BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai
assinar nesta terça-feira uma medida provisória para liberar 514 milhões
de reais em crédito extraordinário prioritariamente para o combate aos
incêndios florestais espalhados pelo país, anunciou o ministro da Casa
Civil, Rui Costa.
Além desse valor, um novo crédito será liberado posteriormente a
partir de reuniões de análise que o governo federal fará com
governadores e outras autoridades dos Estados mais afetados pelas
queimadas, acrescentou o ministro.
Costa disse ainda, durante reunião liderada por Lula com ministros e
chefes de Poderes para tratar do combate aos incêndios, que o governo
editará uma outra medida provisória para a flexibilização da legislação
para que o BNDES possa fazer uma liberação mais rápida de recursos do
Fundo Clima.
O Brasil tem enfrentado uma crise climática grave causada por uma
seca recorde e queimadas que atingiram a Amazônia, o Pantanal e também o
interior de São Paulo e áreas do Centro-Oeste.
Na abertura da reunião no Palácio do Planalto, Lula disse que os
incêndios florestais que assolam o país têm fortes indícios de serem
criminosos, e que “cheira a oportunismo” de alguns setores querendo
criar confusões no país.
Neste exato momento, algo decisivo está acontecendo na guerra entre a
Ucrânia e a Rússia. A Ucrânia está prestes a receber mísseis de longo
alcance dos Estados Unidos e do Reino Unido, algo que pode mudar o rumo
desse conflito. Estamos falando de armamentos que podem atingir alvos a
centenas de quilômetros de distância. Mas como essas negociações estão
se desenrolando? E, mais importante, como essas armas podem transformar a
guerra?
A Ucrânia vem pedindo por mísseis de longo alcance desde o início da
guerra, mas até agora, os Estados Unidos hesitavam em liberar esses
armamentos. No entanto, mudanças recentes nas negociações sugerem que
isso está prestes a acontecer.
Na semana passada, altos oficiais dos Estados Unidos e do Reino Unido
se reuniram para discutir a liberação dos mísseis “ATACMS” e Storm
Shadow para a Ucrânia. Essas reuniões ocorreram em vários níveis, tanto
nos gabinetes dos dois países quanto em uma visita de campo à Ucrânia,
onde o secretário de Estado americano, Antony Blinken, e o secretário
britânico de Relações Exteriores, David Lammy, se encontraram com o
presidente Zelensky.
Esse encontro foi significativo. Não só foi a primeira visita
conjunta de autoridades americanas e britânicas à Ucrânia em uma década,
como também exigiu um grande esforço logístico, já que todas as viagens
à Ucrânia precisam ser feitas de trem, saindo da Polônia. Foram dez
horas de viagem, ida e volta, para que os líderes pudessem discutir,
cara a cara, como esses novos armamentos podem ser utilizados.
E por que tantas conversas e reuniões? Porque a liberação desses
mísseis não é uma decisão simples. Há muito em jogo, e o medo de uma
escalada do conflito com a Rússia sempre esteve no centro dessas
negociações.
Mas o que são exatamente esses armamentos que estão em jogo?
Os mísseis “ATACMS”, desenvolvidos nos Estados Unidos, são projetados
para atingir alvos a uma distância de até trezentos quilômetros. Eles
são disparados de lançadores “HIMARS”, que a Ucrânia já possui, e podem
destruir alvos importantes, como depósitos de munição, centros de
comando e bases aéreas.
Já o míssil Storm Shadow, de fabricação britânica, tem um alcance um
pouco menor, de duzentos e cinquenta quilômetros, mas é equipado com uma
ogiva mais pesada, ideal para destruir alvos fortificados, como bunkers
e estruturas protegidas. O que torna o Storm Shadow diferente é que ele
é lançado de aviões, o que dá à Ucrânia uma flexibilidade tática ainda
maior.
Mas por que esses mísseis ainda não foram liberados? A resposta está no medo de uma escalada.
Por mais de dois anos, a Ucrânia tem solicitado permissão para usar
essas armas em território russo, mas os Estados Unidos sempre hesitaram.
A principal preocupação é que, ao atingir alvos dentro da Rússia, o
conflito possa se expandir ainda mais, potencialmente atraindo outros
países para a guerra. Além disso, existe o temor de que a Rússia veja
isso como uma provocação direta e reaja de forma imprevisível.
No entanto, a situação no campo de batalha mudou. A Rússia tem usado
sua vantagem de alcance para atacar a Ucrânia com bombas planadoras, que
são basicamente bombas comuns adaptadas com asas para que possam ser
lançadas de aviões a grandes altitudes e atingir seus alvos com mais
impacto. A Ucrânia, sem armas de longo alcance o suficiente para
contra-atacar, tem sofrido com esses ataques.
Por isso, as negociações para liberar os mísseis “ATACMS” e Storm
Shadow ganharam uma nova urgência. Durante a visita dos ministros à
Ucrânia, um ponto importante foi discutir quais alvos a Ucrânia pretende
atingir com essas armas. A Ucrânia está no meio do conflito e sabe
melhor do que ninguém onde os ataques seriam mais eficazes. Esse tipo de
informação foi essencial para os executivos que, posteriormente,
tomaram a decisão de avançar com a liberação dos armamentos.
E é aqui que entra a reação da Rússia.
A reação de Moscou, como era de se esperar, foi imediata. O governo
russo já declarou que a liberação dessas armas seria vista como um ato
de agressão direta contra a Rússia, o que, segundo Putin, equivaleria a
lutar contra o próprio país.
Mas, por trás da retórica, está o verdadeiro medo russo: com essas
novas armas, a Ucrânia poderá atingir alvos estratégicos dentro do
território russo, forçando Moscou a reposicionar suas forças e proteger
infraestruturas vitais, como depósitos de armas e bases aéreas.
A Rússia já começou a reposicionar suas aeronaves para bases mais
distantes, fora do alcance dos mísseis ucranianos. Mas essa mudança tem
um custo. Isso significa que os aviões russos precisarão voar maiores
distâncias, gastando mais combustível e reduzindo a eficácia de seus
ataques.
Além disso, os depósitos de suprimentos e centros logísticos que
antes estavam seguros agora estarão na mira dos mísseis “ATACMS” e Storm
Shadow. Para Moscou, isso significa que suas operações militares no
leste da Ucrânia podem ser seriamente prejudicadas.
E como exatamente essas armas podem mudar o curso da guerra?
Primeiro, a Ucrânia finalmente terá a capacidade de interromper os
ataques aéreos russos. Até agora, os aviões russos estavam fora de
alcance, o que permitia que lançassem bombas planadoras de forma
relativamente segura. Mas com os mísseis de longo alcance, as bases
aéreas russas que abrigam esses aviões estarão vulneráveis. Isso forçará
a Rússia a operar seus aviões a uma distância maior, tornando seus
ataques menos eficientes.
Em segundo lugar, a Ucrânia poderá criar uma espécie de “zona de
exclusão” ao longo da fronteira com a Rússia. Isso significa que as
linhas de suprimento e as bases logísticas russas que antes estavam fora
de alcance agora poderão ser atacadas. Isso dificultará o
reabastecimento das tropas russas na linha de frente e, com o tempo,
poderá enfraquecer suas operações.
Terceiro, os mísseis de longo alcance serão cruciais para as
ofensivas terrestres ucranianas, como a ofensiva em Kursk. Com a
capacidade de atingir alvos estratégicos antes de avançar com suas
tropas terrestres, a Ucrânia poderá enfraquecer as defesas russas e
aumentar suas chances de sucesso nas ofensivas.
E, por fim, a questão da Crimeia. Embora a ponte da Crimeia, que liga
o território russo à península, seja um alvo tentador, ela está no
limite do alcance dos mísseis “ATAC-MS” e Storm Shadow. Além disso,
destruir uma estrutura tão grande e fortificada é um desafio técnico.
Mesmo que a ponte seja danificada, a Rússia já adaptou suas rotas de
abastecimento, usando o “corredor terrestre” que conquistou em dois mil e
vinte e três para manter o fluxo de suprimentos para a Crimeia.
Mas e então, o que podemos concluir de tudo isso?
A liberação dos mísseis “ATAC-MS” e Storm Shadow pelos Estados Unidos
e Reino Unido marca um ponto de virada importante na guerra. A Ucrânia
terá uma nova capacidade de atingir alvos estratégicos, e a Rússia será
forçada a repensar suas estratégias. Embora esses mísseis não encerrem a
guerra imediatamente, eles vão, sem dúvida, alterar a dinâmica do
conflito.
Agora, resta ver como essas novas ferramentas serão usadas e se elas
realmente terão o impacto que muitos esperam. O que está claro é que a
guerra está prestes a mudar de forma dramática. E quem conseguir se
adaptar mais rápido, terá a vantagem.
A ONG ambiental Mighty Earth associou nesta terça-feira (17) os
grandes frigoríficos JBS, Marfrig e Minerva à “destruição química” do
Pantanal brasileiro, após um estabelecimento que a organização como
fornecedor ter pulverizado agrotóxicos em uma vasta área deste bioma
para abrir espaço para a pecuária.
A Mighty Earth citou em um relatório uma operação policial realizada
em abril no estado do Mato Grosso contra o “desmatamento químico” de
mais de 81.200 hectares em onze propriedades situadas na maior área
úmida do mundo.
A degradação deste santuário da biodiversidade ocorreu entre 2021 e
2023 com pulverizações aéreas de 25 tipos de “agrotóxicos”, incluindo o
2,4-D, componente do Agente Laranja, utilizado pelos Estados Unidos na
Guerra do Vietnã, segundo a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso.
A Fazenda Soberana, uma das onze propriedades envolvidas no crime
ambiental, está no “centro de uma cadeia de abastecimento de carne
bovina que conecta os três maiores frigoríficos com quatro grandes redes
de supermercados no Brasil: Carrefour, Casino/GPA, Grupo Mateus e
Sendas/Assaí”, indicou a Mighty Earth em um comunicado.
ONG associa grandes frigoríficos à ‘destruição química’ do Pantanal
O proprietário da fazenda foi multado em R$ 2,8 bilhões em abril por
danos causados ao meio ambiente, uma cifra recorde para Mato Grosso em
casos deste tipo, segundo a secretaria.
O órgão afirmou na época que a pulverização “irregular” também
poderia ter contaminado a água na área alagada, colocando em risco a
fauna, especialmente os peixes, e até mesmo os seres humanos.
Usando imagens de satélite, a investigação da Mighty Earth, realizada
em parceria com as organizações Repórter Brasil e AidEnvironment,
descobriu que a operação destruiu 3.447 hectares na Fazenda Soberana.
“Já tinha sido identificado o uso desse agente laranja e de outros
componentes químicos para a destruição da floresta, mas do tamanho que a
gente viu nesse foi a primeira vez”, disse à AFP João Gonçalves,
diretor da Mighty Earth no Brasil.
No total, incluindo o desmatamento atribuído à Fazenda Soberana, o
estudo descobriu a destruição de 4.651 hectares em cinco propriedades
pecuárias da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal, supostamente vinculadas
direta ou indiretamente com JBS, Marfrig e Minerva.
– “Não toleram desmatamento ilegal” –
Em uma resposta enviada aos autores do relatório em maio passado, a
JBS afirmou que os casos mencionados não aparecem nos sistemas de alerta
de desmatamento que utiliza: o estatal Prodes e a rede MapBiomas.
Uma das propriedades, localizada no estado do Pará, não está
registrada como fornecedora, e as compras de outras três, que a JBS não
menciona, “foram feitas antes de serem identificadas possíveis
irregularidades socioambientais”, assegurou.
As políticas de compra da empresa “não toleram desmatamento ilegal”, disse em uma nota enviada à AFP na segunda-feira.
A Marfrig, por sua vez, afirmou à AFP que a Fazenda Soberana lhe
“forneceu animais para abate” em setembro de 2018 e janeiro de 2019.
“Na época do abate, a propriedade cumpria todos os critérios socioambientais”, afirmou.
Em comunicado enviado à AFP, a Minerva indicou que, em relação à
Fazenda Soberana, no município de Barão do Melgaço, “não há nenhuma
comercialização”.
Já o Carrefour defendeu em sua resposta à ONG que, “após um estudo
cuidadoso”, pode confirmar “que nenhuma das cinco propriedades
mencionadas fornece ao grupo”.
A Mighty Earth denunciou ainda que 27 matadouros da JBS que abastecem
com produtos os supermercados Carrefour, Casino/GPA, Grupo Mateus e
Sendas/Assaí estão “vinculados” à destruição de quase 470.000 hectares
na Amazônia e no Cerrado entre 2009 e 2023.
Se incluídos nove frigoríficos “associados” à Marfrig e à Minerva, a
área é de mais de 550.000 hectares, segundo seus cálculos, que são
atualizados periodicamente.
O estudo foi publicado no momento em que incêndios devastam o Pantanal.
Embora o fogo esteja associado a uma seca extrema agravada pelas
mudanças climáticas, as autoridades afirmam que a maioria dos casos tem
origem criminosa.
O Brasil enfrenta uma das piores secas da história. De acordo com o
Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais
(Cemaden), mais da metade do país lida o piro período de estiagem dos
últimos 44 anos, incluindo Minas Gerais. No estado, uma forte massa de
ar seco e quente continental vem inibindo a chegada de frentes frias e
favorece a permanência de baixos índices de umidade relativa do ar,
impedindo a formação de chuvas.
Com a ausência de chuvas, as ocorrências de incêndios atendidas pelo
Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) aumentaram. Segundo a
corporação, de janeiro a agosto, as ocorrências tiveram um aumento de
50% em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando
aproximadamente 14 mil registros, um recorde dos últimos cinco anos.
Uma alternativa para a escassez hídrica seria a chuva artificial,
técnica utilizada com o objetivo de fazer com que as partículas de água
das nuvens se juntem, formando gotas para a produção de chuvas. Para que
ocorra essa aglutinação, são usados sais de prata, como brometo ou
iodeto de prata. No entanto, segundo especialistas, o dispositivo pode
não ser tão eficaz para o combate de incêndios florestais e queimadas.
O Que É Chuva Preta E Por Que Ela Acontece
“Uma forma [de reduzir o impacto das queimadas] é a chuva induzida,
por meio de helicópteros ou aeronaves, dispersar um produto para
aumentar a densidade desses núcleos de condensação provocando as
precipitações. Elas podem ser úteis para apagar os incêndios, mas podem
causar uma consequência ainda maior. Isso porque o brometo pode
prejudicar o solo”, explica o professor do Instituto de Ciências
Agrárias (ICA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Flávio
Pimenta.
O especialista em recursos hídricos pondera que a chuva artificial
não é a melhor alternativa para o combate às queimadas, visto que
trata-se de um investimento caro e incerto. Isso porque, segundo
Pimenta, é difícil saber se uma nuvem vai realmente chover em cima de um
incêndio específico devido aos ventos.
“O clima do nosso Brasil está atípico, com muitas chuvas no Sul e
muita seca no Norte. Nas regiões áridas e semiáridas, o problema é ainda
mais grave. São muitos dias sem chuva, então não há lençóis freáticos e
rios que ajudem a situação. Como o clima está muito seco, as queimadas
chegaram para ficar. Associadas à falta de conhecimento das pessoas, a
condição climática impede que a massa de ar frio chegue. Talvez ainda
tenhamos mais uns dois meses sem chuva”, diz.
Segundo a meteorologia, o mês de setembro traz consigo uma combinação
de temperaturas elevadas e precipitação abaixo da média, acompanhadas
de variações significativas. Em Minas, a previsão indica um cenário
climático preocupante, com impactos que podem se estender para diversos
setores, incluindo saúde, agricultura e energia.
Como não é possível adiantar a chuva, o professor da UFMG orienta que
o melhor a se fazer é esperar as chuvas naturais, que devem voltar ao
estado em outubro, e investir na consciência ambiental da população.
Devastação
De janeiro a agosto de 2024 os incêndios no Brasil já atingiram 11,39
milhões de hectares do território do país, segundo dados do Monitor do
Fogo Mapbiomas, divulgados nessa quinta-feira (12). Desse total, 5,65
milhões de hectares foram consumidos pelo fogo apenas no mês de agosto, o
que equivale a 49% do total deste ano.
Nesses oito primeiros meses do ano, o fogo se alastrou principalmente
em áreas de vegetação nativa, que representam 70% do que foi queimado.
As áreas campestres foram as que os incêndios mais afetaram,
representando 24,7% do total. Formações savânicas, florestais e campos
alagados também foram fortemente atingidos, representando 17,9%, 16,4% e
9,5% respectivamente. Pastagens representaram 21,1% de toda a área
atingida.
No período, os estados do Mato Grosso, Roraima e Pará foram os mais
atingidos, respondendo por mais da metade, 52%, da área alcançada pelo
fogo. São três estados da Amazônia, bioma mais atingido até agosto de
2024. O fogo consumiu 5,4 milhões de hectares do bioma nesses oito
meses.
O Pantanal teve 1,22 milhão de hectares queimados até agosto de 2024,
um crescimento de 249% nas áreas alcançadas por incêndios, em
comparação à média dos cinco anos anteriores. A Mata Atlântica teve 615
mil hectares atingidos pelo fogo, enquanto que na Caatinga os incêndios
afetaram 51 mil hectares. Já os Pampas tiveram apenas 2,7 mil hectares
no período de oito meses.
*Estagiária sob supervisão da subeditora Jociane Morais
Nesta quarta-feira (18), inicia a Semana Nacional de Trânsito 2024.
Prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a Semana Nacional
de Trânsito acontece, anualmente, entre 18 e 25 de setembro. Para o ano
de 2024, pela primeira vez, o tema foi definido por votação popular e o
escolhido foi “Paz no trânsito começa por você”. Durante a semana,
convoca-se todos os órgãos que compõe o Sistema Nacional de Trânsito a
participar de ações que mobilizem a sociedade.
No mesmo período, comemora-se a Semana Nacional da Mobilidade, que
celebra o Dia Mundial sem Carro (22 de setembro). O objetivo é promover a
reflexão sobre a forma como nos deslocamos nas cidades e os enormes
problemas que o uso excessivo dos veículos pode causar ao meio ambiente e
ao bem-estar da sociedade.
De acordo com o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, a
mensagem da Semana Nacional de Trânsito 2024 tem como objetivo
conscientizar os brasileiros sobre a necessidade coletiva de tornar o
trânsito um ambiente de paz.
“Estamos felizes com a participação do público. Foi a primeira vez
que a população teve a oportunidade de escolher diretamente a frase a se
trabalhar nas campanhas de 2024. Todos aqueles que participam do
trânsito têm o compromisso de manter a paz, diminuir o número de
sinistro, assim como tornar as estradas mais seguras”, destacou.
Semana Nacional de Trânsito 2024: momento de ação e reflexão
Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito,
a responsabilidade de fazer com que o trânsito seja um ambiente melhor,
com menos violência, é de todos nós. Não adianta apenas reconhecer os
maus comportamentos no trânsito, é preciso excluí-los por completo.
O especialista destaca também que o trânsito é um ambiente de muitos
contágios. “Aquela indignação, aquele estresse, aquela preocupação,
facilmente atravessam a lataria e penetram nos outros veículos. Olhares
furiosos ou amedrontados conectam cérebros sensíveis e tudo ganha
contornos de caos. Ou de harmonia, se os ânimos forem de empatia, de
colaboração, de boas intenções. No trânsito, espalhe o bom contágio”,
declara.
“Paz no trânsito é o que todos queremos! Que não seja só um dia, só
um mês. Que nossa paz seja consistente, sólida, duradoura… e
contagiante!”, finaliza Mariano.
A Semana Nacional de Trânsito é comemorada todos os anos entre 18 e
25 de setembro, de acordo com o artigo 326 do Código de Trânsito
Brasileiro, e o tema definido pelo Conselho Nacional de Trânsito
(Contran) para este ano é “Paz no trânsito começa por você”.
O objetivo é destacar o respeito aos mais vulneráveis, o reforço à
proteção à vida e o fomento à cidadania no trânsito. No DF também estão
previstas atividades relacionadas à mobilidade urbana sustentável, com
ações voltadas a ciclistas, pedestres e motociclistas.
Simultaneamente a este período, acontece a Semana Nacional da
Mobilidade, que celebra o Dia Mundial sem Carro (22 de setembro). O
objetivo da Semana é promover a reflexão sobre a forma como nos
deslocamos nas cidades e os enormes problemas que o uso excessivo dos
veículos pode causar ao meio ambiente e ao bem-estar da sociedade.
Com o tema “Paz no trânsito começa por você”, a mensagem educativa
proposta para esse ano educativas deste ano visa conscientizar a
população sobre a importância de atitudes responsáveis no trânsito. O
foco é mobilizar a sociedade para adotar comportamentos que promovam um
trânsito mais pacífico, consciente e seguro.
As principais ações estão alinhadas ao Plano Nacional de Redução de
Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), destacando a proteção dos mais
vulneráveis, o acalmamento do tráfego, a acessibilidade e a
sustentabilidade. Essas são as bases para as atividades promovidas ao
longo da semana, reforçando a importância de um trânsito mais humano e
seguro.
Andre Charone – Contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais
Com a aprovação recente do Projeto de Lei 1847/24 pela Câmara dos
Deputados, uma nova preocupação surge para milhares de brasileiros: a
possibilidade de perderem acesso a valores financeiros que, porventura,
esqueceram em contas bancárias ou outros instrumentos financeiros. O
projeto autoriza que tais fundos não reclamados sejam transferidos para o
Tesouro Nacional, com o objetivo de auxiliar na redução do déficit
orçamentário do país. Esta medida, embora vista pelo governo como uma
necessidade fiscal, vem sendo apelidada de “confisco” por críticos, que
alertam sobre a importância de os cidadãos reivindicarem esses valores
antes que seja tarde.
Entenda o Projeto de Lei e Seu Impacto
O cenário é mais complexo do que parece. Segundo o contador e
especialista em finanças pessoais André Charone, “ainda que,
tecnicamente, não seja considerado ‘confisco’ como o que aconteceu com a
Poupança na década 90, esse projeto, no longo prazo, coloca em risco o
direito dos cidadãos de recuperar seu próprio dinheiro”. A lei permitirá
que os valores não reclamados, identificados em diversas instituições
financeiras, sejam considerados como receita primária, uma manobra que,
de acordo com analistas financeiros, deveria ser mais transparente e
oferecer um prazo maior para que os proprietários desses fundos se
manifestem.
Passo a Passo para a Verificação e Resgate de Valores
Para os brasileiros que desejam verificar se têm valores a receber,
André Charone oferece um guia detalhado, que reflete a necessidade de
agir rapidamente:
1. Acesso ao Sistema de Valores a Receber: O primeiro passo é acessar
o site do Banco Central por meio deste link:
https://www.bcb.gov.br/meubc/valores-a-receber . Este portal foi
especificamente desenhado para facilitar a consulta de valores
esquecidos.
2. Consulta de Valores: Uma vez no site, os usuários devem inserir
seu CPF ou CNPJ e fornecer sua data de nascimento ou a data de abertura
de sua empresa, o que permitirá que o sistema identifique qualquer valor
associado a seu nome ou entidade jurídica.
3. Procedimento de Resgate: Se forem encontrados valores, o
procedimento seguinte envolve a autenticação por meio de uma conta
gov.br de nível prata ou ouro. “Este é um passo crucial para garantir
que os direitos dos cidadãos sejam protegidos, permitindo que eles
reivindiquem o que é seu por direito antes que o governo faça uso desses
fundos”, explica Charone.
4. Transferência dos Valores: Idealmente, a transferência dos fundos
deve ser realizada via chave Pix, o que agiliza e simplifica o processo.
Caso não seja possível, o usuário deverá entrar em contato direto com a
instituição financeira para arranjar a transferência.
A Relevância da Ação Imediata
O especialista enfatiza a importância da ação imediata. “Deixar para
verificar esses valores mais tarde pode significar nunca mais vê-los”,
alerta Charone. Ele recomenda que todos façam uma verificação periódica
não só para este caso específico, mas como uma prática financeira
regular.
A matéria encerra com um chamado à consciência cidadã: “É seu
dinheiro, e o direito de reivindicá-lo não deveria ser perdido por falta
de informação ou ação. Verifique hoje mesmo se você tem valores a
receber, e assegure-se de que seus direitos financeiros sejam
respeitados”, conclui André Charone.
Este alerta é um lembrete crucial para todos os brasileiros: em
tempos de incerteza econômica, cada medida que possa impactar suas
finanças merece atenção e ação imediatas.
Sobre o autor:
André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios
Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão
Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e
certificação internacional pela Universidade de Harvard
(Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).
É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo
Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil,
empresarial e educacional.
André lançou dois livros com o tema “Negócios de Nerd”, que na
primeira versão vendeu mais de 10 mil exemplares. Os livros trazem
lições de gestão e contabilidade, baseados em desenhos e ícones da
cultura pop.
Por Renata Tomazelli, fundadora da Youfeel Health – Redação StartSe
Em meio aos desafios que enfrentamos no Rio Grande do Sul devido às
recentes catástrofes climáticas, os líderes nas empresas desempenham um
papel muito importante no apoio às suas equipes.
Foto: golero via Getty Images
Em meio aos desafios que
enfrentamos no Rio Grande do Sul devido às recentes catástrofes
climáticas, os líderes nas empresas desempenham um papel muito
importante no apoio às suas equipes garantindo que elas tenham o suporte
necessário para enfrentar essa situação, especialmente aqueles que
estão no Rio Grande do Sul ou com membros da equipe ou familiares que
residem aqui.
Como Consultora em Desenvolvimento Organizacional, estou trabalhando
diretamente com líderes, ajudando a implementar estratégias para
gerenciar suas equipes durante esses momentos difíceis.
É normal que muitos líderes se sintam perdidos ou inseguros sobre
como agir em situações como essas. No entanto, é importante lembrar que,
mesmo diante da incerteza, há ações que podem ser tomadas para oferecer
suporte e orientação às equipes. Como, por exemplo:
Comunicação consistente: mantenha uma linha aberta
de comunicação com sua equipe. Pergunte como estão as pessoas e suas
famílias, esteja disponível para ajudar no que for possível. Informe
constantemente o time sobre o que está acontecendo e esteja pronto para
responder a perguntas e fornecer esclarecimentos.
Priorize a segurança: em momentos como este, a
segurança é a prioridade máxima. Instrua sua equipe a seguir os
protocolos de segurança e demonstre que você e a empresa estão
comprometidos com o bem estar deles, mesmo que isso signifique
interromper temporariamente as atividades normais de trabalho. É
importante reconhecer que muitas pessoas que não foram diretamente
impactadas estão enfrentando dificuldades, além da falta de energia
elétrica, água e internet. Leve isso em consideração antes de fornecer
orientações a equipe ou solicitar alguma demanda.
Colaboração e Gestão de entregas: facilite a
colaboração entre as equipes, reorganize as entregas e as prioridades se
necessário, especialmente se há equipes remotas que estão distribuídas
por diferentes regiões do país, elas podem assumir responsabilidades de
pessoas que não podem trabalhar integralmente agora? Reorganize,
relembre as pessoas das prioridades e preste o apoio necessário na
retomada ao trabalho.
“Coloque a máscara primeiro em você”: cuide de sua
própria saúde física e mental, para que possa estar presente e apoiar
sua equipe da melhor maneira possível. Se você gastar toda sua energia,
não terá energia para fazer isso com a equipe. Se doe, mas saiba que
você também tem limites.
Apoio a longo prazo: reconheça que os efeitos de uma
catástrofe climática como essa podem persistir por muito tempo.
Continue oferecendo apoio, recursos e assistência prática às pessoas da
equipe e às comunidades afetadas, compromisso de longo prazo será
fundamental para resolver.
Uma abordagem prática, flexível e adaptativa para liderar equipes em
momentos como este é fundamental. Ao prestar atenção nesses pontos os
líderes não apenas enfrentam as adversidades presentes, mas também
constroem bases sólidas para um futuro mais resiliente e unido.
PROPÓSITO DE MARCA: POR QUE É IMPORTANTE E COMO DEFINIR O SEU
INOVAÇÃO SEBRAE MINAS GERAIS
No mercado de hoje, os consumidores têm uma infinidade de opções na
ponta dos dedos. Além disso, as pessoas estão mais próximas das marcas e
sempre atentas às falhas e às características daquelas não compatíveis
com as suas.
Se sua marca não representa algo, não defende uma causa ou tampouco
você tenha clareza do motivo de ela existir, além de propiciar que você
ganhe dinheiro, isso demonstra que você pode estar em apuros. É por isso
que você precisa saber mais sobre propósito de marca.
Neste artigo, vamos explorar não apenas o que é o propósito de uma
empresa, mas também como definir o seu e trabalhar para cumpri-lo.
O QUE É PROPÓSITO DE MARCA?
O propósito da marca é a razão para a marca existir além de
possibilitar o ganho monetário. É o principal ou os principais motivos
que levam as pessoas a trabalhar em torno dos objetivos da empresa.
Se você quer um propósito de marca realmente poderoso, ele precisa
estar relacionado ao produto ou serviço em si. Por exemplo, caso atue no
setor educacional, seu objetivo pode ajudar ativamente no aprendizado e
na formação das crianças.
Um restaurante especializado em comida de alguma região também é um
bom exemplo. Além de simplesmente oferecer refeições em troca de
dinheiro, aquela empresa pode ter como propósito difundir a cultura,
resgatar tradições e oferecer experiências típicas de certo lugar.
A IMPORTÂNCIA DO PROPÓSITO DE MARCA
O propósito da marca é importante porque mostra aos seus clientes que
você não é identificado apenas por seus produtos, serviços ou campanhas
publicitárias, isto é, essa visão extrapola. Você tem um objetivo que é
maior do que apenas obter lucro.
Novos clientes são atraídos pela ideia de que seus gastos podem fazer
mais do que apenas ajudá-los a adquirir bens e serviços – podem
fazê-los sentir parte de um esforço maior. Assim sendo, criar o seu
propósito geralmente faz a diferença não só para conquistar
consumidores, mas para transmitir a eles o senso de que estão gastando
com algo que importa e que combina com os próprios objetivos.
QUAL É A DIFERENÇA ENTRE VISÃO, MISSÃO E PROPÓSITO DE MARCA?
Na hora de fazer um planejamento estratégico, você provavelmente
aprendeu a definir a Visão e a Missão de uma empresa. Outro ponto é que
os valores de uma marca também são facilmente lembrados na hora de criar
um negócio ou planejar o trabalho.
Mas e o propósito da marca? Onde entra nessa história? Vamos às diferenças entre cada um dos termos!
O propósito é o ‘por que’ você existe: a razão de ordem superior para
ser uma marca ou empresa do que apenas ‘obter lucro’ ou ‘gerar valor
para o acionista’.
Visão é ‘aonde’ você quer chegar: Este é o destino do que você quer
que a marca ou a empresa seja no futuro (por exemplo, ‘Queremos ser o
fornecedor líder mundial de X até 2030’).
Missão ou Missões da empresa são o ‘o que’ você deve fazer para
chegar lá: podem ser iniciativas ou táticas específicas centradas no
desenvolvimento de produtos, excelência operacional, estratégias de
entrada no mercado ou comunicações de marca.
Os valores são o ‘como’ você gostaria de se comportar para alcançar o
objetivo: Qual é a cultura organizacional de uma empresa ou
organização? E quais são as qualidades ou o comportamento que valoriza:
por exemplo, curiosidade, inclusão, diversidade de pensamento, etc.
COMO ENCONTRAR O PROPÓSITO DE MARCA
Se deseja definir seu propósito de marca ou criar um totalmente novo,
você precisa ter certeza de que ele é autêntico, antes de mais nada.
Por exemplo, se o seu propósito centra-se na ética, é essencial que
você demonstre integridade e credibilidade em todas as áreas do negócio –
desde a contratação de pessoal até o fornecimento de material. Em um
mundo no qual as notícias se tornam virais em questão de minutos, as
empresas não podem se esconder dos escândalos e precisam minimizar esse
risco, sendo genuínas.
ENTÃO, POR ONDE COMEÇAR O TRABALHO DE DEFINIR O PROPÓSITO DE MARCA?
A dica essencial é simples e direta. Veja o que o mundo precisa, o
que seu cliente quer e o que você oferece. Seja honesto em relação à sua
paixão como empresa, mas mantenha seu público-alvo e clientes em mente
durante todo o processo. É uma ótima ideia aproveitar essa oportunidade
para entender melhor, via pesquisa qualitativa, o que é importante para o
seu cliente.
Além disso, não se esqueça do valor de sua equipe! Todos eles terão
as próprias ideias sobre a marca e o que isso significa para eles.
Ao tentar descobrir o propósito da sua marca, pode ser tentador
escolher um assunto popular como o “empoderamento feminino”, mas você
precisa ser honesto sobre o que o inspira e partir daí.
Se o objetivo não corresponder ao seu produto ou serviço, ele não
parecerá autêntico. Lembre-se: não precisa ser baseado em caridade, no
desejo de mudar o mundo ou ser complexo demais.
Também é importante não entrar em pânico se você já tem um propósito
de marca, mas percebeu que ele não combina com sua marca ou público.
Basta mudá-lo! Os clientes esperam que as marcas cresçam e se
modernizem, já que ter uma nova ideia é melhor do que continuar com uma
inadequada.
COMO COMUNICAR O PROPÓSITO AO PÚBLICO?
Então, você decidiu o propósito da sua marca. Agora é hora de informar as pessoas sobre isso.
A maioria das marcas opta por não explicá-lo explicitamente,
comunicando seu propósito de marca de forma que envolva e inspire o
cliente, usando imagens e campanhas. Suas plataformas de comunicação de
mídia, site e marketing impresso precisam ser consistentes e estar
alinhadas buscando enviar a mesma mensagem.
Dependendo da sua estratégia e do tamanho do seu negócio, agora você
pode começar a criar campanhas de marketing com base no seu objetivo.
Slogans são uma ótima maneira de chamar a atenção das pessoas e mostrar a
direção para qual você está indo.
Caso você represente uma empresa menor que não tem estrutura para
criar grandes campanhas, o propósito da sua marca pode ser comunicado
nas contas de mídia social e no ambiente do seu escritório.
Afora isso, lembre-se sempre de que ações valem mais do que palavras.
Nesse caso, se definiu o seu propósito de forma honesta e verdadeira,
você não terá problemas em mostrar no dia a dia do negócio a forma como
ele é traduzido.
Já que estamos falando de propósito, que tal criar um Manual de Marca
da sua empresa? Saiba como principais motivos que vão convencer você da
importância de elaborar um manual de marca para o seu negócio.
As tensões entre Rússia e OTAN atingem novo patamar com a declaração
bombástica de Putin. O presidente russo afirma que o fornecimento de
armas de longo alcance à Ucrânia significaria uma guerra direta com a
OTAN.
A mensagem então é clara: os limites do que a Rússia considera
aceitável estão sendo testados, e qualquer ultrapassagem dessa linha
vermelha pode resultar em uma escalada catastrófica.
Mas afinal, por que Putin está fazendo essa ameaça agora, depois de mais de dois anos de guerra na Ucrânia?
A resposta está na recente movimentação dos Estados Unidos e seus
aliados. Nas últimas semanas, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy
intensificou seus pedidos por armas de longo alcance, como os mísseis
Storm Shadow fabricados pelo Reino Unido, que têm a capacidade de
atingir alvos a até duzentos e cinquenta quilômetros de distância. Essas
armas poderiam mudar o equilíbrio de poder no campo de batalha,
permitindo que a Ucrânia atinja alvos estratégicos dentro do território
russo, como armazéns de munição, bases aéreas e centros de comando.
Os Estados Unidos, até o momento, têm mantido um controle rígido
sobre os tipos de armas que permitem que a Ucrânia use, temendo uma
escalada que poderia envolver diretamente a OTAN na guerra. No entanto, o
cenário parece estar mudando. Em meio a esse cenário turbulento e
pedidos incessantes da Ucrânia, o governo de Joe Biden está
“trabalhando” na possibilidade de liberar o uso de armas de maior
alcance.
Os Estados Unidos são peça-chave no apoio à Ucrânia, já que
forneceram bilhões de dólares à eles, em forma de ajuda militar,
incluindo sistemas de defesa avançados, drones e mísseis de curto
alcance. Mas as armas de longo alcance sempre foram um ponto sensível.
Até agora, os americanos resistiram a autorizar o uso de mísseis como o
“ATACMS” — sistemas de mísseis táticos que podem atingir alvos a mais de
trezentos quilômetros de distância.
Entretanto, segundo fontes do The New York Times, tudo indica que
esse cenário pode estar prestes a mudar. Veja, o Reino Unido já deixou
claro que está inclinado em permitir que a Ucrânia use seus mísseis de
longo alcance, como é o caso do “Storm Shadow”, para atacar alvos em
território russo. Só que eles querem antes uma permissão explícita do
governo Biden. Isso provavelmente se deve ao fato de que os britânicos
não querem tomar essa decisão sozinhos, e querem apoio dos Estados
Unidos e da França para dar essa tão desejada autorização.
Essa demora em dar uma resposta sobre o uso dessas armas tem um bom
motivo. Biden estava preocupado com possíveis represálias, depois que a
inteligência americana alertou que a Rússia poderia ajudar o Irã,
fornecendo armas à eles para atacar forças norte-americanas no Oriente
Médio.
Até então, oficiais da Casa Branca insistiam que não havia qualquer
possibilidade de permitirem o uso dos mísseis “ATACMS” para atacar alvos
dentro da Rússia. Mas uma reviravolta importante nessa história
aconteceu nos últimos dias.
Biden parece agora muito perto de autorizar que a Ucrânia use esses
mísseis de longo alcance, depois de muita insistência por parte do
presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Em entrevista, quando
perguntado à respeito, ele respondeu brevemente: “Estamos trabalhando
nisso”. Mas aqui está um detalhe importante: a autorização é para usar
mísseis de longo alcance que não sejam fabricados nos Estados Unidos.
Com isso, fica claro que os norte-americanos não querem se tornar os
responsáveis por uma possível escalada no conflito.
Como era de se imaginar, essa decisão, no entanto, não agradou a
Rússia. Putin vê qualquer ataque em solo russo como uma violação direta
de sua soberania e uma provocação que poderia justificar uma retaliação
severa. Aliados de Putin, como Vyacheslav Volodin, chefe da Duma russa,
alertaram que, se os Estados Unidos permitirem o uso dessas armas, eles
estarão entrando oficialmente no conflito, e isso poderia levar a Rússia
a usar “armas mais poderosas”. E por armas poderosas, entenda “armas
nucleares”.
E bem, o que isso significa para a Ucrânia? Se os Estados Unidos e
seus aliados finalmente autorizarem o uso de mísseis de longo alcance,
as forças ucranianas terão a capacidade de atingir alvos estratégicos
dentro da Rússia, algo que até agora era limitado por causas políticas e
diplomáticas. Isso poderia mudar o curso da guerra, forçando a Rússia a
redistribuir suas forças e recursos para proteger áreas dentro de seu
próprio território.
A Ucrânia já mostrou que pode ser eficaz em ataques de longo alcance.
Nos últimos meses, ataques ucranianos com drones em regiões como Kursk e
Belgorod, no território russo, pegaram as forças russas de surpresa,
enfraquecendo suas linhas de suprimento e desmoralizando suas tropas.
Agora, com mísseis de maior alcance, a Ucrânia pode aumentar a pressão
sobre Moscou, forçando Vladimir Putin a tomar decisões difíceis sobre
como reagir.
Mas há um risco claro aqui: qualquer ataque ucraniano em solo russo
pode ser visto como uma escalada direta, e Putin já deixou claro que uma
resposta “apropriada” está em preparação. A Rússia, uma potência
nuclear, tem uma série de opções à sua disposição, e o medo de uma
guerra nuclear sempre esteve presente desde o início deste conflito.
BRASÍLIA – O ministro da Advocacia-Geral da União(AGU), Jorge Messias, anunciou nesta segunda-feira, 16, a primeira ação de dano climático protocolada em nome do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade(ICMBio) por
danos no Parque Nacional do Jamanxim, no Pará. Os alvos são cinco
fazendeiros que, segundo o ministro, teriam cometido diversos atos
ilícitos ambientais na região.
“Hoje anunciamos uma ação muito importante, primeira grande ação de
dano climático que vamos apresentar representando o ICMBio. Será
apresentada na Justiça Federal contra vários infratores no Parque
Nacional Jamanxim, no Pará, na ordem R$ 635 milhões”, disse o ministro
em um evento na sede da AGU, em Brasília.
Incêndio em área de proteção ambiental do Parque Nacional de
Brasília, a poucos quilômetros de distância da residência oficial da
Presidência da República. Foto: Eraldo Peres/AP
A ação já foi protocolada na Justiça Federal. Os nomes dos réus não
foram divulgados, bem como a peça protocolada pela AGU, para evitar
reações dos envolvidos antes de o assunto ser despachado com o juiz
responsável.
A procuradora-chefe da Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do
Meio Ambiente da AGU, Mariana Cirne, disse que “nunca esteve tão
evidente a necessidade de incluirmos o clima em nossas vidas”. “Estamos
abrindo uma nova etapa, levando em consideração as unidades de
conservação”, afirmou.
A ação por dano climático tem como objetivo buscar o ressarcimento
por todos os danos, desde a devastação do bioma até a emissão de gases
de efeito estufa, por exemplo. É a primeira ação do tipo protocolada
pela AGU em nome do ICMBio, responsável por mais de 600 áreas de
conservação ambiental no País.
A ação foi anunciada pela Advocacia-Geral da União no momento em que o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo pressionado a liderar
uma reação contra as insistentes queimadas que assolam o País nas
últimas semanas. Nesta segunda-feira, 16, Brasília amanheceu tomada de
fumaça por causa de incêndios no Parque Nacional de Brasília. A Polícia
Federal investiga este caso.
Como o Estadão mostrou, o governo Lula foi alertado sobre a seca, a maior desde o início da série histórica há 74 anos, e o risco de escalada dosincêndios florestais.
Uma série de documentos incluindo ofícios, notas técnicas, atas de
reuniões e processos judiciais mostra que a gestão petista tinha ciência
do que estava por vir desde o início do ano.
O Ministério do Meio Ambiente afirmou, após a publicação da
reportagem, que o governo se antecipou, mas que ninguém esperava eventos
nas proporções atuais. Disse ainda que não é possível controlar a
situação se o “povo” continuar provocando incêndios.
‘Tolerância zero’
Jorge Messias disse que Lula e o governo passam uma mensagem de que
há “tolerância zero contra infratores ambientais” por meio da ação de
dano climático protocolada em nome do ICMBio por danos no Parque
Nacional do Jamanxim.
“A mensagem que vamos passar hoje com o anúncio desta ação por dano
climático contra diversos infratores é muito forte, do presidente Lula:
daqui para frente, governo federal terá tolerância zero contra
infratores ambientais. que fique muito claro isso. não toleraremos de
forma alguma qualquer infração ambiental”, afirmou o ministro.
infographics
Apesar de se tratar de um caso específico – uma ação de punição pelos
danos climáticos no Parque Nacional do Jamanxim (PA) -, o ministro
Jorge Messias fez questão de ressaltar que a ação demonstra “com muita
clareza à sociedade” essa posição do governo para “responsabilizar todos
os infratores ambientais”.
“Como sabemos que a degradação do meio ambiente e as ações que
colocam em risco se dão pela mão do homem, temos que alcançar as
pessoas. Uma questão fundamental e que demonstraremos com muita clareza à
sociedade é que vamos responsabilizar todos os infratores ambientais”,
afirmou.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) abriu
nesta segunda-feira, 16, uma investigação para apurar as circunstâncias
da confusão que terminou com o candidato a prefeito de São PauloJosé Luiz Datena (PSDB) agredindo com uma cadeirada o adversário Pablo Marçal (PRTB) durante debate deste domingo, 15, na TV Cultura, apurou o Estadão.
Ainda nesta segunda, o procurador-geral de Justiça, Paulo Sergio de Oliveira e Costa,
emitiu nota para afirmar que o MP “tomará as medidas cabíveis para
garantir a lisura do pleito, reprimindo comportamentos que colocam em
xeque a democracia, valor tão prezado pelos brasileiros”.
Datena deu cadeirada em Marçal durante o debate na TV Cultura: Promotoria investiga os fatos Foto: REPRODUCAO TV CULTURA
Oliveira e Costa afirmou ainda reprovar as cenas “presenciadas na
noite deste domingo, quando a falta de civilidade e sensatez demonstrada
por candidatos que pleiteiam o cargo de prefeito da maior cidade do
país culminou em agressão física”.
De acordo com a legislação, agressões verbais ou vias de fato podem
ser enquadradas no artigo 326, da lei nº 4.737 de 15 de Julho de 1965
(Código Eleitoral). É nesse trecho que a legislação prevê punição para
injurias e agressões entre candidatos.Vídeo relacionado: Datena fala após cadeirada em Marçal (Dailymotion)
No caput do artigo, em eventual condenação por “injuriar
alguém”, o candidato pode ser condenado a seis meses de detenção ou
pagamento de multa. Já o parágrafo 2º do artigo 326 diz que “se a
injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou
meio empregado, se considerem aviltantes”, a pena é de detenção de três
meses a um ano e multa.
O procurador-geral finaliza a nota dizendo que, com a confusão entre
os candidatos, “desperdiçou-se, assim, a oportunidade de debater ideias e
esclarecer os mais de 9 milhões de eleitores que irão às urnas no dia 6
de outubro para exercer um direito inalienável de todo cidadão: votar”.