quarta-feira, 20 de novembro de 2024

FESTIVAL JANJAPALOOZA SERÁ INVESTIGADO PELO TCU POR GASTO DO DINHEIRO PÚBLICO

 

Jetss

O festival foi organizado pelo Ministério da Cultura com participação da primeira-dama, Janja Lula, e envolve recursos destinados ao pagamento de cachês artísticos e outras despesas.
Sanderson questiona a legalidade e a moralidade da aplicação de R$ 870 mil em cachês de artistas, dentro de um total de R$ 33,5 milhões provenientes de patrocínios da Itaipu Binacional e da Petrobras.

O festival foi organizado pelo Ministério da Cultura com participação da primeira-dama, Janja Lula, e envolve recursos destinados ao pagamento de cachês artísticos e outras despesas.©Foto: Agência Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) acolheu uma representação do deputado federal Sanderson (PL-RS) e abrirá uma investigação sobre o uso de dinheiro público no evento popularmente apelidado de “Janjapalooza”.

O festival foi organizado pelo Ministério da Cultura com participação da primeira-dama, Janja Lula, e envolve recursos destinados ao pagamento de cachês artísticos e outras despesas.

Sanderson questiona a legalidade e a moralidade da aplicação de R$ 870 mil em cachês de artistas, dentro de um total de R$ 33,5 milhões provenientes de patrocínios da Itaipu Binacional e da Petrobras. Para o parlamentar, os valores são incompatíveis com o atual cenário econômico do Brasil, marcado por desafios fiscais e necessidade de cortes de gastos.

“Não é admissível que recursos públicos sejam utilizados de forma questionável, principalmente em um momento em que o Brasil exige austeridade e responsabilidade fiscal. Esse tipo de gasto afronta os princípios básicos da gestão pública”, declarou Sanderson.

O TCU analisará detalhadamente as despesas para verificar se houve violação de princípios constitucionais como legalidade, eficiência e moralidade na administração pública. Dependendo do desfecho da apuração, o processo pode resultar em sanções administrativas e exigências de recomposição aos cofres públicos.

O evento e os artistas

O festival, que reuniu artistas consagrados como Diogo Nogueira, Daniela Mercury, Seu Jorge, Zeca Pagodinho, Maria Gadú, Fafá de Belém, Ney Matogrosso e outros, contou com a presença de nomes que apoiaram a campanha do presidente Lula em 2022.

A investigação ocorre em um contexto de críticas à gestão de recursos em eventos culturais, com a oposição questionando a priorização de gastos considerados excessivos frente às demandas do orçamento público.

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA E CURIOSIDADES

Karla Neto – Colunista Correspondente

Nesta quarta-feira (20), é celebrado o Dia Nacional da Consciência negra, a data foi oficializada por uma lei de 2011 e é inclusive feriado em alguns estados e cidades. Ela foi escolhida para homenagear Zumbi, o líder do Quilombo de Palmares, que morreu nesse dia, em 1695.

A data da morte de Zumbi dos Palmares, descoberta por historiadores no início da década de 1970, motivou membros do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, em um congresso realizado em São Paulo, no ano de 1978, a elegerem a figura de Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil, bem como da luta por direitos que os afro-brasileiros reivindicam.

Com isso, o 20 de novembro tornou-se a data para celebrar e relembrar a luta dos negros contra a opressão no Brasil, e o Treze de Maio, data em que a abolição da escravatura aconteceu, foi deixado de escanteio. O argumento utilizado é que o Treze de Maio representa uma “falsa liberdade”, uma vez que, após a Lei Áurea, os negros foram entregues à própria sorte e ficaram sem nenhum tipo de assistência do poder público.

As celebrações referentes a Consciência Negra surgiram nas lutas dos movimentos sociais contra o racismo na metade da década de 70. Oliveira Silveira foi um intelectual e ativista do Rio Grande do Sul, que pesquisou sobre a história do negro no Brasil e identificou que a data da morte de Zumbi dos Palmares, 20 de novembro, tinha requisitos que apresentavam orgulho para a população negra.
Junto com outros ativistas, mobilizaram o movimento negro e sugeriram esse dia como dia Nacional da Consciência Negra.

Em 1971, foi proposto que nessa data fosse comemorado o valor da comunidade negra e sua fundamental contribuição ao país.
O dia 20 de novembro se torna um dia para homenagear o líder na época dos quilombos. Fortalecendo mitos e referências históricas da cultura e trajetórias negra no Brasil e também trazer referências para lideranças atuais. Surge como uma iniciativa de gerar reflexão para as questões raciais no Brasil.

Em 2003, o Dia da Consciência Negra entrou no calendário escolar com a lei 10639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro brasileira nas escolas.

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Você sabe por que aparece afta na boca?

Algumas possíveis causas para o aparecimento da lesão podem ser: alimentos mais condimentados, frutas cítricas/ácidas, estresse, mudanças hormonais nos ciclos da mulher, traumas mecânicos por pontas pontiagudas, escovas dentais, queimaduras por alimentos sólidos ou líquidos, predisposição genética familiar, refluxos, estomacais, ansiedade, uso de alguns medicamentos, substâncias que queimam, vírus e bactérias.

A afta é uma lesão de formato arredondado ou ovalado na boca. Ela é recoberta por uma membrana com uma tonalidade branca ou amarelada e uma leve mancha vermelha ao redor. A afta pode surgir tanto na parte interna da boca quanto na língua.

Pessoas com afta geralmente sentem dor e incômodo na região, principalmente no ato de falar ou comer. A afta dura normalmente entre 5 a 15 dias, desaparecendo após esse período. sem deixar alguma cicatriz ou marca característica.

É importante destacar que a afta não é contagiosa. Portanto, uma pessoa com afta pode naturalmente compartilhar talheres ou beijar, por exemplo, levando uma rotina normal. Também pode indicar que a imunidade do paciente está em baixa. Nesse caso, a afta se manifesta como um sinal de alerta demonstrando que o corpo não está em seu pleno desempenho. Aparecem em qualquer idade e com mais frequência no sexo feminino.

É importante diferenciar a lesão da afta da lesão provocada pelo herpes, pois são bem diferentes. Outras lesões sugestivas de aftas também ocorrem por dentes mal posicionados na arcada dentária, restaurações fraturadas, bordas cortantes dos dentes, dentes cariados, próteses mal adaptadas, mordidas acidentais, hábito de sucção do lábio e língua.

Como forma de tratamento, destaca-se a higiene bucal adequada, alimentação menos ácida, com sucos naturais não cítricos, uso de enxaguatórios sem álcool; pomadas ou cremes e analgésicos devem ser prescritos pelo dentista e aliviam os sintomas de dor.

Saiba aqui alguns benefícios de consumir a ameixa: Veja!

Contém minerais como magnésio, potássio, ferro, zinco, cálcio e fósforo. Portanto, beneficia também a visão, o sistema imunológico, e o fortalecimento ósseo. Ela ajuda a controlar os níveis de açúcar e colesterol, previne a anemia e auxilia a perda de peso.

Consumir até cinco ameixas secas por dia pode ajudar no controle de peso. Fortalecimento da imunidade: Tanto a ameixa seca quanto a fresca são ricas em antioxidantes e vitaminas, como a vitamina C, que fortalecem o sistema imunológico, ajudando a prevenir gripes e resfriados.

A ameixa é uma fruta rica em fibras, flavonoides e carotenoides, que são nutrientes e compostos bioativos que trazem muitos benefícios para a saúde, como combater a prisão de ventre, controlar a pressão arterial, facilitar o emagrecimento e evitar a diabetes.

  1. Diminuir o colesterol e triglicerídeos
    As fibras, presentes em boas quantidades na ameixa, favorecem a diminuição dos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue, porque reduzem a absorção da gordura dos alimentos e inibem a formação do colesterol no fígado.
  2. Prevenir o envelhecimento precoce
    A ameixa tem boas quantidades de antioxidantes, como flavonoides e carotenos, que ajudam a prevenir o envelhecimento precoce por combaterem o excesso de radicais livres do organismo, evitando, assim, o surgimento de rugas e flacidez na pele
  3. Evitar a diabetes
    A ameixa ajuda a prevenir a resistência à insulina e a diabetes, por conter fibras que diminuem a velocidade de absorção dos carboidratos dos alimentos, equilibrando os níveis de glicose no sangue.

Tipos de ameixa

Os tipos mais comuns de ameixa são:

Ameixa amarela: esse tipo de ameixa tem a casca e polpa amarelas e contém boas quantidades de carotenoides, como luteína e zeaxantina. Além disso, o sabor dessa ameixa é adocicado;
Ameixa preta: com boas quantidades de flavonoides, como quercetina, antocianina e flavonol, a ameixa preta tem a casca preta e a polpa amarela, e um sabor doce;

Ameixa vermelha: essa ameixa pode ter a casca vermelha e a polpa vermelha ou amarela. Sendo rica em flavonoides, a ameixa vermelha tem um sabor que varia entre doce, doce-acidulado e agridoce.

 

CÃES ROBÔ PATRULHAM A MANSÃO DE TRUMP

 

História de Lily Jamali – Correspondente de tecnologia da BBC News na América do Norte BBC News Brasil

Este cão-robô está ajudando as autoridades a proteger o presidente eleito, Donald Trump, em sua residência na Flórida

Este cão-robô está ajudando as autoridades a proteger o presidente eleito, Donald Trump, em sua residência na Flórida© Reuters

Um cão-robô chamado “Spot”, fabricado pela Boston Dynamics, é a mais recente ferramenta no arsenal do Serviço Secreto dos Estados Unidos.

O dispositivo foi visto recentemente patrulhando o perímetro de Mar-a-Lago, residência e clube privado do presidente eleitoDonald Trump, em Palm Beach, na Flórida.

Eles não têm armas, e cada um pode ser controlado remotamente ou automaticamente, desde que sua rota seja pré-programada.

Os transeuntes são alertados por um aviso em cada pata de Spot: “DO NOT PET”, que pode ser traduzido como “não faça festa ou carinho”.

“Não sei se alguém se sente tentado a acariciar estes cães-robôs. Eles não parecem fofos”, diz Melissa Michelson, cientista política do Menlo College, nos EUA.

O vídeo de Spot desfilando pela propriedade se tornou viral no TikTok — com reações que variam de chamá-lo de legal e fofo a assustador — e se tornou motivo de piada em programas de televisão americanos. Mas sua missão não é brincadeira.

“Proteger o presidente eleito é uma prioridade máxima”, afirmou Anthony Guglielmi, chefe de comunicação do Serviço Secreto dos EUA, em declaração à BBC.

Nos meses que antecederam as eleições presidenciais americanas, Trump foi alvo de duas aparentes tentativas de assassinato. A primeira ocorreu durante um comício em Butler, na Pensilvânia, em julho; e a outra aconteceu no campo de golfe de Mar-a-Lago, em setembro.

Citando “preocupação com a segurança operacional”, o Serviço Secreto se recusou a responder às perguntas específicas da BBC sobre o uso de cães-robôs na segurança de Trump, incluindo quando a agência começou a usar o dispositivo em sua principal residência.

A Boston Dynamics também se recusou a responder perguntas específicas, embora tenha confirmado que o Serviço Secreto estava usando seu robô Spot.

Uma agente do Serviço Secreto interage com Spot em Mar-a-Lago

Uma agente do Serviço Secreto interage com Spot em Mar-a-Lago© Reuters

Mas por que o Serviço Secreto os estaria usando agora?

Ron Williams, ex-agente do Serviço Secreto que agora é CEO da empresa de segurança e gerenciamento de riscos Talon Companies, suspeita que as tentativas de assassinato contra Trump reforçaram a urgência de “atualizar a tecnologia que pode melhorar a capacidade de detectar e deter”, diz Williams.

Em Mar-a-Lago, onde grande parte da propriedade fica exposta, ele acredita que os cães-robôs já deveriam ter sido implementados há muito tempo. “Eles podem cobrir uma área muito maior” do que os seres humanos sozinhos, ele explica.

Williams espera que os cães-robôs se tornem mais comuns com o tempo.

E não se trata apenas do Serviço Secreto. Segundo ele, os cães-robôs têm se tornado um recurso cada vez mais usado por militares e órgãos de segurança pública em todo o mundo.

Um esquadrão antibombas no condado de Montgomery, na Pensilvânia, que comprou o Spot no primeiro semestre, utiliza o dispositivo para inspecionar possíveis explosivos, de acordo com os materiais promocionais da Boston Dynamics.

No ano passado, o Departamento de Polícia de Nova York investiu na aquisição de cães-robôs para integrar sua força, apesar das críticas de “exagero distópico do poder policial”, de acordo com a revista Wired.

Do outro lado do globo, a Ucrânia os utilizou para realizar operações de reconhecimento no conflito em andamento, desencadeado pela invasão russa em 2022, segundo reportagem do Kyiv Post.

O Spot é conhecido por sua agilidade. Ele pode subir e descer escadas, além de passar por espaços apertados. Pode até mesmo abrir portas.

Mas sua habilidade de revelar ameaças em potencial é um dos principais motivos pelos quais tantas agências parecem dispostas a pagar até US$ 75 mil (R$ 432 mil) pelo dispositivo.

Guglielmi, chefe de comunicação do Serviço Secreto, afirmou que os cães-robôs estavam “equipados com tecnologia de vigilância e uma série de sensores avançados que dão suporte às nossas operações de proteção”.

O dispositivo vem equipado com várias câmeras que geram um mapa em 3D do seu entorno, de acordo com os materiais promocionais da Boston Dynamics, e também pode ter recursos extras, como sensor térmico.

Mas nada disso acontece sem um mestre humano.

“Eles têm basicamente um joystick que controla o cão-robô enquanto ele anda”, afirma Missy Cummings, professora de engenharia da Universidade George Mason, que administra o Centro de Autonomia e Robótica da instituição. O Spot também pode se mover automaticamente ao longo de rotas predefinidas.

Diferentemente de seus equivalentes humanos e caninos de verdade, os cães-robôs não se distraem com cenas, sons ou cheiros que encontram.

Mas, apesar de seus vários recursos impressionantes, os dispositivos podem ser desativados.

“Basta borrifar spray de cabelo da Aqua Net (marca americana) na ‘cara’ deles”, diz Cummings.

“Isso seria suficiente para impedir que as câmeras funcionassem corretamente.”

Embora o cão-robô avistado em Mar-a-Lago não esteja armado, ela afirma que os concorrentes parecem estar testando modelos que estão.

“As pessoas estão tentando transformar estes cães em armas”, acrescenta Cummings, citando um modelo chinês com um rifle acoplado, do qual ela tomou conhecimento durante um encontro sobre robótica nesta semana.

Eles não estão prestes a substituir os seres humanos, diz Melissa Michelson, que compara os dispositivos à tecnologia de direção assistida em alguns veículos.

“Não temos muita fé na capacidade dos carros de dirigirem sozinhos”, afirma Michelson.

Não é à toa que agentes do Serviço Secreto foram vistos patrulhando ao lado de Spot em Mar-a-Lago.

“Ainda precisamos desses seres humanos nos bastidores para usar o julgamento humano e poder intervir se houver uma falha tecnológica”, ela argumenta.

MARCAS NÃO FALHAM POR FATORES ISOLADOS IGNORAM A COMPLEXIDADE DO MERCADO E SUBESTIMAM OS CLIENTES

 

Alexandre Poseddon – Especialista em Marcas

A era do marketing de propósito trouxe uma nova regra: seja autêntico ou prepare-se para o fracasso. Quando o propósito não passa de uma promessa vazia, o preço de ignorar a autenticidade e a conexão com o público é o fracasso!

Quando falamos sobre o fracasso de marcas, é tentador apontar razões óbvias: má gestão, falta de inovação, desatenção às mudanças do mercado. No entanto, se formos a fundo, percebemos que o buraco é mais embaixo – e talvez até mais humano. Marcas não falham apenas por fatores isolados, mas por uma combinação de decisões que ignoram as complexidades do mercado, subestimam o cliente e, muitas vezes, traem os próprios valores. Ao explorar esses temas, fica claro que os motivos vão além das estatísticas: o fracasso revela a desconexão entre o propósito da marca e a realidade.

A promessa vazia: por que propósito é mais do que uma moda passageira

Hoje, muitos CEOs insistem em propósitos de marca, mas poucos realmente entendem o que isso significa. A questão não é ter um “propósito” – é como ele é executado e vivido no dia a dia da empresa. Um propósito bem fundamentado vai além de slogans e campanhas publicitárias: ele exige autenticidade. Um exemplo clássico do que não fazer é a campanha da Pepsi de 2017, protagonizada por Kendall Jenner. A marca tentou se apropriar de um movimento social, mas o fez de maneira superficial e desrespeitosa, resultando em uma avalanche de críticas. Aqui, a empresa revelou um equívoco perigoso: ao tentar se conectar com um público engajado, não foi autêntica e acabou por alienar seus próprios consumidores. Se o propósito não é genuíno, ele não apenas fracassa – ele se torna motivo de vergonha pública.

O estudo da Accenture de 2019 traz dados relevantes: 63% dos consumidores preferem marcas com posicionamento claro e alinhado a causas sociais. Mas não se engane: eles também detectam quando essa conexão é forçada. Propósito não é algo que se finge, e as empresas que tentam “comprar” essa autenticidade encontram um público cada vez mais crítico.

Falta de visão: a paralisia frente à mudança

Se há uma lição que Blockbuster deixou para o mundo é a importância de enxergar além do “agora”. Ao ignorar o crescimento do streaming, a empresa perdeu a chance de se reinventar. E, pior, assumiu que a necessidade dos consumidores de visitar uma loja física nunca mudaria. Blockbuster não falhou por uma simples falta de inovação; falhou porque seus líderes estavam presos a um modelo que, para eles, parecia inabalável. Nesse caso, o fracasso é uma mistura de miopia e teimosia.

Harvard Business Review abordou esse fenômeno em um artigo sobre “A Ilusão da Estabilidade do Mercado” (2006), que aponta que empresas que confiam na estabilidade do mercado são as mais vulneráveis ao fracasso. Blockbuster exemplifica perfeitamente esse ponto: ao não ver a iminente transformação digital, abriu caminho para que a Netflix dominasse o mercado de entretenimento. E aqui a ironia é quase amarga – a empresa teve a oportunidade de comprar a Netflix e recusou, numa combinação fatal de arrogância e falta de visão.

A cultura da arrogância: quando a confiança se torna cegueira

Muitas empresas de sucesso se tornam vítimas de sua própria arrogância. Quando uma marca acredita que sua popularidade é invencível, começa a desconectar-se do público que a fez crescer. A Abercrombie & Fitch, por exemplo, construiu uma imagem elitista, que acabou se virando contra ela. Em 2013, o então CEO Mike Jeffries afirmou que a marca era “para pessoas populares e atraentes”, alienando uma geração que começou a valorizar diversidade e inclusão.

Esse excesso de confiança é perigoso porque mascara uma desconexão fundamental com o consumidor. O estudo “Brand Relevance Index”, da consultoria Prophet, demonstra que marcas conectadas aos clientes são mais valorizadas e têm melhor desempenho. Contudo, empresas como a Abercrombie ignoram esse sinal, acreditando que um público fiel não se cansará. E, muitas vezes, a queda só se torna perceptível quando o estrago já foi feito.

Quando a estrutura organizacional vira âncora

Um dos grandes dilemas corporativos é que, à medida que uma empresa cresce, suas estruturas se tornam mais rígidas. O que deveria ser um suporte se transforma em um peso. A Kodak é um exemplo clássico desse problema. Mesmo tendo desenvolvido a tecnologia de câmeras digitais, a empresa se recusou a adotar o digital, temendo que isso comprometesse seu lucrativo negócio de filmes fotográficos. A ironia? Enquanto ela hesitava, Canon e Sony avançavam com câmeras digitais e dominaram o mercado.

O relatório do Boston Consulting Group de 2021 aponta que empresas com estruturas organizacionais flexíveis são mais capazes de se adaptar e inovar. No entanto, a Kodak mostrou que estruturas pesadas e falta de visão podem comprometer até mesmo as melhores inovações. A empresa literalmente tinha a chave para o futuro, mas decidiu guardá-la em um cofre.

Promessas vagas e a falta de clareza no valor entregue

Um erro que pode parecer menos evidente, mas é fatal, é a falta de clareza na proposta de valor. Marcas que não comunicam seu diferencial ou se perdem em promessas vagas acabam falhando em construir uma base sólida de clientes. A rede J.C. Penney, por exemplo, viveu isso. Em 2011, a empresa tentou mudar sua estratégia, eliminando descontos e promoções, um movimento que confundiu clientes fiéis e afastou consumidores. O resultado foi uma queda nas vendas e uma imagem de marca desgastada.

A McKinsey destaca em sua pesquisa que 75% dos consumidores preferem marcas que têm uma proposta de valor clara. Quando uma marca falha em demonstrar seu diferencial, ela se torna irrelevante. No caso da J.C. Penney, a mudança de direção não teve uma mensagem clara e, pior ainda, parecia uma traição aos clientes habituais.

Em busca de uma conexão genuína com o público

As falhas de marcas que já foram ícones no mercado trazem uma lição importante: sucesso não é uma linha reta. Uma marca precisa ser adaptável, transparente e, acima de tudo, autêntica. O que esses casos nos mostram é que o fracasso não acontece apenas por uma falta de inovação ou de visão. Ele é, na verdade, um reflexo de uma desconexão fundamental com o consumidor.

Empresas que entendem e respeitam o consumidor, que não têm medo de inovar e que trabalham para entregar valor verdadeiro, têm mais chances de sobreviver em um mercado competitivo. Não se trata apenas de reagir às mudanças, mas de se conectar com as pessoas que compõem seu público e de não subestimar o poder das decisões estratégicas. Afinal, como diria o ditado, o verdadeiro sucesso de uma marca não é alcançado ao pisar no topo – é sustentado ao permanecer conectada a quem a colocou lá.

Quem é Alexandre Poseddon

Alexandre Poseddon é o estrategista por trás de campanhas que alavancaram diversas personalidades públicas, desde influenciadores com mais de 10 milhões de seguidores até políticos eleitos entre os mais votados do país. Com mais de 15 anos de experiência, Alexandre possui uma trajetória premiada no marketing. Atualmente, é diretor de marketing da P1LED, onde aplica sua visão estratégica para transformar empresas, elevando seu posicionamento no mercado com uma abordagem que combina autenticidade e conexão real com o público

CARACTERÍSTICAS DA VALEON

Perseverança

Ser perseverante envolve não desistir dos objetivos estipulados em razão das atividades, e assim manter consistência em suas ações. Requer determinação e coerência com valores pessoais, e está relacionado com a resiliência, pois em cada momento de dificuldade ao longo da vida é necessário conseguir retornar a estados emocionais saudáveis que permitem seguir perseverante.

Comunicação

Comunicação é a transferência de informação e significado de uma pessoa para outra pessoa. É o processo de passar informação e compreensão entre as pessoas. É a maneira de se relacionar com os outros por meio de ideias, fatos, pensamentos e valores. A comunicação é o ponto que liga os seres humanos para que eles possam compartilhar conhecimentos e sentimentos. Ela envolve transação entre pessoas. Aquela através da qual uma instituição comunica suas práticas, objetivos e políticas gerenciais, visando à formação ou manutenção de imagem positiva junto a seus públicos.

Autocuidado

Como o próprio nome diz, o autocuidado se refere ao conjunto de ações que cada indivíduo exerce para cuidar de si e promover melhor qualidade de vida para si mesmo. A forma de fazer isso deve estar em consonância com os objetivos, desejos, prazeres e interesses de cada um e cada pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar.

Autonomia

Autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias escolhas. Neste caso, a autonomia indica uma realidade que é dirigida por uma lei própria, que apesar de ser diferente das outras, não é incompatível com elas.

A autonomia no trabalho é um dos fatores que impulsionam resultados dentro das empresas. Segundo uma pesquisa da Page Talent, divulgada em um portal especializado, 58% dos profissionais no Brasil têm mais facilidade para desenvolver suas tarefas quando agem de maneira independente. Contudo, nem todas as empresas oferecem esse atributo aos colaboradores, o que acaba afastando profissionais de gerações mais jovens e impede a inovação dentro da companhia.

Inovação

Inovar profissionalmente envolve explorar novas oportunidades, exercer a criatividade, buscar novas soluções. É importante que a inovação ocorra dentro da área de atuação de um profissional, evitando que soluções se tornem defasadas. Mas também é saudável conectar a curiosidade com outras áreas, pois mesmo que não represente uma nova competência usada no dia a dia, descobrir novos assuntos é uma forma importante de ter um repertório de soluções diversificadas e atuais.

Busca por Conhecimento Tecnológico

A tecnologia tornou-se um conhecimento transversal. Compreender aspectos tecnológicos é uma necessidade crescente para profissionais de todas as áreas. Ressaltamos repetidamente a importância da tecnologia, uma ideia apoiada por diversos especialistas em carreira.

Capacidade de Análise

Analisar significa observar, investigar, discernir. É uma competência que diferencia pessoas e profissionais, muito importante para contextos de liderança, mas também em contextos gerais. Na atualidade, em um mundo com abundância de informações no qual o discernimento, seletividade e foco também se tornam grandes diferenciais, a capacidade de analisar ganha importância ainda maior.

Resiliência

É lidar com adversidades, críticas, situações de crise, pressões (inclusive de si mesmo), e ter capacidade de retornar ao estado emocional saudável, ou seja, retornar às condições naturais após momentos de dificuldade. Essa é uma das qualidades mais visíveis em líderes. O líder, mesmo colocando a sua vida em perigo, deve ter a capacidade de manter-se fiel e com serenidade em seus objetivos.

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terça-feira, 19 de novembro de 2024

ESCALA 6X1 É CONTRÁRIA AO AVANÇO NO MERCADO DE TRABALHO

História de Francisco Carlos de Assis e Daniel Tozzi Mendes – Jornal Estadão

O presidente do Banco Central (BC)Roberto Campos Neto, voltou nesta segunda-feira, 18, a manifestar preocupação com um eventual avanço do debate que toma como base a proposta de emenda à Constituição que estabelece o fim da jornada de trabalho de 6 dias e trabalho por um de descanso, a chamada escala 6×1. De acordo com o banqueiro central, a proposta caminha na mão contrária dos avanços conquistados na esteira da reforma trabalhista — realizada no governo de Michel Temer (2016-2018). Ele participou até o início da tarde desta segunda-feira de evento realizado pela Consulting House em São Paulo.

A propósito, segundo Campos Neto, o bom momento pelo qual passa o mercado de trabalho se deve às reformas feitas no Brasil. Atualmente o País conta com uma das menores taxas de desemprego de sua história.

“O bom momento do mercado de trabalho se deve às reformas feitas no Brasil”, disse o presidente do BC.

O debate sobre a redução da jornada de trabalho no País ganhou força nos últimos dias porque a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) já conseguiu o número de assinaturas de seus pares necessário (171) para que sua proposta de emenda à Constituição para a redução da jornada de 6 dias de trabalho por um de descanso possa ser aceita pela Câmara.

Campos Neto comentou sobre expectativas da economia Foto: Alex Silva / Estadão

Campos Neto comentou sobre expectativas da economia Foto: Alex Silva / Estadão© Fornecido por Estadão

Pela proposta da parlamentar do PSOL, a jornada de trabalho, caso aprovada a sua alteração, passaria ser de quatro dias de trabalho por três de descanso, ou seja 4×3.

Ao comentar as expectativas em torno de crescimento e inflação, Campos Neto disse que os elevados preços dos insumos têm levado os agentes da economia real se revelarem mais pessimistas do que os agentes do mercado financeiro.

Os efeitos do cenário global

No mesmo evento em São Paulo, o presidente do BC afirmou que os bancos centrais ao redor do mundo têm se debruçado sobre a discussão a respeito do que aconteceria com a política monetária se a economia mundial começasse a contrair daqui para a frente.

Campos Neto contextualizou que, em momentos em que há certo esfriamento da atividade, os governos costumam agir com expansão fiscal.

O momento atual, contudo, não é dos mais propícios para isso, na avaliação de Campos Neto, entre outras coisas, porque o nível da dívida dos países já está muito alto.

“Fato é que isso significa que alguns bancos centrais estão pensando qual será nossa ‘caixa de ferramentas’ daqui para frente. Será que nós vamos poder usar as mesmas ferramentas que fizemos no passado?”, questionou o chefe do BC brasileiro. “Existe hoje um questionamento que talvez tenha menos grau de liberdade para frente”, complementou.

 

TRUMP VAI ACABAR COM SUBSÍDIO GOVERNAMENTAL PARA OS CARROS ELÉTRICOS

 

História de Lisa Friedman – Jornal Estadão

A equipe de transição do presidente eleito Donald Trump está explorando uma série de medidas para dificultar a competitividade dos veículos elétricos em relação aos movidos a gasolina, culminando com a eliminação de um subsídio de US$ 7,5 mil para pessoas que compram veículos elétricos, de acordo com três pessoas com conhecimento direto dos planos.

Harold G. Hamm, um bilionário do petróleo, tem discutido o crédito de US$ 7,5 mil com a equipe de Trump. Hamm é o fundador e presidente da Continental Resources, uma das maiores empresas petrolíferas independentes dos Estados Unidos. O crescimento do mercado dos veículos elétricos representa uma ameaça para o setor de petróleo e gás. De acordo com a Agência Internacional de Energia, a adoção global de veículos elétricos poderia reduzir a demanda de petróleo em quase 6 milhões de barris por dia até 2030.

Elon Musk (E), aliado de Trump, é contra os subsídios aos elétricos Foto: Alex Brandon/AP

Elon Musk (E), aliado de Trump, é contra os subsídios aos elétricos Foto: Alex Brandon/AP

O crédito fiscal para veículos elétricos também é combatido por outro aliado importante de Trump, Elon Musk, o dono da Tesla. Em julho, ele disse que a eliminação do subsídio prejudicaria a Ford, a GM e outros concorrentes de sua empresa.

Trump não pode eliminar unilateralmente os créditos fiscais para veículos elétricos. Isso porque eles fazem parte da Lei de Redução da Inflação, que o presidente Joe Biden sancionou em 2022. O Congresso teria de alterá-la ou aprovar uma nova lei para eliminar os créditos.

Mas, se você tinha um veículo elétrico em sua lista de Natal e esperava usar o subsídio, os observadores políticos disseram que seria prudente comprar antes de janeiro, dada a incerteza sobre sua durabilidade.

Aqui estão cinco coisas que você deve saber sobre os subsídios para veículos elétricos:

Como funcionam os créditos fiscais para veículos elétricos

De acordo com a lei, os consumidores podem reduzir o preço de compra de um veículo elétrico, híbrido plug-in ou de célula de combustível em até US$ 7,5 mil para um veículo novo e até US$ 4 mil para um veículo usado. Há algumas restrições. Para se qualificar, os compradores devem adquirir o veículo para uso próprio, não para revenda.

O crédito está disponível somente para contribuintes cuja renda bruta não exceda US$ 300 mil por ano para casais; US$ 225 mil para chefes de família; ou US$ 150 mil para solteiros.

O veículo deve ser montado na América do Norte, e suas baterias também devem ser fabricadas na América do Norte. Ele também deve atender aos requisitos de fornecimento de lítio e outros minerais essenciais.

O governo Biden criou um site que lista as marcas e modelos elegíveis.

O que Elon Musk quer

Musk, o homem mais rico do mundo, CEO da Tesla e um dos maiores apoiadores de Trump, quer que os créditos fiscais para veículos elétricos sejam eliminados.

Ao contrário de seus concorrentes, como a Ford e a GM, a Tesla não depende muito dos subsídios. Alguns modelos da Tesla não se qualificam para eles por conta das várias exigências, incluindo a de que os veículos não tenham componentes fabricados na China. A Tesla também teve uma enorme vantagem na produção e construiu uma ampla rede de estações de recarga, o que lhe confere um apelo de mercado maior do que o de seus concorrentes, segundo analistas.

“Acho que seria devastador para nossos concorrentes e para a Tesla”, disse Musk em uma teleconferência em julho, durante a qual ele especulou sobre o impacto do fim dos créditos fiscais. “Mas, a longo prazo, provavelmente ajudaria a Tesla, seria meu palpite.”

O que os outros fabricantes de automóveis querem

A Alliance for Automotive Innovation (Aliança para Inovação Automotiva), que representa 42 montadoras que produzem cerca de 97% dos veículos novos nos Estados Unidos, quer manter os créditos fiscais para veículos elétricos.

Em uma carta aos congressistas republicanos, a organização afirmou que os créditos são fundamentais para manter a competitividade.

Os economistas argumentaram que a eliminação do crédito fiscal para carros elétricos e outras partes das políticas climáticas de Biden acabariam ajudando a China, colocando em risco centenas de bilhões de dólares em investimentos em fábricas que foram feitos nos Estados Unidos e enviando esse trabalho para outros países, incluindo a China.

Jennifer Granholm, secretária de energia de Biden, disse que os Estados Unidos estão tentando construir uma cadeia de suprimentos doméstica para baterias e veículos elétricos desde a aprovação da lei climática.

“Você elimina esses créditos e o que você faz?”, disse ela. “Você acaba cedendo o território para outros países, especialmente para a China.”

Então, por que visar os veículos elétricos?

Os veículos elétricos estão agora completamente inseridos nas guerras culturais dos Estados Unidos.

No início de sua campanha presidencial, Trump aproveitou os veículos elétricos como uma espécie de substituto para as políticas climáticas de Biden, ao criticá-los por serem caros e ineficazes. Outros republicanos seguiram o exemplo e atacaram tanto os veículos movidos a bateria quanto as pessoas que os promovem.

“Democratas como Pete Buttigieg querem emascular a maneira como dirigimos e forçar todos vocês a dependerem de veículos elétricos”, disse a deputada republicana Marjorie Taylor Greene, em um comício de Trump em Detroit no ano passado.

Buttigieg, o secretário de transportes, é homossexual, e a escolha da palavra pareceu a muitos observadores uma tentativa de questionar sua masculinidade – e, por extensão, a masculinidade de qualquer pessoa que não esteja dirigindo um carro que não tenha um motor de combustão.

No final da campanha, à medida que Trump se aproximava de Musk, a postura do presidente eleito se suavizou um pouco. “Estou sempre falando sobre veículos elétricos, mas não quero dizer que sou contra eles – sou totalmente a favor deles”, disse Trump em um comício em julho. “Eu já os dirigi e eles são incríveis, mas não são para todo mundo.”

Como Trump pode acabar com os subsídios?

Enquanto espera que o Congresso elimine os subsídios, uma vez no cargo, Trump pode dificultar o acesso e o uso do dinheiro pelos consumidores.

Seu governo pode emitir novas orientações que eliminem o crédito fiscal para veículos elétricos adquiridos via leasing.

“Isso provavelmente é fato consumado, porque basta uma ligação da Casa Branca”, disse Mike Murphy, um agente republicano veterano que apoia os veículos elétricos.

Ele disse que, como um grande número de vendas de veículos elétricos é feito para empresas de leasing, a eliminação da cláusula “rapidamente jogaria água fria nas novas vendas”. O novo governo também poderia tirar do ar sites que informam os consumidores sobre como usar o crédito, semeando confusão.

Espera-se que os legisladores usem a “reconciliação”, uma manobra parlamentar que permite a aprovação de projetos de lei sobre impostos e gastos com maioria simples. É a mesma tática legislativa que os democratas usaram para aprovar o projeto de redução da inflação sem os votos dos republicanos.

“Eles vão agir com bastante rapidez, pelo que me disseram”, disse Thomas J. Pyle, presidente da American Energy Alliance, um grupo conservador de pesquisa de energia, sobre os republicanos. Ele previu um projeto de lei orçamentária “monstruoso” que terá como objetivo cortar os créditos fiscais para veículos elétricos, bem como os subsídios para energia eólica, solar e outras energias limpas, a fim de abrir caminho para a próxima rodada de cortes de impostos de Trump.

“O presidente Biden abriu o precedente para isso”, disse Pyle. “Não há nada que os democratas possam fazer ou dizer sobre isso. A questão é o quanto os republicanos estarão unidos, e eu suspeito que, no início, eles estariam, para dar a Donald Trump sua lua de mel.”

BIDEN REFORÇA SEU LEGADO INTERNACIONAL ASSUMINDO UMM COMPROMISSO HISTÓRICO DOANDO US$4 BILHÕES PARA OS PAÍSES POBRES

 

História de AFP

O presidente americano em fim de mandato, Joe Biden, tenta reforçar seu legado internacional antes de deixar o cargo, em janeiro

O presidente americano em fim de mandato, Joe Biden, tenta reforçar seu legado internacional antes de deixar o cargo, em janeiro© Mauro PIMENTEL

O presidente americano, Joe Biden, anunciou um compromisso “histórico” de US$ 4 bilhões (R$ 23 bilhões) para um fundo do Banco Mundial que auxilie os países mais pobres do mundo, informou a Casa Branca nesta segunda-feira (18), antes de Donald Trump assumir o cargo com uma nova agenda de corte de custos.

Biden, na reta final de seu mandato, revelou os recursos destinados à Associação Internacional de Desenvolvimento enquanto participa da cúpula do G20 no Rio de Janeiro, marcando sua última presença nesse encontro de líderes mundiais.

“O presidente anunciou hoje que os Estados Unidos pretendem comprometer US$ 4 bilhões ao longo de três anos… O que é realmente empolgante”, disse um funcionário de alto escalão do governo americano a jornalistas, sob a condição do anonimato.

O funcionário afirmou que a promessa não será vinculativa para a administração de Trump, que tomará posse em janeiro, mas destacou que governos republicanos anteriores também apoiaram o reforço de fundos para esta entidade.

O assessor adjunto de Segurança Nacional dos EUA, Jon Finer, chamou a promessa de “histórica” e disse que Biden pretende “mobilizar outros líderes para aumentarem suas contribuições”.

A Associação Internacional de Desenvolvimento é o braço de empréstimos concessionais do Banco Mundial, usado para beneficiar os países de menor renda, incluindo projetos focados em mudanças climáticas.

Durante uma viagem de seis dias pela América do Sul, Biden tem buscado reforçar seu legado internacional antes do retorno do republicano Trump à Casa Branca em 20 de janeiro.

No domingo, ele fez uma visita a Manaus para promover seu legado nas questões climáticas, afirmando que os Estados Unidos atingiram sua meta de aumentar o financiamento climático bilateral para 11 bilhões de dólares (63,16 bilhões de reais, na cotação atual) por ano.

Trump prometeu desmantelar muitas das políticas de Biden e nomeou o bilionário da tecnologia Elon Musk como chefe de uma comissão destinada a combater o que ele chama de desperdício do governo federal.

CONTRASTE DO DISCURSO DE AUSTERIDADE E O PADRÃO DE VIDA ADOTADO POR LULA E SUA COMITIVA NOS EVENTOS OFICIAIS

 

Jetss

Conforme a coluna do jornalista Cláudio Humberto, o valor é quase quatro vezes o salário mínimo, que foi reajustado recentemente para R$ 1.412, com um aumento de apenas R$ 18.
O hotel oferece opções gastronômicas que refletem seu padrão de luxo. Entre os itens do cardápio:Vinho Cobos Malbec : R$ 9,8 mil por garrafa.

Conforme a coluna do jornalista Cláudio Humberto, o valor é quase quatro vezes o salário mínimo, que foi reajustado recentemente para R$ 1.412, com um aumento de apenas R$ 18.©Foto: Agência Brasil

Enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não apresenta um plano claro de corte de gastos, o presidente e a primeira-dama, Rosângela Silva (Janja), estão hospedados, para o evento G20 Social, no luxuoso hotel Fairmont, em Copacabana (RJ), onde a diária pode chegar a R$ 5,3 mil por quarto.

Conforme a coluna do jornalista Cláudio Humberto, o valor é quase quatro vezes o salário mínimo, que foi reajustado recentemente para R$ 1.412, com um aumento de apenas R$ 18.

O cardápio sofisticado

O hotel oferece opções gastronômicas que refletem seu padrão de luxo. Entre os itens do cardápio:

Vinho Cobos Malbec (2018): R$ 9,8 mil por garrafa
Tomahawk maçaricado: R$ 740
Água nacional: R$ 20; importada: R$ 35
Mini cachorro-quente: R$ 78
Broa de milho: R$ 50
Pão: R$ 20
Espetinho de queijo coalho: R$ 50
Ovo mexido com salmão defumado: R$ 80 (sem salmão: R$ 55)
Tigela de açaí: R$ 55

Para experiências exclusivas, o hotel promove um “almoço a 8 mãos” por R$ 715 por pessoa. Crianças de até 10 anos pagam metade do valor: R$ 357,50.

A hospedagem de Lula no Fairmont alimenta críticas de opositores, que questionam o contraste entre o discurso de austeridade do governo e o padrão de vida adotado pelo presidente e sua comitiva em eventos oficiais.

COP29 CÚPULA DO CLIMA DA ONU ESPERA FORTES SINAIS DO G20

 

História de Priscila Mengue – Jornal Estadão

ENVIADA ESPECIAL A BAKU – A segunda e definitiva semana de negociações da Cúpula do Clima deste ano (COP-29) no Azerbaijão começou voltada para o Brasil nesta segunda-feira, 18. A principal autoridade em clima da Organização das Nações Unidas (ONU)Simon Stiell, declarou que espera uma sinalização forte da reunião do G-20, no Rio de Janeiro, sobre uma nova meta de financiamento climático dos países ricos para as nações em desenvolvimento — tema principal da conferência climática, no Azerbaijão.

O Brasil também foi chamado para colaborar mais intensamente com as negociações da COP, por ser a sede da edição do ano que vem, em Belém. Essa função será em nome dos países em desenvolvimento, enquanto os ricos serão representados pelo Reino Unido, última nação desenvolvida a receber o evento. O convite foi da presidência da cúpula, Mukhtar Babayev, do Azerbaijão.

Ambos também estão entre os primeiros a apresentar as novas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa na cúpula, com três meses de antecedência. Na prática, precisarão atuar mais intensamente na costura das negociações, considerando a dificuldade de avanço em pontos chave e grande quantidade de aspectos a serem definidos até a sexta-feira, 22, último dia da conferência.

Protesto no Rio Janeiro, que recebe líderes mundiais em encontro do G-20. Foto: Pablo Porciuncula/AFP

Protesto no Rio Janeiro, que recebe líderes mundiais em encontro do G-20. Foto: Pablo Porciuncula/AFP

“O objetivo é um pacote completo de decisões: o novo objetivo de financiamento, a finalização do artigo 6 (mercado de carbono), os indicadores para as metas de adaptação, transição justa e mitigação, mecanismos de tecnologia e o diálogo sobre o balanço global”, apontou a embaixadora Liliam Chagas, diretora do Departamento de Clima do Ministério das Relações Exteriores.

Em coletiva de imprensa nesta segunda, Stiell disse que o quadro da COP até agora tem sido misto. Isso porque se está avançando principalmente em aspectos de reconhecimento do mercado de carbono internacional, o que não havia ocorrido em edições passadas. Porém, admitiu que há “desafios pela frente” no financiamento climático.

Nesse aspecto, ele voltou a dizer que não é caridade, mas uma responsabilidade dos países e que atende a seus interesses econômicos e climáticos. “As partes devem encerrar questões menos contenciosas no início da semana, para que haja tempo suficiente para as principais decisões políticas”, acrescentou.

“Então, vamos cortar o teatro e ir direto ao assunto esta semana. Sim, há ventos contrários, todos nós sabemos disso, mas lamentá-los não os fará desaparecer. E agora é a hora de focar nas soluções”, afirmou.Mukhtar Babayev, presidente da COP-29. Foto: Rafiq Maqbool/AP

Mukhtar Babayev, presidente da COP-29. Foto: Rafiq Maqbool/AP

Dias antes, Stiell havia veiculado uma carta ao G-20 na qual falava que o “mundo está observando e esperando fortes sinais de que a ação climática é o negócio principal para as maiores economias do mundo”. “A crise climática global deve ser a ordem número um do dia”, acrescentou.

Se esses sinais forem fortes, pode-se entender que há anuência dos países ricos para destravar a pauta do financiamento climático, considerado essencial para a adaptação, mitigação e redução de emissões nos países mais pobres.

Segundo a ONU, os países do G-20 representam cerca de 80% das emissões de gases do efeito estufa. Na COP-29, a discussão sobre financiamento climático envolve diversos impasses: valor anual, prazo, mecanismos de transparência e a própria definição do que seria esse tipo de financiamento.

Os países ricos têm pressionado para aumentar os contribuintes obrigatórios, mas o bloco das nações em desenvolvimento é contrário. A responsabilidade histórica dos maiores emissores de poluentes já era um tema visto como superado há anos, ao menos desde o Acordo de Paris, de 2015. Fala-se que ao menos US$ 1 trilhão anual seria necessário. Hoje, a meta é de R$ 100 bilhões e pouco foi cumprida.

Antes, a grande presença de defensores dos combustíveis fósseis, a própria realização do evento em um “petroestado” e o impacto após a eleição de Donald Trump marcaram a semana passada. A exceção foi a sinalização de concordâncias nas negociações sobre crédito de carbono. O que não for resolvido nesta COP ficará para a edição brasileira, aumentando ainda mais o nó de negociações para o ano que vem.

DIA DA BANDEIRA NACIONAL E CURIOSIDADES

Karla Neto – Colunista Correspondente

Nesta terça-feira (19), é celebrado o Dia da Bandeira Nacional, foi nessa data, em 1889, que a atual bandeira entrou em vigor. Sua criação foi uma necessidade da mudança de regime político e do estabelecimento da república. Seus autores foram: Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Vilares.

“A bandeira brasileira também é conhecida pelo lema impresso nela: Ordem e Progresso, inspirado em uma corrente de pensamento conhecida como positivismo e baseado em uma frase do criador dessa corrente, o filósofo francês Augusto Comte. A frase em questão era “O amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim”.

O lema presente na Bandeira do Brasil traz uma ideia bastante presente no positivismo de que a ordem é o meio para garantir-se a manutenção de coisas vitais e, consequentemente, o meio para garantir-se o progresso da sociedade como um todo.”

” Significado da Bandeira do Brasil
As cores apresentadas na bandeira, como sabemos, são o verde, amarelo, azul e branco. A escolha dessas cores remonta à história portuguesa, cada uma com seu significado.
Verde: faz menção a povos que habitavam Portugal há mais de dois mil anos. O verde tornou-se símbolo da luta dos portugueses pela liberdade e passou a ser utilizado como cor nacional durante as guerras deles contra os mouros.

Amarelo: passou a ser utilizado no brasão de armas de Portugal logo após a conquista de Algarve (região ao sul do país) em 1250. Pode fazer menção também à cor da Casa dos Habsburgo-Lorena, dinastia da qual fez parte D. Leopoldina, esposa de D. Pedro I.

Azul e branco: foram adotados, a princípio, em Portugal a partir do século XI. O azul e o branco popularizaram-se no Brasil após terem sido adotados como as cores de algumas capitanias hereditárias.”

Quem criou o Dia da Bandeira?
O Dia da Bandeira foi criado em concomitância ao estabelecimento da nova Bandeira do Brasil, em 1889. A Bandeira do Brasil foi estabelecida por meio do Decreto nº 4, de 19 de novembro de 1889. A mudança do símbolo foi parte da mudança de regime que aconteceu com a proclamação da república.

O decreto que estabeleceu a nova bandeira foi assinado pelo então presidente marechal Deodoro da Fonseca. Os autores da nova bandeira foram Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Vilares.

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Você sabia que a rúcula promove a sensação de saciedade?

A rúcula é rica em cálcio, fósforo e magnésio, que são minerais fundamentais para fortalecer, aumentar a resistência e a densidade óssea, mantendo os ossos saudáveis, o que pode ajudar a prevenir doenças como osteoporose, osteopenia ou raquitismo, por exemplo, e reduzir o risco de fraturas.

Possui também contém minerais como potássio e cálcio, necessários para a regulação da pressão arterial, e fósforo, magnésio e vitamina K, essenciais para manter a saúde dos ossos.

A rúcula é um vegetal com sabor levemente amargo e picante, podendo ser consumida crua ou cozida em preparações como saladas, molhos, refogados, toras ou sopas.

Por conta da grande quantidade de fibras em sua composição, a rúcula dá um show quando o assunto é regular a fome. Isso porque seu consumo retarda o esvaziamento gástrico, fazendo com que a pessoa sinta saciedade por mais tempo, sem sentir aquela fominha fora de hora. É justamente daí que vem a ideia de que a rúcula emagrece.

A rúcula é rica em folato, um tipo de vitamina do complexo B, essencial para a produção de DNA e de outros materiais genéticos, sendo especialmente importante para mulheres grávidas ou que estejam planejando engravidar, pois a deficiência de folato pode causar malformações no feto como a espinha bífida, que é um defeito do tubo neural.

O gostinho amargo característico da hortaliça se deve ao enxofre, que ajuda a prevenir inflamações intestinais e facilita o processo digestivo, principalmente no caso de quem sofre de excesso de acidez no estômago. A rúcula estimula ainda a produção da bile pelo fígado, inclusive sendo indicado seu consumo antes das refeições principais.

Como consumir
A rúcula pode ser utilizada em saladas, sucos ou sanduíches em substituição da alface, por exemplo.
Como a rúcula tem sabor ligeiramente amargo, alguns indivíduos podem não gostar do seu sabor quando a rúcula não é cozida, por isso, uma boa dica para usar rúcula pode ser refogada com alho.

 

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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