domingo, 15 de setembro de 2024

LIVROS SOBRE HÁBITOS, MINDSET E COMPORTAMENTOS QUE LEVAM AO SUCESSO

Redação StartSe

Conheça as características mais importantes para ser uma boa liderança e quais leituras vão te ajudar a chegar lá

Mulher lendo livro (foto: Alexandra Fuller/Unsplash)

Muito além da hierarquia, ser líder é ser referência para outras pessoas, dentro e fora do ambiente corporativo. Existem características que moldam o perfil de liderança e é possível desenvolvê-las. Algumas delas são:

  • Reconhecer o limite do outro.
  • Capacidade de se relacionar.
  • Pensamento estratégico.
  • Habilidade de comunicação.
  • Capacidade de dar e receber feedbacks.
  • Habilidade de unir pessoas.
  • Reconhecer os méritos da equipe.
  • Coerência na hora de tomar decisões.
  • Capacidade de adaptação e de assumir responsabilidades.
  • Saber pedir ajuda quando necessário.
  • Busca constante por excelência para ser exemplo aos liderados.
  • Atualize-se com as novidades do mercado.

LIVROS SOBRE LIDERANÇA

Confira abaixo uma lista com 5 livros de liderança que podem te ajudar a desenvolver essas características essenciais para se destacar no mercado.

 Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes

Por Stephen Covey

462 páginas

Você provavelmente já deve saber que os hábitos são essenciais para determinar seu sucesso, mas quais são esses hábitos? O livro se aprofunda em sete deles:

  • Proatividade: utilize suas forças para realizar o que deseja, assuma a responsabilidade e utilize sua liberdade de escolha.
  • Tenha um objetivo em mente: a partir de um objetivo definido, você será capaz de focar em suas metas.
  • Faça primeiro o mais importante: liste suas prioridades e comece pela mais importante.
  • Ganha x ganha: nem sempre alguém tem que perder para outro ganhar.
  • Procure primeiro compreender, depois ser compreendido: desenvolva uma comunicação mais empática.
  • Crie sinergia: explore ideias e perspectivas diferentes.
  • Afine o instrumento: cuide sempre de sua saúde física, mental, social e espiritual.

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Livro “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”

A coragem de ser imperfeito

Por Brené Brown

208 páginas

A autora, conhecida por apresentar TED Talks sobre vulnerabilidade, medo, vergonha e imperfeição, agora fala mais sobre a importância de se abrir a experiências e por que vivê-las por completo dá maior significado à vida. A obra apresenta estratégias para viver sem se preocupar com o que os outros vão pensar sobre você e como adquirir mais autoconfiança para isso, principalmente para as lideranças femininas.

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Livro “A coragem de ser imperfeito”

Liderança: A inteligência emocional na formação do líder de sucesso

Por Daniel Goleman

144 páginas 

Do mesmo autor de Inteligência emocional (outro livro super recomendado!), o psicólogo e jornalista Daniel Goleman, essa obra reúne um compilado de textos escritos para a Harvard Business Review e outras publicações de negócios. O livro fala prontamente sobre os resultados da inteligência emocional sobre as finanças dos negócios a partir de estudos neurocientíficos sobre a dinâmica dos relacionamentos, ideal para líderes com foco em inovação e inteligência na gestão.

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Livro “Liderança”

 #Girlboss

Por Sophia Amoruso

248 páginas

Nesse livro para líderes, a autora conta sua jornada inspiradora que foi da falência à criação de um e-commerce, que começou como um brechó de roupas no eBay, que se tornou um negócio de US$ 100 milhões e conta com mais de 350 colaboradores: a Nasty Gal. Além disso, a obra aborda como o sucesso não tem a ver com a popularidade e, na verdade, está relacionado à autoconfiança e intuição. 

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Livro “Girlboss”

Um novo jeito de trabalhar 

Por Laszlo Bock

368 páginas

Nesta obra, o autor aborda os bastidores de sua experiência trabalhando no Vale do Silício, mais especificamente, no Google. Laszlo Bock explora a melhor cultura a ser seguida para atrair grandes talentos para seu negócio e garantir que eles se mantenham motivados, sempre desenvolvendo-os. Alguns dos princípios apresentados no livro para isso, são:

  • Contrate apenas pessoas melhores que você em algo.
  • Use dados para prever e modificar o futuro.
  • Aprenda com os melhores funcionários – e com os piores.
  • Tire o poder dos gerentes e confie em sua equipe.

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Livro “Um novo jeito de trabalhar”

As responsabilidades de um líder vão aumentar pós-2021 e a Educação tradicional não consegue mais acompanhar a velocidade das inovações nos mercados. Criamos a Formação de Liderança Exponencial StartSe para quem está buscando se atualizar rapidamente para tornar-se um novo tipo de liderança dentro das empresas: uma liderança estratégica, empática, ágil e inovadora. A Liderança do Agora. 

CARACTERÍSTICAS DA VALEON

Perseverança

Ser perseverante envolve não desistir dos objetivos estipulados em razão das atividades, e assim manter consistência em suas ações. Requer determinação e coerência com valores pessoais, e está relacionado com a resiliência, pois em cada momento de dificuldade ao longo da vida é necessário conseguir retornar a estados emocionais saudáveis que permitem seguir perseverante.

Comunicação

Comunicação é a transferência de informação e significado de uma pessoa para outra pessoa. É o processo de passar informação e compreensão entre as pessoas. É a maneira de se relacionar com os outros por meio de ideias, fatos, pensamentos e valores. A comunicação é o ponto que liga os seres humanos para que eles possam compartilhar conhecimentos e sentimentos. Ela envolve transação entre pessoas. Aquela através da qual uma instituição comunica suas práticas, objetivos e políticas gerenciais, visando à formação ou manutenção de imagem positiva junto a seus públicos.

Autocuidado

Como o próprio nome diz, o autocuidado se refere ao conjunto de ações que cada indivíduo exerce para cuidar de si e promover melhor qualidade de vida para si mesmo. A forma de fazer isso deve estar em consonância com os objetivos, desejos, prazeres e interesses de cada um e cada pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar.

Autonomia

Autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias escolhas. Neste caso, a autonomia indica uma realidade que é dirigida por uma lei própria, que apesar de ser diferente das outras, não é incompatível com elas.

A autonomia no trabalho é um dos fatores que impulsionam resultados dentro das empresas. Segundo uma pesquisa da Page Talent, divulgada em um portal especializado, 58% dos profissionais no Brasil têm mais facilidade para desenvolver suas tarefas quando agem de maneira independente. Contudo, nem todas as empresas oferecem esse atributo aos colaboradores, o que acaba afastando profissionais de gerações mais jovens e impede a inovação dentro da companhia.

Inovação

Inovar profissionalmente envolve explorar novas oportunidades, exercer a criatividade, buscar novas soluções. É importante que a inovação ocorra dentro da área de atuação de um profissional, evitando que soluções se tornem defasadas. Mas também é saudável conectar a curiosidade com outras áreas, pois mesmo que não represente uma nova competência usada no dia a dia, descobrir novos assuntos é uma forma importante de ter um repertório de soluções diversificadas e atuais.

Busca por Conhecimento Tecnológico

A tecnologia tornou-se um conhecimento transversal. Compreender aspectos tecnológicos é uma necessidade crescente para profissionais de todas as áreas. Ressaltamos repetidamente a importância da tecnologia, uma ideia apoiada por diversos especialistas em carreira.

Capacidade de Análise

Analisar significa observar, investigar, discernir. É uma competência que diferencia pessoas e profissionais, muito importante para contextos de liderança, mas também em contextos gerais. Na atualidade, em um mundo com abundância de informações no qual o discernimento, seletividade e foco também se tornam grandes diferenciais, a capacidade de analisar ganha importância ainda maior.

Resiliência

É lidar com adversidades, críticas, situações de crise, pressões (inclusive de si mesmo), e ter capacidade de retornar ao estado emocional saudável, ou seja, retornar às condições naturais após momentos de dificuldade. Essa é uma das qualidades mais visíveis em líderes. O líder, mesmo colocando a sua vida em perigo, deve ter a capacidade de manter-se fiel e com serenidade em seus objetivos.

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)

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sábado, 14 de setembro de 2024

POR ORDEM DE ALEXANDRE DE MORAES DINHEIRO DA STARLINK PAGA MULTAS DO X

 

História de Gabriel de Sousa – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a transferência de R$ 18,35 milhões dos cofres da Starlink, empresa do bilionário Elon Musk voltada para a produção internet via satélite, para os cofres da União. A medida ocorre após Moraes considerar que a entidade faz parte do mesmo “grupo econômico de fato” do X (Twitter), que também pertence a Musk e devia o valor à Justiça brasileira.

O bilionário Elon Musk e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes Foto: Trevor Cokley/Força Aérea dos EUA e Pedro Kirilos/Estadão

O bilionário Elon Musk e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes Foto: Trevor Cokley/Força Aérea dos EUA e Pedro Kirilos/Estadão

A decisão de Moraes foi assinada na quarta-feira, 11. No dia seguinte os bancos Citibank e o Itaú informaram ao Supremo que efetivaram as transferências para as contas da União. A partir da transferências dos recursos, o ministro cancelou o bloqueio dos ativos da Starlink, uma vez que os recursos que estavam nas contas e foram repassados à União eram suficientes para arcar com as multas impostas por Moraes. A ordem de desbloqueio do patrimônio e contas bancárias foi encaminhada ao Banco Central, à Comissão de Valores Mobiliários e aos sistemas de bloqueios do Judiciário.

Em decisão do dia 29 de agosto, Moraes bloqueou os bens da Starlink com o intuito de quitar as dívidas do X, que descumpriu ordens do ministro e foi obrigada a pagar multas. A rede social está suspensa em todo o território nacional desde o dia 30, após Musk se negar a indicar um representante legal no Brasil.

De acordo com juristas ouvidos pelo Estadãoa forma que Moraes utilizou para garantir o pagamento das dívidas do X é excepcional no mundo jurídico. A rede social pertence à empresa X Holdings Corp, enquanto a Starlink está ligada à Space Exploration Technologies Corp, mais conhecida como SpaceX. Musk é o principal acionista das duas empresas.

Segundo os juristas ouvidos pela reportagem, a Justiça apenas pode cobrar de uma empresa o valor da dívida de outra que pertence ao mesmo dono se for comprovada a existência de fraude. Os especialistas explicam que isso ocorre quando é instaurada uma desconsideração de pessoa jurídica.

A medida impõe uma separação entre a pessoa jurídica e seus sócios é desconsiderada para atingir bens pessoais ou de outras empresas para a quitação de dívidas da instituição que está sendo processada.

“Às vezes, você tem empresas que fazem negócios milionários e os sócios têm muito patrimônio, mas, em uma ação judicial, a empresa diz que não tem patrimônio. Quando se percebe que houve uma tentativa de se furtar uma decisão judicial, o poder Judiciário desconsidera a personalidade jurídica da empresa e vai para cima do sócio. Em regra, quem responde é o devedor, que é a pessoa jurídica”, explicou a professora Eliana Franco Neme, especialista em direito constitucional.

Quando Moraes ordenou o bloqueio das contas da Starlink, a empresa reagiu em um comunicado enviado aos cliente alegando que a decisão do STF era “inconstitucional”.

“Esta ordem é baseada em uma determinação infundada de que a Starlink deve ser responsável pelas multas cobradas – inconstitucionalmente – contra X. Ela foi emitida em segredo e sem dar à Starlink qualquer um dos devidos processos legais garantidos pela Constituição do Brasil. Pretendemos abordar o assunto legalmente”, diz o texto da empresa

FESTIM DE IMPUNIDADE NO BRASIL

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli deve estar orgulhoso de seu revisionismo histórico da Operação Lava Jato, sua magnum opus como juiz. Um ano depois de anular todas as provas obtidas por meio do acordo de leniência da Odebrecht, hoje Novonor, seu nome batiza um movimento de dezenas de delatores, alguns criminosos condenados, que têm acorrido aos tribunais para obter os mesmos benefícios processuais concedidos pelo ministro ao presidente Lula da Silva, autor do pedido de anulação. É o “Efeito Toffoli”, algo que, sem qualquer prejuízo semântico, também pode ser chamado de festim da impunidade.

Em 6 de setembro de 2023, vale lembrar, Toffoli usou um despacho monocrático em uma Reclamação (RCL 43007) interposta pela defesa de Lula, na véspera do feriadão da Independência, para submeter a sociedade brasileira à sua visão muito peculiar sobre o que foi a maior operação de combate à corrupção de que o País já teve notícia. Com uma canetada, Toffoli declarou “imprestáveis” as provas obtidas a partir dos sistemas Drousys e My Web Day, dois instrumentos que fizeram rodar com eficiência germânica o notório “departamento de propina” da então Odebrecht, o centro nervoso do esquema do petrolão nos governos lulopetistas.

Segundo esse realismo fantástico toffoliano, a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba teria se valido de “tortura psicológica”, algo que ele havia chamado de “um pau de arara do século 21?, para obter provas contra pessoas “inocentes”. De acordo com o ministro em sua decisão, a prisão de Lula teria sido “um dos maiores erros judiciários da história do País”, “uma armação fruto de um projeto de poder de determinados agentes públicos em seu objetivo de conquista do Estado”. Rasgando a toga para se lançar como analista político, Toffoli ainda avaliou que a prisão do petista seria fruto de “uma verdadeira conspiração com o objetivo de colocar um inocente como tendo cometido crimes jamais por ele praticados”, ação esta que representaria “o verdadeiro ovo da serpente dos ataques à democracia e às instituições” a partir da ascensão de Jair Bolsonaro.

Sabe-se que, entre idas e vindas, o STF entendeu que a 13.ª Vara Federal de Curitiba não era o foro competente para julgar Lula da Silva. A Corte entendeu ainda que o princípio da presunção de inocência não autoriza o cumprimento da pena antes do trânsito em julgado da decisão penal condenatória. Mas escapou ao ministro Dias Toffoli, por razões que não cabe a este jornal perscrutar, que as provas que o levaram a anular o acordo de leniência da Odebrecht e deram a largada para essa corrida pela impunidade foram obtidas por meios flagrantemente ilegais, o que ficou evidente no âmbito da Operação Spoofing.

Toffoli também parece ignorar que os delatores que agora pedem a anulação de seus acordos de colaboração premiada – e a devolução de milhões de reais pagos a título de multa – confessaram seus crimes e concordaram em devolver milhões de reais cada um à Petrobras e/ou ao erário. Ademais, todos esses acordos que teriam sido assinados “sob tortura psicológica”, um rematado disparate, foram considerados hígidos pelo próprio STF, que os homologou.

Essa esquizofrenia jurídica, chamemos assim, somada ao voluntarismo, à criatividade e às intenções pessoais de Dias Toffoli – que não esconde de ninguém sua genuflexão de penitência diante de Lula da Silva –, é o que tem levado uma plêiade de ex-executivos da Odebrecht e de outras empresas à Justiça para pedir a anulação de seus acordos com o Ministério Público Federal, entre outros órgãos de controle, e a devolução de multas milionárias que foram pagas como contrapartida da não persecução criminal em casos de desvios de recursos públicos confessados com espantosos níveis de detalhe.

Por piores que sejam as decisões do ministro Dias Toffoli sobre a Operação Lava Jato nesse ano que passou – decisões que, é bom enfatizar, até hoje não foram submetidas ao crivo do plenário do STF –, mais aviltante é o desrespeito da Corte à inteligência e à memória dos cidadãos e ao próprio Poder Judiciário como um todo, pois a ninguém interessa, como já sublinhamos, um STF voluntarista, instável e politizado.

 

PÁS QUEBRADAS DE EÓLICAS EM ALTO MAR DEIXAM PESCADORES IRRITADOS ALÉM DE CUSTOS CRESCENTES DELAS

 

História de Stanley Reed e Ivan Penn – Jornal Estadão

O colapso de uma pá gigante de turbina eólica na costa de Massachusetts confirmou os piores temores de Peter Kaizer sobre os perigos que um novo negócio de energia limpa poderia representar para pescadores como ele.

Pedaços irregulares de fibra de vidro e outros materiais da pá quebrada foram levados pela maré, forçando as autoridades a fechar as praias de Nantucket e deixando Kaizer preocupado com a ameaça que os fragmentos poderiam representar para sua embarcação e outros barcos de pesca, especialmente à noite, quando seria mais difícil evitar os detritos.

“Todos esses pequenos barcos podem estar sujeitos a danos”, disse Kaizer. “Todo mundo quer esse legado verde, mas a custo de quê?”

A pá, que tinha mais de 90 metros de comprimento, falhou em julho, mas as repercussões continuam se desenrolando no projeto de US$ 4 bilhões (R$ 22,24 bilhões) do qual ela veio – o Vineyard Wind 1. Os desenvolvedores esperavam concluir o projeto neste verão, tornando-o o primeiro parque eólico de grande escala concluído em águas dos Estados Unidos, mas agora essa meta levará muito mais tempo do que o esperado.

Uma pá de turbina eólica de mais de 90 metros de comprimento desabou em julho no Vineyard Wind 1, um parque eólico na costa de Massachusetts Foto: Randi Baird/NYT

Uma pá de turbina eólica de mais de 90 metros de comprimento desabou em julho no Vineyard Wind 1, um parque eólico na costa de Massachusetts Foto: Randi Baird/NYT

A falha na pá é o mais recente problema que retarda o incipiente setor eólico offshore dos EUA, com o qual o governo Biden e os Estados da Costa Leste estão contando para fornecer energia livre de emissões a milhões de pessoas, da Virgínia ao Maine. O presidente Biden e os governadores desses Estados esperavam seguir o exemplo de países europeus como a Grã-Bretanha e a Dinamarca, que instalaram milhares de turbinas eólicas no Mar do Norte.

No entanto, o negócio de energia eólica offshore nos Estados Unidos tem tido dificuldades para avançar devido a custos excessivos, atrasos na emissão de licenças e oposição de moradores locais e grupos de pescadores. Vários projetos grandes foram cancelados ou adiados antes mesmo da falha da pá em Massachusetts porque seus custos aumentaram muito e os desenvolvedores não previram problemas na cadeia de suprimentos e taxas de juros mais altas.

A falha da pá, que foi fabricada pela GE Vernova, também levantou preocupações sobre segurança e confiabilidade. Além do incidente em Massachusetts, duas pás da GE Vernova quebraram este ano em um parque eólico chamado Dogger Bank, que está em construção na costa da Inglaterra. A empresa afirmou que os incidentes não estão relacionados, mas forneceu poucos detalhes sobre suas causas.

As turbinas eólicas offshore são essenciais para a costa leste dos EUA porque Estados como Massachusetts e Nova York não têm condições ideais para grandes parques solares e eólicos em terra. Biden disse que quer 30 gigawatts de capacidade eólica offshore até 2030, o suficiente para atender às necessidades de 10 milhões de residências.

O parque Vineyard Wind 1 é de propriedade da Copenhagen Infrastructure Partners, uma empresa de investimentos dinamarquesa, e da Avangrid, a subsidiária americana da Iberdrola, uma empresa de serviços públicos espanhola. Após suspender a construção no local, as autoridades federais permitiram que os desenvolvedores reiniciassem em agosto a instalação de alguns componentes, como torres e naceles, os compartimentos no topo. Mas eles ainda estão impedidos de instalar lâminas ou operar turbinas completas, privando o projeto da receita proveniente da venda de eletricidade.

O risco de tais eventos e o maior exame minucioso dos projetos eólicos offshore que se espera que ocorra em seguida provavelmente aumentarão o já alto custo dos parques eólicos offshore em relação a outras formas de energia renovável, disseram os analistas. Esses custos são normalmente arcados pelos residentes em suas contas de eletricidade e pelos governos federal e estadual que oferecem subsídios para projetos eólicos e outros projetos de energia renovável.

“Acho que é preciso haver uma reinicialização em termos de como esses projetos offshore são pensados e do risco inerente a esses projetos”, disse Andrew Kaplowitz, analista do Citigroup.

É provável que grande parte do novo escrutínio se concentre nas poucas empresas que fabricam turbinas eólicas e seus componentes, especialmente a GE Vernova, antiga divisão de energia da General Electric, o conglomerado que se dividiu em três empresas este ano.

Nos últimos anos, a GE Vernova, que há muito tempo fabrica turbinas eólicas instaladas em terra, entrou em uma corrida para desenvolver turbinas offshore cada vez maiores. Sua entrada nessa competição foi a Haliade-X, uma máquina monstruosa que é mais alta do que qualquer prédio em Boston. Essa é a turbina que esteve envolvida nos incidentes de Vineyard Wind e Dogger Bank.

Ao desenvolver a Haliade-X, os executivos da GE esperavam capitalizar em um possível boom offshore, oferecendo o que era, na época, a turbina mais potente do mercado. Os desenvolvedores queriam turbinas maiores para tornar os projetos mais lucrativos, permitindo-lhes gerar mais energia com cada máquina.

Por um tempo, a estratégia funcionou. No período que antecedeu a construção, os proprietários da Vineyard Wind mudaram de uma máquina fabricada pela Vestas, uma fabricante dinamarquesa de turbinas, para a turbina da GE porque ela era quase 40% maior.

Mas alguns dos ganhos prometidos pelas turbinas maiores não se concretizaram. O caos na cadeia de suprimentos causado pela pandemia aumentou os custos de muitos componentes, e a invasão da Ucrânia pela Rússia elevou o preço da energia. O negócio de energia eólica offshore da GE Vernova está perdendo dinheiro, e seus únicos pedidos garantidos são de dois projetos – Vineyard Wind e Dogger Bank. Em junho, Scott Strazik, executivo-chefe da GE Vernova, disse que esses negócios estavam “todos no vermelho”, o que significa que a empresa estava perdendo dinheiro com eles.

A falha da pá levantou preocupações sobre a segurança e a confiabilidade Foto: Randi Baird/NYT

A falha da pá levantou preocupações sobre a segurança e a confiabilidade Foto: Randi Baird/NYT

“Eram negócios subscritos antes da Ucrânia sem, em alguns casos, as melhores proteções de escalonamento”, disse Strazik, referindo-se a contratos que não permitiam que a empresa repassasse custos mais altos a seus clientes.

A GE Vernova se recusou a disponibilizar Strazik ou outro executivo para uma entrevista para este artigo, mas respondeu a perguntas por escrito.

As falhas nas pás ocorridas neste verão não ajudarão. A GE Vernova atribuiu a culpa preliminar ao que chamou de “desvio de fabricação” em sua fábrica em Gaspé, Quebec, pela lâmina quebrada em Massachusetts.

A fabricação de pás gigantes de parques eólicos envolve a disposição de elementos estruturais como fibra de carbono e madeira em um molde, que é então preenchido com resinas líquidas que endurecem e unem as estruturas desajeitadas.

A GE Vernova afirma que houve “colagem insuficiente que o programa de garantia de qualidade deveria ter identificado”. A empresa disse que estava inspecionando cerca de 150 pás feitas na fábrica, usando um robô chamado de “rastreador” que pode se mover dentro dos componentes. Ela também planeja usar um algoritmo, ligado a sensores dentro da lâmina, para alertar sobre incidentes.

A empresa insiste que foi atingida por problemas pontuais e não por falhas sistêmicas. A GE Vernova disse que a primeira falha em Dogger Bank, em maio, foi causada por um erro durante a instalação. A segunda, em agosto, ocorreu porque uma turbina foi deixada em uma “posição fixa” durante uma

tempestade.A GE Vernova, antiga divisão de energia da General Electric, entrou na corrida para desenvolver turbinas offshore cada vez maiores Foto: Bob O'connor/NYT

A GE Vernova, antiga divisão de energia da General Electric, entrou na corrida para desenvolver turbinas offshore cada vez maiores Foto: Bob O’connor/NYT

“Acho que é incomum ter três incidentes semelhantes como esse”, disse Eamon Nolan, sócio do escritório de advocacia Vinson & Elkins. Nolan, especialista em energia renovável, disse que não duvidava das explicações da GE Vernova.

Os fabricantes de turbinas offshore podem ter valorizado a velocidade em detrimento da qualidade, segundo algumas autoridades do setor.

Fraser McLachlan, executivo-chefe da GCube, uma empresa de Londres que faz seguro para turbinas eólicas, disse que o setor estava tão determinado a aumentar o tamanho das turbinas que pode ter pulado algumas etapas importantes.

“McLachlan acrescentou que as taxas de falha na energia eólica offshore são muito menores do que nas turbinas eólicas terrestres, mas que os custos de qualquer falha tendem a ser muito maiores.

“Todos querem esse legado verde, mas a custo de quê?”, disse Peter Kaizer, um pescador Foto: Randi Baird/NYT

“Todos querem esse legado verde, mas a custo de quê?”, disse Peter Kaizer, um pescador Foto: Randi Baird/NYT

Alguns grupos que há muito tempo se opõem às turbinas eólicas offshore aproveitaram as falhas como uma razão pela qual os reguladores deveriam ser mais relutantes em aprovar o uso dessas máquinas. As organizações do setor pesqueiro, em particular, reclamam que foram pouco informadas sobre a causa do acidente em Nantucket e sobre os perigos que os fragmentos das pás podem representar para a vida marinha e para as pessoas.

“As ações da Vineyard Wind após o incidente levantaram questões legítimas de transparência”, disse a Responsible Offshore Development Alliance, que representa membros do setor de pesca comercial, em uma carta ao Bureau of Safety and Environmental Enforcement, um braço do Departamento do Interior.

O fechamento das praias, mesmo que breve, foi um choque para as comunidades costeiras, trazendo à tona as possíveis desvantagens de morar perto de um grande projeto de energia, mesmo que renovável.

Embora os parques eólicos e solares sejam importantes para reduzir as emissões, “eles são, para serem eficazes, atividades em escala industrial”, disse Andrew Gottlieb, diretor-executivo da Association to Preserve Cape Cod, um grupo ambiental que apoiou o desenvolvimento da energia eólica offshore. “E toda atividade em escala industrial tem aspectos negativos associados a ela.”

GOVERNO NEGA CONFISCO DE DINHEIRO DAS CONTAS ESQUECIDAS NOS BANCOS

 

História de Redação – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O governo Lula afirmou nesta sexta-feira, 13, que não haverá “confisco” dos valores esquecidos em contas bancárias como forma de compensação à desoneração da folha de pagamentos, conforme projeto aprovado no Congresso que aguarda a sanção do presidente.

“O Projeto de Lei 1.847/24, discutido e aprovado no Senado e na Câmara dos Deputados, trata de valores que cidadãos ou empresas esqueceram em algum banco, consórcio ou outra instituição, e não foram reclamados ou movimentados por mais de 25 anos”, diz em nota a Secretaria de Comunicação Social.

A nota diz ainda que o objetivo projeto é a “incorporação desses valores pelo Tesouro Nacional após 30 dias da publicação da lei”, mas que isso “não significa que os cidadãos perderão o direito a esse valor.

Segundo o balanço mais recente do BC, divulgado na última sexta-feira, 6, os brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bilhões do Sistema de Valores a Receber (SVR). Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Segundo o balanço mais recente do BC, divulgado na última sexta-feira, 6, os brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bilhões do Sistema de Valores a Receber (SVR). Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil© Fornecido por Estadão

O governo diz que o Ministério da Fazenda publicará um edital no Diário Oficial da União com informações sobre esses valores e o recolhimento poderá ser contestado pelos que tiverem direito.

O texto diz ainda que a previsão para incorporação desses recursos pelo Tesouro “está prevista em legislação há mais de 70 anos, na Lei 2.313 de 1954?. Essa lei estabelece um prazo de cinco anos para que os recursos serem requeridos antes de se incorporados ao patrimônio nacional, da mesma forma que o abono do PIS/Pasep.

A nota diz ainda que, desde 7 de março de 2023, o Banco Central (BC) disponibiliza em seu site as informações sobre quem possui recursos esquecidos em conta bancária e como requisitar o resgate de eventuais valores.

Segundo o balanço mais recente do BC, divulgado na última sexta-feira, 6, os brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bilhões do Sistema de Valores a Receber (SVR). As estatísticas do SVR são divulgadas com dois meses de defasagem.

A maior parte das pessoas e empresas que ainda não fizeram o saque têm direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 63,6% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 24,86% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,77% dos clientes. Só 1,77% tem direito a receber mais de R$ 1 mil. Veja, abaixo, como saber se você tem dinheiro a receber e como resgatar.

Como consultar

O Banco Central alerta que o único site para a consulta dos valores a receber é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. É preciso acessar o site e clicar em “Consulte se tem valores a receber”. Insira os dados e clique em “Consultar”. Após a consulta mostrar que há valores a receber, o cidadão deverá clicar em “Acessar o SVR” e, se não houver fila de espera, ele será direcionado para a página de login gov.br. Veja o que será necessário para o acesso:

  • Para acessar os valores do usuário (pessoa física) ou de pessoas falecidas, a conta gov.br precisa ser de nível prata ou ouro;
  • Para acessar valores de pessoa jurídica, a conta gov.br precisa ter o CNPJ a ela vinculado (qualquer tipo de vínculo, exceto Colaborador).

O usuário terá 30 minutos dentro do sistema. Ele irá acessar a opção “Meus Valores a Receber”. Depois, deve ler e aceitar o Termo de Ciência e verá na tela o valor a receber, o nome e os dados de contato da instituição que devolverá o valor e a origem (tipo) do valor. Em alguns casos, aparecerão também outras informações.

O usuário deve clicar em “Solicitar por aqui” e selecionar uma chave Pix, caso em que a instituição devolverá o valor em até 12 dias úteis, não necessariamente via Pix (pode ser realizada TED ou DOC). É importante guardar o número de protocolo.

CONSELHO PROPÕE FIM DOS SUBSÍDIOS ÀS TERMOELÉTRICAS QUE ENCARECEM A CONTA DE LUZ

 

História de Giordanna Neves – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O Conselho de Monitoramento e Avaliações de Políticas Públicas (CMAP), ligado ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), recomendou a adoção de medidas para pôr fim ao subsídio tributário destinado às termoelétricas. A sugestão foi incluída no relatório divulgado nesta sexta-feira, 13, sobre o ciclo avaliativo de seis programas do governo, nos anos de 2023 e 2024.

Como destacado em reportagem do Estadão, o acúmulo de subsídios faz do Brasil o país da energia barata e da conta de luz cara – esses incentivos, bancados pelos consumidores, mais que dobraram em cinco anos e já representam 13,5% da fatura mensal.

No documento, o CMAP aponta que não há informações referentes ao histórico das usinas beneficiadas pela lei e ao valor do benefício fiscal concedido para cada usina. O Conselho chama atenção ainda para a falta de articulação entre os órgãos envolvidos na política. “Diante das evidências identificadas, o CMAP recomenda a designação de unidade responsável pelo monitoramento e a adoção de medidas para o encerramento do subsídio tributário à termoeletricidade”, diz o relatório.

O subsídio tributário às termoelétricas foi regulamentado por uma lei de 2001, em um momento de grave crise hídrica no País. A medida reduziu a zero, por tempo indeterminado, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins na compra de gás natural pelas usinas participantes do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT) e na compra de carvão mineral destinado à geração de energia elétrica. Posteriormente, o benefício se estendeu para a compra de gás natural importado.

Subsídio tributário que o CMAP sugere acabar é prioritariamente ligado a usinas movidas a carvão mineral Foto: Divulgação/Pecém II

Subsídio tributário que o CMAP sugere acabar é prioritariamente ligado a usinas movidas a carvão mineral Foto: Divulgação/Pecém II

Desde a implantação da desoneração, o valor anual de renúncia fiscal aumentou continuamente até 2015, estabilizando-se em torno de R$ 600 milhões em 2020. No entanto, a avaliação constatou que PIS e Cofins não são cobrados de forma cumulativa há vários anos e, portanto, a desoneração na compra do insumo não afeta o preço final da eletricidade quando vendedores e compradores estão no regime de Lucro Real – já que as alíquotas são recolhidas na venda de eletricidade. Por isso, a Receita Federal alterou a metodologia de cálculo do gasto tributário em 2021, projetando o subsídio para cerca de R$ 24 milhões em 2023.

O Conselho ligado ao MPO avaliou que, apesar de o benefício não ter evitado a crise energética de 2001, os resultados mostram que as usinas beneficiadas desempenharam um importante papel na expansão da capacidade da matriz térmica brasileira, alcançando uma participação de 68% (entre as usinas térmicas) em 2007. “Entretanto, ao longo do tempo, essa proporção foi gradualmente reduzida, influenciada pela instalação de novas usinas termoelétricas que não possuem o referido benefício”, diz o relatório.

O órgão aponta ainda que a matriz energética do País se “diversificou significativamente com o desenvolvimento do parque térmico, que atualmente contempla usinas a biomassa, gás natural, carvão mineral, entre outros”. Em 2022, o parque térmico representava quase 25% da capacidade total da matriz de energia elétrica.

O CMAP destaca que a medida gera um impacto negativo do ponto de vista ambiental. As termoelétricas, segundo o órgão, chegaram a emitir 34 milhões de toneladas de CO2 equivalente (tCO2e) em 2014. “As termoelétricas a carvão têm maiores taxas de emissão de gases de efeito estufa e igualam a emissão de térmicas a gás no período analisado, mesmo representando um terço da capacidade instalada de termoelétricas a gás natural”, cita o documento.

Diante das observações feitas, o órgão propôs medidas de aperfeiçoamento à política pública, como a divulgação com o “maior nível de desagregação possível” o gasto tributário por beneficiário e por usina termoelétrica. O CMAP aponta ainda a necessidade de adotar medidas para o encerramento do subsídio tributário, prioritariamente ligado ao carvão mineral.

AMEAÇA DE PUTIN CASO A UCRÂNIA USE MÍSSEIS DE LONGO ALCANCE CONTRA A RÚSSIA

 

História de Steve Rosenberg – Editor da BBC News na Rússia – BBC News Brasil

"Tomaremos decisões condizentes com as ameaças que nos serão criadas", disse Vladimir Putin

“Tomaremos decisões condizentes com as ameaças que nos serão criadas”, disse Vladimir Putin© Reuters

A manchete do jornal Kommersant desta manhã captura bem o drama.

“Vladimir Putin traça seu limite.”

O Ocidente vai cruzá-lo? E, se isso acontecer, como a Rússia responderá?

Falando de São Petersburgo, o presidente Putin enviou um aviso claro ao Ocidente: não permitam que a Ucrânia use seus mísseis de longo alcance para atingir o território russo.

Moscou, disse ele, veria isso como a “participação direta” dos países da Otan na guerra na Ucrânia.

“Isso mudaria substancialmente a essência, a natureza do conflito”, continuou o líder do Kremlin.

“Isso significará que os países da Otan, os EUA e os Estados europeus, estão lutando contra a Rússia.”

Ele afirmou que, para lançar mísseis na Rússia, a Ucrânia precisaria de dados de satélites ocidentais e que apenas funcionários de Estados-membros da Otan seriam capazes de “inserir missões de voo nesses sistemas de mísseis”.

A Rússia já estabeleceu limites antes. E já viu eles serem cruzados também.

Em 24 de fevereiro de 2022, quando anunciou o início de sua “operação militar especial” — a invasão em larga escala da Ucrânia — o presidente Putin emitiu um aviso para “aqueles que podem ser tentados a interferir de fora”.

“Não importa quem tente entrar em nosso caminho ou criar ameaças para nosso país e nosso povo, eles devem saber que a Rússia responderá imediatamente”, declarou o líder do Kremlin.

“Putin quer mobilizar o seu povo”. Mísseis americanos na Rússia levam à entrada da NATO na guerra?

“E as consequências serão como nunca se viu em toda a história.”

Os líderes ocidentais ignoraram o que foi amplamente interpretado na época como ameaças nucleares. Desde então, o Ocidente forneceu à Ucrânia tanques, sistemas de mísseis avançados e, mais recentemente, caças americanos F-16.

Este ano, a Rússia já acusou a Ucrânia de usar mísseis americanos ATACMS, de longo alcance, para atingir a Crimeia, a península ucraniana anexada pela Rússia.

Rússia já acusou a Ucrânia de usar mísseis americanos ATACMS, de longo alcance, para atingir a Crimeia

Rússia já acusou a Ucrânia de usar mísseis americanos ATACMS, de longo alcance, para atingir a Crimeia© Reuters

Além disso, nos últimos dois anos, autoridades russas e a mídia estatal acusaram o Ocidente por diversas vezes de “lutar contra a Rússia” ou de lançar “uma guerra” contra a Rússia. Embora tenha sido a Rússia que invadiu a Ucrânia.

Mas pelo tom das falas mais recentes do presidente Putin, fica claro que ele considera que atacar território internacionalmente reconhecido como russo com sistemas de mísseis ocidentais levaria o conflito a um novo nível.

O que ele não deixou claro ontem é como Moscou responderia.

“Tomaremos decisões adequadas com base nas ameaças que nos serão criadas”, disse Vladimir Putin.

Na sexta-feira, a Rússia revogou as credenciais de seis diplomatas britânicos, acusando-os de”atividades subversivas” e de ameaçar a segurança da Rússia.

Mas a resposta em potencial de Putin seria muito maior. Ele deu algumas pistas em junho.

Em uma reunião com os chefes de agências de notícias internacionais, ele foi questionado: como a Rússia reagiria se a Ucrânia fosse capaz de atingir alvos em território russo com armas fornecidas pela Europa?

“Primeiro, é claro, melhoraremos nossos sistemas de defesa aérea. Destruiremos esses mísseis”, respondeu o presidente Putin.

“Segundo, acreditamos que se alguém está achando que é possível fornecer tais armas a uma zona de guerra para atacar nosso território e criar problemas para nós, por que nós não podemos fornecer nossas armas do mesmo nível para as regiões do mundo que atingirão instalações sensíveis dos países que estão fazendo isso com a Rússia?”

Em outras palavras, armar adversários ocidentais para atacar alvos ocidentais no exterior é algo que Moscou tem considerado.

No início deste mês, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, anunciou que a Rússia estava pronta para revisar sua doutrina nuclear, o documento que estabelece sob quais circunstâncias Moscou pode considerar o uso de armas nucleares.

Ele sugeriu que a decisão de revisar a doutrina estava “conectada com a rota de escalada dos adversários ocidentais (da Rússia)”.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o secretário de Relações Exteriores, David Lammy, chegam aos EUA

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o secretário de Relações Exteriores, David Lammy, chegam aos EUA© Reuters

Enquanto isso, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer está em Washington para conversas com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Entre as questões que os dois líderes devem discutir estão a Ucrânia e os mísseis de longo alcance.

“A Rússia deu início a esse conflito. A Rússia invadiu a Ucrânia ilegalmente ”, disse Starmer a caminho de Washington. “A Rússia pode acabar com esse conflito imediatamente.”

Os líderes ocidentais precisarão decidir o que consideram maior: o risco de escalada do conflito ou a necessidade de suspender as restrições ao uso de mísseis ocidentais pela Ucrânia.

MÍSSIL QUE PODE SER DECISIVO NA GUERRA A FAVOR DA UCRÂNIA

 

História de Frank Gardner – Correspondente de segurança da BBC – BBC News Brasil

O Reino Unido forneceu mísseis de longo alcance Storm Shadow à Ucrânia após um pedido de Kiev para lutar contra as forças invasoras russas

O Reino Unido forneceu mísseis de longo alcance Storm Shadow à Ucrânia após um pedido de Kiev para lutar contra as forças invasoras russas© Getty Images

Há fortes indícios de que os Estados Unidos e o Reino Unido estão prontos para suspender, dentro de alguns dias, suas restrições ao uso de mísseis de longo alcance pela Ucrânia contra alvos dentro da Rússia.

A Ucrânia já possui suprimentos destes mísseis, mas está limitada a dispará-los contra alvos dentro de suas próprias fronteiras. Kiev vem pleiteando há semanas que estas restrições sejam suspensas para que possa disparar contra alvos dentro da Rússia.

Mas, afinal, por que há uma relutância por parte do Ocidente? E que diferença esses mísseis poderiam fazer na guerra?

O que é o Storm Shadow?

O Storm Shadow é um míssil de cruzeiro anglo-francês com alcance máximo de cerca de 250 km. Os franceses o chamam de Scalp.

A Grã-Bretanha e a França já enviaram estes mísseis para a Ucrânia — mas com a ressalva de que Kiev só pode dispará-los contra alvos dentro de suas próprias fronteiras.

Ele é lançado de aeronaves e viaja próximo à velocidade do som, em um voo rasante, antes de cair e detonar sua ogiva altamente explosiva.

O Storm Shadow é considerado uma arma ideal para penetrar bunkers reforçados e depósitos de munição, como os usados ​​pela Rússia em sua guerra contra a Ucrânia.

Mas cada míssil custa aproximadamente US$ 1 milhão (R$ 5,6 milhões), então eles tendem a ser lançados como parte de uma rajada cuidadosamente planejada de drones muito mais baratos, enviados à frente para confundir e exaurir as defesas aéreas inimigas, assim como a Rússia faz com a Ucrânia.

Moscovo avisa para risco de escalada na guerra com mísseis ocidentais

Eles foram usados com grande efeito, atingindo a base naval russa no Mar Negro, em Sevastopol, e tornando toda a Crimeia insegura para a Marinha russa.

O analista militar Justin Crump, ex-oficial do Exército britânico e CEO da consultoria Sibylline, explica que o Storm Shadow tem sido uma arma altamente eficaz para a Ucrânia, atacando com precisão alvos bem protegidos em território ocupado.

“Não é nenhuma surpresa que Kiev tenha feito lobby para seu uso dentro da Rússia, especialmente para atingir bases aéreas que estão sendo usadas ​​para lançar os ataques de bombas planadoras que recentemente prejudicaram os esforços da linha de frente ucraniana”, diz ele.

Por que a Ucrânia quer isso agora?

As cidades e as linhas de frente de combate da Ucrânia estão sob bombardeio diário da Rússia.

Muitos dos mísseis e bombas planadoras que causam devastação em regimentos militares, prédios residenciais e hospitais são lançados por aeronaves russas de dentro da própria Rússia.

Kiev reclama que não ter permissão para atingir as bases de onde estes ataques são lançados é o mesmo que obrigar o país a lutar esta guerra com um braço amarrado nas costas.

No fórum de segurança da Globsec, do qual participei neste mês em Praga, na República Tcheca, foi até sugerido que as bases aéreas militares russas estavam mais bem protegidas do que os civis ucranianos que estão sendo atingidos por causa das restrições.

A Ucrânia está sob bombardeio diário

A Ucrânia está sob bombardeio diário© Getty Images

A Ucrânia tem seu próprio programa de drones de longo alcance, inovador e eficaz.

Às vezes, estes ataques de drones pegam os russos desprevenidos — e penetram centenas de quilômetros dentro da Rússia.

Mas eles só podem transportar uma pequena ogiva, e a maioria é detectada e interceptada.

Kiev argumenta que, para repelir os ataques aéreos russos, precisa de mísseis de longo alcance, incluindo o Storm Shadow, e sistemas equivalentes, como os ATACMS americanos, que possuem um alcance ainda maior, de 300 km.

Por que o Ocidente hesita?

Em uma palavra: escalada.

Washington receia que, embora até agora todas as linhas vermelhas citadas nas ameaças do presidente russo, Vladimir Putin, tenham se revelado blefes vazios, permitir que a Ucrânia atinja alvos nas profundezas da Rússia com mísseis fornecidos pelo Ocidente poderia levá-lo a retaliar.

O temor da Casa Branca é que os representantes linha-dura do Kremlin possam insistir que esta retaliação tome a forma de ataques a zonas de trânsito de mísseis a caminho da Ucrânia, como uma base aérea na Polônia.

Joe Biden e Volodymyr Zelensky discursaram recentemente durante uma reunião de cúpula da Otan em Washington

Joe Biden e Volodymyr Zelensky discursaram recentemente durante uma reunião de cúpula da Otan em Washington© EPA

Se isso acontecesse, o artigo 5 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) poderia ser invocado, o que significa que a aliança militar estaria em guerra com a Rússia.

Desde a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022, o objetivo da Casa Branca tem sido dar a Kiev o máximo de apoio possível sem ser arrastada para um conflito direto com Moscou, algo que correria o risco de ser um precursor do impensável: uma troca nuclear catastrófica.

No entanto, permitiu que a Ucrânia usasse mísseis fornecidos pelo Ocidente contra alvos na Crimeia e nas quatro regiões parcialmente anexadas ilegalmente pela Rússia em 2022. Embora Moscou considere estas regiões parte do seu território, esta reivindicação não é reconhecida pelos EUA nem internacionalmente.

Que diferença o Storm Shadow poderia fazer?

Alguma diferença, mas pode ser um caso de muito pouca e muito tarde. Kiev vem pedindo para usar mísseis ocidentais de longo alcance dentro da Rússia há tanto tempo que Moscou já tomou precauções para a eventualidade das restrições serem suspensas.

O país transferiu bombardeiros, mísseis e parte da infraestrutura de manutenção para longe da fronteira com a Ucrânia — e além do alcance do Storm Shadow.

Mas Justin Crump, da consultoria Sibylline, observa que, embora a defesa aérea russa tenha avançado para conter a ameaça do Storm Shadow dentro da Ucrânia, esta tarefa será muito mais difícil, dado o escopo do território de Moscou que agora pode ser exposto a ataques.

“Isso vai dificultar a logística militar, o comando, o controle e o apoio aéreo e, mesmo que as aeronaves russas se afastem mais das fronteiras da Ucrânia para evitar a ameaça dos mísseis, elas ainda vão sofrer um aumento no tempo e nos custos por por lançamento até a linha de frente de combate.”

Matthew Savill, diretor de ciência militar do think tank Royal United Services Institute (Rusi), com sede no Reino Unido, acredita que a suspensão das restrições ofereceria dois benefícios principais à Ucrânia.

Primeiramente, pode “liberar” outro sistema, os ATACMS.

Em segundo lugar, isso representaria um dilema para a Rússia sobre onde posicionar essas preciosas defesas aéreas, algo que ele diz que poderia facilitar a passagem dos drones da Ucrânia.

Em última análise, no entanto, é improvável que o Storm Shadow vire o jogo, avalia Savill.

A JORNADA DE UMA STARTUP É UMA MONTANHA-RUSSA CHEIA DE ALTOS E BAIXOS DESAFIOS E OPORTUNIDADES

 

Redação Startup StartSe

Mulheres sorrindo no trabalho (Foto: Pexels)

A jornada de uma startup é frequentemente descrita como uma montanha-russa de desafios e oportunidades. Embora o objetivo de todo empreendedor seja construir um negócio de sucesso, a realidade é que muitas startups acabam fechando as portas, seja por questões de mercado, falhas de gestão, problemas de produto ou dificuldades em levantar capital.

Olhando o copo meio cheio, esses momentos difíceis podem ser fontes valiosas de aprendizado e reflexão. As lições colhidas ao longo da jornada podem servir de conselhos importantes, que muitas vezes não são discutidos em cursos ou palestras sobre empreendedorismo, ajudando a evitar armadilhas e a adotar abordagens mais eficazes.

O Startups conversou com empreendedores de diferentes segmentos que precisaram encerrar suas startups. Eles compartilharam os maiores aprendizados ao longo do caminho, além de histórias que podem te ajudar a evitar erros semelhantes, conhecer as estratégias que deram certo e aprender os elementos-chave para sustentar uma operação e crescer de forma sustentável.

Confira, a seguir, oito dicas que podem ajudar a mudar destino da sua empresa:

1. Não dependa de investidores

O negócio precisa andar com as próprias pernas, gerando caixa e crescendo de forma sustentável do ponto de vista financeiro. “Minha maior dificuldade foi depender demais de investidores, ou seja, do capital de fora”, afirma Victor Cruz, fundador da fabricante brasileira de bicicletas elétricas Vela Bikes, que declarou falência e anunciou o fim de suas operações no início de 2024

“Antes mesmo do negócio gerar lucro e dar resultados, reunimos investidores. Quando eles decidiram não apostar mais na empresa, ficamos sem muitas alternativas”, conta Victor. Hoje, ele reconhece que o ideal seria ter uma startup rentável que conseguisse caminhar e sobreviver por conta própria.

Nascida em 2012, a Vela colocou nas ruas cerca de 4 mil bicicletas. Ao longo dos anos, a relação com os investidores azedou e, em paralelo, a startup enfrentou dois anos difíceis como reflexo da pandemia, o que afetou sua saúde financeira.

A Justiça determinou que a companhia devolvesse o dinheiro de alguns de seus investidores iniciais, que colocaram recursos em rodadas privadas feitas entre 2016 e 2018. No processo de cobrança, movido no fim de 2021, esses investidores pediam a execução de uma cláusula do contrato de mútuo conversível assinado cinco anos antes, que previa que eles poderiam pedir seus recursos de volta caso o endividamento da marca chegasse a R$ 100 mil.

“Se o negócio fosse lucrativo, a Vela teria se mantido de pé mesmo sem os investidores. Eles entrariam como um cheque adicional para acelerar o crescimento, e não para manter a empresa viva. Assim, não teríamos passado pelo que aconteceu”, observa. “O negócio tem que gerar resultado, ser saudável e sustentável financeiramente para aí sim incluir investidores, caso queira”, conclui.

Em 2021, a startup fez uma captação pela plataforma Kria na qual levantou quase R$ 1,8 milhão com 195 investidores.

2. Analise (muito) o mercado

Conhecer o público e o mercado é fundamental para qualquer empresa. E quanto mais a fundo você conhecer os pontos de vantagens, desafios e oportunidades de negócio, melhor. “De forma geral, apostamos muito além da nossa capacidade em um mercado que ainda não estava tão pronto para passar pela transformação que já vemos na Europa e nos Estados Unidos”, afirma Victor, analisando o setor de micromobilidade elétrica no mundo.

No caso da Vela, a expectativa era levar a fabricação das bicicletas para a Zona Franca de Manaus. Segundo o empreendedor, a mudança ajudaria a manter o ritmo de expansão na faixa de 40% a 50% e reduzir custos principalmente na linha de pagamento de impostos.

Mas após duas tentativas, os planos não se concretizaram. “A gente não tinha volume e capacidade de produção suficientes para fazer um movimento tão grande. Normalmente, as empresas da Zona Franca de Manaus estão em um estágio bem maior do que a Vela, que era um projeto de São Paulo atuando quase que de forma artesanal, e com um tamanho muito pequeno perto de todo o mercado”, explica.

“Se tivesse um ambiente como existe hoje nos Estados Unidos ou se não dependessem tanto da Zona Franca de Manaus, o negócio seria lucrativo há muito tempo, o que com certeza deixaria os investidores mais otimistas”, pontua Victor.

3. O cheque ideal

No mundinho das startups, é comum ouvirmos que dinheiro em excesso atrapalha. Valuations inflados, altas queimas de caixa, crescimento desenfreado e distorções no ecossistema são provas disso. Mas pouco dinheiro também pode se tornar um grande problema.

“Fui muito conservadora na minha primeira rodada”, afirma Jhenyffer Coutinho, líder na área de experiência de pessoas candidatas da Gupy e fundadora da Plure (Se Candidate, Mulher!), HRTech que encerrou suas atividades em meados de 2024. “Precisava captar R$ 1,2 milhão, então foi exatamente isso que busquei. Reduzi o cheque dos investidores, mesmo eles estando dispostos a colocar mais dinheiro. Outros investidores queriam entrar na rodada, mas recusei por não ser necessário”, explica.

No ano passado, Plure abriu uma nova rodada de investimentos, com a expectativa de captar R$ 2 milhões. A startup tinha cerca de 30% do capital comprometido, mas depois de um ano tentando captar, a rodada não avançou. A empresa até conseguiu estender o runway por mais uns meses, mas não foi o suficiente.

“As informações que chegam são paradoxais. Minha tese era de M&A, mas me recomendaram não falar isso no pitch porque todos queriam um exit de IPO. Depois, me deparei com fundos fazendo imersões de M&A. Além disso, falavam que muito dinheiro é ruim, mas quando captei só o necessário várias pessoas falaram que eu poderia ter pego mais capital”, acrescenta.

Qual é o valor do cheque ideal? Não existe resposta certa e, por isso, determinar o valor de uma rodada de investimento acaba sendo um desafio comum para empreendedores. Para encontrar o equilíbrio, é importante planejar os objetivos, considerar o runway, evitar diluição excessiva, conhecer os desafios e oportunidades de mercado e, ainda, preparar-se para imprevistos.

4. Tome decisões no tempo certo

A fundadora da Plure confessa que demorou muito para tomar algumas decisões que não poderiam ter esperado tanto. “Algumas decisões têm que ser tomadas rapidamente. Por exemplo, tivemos seis formações diferentes para o time comercial e a última foi a que deu certo. Logo no começo, sabíamos que algumas contratações não dariam certo, mas mantivemos aquelas pessoas na empresa por mais um tempo, o que foi perda de dinheiro. A demora para tomar a decisão no início afetou o runway”, explica Jhenyffer.

Ela sugere que os empreendedores peguem sim conselhos e dicas de mentores, investidores e colegas do ecossistema, mas confiem em sua própria intuição. “Se você sente que algo está errado, vá a fundo nisso. Não deixe para lá”, pontua.

5. Especialidade e expertise

Antes de criar a 3ClicksRH, Alexandre Espinosa teve algumas experiências frustradas no empreendedorismo. Entre elas, a criação de um food truck de comidas naturais para atender pessoas que, assim como ele, tivessem algum tipo de restrição alimentar. Apesar do potencial de mercado, o negócio deu errado – e, olhando para trás, ele sabe o porquê.

“Empreenda em algo que você conhece profundamente. Além de não conhecer o setor em profundidade, também não sabia como era o processo de ponta a ponta e pensei que fosse muito mais simples do que realmente era”, conta Alexandre. 

Ele imaginava que ter um food truck fosse como ter um restaurante sobre rodas. Mas a prática se mostrou bastante diferente da teoria. “Eu pensei que faria tudo no food truck, mas lá não tem estrutura física. Minha casa se transformou em uma cozinha industrial, porque precisava de uma preparação e não dava para fazer tudo no veículo”, explica.

Hoje, Alexandre aposta em sua experiência e expertise profissional para tocar o empreendimento mais recente, a 3ClicksRH, plataforma SaaS baseada em dados que centraliza todas as informações da jornada do colaborador de forma simplificada, auxiliando o RH em seus desafios de digitalização e na melhoria da experiência do colaborador. “A empresa foi desenhada pela experiência dos empreendedores, que juntos somam mais de 77 anos de trajetória no setor. Vivenciamos os problemas na pele e criamos um produto que resolve dores reais a que nos deparamos ao longo dos anos”, destaca.

6. Acerte na escolha dos sócios

A escolha de um bom sócio é crucial para o sucesso de qualquer negócio, podendo auxiliar no crescimento ou trazer muita dor de cabeça. Ao contrário do que muitos podem pensar, o melhor sócio não é necessariamente o amigo mais legal, bem resolvido na vida ou aquele que tem mais dinheiro para investir. A busca pelo sócio ideal deve ser feita  com análises criteriosas, várias conversas e reflexões profundas sobre a decisão.

“Uma vez, entrei em sociedade com um amigo em um site online de venda de carrinhos em miniatura. Era uma pessoa que tinha a minha total confiança, mas que acabou não sendo o melhor parceiro para aquela jornada”, lembra Alexandre. “Eu colocava o dinheiro e ele tocava a operação com total liberdade, sem nenhuma supervisão minha. Porém, descobri que era um cara brilhante do ponto de vista de autoridade no setor, mas fraco no ponto de vista de gestão de negócios.” 

O conselho dele, portanto, é que você pense muito bem em quem vai trazer como sócio. Quando decidiu empreender novamente com a 3ClicksRH, levou quase um ano até escolher Hélio Dantas como o seu braço direito. “Conversamos muito para que eu conhecesse o background, o desejo dele de empreender e o preparasse para os desafios que teríamos no caminho”, explica Alexandre.

7. Encontre a estratégia

“O primeiro grande erro da Favo foi a estratégia”, afirma Marina Proença, cofundadora da startup de social commerce. Fundada no Peru em 2019, a Favo chegou ao Brasil um ano depois e anunciou o fim de suas atividades em 2022. Segundo Marina, o negócio era inspirado no modelo social commerce chinês, com base na quebra de cadeia (direto do produtor para o consumidor, com poucos intermediários para reduzir os custos) e no poder das comunidades.

“Esse foi um detalhe de estratégia que não funcionou. No Oriente, o senso de comunidade é muito forte. Há, inclusive, uma figura política que é o líder da comunidade e trabalha para fortalecer vínculos e fazer as coisas acontecerem. Fizemos muitas pesquisas para traduzir um modelo oriental para a América Latina, mas o funcionamento das comunidades aqui é muito diferente. Por isso, o efeito não foi tão amplificado quanto o dos negócios na China, apesar da América Latina ser gigante. Erramos muito na estratégia”, pontua.

8. Trabalhe a cultura interna

Em cerca de 16 meses, a Favo chegou à marca de 750 funcionários distribuídos em seus dois países de operação. Apesar de talentos qualificados e engajados com o serviço, Marina conta que houve desafios principalmente com a liderança intermediária, formada de coordenadores e gerentes.

“A gestão intermediária é quem conecta a estratégia com a operação, mas não conseguimos fazer com que ela trabalhasse do jeito que a empresa e os clientes precisavam. A gente falhou muito nisso”, pontua.

Segundo Marina, ocorreram falhas de confiança da alta liderança ao passar o bastão para os líderes intermediários, além de uma dificuldade do ponto de vista mais educacional. “Tinham lideranças muito boas tecnicamente, mas que não estavam alinhadas com a cultura. E vice-versa. E não conseguimos desenvolver habilidades e competências na velocidade que a gente precisava, porque estávamos nos afogando na operação”, revela.

COMO DEVEM SER OS PARCEIROS NOS NEGÓCIOS

“Parceiros chegam de várias formas. Se juntam por diferentes motivos”.

Eu sei, é clichê, rss. E se a frase fosse minha eu acrescentaria: “O que eles tem em comum é o fato de acreditarem no que nós acreditamos”.

Parceria é a arte de administrar conflitos de interesses e conexões de interesses, visando resultados benéficos para ambas as empresas”.

É por isso que eu costumo comparar parceria com casamento. Quem é casado sabe que administrar conflitos é fundamental para ambos terem resultados nessa aliança.

Assim como no casamento, o parceiro não precisa ser igual a nós, mas tem que ter o nosso ‘jeitão’! Nas parcerias eu defendo que o parceiro precisa ter o DNA de inovação, a inquietude pra sair da zona de conforto e uma preocupação muito grande com o cliente, não apenas no discurso, mas na prática. É claro que no processo de análise do possível parceiro, nós avaliamos o potencial financeiro e de escala da aliança, a estrutura e o tamanho da empresa. Mas, tem um fator humano que não pode ser desconsiderado, já que empresas são, na sua essência, pessoas. É por isso, que normalmente, os parceiros   são empresas formadas por pessoas do bem, pessoas com propósito, que tem tanto o caráter quanto a lealdade de continuar de mãos dadas, mesmo nos momentos mais difíceis. É como um casamento mesmo!

É importante também que os parceiros tenham know how e competências complementares, que potencializem nossas fragilidades e deem mais peso aos nossos pontos fortes. E como eu acredito que o primeiro approach de uma boa parceria acontece no plano humano (onde existe emoção), e não no corporativo, eu gosto muito da histórica da parceria entre Steve Jobs Steve Wozniak. Os dois Steves tornaram-se amigos durante um emprego de verão em 1970. Woz estava ocupado construindo um computador e Jobs viu o potencial para vendê-lo. Em uma entrevista de 2006 ao Seattle Times, Woz, explicou:

“Eu só estava fazendo algo em que era muito bom, e a única coisa que eu era bom acabou por ser a coisa que ia mudar o mundo… Steve (Jobs) pensava muito além. Quando eu projetava coisas boas, às vezes ele dizia: ‘Nós podemos vender isso’. E nós vendíamos mesmo. Ele estava pensando em como criar uma empresa, mas talvez ele estivesse mesmo pensando: ‘Como eu posso mudar o mundo?’”.

Por que essa parceria deu certo? Habilidades e competências complementares.

As habilidades técnicas de Woz juntamente com a visão de Jobs fizeram dos dois a parceria perfeita nos negócios.

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sexta-feira, 13 de setembro de 2024

STF DECIDE QUE PRISÃO É IMEDIATA APÓS CONDENAÇÃO NO JURI POPULAR

 

História de Lucas Mendes – CNN Brasil

STF decide que prisão é imediata após condenação no júri popular

STF decide que prisão é imediata após condenação no júri popular

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu, nesta quinta-feira (12), que pena de condenação definida por tribunal de júri deve ser cumprida imediatamente depois da decisão. O tribunal de júri também é conhecido júri popular. O entendimento vale independentemente do total da pena aplicada. A análise teve três correntes de voto. Venceu a apresentada pelo relator, ministro Luís Roberto Barroso, presidente da Corte. Seguiram Barroso os ministros: André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, e Dias Toffoli. Para a maioria dos ministros, o imediato cumprimento de pena aplicada pelo tribunal do júri não viola o princípio da presunção de inocência e é uma medida autorizada pela soberania dos veredictos do júri. O caso tem repercussão geral. O entendimento fixado pelo Supremo deverá ser seguido por toda a Justiça. A tese aprovada foi a seguinte: “A soberania dos vereditos do Tribunal do Júri autoriza a imediata execução de condenação imposta pelo corpo de jurados, independentemente do total da pena aplicada. O entendimento é do Plenário do Supremo Tribunal Federal.” Divergência de Gilmar A divergência foi apresentada por Gilmar Mendes. Para ele, não é possível a execução da pena após decisão do júri, e é preciso aguardar o esgotamento de recursos. Ele entendeu, no entanto, que pode ser decretada a prisão preventiva do condenado, desde que “motivadamente” e analisado caso a caso. Rosa Weber e Ricardo Lewandowski (ambos aposentados) seguiram o voto de Gilmar. Os votos deles ficam preservados. Fachin apresentou uma terceira posição. Para ele, é possível a prisão imediata apenas para os casos de condenação a penas acima de 15 anos, conforme estabelecido em lei pelo pacote anticrime. Ele foi acompanhado por Luiz Fux, que fez uma ressalva para que casos de feminicídios levem à prisão imediata depois da condenação. Qual é a função do tribunal de júri? O tribunal do júri é responsável por julgar crimes dolosos contra a vida, como homicídio e feminicídio. Ele é formado por jurados, que são cidadãos sorteados para participar do julgamento. A Constituição estabelece que as decisões do júri são soberanas. No entanto, é possível apresentação de recurso em situações específicas, como no caso de erro na aplicação da pena ou quando a decisão dos jurados for “manifestamente contrária à prova dos autos”. Nessas situações, o tribunal pode determinar a realização de um novo júri. https://www.youtube.com/watch?v=z79R4PCbh6E Retomada A discussão sobre o tema foi reiniciada na quarta-feira (11), quando votaram Barroso e Gilmar. Entre 2020 e 2023, o tema foi analisado em sessões virtuais. A ida ao plenário físico se deu por pedido de Gilmar Mendes. Para Barroso, o imediato cumprimento de pena aplicada pelo Tribunal do Júri “não viola o princípio da presunção de inocência” e nem contraria precedentes fixados pelo STF. “A presunção de inocência é princípio (e não regra). E, como tal, pode ser aplicada com maior ou menor intensidade, quando ponderada com outros princípios ou bens jurídicos constitucionais colidentes”, afirmou. “Além disso, não se está a negar a possibilidade de interposição de recurso ao condenado, mas apenas a se estabelecer que a decisão proferida pelo Tribunal do Júri possui exequibilidade imediata”. O ministro também disse que a base para autorizar a execução imediata da condenação “não está no montante da pena aplicada pelo respectivo juiz-presidente”, mas na soberania “conferida aos veredictos do tribunal popular, por vontade expressa do texto originário da Constituição”

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