domingo, 22 de setembro de 2024

OS CARROS ELÉTRICOS VÃO VENCER A CORRIDA CONTRA OS CARROS HÍBRIDOS

 

História de The Economist – Jornal Estadão

O esforço da indústria automobilística para se descarbonizar gira em torno da substituição da gasolina por baterias. Um número crescente de clientes quer ambos. Compradores que não podem pagar por um carro totalmente elétrico, ou que se preocupam com a disponibilidade de pontos de carregamento, estão optando por veículos elétricos híbridos plug-in (carregados na tomada), cujas vendas estão disparando. Mas o alarde em torno dos híbridos pode se mostrar de curta duração.

As vendas mundiais de carros que funcionam puramente a bateria foram mais do que o dobro daquelas dos híbridos no último ano. Mas a diferença tem se fechado rapidamente. As vendas de híbridos plug-in cresceram quase 50% nos primeiros sete meses de 2024 comparadas com igual período de 2023, enquanto aqueles totalmente elétricos avançaram 8%, segundo estimativas da corretora Bernstein.

Os fabricantes de automóveis têm diminuído o entusiasmo por veículos elétricos e aumentado o interesse por híbridos. Este mês, a Volvo retrocedeu em seu compromisso de se tornar totalmente elétrica até 2030. Agora ela diz que elétricos e híbridos juntos representarão 90% de suas vendas até o final da década. No mês passado, a Ford anunciou que estava abandonando planos de fabricar um grande SUV totalmente elétrico, optando em vez disso pela força híbrida. A Hyundai está dobrando sua gama de híbridos de sete para 14 modelos. A Volkswagen também prometeu aumentar investimentos em híbridos enquanto repensa seus planos para elétricos.

Carros elétricos ainda enfrentam o receio dos motoristas em relação à autonomia da bateria, temendo não conseguir completar a viagem Foto: Alex Silva/ Estadão - 14/12/2021

Carros elétricos ainda enfrentam o receio dos motoristas em relação à autonomia da bateria, temendo não conseguir completar a viagem Foto: Alex Silva/ Estadão – 14/12/2021

Os consumidores estão se voltando para os híbridos parcialmente porque são mais baratos. As grandes baterias necessárias para rodar veículos totalmente elétricos os tornam muito mais caros do que os carros a gasolina. Isso é um problema quando se trata de vender para o mercado de massa; a maioria dos compradores “não pagará um prêmio”, diz Jim Farley, chefe da Ford.

Carros elétricos superam modelos de gasolina na Noruega

Os híbridos plug-in, por outro lado, funcionam com baterias menores: eles basicamente têm uma unidade de 20 quilowatts-hora, cerca de um terço do tamanho das baterias dos elétricos. Como consequência, os híbridos são apenas um pouco mais caros do que os carros movidos a gasolina, e custam menos para rodar. Embora possam normalmente viajar apenas cerca de 40 milhas (aproximadamente 64 km) em suas baterias, a opção de usar gasolina evita a ansiedade que muitos motoristas de elétricos têm sobre ficar sem carga.

Por sua vez, os fabricantes de automóveis gostam de híbridos porque eles geralmente são tão lucrativos quanto os carros movidos a gasolina, em contraste com os elétricos, muitos dos quais são deficitários. Baterias menores significam custos de produção mais baixos. Os híbridos também permitem que os fabricantes de carros tradicionais aproveitem mais suas experiências e cadeias de suprimentos existentes.

A moda pelos híbridos, no entanto, pode se revelar passageira. Regras na Califórnia, adotadas por mais 16 Estados americanos, estipulam que até 2035 apenas 20% dos novos veículos vendidos pelos fabricantes de automóveis podem ser híbridos plug-in; o restante deve ser totalmente elétrico. A União Europeia planeja apertar ainda mais os freios: o bloco vai proibir a venda de todos os carros que funcionam com motores a gasolina, incluindo híbridos, até 2035.

Os híbridos já podem ser menos competitivos até lá. Os preços das baterias têm caído e cairão ainda mais à medida que a produção se expande e novas químicas são desenvolvidas. Fabricantes de automóveis como a Renault têm planos de lançar modelos elétricos que custam significativamente menos do que suas ofertas atuais, estimulados pela concorrência chinesa. As redes de carregamento continuam a se expandir.

A Bernstein prevê que os veículos híbridos capturarão uma parcela cada vez maior do mercado de automóveis até por volta de 2030, mas que as vendas se estabilizarão e, por fim, diminuirão à medida que as vendas de elétricos se acelerarem. Os híbridos estão “vencendo agora, mas os elétricos acabarão triunfando”, avalia Patrick Hummel, do banco UBS.

Xavier Smith, da AlphaSense, uma empresa de consultoria, acredita que a obsessão que as montadoras têm atualmente com os híbridos se mostrará míope. Aqueles que perderem o foco na eletrificação poderão ficar para trás em breve.

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.

DE ONDE VEM O ROMBO DAS CONTAS PÚBLICAS?

 

História de Redação – Isto é Dinheiro

Após superar crises cambiais sucessivas, o Brasil tem enfrentado, nos últimos dez anos, desafios nas contas públicas, com déficits seguidos e aumento da dívida pública, agravados por políticas econômicas anteriores. Hoje, o País enfrenta uma crise de confiança que desvaloriza o real, afugenta investimentos, pressiona a inflação e leva o País a ter juros mais elevados.

De acordo com especialistas, as principais causas que explicam esse problema crônico: são gastos elevados com a Previdência Social, despesas altas com servidores públicos, carga tributária muito acima da média de outros países emergentes e novas pressões em rubricas como Benefício de Prestação Continuada (BPC) e pisos da saúde e da educação.

A equipe econômica comandada por Fernando Haddad buscou a recuperação das receitas como estratégia para diminuir o déficit. Até aqui, as medidas têm sido insuficientes, e economistas apontam para a urgência de o governo estabelecer uma política efetiva de redução de despesas – agenda essa que enfrenta resistência do presidente Lula e da ala política do governo.

NOVAS REGRAS PARA SUBSTITUIÇÃO DA CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO

 

História de André Nicolau – Catraca Livre

Como funciona o Programa CNH Social e quem pode participar

Como funciona o Programa CNH Social e quem pode participar© Fornecido por Catraca Livre

Uma série de mudanças na renovação da Carteira Nacional de Habilitação foram anunciadas pelo Governo Federal em 2024 e devem afetar principalmente os motoristas com idades entre 50 e 70 anos. 

Entre as novidades, uma das principais mudanças na legislação diz respeito ao novo prazo de validade do exame de aptidão física e mental, exigido na renovação da carteira.

Afinal, quais são as principais mudanças na lei da CNH?

As novas regulamentações de trânsito trouxeram transformações importantes, especialmente no que tange à obrigatoriedade de alguns equipamentos e, principalmente, ao período de validade da habilitação, que agora se ajusta conforme a faixa etária:

Para motoristas com menos de 50 anos, a CNH passa a ter validade de 10 anos;

Aqueles com idades entre 50 e 70 anos devem renovar a carteira a cada 5 anos;

Já os motoristas com mais de 70 anos terão a CNH válida por 3 anos.

Vale lembrar que esses prazos podem ser alterados conforme a avaliação do médico responsável pelo exame.

Como renovar a CNH com as novas regras?

Para renovar a CNH, o processo é simples:

Os motoristas, especialmente os mais velhos, devem ficar atentos aos prazos de vencimento da habilitação, que agora expira mais rapidamente para pessoas acima de 50 anos.  

  • Acesse o site do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de seu estado;
  • Faça login com seu CPF ou CNPJ e senha;
  • Atualize seus dados e siga as orientações para solicitar a renovação.

Benefícios para motoristas com mais de 50 anos

Para amenizar o impacto das mudanças, motoristas com 50 anos ou mais passaram a ter um desconto de 50% no valor da renovação da CNH. Além disso, idosos acima de 70 anos têm direito a um desconto de 30% para renovar o documento. Essas medidas buscam facilitar o processo de renovação para os condutores mais experientes.

SURGIMENTO DO PARAFUSO E DA CHAVE PHILLIPS

 

História de Vivian de Souza Campos – Mega Curioso

A chave Phillips é indispensável em projetos de reparo doméstico, e está presente em quase todas as caixas de ferramentas. Sua popularidade está diretamente ligada à inovação que é o parafuso Phillips, um fixador com uma cabeça em formato cruzado que revolucionou o mundo dos reparos e da montagem. Mas qual é a origem desse design e por que ele se tornou tão popular?

Da invenção à popularização

Henry F. Philips. (Fonte: NIHF/Reprodução)

Henry F. Philips. (Fonte: NIHF/Reprodução)

parafuso de cabeça cruzada originou-se no final dos anos 1800 com o design inicial de John Thompson, que introduziu um recesso em formato de cruz na cabeça da peça. No entanto, a adoção desse modelo enfrentou desafios devido à profundidade do recesso, que complicava a produção e o manuseio.

A grande virada ocorreu em 1933, quando Henry F. Phillips adquiriu a patente e refinou o design, criando um recesso cruciforme mais raso que facilitava a produção em massa e a aplicação da ferramenta. Daí o nome ‘Phillips’, em homenagem a Henry F. Phillips, que aprimorou e popularizou o modelo.

Henry formou a Phillips Screw Company e conseguiu convencer grandes fabricantes a adotar o novo formato, com a General Motors sendo uma das primeiras a utilizar parafusos Phillips em seus veículos a partir de 1937.

A adoção inicial e o sucesso do design demonstraram suas vantagens em eficiência e segurança, estabelecendo o modelo como um padrão amplamente aceito na indústria. Essa inovação transformou a montagem e a produção de fixadores, consolidando a popularidade do modelo até hoje.

Eficiência e precisão no uso

O parafuso Phillips aumenta a eficiência e a precisão, reduzindo escorregamentos e facilitando o aperto. (Fonte: Getty Images/Reprodução)

O parafuso Phillips aumenta a eficiência e a precisão, reduzindo escorregamentos e facilitando o aperto. (Fonte: Getty Images/Reprodução)

Uma das principais qualidades do parafuso Phillips é a sua capacidade de centralizar automaticamente na ferramenta, graças à sua cabeça cruzada. Como a chave encaixa perfeitamente no recesso do parafuso, reduz significativamente o risco de escorregamento.

Isso é particularmente benéfico em ambientes industriais e de produção em massa, onde a automação e a rapidez são fundamentais. Com a ferramenta ajustada corretamente, o parafuso pode ser girado com maior facilidade, tornando o processo mais ágil e eficiente. Isso melhora a precisão durante o aperto e reduz a quantidade de esforço necessário para concluir a tarefa.Aproveite a enorme base de clientes da Amazon para impulsionar suas vendas.

Venda com a AmazonAproveite a enorme base de clientes da Amazon para impulsionar suas vendas.

Publicidade

Além disso, a firmeza do encaixe minimiza a probabilidade de danificar o parafuso ou o material ao redor, o que é essencial para garantir a integridade das superfícies de trabalho e a durabilidade dos fixadores.

Assim, o parafuso Phillips representa uma significativa inovação no mundo dos fixadores, e se tornou um padrão amplamente adotado, tanto em aplicações domésticas quanto industriais. Sua capacidade de se adaptar rapidamente à ferramenta e a facilidade de uso são as principais razões pelas quais esse modelo continua sendo uma escolha popular.

OS 4 PILARES DA TRANSFORMAÇÃO DE UMA EMPRESA

Piero Franceschi – Partner na StartSe

Muitas vezes, a transformação fica relegada a um grande projeto “salvador” que ilude a todos à sua volta, gerando letargia e frustração. Pensando nesse desafio, Piero Franceschi, sócio da StartSe, montou um framework com seu pensamento sobre os 4 pilares de uma transformação.

Os 4 pilares de uma transformação (Infográfico Piero Franceschi)

Por mais que muito se tenha falado de transformação nos últimos anos, são raros os casos em que as empresas têm um portfólio completo de ações para a transformação. 

Muitas vezes, a transformação fica relegada a um grande projeto “salvador” que ilude a todos à sua volta, gerando letargia e frustração.


Pensando nesse desafio, montei esse framework com o meu pensamento sobre os 4 pilares de uma transformação.

Todos os 4 tipos de ação devem ocorrer de forma concomitante para a transformação efetiva de uma empresa:

Das que existem relativamente baixo investimento:

1. ATAQUE RELÂMPAGO: são ações com foco externo que obtêm transformações rápidas, capturando valor imediato com resultados positivos que aumentam a moral da equipe. Geram sensação de evolução, criando confiança para os “Grandes Saltos” que vêm pela frente. Todo mundo precisa sentir que “a coisa está andando”.

2. CHOQUE DE CULTURA: Ações que geram transformações internas na cultura que visam construir alinhamento e reorganização de competências-chave necessárias para a visão. Preparam o time com o mindsete ferramentas que serão exigidas nas atividades de alto esforço e complexidade que estão do outro lado da matriz.

Já os outros dois grupos de ação geralmente exigem maiores níveis de investimento:

3. REFORMA DE FUNDAÇÃO: Iniciativas que geram transformações estruturais que resolvem o legado, eliminando travas sistêmicas que impedem os “Grandes Saltos” de ocorrerem. Não são muito sexy, mas criam condições essenciais para o longo prazo, atualizando a fundação da empresa para novos padrões. É tipo a troca do encanamento e fiação.

4. GRANDES SALTOS: Grandes projetos que miram transformações complexas no modelo de negócio mandatórias para a manutenção da relevância junto aos seus clientes. Têm como objetivo construir novos ciclos de perpetuidade da empresa, readequando sua competitividade a um novo mercado. Com tudo isso, fica claro que a falha em promover um portfólio completo de ações de transformação leva provavelmente à falácia de acreditar em contos de fada onde apenas um bom feitiço resolve tudo. É preciso muito mais do que um projeto “salvador” para mudar uma empresa.

Leitura recomendada

Piero Franceschi, sócio da StartSe
e co-autor do bestseller “Organizações Infinitas”, tem 20 anos de experiência em Marketing, Estratégia e Inovação em posições de liderança de grandes empresas como Bauducco, Danone, Diageo e Pearson. Quer contratar a palestra do executivo para a sua empresa?

Sabe o que eu mais vejo no mercado?

 Junior Borneli — StartSe

Testemunho:

Que empresários existem aos montes, mas poucos são empreendedores.

Simplesmente porque um empreendedor se forja em meio a desafios.

E eu tiro isso pela minha própria história.

Eu nasci no interior de Minas Gerais. Numa cidade de apenas 13 mil habitantes.

E como toda cidade do interior, as opções de lá eram bem limitadas

Eu sempre senti que poderia ir além, nunca consegui saber como.

Então trabalhei numa universidade por 10 anos.

Sem propósito, sem objetivo, apenas fornecendo o necessário pra minha esposa e filho.

Até que um eu cheguei em casa e vi que a minha energia elétrica havia sido cortada.

E eu digo que esse foi o pior e o melhor dia da minha vida.

Porque foi aí que a ficha caiu.

Que eu entendi que precisava fazer algo e que só o empreendedorismo poderia me tirar daquele lugar.

Que custe o que custasse, eu NUNCA MAIS me encontraria naquela situação novamente

Esse foi o gatilho que despertou o que eu chamo de atitude empreendedora.

A voz que diz lá dentro que “você pode mais”.

Como despertar sua atitude empreendedora e impactar positivamente seus projetos com isso.

Espírito empreendedor: 8 dicas matadoras para despertar o seu

Janu França

Um empreendedor de sucesso não nasce pronto, ele se molda. Compartilhamos neste artigo 8 habilidades fundamentais para você atingir seus objetivos.

Qualquer realização começa na mente. E empreendedores são, normalmente, aqueles que têm a capacidade de colocar suas ideias em prática e fazer acontecer. Algumas pessoas já nascem com esse espírito, né? Outras nem tanto. Mas não se engane, isso pode ser trabalhado e desenvolvido.

É fundamental desenvolver – ou aprimorar – esse perfil realizador para quem quer abrir uma empresa e fazer ela crescer. O sucesso empresarial está diretamente ligado à reunião de um grupo de características e habilidades que tornam uma mente mais atenta para aspectos essenciais de um negócio.

Confira nossas dicas de como despertar este espírito em você!

1 Tenha autoconfiança

“Autoconfiança é muito importante para alcançar o sucesso. E para se tornar confiante, é importante estar preparado.”

Arthur Ashe, tenista

Todo bom empreendedor confia em si mesmo. É preciso acreditar em suas ideias e visão de negócio para colocá-las em prática e fazer com que elas prosperem. Por isso, não se limite a pensar no que pode ou não fazer, acredite em você e no seu sucesso. Isso irá te impulsionar.

2 Trabalhe sua mente

“Persiga um ideal, não o dinheiro. O dinheiro vai acabar indo atrás de você.”

Tony Hsieh, empreendedor

Quem tem um espírito empreendedor persegue as oportunidades quando as encontra. E para reconhecer essas oportunidades é preciso que você possua a mentalidade certa, quando você tem uma percepção incorreta, seu espírito empreendedor não se desenvolve.

Alimente uma atitude positiva e encare as barreiras e os pequenos fracassos como aprendizado, que preparam você para tentar novamente.

3 Desenvolva senso crítico

“Você deve lutar mais de uma batalha para se tornar um vencedor.”

Margaret Thatcher, política

Trabalhe seu senso crítico diariamente, ele será extremamente necessário para que você desenvolva seus projetos da melhor maneira possível. Sempre analise e reflita sobre todos os aspectos do projeto, se não ficar satisfeito com algo, repense e refaça.

Crie a capacidade de você mesmo avaliar suas ideias e a forma como realiza cada etapa.

4 Planeje suas metas e as cumpra

“Todas as diretrizes são resultado de um planejamento e todo planejamento é resultado de sonhos.”

Flávio Augusto, empreendedor

Para alcançar seus objetivos você precisa saber exatamente onde deseja chegar. Por isso trace suas metas e planeje bem suas estratégias, ter um espírito empreendedor tem a ver com a capacidade de planejar e ter disciplina, por isso trabalhe essas habilidades.

Estabelecer metas ajuda a alimentar seu espírito empreendedor, mas elas precisam ser realistas, palpáveis e mensuráveis. Obedecendo a esses pontos você poderá traçar objetivos de curto e longo prazo.

#DicaConsolide: não deixe de conhecer a história do grande erro do super empresário Flávio Augusto.

5 Tenha atitude

“Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo.”

Martin Luther King, pastor e ativista político

Não adianta ter boas ideias, planejar estratégias, traçar metas e não ter atitude para executá-las. Para realizar seus sonhos e alcançar o sucesso desejado, é necessário agir. Ter um espírito empreendedor não tem a ver com ideias e planejamento, e sim em possuir a capacidade e a motivação para executar.

A melhor maneira de despertar e alimentar seu espírito empreendedor é colocar algo em prática. Os desafios de um negócio e seus processos vão fazer com que esse espírito se manifeste. Por isso, ao identificar sua ambição no mundo empresarial e o mercado onde deseja atuar, não perca tempo e parta para a ação.

6 Tenha ambições realistas

“Faça o que você puder, onde você está e com o que você tem.”

Theodore Roosevelt, ex-presidente EUA

Tenha ambições que estejam ao seu alcance, não adianta tentar resolver problemas que estão fora do seu controle ou tentar atingir alguns objetivos cedo demais. Faça planos e trace metas que façam sentido para o seu projeto, utilizando seu senso crítico para definir se são plausíveis e alcançáveis naquele momento.

7 Seja criativo

“Criatividade é inteligência, divertindo-se.”

Albert Einstein, físico

A criatividade é essencial para qualquer empreendedor, desde a concepção de um novo negócio até a hora de desenvolver soluções e estratégias dentro da empresa. Todo mundo tem certo nível de criatividade, por isso se você deseja ser um empreendedor trabalhe sempre sua criatividade para mantê-la ativa.

8 Desenvolva habilidades de liderança

“O melhor líder não é necessariamente aquele que faz as melhores coisas. Ele é aquele que faz com que pessoas realizem as melhores coisas.”

Ronald Reagan, ex-presidente EUA

É muito importante que um empreendedor tenha habilidades de liderança, para conduzir seu projeto e delegar quando necessário. Além disso, é preciso saber tomar as próprias decisões e fazer com que outros acreditem em seu projeto.

Também é essencial que você saiba conduzir as pessoas pelo caminho que você deseja trilhar.

Pronto para despertar seu espírito empreendedor? Então comece logo a colocar essas dicas em prática.

NOSSA MARCA. NOSSO ESTILO!

COMPARTILHAMOS CONHECIMENTO PARA EXECUTARMOS COM SUCESSO NOSSA ESTRATÉGIA PARA REVOLUCIONAR O MODO DE FAZER PROPAGANDA DAS EMPRESAS DO VALE DO AÇO.

O desejo de mudar, de transformar, de acreditar, são fundamentais para irmos além. São agentes propulsores da realização de sonhos. Já o empreendedorismo está presente no DNA dos brasileiros e nossa história trouxa essa capacidade que temos de nos reinventar e de nos conectarmos com você internauta e empresários que são a nossa razão de existir.

E todos esses elementos combinados e levados ao território da internet, torna o que era bom ainda melhor. Na internet e através do Site da Valeon, podemos proporcionar o início do “virar de chaves” das empresas da região para incrementar as suas vendas.

Assim, com inovação e resiliência, fomos em busca das mudanças necessárias, testamos, erramos, adquirimos conhecimento, desenhamos estratégias que deram certo para atingirmos o sucesso, mas nada disso valeria se não pudéssemos compartilhar com vocês essa fórmula.

Portanto, cá estamos! Na Plataforma Comercial Marketplace da VALEON para suprir as demandas da região no que tange à divulgação dos produtos e serviços de suas empresas com uma proposta diferenciada dos nossos serviços para a conquista cada vez maior de mais clientes e público.

Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as marcas exporem seus produtos e receberem acessos. Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual.

 

O Site desenvolvido pela Startup Valeon, focou nas necessidades do mercado e na falta de um Marketplace para resolver alguns problemas desse mercado e em especial viemos para ser mais um complemento na divulgação de suas Empresas e durante esses três anos de nosso funcionamento procuramos preencher as lacunas do mercado com tecnologia, inovação com soluções tecnológicas que facilitam a rotina das empresas. Temos a missão de surpreender constantemente, antecipar tendências, inovar. Precisamos estar em constante evolução para nos manter alinhados com os desejos do consumidor. Por isso, pensamos em como fazer a diferença buscando estar sempre um passo à frente.

 

VOCÊ CONHECE A ValeOn?

A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO

TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!

A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

Colocamos todo esse potencial criativo para a decisão dos senhores donos das empresas e os consumidores.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

 

sábado, 21 de setembro de 2024

STF DISCUTE AMPLIAÇÃO DE FORO PRIVILEGIADO NO STF

História de Lucas Mendes – CNN Brasil

Mendonça vota contra ampliação de foro no STF

Mendonça vota contra ampliação de foro no STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, nesta sexta-feira (20), contra a proposta de ampliação do alcance do foro privilegiado de autoridades na Corte. O magistrado é a favor de manter a regra atual, que estabelece que o chamado “foro por prerrogativa de função” termina quando a autoridade deixa o cargo. Divergência O voto de Mendonça é o único até o momento contra a ampliação do foro. Já há maioria formada para ampliar a regra, fixando que o foro é mantido no Supremo mesmo depois de a autoridade deixar o cargo. Ressalva Mendonça fez uma ressalva de que, até que seja fixado o entendimento do Supremo sobre o tema, investigações e ações penais de sua relatoria permanecem na Corte, “em respeito ao colegiado”, que já formou maioria nesse sentido. Um desses casos é o da investigação envolvendo as acusações de assédio contra o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida. Pela regra atual, Almeida perdeu o foro no STF ao ser demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 6 de setembro. Quando alguém perde o foro no Supremo, o caso, em geral, vai para a primeira instância da Justiça. “Em respeito ao colegiado, registro que, até que se conclua o presente julgamento e se defina a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal sobre a prerrogativa de foro, ad cautelam, as investigações por mim supervisionadas e as ações penais sob minha relatoria permanecerão no âmbito deste Supremo Tribunal Federal”, afirmou. “Uma vez julgada a questão, se seguirá definitivamente a jurisprudência fixada por esta Suprema Corte”. Segundo Mendonça, o “alargamento do foro por prerrogativa de função para período posterior ao fim do exercício do cargo ou função do agente político contraria a jurisprudência construída de forma gradativa e constante” pelo STF. “Terminado o exercício do cargo ou função, esvazia-se toda a lógica justificadora do excepcional foro por prerrogativa de função”, declarou. A discussão sobre o tema é feita no plenário virtual. Nesse formato de julgamento, não há debate entre os ministros, que apresentam seus votos em um sistema eletrônico. https://www.youtube.com/watch?v=kILxg3zrfO4 Maioria A maioria de votos pela ampliação de foro foi formada em abril. Na ocasião, Mendonça pediu vista (mais tempo para análise). O caso foi retomado nesta sexta (20), com o voto do ministro. A proposta que tem maioria estabelece que o foro continua no STF mesmo após o afastamento do cargo, “ainda que o inquérito ou a ação penal sejam iniciados depois de cessado seu exercício”. Esse entendimento foi apresentado por Gilmar Mendes. Votaram a favor os ministros Roberto Barroso, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Ainda precisam votar os ministros: Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Como é a regra O STF tem competência para processar e julgar, nos crimes comuns, o presidente da República, o vice-presidente, deputados e senadores, ministros e o procurador-geral da República. Já para integrantes dos tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União (TCU), embaixadores, e comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, a competência é para crimes comuns e de responsabilidade. A regra atual sobre foro no Supremo foi definida em 2018. Para que o processo tramite no STF é preciso que o crime tenha sido cometido no exercício do cargo e em razão da função ocupada. Se o agente público perder seu mandato, o processo vai para a primeira instância. A única exceção é para quando o caso já estiver na fase final de tramitação; nessa situação, o processo permanece no STF. Em 2022, a Corte decidiu que continua tendo competência em casos de “mandato cruzado” — ou seja, quando o congressista investigado ou processado por um suposto crime é eleito para outra Casa Legislativa durante a tramitação do inquérito ou da ação penal.

 

PUTIN PODE ESTAR BLEFANDO SOBRE O SEU ARSENAL NUCLEAR?

 

História de Realidade Militar

Arsenal nuclear russo pode estar comprometido, apontam especialistas.

A guerra na Ucrânia trouxe à tona uma das questões mais sensíveis para a segurança global: o poderio nuclear da Rússia. Em meio às sanções e ao embate com o Ocidente, as ameaças do Kremlin em relação ao uso de armas nucleares têm sido uma constante. Contudo, especialistas começam a questionar se essas ameaças são realmente fundamentadas ou se a Rússia estaria, na verdade, blefando. 

Com um arsenal de aproximadamente 5.600 armas nucleares, das quais cerca de 1.700 prontas para uso imediato, a Rússia possui o maior estoque de ogivas nucleares do mundo, herdado da antiga União Soviética. Porém, de acordo com análises recentes, manter essas armas em pleno funcionamento pode ser mais difícil do que parece.

Manutenção complexa e cara

Armas nucleares não são dispositivos que permanecem letais por tempo indefinido. Ao contrário, elas exigem uma manutenção constante e especializada. Um dos principais desafios é a preservação de seus componentes críticos, como o trítio, um isótopo de hidrogênio utilizado para aumentar a potência da explosão nuclear. O trítio tem uma meia-vida de apenas 12 anos e meio, o que significa que precisa ser substituído regularmente para garantir a eficácia das bombas.

Além disso, o plutônio, utilizado no núcleo dessas armas, precisa ser comprimido a uma densidade crítica para que a explosão ocorra. Esse processo envolve o uso de explosivos convencionais, que devem detonar com precisão absoluta. Caso contrário, a bomba pode falhar.

“Seja por falha nos explosivos ou por deterioração de componentes, uma bomba nuclear pode se tornar inoperante”, explica um especialista em armamento nuclear consultado pelo G1.

Declínio técnico e corrupção

Desde o colapso da União Soviética em 1991, a Rússia enfrentou dificuldades econômicas e administrativas que afetaram diretamente seu programa nuclear. Parte dos engenheiros e cientistas que trabalhavam no desenvolvimento e manutenção das armas nucleares já se aposentaram, e há dúvidas sobre se as novas gerações estão preparadas para assumir essas responsabilidades críticas.

Outro fator que contribui para o ceticismo em relação ao arsenal nuclear russo é o alto nível de corrupção nas Forças Armadas do país. A invasão da Ucrânia expôs a deterioração da infraestrutura militar russa, com relatos de tanques sem combustível e soldados mal equipados. Há quem questione se os fundos destinados à manutenção das armas nucleares não foram desviados, comprometendo a segurança do programa.

Prontidão questionada

A última vez que a Rússia realizou um teste nuclear foi em 1990, antes do fim da União Soviética. Desde então, o país tem se distanciado de testes nucleares, o que levanta suspeitas sobre a real capacidade de suas ogivas.

“Sem testes regulares, é difícil garantir que o arsenal esteja em pleno funcionamento. A falta de testes por mais de três décadas pode significar que muitas armas estão obsoletas”, avalia um especialista em segurança internacional.

Enquanto os Estados Unidos, por exemplo, investem bilhões de dólares na manutenção e modernização de seu arsenal nuclear, a Rússia tem priorizado outras áreas, como operações militares convencionais e intervenções no exterior. Isso pode ter deixado seu programa nuclear em segundo plano.

Impacto global

Mesmo com as dúvidas sobre a capacidade operacional das armas nucleares russas, o perigo não pode ser subestimado. Mesmo que apenas uma fração das bombas esteja em funcionamento, isso seria suficiente para causar um desastre global.

“A incerteza sobre o estado do arsenal nuclear russo é, por si só, uma arma poderosa. A dúvida mantém o mundo em suspense, e essa incerteza é o que torna a situação tão perigosa”, ressalta o especialista.

Conclusão

Enquanto as tensões entre a Rússia e o Ocidente continuam a escalar, o debate sobre a real capacidade do arsenal nuclear russo permanece aberto. Resta saber se o Kremlin está blefando, confiando na intimidação, ou se ainda possui um poderio nuclear funcional capaz de alterar o equilíbrio global.

PROTESTO EM BRASÍLIA CONTRA AS QUEIMADAS

 

História de Guilherme Cavalcanti – Agência Pública

Na tarde desta sexta-feira (20), manifestantes se reuniram em frente ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em Brasília, para exigir respostas imediatas do governo às queimadas que assolam o país. Segundo Ana Terra, uma das organizadoras do Jovens pelo Clima Brasília (JPC), ligado ao Fridays for Future, a escolha do MAPA como local de protesto “foi estratégica”. O motivo, segundo ela, é que grande parte das queimadas ocorre em propriedades privadas ligadas ao agronegócio, setor regulado e incentivado por políticas do próprio ministério.

Durante o protesto que reuniu aproximadamente 150 pessoas, foi realizada a leitura de um manifesto no qual se destacou que o Ministério do Meio Ambiente não deve ser o único responsável pela preservação ambiental no país. Segundo o documento, a proteção dos biomas e o combate às mudanças climáticas exigem uma ação coordenada e intersetorial, envolvendo outras pastas governamentais, como o Ministério da Agricultura, além de esforços conjuntos com estados, municípios e a sociedade civil. O manifesto enfatiza que, sem essa ampla articulação, as medidas adotadas serão insuficientes para enfrentar os desafios ambientais atuais.

  • Manifestantes do movimento Jovens pelo Clima Brasília e Fridays for Future durante ato em frente ao Ministério da Agricultura para exigir respostas do governo às queimadasManifestantes do movimento Jovens pelo Clima Brasília e Fridays for Future durante ato em frente ao Ministério da Agricultura para exigir respostas do governo às queimadas
  • Manifestantes do movimento Jovens pelo Clima Brasília e Fridays for Future durante ato em frente ao Ministério da Agricultura para exigir respostas do governo às queimadasManifestantes do movimento Jovens pelo Clima Brasília e Fridays for Future durante ato em frente ao Ministério da Agricultura para exigir respostas do governo às queimadas
  • Manifestantes do movimento Jovens pelo Clima Brasília e Fridays for Future durante ato em frente ao Ministério da Agricultura para exigir respostas do governo às queimadasManifestantes do movimento Jovens pelo Clima Brasília e Fridays for Future durante ato em frente ao Ministério da Agricultura para exigir respostas do governo às queimadas
  • Manifestantes do movimento Jovens pelo Clima Brasília e Fridays for Future durante ato em frente ao Ministério da Agricultura para exigir respostas do governo às queimadasManifestantes do movimento Jovens pelo Clima Brasília e Fridays for Future durante ato em frente ao Ministério da Agricultura para exigir respostas do governo às queimadas

“Precisamos agir agora, o futuro não demora, e nós não podemos demorar. Se as consequências são sentidas agora, também temos de atuar agora para mudar a nossa situação. Se o problema é um agronegócio sistematizado, que prejudica o meio ambiente em favor da exportação de commodities, então lancemos mão da agricultura familiar, fortaleçamos práticas agrícolas sustentáveis e não-exploratórias”, disse o JPC em manifesto.

Na leitura, os manifestantes destacaram a simbologia do ipê, uma árvore típica do cerrado, que mesmo com toda sua capacidade de florescer em tempos de seca, está ameaçado pelas mudanças climáticas. Através da metáfora, eles protestaram que a crise climática se intensifica por práticas como o desmatamento e queimadas, “muitas vezes promovidas pelo próprio agronegócio, setor que deveria ser regulado com maior rigor pelo Ministério da Agricultura”.

No âmbito do Distrito Federal, os protestos focaram em questões específicas, como a implementação e revisão do Plano de Adaptação Climática e a construção do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) com a participação popular, priorizando o combate ao racismo ambiental. Além disso, pedem punição para os responsáveis pelas queimadas na Floresta Nacional de Brasília.

Um aluno de 13 anos, presente no ato, expressou sua frustração pelas recentes queimadas que atingiram Brasília na última semana. “Eu não vejo ninguém da minha idade por aqui. “Essa é uma pauta atual que precisamos trazer. Na escola, enfrentamos isso. Por exemplo, havia muita fumaça na minha escola, as aulas não foram suspensas e não havia máscaras para ninguém.”

O movimento Jovens pelo Clima Brasília, ligado ao Fridays for Future, lidera a mobilização na capital federal. O grupo busca chamar atenção para a urgência das ações climáticas, alertando que o descaso com o meio ambiente compromete não apenas o futuro, mas também o presente das gerações atuais.

TOFFOLI ANULA PRISÃO E MULTA DE CORRUPTO IMPOSTA PELA LAVA JATO

 

História de admin3 – IstoÉ

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta sexta-feira, 20, todos os processos e provas envolvendo o empresário Raul Schmidt Felippe Júnior na Operação Lava Jato. Ele foi apontado pela força-tarefa como operador de propinas a servidores do alto escalão da Petrobras.

A defesa pediu a extensão de decisões que beneficiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o empresário Marcelo Odebrecht e o ex-governador paranaense Beto Richa (PSDB).

Toffoli concluiu que o empresário foi vítima de “conluio” entre o ex-juiz Sérgio Moro, a juíza Gabriela Hardt e procuradores da força-tarefa de Curitiba e que seus direitos foram violados nas investigações e ações penais. Eles foram procurados pela reportagem do Estadão para comentar a decisão. A magistrada informou que não vai se manifestar.

“Os constantes ajustes e combinações realizados entre os referidos magistrados e o Parquet apontados acima representam verdadeiro conluio a inviabilizar o exercício do contraditório e da ampla defesa pelo requerente”, aponta o ministro.

“Fica clara a mistura da função de acusação com a de julgar, corroendo-se as bases do processo penal democrático”, segue Toffoli.

A decisão toma como base diálogos hackeados de membros da Lava Jato, obtidos na Operação Spoofing, que prendeu o grupo responsável pelo ataque cibernético.

O ministro menciona, por exemplo, o desmembramento de processos e a suposta manipulação do ritmo de tramitação de ações penais para permitir a extradição e prisão do empresário, que tem nacionalidade portuguesa.

Toffoli afirma ainda que provas foram obtidas fora dos canais oficiais junto a autoridades da Noruega e de Mônaco. A decisão também põe sob suspeita as medidas cautelares decretadas contra a filha do empresário, o que na avaliação do ministro foi uma estratégia para pressioná-lo na investigação.

Foi decretada a “nulidade absoluta de todos os atos praticados” contra o empresário na âmbito da Lava Jato, inclusive na fase pré-processual.

O empresário foi absolvido pelo juiz Eduardo Fernando Appio, em sua primeira sentença ao assumir os processos remanescentes da Lava Jato. O magistrado foi substituído após uma curta e turbulenta passagem pela 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba.

Raul Schmidt foi denunciado pela força-tarefa como operador de propinas a funcionários da Petrobrás. Ele foi acusado de intermediar pagamentos em troca da contratação da empresa Vantage Drilling, em 2009, para fretamento de um navio-sonda. Os beneficiários dos pagamentos teriam sido Jorge Luiz Zelada (ex-diretor internacional da Petrobras) e Eduardo Vaz da Costa Musa (gerente-geral da área internacional).

A decisão se insere em um contexto maior de revisão de decisões e processos da Operação Lava Jato no STF. Foi Dias Toffoli quem anulou as provas do acordo de leniência da Odebrecht (atual Novonor), em setembro de 2023, o que vem gerando um efeito cascata que atingiu condenações e até mesmo um acordo de delação.

Com base na decisão do ministro, processos têm sido arquivados nas instâncias inferiores. Isso porque inúmeras ações derivadas da Lava Jato usaram provas compartilhadas pela construtora. Uma ação envolvendo executivos da Braskem por supostas fraudes de R$ 1,1 bilhão foi trancada no mês passado. Os acordos de colaboração premiada e de não persecução penal de Jorge Luiz Brusa também foi anulado, o que vai gerar a devolução de R$ 25 milhões.

PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO GOVERNO FEDERAL PARA O ANO DE 2025

 

História de EDUARDO CUCOLO – Folha de S. Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou em agosto ao Congresso o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) 2025 e, junto com ele, a publicação Orçamento Cidadão, que é elaborado desde 2010 com o objetivo de apresentar os documentos do processo orçamentário de maneira descomplicada.

Com base nesse documento, é possível elaborar um resumo da proposta de gastos para o próximo ano.

IMPOSTO DE RENDA É DESTAQUE NA ARRECADAÇÃO

O projeto, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso e sancionado pela Presidência da República para se tornar lei, prevê uma arrecadação de R$ 2,91 trilhões com as chamadas receitas primárias. O Imposto de Renda e as receitas previdenciárias são as maiores desse grupo.

A arrecadação total conta ainda com R$ 2,79 trilhões de receitas financeiras, o que inclui os valores que entram no caixa do Tesouro com as operações de emissão de títulos públicos e refinanciamento da dívida.

Orçamento de 2025 prevê R$ 5,7 tri em receitas (em R$ bilhões)

Imposto de Renda – 835

Receitas da Previdência Social – 714

Cofins (contribuição para seguridade) – 389

Demais impostos e contribuições – 970

Refinanciamento da dívida – 1.660

Emissão de Títulos – 848

Outras receitas financeiras – 289

Fonte: Orçamento Cidadão – Projeto de Lei Orçamentária Anual 2025/Ministério do Planejamento e Orçamento

PREVIDÊNCIA É A PRINCIPAL DESPESA

As despesas também são divididas entre primárias e financeiras, cada uma com cerca de 50% de participação no total, com destaque novamente para a Previdência Social.

O governo só tem controle efetivo sobre 8% das despesas primárias. Os outros 92% são de execução obrigatória, ou seja, são determinados pela Constituição Federal, pelas leis ou pelos contratos firmados.

Distribuição da despesa primária e financeira de 2025 (em R$ bilhões)

Previdência – 1.080

Assistência Social – 286

Saúde – 209

Educação – 162

Trabalho – 90

Demais Despesas Primárias – 1.100

Serviço da Dívida Interna – 1.560

Refinanciamento da Dívida Interna – 721

Demais Despesas Financeiras – 487

Fonte: Orçamento Cidadão – Projeto de Lei Orçamentária Anual 2025/Ministério do Planejamento e Orçamento

Despesa primária obrigatória representa 92% do total (em R$ bilhões)

Categoria – Valor

Obrigatória – Previdência – 1.080

Obrigatória – outras – 720

Obrigatória – transferência a estados e municípios – 559

Obrigatória – pessoal – 413

Discricionária (não obrigatória) – 230

Fonte: Orçamento Cidadão – Projeto de Lei Orçamentária Anual 2025/Ministério do Planejamento e Orçamento

GOVERNO ESPERA CRESCIMENTO MENOR EM 2025

A proposta também traz as principais projeções econômicas do governo para 2025, com destaque para os dados sobre o crescimento da economia, inflação, juros e salário mínimo. Esses números são previsões e ainda podem mudar ao longo deste ano, até a votação do projeto.

Principais projeções do governo para 2025

Indicador – Valor

Salário mínimo – R$ 1.509,00

Taxa média de câmbio – R$ 5,19

Inflação (IPCA) – 3,3%

Juros (Selic média) – 9,61% ao ano

PIB – 2,6%

Fonte: Orçamento Cidadão – Projeto de Lei Orçamentária Anual 2025/Ministério do Planejamento e Orçamento

OS MAIORES ORÇAMENTOS ENTRE OS MINISTÉRIOS

O documento elaborado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento também traz a distribuição dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social por Órgão da Administração Pública Federal.

O Ministério da Previdência, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, responsável pelos R$ 167 bilhões para o funcionamento do Bolsa Família, e o Ministério da Saúde têm os três maiores gastos.

Muitas pastas foram divididas por questões políticas nos últimos governos, o que faz com que alguns órgãos tenham status de ministério, mas orçamentos mais limitados. É o caso do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (que já fez parte da Agricultura), de Portos e Aeroportos (que já integrou os Transportes) e da Cultura (que já esteve ligada à Educação).

Isso também explica a existência de pastas que foram criadas ou desmembradas por sua importância e representatividade política, mas que possuem orçamentos mais enxutos, como os ministérios de Povos Indígenas, Esporte, Direitos Humanos, Mulheres e Igualdade Racial.

Ministérios com os maiores orçamentos (em R$ bilhões)

Ministério – Orçamento

Previdência – 1.030

Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome – 291

Saúde – 241

Educação – 200

Defesa – 133

Trabalho e Emprego – 121

Transportes – 30

Fazenda – 27

Justiça e Segurança Pública – 22

Cidades – 19

Ciência, Tecnologia e Inovação – 17

Agricultura e Pecuária – 11

Minas e Energia – 10

Fonte: Orçamento Cidadão – Projeto de Lei Orçamentária Anual 2025/Ministério do Planejamento e Orçamento

Ministérios e órgãos com orçamento intermediário (em R$ bilhões)

Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar – 5,9

Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional – 5,6

Ministério das Relações Exteriores – 5,1

Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos – 4,7

Advocacia-Geral da União – 4,6

Presidência da República – 4,5

Ministério de Portos e Aeroportos – 4,2

Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima – 4,1

Ministério da Cultura – 4,0

Ministério do Planejamento e Orçamento – 3,7

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – 3,1

Ministério das Comunicações – 2,0

Fonte: Orçamento Cidadão – Projeto de Lei Orçamentária Anual 2025/Ministério do Planejamento e Orçamento

Menores orçamentos (em R$ milhões)

Controladoria-Geral da União – 1.430

Ministério dos Povos Indígenas – 1.300

Ministério do Turismo – 1.080

Ministério do Esporte – 864

Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania – 475

Ministério da Pesca e Aquicultura – 257

Ministério das Mulheres – 240

Ministério da Igualdade Racial – 202

Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte – 132

Gabinete da Vice-Presidência da República – 16

Fonte: Orçamento Cidadão – Projeto de Lei Orçamentária Anual 2025/Ministério do Planejamento e Orçamento

ARCABOUÇO FISCAL

O documento também explica como funciona o arcabouço fiscal, tecnicamente chamado de Regime Fiscal Sustentável, substituto do Teto de Gastos.

Segundo o governo, o arcabouço deve garantir uma trajetória consistente para o resultado primário, diferença entre receitas e despesas primárias, ou seja, sem contar as receitas financeiras e os gastos com a dívida pública.

A meta para 2025 é um resultado zero (receita igual a despesa), com uma margem de erro de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto) para mais ou para menos durante a execução do orçamento. As despesas podem crescer de 0,6% a 2,5% acima da inflação.

Há ainda um gasto mínimo com investimentos públicos, que não pode ser inferior a 0,6% do PIB. Esse valor pode aumentar se o superávit primário for maior que 0,25% da meta. Para o PLOA 2025, o piso de investimentos é de R$ 74,3 bilhões, sendo 73,1% destinados ao novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

O QUE É ORÇAMENTO PÚBLICO?

Instrumento pelo qual o governo estima as receitas que serão arrecadadas ao longo do ano seguinte e, com base nelas, autoriza um montante de recursos a ser gasto na oferta de bens e serviços à sociedade. Ao apresentar receitas e despesas de forma organizada, o orçamento público torna-se um importante instrumento de controle social das ações governamentais.

COMO FUNCIONA O PROCESSO ORÇAMENTÁRIO NO GOVERNO FEDERAL?

– O Poder Executivo elabora o PLOA para o ano seguinte, levando em consideração as orientações dadas pelo PPA (Plano Plurianual) e pela LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

– O PLOA é enviado pelo presidente da República ao Congresso Nacional até 31 de agosto de cada ano.

– O PLOA é analisado pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização e vai ao plenário para apreciação de todos os parlamentares, que podem propor emendas ao projeto. A emenda pode modificar a previsão de receita, a destinação ou valor do gasto.

– Depois de aprovado, o projeto é sancionado pelo presidente da República.

O ORÇAMENTO PODE SOFRER AJUSTES?

– Após a publicação da Lei Orçamentária Anual, os órgãos federais estão aptos a utilizar os recursos para executar as despesas previstas no Orçamento

– Ao longo da execução, receitas e despesas são revistas a cada dois meses pelo Executivo. Caso haja arrecadação menor que a esperada, as despesas devem ser ajustadas por meio do chamado contingenciamento (bloqueio de gastos)

– Caso sejam necessários mais recursos, respeitando a meta fiscal, a LOA pode ser alterada por meio da aprovação de créditos adicionais

O QUE É RECEITA PRIMÁRIA?

É aquela decorrente da atividade de arrecadação fiscal ou gerada a partir do patrimônio do governo federal

O QUE É RECEITA FINANCEIRA?

É aquela decorrente da realização de empréstimos ou de aplicações financeiras pelo governo

O QUE É DESPESA PRIMÁRIA?

São as despesas destinadas à oferta de bens e serviços públicos para a população, como o pagamento das aposentadorias e outros benefícios

O QUE É DESPESA FINANCEIRA?

São os gastos destinados ao pagamento de dívidas contraídas pelo governo e à concessão de empréstimos a pessoas físicas e jurídicas

Fonte: Orçamento Cidadão – Projeto de Lei Orçamentária Anual 2025/Ministério do Planejamento e Orçamento

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...