Liliane Bueno – Palestrante e Mentora em Comunicação
Especialista em Comunicação com Influência, a jornalista Liliane
Bueno explica como a Comunicação pode ajudar empresas a aumentar seu
faturamento
Não investir em marketing já não é uma opção para as empresas que
querem crescer e se destacar no seu mercado. Mas, algumas pessoas ainda
acreditam que Marketing e Vendas são a mesma coisa e confundem as
atribuições de cada um destes setores. Para esclarecer, o objetivo das
ações de marketing é atrair clientes em potencial e gerar desejo pelo
produto ou serviço enquanto o papel do setor de vendas é atender o
consumidor, negociar e efetivar a compra. Toda essa jornada do cliente
pode parecer um processo simples, mas não é.
“Muitas empresas investem, corretamente, em funis de venda, mas se
esquecem do principal: quando o cliente estiver interessado, a qualidade
do atendimento irá dizer se ele fica ou não”, afirma a jornalista
especialista em Comunicação com Influência, Liliane Bueno. Para ela,
muitas empresas investem pesado em ações de marketing para trazer
potenciais clientes (leads), mas não percebem que o verdadeiro gargalo
está no atendimento, ou seja, na forma como os vendedores se comunicam
com esse cliente, o que impacta diretamente na efetivação ou não da
venda.
No Brasil, 81% dos brasileiros não voltam a comprar com marcas depois
de ter uma experiência ruim, segundo o Relatório do Varejo 2022,
produzido pela Adyen em parceria com a KPMG. A questão é que a
experiência começa desde o momento em que lead tem contato com a marca e
segue, mesmo depois da venda já realizada.
“Por isso, nunca foi tão importante investir em comunicação quanto
agora. Mais do que bons em técnicas de vendas, os vendedores precisam
saber sobre pessoas e para isso, a comunicação chega como habilidade
fundamental. Afinal, não basta ensinar uma técnica, para quem, na
correria do dia a dia, não sabe o que fazer com ela, muito menos o
motivo de utilizá-la”, reforça a jornalista que também é mentora em
Comunicação.
Abaixo, Liliane lista cinco motivos para treinar o time de vendas em comunicação:
1- CREDIBILIDADE
Equipes comerciais que se comunicam bem transmitem mais autoridade e
credibilidade. A forma como inicia uma ligação, a maneira como aperta a
mão do cliente, a maneira como o conduz pela loja… tudo comunica e saber
como agir em uma reunião ou atendimento on-line, faz toda a diferença.
2- INTERESSE POR PESSOAS
Vende mais quem sabe fazer perguntas. Mas precisam ser perguntas com
interesse genuíno em conhecer quem procura pela sua solução. Ao iniciar
diálogos, o vendedor deve ter uma escuta ativa, qualidade rara em dias
de conteúdos rápidos e bombardeios de informações. Afinal, comunicar bem
envolve falar bem, mas, ainda mais, saber escutar.
3- CLAREZA QUE VENDE
Por muito tempo limitada aos palcos tradicionais, a clássica oratória
agora ganha espaço no palco da vida. Boa dicção, domínio da linguagem
não-verbal e objetividade são atributos iniciais de alguém que deseja
ganhar a atenção e o respeito do cliente. Compramos quando temos clareza
de que aquele produto é para nós. O problema é que muitas vezes, a má
comunicação do time deixa o cliente mais confuso do que seguro na hora
da compra.
4- PERSUASÃO
Muito além dos famosos gatilhos de persuasão nas vendas, é importante
entender que você se convence quando entende que algo é o melhor para
você. Os bons comunicadores são excelentes em gerar consenso e, claro,
mais convencimento porque quando um vendedor atende o cliente com
persuasão, o cliente entende que ambos querem a mesma coisa, por isso
opta pelo sim. E a comunicação ajuda muito neste sentido: trocar
palavras para enriquecer o vocabulário, usar termos que demonstram
autoridade do vendedor e empresa, saber conduzir a conversa e mais.
5- PERSONALIZAÇÃO
Ficou para trás a época em que se vendia uma solução pronta para o
cliente. Estamos na “Era da Hiperpersonalização”. Depois de aprender a
extrair do cliente o que precisa saber, a apresentação do produto deve
ser única, trazendo palavras que o cliente usou e colocando o produto
como um solucionador para aquilo que o cliente trouxe de necessidade.
Afinal, não queremos comprar, queremos resolver nossos problemas. E
saber escolher as palavras certas e montar uma apresentação atrativa é
habilidade de um bom comunicador.
FANS TOKENS DA VALEON
Os Clubes de Futebol no Brasil e no Mundo estão alinhados fora de
campo e estão investindo em inovação e no mercado de criptoativos, mais
especificamente as Fans Tokens que são moedas digitais chamadas de CHILIZ(CHZ).
A novidade é atribuir um valor de ativo financeiro a um produto com o
qual o fã cria relacionamentos e experiências com o Clube de Futebol e
que antes era apenas um serviço sem valor de revenda ou de valorização
desse ativo. As Fans Tokens ajudam os clubes a melhorar a parte financeira.
Assim como nenhum elemento do marketing faz nada sozinho, não só em clubes, mas em qualquer empresa, as Fans Tokens
também precisam ter a imagem trabalhada para chegar ao consumidor de
forma clara, oferecendo algo que seja palatável e legível ao torcedor,
ou seja, as pessoas precisam entender do que se trata este ativo digital
para poder consumi-lo.
Como toda inovação, as Fans tokens ainda estão numa
fase inicial e todos nós estamos aprendendo com elas. Não podemos perder
de foco é que a tecnologia não pode ser o fim, a tecnologia é
simplesmente o meio e é a chave para o engajamento e temos que
compreender que a tecnologia pode gerar lucro, construir operações
sustentáveis, proteger a integridade da concorrência, desenvolver
multiplataformas e muito mais.
Engajar os fãs não é algo exclusivo do esporte. Pelo contrário, todas
as marcas querem encantar seus consumidores e engajá-los das mais
variadas formas. Descobrir essas formas é uma das muitas atividades de
quem trabalha com comportamento do consumidor.
Em marketing, podemos definir o engajamento do cliente como os
comportamentos espontâneos, interativos e cocriativos do consumidor,
principalmente em trocas não transacionais entre consumidor e empresa
para atingir seus objetivos individuais e sociais.
Em outro contexto, porém, podemos pensar no engajamento como um
estado de espírito motivacional relacionado à marca e dependente do
contexto de um cliente, caracterizado por níveis específicos de
atividade cognitiva, emocional e comportamental nas interações da marca.
E, nesse aspecto, surge um fator importante: como os consumidores
engajados fornecem referências e recomendações para produtos
específicos, o engajamento do cliente é um elemento-chave nas
estratégias das empresas para o desenvolvimento de soluções, de novos
produtos e retenção de clientes. É aqui que surge a ideia da
monetização.
A Startup Valeon cria as FANS TOKENS VALEON para premiar
uma enorme comunidade de consumidores que utilizam as redes sociais,
que são o nosso público-alvo, que são as pessoas que achamos que podem
realmente se beneficiar do nosso produto que é a Plataforma Comercial
Marketplace Valeon e muitas vezes não possuem o conhecimento básico de
como o nosso produto funciona.
As Fans Tokens são para aqueles que não querem
apenas ser espectadores, mas para aqueles que desejam ter um papel mais
ativo na comunidade das redes sociais.
A tokenização fornece novas maneiras inspiradoras de
classificar valor, criando novos ativos ou reinventado os tradicionais,
abrindo portas para melhoria de processos totalmente novos, fluxos de
receitas e envolvimento dos clientes com novas oportunidades.
Pensando nisso, a Startup Valeon através do seu Site, aposta na
possibilidade de trazer o consumidor que pode estar longe ou não conhece
a Valeon para perto da gente e ainda ser nosso colaborador participando
ativamente do nosso desenvolvimento, gerando transformações e tendo o
direito de fornecer conhecimentos específicos para o desenvolvimento do
Site.
Valor do Fan Token Valeon = R$ 1,00
Solicitamos a colaboração dos consumidores do Vale do Aço
para as oportunidades de influenciarem em algumas decisões do nosso
dia-a-dia e quanto maior o peso de suas opiniões, mais Fan Tokens irá
ganhar.
1 – Você pode auxiliar no desenvolvimento do nosso Site Valeon verificando alguma possibilidade de melhoria nele.
Prêmio: 50 Fan Token Valeon
2 – As Empresas, Serviços e Profissionais que desejarem
participar aderindo suas Publicidades e Propagandas ao Site Valeon terão
descontos.
Prêmio: 30% na mensalidade
3 – Sugestões de Internautas que queiram incluir ÁLBUNS DE MÚSICAS de até 150 MB NA COLEÇÃO DE MÚSICAS do Site Valeon.
O Congresso virou de costas para o Brasil. Indiferentes ao que
acontece em um país com tantas carências e, como se isso não bastasse,
ora é consumido por queimadas que envolveram milhões de brasileiros numa
gigantesca nuvem de ar irrespirável, deputados e senadores se fecharam
em conchavos de gabinete que envolvem, fundamentalmente, a distribuição
farta e descompromissada de dinheiro público – mais especificamente, o
destino de bilhões de reais em emendas parlamentares a partir de
fevereiro de 2025, quando haverá a troca de comando na Câmara e no
Senado.
Está-se tratando de muito dinheiro. Um tanto capaz de mesmerizar os
parlamentares até fazê-los esquecer as razões pelas quais receberam um
mandato de representação e quem, afinal, deveriam representar. Em 2024,
emendas parlamentares de toda espécie terão correspondido a mais de 20%
das despesas discricionárias no Orçamento da União (quase R$ 45
bilhões). E, por mais que o Supremo Tribunal Federal aja para impor o
respeito à Constituição e à moralidade pública, ninguém aposta que esse
montante será menor no ano que vem.
O presidente Lula da Silva está perdido no enfrentamento da tormenta
climática e até hoje segue devendo ao País um plano de governo digno do
nome. O que o petista tem feito até aqui, na verdade, não significa
muito mais do que espasmos de voluntarismo e uma mal-ajambrada reedição
de seus velhos cacoetes como expoente do que se pode chamar de
nacional-passadismo. E sempre, claro, de olho na próxima eleição, não
nos melhores interesses do Estado brasileiro.
Diante dessa governança tíbia, em particular no enfrentamento da
crise ambiental, não é pouco o que o Congresso poderia fazer dentro das
atribuições que lhe são dadas pela Constituição. Mas o Congresso não
está nem aí, absorto em interesses que nada têm a ver com os verdadeiros
interesses da sociedade. No radar do Congresso, a mobilizar todos os
partidos, está apenas a manutenção do orçamento secreto, seja qual for a
conformação técnica que essa indecência venha a ter de tempos em
tempos. É nesse sentido que a eleição para as Mesas Diretoras da Câmara e
do Senado ganhou singular importância. Nesses arranjos, uma inaceitável
“anistia” – na verdade, impunidade – aos golpistas do 8 de Janeiro
passou a servir de instrumento de chantagem contra os candidatos à
sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara como o primeiro passo para a
anistia do golpista em chefe, Jair Bolsonaro.
Esqueçamos as medidas que poderiam ser tomadas pelo Poder Legislativo
para mitigar os efeitos da tormenta climática para a população. Às
favas os projetos de lei que regulamentam a reforma tributária. Fica
para as calendas uma discussão séria em torno de uma agenda de reformas
mais amplas para destravar o crescimento do País e promover o bem-estar
geral dos brasileiros. Nada disso parece interessar ao Congresso. Além
das eleições municipais, é claro, o único tema que eletriza a esmagadora
maioria dos deputados e senadores, se não todos, é a sucessão na Câmara
e no Senado, pois desse novo arranjo de poder depende a fluidez dos
dutos subterrâneos por onde corre a dinheirama das emendas
parlamentares, longe de quaisquer controles republicanos.
Não se vê, no horizonte imediato, qualquer disposição por parte dos
parlamentares em assumir suas responsabilidades como mandatários, como
se fossem representantes de si mesmos – no máximo, de uma casta de
dirigentes partidários que instrumentalizam as legendas para jogar com
os interesses coletivos da Nação enquanto, à sorrelfa, tocam seus
próprios negócios.
O Congresso é o locus por excelência dos grandes debates
nacionais. No entanto, o que se vê é uma Câmara e um Senado totalmente
distantes das reais necessidades do País. Em meio a tantos problemas que
afetam a vida de milhões de brasileiros e mantêm o Brasil muito aquém
de suas potencialidades, essa indiferença chega a ser aviltante. Se nada
mudar, como não parece que vá mudar, se o interesse público não for
colocado no centro das atenções de deputados e senadores, o Brasil
continuará refém de uma elite política que, para além dos males que já
causa à representação, abre uma avenida para aventureiros dispostos a
pôr tudo abaixo sem oferecer nada de bom no lugar.
BRASÍLIA (Reuters) – A poucos meses da União Europeia iniciar a
implementação da chamada lei antidesmatamento, o governo enviou nesta
quarta-feira uma carta à cúpula da UE pedindo que a legislação não seja
aplicada, sob risco de impactar diretamente as exportações para os
países da região.
O texto é assinado pelos ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
“O Brasil é um dos principais fornecedores para a UE da maioria dos
produtos objetos da legislação, que correspondem a mais de 30% de nossas
exportações para o bloco comunitário. De modo a evitar impacto em
nossas relações comerciais, solicitamos que a UE não implemente a EUDR a
partir do final de 2024 e reavalie urgentemente a sua abordagem sobre o
tema”, diz o documento visto pela Reuters.
A legislação europeia, aprovada em 2022, prevê a proibição da
importação de produtos originários de áreas que foram desmatadas a
partir de 2022, mesmo em áreas em que o desmatamento é legalizado.
O texto inclui sete setores, sendo a maioria da pauta de exportação
brasileira para os europeus: carne, café, cacau, produtos florestais
(que inclui papel, celulose, e madeira), soja, e borracha. Tem ainda
óleo de palma, único produto que o Brasil não exporta, mas inclui
derivados, como couro, móveis e chocolate.
Em 2023, essa pauta chegou a 46,3 bilhões de dólares, de acordo com
dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O
governo brasileiro considera que a lei pode ter um impacto de quase 15
bilhões de reais nessas exportações.
“A EUDR foi desenhada sem conhecimento de como funciona o processo
produtivo e exportador dos diferentes produtos e qual é a realidade em
cada país”, diz a carta, ressaltando que o governo e os produtores
brasileiros estiveram em Bruxelas para tentar mostrar problemas de
legislação e desafios operacionais para implementação, mas não foram
ouvidos.
“Consideramos a EUDR um instrumento unilateral e punitivo que ignora
as leis nacionais sobre combate ao desmatamento; tem aspectos
extraterritoriais que contrariam o princípio da soberania; estabelece
tratamento discriminatório entre países ao afetar apenas países com
recursos florestais; aumenta o custo do processo produtivo e exportador,
sobretudo no caso de pequenos produtores; viola princípios e regras do
sistema multilateral de comércio e compromissos acordados no âmbito dos
acordos ambientais multilaterais”, segue o texto.
A implementação da legislação no final deste ano coincide com a
intenção dos governos do Mercosul e da União Europeia de fecharem
finalmente o acordo comercial entre os blocos. Na semana passada,
negociadores europeus voltaram a Brasília e retomaram as conversas — uma
nova rodada deve ser feita em algumas semanas.
De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, houve avanços justamente
nas áreas ambientais e de compras governamentais, duas áreas com pontos
difíceis para o lado brasileiro. As fontes não detalharam quais seriam
esses avanços.
UE e Mercosul apontam que a negociação comercial do bloco e a lei
antidesmatamento são questões separadas. No entanto, uma das
preocupações do governo brasileiro é justamente o risco dos europeus
usarem a lei para reduzirem ainda mais a cota de produtos agrícolas do
país a serem exportados, e procuram alguma forma de compensação por
parte dos europeus, se a lei for de fato implementada.
“O que eu quis foi levar (na reunião) o Rogério Ceron (secretário do Tesouro) para
esclarecer tecnicamente, inclusive a questão da contabilidade pública,
que de fato é feita pelo Banco Central, e isso tem que ficar claro na
redação, que a contabilidade pública não é alterada em função de lei,
nem no caso da Constituição alterou a contabilidade pública”, disse o
ministro.
Haddad se reuniu com Lira na Residência Oficial da Câmara nesta quarta-feira, 11. Foto: Wilton Junior/Estadão
Haddad reconheceu que os recursos não são classificados como receita
primária (aquela contabilizada para o saldo das contas públicas), mas
reforçou que o propósito do Senado, ao aprovar o texto, “nunca foi de
mudar as regras de contabilidade”. No encontro, segundo o ministro,
Ceron explicou aos deputados conceitos sobre contabilidade pública, além
de leis que regem recursos específicos, como foi o caso dos recursos
esquecidos do PIS/Pasep que não foram contabilizados pelo BC como
receita primária.
A discussão levantada pelo BC é de que estes recursos esquecidos
também não poderiam ser contabilizados como receita para cumprimento da
meta fiscal (leia mais abaixo), já que não representam um esforço arrecadatório do governo.
O texto do projeto de lei aprovado no Senado, no entanto, abre espaço
para uma outra interpretação. O trecho diz que, decorrido o prazo, os
saldos não reclamados remanescentes junto às instituições depositárias
passarão ao domínio da União “e serão apropriados pelo Tesouro Nacional
como receita orçamentária primária para todos os fins das estatísticas
fiscais e da apuração do resultado primário”.
O ministro disse que a Câmara e o Senado deverão discutir se será
preciso uma outra medida compensatória caso o trecho seja modificado. “(Será discutido como) atender
os objetivos do Senado sem mexer na contabilidade pública. É uma
posição do BC que independe de lei, é uma espécie de manual do Fundo
Monetário e de outras instituições internacionais que padronizam no
mundo como é feita a contabilidade pública”, emendou. Ele reiterou que a
ideia é que o texto seja aprovado pelos deputados sem precisar retornar
à análise dos senadores.
Haddad disse ainda que não é fácil construir uma solução em torno da
desoneração, ao explicar a razão pela demora em votar o projeto no
Congresso. Ele afirmou, por outro lado, que o País vive um “bom caminho”
de nova institucionalidade sobre segurança fiscal. Ele também avaliou
que Lira está sempre com “boa vontade” de compreender e fazer o melhor
ao País.
BC alerta Congresso e se opõe ao uso de dinheiro esquecido
Na terça-feira, 10, o BC enviou uma nota técnica a deputados
afirmando que a incorporação desse montante bilionário – atualmente em
R$ 8,6 bilhões – no cálculo das contas públicas está “em claro desacordo
com sua metodologia estatística, indo de encontro às orientações do
TCU (Tribunal de Contas da União) e ao entendimento recente do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a matéria.”
A possibilidade de o Tesouro usar esses valores foi inserida no projeto de lei que estabelece o fim gradual da desoneraçãoda folha de pagamento de empresas e municípios. O texto, pendente de aprovação pela Câmara dos Deputados,
prevê uma série de medidas para compensar a perda de arrecadação da
União – dentre elas, o resgate de montantes esquecidos por pessoas
físicas e jurídicas em contas de instituições financeiras, como bancos,
corretoras e cooperativas.
Segundo o texto aprovado pelo Senado Federal, que teve a relatoria do líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA),
essas cifras deverão ser computadas pelo Tesouro Nacional como uma
receita primária, melhorando, portanto, o resultado das contas públicas.
Esse entendimento, porém, vai na contramão da literatura fiscal, avaliam especialistas.
‘Não vamos pedir mais prazo ao STF’
Haddad, afirmou que, se o projeto de lei da desoneração não for
votado hoje na Câmara, valerá a decisão judicial do Supremo Tribunal
Federal (STF) que determina a retomada da reoneração. Ele garantiu que o
governo não pedirá um novo prazo à Corte. A data-limite dada pelo STF
para que o Congresso Nacional e o Poder Executivo cheguem a uma solução
consensual sobre a desoneração termina nesta quarta-feira, 11.
”Não vamos pedir mais (prazo), porque nós estamos no limite
da responsabilidade. Não há mais tempo para fechar o ano. Inclusive, eu
estou indo ao Tribunal de Contas da União (TCU) para explicar o que está
sendo feito para repor o recurso da desoneração. Nós estamos falando de
R$ 28 bilhões”, disse Haddad. “O Tribunal de Contas tem dado
declarações preocupadas com essa questão. É uma questão que não foi
criada pelo governo. O alerta não tem que ser feito ao governo; o alerta
tem que ser feito ao Congresso”, afirmou
O que é a desoneração da folha
A desoneração da folha de pagamentos foi instituída em 2011 para
setores intensivos em mão de obra. Juntos, eles incluem milhares de
empresas que empregam 9 milhões de pessoas. A medida substitui a
contribuição previdenciária patronal de 20% incidente sobre a folha de
salários por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. Ela resulta,
na prática, em redução da carga tributária da contribuição
previdenciária devida pelas empresas.
Por decisão do Congresso, em votações expressivas, a política de
desoneração foi prorrogada até 2027, mas acabou suspensa por uma decisão
liminar do STF em ação movida pelo governo federal.
A alegação é que o Congresso não previu uma fonte de receitas para
bancar o programa e não estimou o impacto nas contas públicas.
O cerne da discussão passou a girar em torno das compensações da
desoneração da folha de pagamentos. A equipe econômica insiste em uma
medida que represente receitas para os próximos anos. Ela vale para 17
setores da economia. Confira abaixo quais são:
A reforma no Judiciário impulsionada pelo presidente de esquerda
Andrés Manuel López Obrador, foi aprovada nesta quarta-feira(11), e o
México será o primeiro país a eleger todos os seus juízes por voto
popular.
A iniciativa foi promovida em um contexto de confronto entre López
Obrador e o Supremo Tribunal, que bloqueou leis que ampliavam a
participação do Estado no setor energético e deixavam a segurança dos
cidadãos nas mãos dos militares.
Seguem os principais pontos desta reforma constitucional, aprovada
graças às amplas maiorias conquistadas pelo partido no poder nas
eleições de 2 de junho, nas quais a esquerdista Claudia Sheinbaum foi
eleita presidente.
1. Eleição popular
A parte central e mais polêmica é a eleição popular de juízes e ministros, incluindo os do Supremo Tribunal.
Serão eleitos em votações extraordinárias, em 2025 e 2027, entre
candidatos apresentados pelos poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário.
Até agora, os membros do Supremo Tribunal eram nomeados pelo
presidente e aprovados pelo Senado, enquanto o Conselho Federal da
Magistratura nomeava juízes e desembargadores após exames e concursos de
mérito.
López Obrador garante que as eleições buscam livrar o Judiciário da
corrupção, mas a oposição, ONGs e os Estados Unidos alegam que a medida
mina a independência judicial e deixa os juízes vulneráveis ao tráfico
de drogas, que já afeta a política.
2. Caso único
A eleição popular de cerca de 1.600 juízes e magistrados federais, além de membros do Supremo Tribunal, é um caso único.
“Não existe em outros países”, afirma Margaret Satterthwaite,
relatora especial das Nações Unidas para a independência de juízes e
advogados e crítica do projeto.
Embora nos Estados Unidos alguns estados elejam juízes locais, o caso
mais semelhante ao do México é o da Bolívia, onde os ministros dos
tribunais superiores são eleitos pelo voto popular. Juízes de primeira
instância, no entanto, são nomeados por um conselho da Magistratura.
Porém, a independência dos magistrados eleitos foi questionada
durante a disputa entre o presidente Luis Arce e seu mentor e
ex-presidente socialista Evo Morales (2006-2019).
3. Corte no Supremo Tribunal
A reforma reduz o número de ministros do Supremo Tribunal de onze para nove e seus mandatos de 15 para 12 anos.
Também elimina a pensão vitalícia dos ministros e proíbe que seus
salários sejam superiores ao do presidente, medida já existente mas não
aplicada.
4. Novo órgão de supervisão
A reforma elimina o Conselho Federal da Magistratura, que administra e
fiscaliza a conduta dos funcionários judiciais, e determina a criação
de um órgão administrativo e de um Tribunal Judicial Disciplinar.
Este tribunal avaliará e investigará o desempenho dos juízes,
encaminhará possíveis casos criminais ao Ministério Público e solicitará
julgamentos políticos dos magistrados à Câmara dos Deputados.
No México, onde há cerca de 80 homicídios por dia, a impunidade
ultrapassa os 90%, segundo o Supremo Tribunal, que chama a atenção para a
necessidade de melhorar as capacidades dos órgãos de investigação antes
de promover uma “demolição” do Poder Judiciário.
5. Juízes sem rosto
A reforma incorpora juízes sem rosto ou anônimos para preservar a sua
segurança e identidade nos processos contra o crime organizado.
Esta figura é criticada pelo Escritório do Alto Comissariado das
Nações Unidas para os Direitos Humanos no México, por considerar que
impede o reconhecimento da idoneidade e competência dos juízes.
A medida foi aplicada em outros países da região. Na Colômbia, foi
adotada no final da década de 1980 para enfrentar uma escalada
terrorista do tráfico de drogas, mas sua eficácia na proteção dos juízes
e na garantia da justiça foi questionada.
Em El Salvador, como parte do estado de exceção promovido pelo
presidente Nayib Bukele, as autoridades foram autorizadas a prender
milhares de supostos membros de gangues sem mandado, que em seguida são
apresentados a juízes sem rosto que podem prorrogar a prisão
preventiva.
Ativistas dos direitos humanos denunciam que muitos inocentes morreram.
História de RICARDO DELLA COLETTA, JOÃO GABRIEL E RENATO MACHADO – Folha de S. Paulo
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) tem sido aconselhado a antecipar o anúncio do seu escolhido para
presidir a reunião global do clima da ONU de Belém.
A COP30 ocorrerá em novembro de 2025 na capital paraense. O plano
inicial do governo era realizar o anúncio do presidente da COP na
reunião deste ano, a COP29, em Baku (Azerbaijão).
Agora, a ideia em discussão no Planalto é que Lula revele o nome
durante suas agendas em Nova York, no final de setembro, quando ele
participa da abertura da Assembleia-Geral da ONU.
De acordo com interlocutores, Lula gostou da ideia e tem sinalizado
que planeja usar Nova York para fazer o anúncio, possivelmente em alguma
reunião paralela sobre meio ambiente.
Realizar a divulgação dois meses antes do previsto atende a diferentes objetivos, segundo membros do governo.
Uma das expectativas é criar um fato positivo e sinalizar para a
comunidade internacional que o Brasil está compromissado com a agenda
climática, num momento em que o país enfrenta a pior seca registrada
desde 1950 e uma onda de queimadas cujos efeitos são vistos e sentidos
no ar de várias regiões.
A avaliação é que a crise das queimadas tem ofuscado avanços do
governo na área, como a diminuição do desmatamento na amazônia e a
estagnação dos índices no cerrado.
Em outra sinalização para tentar responder à crise ambiental, Lula
voltou a prometer, na terça (10), a criação de uma autoridade climática
no país.
O presidente, porém, não indicou metas ou prazos para a criação do
órgão, que foi uma de suas promessas de campanha nas eleições de 2022 e
determinante no apoio de Marina Silva à sua candidatura.
A organização da COP funciona num sistema de troika: a presidência do
ano se articula com a anterior (no caso deste ano, Emirados Árabes) e
com a seguinte (Brasil).
Reuniões do trio ocorrem desde o início do ano, e o governo Lula já
escalou diferentes representantes para participar: a ministra Marina
Silva (Meio Ambiente), a secretária de Mudança do Clima da pasta, Ana
Toni, e o embaixador André Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e
Meio Ambiente do Itamaraty.
O presidente da COP é o responsável por costurar as negociações climáticas e construir a agenda da conferência.
Em Belém, o principal ponto das negociações deve ser a revisão do
Acordo de Paris –que completará dez anos em 2025– e das chamadas NDCs,
as metas de redução de emissão assumidas pelos países.
Pessoas que acompanham o assunto dizem que Lula já definiu seu
escolhido, embora ainda não se saiba quem é. Na bolsa de apostas, o nome
considerado favorito é o do diplomata André Corrêa do Lago, secretário
de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty.
Nos últimos meses, diferentes auxiliares de Lula foram considerados
para exercer o cargo, entre eles os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e
Marina Silva (Meio Ambiente). Um nome que também foi avaliado foi o do
vice-presidente Geraldo Alckmin, que já acumula o ministério do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Fora do circulo de ministros, outra candidata que sempre figurou na
bolsa de apostas é Ana Toni. A secretária no ministério do Meio
Ambiente, no entanto, sofre resistências no Palácio do Planalto e por
setores do agronegócio por ter a maior parte da sua carreira ligada ao
terceiro setor.
Além disso, um dos pontos vistos como barreiras tanto para Corrêa do
Lago quanto para Toni é o fato de que tradicionalmente a presidência da
COP seja exercida por um representante com status ministerial.
Assessores de Lula, porém, não veem esse ponto como um impeditivo
caso o escolhido seja empoderado pelo presidente para tocar as
negociações.
A COP em Belém é a grande aposta do terceiro governo Lula na área de
clima. A cidade receberá dezenas de milhares de visitantes, numa
conferência que carrega o peso simbólico de ser na amazônia e a primeira
num país democrático desde 2021 (no Reino Unido).
Organizações ambientalistas expressaram nesta quarta-feira (11)
preocupação com a falta de compromisso dos países do G20 em avançar em
direção a uma transição que elimine o uso de combustíveis fósseis.
Um rascunho da declaração do G20 consultado pela AFP “saúda e apoia
plenamente o resultado ambicioso e equilibrado” da COP28, que ocorreu em
Dubai no ano passado.
O texto, no entanto, não menciona explicitamente o apelo da COP para
que se realize “uma transição justa, ordenada e equitativa em direção à
eliminação dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos”, que foi a
principal conquista da conferência sobre o clima.
O documento de trabalho, com as cores da presidência brasileira do
G20 e datado de 24 de outubro próximo, dia previsto para uma reunião dos
ministros das Finanças do grupo em Washington, representa um retrocesso
em comparação com um rascunho anterior, também consultado pela AFP.
Esse texto incluía explicitamente o apelo para abandonar gradualmente
os combustíveis fósseis (carvão, petróleo, gás) como fontes de energia.
“Uma declaração do G20 que nem mesmo mencione a transição fora das
energias fósseis… por parte das 20 economias mais poderosas do planeta,
criaria um precedente preocupante”, destacou Maria Victoria Emanuelli,
da 350.org.
O Brasil, que preside o G20 e sediará a COP30 no próximo ano, tem “uma enorme responsabilidade”, enfatizou em um comunicado.
Os países do G20 reconhecem que representam “cerca de 4/5 do PIB mundial e das emissões de gases de efeito estufa”.
“A resistência dos países em mencionar explicitamente os combustíveis
fósseis e a necessidade de abandoná-los é evidente”, lamentou Stela
Herschmann, da ONG brasileira Observatório do Clima. Mas é impossível
limitar o aquecimento global a 1,5°C “sem enfrentar a raiz do problema”,
destacou.
“É muito preocupante que os países do G20 não tenham a vontade de
assumir sua responsabilidade de abandonar rapidamente as energias
fósseis prejudiciais e liderar os esforços para mudar nosso sistema
econômico atual”, acrescentou Shreeshan Venkatesh, da Rede de Ação
Climática (CAN-RAC) internacional, o principal coletivo de ONGs
observadoras das negociações internacionais.
“A Amazônia é esfolada viva”, diz nesta quinta-feira (12) a manchete de capa do jornal francês Libération.
Os incêndios na maior floresta tropical do mundo preocupam cientistas
em todo o planeta. Desde o início do ano, foram registrados 82.000 focos
de incêndio na região, agravados pelo aumento das temperaturas e uma
seca histórica.
Além da Amazônia, o Pantanal,
a maior zona úmida da Terra, e áreas de biodiversidade únicas, como o
Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, também são consumidos pelo
fogo, descreve o Libération.
No Brasil, garimpeiros em busca de ouro e agricultores sempre tiveram
o costume de queimar a vegetação para preparar o solo antes do plantio.
Mas desde o governo do ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro,
que incentivou essas práticas, as autoridades enfrentam novos inimigos
na preservação dos biomas: facções criminosas pró-desmatamento, assinala
o diário. Em São Paulo, mais de 90% dos incêndios ocorridos nas últimas semanas foram causados pela ação humana, o que surpreendeu as autoridades.
A especialista em clima Luciana Gatti, do Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Inpe), declara ao jornal francês que “a estupidez
humana e a corrida pelo dinheiro estão arrastando o mundo para um
suicídio coletivo”. “O mundo está comendo a Amazônia”, diz ela
revoltada, referindo-se ao desmatamento decorrente do plantio da soja
exportada para alimentação animal e o comércio do couro.
O francês Boris Patentreger, diretor da ONG Mighty Earth, endossa o
grito de revolta da brasileira, e diz que a França deve atualizar sua
estratégia nacional de 2019 contra o desmatamento importado. A
legislação europeia que entra em vigor em janeiro de 2025, proibindo a venda de produtos de áreas desmatadas, dá uma certa esperança à ONG Greenpeace.
Emergência climática
Mas o editorial do Libération enfatiza que o mundo está diante de uma emergência climática. O ponto de não retorno no papel regulador da Amazônia para
o equilíbrio climático global, tantas vezes evocado pelos cientistas,
está chegando mais rápido do que se pensava. “Os brasileiros e vizinhos
de oito países da região estão sendo asfixiados pela fumaça que já cobre
60% do território brasileiro”, aponta o jornal.
“Será que ainda é preciso lembrar o impacto desses incêndios sobre a
saúde humana”, questiona o editorial, diante do aumento de casos de
conjuntivite, rinite, asma, pneumonia e outras doenças agravadas pela
inalação da fumaça tóxica proveniente das queimadas.
O jornal de linha editorial progressista reconhece que o desmatamento
caiu pela metade no ano passado em relação a 2022. “Seria mentiroso
dizer que nada foi feito, mas é indiscutível que é preciso fazer mais,
muito mais, para preservar o que resta da Amazônia”, conclui o Libération.
Há quem diga que a inovação tecnológica seja prescindível para a
presença de uma empresa no mercado. Mas qual será o risco de permanecer
na zona de conforto enquanto a rotina de toda a sociedade se torna
digital?
De fato, é verdade que, para a realidade atual de muitas empresas,
implementar novas ferramentas ainda não é questão de vida ou morte. Mas o
empreendedor atento há de notar que quem está esperando o “momento
certo” pode descobrir ser tarde demais.
Afinal, ferramentas que já nasceram poderosas para qualquer negócio
têm sido refinadas cada vez mais depressa. Todos os dias, nasce uma
startup com uma solução revolucionária.
Embora estatisticamente a maioria delas venha a fracassar, são tantas
ofertas que muitas vingarão e transformarão a economia mais rápido do
que será possível acompanhar.
Então, pensando bem, talvez seja, sim, questão de vida ou morte para
as empresas que ainda “têm outras prioridades”. Mesmo porque, embora
seja verdade que muitas
empresas ainda sobrevivam sem inovações tecnológicas, permanecerem competitivas é outra história.
A economia evoluiu muito na última década
e é possível que alguns empreendedores não tenham tido a sensibilidade
para perceber como e por quê. Assim, o fato de que a tecnologia é
protagonista dessa nova era é o que vamos ver a seguir.
Neste artigo, você vai entender o que é inovação tecnológica, por que
ela é importante e quais são as tendências para os próximos anos.
Acompanhe e confira!
O que é inovação tecnológica?
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Se nos permitirmos à intuição, a compreensão popular nos dará uma
resposta aproximada para essa pergunta. Nesse caso, inovação seria
propor algo distinto e conveniente ao mercado. Inovação tecnológica é,
portanto, a mesma coisa relacionada à tecnologia.
Porém, os empreendedores que desejam se valer desse conceito para
agregarem valor às suas ofertas devem ir um pouco mais além. A inovação
tem um custo, e compreender o que ela custa é fundamental para garantir
os melhores resultados.
A seguir, vamos conferir quais são os paradigmas mais importantes da
inovação e como a tecnologia pode estar envolvida em todos eles.
Conceitos de inovação
Segundo Clayton Christensen, professor da Harvard Business School,
inovação é um conceito amplo, com causas e efeitos diversos. Sendo
assim, é essencial para as startups estar a par desses contextos para
aproveitar o melhor que a inovação pode oferecer.
No entanto, não devemos confundir inovação com invenção. Embora haja
uma aproximação desses conceitos, as invenções são produtos de
engenheiros e cientistas. As inovações, por outro lado, são propostas
por empreendedores, muitas vezes veiculando invenções com fins
comerciais.
Inovação incremental
O modelo mais comum de inovação visa à manutenção de uma empresa
diante de seu público consumidor. Perceba, por exemplo, como as grandes
líderes no mercado de smartphones frequentemente lançam novos aparelhos
com pequenas modificações.
Ainda que não sejam nada revolucionários, já que continuam a cumprir o
mesmos propósitos, 10 megapixels a mais na resolução de uma câmera é
suficiente para garantir as margens de lucro.
A isso, damos o nome de inovação incremental. Trata-se de pequenos
aperfeiçoamentos de um produto ou serviço que asseguram a continuidade
das ofertas. Por isso, a inovação incremental é uma necessidade para que
as empresas se mantenham competitivas.
Inovação de eficiência
Também muito frequente, mas menos visível aos consumidores, as
inovações de eficiência buscam otimizar a dinâmica da empresa. Seja para
aperfeiçoar os processos de produção, relação com parceiros ou a
experiência do cliente, esse tipo de inovação é tão importante para a
competitividade quanto as inovações incrementais.
Inovação radical
As inovações radicais são resultado de intensa pesquisa e estudo,
muitas vezes acidentais. Isso porque, antes de um produto ou serviço
radical ser proposto, é preciso antes haver uma invenção que o
justifique.
Nesse caso, é mais fácil para os empreendedores promoverem esse tipo
de inovação quando a invenção já foi lançada. Afinal, desenvolver um
produto inovador custa muitos recursos e não há garantias de que o
mercado receba a oferta de acordo com as expectativas.
Inovação disruptiva
Cada vez mais popular na era digital, a inovação disruptiva ainda é
muito mal interpretada. Muitos confundem disrupção com inovação radical.
A razão é compreensível: inovações disruptivas causam profundas
transformações no mercado.
Entretanto, segundo Christensen, a disrupção não é resultado de uma
proposta revolucionária. Do contrário, se trata de uma oferta de
simplificação e acessibilidade a um produto ou serviço geralmente caro e
complexo. Essa oferta invariavelmente tem bases em um modelo de negócio
otimizável a partir da tecnologia.
O efeito dessa conveniência pouco a pouco altera o contexto do
mercado e leva uma startup a dominar todo um mercado. Foi isso que
aconteceu com a Apple e seus computadores pessoais. Em alguns anos, não
mais se ouvia falar naqueles computadores gigantes e complicados.
Transformação digital
Considere agora os elementos de todos esses modelos de inovação. Com
exceção da inovação disruptiva, que é necessariamente tecnológica, todos
os outros poderiam ser resultado de um novo modelo de trabalho, certo?
Uma dinâmica diferente entre os trabalhadores pode criar um produto
diferente, ou acelerar os processos, ou criar um serviço completamente
transformador. O mesmo resultado, porém, pode ser alcançado com novos
programas, robôs ou um banco de dados inteligente.
Portanto, inovação tecnológica está em implementar recursos, a partir
da tecnologia, que produzam resultados positivos para o propósito da
organização.
Assim, o paradigma da nova economia faz da inovação tecnológica uma
necessidade. A razão disso está no fato de que o mercado está passando
por uma revolução: a transformação digital.
Mas não se engane em pensar que transformação digital seja apenas
manter um blog corporativo e utilizar chatbots na relação com os
consumidores. Muito mais que isso, a transformação digital é um processo
desafiador e necessário para todas as empresas que desejam se manter
atuantes no novo mercado.
Qual a importância da inovação tecnológica?
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Otimiza processos
Uma das grandes vantagens da inovação tecnológica, especialmente em
função da transformação digital, é a otimização dos processos
corporativos. É importante se lembrar de que a transformação digital se
trata de uma cultura.
Uma vez que essa cultura está estabelecida, toda a atmosfera da
empresa passa a ser digital, e isso reflete na presença de recursos que
facilitam a rotina de trabalho em todos os aspectos. O resultado é uma
organização mais fácil e criativa.
Fortalece a cultura organizacional da empresa
Como consequência de uma relação mais dinâmica, em que os setores
podem se conhecer em níveis quantitativos profundos, passa a haver uma
comunicação mais clara entre todos. Evidentemente, porém, isso só é
possível se a liderança for capaz de implementar inovações tecnológicas
com esse propósito.
Mais uma vez, o conceito de transformação digital é de suma
importância, porque seus efeitos necessariamente afetam a estrutura
organizacional empresa. Embora esse seja um processo desafiador, o
resultado é uma colaboração virtuosa entre os profissionais,
caracterizada por uma cultura estável e efetiva.
Agrega valor à experiência do cliente
Lucro é o objetivo de qualquer empresa no mercado, certo? Portanto,
qualquer inovação que vise a aumentar as margens de lucro em raras
exceções passa despercebida pelos consumidores.
Seja uma inovação que acelera processos, aperfeiçoa produtos ou
otimiza a relação com o cliente, inovações sempre agregam valor à
experiência do consumidor final.
Assim, é seguro afirmar que qualquer implementação tecnológica bem
pensada não apenas garante seus resultados diretos, mas também afetam
positivamente a relação entre a empresa e seus clientes.
Aumenta a produtividade
O mesmo pode ser dito sobre os níveis de produtividade da
organização. Afinal, por menores que sejam os efeitos positivos de uma
inovação tecnológica, inevitavelmente a produção terá mais qualidade.
Isso pode ser entendido tanto como um efeito direto ou indireto da
inovação. No caso das causas diretas do aumento de produtividade, temos,
por exemplo, as:
automações;
simplificação de plataformas de trabalho;
integração de canais de comunicação.
Já as causas indiretas podem ser interpretadas a partir dos efeitos
positivos que a inovação provoca em outros setores, o que garante mais
domínio do mercado, proporcionando mais recursos. É o caso de:
chatbots;
marketing digital;
estratégia omnichannel.
Estimula a competição
Com vista em lucros, nenhum empreendedor deve se descuidar de seu
mercado competidor. É fundamental saber o que e como seus concorrentes
planejam oferecer mais valor aos seus consumidores.
Na medida em que uma empresa cresce, passa a ter potencial para
satisfazer uma demanda cada vez maior. Sendo assim, a inovação
tecnológica é tanto um meio de contribuir com essa escalabilidade quanto
de garantir que as ofertas tenham mais qualidade.
Dessa forma, todos ganhamos, já que todos participamos da mesma
sociedade de mercado. Pelo desejo de crescer, as empresas provocam uma
aceleração da melhoria das ofertas por meio das inovações tecnológicas,
permitindo o progresso ilimitado.
Quais são as tendências da inovação tecnológica?
Contudo, tratar de inovação tecnológica sem dar exemplos é muito
vago. Afinal, do que exatamente estamos falando quando usamos esse
termo? O que há de novo que as empresas podem utilizar como recurso que
otimize sua presença na economia?
A seguir, vamos conhecer brevemente as tendências mais importantes da
tecnologia e descobrir o que esperar para os próximos anos. Confira!
Big Data
As tecnologias associadas a conceitos como big data e data-driven
representam uma das mais importantes transformações da era digital. O
ponto central dessas inovações está em entender dados como verdadeiros
ativos de uma empresa.
A partir do rigor que só a tecnologia pode oferecer, o acúmulo de
informações sobre clientes e processos é capaz de proporcionar insights
poderosos, o que pode mudar o domínio de mercado de uma empresa.
Assim, com uma estrutura inteligente de coleta, enriquecimento,
categorização e manipulação de dados, é possível gerar resultados
analíticos:
descritivos;
preditivos;
prescritivos;
diagnósticos.
Inteligência Artificial e Machine Learning
Para quem gosta de ficção científica, a inteligência artificial é a
maior evidência de que estamos no futuro. Hoje, os robôs não apenas são
verdadeiramente interativos, respondendo todas as nossas perguntas, como
também aprendem cada vez mais rápido.
É possível que, em breve, a capacidade da inteligência artificial em
termos de processamento e aprendizado se equipare ao próprio potencial
humano. Há quem tema até uma evolução que dê início a uma supremacia das
máquinas.
Em todo caso, não se pode negar que os robôs têm sido um dos recursos
mais importantes das empresas. Afinal, eles não precisam de motivação,
descanso, alimentação e são facilmente programáveis para cumprir
qualquer função.
Blockchain
Com a crise econômica de 2009, uma alternativa para o dinheiro deu
origem a um dos sistemas mais inteligentes de descentralização de
ativos. A blockchain, engenharia computacional desenvolvida para a
criptomoeda Bitcoin, abriu precedentes impensáveis.
Basicamente, o sistema une a segurança da criptografia a uma rede de
centros de comunicação que validam, juntos, todas as informações
adicionadas ao sistema. Isso torna a manipulação incondicionada das
informações praticamente impossível.
Em suma, a blockchain é maior revolução de todos os tempos no que diz
respeito à proteção de dados de um sistema dinâmico (como a economia ou
uma rede de contratos inteligentes).
Computação na Nuvem
Parte da transformação digital tem a ver com essa poderosa inovação
tecnológica. A computação na nuvem permitiu que empresas pudessem
armazenar dados digitais em um servidor independente.
A redução de custos com espaços físicos e estruturas de tratamento de
informação é enorme. Dessa forma, o mercado passou a ser um terreno
fértil para uma multiplicidade de empreendedores que, antes, não podiam
estruturar suas próprias plataformas de negócio.
Realidades Aumentadas, Virtuais e Mistas
Na era digital, especialmente para o varejo, um grande desafio é
estabelecer confiança diante dos consumidores. Afinal, garantir que o
cliente tenha uma boa experiência de compra depende de que ele esteja
seguro ao tomar a decisão de engajar com a empresa.
Mas como assegurar que o cliente tenha uma boa impressão de um
produto ou serviço que ele só vai experimentar depois de adquirir? Para
isso, os recursos de realidade virtual, aumentada e mista podem ser os
catalisadores de grandes negócios.
A partir dessas tecnologias, os consumidores podem estabelecer uma
conexão mais profunda em sua experiência. Assim, as empresas
proporcionam uma amostra virtual de seus produtos ou serviços, ou até
promovem uma interação única, garantindo a fidelização.
Internet das Coisas
Já não é nada extraordinário usar o smartphone para acessar a
internet. Mas houve um dia em que isso era revolucionário. Hoje, o
impressionante é descobrir outros objetos com acesso à internet.
Contudo, podemos esperar pelo momento em que vai ser tão comum
encontrar uma geladeira com acesso à internet quanto um computador. A
internet das coisas é uma constante, e cada vez mais esse conceito é
explorado.
Por meio dessa inovação tecnológica, é possível otimizar os sistemas
de comunicação com pouca ou nenhuma necessidade de observação humana.
Um hotel, por exemplo, poderá computar quantas garrafas de água
existem em cada frigobar, de cada quarto, ao mesmo tempo em que calcula o
valor a ser cobrado de um hóspede no check-out com base no seu consumo
particular.
Existem ainda outras inovações importantíssimas que com certeza farão
parte do nosso cotidiano nas próximas décadas. É de se esperar,
portanto, uma transformação radical na sociedade e na maneira de
convivermos.
Nesse caso, os empreendedores devem estar preparados para aproveitar
toda oportunidade de implementar suas próprias estratégias de negócio.
O futuro é agora e se movimenta depressa, e, como pudemos ver neste
artigo, não faltam recursos para explorar o potencial do mercado dessa
nova era.
STARTUP VALEON UMA HOMENAGEM AO VALE DO AÇO
Moysés Peruhype Carlech
Por que as grandes empresas querem se aproximar de startups?
Se pensarmos bem, é muito estranho pensar que um conglomerado
multibilionário poderia ganhar algo ao se associar de alguma forma a
pequenos empresários que ganham basicamente nada e tem um produto recém
lançado no mercado. Existe algo a ser aprendido ali? Algum valor a ser
capturado? Os executivos destas empresas definitivamente acreditam que
sim.
Os ciclos de desenvolvimento de produto são longos, com taxas
de sucesso bastante questionáveis e ações de marketing que geram cada
vez menos retorno. Ao mesmo tempo vemos diariamente na mídia casos de
jovens empresas inovando, quebrando paradigmas e criando novos mercados.
Empresas que há poucos anos não existiam e hoje criam verdadeiras
revoluções nos mercados onde entram. Casos como o Uber, Facebook, AirBnb
e tantos outros não param de surgir.
E as grandes empresas começam a questionar.
O que estamos fazendo de errado?
Por que não conseguimos inovar no mesmo ritmo que uma startup?
Qual a solução para resolver este problema?
A partir deste terceiro questionamento, surgem as primeiras
ideias de aproximação com o mundo empreendedor. “Precisamos entender
melhor como funciona este mundo e como nos inserimos!” E daí surgem os
onipresentes e envio de funcionários para fazer tour no Vale e a rodada
de reuniões com os agentes do ecossistema. Durante esta fase, geralmente
é feito um relatório para os executivos, ou pelas equipes de inovação
ou por uma empresa (cara) de consultoria, que entrega as seguintes
conclusões:
* O mundo está mudando. O ritmo da inovação é acelerado.
* Estes caras (startups) trabalham de um jeito diferente, portanto colhem resultados diferentes.
* Precisamos entender estas novas metodologias, para aplicar dentro de casa;
* É fundamental nos aproximarmos das startups, ou vamos morrer na praia.
* Somos lentos e burocráticos, e isso impede que a inovação aconteça da forma que queremos.
O plano de ação desenhado geralmente passa por alguma ação
conduzida pela área de marketing ou de inovação, envolvendo projetos de
aproximação com o mundo das startups.
Olhando sob a ótica da startup, uma grande empresa pode ser
aquela bala de prata que estávamos esperando para conseguir ganhar
tração. Com milhares de clientes e uma máquina de distribuição, se
atingirmos apenas um percentual pequeno já conseguimos chegar a outro
patamar. Mas o projeto não acontece desta forma. Ele demora. São
milhares de reuniões, sem conseguirmos fechar contrato ou sequer começar
um piloto.
Embora as grandes empresas tenham a ilusão que serão mais
inovadoras se conviverem mais com startups, o que acaba acontecendo é o
oposto. Existe uma expectativa de que o pozinho “pirlimpimpim” da
startup vá respingar na empresa e ela se tornará mais ágil, enxuta,
tomará mais riscos.
Muitas vezes não se sabe o que fazer com as startups, uma vez
se aproximando delas. Devemos colocar dinheiro? Assinar um contrato de
exclusividade? Contratar a empresa? A maioria dos acordos acaba virando
uma “parceria”, que demora para sair e tem resultados frustrantes. Esta
falta de uma “estratégia de casamento” é uma coisa muito comum.
As empresas querem controle. Não estão acostumadas a deixar a
startup ter liberdade para determinar o seu próprio rumo. E é um
paradoxo, pois se as empresas soubessem o que deveria ser feito elas
estariam fazendo e não gastando tempo tentando encontrar startups.
As empresas acham que sabem o que precisam. Para mim, o maior
teste é quando uma empresa olha para uma startup e pensa: “nossa, é
exatamente o que precisamos para o projeto X ou Y”.
VOCÊ CONHECE A ValeOn?
A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO
TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode
moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é
colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn
possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o
seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
O “The Washington Post” fez uma pesquisa qualitativa para ouvir a
opinião de eleitores indecisos de estados decisivos. De modo geral,
segundo o jornal, a maioria disse que Kamala foi melhor do que Trump no
debate.
Os entrevistados concordaram mais com Kamala quando a democrata falou sobre saúde, aborto e Ucrânia. Por outro lado, segundo o jornal, Trump foi mais bem avaliado ao falar sobre economia.
Além disso, a maior parte dos eleitores disse que não fazia sentido
as afirmações de Trump sobre imigração. Em determinado momento, ele
chegou a dizer que imigrantes estavam roubando e comendo pets de
moradores de uma cidade de Ohio, o que é falso.
O canal de notícias MSNBC também indicou vitória de Kamala Harris,
afirmando que ela foi mais qualificada e presidencial. A reportagem
também destacou a mentira de Trump sobre animais de estimação.
Já o site “Politico” disse que Kamala desequilibrou Trump e conseguiu aparecer mais do que o republicano.
O que dizem especialistas
Veja a seguir comentários de personalidades e especialistas em política consultados pela agência Reuters.
Marc Short, ex-chefe de gabinete do vice-presidente Mike Pence
“Trump perdeu a oportunidade de se concentrar contra Biden-Harris na
economia e na fronteira. Em vez disso, caiu na armadilha dela, indo
atrás de buracos de coelho sobre a negação das eleições e imigrantes
comendo animais de estimação. Harris passou no teste de parecer
presidencial, e Trump não expôs suas posições historicamente radicais. O
impacto provavelmente se estenderá às disputas competitivas na Câmara.”
Ron Bonjean, estrategista republicano
“Embora Harris tenha conseguido irritar Trump com seus ataques
bem-preparados, ainda não está claro se ela realmente convenceu esses
eleitores a finalmente tomar uma decisão com base nesse debate. A
questão agora é o quanto ela realmente mexeu no ponteiro. No entanto,
Trump não se ajudou ao aceitar participar desse debate.”
Karen Finney, estrategista democrata
“Este será lembrado como um dos desempenhos mais impressionantes em
debates da política moderna. A vice-presidente está fazendo exatamente o
que precisava: falar sobre sua visão e ideias políticas, ilustrar o
contraste entre ela e Trump, e ficar de fora enquanto ele se desmancha.
Ele está divagando, inventando coisas e espalhando mentiras e bobagens
mais rápido do que os verificadores de fatos conseguem acompanhar.”
Matthew Klink, estrategista republicano
“Não aprendemos nada novo sobre Kamala Harris esta noite. Os dois
apresentadores da ABC não a pressionaram em nenhum ponto para que
explicasse em mais detalhes ou para questioná-la sobre por que mudou de
posição. Mas esse não é o trabalho deles. Esse é o trabalho de Donald Trump,
e ele simplesmente não estava focado. Então, ela se saiu melhor do que
ele. Isso não vai fazer muita diferença no grande esquema das coisas.
Mas, certamente, podemos dizer que Kamala Harris se destacou sob os
holofotes, correspondeu ao momento, parecia e se comportava como uma
presidente.”
Amy Koch, estrategista republicana
“Está claro que Trump se preparou para este debate. Foi o mais
alinhado à mensagem — exceto pela parte dos cachorros — que ele já
esteve. Ele perdeu uma oportunidade de falar sobre imigração por causa
dessa história de cachorros e deveria tentar voltar ao assunto em algum
momento.”
Erick Erickson, comentarista conservador
“Trump perdeu o debate, e reclamar dos moderadores não muda isso. Ele
não perdeu por causa do comportamento deles. Ele perdeu por causa de
sua própria performance enquanto falava, e não por causa deles.”
Dan Eberhart, doador republicano
“Eu só vi um comandante no palco. Trump parecia focado, forte e no controle dos assuntos.”
Jeremi Suri, professor na Universidade do Texas
“Harris foi quase perfeita. Ela enfatizou questões centrais — aborto,
pequenas empresas, a liderança americana no mundo. Ela atacou Trump,
deixando-o na defensiva, sem parecer agressiva. Trump ficou defensivo,
irritado e em tom de discurso, e isso ficou claro.”
O debate
Esta foi a primeira vez que Kamala Harris e Donald Trump se
encontraram. O debate entre os dois provavelmente será o único até as
eleições, que estão marcadas para o dia 5 de novembro.
Kamala tem 59 anos e é a atual vice-presidente dos Estados Unidos. Se vencer o pleito, será a primeira mulher eleita presidente do país.
Já Donald Trump tem 78 anos e foi presidente entre 2017 e 2021. Ele tentou a reeleição em 2020, mas foi derrotado por Joe Biden.
Especialistas previam que o debate fosse focado na forma como cada um
atuou enquanto esteve no governo. Questões que envolvem economia,
inflação e segurança na fronteira são pontos importantes destas
eleições.
Além disso, havia uma expectativa para quem ambos trocassem ataques e
acusações. Durante a campanha, Kamala tem se referido ao republicano
como uma ameaça à democracia. Já Trump tenta pintar a democrata como uma
radical de esquerda.
Biden x Trump
Donald Trump e Joe Biden em debate presidencial, em 27 de junho de 2024 — Foto: Gerald Herbert/AP
O primeiro debate presidencial foi feito em 27 de junho, quando Joe
Biden ainda estava na disputa. O atual presidente dos Estados Unidos
desistiu de concorrer no mês seguinte.
Um dos fatores que pesou na desistência foi o fraco desempenho no
debate contra Trump. Naquele dia, Biden foi visto com a voz fraca e
perdeu a linha de raciocínio em vários momentos.
Uma pesquisa feita pela CNN apontou que 67% dos eleitores avaliaram que Trump foi melhor no debate, enquanto 33% apoiaram Biden.
A pesquisa também comparou os resultados com um levantamento feito
dias antes do debate. Os dados apontaram uma redução no número de
pessoas que tinham uma opinião favorável a Biden, passando de 37% para
31%.
Já a opinião favorável a Trump passou de 40% para 43%.
Uma outra pesquisa feita pelo instituto Ipsos apontou que Biden
perdeu o debate. De acordo com os dados, 60% disseram que Trump teve uma
melhor performance, enquanto Biden foi citado por 21% dos eleitores.
Além disso, 8% avaliaram a performance de Biden como excelente ou
boa, enquanto 73% disseram que o desempenho dele foi fraco ou péssimo.
Já o desempenho de Trump foi visto como bom ou ótimo para 40% dos
espectadores, enquanto 33% classificaram as falas dele como ruins ou
péssimas.