
dentro das empresas. Segundo uma pesquisa da Page Talent, divulgada em
um portal especializado, 58% dos profissionais no Brasil têm mais
facilidade para desenvolver suas tarefas quando agem de maneira
independente. Contudo, nem todas as empresas oferecem esse atributo aos
colaboradores, o que acaba afastando profissionais de gerações mais
jovens e impede a inovação dentro da companhia.
Inovação
Inovar profissionalmente envolve explorar novas oportunidades,
exercer a criatividade, buscar novas soluções. É importante que a
inovação ocorra dentro da área de atuação de um profissional, evitando
que soluções se tornem defasadas. Mas também é saudável conectar a
curiosidade com outras áreas, pois mesmo que não represente uma nova
competência usada no dia a dia, descobrir novos assuntos é uma forma
importante de ter um repertório de soluções diversificadas e atuais.
Busca por Conhecimento Tecnológico
A tecnologia tornou-se um conhecimento transversal. Compreender
aspectos tecnológicos é uma necessidade crescente para profissionais de
todas as áreas. Ressaltamos repetidamente a importância da tecnologia,
uma ideia apoiada por diversos especialistas em carreira.
Capacidade de Análise
Analisar significa observar, investigar, discernir. É uma competência
que diferencia pessoas e profissionais, muito importante para contextos
de liderança, mas também em contextos gerais. Na atualidade, em um
mundo com abundância de informações no qual o discernimento,
seletividade e foco também se tornam grandes diferenciais, a capacidade
de analisar ganha importância ainda maior.
Resiliência
É lidar com adversidades, críticas, situações de crise, pressões
(inclusive de si mesmo), e ter capacidade de retornar ao estado
emocional saudável, ou seja, retornar às condições naturais após
momentos de dificuldade. Essa é uma das qualidades mais visíveis em
líderes. O líder, mesmo colocando a sua vida em perigo, deve ter a
capacidade de manter-se fiel e com serenidade em seus objetivos.
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