quinta-feira, 14 de novembro de 2024

ELON MUSK CRIA UM PAINEL PARA REORGANIZAR O GOVERNO DOS EUA

História de Reuters

Elon Musk, presidente-executivo da Tesla 13/11/2024 ALLISON ROBBERT/Pool via REUTERS

Elon Musk, presidente-executivo da Tesla 13/11/2024 ALLISON ROBBERT/Pool via REUTERS© Thomson Reuters

WASHINGTON (Reuters) – O presidente eleito Donald Trump incumbiu o bilionário Elon Musk, presidente-executivo da Tesla, de criar um painel para reorganizar o governo dos EUA. Embora Trump tenha dito pouco sobre como esse grupo operaria, Musk já estabeleceu uma meta ambiciosa de cortar 2 trilhões de dólares em gastos federais.

Musk, a pessoa mais rica do mundo, chefiará o novo painel ao lado do o ex-candidato presidencial republicano Vivek Ramaswamy. Veja como isso pode funcionar.

O QUE MUSK QUER CORTAR?

Musk disse em um comício de Trump no Madison Square Garden em outubro que o orçamento federal poderia ser reduzido em “pelo menos” 2 trilhões de dólares. Essa meta ambiciosa excede o total de gastos discricionários, incluindo os com defesa, que são estimados em 1,9 trilhão de dólares, de um total de 6,75 trilhões em gastos federais para o ano fiscal de 2024, de acordo com o Gabinete Orçamentário do Congresso.

Musk, cujas empresas incluem a fabricante de veículos elétricos Tesla e a empresa espacial comercial SpaceX, tem amplos contratos federais para foguetes e outras operações espaciais com a Nasa e o Pentágono.

Musk também tem tido problemas com vários órgãos reguladores federais. A Administração Federal de Aviação tem influência sobre os lançamentos de foguetes da SpaceX, e a Agência de Proteção Ambiental multou a empresa por poluição perto de um local de lançamento no Texas.

Trump nomeia Elon Musk para liderança de departamento de eficiência do governoDesativar mudo

Já a Administração Nacional de Segurança de Tráfego Rodoviário está investigando as funções de direção autônoma nos carros da Tesla. A Comissão de Valores Mobiliários disciplinou Musk por um tuíte de 2018 sobre o fechamento de capital da Tesla.

Ramaswamy, que fundou a empresa farmacêutica Roivant Sciences, trabalhou com a Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês), que ele chamou de “corrupta”. No site de redes sociais X, ele escreveu em 2023: “Inúmeras regulamentações e ações da FDA são hipócritas, prejudiciais e inconstitucionais”.

O QUE MUSK E TRUMP DISSERAM SOBRE O PAINEL?

Em um comunicado na terça-feira, Trump disse que o painel “forneceria aconselhamento e orientação de fora do governo” para reduzir o governo, cortar regulamentações, diminuir gastos e reestruturar agências federais.

Trump quer abolir o Departamento de Educação, dando aos Estados maior controle sobre o ensino. Ele também quer reduzir drasticamente o “Estado profundo” — funcionários federais de carreira que, segundo ele, estão perseguindo clandestinamente suas próprias agendas.

Trump e Musk sugeriram que o painel fará cortes drásticos. No entanto, a Constituição dos EUA dá ao Congresso o poder sobre o Orçamento federal. O Congresso pode aceitar ou desconsiderar as recomendações de painéis externos, como o grupo de eficiência proposto.

Em uma tentativa de ser transparente, Musk disse que o painel publicará suas “ações” para comentários do público.

QUAL É O PRECEDENTE PARA O PAINEL DE EFICIÊNCIA?

Em fevereiro de 1982, o ex-presidente Ronald Reagan anunciou que formaria um grupo de especialistas do setor privado para recomendar maneiras de eliminar a ineficiência e o desperdício.

Em junho daquele ano, seu decreto formou um painel que ficou conhecido como Grace Commission, em homenagem ao seu presidente J. Peter Grace, ex-presidente-executivo da W.R. Grace and Co.

Grace arrecadou dinheiro para financiar a iniciativa por meio de uma fundação. Cerca de 150 líderes empresariais se ofereceram como voluntários em um comitê executivo que supervisionou 36 forças-tarefa da Grace Commission, que analisaram agências ou funções.

A Comissão emitiu um relatório em janeiro de 1984 com 2.500 recomendações. As forças-tarefas também produziram relatórios.

“A maioria das recomendações, especialmente as que exigiam legislação do Congresso, nunca foi implementada”, disse a Biblioteca Reagan.

QUE EXPERIÊNCIA MUSK TEM COM CORTE DE CUSTOS?

Após comprar o aplicativo de mídia social Twitter, Musk demitiu cerca de 3.700 funcionários, metade de sua força de trabalho. A receita diminuiu com anunciantes reduzindo gastos e depois centenas de outros funcionários pediram demissão.

Posteriormente, ele renomeou a rede social como “X”, mas a avaliação do site despencou sob sua propriedade.

Musk teve muito mais sucesso com a SpaceX. Seu foguete Falcon 9 reduziu os custos de lançamento graças à capacidade de reutilização. Isso fez surgir novos mercados de satélites, dando origem à constelação Starlink de rápido crescimento da empresa, que desestabilizou o estabelecido setor de comunicações por satélite e ajudou a moldar as estratégias militares modernas.

A SpaceX é agora uma importante empresa terceirizada de defesa.

(Reportagem de Chris Sanders, Karen Freifeld, David Shepardson e Alexandra Alper)

 

DEPUTADOS TÊM ESCALA REDUZIDA DE TRABALHO 3X4 TRABALHAM 3 DIAS E DESCANSAM 4

 

História de Victor Aguiar – CNN Brasil

Deputados têm escala 3x4? Saiba como funciona o modelo de trabalho na Câmara

Deputados têm escala 3×4? Saiba como funciona o modelo de trabalho na Câmara

As escalas de trabalho estão pautando as redes sociais desde que um projeto idealizado pelo vereador recém-eleito Rick Azevedo (PSOL-RJ) foi levado à Câmara dos Deputados pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A proposta prevê a modificação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para limitar o número de horas trabalhadas na semana a 36 – atualmente são 44 – e acabar com a escala 6×1. No Congresso, parte dos parlamentares se mostrou desfavorável à medida – o projeto enfrenta resistência na maior parte das siglas de direita e em partidos como PDT e PSB, por exemplo. Isso levou usuários das redes sociais a levantarem dúvidas sobre a escala de trabalho dos próprios deputados, que muitos alegam ser 3×4 (três dias de trabalho, quatro de descanso). Isso não é totalmente verdade. Os modelos de trabalho atrelados à CLT não podem ser comparados de forma proporcional com o da Câmara, pois os parlamentares não são submetidos à legislação trabalhista, e, sim, às normas do Regimento Interno da Casa. Veja como funciona Segundo o capítulo II do regimento, as sessões legislativas ordinárias devem ser realizadas de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. Nesse período, são realizadas três sessões por semana – daí o equívoco de se pensar em uma escala 3×4. Ainda conforme o regulamento da Câmara, as sessões deliberativas ordinárias começam às 14h, e acontecem de terça a quinta-feira. A duração delas, regimentalmente, é de cinco horas. Também podem ser convocadas sessões deliberativas extraordinárias, fora dos horários estipulados, com duração de quatro horas. Nas segundas e sextas-feiras, no entanto, os deputados não estão de folga. Nesses dias, são realizadas as sessões não deliberativas de debate – ou seja, sem votação, apenas discussão –, bem como sessões solenes que podem ser convocadas pelo presidente da Câmara ou por deliberação do Plenário. Entenda proposta de fim da escala 6×1 O documento proposto pela deputada Erika HIlton “dá nova redação ao inciso XIII, do artigo 7º da Constituição Federal para dispor sobre a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana no Brasil”, além de reduzir o limite da jornada semanal de 44 para 36 horas. Caso a PEC vire lei, o novo texto ficaria da seguinte forma: Art. 7º, inciso XIII: “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, com jornada de trabalho de quatro dias por semana, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”. No segundo artigo do documento, a parlamentar propõe que a emenda constitucional entre em vigor 360 dias após a data da publicação.

DIA NACIONAL DE ALFABETIZAÇÃO E CURIOSIDADES

 

Karla Neto – Colunista Correspondente

Nesta quinta-feira (14), é celebrado o Dia Nacional da Alfabetização, a data foi criada pela Organização das Nações Unidas e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura em 1966 com o objetivo de promover o amplo debate sobre o assunto, principalmente nos países com altos índices de analfabetismo.

O Dia Nacional da Alfabetização é uma data comemorativa que celebra a importância fundamental da alfabetização para a vida dos seres humanos. Isso porque a alfabetização e a instrução são Direitos Humanos básicos, o que demonstra o papel da alfabetização não só no desenvolvimento dos indivíduos mas também no da sociedade como um todo.

É uma data comemorativa muito importante porque nos lembra da importância da alfabetização na emancipação do indivíduo. Isso permite com que o cidadão possa exercer a sua cidadania plenamente. Além disso, a alfabetização é um dos primeiros passos para o desenvolvimento intelectual de um indivíduo.

Uma alfabetização de qualidade permite com que uma pessoa se coloque como um cidadão que luta por seus direitos. O desenvolvimento educacional da população também permite a formação de profissionais em ofícios de grande importância para a sociedade. Com isso, as sementes plantadas por meio da alfabetização retornam para a sociedade por meio de profissionais qualificados e cidadãos preocupados com o desenvolvimento de nosso país.

Além disso, a alfabetização e todo o esforço educacional em geral têm relação direta com a construção de uma sociedade menos desigual. As oportunidades abertas pela alfabetização e escola permitem uma redução sensível na desigualdade social. Claro que, para que isso aconteça, é necessário investimento do poder público para que a população tenha acesso a essa educação e que ela seja de qualidade.

O Dia Nacional da Alfabetização é importante também porque serve como um momento em que a questão é debatida com maior profundidade e que políticas públicas podem ser pensadas para se ampliar o esforço para a alfabetização plena da população brasileira. Até porque o Banco Nacional Comum Curricular (BNCC) define que é um direito de toda criança ser alfabetizada até o segundo ano do Ensino Fundamental.

Lembrando que quando falamos de alfabetização, não falamos apenas do indivíduo que não sabe ler ou escrever mas também do indivíduo que lê, porém não consegue interpretar o texto de maneira satisfatória. Esses são conhecidos como analfabetos funcionais.

CURIOSIDADES  – Karla Neto

Você sabia que o bambu pode crescer 91cm por dia?

O bambu é uma das plantas de crescimento mais rápido do mundo, algumas espécies crescem até 91 cm por dia. Isso significa que pode ser colhido em 3 a 5 anos, em comparação com 10-20 anos para a maioria das madeiras maciças, tornando-o um recurso renovável muito mais rápido.

A planta pode atingir uma altura de até 27 metros! Essa velocidade de crescimento é possível graças à estrutura única do bambu, que é composta por células com paredes finas e uma grande quantidade de espaços vazios, permitindo que a água e os nutrientes sejam transportados rapidamente.

O Brasil dispõe de clima favorável e grande extensão de áreas degradadas impróprias para outros cultivos. Mas, adequadas ao plantio de diversas variedades de bambu.
Uma das maiores florestas nativas de bambu do planeta localiza-se na Amazônia Sul-Ocidental. Ela abrange parte do estado do Amazonas e a maior parte do estado do Acre. Além de áreas vizinhas em Pando, na Bolívia, e Madre de Dios, no Peru.

Nessa região, ocorrem grandes concentrações de bambus nativos do gênero Guadua. Entretanto, a atividade econômica relacionada ao bambu no Brasil é bastante restrita. Esse cenário deve-se à ausência de tradição no emprego do bambu como matéria-prima.

Além das lacunas de conhecimento e tecnologias que permitam usar tanto as espécies de clima temperado. Principalmente quanto às espécies tropicais nativas, que têm ótimas propriedades físicas e mecânicas, além de grande potencial comercial.

Você sabia que a soja pode controlar muitas doenças?

A soja, também conhecida como feijão-soja e feijão-chinês, é uma planta pertence à família Fabaceae, família esta que compreende também plantas como o feijão, a lentilha e a ervilha. É empregada na alimentação humana e animal. A palavra “soja” vem do japonês shoyu. A planta é originária da China e do Japão.

Além do grão como alimento funcional, a soja é utilizada para a produção de produtos como chocolate, temperos prontos e massas. Derivados de carne também costumam conter soja em sua composição, assim como misturas para bebidas, papinhas para bebês e muitos alimentos dietéticos.

A soja vai além do óleo e do farelo ou do consumo in natura. De acordo com a Aprosoja (Associação Brasileira Dos Produtores de Soja), a soja é utilizada como matéria-prima para as indústrias farmacêutica, veterinária, de cosméticos e de vernizes, tintas e plásticos.

Nos últimos anos, vários estudos vêm evidenciando os benefícios da soja na prevenção de doenças crônico-degenerativas, graças a composição, a concentração e as características de isoflavonas na soja, composto biologicamente ativo e que possui funções terapêuticas. A soja pode controlar muitas doenças, nas quais haja dependência de hormônios como o câncer de mama, a menopausa e a osteoporose.

“O ideal seria consumir, no mínimo, o equivalente a duas colheres de sopa de kinako (grãos de soja torrado e moído) ou farinha de soja diariamente para obter os efeitos terapêuticos , ou ainda, o tofu (queijo de soja), salada (grãos) ou a proteína texturizada (carne de soja)”. As pesquisas demonstram que o consumo diário da leguminosa pode, ainda reduzir o risco de desenvolvimento do câncer de cólon (intestino) e em até 70% os índices de câncer de próstata.

Mas a soja não é remédio. “O mais recomendado seria iniciar o consumo na infância ou adolescência, época em que as mães podem incorporar a soja aos alimentos infantis. Os adultos também devem introduzir a soja na alimentação para obter os benefícios da prevenção. É sempre bom dizer que soja não cura tumores já desenvolvidos”. Além dos grãos, do leite de soja líquido e em pó, da farinha e da proteína texturizada, pode-se encontrar soja em hamburguer, almôndegas, bolos, bolachas, pães, sucos e em bombons.

CASTANHA DO PARÁ SE APRESENTA AO MUNDO COM PODERES CONTRA INFLAMAÇÕES E NA PREVENÇÃO DA OBESIDADE

 

História de Regina Célia Pereira – Jornal Estadão

Conhecida como castanha-do-pará, ela se apresenta ao mundo como castanha-do-brasil e é assim que aparece no título de um trabalho recente, realizado na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, que comprova seus poderes contra inflamações e na prevenção da obesidade. O artigo foi publicado em setembro no periódico científico The Journal of Nutrition.

Para o estudo, foram recrutadas 56 mulheres com sobrepeso e obesidade, que receberam tratamento para perda de peso, com orientação dietética e restrição calórica. A turma foi dividida em duas, sendo que uma parte consumiu a castanha diariamente e a outra não ingeriu a oleaginosa.

Mistura de compostos benéficos faz da castanha-do-pará uma aliada da saúde. Foto: Narsil/Adobe Stock

Mistura de compostos benéficos faz da castanha-do-pará uma aliada da saúde. Foto: Narsil/Adobe Stock

Após oito semanas, por meio de análises de sangue, concluiu-se que, entre aquelas que comeram o alimento, as concentrações de marcadores inflamatórios eram menores. O grupo apresentou valores mais baixos para a proteína C-reativa, o fator de necrose tumoral e a interleucina 1-beta, por exemplo.

Embora a castanha-do-brasil apresente uma rica mistura de nutrientes e fitoquímicos, credita-se tais resultados especialmente à sua alta quantidade de selênio. “Oferecemos castanhas com teores ainda maiores do mineral, mas seguras”, conta a nutricionista Helen Hermana Miranda Hermsdorff, professora da UFV e uma das coordenadoras do projeto Castanhas Brasileiras, que tem pesquisado as propriedades de variedades nativas do país.

Dentre os mecanismos envolvidos destaca-se a função antioxidante. “Em processos inflamatórios também ocorre um maior estresse oxidativo”, diz a professora. Assim, a atuação contra as moléculas conhecidas como radicais livres é muito oportuna.

Outros achados da pesquisa apontam para a saúde do intestino. “Exames mostraram benefícios na integridade intestinal”, revela Hermsdorff. Isso ajuda a brecar a passagem de substâncias nocivas para a circulação.

Combater inflamações é fundamental para reduzir risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e problemas nas articulações, como a artrite.

Entusiasta da valorização de ingredientes nacionais, a nutricionista Giuliana Modenezi, do Espaço Einstein Esporte e Reabilitação, do Hospital Israelita Albert Einstein, enfatiza a importância de ter as castanhas como aliadas dentro do tratamento da obesidade.

“O estudo reforça o papel da alimentação balanceada, com espaço privilegiado para itens in natura”, avalia. Merece destaque a melhora dos parâmetros inflamatórios, sem a necessidade de se ingerir cápsulas com suplementação, até porque o excesso de selênio pode ser tóxico. Extrapolar nas doses desencadeia diarreia, dor de cabeça, entre outros sintomas.

  • A riqueza da castanha

Ainda que o teor do mineral possa variar de acordo com o local e o tipo de solo, dificilmente haverá algum perigo de toxicidade a partir do consumo equilibrado do alimento. Aliás, basta uma ou duas unidades para atingir as recomendações diárias do micronutriente.

Embora o selênio seja a estrela, a castanha-do-pará reúne vitaminas, sobretudo a E, sem contar fibras e outros minerais como o magnésio, o parceiro contra o mau-humor. Cabe salientar a parcela de proteína encontrada no alimento, ajudando a incrementar o prato dos veganos.

Assim como nozes, amêndoas e avelãs, ela faz parte da família das oleaginosas e, como o nome do grupo denuncia, a castanha-do-pará concentra gorduras benéficas, entre as quais as mono e as poli-insaturadas, promotoras da saúde das artérias e que contribuem para o aumento da sensação de saciedade.

“O alimento também é importante fornecedor de energia e pode ajudar a suprir o aporte calórico em casos de pacientes com dificuldades alimentares”, comenta Giuliana Modenezi.

Aliás, para quem não quer ganhar peso, é preciso redobrar a atenção com as calorias, daí a recomendação de não extrapolar na quantidade. Ela pode ser saboreada junto de outras oleaginosas, num punhado com 30 ou 40 gramas, nos lanches da tarde.

Também fica ótima moída e salpicada em saladas de frutas ou folhas. Entra ainda nas mais diversas receitas, salgadas ou doces, de tortas, pães, sobremesas e afins. Outra sugestão é incluir no molho pesto, junto de manjericão e azeite, e despejar em massas como o espaguete. Fica ao gosto do freguês, só não pode exagerar.

CLIMA E BENEFÍCIOS SÃO OS VERDADEIROS IMPULSIONADORES PARA UM COLABORAR SE ENGAJAR COMA EMPRESA

 

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Apesar de o salário ser um fator importante para o engajamento no trabalho, clima e benefícios são os verdadeiros impulsionadores para um colaborador brasileiro se engajar com a empresa onde trabalha. Veja quais são são os benefícios preferidos dos brasileiros.

Foto: Pexels

Apesar de o salário ser um fator importante para o engajamento no trabalho, clima e benefícios são os verdadeiros impulsionadores para um colaborador brasileiro se engajar com a empresa onde trabalha. Isso é o que mostra o Estudo Better Work 2024, realizado pela Betterly. 

E quais os benefícios mais importantes? 
A pesquisa também deu um deep-dive nesse assunto e trouxe informações ricas que vamos resumir no post de hoje!

1. Benefícios mais desejados: os benefícios de bem-estar econômico e proteção são os preferidos do brasileiro!

2. Proteção – um impulsionador essencial: benefícios como seguros de saúde, vida e para pets são os mais comuns e eficazes para engajamento no Brasil, especialmente na região Sudeste, onde 62% dos colaboradores os recebem. A oferta de proteção chega a 50% no país, com diferença entre homens e mulheres no acesso a esse benefício. 

3. Flexibilidade – uma nova exigência: benefícios que incluem licenças e dias adicionais são altamente valorizados, com maior prevalência na região Nordeste (47%). Eles estão especialmente acessíveis para colaboradores em posições de maior hierarquia. 

4. Reconhecimento profissional (bônus e prêmios) e desenvolvimento também são essenciais para impulsionar a carreira e o engajamento dos colaboradores. 

5. Bem-estar físico e mental: benefícios como descontos em academias e acesso a profissionais de saúde ainda são menos comuns, abrangendo apenas 32% dos colaboradores, principalmente nas empresas do Sudeste. 

No entanto, trabalhadores em regime híbrido têm maior acesso a esses benefícios. Já o bem-estar emocional, como suporte psicológico, é menos frequente, mas crucial, especialmente para as gerações mais jovens. 

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quarta-feira, 13 de novembro de 2024

ELON MUSK VAI PARTICIPAR DO GOVERNO TRUMP NO DEPARTAMENTO DE EFICIÊNCIA GOVERNAMENTAL

 

BBC News Brasil

Elon Musk participou de alguns comícios de Trump durante a campanha — e agora continuará acompanhando o republicano na Casa Branca

Elon Musk participou de alguns comícios de Trump durante a campanha — e agora continuará acompanhando o republicano na Casa Branca© Reuters

Uma semana após Donald Trump conquistar um segundo mandato na Casa Branca, os contornos de sua nova presidência começam a tomar forma.

O presidente eleito já anunciou quase uma dúzia de nomes que formarão sua equipe na Casa Branca.

Nesta terça-feira (12/11), um dos nomes anunciados foi o da pessoa mais rica do mundo: Elon Musk.

Trump anunciou que o bilionário vai trabalhar em um novo Departamento de Eficiência Governamental, com o objetivo de “desmantelar a burocracia governamental”, impulsionar “uma reforma estrutural em larga escala” e cortar gastos.

Musk liderará este departamento com o empresário da tecnologia e ex-candidato presidencial republicano Vivek Ramaswamy.

Mas ainda não está claro como será este órgão e nem sua duração.

Musk e Ramaswamy receberam o prazo de julho de 2026 para realizar este trabalho. Entretanto, não se sabe se seus cargos também expirariam nessa data.

Na rede social X (ex-Twitter), da qual é dono, Musk comemorou a nomeação com frases como “Tornando o governo divertido novamente!” e “As pessoas não têm ideia do quanto isso vai fazer diferença”.

O bilionário também escreveu que “todas as ações do Departamento de Eficiência Governamental serão publicadas on-line para haver máxima transparência”.

'As pessoas não têm ideia do quanto isso vai fazer diferença', disse Musk sobre seu novo cargo

‘As pessoas não têm ideia do quanto isso vai fazer diferença’, disse Musk sobre seu novo cargo© Reuters

Musk tem sido uma presença constante na sede da transição do governo Trump em Mar-a-Lago.

De acordo com relatos da imprensa americana, o bilionário tem aconselhado o republicano sobre indicados para o gabinete e até mesmo se juntou a uma conversa entre Trump e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na semana passada.

O comitê de ação política de Musk gastou cerca de US$ 200 milhões (mais de R$ 1,1 bi) na campanha presidencial de Trump, e ele promete continuar a financiar os esforços para promover a agenda do presidente eleito e ajudar os candidatos republicanos nas próximas eleições para o Congresso.

O CEO (diretor executivo) da Tesla subiu ao palco em comícios republicanos e, nos últimos dias da campanha, sorteou US$ 1 milhão por dia entre eleitores de Estados-chave na eleição — um esquema que os críticos dizem ser equivalente a comprar votos e que foi contestado nos tribunais.

O bilionário de 53 anos estava com Trump em Mar-a-Lago, residência do ex-presidente na Flórida, na noite da eleição.

Nesta terça-feira, Trump anunciou também a nomeação de Pete Hegseth, apresentador do canal Fox News e veterano de guerra, como secretário de Defesa.

Enquanto isso, resta saber onde Robert F. Kennedy Jr., outra figura-chave, pousará.

Trump disse que planeja dar ao ex-democrata um papel para tornar os EUA “saudável” novamente. Robert F. Kennedy Jr. é ativista antivacinas e abandonou sua candidatura independente para apoiar o republicano.

“Ele quer fazer algumas coisas, e vamos deixá-lo fazer isso”, disse Trump em seu discurso de vitória nas eleições.

No Congresso, os republicanos já conquistaram o Senado e estão se aproximando da maioria na Câmara dos Representantes.

APROVADA A PROIBIÇÃO DE CELULAR NAS ESCOLA PÚBLICAS E PRIVADAS EM S. PAULO

 

História de admin3 – IstoÉ

São Paulo caminha para se tornar o primeiro estado a banir uso de celular em escolas

São Paulo caminha para se tornar o primeiro estado a banir uso de celular em escolasAssembleia Legislativa do estado aprovou por unanimidade medida que proíbe acesso a telas com internet para toda a educação básica, em todos os ambientes escolares, com exceções para fins didáticos e de acessibilidade.A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira (12/11), por unanimidade, projeto de lei que proíbe o uso de celulares por alunos em escolas públicas e privadas do estado.

A restrição vale do ensino infantil ao ensino médio, durante as aulas, recreios e intervalos. A medida agora segue para sanção do governador Tarcísio de Freitas.

A proposta, da deputada estadual Marina Helou (Rede) e outros 40 parlamentares coautores, veta qualquer tipo de aparelho eletrônico com acesso à internet durante o período de aulas.

O projeto aprovado pela Alesp prevê duas exceções: quando houver necessidade pedagógica para o uso de conteúdos digitais e para alunos com deficiência ou alguma condição de saúde que precisam de recursos tecnológicos específicos.

O texto determina que os estudantes que levarem aparelhos para a escola deverão deixá-los armazenados, de forma segura, sem a possibilidade de acessá-los durante o período de aulas.

Uma vez sancionada pelo governador, a lei passará a valer em 30 dias, com efeito apenas no próximo ano letivo, portanto. Se assim for, São Paulo será o primeiro estado a adotar o banimento completo de telas nas escolas – há estados e municípios com algumas restrições, mas a maioria se restringe à sala de aula.

O texto uniu vários partidos em sua defesa, incluindo a base do governo na Assembleia, e conta com apoio significativo da população.

Uma pesquisa Datafolha divulgada em outubro mostrou que 62% dos brasileiros com mais de 16 anos são favoráveis à proibição do uso de celulares por crianças e adolescentes nas escolas, tendo em vista os prejuízos do uso desses aparelhos ao aprendizado.

Congresso Nacional também discute veto

A discussão sobre restringir telas nas escolas corre também em nível federal. Em setembro, o Ministério da Educação anunciou a intenção de elaborar um projeto de lei para tratar do tema, mas optou por embarcar em propostas que já tramitavam na Câmara dos Deputados.

O governo vai apoiar um projeto de lei que reúne 14 medidas defendidas por deputados de todo o espectro político – a exemplo do que ocorreu em São Paulo. O texto, assim como o projeto aprovado pela Alesp, proibe o uso de celulares por estudantes da educação básica em todo o ambiente escolar, em todas as escolas públicas e privadas – nesse caso, do país.

A proposta autoriza o uso para fins pedagógicos, didáticos e por questões de acessibilidade, inclusão e saúde.

O texto foi aprovado na Comissão de Educação no fim de outubro e espera agora ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça, para então seguir para votação no Senado.

DÍVIDA BRUTA DO GOVERENO LULA SOBE POR MAIS GASTOS E JUROS

 

História de NATHALIA GARCIA – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A expansão de gastos e a evolução dos juros impulsionaram a dívida bruta do Brasil no segundo ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dados do Banco Central divulgados nesta segunda-feira (11) mostraram um aumento de quase 4 pontos percentuais no acumulado do ano até setembro, de 75,2% para 78,3% do PIB (Produto Interno Bruto).

Na comparação mensal, houve um alívio pontual em setembro, quando a dívida bruta ficou em 78,3% do PIB, redução de 0,2 ponto percentual em relação a agosto. Esse resultado, contudo, é insuficiente para reverter a trajetória de alta do endividamento.

A dívida bruta -que compreende governo federal, INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e governos estaduais e municipais- é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores na hora de avaliar a saúde das contas públicas. A comparação é feita em relação ao PIB para mostrar se a dívida do governo é sustentável.

De acordo com o BC, o aumento no ano reflete sobretudo a incorporação de juros nominais (elevação de 5,6 pontos percentuais). Cerca de 50% do total de títulos emitidos pelo governo são remunerados pela taxa básica de juros, a Selic, que está em ciclo de alta e chegou a 11,25% ao ano. Isso gera automaticamente uma pressão adicional sobre o endividamento da União.

Além disso, tem havido também aumento nas taxas cobradas em prazos mais longos, diante das incertezas quanto à sustentabilidade do arcabouço fiscal.

A variação também foi puxada para cima pela emissão líquida de dívida (alta de 1,2 ponto percentual), que demonstra que o governo está captando recursos no mercado em volume maior do que o necessário para rolar sua dívida.

O governo Lula já vê a dívida bruta acima de 81% do PIB a partir de 2026, último ano do atual mandato do presidente, com a piora no resultado das contas públicas e o aumento na taxa de juros.

A escalada da dívida para o patamar acima de 80% já foi considerada, em estudos do próprio Tesouro no passado, como insustentável para um país como o Brasil.

Segundo dados do BC, a única vez em que a dívida bruta ficou acima de 80% do PIB foi durante a pandemia de Covid-19.

Para garantir uma trajetória de estabilização da dívida, seria necessário um superávit primário em torno de 1% do PIB. Neste ano, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) traçou como objetivo perseguir o déficit zero. A meta da equipe econômica, contudo, conta com um intervalo de tolerância de até 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos.

A tendência de alta do endividamento do governo reflete o peso das despesas previdenciárias, que cresceram significativamente ao longo do ano. Outra despesa que teve aumento expressivo é o BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

Sob pressão, a equipe de Haddad lidera um debate sobre medidas de contenção de despesas. O pacote de corte de gastos, contudo, não serve sozinho para conter o avanço da dívida pública, dado que o limite total de despesas continuará sendo o mesmo. O alívio só virá se houver também crescimento pelo lado das receitas.

FILA DO INSS AUMENTA PARA 1,8 MILHÃO

 

História de IDIANA TOMAZELLI – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A fila de espera por benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) interrompeu a trajetória de queda e voltou a subir no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em um intervalo de apenas três meses, o estoque de pedidos em análise subiu 445 mil. Com isso, a fila alcançou 1,8 milhão, o maior valor desde julho de 2023 e equivalente a patamares observados no fim de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12), tanto no Beps (Boletim Estatístico da Previdência Social) quanto no Portal de Transparência Previdenciária, este último criado durante o governo Lula.

Até então, as informações sobre a fila do INSS estavam congeladas no mês de junho de 2024, quando a tendência ainda era de queda no número de pedidos em análise.

Especialistas de fora do governo ficaram incomodados com a demora na publicação dos documentos e se questionavam se por trás dela estava alguma tentativa do Executivo de protelar a divulgação dos dados.

A redução da fila foi uma promessa de campanha de Lula. Agora, porém, o acúmulo de pedidos representa o segundo maior patamar de seu atual mandato -atrás apenas do valor de julho de 2023.

A reportagem procurou o INSS e o Ministério da Previdência Social para explicar as razões para a alta, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

Técnicos lembram que a greve do INSS afetou as atividades do órgão nos últimos meses, sobretudo em julho e agosto.

Nesse período, houve um aumento considerável de requerimentos em análise. Só na passagem de junho para julho, o salto foi de 187,2 mil pedidos a mais à espera de uma resposta do órgão.

Em agosto, a expansão foi ainda mais significativa: 230,3 mil requerimentos a mais na fila. Em setembro, o incremento já foi menor, de 27,5 mil.

Diante desse quadro, o tempo médio de concessão também subiu, de 36 dias em julho (menor valor dos últimos dois anos) para 41 dias em setembro.

Além disso, um número maior de pessoas está à espera de uma resposta há mais de 45 dias. Esse contingente saiu de 541,2 mil em junho para 705,1 mil em setembro.

Nos bastidores, integrantes do governo veem outras possíveis explicações para o aumento da fila que não estão relacionadas à greve dos servidores do INSS. O aumento no número de requerimentos, parte dela estrutural por causa do envelhecimento da população, pode estar impulsionando esses números.

Há também uma suspeita preliminar de que segurados que tiveram a aposentadoria adiada em função das regras de transição aprovadas na reforma da Previdência estejam cumprindo os requisitos agora, o que contribui para ampliar a demanda por benefícios do INSS.

Membros do governo relataram à reportagem que há previsão de prorrogação do programa de enfrentamento à fila até o fim de dezembro deste ano. A política central dessa medida é o pagamento de um bônus a servidores do INSS por análise extra concluída -independentemente se o benefício for deferido ou não.

O diagnóstico é que é possível recolocar a fila em trajetória de queda, sobretudo nos meses de dezembro e janeiro. A perspectiva é já ter a fila novamente estabilizada em fevereiro de 2025.

GOVERNO QUER TAXAR SUPER-RICOS NO PACOTE FISCAL

 

História de CATIA SEABRA E ADRIANA FERNANDES – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O pacote de corte de gastos para equilibrar as contas públicas, em discussão no governo Lula, pode incluir a tributação dos super-ricos. A medida entrou na mesa de discussão como contrapartida a cortes que atinjam benefícios sociais.

Colaboradores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm insistido para que, entre as medidas a serem anunciadas, também haja ações que alcancem o chamado “andar de cima” da pirâmide de renda no Brasil.

Segundo aliados do presidente, a intenção é que o sacrifício não recaia apenas sobre os menos favorecidos, mas que toda a sociedade contribua para o esforço fiscal.

Nas palavras de um ministro, o sacrifício teria de ser compartilhado. Isso também atingiria os super-salários.

Um auxiliar do presidente disse à reportagem que a tributação desse público é uma das medidas que têm deixado mais complexo o debate do pacote a ser anunciado pela equipe econômica.

Questionado após uma reunião com o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, confirmou à reportagem que está em pauta a taxação sobre quem ganha mais. “Ele [Haddad] disse que já está taxando, está aumentando o imposto de renda para quem ganha mais. Vai ter um projeto sobre isso”, afirmou.

Como revelou a Folha de S.Paulo, o Ministério da Fazenda estuda a criação de um imposto mínimo para pessoas físicas para garantir uma tributação efetiva da renda dos milionários no Brasil.

O debate sobre o tema estava sendo feito de forma reservada na equipe do ministro Fernando Haddad como uma forma de bancar o aumento para R$ 5.000 da faixa de isenção do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física).

Lula apoiou publicamente a medida, vista como populista pelo mercado financeiro. Em resposta à repercussão negativa, Haddad acenou que a proposta seria enviada ao Congresso somente no ano que vem.

Não há consenso no governo sobre a inclusão, no pacote de corte de gastos, dessa tributação ou de outras medidas voltadas para os mais ricos, embora interlocutores apontem outros sinais dessa intenção.

Uma liderança partidária foi sondada sobre a viabilidade política de o Congresso Nacional insistir na aprovação da taxação de lucro e dividendos -hoje isentos-, segundo pessoas ouvidas pela reportagem. A volta dessa tributação é uma pauta do PT e foi promessa de campanha do presidente Lula.

No governo Bolsonaro, projeto de reforma da renda, aprovado na Câmara, previu o retorno da cobrança dos lucros e dividendos, mas o texto não chegou a ser votado no Senado.

Na semana passada, o presidente Lula criticou, em entrevista para a Rede TV, a “gana especulativa do mercado” e questionou se os empresários estariam dispostos a abrir mão de subsídios que recebem.

Lula questionou a contribuição do Congresso Nacional para equilibrar as contas federais.

A fala foi considerada uma sinalização de que Lula tem a estratégia de juntar no pacote de corte de gastos medidas para cortar privilégios.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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