sábado, 14 de setembro de 2024

AMEAÇA DE PUTIN CASO A UCRÂNIA USE MÍSSEIS DE LONGO ALCANCE CONTRA A RÚSSIA

 

História de Steve Rosenberg – Editor da BBC News na Rússia – BBC News Brasil

"Tomaremos decisões condizentes com as ameaças que nos serão criadas", disse Vladimir Putin

“Tomaremos decisões condizentes com as ameaças que nos serão criadas”, disse Vladimir Putin© Reuters

A manchete do jornal Kommersant desta manhã captura bem o drama.

“Vladimir Putin traça seu limite.”

O Ocidente vai cruzá-lo? E, se isso acontecer, como a Rússia responderá?

Falando de São Petersburgo, o presidente Putin enviou um aviso claro ao Ocidente: não permitam que a Ucrânia use seus mísseis de longo alcance para atingir o território russo.

Moscou, disse ele, veria isso como a “participação direta” dos países da Otan na guerra na Ucrânia.

“Isso mudaria substancialmente a essência, a natureza do conflito”, continuou o líder do Kremlin.

“Isso significará que os países da Otan, os EUA e os Estados europeus, estão lutando contra a Rússia.”

Ele afirmou que, para lançar mísseis na Rússia, a Ucrânia precisaria de dados de satélites ocidentais e que apenas funcionários de Estados-membros da Otan seriam capazes de “inserir missões de voo nesses sistemas de mísseis”.

A Rússia já estabeleceu limites antes. E já viu eles serem cruzados também.

Em 24 de fevereiro de 2022, quando anunciou o início de sua “operação militar especial” — a invasão em larga escala da Ucrânia — o presidente Putin emitiu um aviso para “aqueles que podem ser tentados a interferir de fora”.

“Não importa quem tente entrar em nosso caminho ou criar ameaças para nosso país e nosso povo, eles devem saber que a Rússia responderá imediatamente”, declarou o líder do Kremlin.

“Putin quer mobilizar o seu povo”. Mísseis americanos na Rússia levam à entrada da NATO na guerra?

“E as consequências serão como nunca se viu em toda a história.”

Os líderes ocidentais ignoraram o que foi amplamente interpretado na época como ameaças nucleares. Desde então, o Ocidente forneceu à Ucrânia tanques, sistemas de mísseis avançados e, mais recentemente, caças americanos F-16.

Este ano, a Rússia já acusou a Ucrânia de usar mísseis americanos ATACMS, de longo alcance, para atingir a Crimeia, a península ucraniana anexada pela Rússia.

Rússia já acusou a Ucrânia de usar mísseis americanos ATACMS, de longo alcance, para atingir a Crimeia

Rússia já acusou a Ucrânia de usar mísseis americanos ATACMS, de longo alcance, para atingir a Crimeia© Reuters

Além disso, nos últimos dois anos, autoridades russas e a mídia estatal acusaram o Ocidente por diversas vezes de “lutar contra a Rússia” ou de lançar “uma guerra” contra a Rússia. Embora tenha sido a Rússia que invadiu a Ucrânia.

Mas pelo tom das falas mais recentes do presidente Putin, fica claro que ele considera que atacar território internacionalmente reconhecido como russo com sistemas de mísseis ocidentais levaria o conflito a um novo nível.

O que ele não deixou claro ontem é como Moscou responderia.

“Tomaremos decisões adequadas com base nas ameaças que nos serão criadas”, disse Vladimir Putin.

Na sexta-feira, a Rússia revogou as credenciais de seis diplomatas britânicos, acusando-os de”atividades subversivas” e de ameaçar a segurança da Rússia.

Mas a resposta em potencial de Putin seria muito maior. Ele deu algumas pistas em junho.

Em uma reunião com os chefes de agências de notícias internacionais, ele foi questionado: como a Rússia reagiria se a Ucrânia fosse capaz de atingir alvos em território russo com armas fornecidas pela Europa?

“Primeiro, é claro, melhoraremos nossos sistemas de defesa aérea. Destruiremos esses mísseis”, respondeu o presidente Putin.

“Segundo, acreditamos que se alguém está achando que é possível fornecer tais armas a uma zona de guerra para atacar nosso território e criar problemas para nós, por que nós não podemos fornecer nossas armas do mesmo nível para as regiões do mundo que atingirão instalações sensíveis dos países que estão fazendo isso com a Rússia?”

Em outras palavras, armar adversários ocidentais para atacar alvos ocidentais no exterior é algo que Moscou tem considerado.

No início deste mês, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, anunciou que a Rússia estava pronta para revisar sua doutrina nuclear, o documento que estabelece sob quais circunstâncias Moscou pode considerar o uso de armas nucleares.

Ele sugeriu que a decisão de revisar a doutrina estava “conectada com a rota de escalada dos adversários ocidentais (da Rússia)”.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o secretário de Relações Exteriores, David Lammy, chegam aos EUA

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o secretário de Relações Exteriores, David Lammy, chegam aos EUA© Reuters

Enquanto isso, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer está em Washington para conversas com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Entre as questões que os dois líderes devem discutir estão a Ucrânia e os mísseis de longo alcance.

“A Rússia deu início a esse conflito. A Rússia invadiu a Ucrânia ilegalmente ”, disse Starmer a caminho de Washington. “A Rússia pode acabar com esse conflito imediatamente.”

Os líderes ocidentais precisarão decidir o que consideram maior: o risco de escalada do conflito ou a necessidade de suspender as restrições ao uso de mísseis ocidentais pela Ucrânia.

MÍSSIL QUE PODE SER DECISIVO NA GUERRA A FAVOR DA UCRÂNIA

 

História de Frank Gardner – Correspondente de segurança da BBC – BBC News Brasil

O Reino Unido forneceu mísseis de longo alcance Storm Shadow à Ucrânia após um pedido de Kiev para lutar contra as forças invasoras russas

O Reino Unido forneceu mísseis de longo alcance Storm Shadow à Ucrânia após um pedido de Kiev para lutar contra as forças invasoras russas© Getty Images

Há fortes indícios de que os Estados Unidos e o Reino Unido estão prontos para suspender, dentro de alguns dias, suas restrições ao uso de mísseis de longo alcance pela Ucrânia contra alvos dentro da Rússia.

A Ucrânia já possui suprimentos destes mísseis, mas está limitada a dispará-los contra alvos dentro de suas próprias fronteiras. Kiev vem pleiteando há semanas que estas restrições sejam suspensas para que possa disparar contra alvos dentro da Rússia.

Mas, afinal, por que há uma relutância por parte do Ocidente? E que diferença esses mísseis poderiam fazer na guerra?

O que é o Storm Shadow?

O Storm Shadow é um míssil de cruzeiro anglo-francês com alcance máximo de cerca de 250 km. Os franceses o chamam de Scalp.

A Grã-Bretanha e a França já enviaram estes mísseis para a Ucrânia — mas com a ressalva de que Kiev só pode dispará-los contra alvos dentro de suas próprias fronteiras.

Ele é lançado de aeronaves e viaja próximo à velocidade do som, em um voo rasante, antes de cair e detonar sua ogiva altamente explosiva.

O Storm Shadow é considerado uma arma ideal para penetrar bunkers reforçados e depósitos de munição, como os usados ​​pela Rússia em sua guerra contra a Ucrânia.

Mas cada míssil custa aproximadamente US$ 1 milhão (R$ 5,6 milhões), então eles tendem a ser lançados como parte de uma rajada cuidadosamente planejada de drones muito mais baratos, enviados à frente para confundir e exaurir as defesas aéreas inimigas, assim como a Rússia faz com a Ucrânia.

Moscovo avisa para risco de escalada na guerra com mísseis ocidentais

Eles foram usados com grande efeito, atingindo a base naval russa no Mar Negro, em Sevastopol, e tornando toda a Crimeia insegura para a Marinha russa.

O analista militar Justin Crump, ex-oficial do Exército britânico e CEO da consultoria Sibylline, explica que o Storm Shadow tem sido uma arma altamente eficaz para a Ucrânia, atacando com precisão alvos bem protegidos em território ocupado.

“Não é nenhuma surpresa que Kiev tenha feito lobby para seu uso dentro da Rússia, especialmente para atingir bases aéreas que estão sendo usadas ​​para lançar os ataques de bombas planadoras que recentemente prejudicaram os esforços da linha de frente ucraniana”, diz ele.

Por que a Ucrânia quer isso agora?

As cidades e as linhas de frente de combate da Ucrânia estão sob bombardeio diário da Rússia.

Muitos dos mísseis e bombas planadoras que causam devastação em regimentos militares, prédios residenciais e hospitais são lançados por aeronaves russas de dentro da própria Rússia.

Kiev reclama que não ter permissão para atingir as bases de onde estes ataques são lançados é o mesmo que obrigar o país a lutar esta guerra com um braço amarrado nas costas.

No fórum de segurança da Globsec, do qual participei neste mês em Praga, na República Tcheca, foi até sugerido que as bases aéreas militares russas estavam mais bem protegidas do que os civis ucranianos que estão sendo atingidos por causa das restrições.

A Ucrânia está sob bombardeio diário

A Ucrânia está sob bombardeio diário© Getty Images

A Ucrânia tem seu próprio programa de drones de longo alcance, inovador e eficaz.

Às vezes, estes ataques de drones pegam os russos desprevenidos — e penetram centenas de quilômetros dentro da Rússia.

Mas eles só podem transportar uma pequena ogiva, e a maioria é detectada e interceptada.

Kiev argumenta que, para repelir os ataques aéreos russos, precisa de mísseis de longo alcance, incluindo o Storm Shadow, e sistemas equivalentes, como os ATACMS americanos, que possuem um alcance ainda maior, de 300 km.

Por que o Ocidente hesita?

Em uma palavra: escalada.

Washington receia que, embora até agora todas as linhas vermelhas citadas nas ameaças do presidente russo, Vladimir Putin, tenham se revelado blefes vazios, permitir que a Ucrânia atinja alvos nas profundezas da Rússia com mísseis fornecidos pelo Ocidente poderia levá-lo a retaliar.

O temor da Casa Branca é que os representantes linha-dura do Kremlin possam insistir que esta retaliação tome a forma de ataques a zonas de trânsito de mísseis a caminho da Ucrânia, como uma base aérea na Polônia.

Joe Biden e Volodymyr Zelensky discursaram recentemente durante uma reunião de cúpula da Otan em Washington

Joe Biden e Volodymyr Zelensky discursaram recentemente durante uma reunião de cúpula da Otan em Washington© EPA

Se isso acontecesse, o artigo 5 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) poderia ser invocado, o que significa que a aliança militar estaria em guerra com a Rússia.

Desde a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022, o objetivo da Casa Branca tem sido dar a Kiev o máximo de apoio possível sem ser arrastada para um conflito direto com Moscou, algo que correria o risco de ser um precursor do impensável: uma troca nuclear catastrófica.

No entanto, permitiu que a Ucrânia usasse mísseis fornecidos pelo Ocidente contra alvos na Crimeia e nas quatro regiões parcialmente anexadas ilegalmente pela Rússia em 2022. Embora Moscou considere estas regiões parte do seu território, esta reivindicação não é reconhecida pelos EUA nem internacionalmente.

Que diferença o Storm Shadow poderia fazer?

Alguma diferença, mas pode ser um caso de muito pouca e muito tarde. Kiev vem pedindo para usar mísseis ocidentais de longo alcance dentro da Rússia há tanto tempo que Moscou já tomou precauções para a eventualidade das restrições serem suspensas.

O país transferiu bombardeiros, mísseis e parte da infraestrutura de manutenção para longe da fronteira com a Ucrânia — e além do alcance do Storm Shadow.

Mas Justin Crump, da consultoria Sibylline, observa que, embora a defesa aérea russa tenha avançado para conter a ameaça do Storm Shadow dentro da Ucrânia, esta tarefa será muito mais difícil, dado o escopo do território de Moscou que agora pode ser exposto a ataques.

“Isso vai dificultar a logística militar, o comando, o controle e o apoio aéreo e, mesmo que as aeronaves russas se afastem mais das fronteiras da Ucrânia para evitar a ameaça dos mísseis, elas ainda vão sofrer um aumento no tempo e nos custos por por lançamento até a linha de frente de combate.”

Matthew Savill, diretor de ciência militar do think tank Royal United Services Institute (Rusi), com sede no Reino Unido, acredita que a suspensão das restrições ofereceria dois benefícios principais à Ucrânia.

Primeiramente, pode “liberar” outro sistema, os ATACMS.

Em segundo lugar, isso representaria um dilema para a Rússia sobre onde posicionar essas preciosas defesas aéreas, algo que ele diz que poderia facilitar a passagem dos drones da Ucrânia.

Em última análise, no entanto, é improvável que o Storm Shadow vire o jogo, avalia Savill.

A JORNADA DE UMA STARTUP É UMA MONTANHA-RUSSA CHEIA DE ALTOS E BAIXOS DESAFIOS E OPORTUNIDADES

 

Redação Startup StartSe

Mulheres sorrindo no trabalho (Foto: Pexels)

A jornada de uma startup é frequentemente descrita como uma montanha-russa de desafios e oportunidades. Embora o objetivo de todo empreendedor seja construir um negócio de sucesso, a realidade é que muitas startups acabam fechando as portas, seja por questões de mercado, falhas de gestão, problemas de produto ou dificuldades em levantar capital.

Olhando o copo meio cheio, esses momentos difíceis podem ser fontes valiosas de aprendizado e reflexão. As lições colhidas ao longo da jornada podem servir de conselhos importantes, que muitas vezes não são discutidos em cursos ou palestras sobre empreendedorismo, ajudando a evitar armadilhas e a adotar abordagens mais eficazes.

O Startups conversou com empreendedores de diferentes segmentos que precisaram encerrar suas startups. Eles compartilharam os maiores aprendizados ao longo do caminho, além de histórias que podem te ajudar a evitar erros semelhantes, conhecer as estratégias que deram certo e aprender os elementos-chave para sustentar uma operação e crescer de forma sustentável.

Confira, a seguir, oito dicas que podem ajudar a mudar destino da sua empresa:

1. Não dependa de investidores

O negócio precisa andar com as próprias pernas, gerando caixa e crescendo de forma sustentável do ponto de vista financeiro. “Minha maior dificuldade foi depender demais de investidores, ou seja, do capital de fora”, afirma Victor Cruz, fundador da fabricante brasileira de bicicletas elétricas Vela Bikes, que declarou falência e anunciou o fim de suas operações no início de 2024

“Antes mesmo do negócio gerar lucro e dar resultados, reunimos investidores. Quando eles decidiram não apostar mais na empresa, ficamos sem muitas alternativas”, conta Victor. Hoje, ele reconhece que o ideal seria ter uma startup rentável que conseguisse caminhar e sobreviver por conta própria.

Nascida em 2012, a Vela colocou nas ruas cerca de 4 mil bicicletas. Ao longo dos anos, a relação com os investidores azedou e, em paralelo, a startup enfrentou dois anos difíceis como reflexo da pandemia, o que afetou sua saúde financeira.

A Justiça determinou que a companhia devolvesse o dinheiro de alguns de seus investidores iniciais, que colocaram recursos em rodadas privadas feitas entre 2016 e 2018. No processo de cobrança, movido no fim de 2021, esses investidores pediam a execução de uma cláusula do contrato de mútuo conversível assinado cinco anos antes, que previa que eles poderiam pedir seus recursos de volta caso o endividamento da marca chegasse a R$ 100 mil.

“Se o negócio fosse lucrativo, a Vela teria se mantido de pé mesmo sem os investidores. Eles entrariam como um cheque adicional para acelerar o crescimento, e não para manter a empresa viva. Assim, não teríamos passado pelo que aconteceu”, observa. “O negócio tem que gerar resultado, ser saudável e sustentável financeiramente para aí sim incluir investidores, caso queira”, conclui.

Em 2021, a startup fez uma captação pela plataforma Kria na qual levantou quase R$ 1,8 milhão com 195 investidores.

2. Analise (muito) o mercado

Conhecer o público e o mercado é fundamental para qualquer empresa. E quanto mais a fundo você conhecer os pontos de vantagens, desafios e oportunidades de negócio, melhor. “De forma geral, apostamos muito além da nossa capacidade em um mercado que ainda não estava tão pronto para passar pela transformação que já vemos na Europa e nos Estados Unidos”, afirma Victor, analisando o setor de micromobilidade elétrica no mundo.

No caso da Vela, a expectativa era levar a fabricação das bicicletas para a Zona Franca de Manaus. Segundo o empreendedor, a mudança ajudaria a manter o ritmo de expansão na faixa de 40% a 50% e reduzir custos principalmente na linha de pagamento de impostos.

Mas após duas tentativas, os planos não se concretizaram. “A gente não tinha volume e capacidade de produção suficientes para fazer um movimento tão grande. Normalmente, as empresas da Zona Franca de Manaus estão em um estágio bem maior do que a Vela, que era um projeto de São Paulo atuando quase que de forma artesanal, e com um tamanho muito pequeno perto de todo o mercado”, explica.

“Se tivesse um ambiente como existe hoje nos Estados Unidos ou se não dependessem tanto da Zona Franca de Manaus, o negócio seria lucrativo há muito tempo, o que com certeza deixaria os investidores mais otimistas”, pontua Victor.

3. O cheque ideal

No mundinho das startups, é comum ouvirmos que dinheiro em excesso atrapalha. Valuations inflados, altas queimas de caixa, crescimento desenfreado e distorções no ecossistema são provas disso. Mas pouco dinheiro também pode se tornar um grande problema.

“Fui muito conservadora na minha primeira rodada”, afirma Jhenyffer Coutinho, líder na área de experiência de pessoas candidatas da Gupy e fundadora da Plure (Se Candidate, Mulher!), HRTech que encerrou suas atividades em meados de 2024. “Precisava captar R$ 1,2 milhão, então foi exatamente isso que busquei. Reduzi o cheque dos investidores, mesmo eles estando dispostos a colocar mais dinheiro. Outros investidores queriam entrar na rodada, mas recusei por não ser necessário”, explica.

No ano passado, Plure abriu uma nova rodada de investimentos, com a expectativa de captar R$ 2 milhões. A startup tinha cerca de 30% do capital comprometido, mas depois de um ano tentando captar, a rodada não avançou. A empresa até conseguiu estender o runway por mais uns meses, mas não foi o suficiente.

“As informações que chegam são paradoxais. Minha tese era de M&A, mas me recomendaram não falar isso no pitch porque todos queriam um exit de IPO. Depois, me deparei com fundos fazendo imersões de M&A. Além disso, falavam que muito dinheiro é ruim, mas quando captei só o necessário várias pessoas falaram que eu poderia ter pego mais capital”, acrescenta.

Qual é o valor do cheque ideal? Não existe resposta certa e, por isso, determinar o valor de uma rodada de investimento acaba sendo um desafio comum para empreendedores. Para encontrar o equilíbrio, é importante planejar os objetivos, considerar o runway, evitar diluição excessiva, conhecer os desafios e oportunidades de mercado e, ainda, preparar-se para imprevistos.

4. Tome decisões no tempo certo

A fundadora da Plure confessa que demorou muito para tomar algumas decisões que não poderiam ter esperado tanto. “Algumas decisões têm que ser tomadas rapidamente. Por exemplo, tivemos seis formações diferentes para o time comercial e a última foi a que deu certo. Logo no começo, sabíamos que algumas contratações não dariam certo, mas mantivemos aquelas pessoas na empresa por mais um tempo, o que foi perda de dinheiro. A demora para tomar a decisão no início afetou o runway”, explica Jhenyffer.

Ela sugere que os empreendedores peguem sim conselhos e dicas de mentores, investidores e colegas do ecossistema, mas confiem em sua própria intuição. “Se você sente que algo está errado, vá a fundo nisso. Não deixe para lá”, pontua.

5. Especialidade e expertise

Antes de criar a 3ClicksRH, Alexandre Espinosa teve algumas experiências frustradas no empreendedorismo. Entre elas, a criação de um food truck de comidas naturais para atender pessoas que, assim como ele, tivessem algum tipo de restrição alimentar. Apesar do potencial de mercado, o negócio deu errado – e, olhando para trás, ele sabe o porquê.

“Empreenda em algo que você conhece profundamente. Além de não conhecer o setor em profundidade, também não sabia como era o processo de ponta a ponta e pensei que fosse muito mais simples do que realmente era”, conta Alexandre. 

Ele imaginava que ter um food truck fosse como ter um restaurante sobre rodas. Mas a prática se mostrou bastante diferente da teoria. “Eu pensei que faria tudo no food truck, mas lá não tem estrutura física. Minha casa se transformou em uma cozinha industrial, porque precisava de uma preparação e não dava para fazer tudo no veículo”, explica.

Hoje, Alexandre aposta em sua experiência e expertise profissional para tocar o empreendimento mais recente, a 3ClicksRH, plataforma SaaS baseada em dados que centraliza todas as informações da jornada do colaborador de forma simplificada, auxiliando o RH em seus desafios de digitalização e na melhoria da experiência do colaborador. “A empresa foi desenhada pela experiência dos empreendedores, que juntos somam mais de 77 anos de trajetória no setor. Vivenciamos os problemas na pele e criamos um produto que resolve dores reais a que nos deparamos ao longo dos anos”, destaca.

6. Acerte na escolha dos sócios

A escolha de um bom sócio é crucial para o sucesso de qualquer negócio, podendo auxiliar no crescimento ou trazer muita dor de cabeça. Ao contrário do que muitos podem pensar, o melhor sócio não é necessariamente o amigo mais legal, bem resolvido na vida ou aquele que tem mais dinheiro para investir. A busca pelo sócio ideal deve ser feita  com análises criteriosas, várias conversas e reflexões profundas sobre a decisão.

“Uma vez, entrei em sociedade com um amigo em um site online de venda de carrinhos em miniatura. Era uma pessoa que tinha a minha total confiança, mas que acabou não sendo o melhor parceiro para aquela jornada”, lembra Alexandre. “Eu colocava o dinheiro e ele tocava a operação com total liberdade, sem nenhuma supervisão minha. Porém, descobri que era um cara brilhante do ponto de vista de autoridade no setor, mas fraco no ponto de vista de gestão de negócios.” 

O conselho dele, portanto, é que você pense muito bem em quem vai trazer como sócio. Quando decidiu empreender novamente com a 3ClicksRH, levou quase um ano até escolher Hélio Dantas como o seu braço direito. “Conversamos muito para que eu conhecesse o background, o desejo dele de empreender e o preparasse para os desafios que teríamos no caminho”, explica Alexandre.

7. Encontre a estratégia

“O primeiro grande erro da Favo foi a estratégia”, afirma Marina Proença, cofundadora da startup de social commerce. Fundada no Peru em 2019, a Favo chegou ao Brasil um ano depois e anunciou o fim de suas atividades em 2022. Segundo Marina, o negócio era inspirado no modelo social commerce chinês, com base na quebra de cadeia (direto do produtor para o consumidor, com poucos intermediários para reduzir os custos) e no poder das comunidades.

“Esse foi um detalhe de estratégia que não funcionou. No Oriente, o senso de comunidade é muito forte. Há, inclusive, uma figura política que é o líder da comunidade e trabalha para fortalecer vínculos e fazer as coisas acontecerem. Fizemos muitas pesquisas para traduzir um modelo oriental para a América Latina, mas o funcionamento das comunidades aqui é muito diferente. Por isso, o efeito não foi tão amplificado quanto o dos negócios na China, apesar da América Latina ser gigante. Erramos muito na estratégia”, pontua.

8. Trabalhe a cultura interna

Em cerca de 16 meses, a Favo chegou à marca de 750 funcionários distribuídos em seus dois países de operação. Apesar de talentos qualificados e engajados com o serviço, Marina conta que houve desafios principalmente com a liderança intermediária, formada de coordenadores e gerentes.

“A gestão intermediária é quem conecta a estratégia com a operação, mas não conseguimos fazer com que ela trabalhasse do jeito que a empresa e os clientes precisavam. A gente falhou muito nisso”, pontua.

Segundo Marina, ocorreram falhas de confiança da alta liderança ao passar o bastão para os líderes intermediários, além de uma dificuldade do ponto de vista mais educacional. “Tinham lideranças muito boas tecnicamente, mas que não estavam alinhadas com a cultura. E vice-versa. E não conseguimos desenvolver habilidades e competências na velocidade que a gente precisava, porque estávamos nos afogando na operação”, revela.

COMO DEVEM SER OS PARCEIROS NOS NEGÓCIOS

“Parceiros chegam de várias formas. Se juntam por diferentes motivos”.

Eu sei, é clichê, rss. E se a frase fosse minha eu acrescentaria: “O que eles tem em comum é o fato de acreditarem no que nós acreditamos”.

Parceria é a arte de administrar conflitos de interesses e conexões de interesses, visando resultados benéficos para ambas as empresas”.

É por isso que eu costumo comparar parceria com casamento. Quem é casado sabe que administrar conflitos é fundamental para ambos terem resultados nessa aliança.

Assim como no casamento, o parceiro não precisa ser igual a nós, mas tem que ter o nosso ‘jeitão’! Nas parcerias eu defendo que o parceiro precisa ter o DNA de inovação, a inquietude pra sair da zona de conforto e uma preocupação muito grande com o cliente, não apenas no discurso, mas na prática. É claro que no processo de análise do possível parceiro, nós avaliamos o potencial financeiro e de escala da aliança, a estrutura e o tamanho da empresa. Mas, tem um fator humano que não pode ser desconsiderado, já que empresas são, na sua essência, pessoas. É por isso, que normalmente, os parceiros   são empresas formadas por pessoas do bem, pessoas com propósito, que tem tanto o caráter quanto a lealdade de continuar de mãos dadas, mesmo nos momentos mais difíceis. É como um casamento mesmo!

É importante também que os parceiros tenham know how e competências complementares, que potencializem nossas fragilidades e deem mais peso aos nossos pontos fortes. E como eu acredito que o primeiro approach de uma boa parceria acontece no plano humano (onde existe emoção), e não no corporativo, eu gosto muito da histórica da parceria entre Steve Jobs Steve Wozniak. Os dois Steves tornaram-se amigos durante um emprego de verão em 1970. Woz estava ocupado construindo um computador e Jobs viu o potencial para vendê-lo. Em uma entrevista de 2006 ao Seattle Times, Woz, explicou:

“Eu só estava fazendo algo em que era muito bom, e a única coisa que eu era bom acabou por ser a coisa que ia mudar o mundo… Steve (Jobs) pensava muito além. Quando eu projetava coisas boas, às vezes ele dizia: ‘Nós podemos vender isso’. E nós vendíamos mesmo. Ele estava pensando em como criar uma empresa, mas talvez ele estivesse mesmo pensando: ‘Como eu posso mudar o mundo?’”.

Por que essa parceria deu certo? Habilidades e competências complementares.

As habilidades técnicas de Woz juntamente com a visão de Jobs fizeram dos dois a parceria perfeita nos negócios.

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sexta-feira, 13 de setembro de 2024

STF DECIDE QUE PRISÃO É IMEDIATA APÓS CONDENAÇÃO NO JURI POPULAR

 

História de Lucas Mendes – CNN Brasil

STF decide que prisão é imediata após condenação no júri popular

STF decide que prisão é imediata após condenação no júri popular

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu, nesta quinta-feira (12), que pena de condenação definida por tribunal de júri deve ser cumprida imediatamente depois da decisão. O tribunal de júri também é conhecido júri popular. O entendimento vale independentemente do total da pena aplicada. A análise teve três correntes de voto. Venceu a apresentada pelo relator, ministro Luís Roberto Barroso, presidente da Corte. Seguiram Barroso os ministros: André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, e Dias Toffoli. Para a maioria dos ministros, o imediato cumprimento de pena aplicada pelo tribunal do júri não viola o princípio da presunção de inocência e é uma medida autorizada pela soberania dos veredictos do júri. O caso tem repercussão geral. O entendimento fixado pelo Supremo deverá ser seguido por toda a Justiça. A tese aprovada foi a seguinte: “A soberania dos vereditos do Tribunal do Júri autoriza a imediata execução de condenação imposta pelo corpo de jurados, independentemente do total da pena aplicada. O entendimento é do Plenário do Supremo Tribunal Federal.” Divergência de Gilmar A divergência foi apresentada por Gilmar Mendes. Para ele, não é possível a execução da pena após decisão do júri, e é preciso aguardar o esgotamento de recursos. Ele entendeu, no entanto, que pode ser decretada a prisão preventiva do condenado, desde que “motivadamente” e analisado caso a caso. Rosa Weber e Ricardo Lewandowski (ambos aposentados) seguiram o voto de Gilmar. Os votos deles ficam preservados. Fachin apresentou uma terceira posição. Para ele, é possível a prisão imediata apenas para os casos de condenação a penas acima de 15 anos, conforme estabelecido em lei pelo pacote anticrime. Ele foi acompanhado por Luiz Fux, que fez uma ressalva para que casos de feminicídios levem à prisão imediata depois da condenação. Qual é a função do tribunal de júri? O tribunal do júri é responsável por julgar crimes dolosos contra a vida, como homicídio e feminicídio. Ele é formado por jurados, que são cidadãos sorteados para participar do julgamento. A Constituição estabelece que as decisões do júri são soberanas. No entanto, é possível apresentação de recurso em situações específicas, como no caso de erro na aplicação da pena ou quando a decisão dos jurados for “manifestamente contrária à prova dos autos”. Nessas situações, o tribunal pode determinar a realização de um novo júri. https://www.youtube.com/watch?v=z79R4PCbh6E Retomada A discussão sobre o tema foi reiniciada na quarta-feira (11), quando votaram Barroso e Gilmar. Entre 2020 e 2023, o tema foi analisado em sessões virtuais. A ida ao plenário físico se deu por pedido de Gilmar Mendes. Para Barroso, o imediato cumprimento de pena aplicada pelo Tribunal do Júri “não viola o princípio da presunção de inocência” e nem contraria precedentes fixados pelo STF. “A presunção de inocência é princípio (e não regra). E, como tal, pode ser aplicada com maior ou menor intensidade, quando ponderada com outros princípios ou bens jurídicos constitucionais colidentes”, afirmou. “Além disso, não se está a negar a possibilidade de interposição de recurso ao condenado, mas apenas a se estabelecer que a decisão proferida pelo Tribunal do Júri possui exequibilidade imediata”. O ministro também disse que a base para autorizar a execução imediata da condenação “não está no montante da pena aplicada pelo respectivo juiz-presidente”, mas na soberania “conferida aos veredictos do tribunal popular, por vontade expressa do texto originário da Constituição”

BRASÍLIA PRECISANDO DE DINHEIRO E O BRASIL QUEIMANDO

História de Redação – Jornal Estadão

No “Estadão Analisa” desta quinta-feira, 12, Carlos Andreazza comenta sobre a situação climática do país que sofre com as queimadas. Conforme a Climatempo, nos próximos dias, a fumaça deve atingir o Uruguai e também a Argentina, misturando-se com as queimadas que já estão acontecendo por lá.

Já se critica a atuação do governo federal, que somente agora começou a tratar a situação como crise. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escalou ministros de diversas áreas para oferecer respostas emergenciais aos eventos que estão queimando florestas, plantações, causando danos à saúde e provocando a falta de distribuição de comida e água, o que pode pressionar os preços.

Enquanto isso, em Brasília, o Congresso corre contra o tempo para aprovar projetos com celeridade, pulando etapas do processo legislativo antes das eleições municipais, como a votação do projeto de lei que estende desoneração da folha de pagamentos até o fim deste ano na Câmara.

Entretanto, o projeto aprovado no Senado, aguardado por empresas de 17 setores que mais empregam e por municípios de pequeno e médio portes, teve sua votação na Câmara dos Deputados travada por um alerta vindo do Banco Central (BC). A preocupação está relacionada a uma medida que trata dos recursos esquecidos em instituições financeiras privadas e públicas.

Outro tema discutido é a sucessão da presidência das casas legislativas. Um deputado do União Brasil afirmou que Arthur Lira ‘traiu’ Elmar Nascimento na sucessão da presidência da Câmara ao não chancelar seu nome como sucessor no comando da Casa. A declaração ocorreu na sessão do Conselho de Ética, que aprovou o andamento do processo de cassação do deputado Glauber Braga.

 

A REVOLUÇÃO VERDE FOI CRIADA PARA SOLUCIONAR O PROBLEMA DA FOME E CRIOU UM PROBLEMA PARA O MEIO AMBIENTE

 

História de Equipe eCycle

Revolução Verde: o que é e como ocorreu?

Revolução Verde: o que é e como ocorreu?

Revolução Verde é uma expressão criada por William Gown, durante uma conferência que ocorreu na cidade de Washington em 1966. O conceito se refere ao conjunto de desenvolvimento de técnicas na produção agropecuária que surgiram a partir do ano de 1930. 

Basicamente, essas transformações consistem em mecanização do campo, utilização de adubos químicos, inseticidas, herbicidas e sementes transgênicas. Apesar de gerar inovações tecnológicas, a Revolução Verde foi responsável por provocar diversos impactos sociais, econômicos e ambientais negativos.

A partir da década de 1950, os Estados Unidos e a Organização das Nações Unidas (ONU) atuaram politicamente para implantar mudanças na estrutura fundiária e nas técnicas agrícolas em vários países subdesenvolvidos, muitos dos quais ex-colônias recém-independentes. 

Na Guerra Fria, a intenção dos norte-americanos era evitar o surgimento de focos de insatisfação popular por causa da fome. Eles temiam pela instalação de regimes socialistas em alguns países do Terceiro Mundo. Além disso, a indústria química, que se desenvolveu voltada para o setor bélico, apresentava certa capacidade ociosa nesse período.

Com o objetivo de aumentar a extração do campo, os Estados Unidos ofereceram financiamento para a importação dos insumos. Como a maquinaria e capacitação de técnicos e professores para as faculdades e cursos técnicos agrícolas. Os governos dos países subdesenvolvidos passaram a alterar os currículos de suas universidades em prol do novo modelo econômico proposto.

Entretanto, a proposta era a adoção do mesmo padrão de cultivo em todas as regiões onde se implantou a Revolução Verde. Assim, desconsiderando a variação das condições naturais, das necessidades e possibilidades dos agricultores. Assim, a médio e longo prazo, essas mudanças causaram impactos sociais, econômicos e ambientais muito graves.

Origem da Revolução Verde

A expressão “Revolução Verde” foi criada por William Gown, durante uma conferência que ocorreu na cidade de Washington em 1966. Entretanto, as inovações características dessa revolução começaram a ser aplicadas por Norman Borlaug, ainda na década de 1930. Ele era agrônomo e coordenou uma pesquisa sobre a variedade de sementes de trigo que fossem resistentes a pragas e doenças.

Em 1970, os estudos de Norman Borlaug renderam-lhe o Prêmio Nobel da Paz. Afinal, se mostraram suficientes para erradicar a fome nas décadas seguintes.

Revolução Verde: características e efeitos

revolução proporcionou aumento de extração por área cultivada e crescimento considerável da produção de alimentos. Principalmente de cereais e tubérculos. Porém, isso ficou restrito às grandes propriedades, que possuíam terras em condições ideais para a modernização e condições climáticas favoráveis. 

Países que não realizaram a reforma agrária e os trabalhadores agrícolas não tinham propriedade familiar, sobretudo na África e no Sudeste Asiático, a mecanização da produção diminuiu a necessidade de mão de obra, contribuiu para o aumento dos índices de pobreza e provocou êxodo rural.

O sistema mais utilizado pelos países que seguiram as premissas da Revolução Verde foi a monocultura, o que resultou em sérios impactos ambientais. O cultivo de espécie vegetal única em grandes extensões de terra favorece o desenvolvimento de pequenas espécies animais invasoras. Já que as pragas que se alimentam desses produtos.

Nas monoculturas, as pragas se proliferam rapidamente. Portanto, em dois ou três dias uma plantação de soja ou de algodão pode ser dizimada. Para evitar isso, utilizam-se cada vez mais inseticidas e fungicidas químicos, que podem ser altamente prejudiciais à saúde humana.

O cultivo mecanizado é obrigatoriamente acompanhado do uso de fertilizantes químicos. Isso para o controle das chamadas “ervas daninhas”, ou do “mato”. Essas espécies nascem e crescem mais rapidamente. Então, aplicam-se os herbicidas, tão tóxicos quanto os venenos empregados para controlar insetos e fungos.

Principais impactos

A aplicação frequente de quantidades cada vez maiores desses produtos químicos contamina o solo. Eles são transportados pela chuva para riachos e rios, afetando a qualidade das águas que alimentam o gado. Elas abastecem as cidades e abrigam os peixes.

Os agrotóxicos afetam a fauna, e os pássaros e os peixes desaparecem rapidamente das áreas de monocultura. Isso favorece a proliferação de pragas, lagartas, mosquitos e insetos em geral. A impregnação do solo com agrotóxicos e adubos químicos tende a torná-lo estéril pela eliminação da vida microbiana.

Além dos desequilíbrios ambientais causados pela monocultura, a mudança substituiu as inúmeras variedades vegetais por poucas, levando à chamada erosão genética (extinção das variedades de uma dada espécie). Assim, grandes indústrias iniciaram o processo de controle sobre o comércio e as pesquisas que modificam a semente dos vegetais cultivados. E então passaram a controlar toda a cadeia de insumos.

Entretanto, essas sementes modificadas não são férteis. Esse fator obriga os agricultores a comprar novas sementes a cada safra se quiserem obter boa produtividade. Isso se tornou um grande obstáculo para os pequenos agricultores. 

Pois trouxe a necessidade de compra e reposição constante de sementes e fertilizantes que se adaptem melhor a elas. Logo, aumentando muito o custo de produção e inviabilizando a soberania alimentar de diversos países.

As sementes modificadas são um exemplo de OGM (Organismos Geneticamente Modificados).

Revolução Verde no Brasil

A agricultura brasileira mudou completamente após a adoção de práticas características da Revolução Verde. A introdução de novas técnicas ocorreu durante o regime militar. Ela foi um dos pilares do chamado “milagre econômico” ou “anos de chumbo”. Sendo um movimento instituído pelos governantes da época para alavancar as taxas de crescimento econômico do Brasil.

A partir da produção em larga escala, o país passou à condição de exportador de commodities. Entre os produtos de grande desempenho estavam a soja e o milho. Com a matriz agrícola voltada para as vendas externas, o Brasil instituiu agências de fomento e pesquisa. Entre as agências abertas nesse período está a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), fundada em 1973.

Os investimentos realizados nesse período resultaram em um setor agrícola extremamente forte e desenvolvido, baseado na monocultura de exportação. Contudo, os benefícios atingiram apenas um pequeno grupo de grandes produtores rurais. Assim, desencadeando concentração fundiária, conflitos agrários e desigualdade social para a parcela restante da população.

Os investimentos foram feitos por países desenvolvidos.

Desvantagens da Revolução Verde

Como ressaltado anteriormente, a Revolução Verde provocou diversos impactos sociais, econômicos e ambientais. Algumas das consequências danosas da revolução para o meio ambiente são:

  • Desmatamento;
  • Compactação do solo;
  • Utilização desenfreada de fontes de água;
  • Poluição causada pelos produtos químicos;

Esses impactos resultaram na quebra do equilíbrio ambiental, assim como prejudicaram animais e plantas.

Além disso, a Revolução Verde gerou consequências importantes, como o aumento da desigualdade social. Além da concentração de terras e da dificuldade dos pequenos agricultores em comercializar produtos em um mercado altamente competitivo. 

Apesar dela ter surgido para acabar com a fome, na realidade, a maior parte da sua produção é tratada como commodity. Enquanto grãos como milho são destinados à produção de biocombustíveis, a fome ainda é uma constante em diversas nações. Segundo informações encontradas em relatórios da Oxfam.

PROPOSTA DE CRIAÇÃO DE AUTORIDADE CLIMÁTICA DO GOVERNO PODE SOFRER RESISTÊNCIA NO CONGRESSO

História de JOÃO GABRIEL E MARIANNA HOLANDA – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A proposta para criação da autoridade climática elaborada por Marina Silva está em discussão com a Casa Civil e prevê a estrutura dentro do Ministério do Meio Ambiente.

Integrantes do governo Lula (PT) veem um melhor momento para tentar ajudar a romper as resistências no Congresso à proposta, diante da gravidade da crise de seca e fogo vivida pelo país atualmente.

A medida provisória do órgão era esperada em 2023, mas acabou não editada à época em razão da série de derrotas impostas à gestão petista pela bancada ruralista. O governo ainda hoje enfrenta dificuldades com suas pautas no Legislativo, mesmo com parlamentares de partidos que integram a Esplanada.

Na última terça-feira (10), Lula viajou à amazônia para visitar as regiões atingidas pela seca e pelo fogo e afirmou que irá enviar ao Congresso a autoridade, o marco legal da emergência climática e o plano de prevenção a eventos extremos. Ainda não há uma minuta pronta do novo órgão no Planalto, mas três pessoas que estão envolvidas diretamente nas negociações afirmam, sob reserva, que a proposta atual é que o órgão fique dentro do guarda-chuva do Ministério do Meio Ambiente.

A entidade deve funcionar como uma articuladora das políticas públicas ambientais, fazendo recomendações aos outros ministérios e órgãos.

Alas do governo, contudo, divergem sobre qual pasta deve hospedar a autoridade climática.

Auxiliares palacianos preveem que isso pode impossibilitar o avanço da medida provisória no Congresso. Uma alternativa seria a transferência do órgão para a Casa Civil, como forma de reduzir a resistência da bancada ruralista.

A ala ambiental do governo, no entanto, defende a ideia original, mas está em diálogo com a equipe palaciana para definir o melhor caminho jurídico.

Se optarem por manter o cargo sob a alçada de Marina Silva, uma alternativa seria a edição de outro texto normativo, portaria ou decreto, que não precisasse tramitar pelo Congresso, como uma medida provisória –que tem prazo para caducar, se não for aprovada.

Essa opção, porém, permite apenas a criação de novos cargos, não novos órgãos.

“Nos diálogos que tenho com parlamentares e presidentes das casas, e até no Judiciário ou no Tribunal de Contas da União, não vejo que vá ser um problema [a tramitação no Legislativo]. Numa democracia, a gente dialoga”, afirmou Marina Silva.

“O presidente [da Câmara] Arthur Lira e o presidente [do Senado] Rodrigo Pacheco estão vendo a crise com preocupação e dizem que não basta só a gente fazer a função do enfrentamento depois que a emergência acontece, é preciso estabelecer processos de prevenção”, completou.

A ideia da autoridade climática surgiu com Marina ainda antes de ela ser escolhida como ministra do terceiro governo Lula.

Na equipe de transição, o tema foi debatido e enfrentou divergências entre integrantes do grupo, que ou entendiam ser melhor investir no fortalecimento de estruturas já existentes ou então criar um órgão não vinculado ao ministério.

Durante o primeiro ano do governo Lula, a elaboração prosseguiu internamente na pasta, mas travou pela avaliação de que não seria aprovada, caso enviada ao Congresso.

A promessa de Lula engloba também outras estruturas defendidas por Marina para o governo.

O presidente afirmou que enviará ao Legislativo, além da autoridade, o marco regulatório da emergência climática e o plano de prevenção a eventos extremos e o comitê científico sobre o tema.

Segundo pessoas que atuam na elaboração dessas propostas, a ideia é que o plano institua as diretrizes da política de prevenção e mitigação dos efeitos da mudança climática.

O marco regulatório, por sua vez, cria as bases legais para a atuação do Executivo nestes casos –por exemplo, mecanismos de direcionamento de verba e implementação de ações nas cidades sob maior risco de desastres.

O comitê técnico-científico dá suporte ao governo, enquanto a autoridade sintetiza dados (por exemplo, do Cemaden, Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, e do Inpe, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), demanda estudos sobre a situação climática e elabora recomendações aos outros ministérios.

O órgão não deve ter autoridade sobre outras pastas, mas, sim, funcionar para articular, centralizar e coordenar a implementação das políticas.

A versão inicial do plano de prevenção já foi elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente e está em revisão na Casa Civil. O texto já prevê a existência de um órgão para desempenhar o papel previsto para a autoridade climática, mas sem entrar em detalhes do seu funcionamento nem da sua estrutura.

 

GOVERNO CONFISCA DEPÓSITOS BANCÁRIOS PARA O PAGAMENTO DE SUAS DÍVIDAS

 

História de ADRIANA FERNANDES E VICTORIA AZEVEDO – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Após a votação do projeto de desoneração da folha de pagamentos, investidores do mercado financeiro passaram a quinta-feira (12) em alerta e busca de informações sobre o impacto da autorização para que o dinheiro esquecido em contas bancárias a ser repassado aos cofres do governo possa ser computado como receita para fins de cumprimento da meta fiscal, à revelia do cálculo feito pelo Banco Central.

Um dos principais pontos levantados pelos especialistas foi a avaliação de que a medida abre, na prática, uma exceção na regra, ao permitir uma “redução” do esforço fiscal para o atingimento da meta das contas do governo no valor desses depósitos esquecidos. O SVR (Sistema de Valores a Receber), do BC, indica a existência de R$ 8,5 bilhões esquecidos.

A autorização foi incluída de última hora no projeto da desoneração da folha de 17 setores e municípios durante a votação final do texto, que se estendeu até 2h25 desta quinta. O registro desses depósitos como receita no cômputo da meta fiscal vai dar uma ajuda extra ao governo para cumprir o alvo fixado de déficit zero.

A votação atrasou porque os negociadores do governo entraram em campo para garantir esse dispositivo de segurança, após o BC ter encaminhado às lideranças da Câmara uma nota técnica pedindo a rejeição do trecho que trata do resgate do dinheiro esquecido nas contas bancárias.

No documento, o BC alertou que, da forma como estava escrito o projeto, ele seria obrigado a registrar a incorporação desse dinheiro como receita no cálculo do resultado das contas do governo federal.

Procedimento que, segundo o entendimento do BC, estaria em desacordo com a metodologia das estatísticas fiscais. Ao menos num ponto o órgão conseguiu prevalecer o seu entendimento: a emenda de redação aprovada dá segurança para que a autoridade monetária não seja obrigada a registrar os depósitos como receita.

A Folha de S.Paulo ouviu especialistas em contas públicas para avaliar a medida.

“Muita gente preocupada. Foi prioridade no wake up call para os investidores”, conta o economista-chefe da ARX Investimentos, Gabriel Barros. Para ele, o governo repete o mesmo erro do passado, quando o excesso de deduções da meta de resultado primário desancorou o mercado e turvou a real leitura da situação fiscal.

O coordenador do CPFO (Centro de Política Fiscal e Orçamento Público) do FGV Ibre , Manoel Pires, pondera que as estatísticas fiscais têm papel de representar a situação financeira do governo. “Quando ela é alterada de forma artificial perde-se essa informação, perde-se credibilidade”, afirma Pires.

O economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, tem uma posição diferente. “Não tem nada de contabilidade criativa. Ao contrário”, diz. “O ideal é que o BC incorpore o entendimento legal. A receita de depósitos é primária, não tem contrapartida financeira. É um erro do manual do BC que tem de ser corrigido a meu ver”, afirma.

Ex-secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, por outro lado, alerta para um problema: o fato de que a definição de que o BC é o responsável em dizer se cumpriu ou não a meta fiscal está na lei do arcabouço fiscal. Bittencourt, que é Head de Macroeconomia da ASA, diz que a emenda mostrou ao final que a medida não era para completar o valor da compensação à renúncia da desoneração, mas para cumprir a meta.

Os defensores da medida reforçam como positivo que o BC vai computar a receita dos depósitos para reduzir a dívida pública.

O pesquisador do Insper, Marcos Mendes, diz que a medida é ruim para a credibilidade e transparência. “O que a emenda está dizendo é o seguinte: o BC pode contabilizar como ele quiser, o Tesouro pode contabilizar como ele quiser, mas para fins de meta conta o que o Tesouro escolher. E obviamente ele vai escolher botar como receita primária. Isso aí efetivamente é a mesma coisa que autorizar a redução da meta em R$ 8,5 bilhões”, critica Mendes.

Ele também vê problemas no mérito da medida. “Pegar dinheiro privado que está na conta das pessoas e rapidamente mandar para o Tesouro, ainda que tenha uma cláusula de possível devolução para quem pedir em cinco anos, é complicado”, diz.

A Folha procurou os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e o BC para falar sobre o impacto da medida na verificação da meta fiscal. O Planejamento disse que não iria comentar; Fazenda e BC não responderam ao pedido de informações.

Técnicos do Banco Central, ouvidos pela Folha, porém, avaliam que a autoridade monetária não é responsável pela validação da meta fiscal.

Técnicos legislativos afirmam à reportagem que o texto final ficou confuso, diante da rapidez com que a matéria foi levada ao plenário. Além disso, parlamentares afirmam que negociações políticas da Câmara também interferiram no processo de análise da proposta.

A votação do projeto se estendeu na madrugada por conta das discussões da emenda dos depósitos e sob a pressão de ser analisada em plenário ainda na quarta (11), prazo final dado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para a aprovação do texto que sela o acordo entre o Executivo e o Senado. Se o prazo não fosse cumprido, a desoneração em vigor deixaria de valer.

A Câmara concluiu nesta quinta (12) a votação do projeto de lei que mantém a desoneração em 2024 para empresas de 17 setores da economia e de prefeituras com até 156 mil habitantes, após a aprovação do texto-base na noite de (11). A proposta segue, agora, para sanção do presidente da República.

Após a aprovação do texto-base, a AGU (Advocacia-Geral da União) pediu ao ministro Cristiano Zanin prazo adicional de três dias úteis para que o trâmite do projeto fosse finalizado, e a matéria, sancionada. A medida foi atendida.

O Ministério da Fazenda calcula uma renúncia de R$ 55 bilhões a ser compensada até o fim de 2027. A proposta prevê uma série de compensações diante da renúncia fiscal com a desoneração.

GOVERNO QUER SANGRAR O BOLSO DO POVO COM AUMENTO DE IMPOSTOS

História de Gabinete Coronel Chrisóstomo – Newsrondonia

Coronel Chrisóstomo: Esquerda não cansa de insistir em sangrar o bolso do povo com aumento de impostos

Coronel Chrisóstomo: Esquerda não cansa de insistir em sangrar o bolso do povo com aumento de impostos

O governo petista tem sido apontado nos “memes” das redes sociais por aumentar impostos indiscriminadamente usando como principais medidas para melhorar a saúde dos cofres públicos ao invés de cortes efetivos de gastos. Essas atitudes parecem estar muito bem próximas da realidade, sem um prazo claro para serem suspensas.

A proposta de aumentar tributos tem avançado com bastante velocidade, a exemplo do envio de um projeto de lei ao Congresso, em regime de urgência, para elevar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e o Imposto de Renda sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP), visando arrecadar R$ 21 bilhões.

Tais medidas são sempre impactantes aos bolsos do povo e encaradas como um grande prejuízo à população. Porém, todo esse aumento de impostos é justificado, segundo o ministro da fazenda Fernando Haddad, uma vez que o governo precisa cumprir sua meta fiscal de 2025, ainda que no papel, diante da exigência de um orçamento equilibrado.

“O presidente Bolsonaro passou 4 anos cortando gastos e desinchando a máquina pública, diminuindo principalmente os ministérios. Agora entra esse barbudinho mentiroso dando desculpas atrás de desculpas, e só aumentando os gastos desse desgoverno, principalmente com viagens. Nós da oposição vamos fazer uma resistência significativa no Congresso”. Afirmou o vice-líder do PL na Câmara Federal, Coronel Chrisóstomo (PL/RO).

Segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira, é improvável a aprovação de qualquer aumento de imposto sem uma discussão prévia. Já o Senador Ângelo Coronel, relator do Orçamento, chamou a proposta de “inconcebível”.

 

PROIBIÇÃO DO USO DE CARTÃO DE CRÉDITO PARA O PAGAMENTO DE APOSTAS EPORTIVAS DEVE SER ANTECIPADO

 

História de Matheus Piovesana – Jornal Estadão

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, voltou a defender nesta quinta-feira, 12, a antecipação da proibição do uso de cartões de crédito para o pagamento de apostas esportivas eletrônicas, feitas nas chamadas bets. De acordo com ele, os bancos estão preocupados com o comprometimento da renda das famílias que esse uso pode trazer.

“O foco da Febraban na discussão desse tema é a preocupação com o superendividamento, com o comprometimento da renda das famílias e o quanto que isso pode gerar de mais inadimplência no crédito, aumentando, inclusive, o custo do crédito”, disse ele a jornalistas durante o anúncio do fórum de entidades do setor de meios de pagamento, que discutirá temas deste segmento.

Presidente da Febraban defende que vedação ao uso do cartão de crédito em apostas esportivas seja antecipada para este ano Foto: Celso Doni/Febraban

Presidente da Febraban defende que vedação ao uso do cartão de crédito em apostas esportivas seja antecipada para este ano Foto: Celso Doni/Febraban

Uma regulamentação do Ministério da Fazenda determina que os cartões não poderão ser utilizados no pagamento das apostas a partir do próximo ano. Isaac vem defendendo que essa vedação seja antecipada para este ano, diante do crescimento das apostas e do potencial efeito que esse crescimento pode ter sobre a capacidade das famílias de pagar suas dívidas.

“Eu já tive a oportunidade recente de tratar esse tema com ministro (da Fazenda, Fernando) Haddad. Eu cheguei a ter uma audiência com o presidente Lula”, disse Isaac. De acordo com ele, essa é uma posição dos bancos e dele próprio.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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