ENVIADA ESPECIAL A BAKU – A segunda e definitiva semana de negociações da Cúpula do Clima deste ano (COP-29) no Azerbaijão começou voltada para o Brasil nesta segunda-feira, 18. A principal autoridade em clima da Organização das Nações Unidas (ONU), Simon Stiell, declarou que espera uma sinalização forte da reunião do G-20, no Rio de Janeiro, sobre uma nova meta de financiamento climático dos países ricos para as nações em desenvolvimento — tema principal da conferência climática, no Azerbaijão.
O Brasil também foi chamado para colaborar mais intensamente com as
negociações da COP, por ser a sede da edição do ano que vem, em Belém.
Essa função será em nome dos países em desenvolvimento, enquanto os
ricos serão representados pelo Reino Unido, última nação desenvolvida a
receber o evento. O convite foi da presidência da cúpula, Mukhtar
Babayev, do Azerbaijão.
Ambos também estão entre os primeiros a apresentar as novas metas de
redução de emissões de gases do efeito estufa na cúpula, com três meses
de antecedência. Na prática, precisarão atuar mais intensamente na
costura das negociações, considerando a dificuldade de avanço em pontos
chave e grande quantidade de aspectos a serem definidos até a
sexta-feira, 22, último dia da conferência.
Protesto no Rio Janeiro, que recebe líderes mundiais em encontro do G-20. Foto: Pablo Porciuncula/AFP
“O objetivo é um pacote completo de decisões: o novo objetivo de financiamento, a finalização do artigo 6 (mercado de carbono),
os indicadores para as metas de adaptação, transição justa e mitigação,
mecanismos de tecnologia e o diálogo sobre o balanço global”, apontou a
embaixadora Liliam Chagas, diretora do Departamento de Clima do Ministério das Relações Exteriores.
“Então, vamos cortar o teatro e ir direto ao assunto esta semana.
Sim, há ventos contrários, todos nós sabemos disso, mas lamentá-los não
os fará desaparecer. E agora é a hora de focar nas soluções”, afirmou.
Mukhtar Babayev, presidente da COP-29. Foto: Rafiq Maqbool/AP
Dias antes, Stiell havia veiculado uma carta ao G-20 na qual falava
que o “mundo está observando e esperando fortes sinais de que a ação
climática é o negócio principal para as maiores economias do mundo”. “A
crise climática global deve ser a ordem número um do dia”, acrescentou.
Se esses sinais forem fortes, pode-se entender que há anuência dos
países ricos para destravar a pauta do financiamento climático,
considerado essencial para a adaptação, mitigação e redução de emissões
nos países mais pobres.
Segundo a ONU, os países do G-20 representam cerca de 80% das
emissões de gases do efeito estufa. Na COP-29, a discussão sobre
financiamento climático envolve diversos impasses: valor anual, prazo,
mecanismos de transparência e a própria definição do que seria esse tipo
de financiamento.
Os países ricos têm pressionado para aumentar os contribuintes
obrigatórios, mas o bloco das nações em desenvolvimento é contrário. A
responsabilidade histórica dos maiores emissores de poluentes já era um
tema visto como superado há anos, ao menos desde o Acordo de Paris, de
2015. Fala-se que ao menos US$ 1 trilhão anual seria necessário. Hoje, a
meta é de R$ 100 bilhões e pouco foi cumprida.
Nesta terça-feira (19), é celebrado o Dia da Bandeira Nacional, foi
nessa data, em 1889, que a atual bandeira entrou em vigor. Sua criação
foi uma necessidade da mudança de regime político e do estabelecimento
da república. Seus autores foram: Raimundo Teixeira Mendes, Miguel
Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Vilares.
“A bandeira brasileira também é conhecida pelo lema impresso nela:
Ordem e Progresso, inspirado em uma corrente de pensamento conhecida
como positivismo e baseado em uma frase do criador dessa corrente, o
filósofo francês Augusto Comte. A frase em questão era “O amor por
princípio e a ordem por base; o progresso por fim”.
O lema presente na Bandeira do Brasil traz uma ideia bastante
presente no positivismo de que a ordem é o meio para garantir-se a
manutenção de coisas vitais e, consequentemente, o meio para garantir-se
o progresso da sociedade como um todo.”
” Significado da Bandeira do Brasil As cores apresentadas na
bandeira, como sabemos, são o verde, amarelo, azul e branco. A escolha
dessas cores remonta à história portuguesa, cada uma com seu
significado. Verde: faz menção a povos que habitavam Portugal há mais
de dois mil anos. O verde tornou-se símbolo da luta dos portugueses
pela liberdade e passou a ser utilizado como cor nacional durante as
guerras deles contra os mouros.
Amarelo: passou a ser utilizado no brasão de armas de Portugal logo
após a conquista de Algarve (região ao sul do país) em 1250. Pode fazer
menção também à cor da Casa dos Habsburgo-Lorena, dinastia da qual fez
parte D. Leopoldina, esposa de D. Pedro I.
Azul e branco: foram adotados, a princípio, em Portugal a partir do
século XI. O azul e o branco popularizaram-se no Brasil após terem sido
adotados como as cores de algumas capitanias hereditárias.”
Quem criou o Dia da Bandeira? O Dia da Bandeira foi criado em
concomitância ao estabelecimento da nova Bandeira do Brasil, em 1889. A
Bandeira do Brasil foi estabelecida por meio do Decreto nº 4, de 19 de
novembro de 1889. A mudança do símbolo foi parte da mudança de regime
que aconteceu com a proclamação da república.
O decreto que estabeleceu a nova bandeira foi assinado pelo então
presidente marechal Deodoro da Fonseca. Os autores da nova bandeira
foram Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e
Décio Vilares.
CURIOSIDADES – Karla Neto
Você sabia que a rúcula promove a sensação de saciedade?
A rúcula é rica em cálcio, fósforo e magnésio, que são minerais
fundamentais para fortalecer, aumentar a resistência e a densidade
óssea, mantendo os ossos saudáveis, o que pode ajudar a prevenir doenças
como osteoporose, osteopenia ou raquitismo, por exemplo, e reduzir o
risco de fraturas.
Possui também contém minerais como potássio e cálcio, necessários
para a regulação da pressão arterial, e fósforo, magnésio e vitamina K,
essenciais para manter a saúde dos ossos.
A rúcula é um vegetal com sabor levemente amargo e picante, podendo
ser consumida crua ou cozida em preparações como saladas, molhos,
refogados, toras ou sopas.
Por conta da grande quantidade de fibras em sua composição, a rúcula
dá um show quando o assunto é regular a fome. Isso porque seu consumo
retarda o esvaziamento gástrico, fazendo com que a pessoa sinta
saciedade por mais tempo, sem sentir aquela fominha fora de hora. É
justamente daí que vem a ideia de que a rúcula emagrece.
A rúcula é rica em folato, um tipo de vitamina do complexo B,
essencial para a produção de DNA e de outros materiais genéticos, sendo
especialmente importante para mulheres grávidas ou que estejam
planejando engravidar, pois a deficiência de folato pode causar
malformações no feto como a espinha bífida, que é um defeito do tubo
neural.
O gostinho amargo característico da hortaliça se deve ao enxofre, que
ajuda a prevenir inflamações intestinais e facilita o processo
digestivo, principalmente no caso de quem sofre de excesso de acidez no
estômago. A rúcula estimula ainda a produção da bile pelo fígado,
inclusive sendo indicado seu consumo antes das refeições principais.
Como consumir A rúcula pode ser utilizada em saladas, sucos ou sanduíches em substituição da alface, por exemplo. Como
a rúcula tem sabor ligeiramente amargo, alguns indivíduos podem não
gostar do seu sabor quando a rúcula não é cozida, por isso, uma boa dica
para usar rúcula pode ser refogada com alho.
Autor: Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria
(Foto: Isaque Martins)
Atualmente, a diferença entre um profissional comum e um profissional
de destaque está cada vez mais ligada às soft skills (habilidades
sociais). Essas habilidades, muitas vezes consideradas intangíveis, são o
que permite que um profissional se adapte, colabore, comunique e cresça
em ambientes dinâmicos e incertos.
O desafio de lidar com transformações abruptas, muitas vezes sem
recursos suficientes, faz com que os empregadores busquem, mais do que
nunca, profissionais que tenham capacidade de adaptação, comunicação
clara e liderança colaborativa.
Aqui estão as 7 soft skills que você deve destacar em seu currículo
para se manter competitivo no mercado brasileiro – e recomendações
práticas de como incorporá-las em seu currículo.
1. Adaptabilidade
Novas tecnologias, mudanças regulatórias e uma economia global cada
vez mais interconectada exigem que os profissionais sejam adaptáveis.
Essa habilidade é crucial, já que o mercado frequentemente passa por
mudanças súbitas devido a fatores políticos e econômicos.
As empresas buscam colaboradores que consigam se adaptar a diferentes
cenários sem perder o foco nos resultados. Profissionais que demonstrem
resiliência e flexibilidade, especialmente em momentos de crise, têm
maior valor nas organizações.
É importante mostrar em seu currículo como você se adaptou a mudanças
anteriores, seja em processos internos, tecnologias ou estratégias de
negócios.
2. Comunicação eficaz
Se comunicar bem vai além de falar ou escrever claramente. É
necessário entender o tom certo, o meio certo e ser capaz de traduzir
ideias complexas de maneira que outros possam agir com base nelas. Com
equipes diversificadas e, muitas vezes, remotas, a comunicação clara se
torna ainda mais importante.
As organizações costumam valorizar profissionais que conseguem se
comunicar com clareza e empatia, facilitando o trabalho em equipe e a
execução de projetos.
Uma recomendação é incluir no seu currículo exemplos de como sua
comunicação ajudou a resolver conflitos, alinhou expectativas ou
facilitou a colaboração entre as pessoas.
3. Resolução de problemas
Os problemas no local de trabalho são inevitáveis, e os profissionais
que conseguem abordá-los de forma criativa e prática se destacam. No
Brasil, onde recursos e infraestrutura muitas vezes são limitados, a
habilidade de encontrar soluções criativas e eficientes é uma qualidade
especialmente valorizada.
Os empregadores buscam candidatos que, além de identificar problemas,
conseguem propor soluções rápidas e eficazes. Profissionais que
demonstram essa competência e proatividade estão melhor posicionados
para assumir cargos de liderança.
Assim, liste exemplos de problemas que você solucionou e como isso impactou positivamente a empresa.
4. Inteligência emocional
A capacidade de entender e gerenciar suas próprias emoções, bem como
as dos outros, se tornou uma das soft skills mais procuradas. Com
equipes diversas e o crescente debate sobre saúde mental, a inteligência
emocional é crucial para criar um ambiente de trabalho saudável e
produtivo.
Gestores e colaboradores que conseguem lidar com emoções, tanto as
próprias quanto as de suas equipes, são fundamentais para manter um
clima organizacional positivo, evitando o desgaste emocional e os
conflitos.
Para destacar essa soft skill, pense em situações em que sua
inteligência emocional contribuiu para a resolução de problemas ou
melhoria do ambiente de trabalho.
5. Colaboração
Trabalhar em equipe é uma habilidade essencial no mercado de trabalho
atual, já que muitas empresas estão adotando estruturas organizacionais
mais horizontais. Com isso, a colaboração entre departamentos e equipes
é uma peça-chave para o sucesso dos projetos.
Os empregadores querem ver profissionais que sabem trabalhar bem em
equipe, respeitam diferentes pontos de vista e conseguem integrar
diversas habilidades para alcançar objetivos comuns.
Portanto, demonstre como você colaborou em projetos
interdepartamentais ou como ajudou sua equipe a alcançar objetivos
compartilhados.
6. Pensamento crítico
A complexidade regulatória e econômica imposta no mercado de trabalho
atual exige uma atenção constante às mudanças. Por isso, os
empregadores valorizam profissionais capazes de pensar criticamente
sobre problemas complexos.
Com isso, é possível analisar os desafios sob várias perspectivas e
encontrar soluções que equilibrem risco e benefício, o que é crucial
para o sucesso organizacional.
Para o seu currículo, considere incluir exemplos de como seu
pensamento crítico ajudou a empresa a evitar erros ou melhorar
processos.
7. Gestão do tempo
Com a crescente demanda por produtividade e o aumento das
responsabilidades dos profissionais, a capacidade de gerenciar bem o
tempo nunca foi tão importante. Profissionais que conseguem priorizar
tarefas, cumprir prazos e gerenciar múltiplos projetos de maneira eficaz
se destacam no mercado. A gestão do tempo também envolve a capacidade
de equilibrar trabalho e vida pessoal, algo cada vez mais valorizado
pelas empresas.
Para isso, é preciso mostrar, de forma tangível, como você gerencia
prazos, organiza seu trabalho e mantém a produtividade alta, mesmo sob
pressão.
Ao dar ênfase a essas sete soft skills, você estará posicionado para
se destacar entre a concorrência e conquistar melhores oportunidades de
carreira.
—
Virgilio Marques dos Santos é um dos fundadores da FM2S, gestor de
carreiras, doutor, mestre e graduado em Engenharia Mecânica pela Unicamp
e Master Black Belt pela mesma Universidade. TEDx Speaker, foi
professor dos cursos de Black Belt, Green Belt e especialização em
Gestão e Estratégia de Empresas da Unicamp, assim como de outras
universidades e cursos de pós-graduação. Atuou como gerente de processos
e melhoria em empresa de bebidas e foi um dos idealizadores do Desafio
Unicamp de Inovação Tecnológica.
7 Soft Skills essenciais para o seu currículo
Igor Lopes – Innova
Primeiro, inovar não é sobre criar coisas novas, mas também encontrar
soluções que, embora já existentes, nunca foram adotadas em seu
projeto.
Um caso real que comprova a minha tese é o Sr. Valdir Novaki, conhecido como “O pipoqueiro mais famoso do Brasil”.
Valdir era um pipoqueiro como os outros, mas ele sentia que precisava inovar em seu mercado.
Diante disso, Sr. Valdir adotou medidas de higiene e atendimento que
ninguém fazia, mas que impactava diretamente na experiência do
consumidor:
• Quem chegava no carrinho de pipoca do Valdir recebia uma dose de álcool em gel nas mãos antes de pegar a pipoca.
• Ele também limpava toda a bancada (de inox) do carrinho com álcool na frente dos clientes, deixando tudo impecável.
• Em cada dia da semana Sr. Valdir utilizava um uniforme
(impecavelmente branco e limpo) do qual havia um bordado sinalizando o
dia da semana.
• Ao receber a pipoca, os clientes de Valdir ganhavam uma balinha de brinde, para refrescar o hálito após o lanche.
Perceba que ele inovou, sem reinventar a roda, mas apenas trazendo abordagens simples que seus concorrentes não ousavam fazer.
Por conta disso, digo que a primeira e maior característica de uma mente inovadora é questionar o tempo todo.
Afinal, ao questionar situações e circunstâncias você encontra:
• Novos problemas;
• Oportunidades;
• E soluções.
Esse loop cria um mecanismo de descobertas que leva você (e o seu projeto) a novos resultados no caminho da inovação.
No entanto, trilhar este caminho não é fácil, por isso, toda mente
inovadora tem a habilidade de ser constante, sem perder o ânimo.
Sem isso, é impossível levantar todos os dias e garimpar soluções em
meio às frustrações causadas pelos fracassos que surgem no caminho da
inovação.
Se olharmos para a história do Sr. Valdir, você notará que o sucesso
dele não foi repentino. Mesmo inovando, as coisas levaram tempo para
acontecer.
Por fim, a última característica de uma mente inovadora é o desconforto.
Imagina só:
Se homens como Steve Jobs, Jeff Bezos, Elon Musk e Sr. Valdir fossem
pessoas satisfeitas e confortáveis com seus resultados, será que eles
teriam conquistado tudo o que conseguiram?
Provavelmente não. Sr. Valdir, por exemplo, não só recebeu a alcunha
de “Pipoqueiro Mais Famoso do Brasil”, como também já viajou boa parte
do país dando palestras sobre empreendedorismo.
Ok, sabemos que não inovar é ruim.
Agora, será que inovar em excesso é bom?
Os limites da inovação
Pela minha experiência empreendendo no campo da tecnologia, esses são os dois maiores erros quando o assunto é inovação:
01 – Tentar reinventar a roda.
02 – Omissão.
Quem não se lembra do Google Glass, um típico exemplo de quem tentou inovar demais e precisou recuar.
Ou então a Playstation com o PS Vita, um videogame portátil que
prometia grande desempenho e resolução, mas, no final, não teve adesão
dos grandes desenvolvedores e, consequentemente, dos clientes.
Ainda no mundo dos games, a Microsoft lançou o Xbox Kinect, um sensor
de movimentos exclusivo que prometia substituir os controles
tradicionais do videogame.
Após alguns anos de insistência e baixa adesão dos desenvolvedores e gamers, o Kinect foi descontinuado pela Microsoft.
Inovação demais, utilidade de menos.
Por outro lado, temos alguns exemplos clássicos de empresas omissas que esperaram demais e perderam o bonde.
Blackberry
A primeira empresa de celulares a proporcionar conexão Wireless em
seus aparelhos, dando origem à era dos Smartphones — uma inovação que
acertaram de mão cheia.
Há 20 anos, ter um Blackberry era mais exclusivo, chique e estiloso do que ter um iPhone de última geração.
Na boa, sempre gostei dessa marca.
Realmente é uma pena que a empresa mãe dos smartphones tenha ficado para trás e hoje não ser nem a sombra do que já foi.
Também temos os exemplos clássicos, né? Nokia, Kodak, etc. Que você já cansou de ver por aí.
Todas essas foram empresas que, por arrogância, excesso de confiança ou medo, ficaram na mesma e sumiram do mapa por não inovar.
Mas, há também as empresas que inovaram na medida certa:
• Microsoft: vendia software de caixinha e hoje é uma potência tecnológica tanto em produtos como em serviços.
• Toyota: uma empresa tradicional do mercado automotivo, mas que
nunca perde o timming em inovação. Da era do motor a combustão aos
motores híbridos, a Toyota sempre está no topo do ranking em qualidade,
confiabilidade, tecnologia e conforto.
• Amazon: de e-commerce de garagem a uma potência de varejo e tecnologia.
• Nvidia: a empresa que surfou a onda dos games (quando ainda era uma
marola ignorada por todos), aproveitou o boom das criptomoedas e hoje é
a maior fabricante de GPUs utilizadas no desenvolvimento de IAs.
Sabe o que todas essas empresas têm em comum?
Elas não inovaram por moda, mas para resolver problemas concretos na vida de seus consumidores.
Você não pediu, mas eu dou: minha opinião
Sabe qual é o grande problema desse papo de inovação?
Ela é uma faca de dois gumes que pode:
• Fazer você se perder em meio ao vício de inovar.
• Fazer você perder pela falta de inovação.
Então, fica a pergunta:
Como inovar mesmo que você não tenha uma mente inovadora?
Tenha dados e informações concretas na sua mão. Sempre.
Se você tem dados, você enxerga gargalos que precisam ser resolvidos.
Se você enxerga os gargalos, você precisa de soluções — e é aqui onde a
inovação se esconde.
Na maioria das vezes, inovar é ser como o Sr. Valdir, e não necessariamente como Elon Musk.
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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF)
divulgou uma carta aberta com críticas ao governo federal, apontando
cortes no orçamento da Polícia Federal (PF)
para 2025 e a falta de investimentos na corporação — fatores que,
segundo a entidade, enfraquecem a instituição. O documento, assinado na
quarta-feira, 13, também apresenta ressalvas à PEC da Segurança Pública, proposta liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
Na carta, a ADPF alerta para o risco de desmantelamento da PF,
enfatizando que os cortes orçamentários e a ausência de investimentos
contínuos prejudicam a instituição, dificultando o combate ao crime
organizado. A entidade questiona quem se beneficia desse enfraquecimento
e ressalta que, ao comprometerem a autonomia e a capacidade operacional
da PF, as ações do governo colocam em risco a segurança pública.
O presidente Luiza Inácio Lula da Silva em solenidade ao lado do
ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski e o presidente Lula Foto:
wilton junior/Estadão
“O fim do sobreaviso remunerado trouxe dificuldades adicionais para
os delegados, afetando diretamente a disponibilidade e a prontidão de
nossos profissionais, levantando a indagação: a quem interessa
desmantelar a PF?”, afirmam os delegados no documento.
A ADPF também criticou a PEC da Segurança Pública, apontando a falta
de diálogo com as forças de segurança em sua elaboração e o
desalinhamento da proposta com as reais necessidades da segurança
pública no País. Segundo a entidade, a medida não fortalece a estrutura
da PF nem enfrenta os desafios estruturais do setor, sendo considerada
uma iniciativa política paliativa.
“O texto proposto não traz absolutamente nenhum incremento da
capacidade de resposta da Polícia Federal no enfrentamento à
criminalidade e não atende às reais necessidades dos órgãos de segurança
pública”, pontua a entidade.
Entre as mudanças, a PEC prevê a atualização das competências da PF,
ampliando seu escopo de atuação para incluir o combate a crimes
ambientais, organizações criminosas e milícias com alcance interestadual
ou internacional.
As críticas estão detalhadas em uma carta divulgada após o 9º
Congresso Nacional dos Delegados de Polícia Federal, realizado na Bahia e
promovido pela ADPF.
História de PATRÍCIA CAMPOS MELLO – Folha de S. Paulo
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Países europeus querem usar o G20
para emplacar sua proposta de tornar obrigatórias as contribuições
financeiras de países em desenvolvimento para mitigação e adaptação
climática. Segundo um negociador, países europeus como França e Alemanha
querem emplacar essa exigência na declaração final da cúpula do G20.
Hoje, pelo Acordo de Paris, os emergentes podem fazer contribuições
voluntárias, e só os países ricos têm essa obrigação.
Mas o Brasil e outros emergentes não admitem negociar este ponto e
apontam para o fato de os países ricos nunca terem cumprido, na
totalidade, a meta acertada no Acordo de Paris de 2015, de US$ 100
bilhões de financiamento anual.
Além disso, países ricos querem que recursos do Banco Mundial e BID
(Banco Interamericano de Desenvolvimento) sejam contabilizados em suas
metas de contribuição, segundo relatou um negociador. Também este ponto
enfrenta oposição dos emergentes.
O tema da contribuição dos emergentes também está sendo debatido na
reunião global do clima da ONU, a COP29, que ocorre até 22 de novembro
em Baku (Azerbaijão).
Na visão do governo brasileiro, a atual cúpula do G20 é especialmente
importante para as negociações climáticas, levando-se em conta que o
presidente eleito americano, Donald Trump, declarou que vai retirar os
EUA do Acordo de Paris quando assumir.
Com isso, o G20 será o único foro restante para discutir clima com a
presença dos principais países ricos e dos emergentes -mesmo
considerando que, em 3 dos 4 anos em que Trump participou da reunião do
grupo em seu primeiro mandato, os Estados Unidos foram inflexíveis, e a
cúpula terminou sem consenso por causa da questão climática.
Os líderes tiveram de fazer uma declaração no modelo 19 +1. Todos os
países se comprometeram a apoiar as metas do Acordo do Clima de Paris,
mas os EUA exigiram um parágrafo à parte, de dissenso, que começava
dizendo que os EUA reiteravam sua decisão de se retirar do Acordo de
Paris porque ele “prejudicava os trabalhadores e contribuintes
americanos”.
Desta vez, a saída dos EUA do Acordo de Paris será mais rápida.
Quando foi criado, o Acordo de Paris tinha um prazo de três anos para
que um país pudesse deixar o tratado, o que atrasou a saída determinada
por Trump. Os EUA acabaram concretizando a saída do acordo em novembro
de 2020 –ação que foi, depois, revertida pelo presidente Joe Biden ao
assumir.
Agora, não há mais essa limitação, os EUA podem deixar o acordo em um
prazo de um ano. Portanto, se Trump anunciar logo após sua posse, em 20
de janeiro de 2025, a saída será concretizada em janeiro de 2026.
Depois, portanto, da COP30, em Belém.
Em recente entrevista à CNN internacional, na qual foi convidado a
falar sobre 2026, o presidente Lula da Silva se disse pronto para tentar
a reeleição e “enfrentar uma pessoa de extrema direita negacionista”,
caso não haja outro nome da esquerda apto à tarefa.
Com a habitual característica de reunir, numa mesma declaração,
disparates aparentemente contraditórios, o demiurgo afirmou que espera
não ser necessário levar adiante sua candidatura e pregou a
possibilidade de promover uma “grande renovação política no País e no
mundo”, malgrado não ter hesitado em deixar evidente que só ele, hoje, é
capaz de evitar o que considera o mal inconcebível – o triunfo da
extrema direita.
O petista ainda incorporou um novo ingrediente à sua fala pendular
entre a falsa modéstia e a real imodéstia: um candidato mais jovem não
vai “resolver os problemas”, disse ele, que terá 81 anos em 2026 e
encerrará um eventual quarto mandato com nada modestos 85 anos. Se
problemas existem, eles estão escancarados na entrevista de Lula. Não se
lhe questiona a liberdade de decidir o que deseja fazer daqui a dois
anos para enfrentar o que quer que seja. Mas, com sua declaração, ele
afronta a inteligência alheia.
Em primeiro lugar, na cosmologia da política, afirmar que não pensa
em se reeleger é o maior sinal de que já opera em modo reeleição.
Segundo, até os mais inexperientes auxiliares que dão expediente no
Palácio do Planalto sabem que Lula não pensa em outra coisa senão no
próprio poder – dele e do PT, necessariamente nesta ordem – e que nunca
fez um real esforço para promover a “grande renovação política” que
anuncia.
Sem vida partidária pregressa, Dilma Rousseff nunca passou de uma
criação sua, sacada em 2010 sob conveniência para que Lula retornasse ao
Palácio do Planalto quatro anos depois. Não conseguiu, porque Dilma não
quis deixar a cadeira ao fim do primeiro mandato. Em 2018, preso pela
Lava Jato, Lula recorreu a outro herdeiro, o hoje ministro da Fazenda,
Fernando Haddad. Atualmente, ninguém no PT é capaz de apostar uma viagem
a Cuba para cravar um sucessor natural do presidente. Para Lula,
renovação só é digna do nome quando surge umbilicalmente ligada ao líder
supremo.
Fato é que Lula não somente já pensa na reeleição, como trabalha
diariamente mirando a próxima disputa presidencial. Não são poucos os
analistas que avaliam que ele só sairá do páreo se seu governo estiver
nas cordas. Como escreveu a repórter Vera Rosa, neste jornal, o “modo
disputa 2026? incluirá campanha publicitária, viagens de ministros para
entregar obras e ações de enfrentamento à oposição nas redes sociais.
E é na oposição que está o terceiro problema exposto na entrevista.
Lula “admite” o esforço de reeleger-se, ora vejam, para salvar o Brasil e
os brasileiros da “extrema direita negacionista”. É como se o
extremismo, que no Brasil atende pelo reacionarismo do bolsonarismo dito
“raiz”, representasse a única força eleitoralmente viável da oposição.
Não mais representa, como se viu no equilíbrio político e partidário
deixado pelas últimas eleições municipais. Embora sejam disputas de
natureza distinta, ficou evidente uma inclinação do eleitorado por
partidos e lideranças de centro-direita em detrimento de radicais, que
correm o risco de ser substituídos ou ver reduzida sua musculatura
eleitoral.
O espólio de Jair Bolsonaro, sublinhe-se, já é disputado a tapa, e é
por isso que o ex-presidente tem tentado dar prova de vida quase
diariamente. Mas Lula deixa evidente que é o bolsonarismo o alimento que
lhe garantirá sobrevida eleitoral em 2026, razão pela qual recorre ao
suposto mal eterno, representado pelo extremismo de direita, para
justificar sua reeleição.
Eis a contradição explícita: Lula diz que não pensa em se reeleger e
que só o fará se não houver outro nome capaz de enfrentar a extrema
direita e, como pouco se move para encontrar tal nome, fica definido
desde já que será ele o provável candidato de si mesmo. Uma alquimia
retórica que revela Lula em estado bruto.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou estar certo de que a guerra com a Rússia “terminará mais cedo” do que terminaria de outra forma assim que Donald Trump assumir a presidência dos Estados Unidos.
Zelensky disse ter tido uma “troca construtiva” com Trump durante uma conversa telefônica após a vitória de Trump nas eleições presidenciais dos EUA.
Ele não revelou se Trump fez exigências relacionadas a possíveis
negociações com a Rússia, mas afirmou que não ouviu nada dele que fosse
contrário à posição da Ucrânia.
Trump tem declarado consistentemente que sua prioridade é encerrar a
guerra e parar o que ele chama de “desperdício de recursos” dos EUA,
referindo-se à ajuda militar à Ucrânia.
“É certo que a guerra terminará mais cedo com as políticas da equipe
que agora liderará a Casa Branca. Essa é a abordagem deles, a promessa
deles aos cidadãos”, disse Zelensky em entrevista ao veículo de imprensa
ucraniano Suspilne.
Ele acrescentou que a Ucrânia “deve fazer tudo para que esta guerra termine no próximo ano, termine por meios diplomáticos”.
Zelensky também reconheceu a dificuldade da situação no campo de batalha, com as forças russas avançando.
O presidente ucraniano destacou que a legislação dos EUA permite que ele se encontre com Trump apenas após a posse do líder americano em janeiro.
Trump e Zelensky têm uma relação tumultuada. Trump foi impeachment em
2019 devido a acusações de ter pressionado Zelensky para buscar
informações comprometedoras sobre a família Biden.
Apesar das diferenças, Trump insiste que tem um “relacionamento muito
bom” com Zelensky. Quando se encontraram em Nova York, em setembro,
Trump declarou ter “aprendido muito” com o encontro e afirmou que
resolveria a guerra “muito rapidamente”.
No entanto, Trump ainda não revelou como pretende encerrar o conflito.
Seus opositores democratas o acusam de se aproximar do presidente
russo Vladimir Putin e afirmam que sua abordagem à guerra significaria a
rendição da Ucrânia, colocando em risco toda a Europa.
Por outro lado, o chanceler alemão Olaf Scholz, que também falou com
Trump após sua vitória, disse à imprensa alemã que o futuro líder dos
EUA tinha uma posição “mais nuançada” sobre a guerra do que se
imaginava.
Scholz disse ao jornal Süddeutsche Zeitung que sua ligação com Trump foi “talvez surpreendentemente, uma conversa muito detalhada e boa”.
No início deste ano, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um
pacote de US$ 61 bilhões (R$ 353,8 bilhões) em ajuda militar à Ucrânia
para combater a invasão russa.
Os Estados Unidos têm sido o maior fornecedor de armas para a Ucrânia —
entre fevereiro de 2022 e o final de junho de 2024, entregaram ou
comprometeram armas e equipamentos avaliados em US$ 55,5 bilhões (R$
321,9 bilhões), de acordo com o Instituto Kiel para a Economia Mundial,
uma organização de pesquisa alemã.
Trancados em uma enorme sala de reunião de um hotel à beira da Baía
de Guanabara, no Rio de Janeiro, diplomatas dos países que formam o G20 aos poucos foram percebendo o que, de alguma forma, já se temia havia alguns dias.
Ao longo das reuniões para negociar o texto do comunicado final, a chancelaria da Argentina indicou que não apoiava uma menção à taxação de super-ricos, uma das principais bandeiras da presidência brasileira do G20.
O G20 é o grupo das 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia e União Africana.
Neste ano, o grupo vem sendo presidido pelo Brasil e a cúpula
acontecerá no Rio de Janeiro na segunda (18/11) e terça-feira (19/11).
Em diplomacia, discordâncias durante negociações envolvendo tantos países são vistas como normais.
Não à toa, os “sherpas”, termo usado para designar os negociadores de
cada país, estão se reunindo há nada menos que cinco dias em um hotel
no Rio de Janeiro, para tentar finalizar uma versão preliminar do
comunicado final do G20.
Mas a oposição argentina à taxação de super-ricos foi apenas o
episódio mais recente de uma série de discordâncias do país vizinho em
relação a temas considerados importantes pela diplomacia brasileira.
A postura da Argentina vem sendo cada vez mais interpretada por diplomatas brasileiros e especialistas ouvidos pela BBC News Brasil como
um aprofundamento de uma política externa mais radical que pode se
tornar uma espécie de “pedra no sapato” para o Brasil não apenas no G20,
mas para além dele.
Discordâncias em série
Antes de a Argentina anunciar sua oposição à taxação de super-ricos, o
governo argentino já havia dado outras demonstrações que inspiravam
desconfiança entre os diplomatas brasileiros.
A primeira teria sido o envio de diplomatas com pouca experiência ou ascendência sobre o governo Milei para
as negociações ocorridas durante a presidência brasileira do G20.
Apesar de a cúpula de líderes ocorrer apenas na semana que vem, o grupo
teve dezenas de reuniões ao longo de todo o ano.
O envio de delegações pouco experientes foi interpretado como uma demonstração de pouca deferência dos argentinos pelo G20.
A segunda aconteceu em outubro, quando o país foi o único a não
assinar uma declaração ministerial em favor da igualdade de gênero e
empoderamento da mulher.
A medida chamou atenção de diplomatas porque os termos usados no
texto foram aceitos inclusive por países que, tradicionalmente, se
oporiam ao tema como a Arábia Saudita e China.
A decisão argentina foi criticada até pela primeira-dama do Brasil,
Rosângela da Silva, durante um evento nesta semana no Rio de Janeiro.
“A voz das mulheres precisa ser ouvida, e o GT [Grupo de Trabalho] de
Empoderamento saiu com uma resolução muito forte, muito potente.
Infelizmente tivemos um país, que foi a Argentina, que por questões,
enfim… não assinou a resolução porque tinha lá, no começo da resolução,
igualdade de gênero” afirmou.
A terceira aconteceu na semana passada, quando o governo argentino
anunciou que o país se retiraria das negociações em curso na Convenção
da Organização das Nações Unidas para o Clima no Azerbaijão, a COP29.
O movimento, que não tinha precedente na história recente da
diplomacia argentina, apontou para um maior isolamento do país em uma
área vista como prioritária para a política externa brasileira: mudanças
climáticas.
Em comum, tanto a mudança climática quanto a agenda de empoderamento
feminino são vistos por lideranças de direita como agendas de uma
suposta esquerda global à qual políticos como Milei e o ex-presidente Bolsonaro se colocam contra.
A oposição do governo Milei à taxação dos super-ricos durante a
negociação os “sherpas” no Rio de Janeiro chamou ainda mais atenção
porque os ministros das áreas de finanças dos países do grupo já haviam
aprovado, em julho deste ano, uma declaração mencionando a taxação dos
chamados “ultrarricos”.
Tudo isso se soma ao fato de que, segundo uma fonte do Ministério das
Relações Exteriores (MRE), Milei não pediu uma visita bilateral com
Lula por ocasião de sua vinda ao Brasil para o G20. Será a segunda vez
que o argentino virá ao Brasil e não se encontrará de forma bilateral
com o petista.
Mas o que estaria por trás da postura do governo Milei?
Um diplomata brasileiro ouvido em caráter reservado disse à BBC News
Brasil que o comportamento do governo argentino não chegou a surpreender
o governo brasileiro e que é visto como uma espécie de “modus operandi”
de Milei para tentar atrair para si as atenções durante o evento.
Ele disse, no entanto, que ainda seria cedo para decretar um bloqueio
completo da Argentina sobre os dois temas (empoderamento feminino e
taxação de super-ricos) uma vez que o texto final da cúpula só será
divulgado na semana que vem, após as primeiras reuniões entre os chefes
de Estado.
Isso significa que ainda há margem para novas negociações e mudanças e posicionamento entre os países.
Na avaliação de Leandro Morgenfeld, historiador e professor da
Universidade de Buenos Aires, o possível boicote ao documento de
consenso no G20 está relacionado com a postura de Milei de atacar as
instituições multilaterais.
“Ele alinha-se de forma exagerada ao [futuro] governo Trump,
que tem essa mesma posição de boicote a qualquer espaço multilateral.
Em primeiro lugar, isso está em linha com as votações recentes do
governo Milei na ONU, rompendo com a tradição argentina”.
Para o pesquisador e professor de Relações Internacionais da Fundação
Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo, Matheus Pereira, o
comportamento do governo argentino tem duas intenções.
A primeira, segundo ele, é “enquadrar” o corpo diplomático do país
para pressioná-lo a adotar, sem contestações, a nova orientação da
política externa do país.
No final de outubro, Milei trocou o comando do Ministério das
Relações Exteriores e Culto do país, responsável pelas relações
internacionais do país. Saiu Diana Mondino, vista como um nome moderado
no governo, e entrou o empresário Gerardo Werthein, que atuava como
embaixador do país nos Estados Unidos.
A medida foi tomada após o país votar a favor de uma resolução defendendo o fim do embargo econômico imposto a Cuba.
Milei, que se autoproclama um anarcocapitalista,
faz pesadas críticas a regimes de esquerda como o cubano. Em entrevista
no início de novembro, Milei disse que seu governo está investigando o
caso e que pretende demitir os diplomatas envolvidos no episódio.
O professor diz ainda que o outro objetivo de Milei é ampliar a visibilidade sobre si mesmo.
“Isso faz parte de uma estratégia dupla: enquadrar a burocracia
diplomática argentina, que o presidente e seus colaboradores consideram
resistente à linha adotada pelo governo, e ganhar capital político”,
afirma Pereira.
“Milei tem se esforçado para se afirmar como uma liderança
internacional da extrema-direita, e adotar essas posições de grande
repercussão, mas de custos políticos relativamente baixos, acaba sendo
vantajoso”, completa.
Para o professor, a recente eleição de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos também pode ter influenciado o comportamento do governo argentino.
Isto porque tanto Trump quanto Milei se apresentam como lideranças da
direita internacional e que lutariam contra uma suposta aliança da
esquerda global.
Morgenfeld, da Universidade de Buenos Aires, concorda que Milei tenta
se projetar como um líder global “contra as agendas progressistas, que
ele rotula como ‘comunismo internacional'”.
“Ao mesmo tempo, ele parece estar alinhando sua política externa ao
possível futuro governo de Donald Trump, antecipando e reforçando as
iniciativas de extrema-direita que visam enfraquecer as instituições
multilaterais “, complementa Morgenfeld.
O professor argentino avalia que, após a vitória de Trump, Milei se
sentiu fortalecido e tem adotado posturas ultraconservadoras, isolando a
Argentina no cenário internacional.
Milei diz agora querer formar uma coalizão de países de
extrema-direita enquanto desfaz consensos diplomáticos históricos do
país, incluindo a defesa de direitos humanos e a autodeterminação.
Morgenfeld ainda aponta que sua estratégia envolve dinamitar a
integração regional, atacando líderes como Lula e Gustavo Petro,
presidente da Colômbia, além de propor acordos bilaterais com os Estados
Unidos que podem romper o Mercosul.
“Se Milei conseguir consolidar essas políticas, será uma tragédia não
apenas para a Argentina, mas para toda a América Latina. Por isso, as
organizações sociais e políticas que resistem aos ataques de seu governo
têm clareza de que é essencial impedir o avanço desse processo de
destruição.”
O professor Matheus Pereira, da FAAP, ressalta ainda que a postura de
Milei “cria um problema ou distração em um dos últimos compromissos
internacionais importantes de Biden“.
Nesta semana, Milei se encontrou pessoalmente com Donald Trump nos
Estados Unidos, durante um evento na quinta-feira (14/11). O argentino
foi o primeiro líder internacional a se encontrar com presidente eleito
dos Estados Unidos após a eleição.
Consequências limitadas
Dois diplomatas brasileiros ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que
os impactos que a postura argentina pode ter sobre o G20 é limitado.
Um deles apontou o fato de que a Argentina não teria o mesmo peso
político que gigantes como os Estados Unidos, China e União Europeia,
que também participarão da cúpula.
Nos bastidores, a diplomacia brasileira procura soluções para
contornar um eventual veto da Argentina às menções como igualdade de
gênero e a tributação de super-ricos no texto da declaração final que
está sendo negociado pelos países.
Uma alternativa é incluir uma espécie de “nota” apontando a
discordância explícita da Argentina aos temas sobre os quais ela se
opuser.
A posição é semelhante à do professor Matheus Pereira.
“Eu acho que a postura do país cria um inconveniente, mas isso não
vai parar os trabalhos. No final das contas, os argentinos é que vão
arcar com o ônus do isolamento”, afirma.
Relações tensas
O clima das relações entre os atuais governos de Argentina e Brasil não é considerado amistoso.
Nas eleições de 2023, na Argentina, Lula indicou apoio à candidatura
do então ministro da Fazenda, Sergio Massa, aliado do ex-presidente
Alberto Fernández.
Ainda durante a campanha, Milei se aproximou do ex-presidente
brasileiro Jair Bolsonaro (PL) e proferiu ataques contra Lula chamando-o
de “comunista” e fazendo alusões ao fato de o petista ter sido preso
pela Operação Lava Jato.
Logo após sua vitória, os dois governos tentaram manter as relações
protocolares, mas o evidente descompasso entre Lula, de centro-esquerda,
e Milei, de direita, criou um cenário de relacionamento considerado por
diplomatas como “frio”.
Em junho deste ano, durante entrevista, Lula disse que o argentino
deve um pedido de “desculpas” ao Brasil e que ele falaria “muita
besteira”.
Em julho, Milei veio ao Brasil, mas não se encontrou com Lula. Ele
participou de um evento político de direita ao lado de Jair Bolsonaro, em Balneário Camboriú (SC).
Pouco depois, o Brasil atendeu a um pedido da Argentina para assumir a
gestão da sua embaixada em Caracas, depois que o governo da Venezuela expulsou diplomatas argentinos do país.
Apesar disso, as relações entre os dois países parecem longe do
período em que ambos conseguiram avanços que levaram à criação do
Mercosul, no início dos anos 1990, ou mesmo da parceria política que
havia entre Lula e Fernández e entre o petista e o ex-presidente Néstor
Kirchner.
MANAUS, AM (FOLHAPRESS) – A amazônia com a qual Joe Biden se deparará
no próximo domingo (17) uma visita descrita pela Casa Branca como a
primeira a ser feita por um presidente dos Estados Unidos em exercício
vive ainda os efeitos de uma emergência sem precedentes, associada,
entre outros fatores, às mudanças climáticas.
Biden vai sobrevoar a região de Manaus, visitar o Musa (Museu da
Amazônia) um espaço verde na capital do Amazonas e se encontrar com
pesquisadores e lideranças indígenas, para em seguida voar ao Rio de
Janeiro, onde ocorrerá a cúpula do G20, da qual o Brasil é anfitrião.
No curto período em que estará nessa parte da Amazônia ocidental, e
nos limitados espaços a serem percorridos, o presidente dos Estados
Unidos pode não ter a real dimensão da emergência climática enfrentada
pelo bioma e pela população amazônida. Uma descrição da dimensão do
problema deve ser feita por indígenas e cientistas escolhidos para o
encontro com Biden.
O rio Negro, que margeia Manaus, segue em níveis críticos, numa lenta
recuperação da seca mais severa já registrada. Novembro ainda registra
ocorrência de queimadas no Amazonas. As chuvas estão abaixo da média
para o período. A temperatura, acima da média.
Todos os 62 municípios do estado estão em alerta quanto aos níveis
dos rios e em situação de emergência, segundo dados públicos da Defesa
Civil do Amazonas atualizados na última quarta-feira (13).
A estiagem ainda impacta a população, com isolamento de comunidades e
dificuldades de navegação pelos rios. Ao todo, 212,7 mil famílias
850,9 mil pessoas já sofreram impactos da seca extrema no estado,
conforme a Defesa Civil.
Na Amazônia brasileira, especialmente na parte ocidental, onde está o
Amazonas, houve dois períodos de seca extrema seguidos, em 2023 e em
2024.
Os ciclos de cheia e estiagem são naturais, ocorrem de forma
alternada todos os anos, mas a seca ganhou contornos extremos nos
últimos dois anos, como nunca havia sido registrado.
Entre os fatores, estão o prolongamento do El Niño (aquecimento acima
da média no oceano Pacífico, perto da linha do Equador), o aquecimento
do Atlântico Tropical Norte, o desmatamento e a degradação da floresta
associada especialmente ao fogo e as mudanças climáticas.
Os Estados Unidos são o segundo maior emissor mundial de gases de
efeito estufa, principal causa das mudanças climáticas. Ficam apenas
atrás da China.
O pior já passou na seca de 2024, com o início da elevação do nível
dos rios e o aumento das chuvas. Mas o ritmo da transição de uma estação
à outra é lento, o que prolonga os efeitos da estiagem, num período de
seca que começou antes do esperado.
Em 122 anos de medições do nível do rio Negro no porto de Manaus,
nunca houve tão pouca água quanto na seca de 2024. A cota do rio atingiu
12,11 m, em 9 de outubro deste ano. O pior ano até então havia sido
2023, com 12,7 m em 26 de outubro.
O rio começou a encher, mas ainda houve um repiquete quando as águas
voltaram a vazar por dez dias. Nesta quinta (14), o nível do rio Negro
em Manaus era de 13,09 m.
“O rio Negro tem registrado comportamento de recuperação, voltando a
apresentar subidas, contudo os níveis ainda são considerados muito
baixos para a época”, afirma boletim de monitoramento do SGB (Serviço
Geológico do Brasil) da última terça (12). As chuvas na região estão
abaixo da média esperada, segundo o relatório.
Conforme a Defesa Civil do Amazonas, o rio Negro em Manaus pode ficar abaixo de 16 m até a segunda quinzena de dezembro.
“Ao longo dos últimos dez anos, os níveis do rio iniciaram o mês de
novembro, em média, com os valores de 18,28 m. Em anos sem eventos
extremos, espera-se que o nível esteja próximo aos valores de 19,11 m em
1º de dezembro. Vistos os valores agora, somados aos fatores
climáticos, espera-se valor próximo dos 13,73 m no início de dezembro”,
afirma o órgão.
Uma vazante tão severa, a segunda seguida, pode ser o prenúncio de um
terceiro ano acumulado de crise climática, em razão da incapacidade de
recuperação dos rios.
Há, assim, um maior tempo para retorno dos níveis de navegabilidade
dos rios, “mantendo o impacto do desastre de estiagem junto à população
que utiliza o rio nas atividades do dia a dia”, diz a Defesa Civil. Na
maior parte da Amazônia ocidental, os rios são a principal forma de
deslocamento a vida cotidiana gira em torno desses cursos dágua.
Os impactos da seca extrema prosseguem até o fim do ano e se estendem
por janeiro, segundo previsão feita pelo órgão. Haverá menos chuva e
dias mais quentes, aponta o relatório de novembro da Defesa Civil.
Nas duas primeiras semanas de novembro, houve 399 focos de calor no
Amazonas, conforme registros de satélite do Inpe (Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais). Em todo o ano, foram mais de 25 mil queimadas,
31,5% a mais dos que os registros em 2023 (até 14 de novembro).
Manaus e outras cidades do estado, especialmente na parte sul,
viveram ondas sucessivas de fumaça, que inundaram ainda comunidades
ribeirinhas e tradicionais. Até a semana passada, havia fumaça no ar da
capital, em dias sucessivos, embora em escala menor do que o verificado
em agosto e setembro.
A escolha da equipe de Biden foi por uma visita a um museu com
floresta na cidade, um espaço de grande procura por turistas, mas
distante dos problemas enfrentados pelas comunidades que dependem do
funcionamento regular dos ciclos da amazônia.
O Musa é uma parte verde em Manaus. A cidade é pouco arborizada e se
configura numa mancha urbana encravada na floresta amazônica.
O museu ocupa 100 hectares da reserva florestal Adolpho Ducke, do
Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). É um dos poucos
lugares em Manaus onde turistas podem ter contato com a floresta. Há, no
Musa, uma torre de 42 metros para observação das copas das árvores.
Diversos grupos de pesquisa atuam no local.
Para a ABSOLAR, a medida evidencia grande contradição entre discurso e
prática e pode trazer queda de emprego, fuga de capital e elevação do
preço da tecnologia aos consumidores
Novembro de 2024 – Enquanto a delegação do governo brasileiro faz
propaganda sobre transição energética na COP 29 no Azerbaijão, um novo
aumento de imposto foi publicado essa semana no País e coloca em sério
risco os compromissos internacionais de combate às mudanças climáticas
assumidos pelo Brasil. Trata-se da elevação do imposto de importação de
módulos fotovoltaicos (painéis solares) de 9,6% para 25%, incluindo o
cancelamento das quotas estabelecidas anteriormente, conforme publicação
da Resolução GECEX nº 666, de 12 de novembro de 2024.
Na avaliação da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica
(ABSOLAR), a medida, definida de maneira uniliteral, sem ouvir a
sociedade e o mercado, evidencia uma grande contradição entre o discurso
e a prática por parte do governo, já que pode comprometer os acordos
internacionais assumidos de combate às mudanças climáticas, bem como
impõe um risco real de aumento no preço da energia solar aos
brasileiros, queda de investimento, fuga de capital, crescimento da
inflação, perda de emprego e fechamento de empresas.
Nota técnica elaborada pela ABSOLAR traz um mapeamento sobre os
projetos em potencial risco, que mostra que há, pelo menos, 281
empreendimentos fotovoltaicos em situação crítica, incluindo um montante
de mais de 25 gigawatts (GW) e R$ 97 bilhões em investimentos até 2026.
Estes projetos podem contribuir para a geração de mais de 750 mil
empregos novos empregos e a redução de 39,1 milhões de toneladas de CO2.
Pela análise da entidade, a medida do governo pode inviabilizar os
projetos por completo, por conta da perda automática do financiamento
vinculado ao empreendimento, trazendo alto risco na modelagem financeira
das usinas de grande porte. O financiamento desses empreendimentos
exige um padrão de certificação e qualidade que as indústrias nacionais
ainda não possuem, o que obriga a compra dos equipamentos importados,
agora sobretaxado.
É importante destacar que a indústria nacional não consegue suprir
nem 5% da demanda nacional de painéis fotovoltaicos, com uma capacidade
de produção de 1 GW por ano, ao passo que a importação brasileira em
2023 foi de mais de 17 GW.
Também, a indústria nacional não concorre com as companhias de
equipamentos importados, principalmente nas grandes usinas de geração
fotovoltaica, uma vez que as companhias nacionais são meras montadoras
de módulos, a partir de insumos totalmente importados.
“Essa elevação do imposto acarreta retração de postos de trabalho
exatamente na cadeia mais pujante, que agrega os setores de distribuição
e comercialização de equipamentos e os serviços de instalação e
manutenção de sistemas fotovoltaicos. Dos 30 empregos gerados no setor
solar fotovoltaico, somente dois estão na fabricação de equipamentos”,
pontua Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da
ABSOLAR.
Linha do tempo: a escala do imposto de importação de módulos fotovoltaicos no Brasil
• O imposto de importação para módulos sempre foi de 12%
no Brasil, desde antes de 2014. Foi a partir daí que começaram a entrar
os ex-tarifários, que ajudavam a baixar a alíquota da importação para
produtos específicos;
• De 2014 para cá, começaram a entrar vários
ex-tarifários, que garantiram zerar a alíquota para importação dos
módulos usados no mercado brasileiro;
• Foi só em 2023, com a revogação de alguns
ex-tarifários, que a alíquota do imposto passou a sair do zero para uma
escalada;
• De janeiro de 2023 para janeiro de 2024, a alíquota
estava em 6%, incluindo a utilização dos ex-tarifários vigentes;
• Neste janeiro de 2024, com a queda de mais ex-tarifários, a alíquota subiu para 9,6%;
• E agora em novembro de 2024, com a revogação de muitos
ex-tarifários, a alíquota chega em 25% e ainda cancela as quotas
estabelecidas anteriormente.
Portanto, essa medida do governo é uma afronta dupla à transição
energética: aumentou o imposto de importação e, ao mesmo tempo, derrubou
mais ex-tarifários, o que torna ainda mais onerosa a energia solar para
as empresas e a sociedade.
Sobre a ABSOLAR
Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar
Fotovoltaica (ABSOLAR) é a entidade do Brasil que reúne todos os elos da
cadeia de valor da fonte solar fotovoltaica e demais tecnologias
limpas, incluindo armazenamento de energia elétrica e hidrogênio verde.
Com associados nacionais e internacionais, de todos os portes, a
entidade é fonte de informação e articulação em prol da transição
energética sustentável do Brasil.