sexta-feira, 13 de setembro de 2024

INVESTIR EM MARKETING É UMA BOA OPÇÃO PARA AS EMPRESAS QUE QUEREM CRESCER E SE DESTACAR NO SEU MERCADO

 

Liliane Bueno – Palestrante e Mentora em Comunicação

Especialista em Comunicação com Influência, a jornalista Liliane Bueno explica como a Comunicação pode ajudar empresas a aumentar seu faturamento

Não investir em marketing já não é uma opção para as empresas que querem crescer e se destacar no seu mercado. Mas, algumas pessoas ainda acreditam que Marketing e Vendas são a mesma coisa e confundem as atribuições de cada um destes setores. Para esclarecer, o objetivo das ações de marketing é atrair clientes em potencial e gerar desejo pelo produto ou serviço enquanto o papel do setor de vendas é atender o consumidor, negociar e efetivar a compra. Toda essa jornada do cliente pode parecer um processo simples, mas não é.

“Muitas empresas investem, corretamente, em funis de venda, mas se esquecem do principal: quando o cliente estiver interessado, a qualidade do atendimento irá dizer se ele fica ou não”, afirma a jornalista especialista em Comunicação com Influência, Liliane Bueno. Para ela, muitas empresas investem pesado em ações de marketing para trazer potenciais clientes (leads), mas não percebem que o verdadeiro gargalo está no atendimento, ou seja, na forma como os vendedores se comunicam com esse cliente, o que impacta diretamente na efetivação ou não da venda.

No Brasil, 81% dos brasileiros não voltam a comprar com marcas depois de ter uma experiência ruim, segundo o Relatório do Varejo 2022, produzido pela Adyen em parceria com a KPMG. A questão é que a experiência começa desde o momento em que lead tem contato com a marca e segue, mesmo depois da venda já realizada.

“Por isso, nunca foi tão importante investir em comunicação quanto agora. Mais do que bons em técnicas de vendas, os vendedores precisam saber sobre pessoas e para isso, a comunicação chega como habilidade fundamental. Afinal, não basta ensinar uma técnica, para quem, na correria do dia a dia, não sabe o que fazer com ela, muito menos o motivo de utilizá-la”, reforça a jornalista que também é mentora em Comunicação.

Abaixo, Liliane lista cinco motivos para treinar o time de vendas em comunicação:

1-    CREDIBILIDADE

Equipes comerciais que se comunicam bem transmitem mais autoridade e credibilidade. A forma como inicia uma ligação, a maneira como aperta a mão do cliente, a maneira como o conduz pela loja… tudo comunica e saber como agir em uma reunião ou atendimento on-line, faz toda a diferença.

2-    INTERESSE POR PESSOAS

Vende mais quem sabe fazer perguntas. Mas precisam ser perguntas com interesse genuíno em conhecer quem procura pela sua solução. Ao iniciar diálogos, o vendedor deve ter uma escuta ativa, qualidade rara em dias de conteúdos rápidos e bombardeios de informações. Afinal, comunicar bem envolve falar bem, mas, ainda mais, saber escutar.

3-    CLAREZA QUE VENDE

Por muito tempo limitada aos palcos tradicionais, a clássica oratória agora ganha espaço no palco da vida. Boa dicção, domínio da linguagem não-verbal e objetividade são atributos iniciais de alguém que deseja ganhar a atenção e o respeito do cliente. Compramos quando temos clareza de que aquele produto é para nós. O problema é que muitas vezes, a má comunicação do time deixa o cliente mais confuso do que seguro na hora da compra.

4-    PERSUASÃO

Muito além dos famosos gatilhos de persuasão nas vendas, é importante entender que você se convence quando entende que algo é o melhor para você. Os bons comunicadores são excelentes em gerar consenso e, claro, mais convencimento porque quando um vendedor atende o cliente com persuasão, o cliente entende que ambos querem a mesma coisa, por isso opta pelo sim. E a comunicação ajuda muito neste sentido: trocar palavras para enriquecer o vocabulário, usar termos que demonstram autoridade do vendedor e empresa, saber conduzir a conversa e mais.

5-    PERSONALIZAÇÃO

Ficou para trás a época em que se vendia uma solução pronta para o cliente. Estamos na “Era da Hiperpersonalização”. Depois de aprender a extrair do cliente o que precisa saber, a apresentação do produto deve ser única, trazendo palavras que o cliente usou e colocando o produto como um solucionador para aquilo que o cliente trouxe de necessidade. Afinal, não queremos comprar, queremos resolver nossos problemas. E saber escolher as palavras certas e montar uma apresentação atrativa é habilidade de um bom comunicador.

FANS TOKENS DA VALEON

Os Clubes de Futebol no Brasil e no Mundo estão alinhados fora de campo e estão investindo em inovação e no mercado de criptoativos, mais especificamente as Fans Tokens que são moedas digitais chamadas de CHILIZ(CHZ).

A novidade é atribuir um valor de ativo financeiro a um produto com o qual o fã cria relacionamentos e experiências com o Clube de Futebol e que antes era apenas um serviço sem valor de revenda ou de valorização desse ativo. As Fans Tokens ajudam os clubes a melhorar a parte financeira.

Assim como nenhum elemento do marketing faz nada sozinho, não só em clubes, mas em qualquer empresa, as Fans Tokens também precisam ter a imagem trabalhada para chegar ao consumidor de forma clara, oferecendo algo que seja palatável e legível ao torcedor, ou seja, as pessoas precisam entender do que se trata este ativo digital para poder consumi-lo.

Como toda inovação, as Fans tokens ainda estão numa fase inicial e todos nós estamos aprendendo com elas. Não podemos perder de foco é que a tecnologia não pode ser o fim, a tecnologia é simplesmente o meio e é a chave para o engajamento e temos que compreender que a tecnologia pode gerar lucro, construir operações sustentáveis, proteger a integridade da concorrência, desenvolver multiplataformas e muito mais.

Engajar os fãs não é algo exclusivo do esporte. Pelo contrário, todas as marcas querem encantar seus consumidores e engajá-los das mais variadas formas. Descobrir essas formas é uma das muitas atividades de quem trabalha com comportamento do consumidor.

Em marketing, podemos definir o engajamento do cliente como os comportamentos espontâneos, interativos e cocriativos do consumidor, principalmente em trocas não transacionais entre consumidor e empresa para atingir seus objetivos individuais e sociais.

Em outro contexto, porém, podemos pensar no engajamento como um estado de espírito motivacional relacionado à marca e dependente do contexto de um cliente, caracterizado por níveis específicos de atividade cognitiva, emocional e comportamental nas interações da marca. E, nesse aspecto, surge um fator importante: como os consumidores engajados fornecem referências e recomendações para produtos específicos, o engajamento do cliente é um elemento-chave nas estratégias das empresas para o desenvolvimento de soluções, de novos produtos e retenção de clientes. É aqui que surge a ideia da monetização.

A Startup Valeon cria as FANS TOKENS VALEON para premiar uma enorme comunidade de consumidores que utilizam as redes sociais, que são o nosso público-alvo, que são as pessoas que achamos que podem realmente se beneficiar do nosso produto que é a Plataforma Comercial Marketplace Valeon e muitas vezes não possuem o conhecimento básico de como o nosso produto funciona.

As Fans Tokens são para aqueles que não querem apenas ser espectadores, mas para aqueles que desejam ter um papel mais ativo na comunidade das redes sociais.

A tokenização fornece novas maneiras inspiradoras de classificar valor, criando novos ativos ou reinventado os tradicionais, abrindo portas para melhoria de processos totalmente novos, fluxos de receitas e envolvimento dos clientes com novas oportunidades.

Pensando nisso, a Startup Valeon através do seu Site, aposta na possibilidade de trazer o consumidor que pode estar longe ou não conhece a Valeon para perto da gente e ainda ser nosso colaborador participando ativamente do nosso desenvolvimento, gerando transformações e tendo o direito de fornecer conhecimentos específicos para o desenvolvimento do Site.

Valor do Fan Token Valeon = R$ 1,00

Solicitamos a colaboração dos consumidores do Vale do Aço para as oportunidades de influenciarem em algumas decisões do nosso dia-a-dia e quanto maior o peso de suas opiniões, mais Fan Tokens irá ganhar.

1 – Você pode auxiliar no desenvolvimento do nosso Site Valeon verificando alguma possibilidade de melhoria nele.

Prêmio: 50 Fan Token Valeon

2 – As Empresas, Serviços e Profissionais que desejarem participar aderindo suas Publicidades e Propagandas ao Site Valeon terão descontos.

Prêmio: 30% na mensalidade

3 – Sugestões de Internautas que queiram incluir ÁLBUNS DE MÚSICAS de até 150 MB NA COLEÇÃO DE MÚSICAS do Site Valeon.

Prêmio: 20 Fan Token Valeon

VALIDADE DAS FANS TOKENS VALEON: 06 MÊSES

IPAT/1/09/2024

Envie sua MENSAGEM por e-mail no site da Valeon

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E-MAIL: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

CONGRESSO ESTÁ ABSORTO EM INTERESSES QUE NADA TÊM A VER COM OS VERDADEIROS INTERESSES DA SOCIEDADE

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

O Congresso virou de costas para o Brasil. Indiferentes ao que acontece em um país com tantas carências e, como se isso não bastasse, ora é consumido por queimadas que envolveram milhões de brasileiros numa gigantesca nuvem de ar irrespirável, deputados e senadores se fecharam em conchavos de gabinete que envolvem, fundamentalmente, a distribuição farta e descompromissada de dinheiro público – mais especificamente, o destino de bilhões de reais em emendas parlamentares a partir de fevereiro de 2025, quando haverá a troca de comando na Câmara e no Senado.

Está-se tratando de muito dinheiro. Um tanto capaz de mesmerizar os parlamentares até fazê-los esquecer as razões pelas quais receberam um mandato de representação e quem, afinal, deveriam representar. Em 2024, emendas parlamentares de toda espécie terão correspondido a mais de 20% das despesas discricionárias no Orçamento da União (quase R$ 45 bilhões). E, por mais que o Supremo Tribunal Federal aja para impor o respeito à Constituição e à moralidade pública, ninguém aposta que esse montante será menor no ano que vem.

O presidente Lula da Silva está perdido no enfrentamento da tormenta climática e até hoje segue devendo ao País um plano de governo digno do nome. O que o petista tem feito até aqui, na verdade, não significa muito mais do que espasmos de voluntarismo e uma mal-ajambrada reedição de seus velhos cacoetes como expoente do que se pode chamar de nacional-passadismo. E sempre, claro, de olho na próxima eleição, não nos melhores interesses do Estado brasileiro.

Diante dessa governança tíbia, em particular no enfrentamento da crise ambiental, não é pouco o que o Congresso poderia fazer dentro das atribuições que lhe são dadas pela Constituição. Mas o Congresso não está nem aí, absorto em interesses que nada têm a ver com os verdadeiros interesses da sociedade. No radar do Congresso, a mobilizar todos os partidos, está apenas a manutenção do orçamento secreto, seja qual for a conformação técnica que essa indecência venha a ter de tempos em tempos. É nesse sentido que a eleição para as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado ganhou singular importância. Nesses arranjos, uma inaceitável “anistia” – na verdade, impunidade – aos golpistas do 8 de Janeiro passou a servir de instrumento de chantagem contra os candidatos à sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara como o primeiro passo para a anistia do golpista em chefe, Jair Bolsonaro.

Esqueçamos as medidas que poderiam ser tomadas pelo Poder Legislativo para mitigar os efeitos da tormenta climática para a população. Às favas os projetos de lei que regulamentam a reforma tributária. Fica para as calendas uma discussão séria em torno de uma agenda de reformas mais amplas para destravar o crescimento do País e promover o bem-estar geral dos brasileiros. Nada disso parece interessar ao Congresso. Além das eleições municipais, é claro, o único tema que eletriza a esmagadora maioria dos deputados e senadores, se não todos, é a sucessão na Câmara e no Senado, pois desse novo arranjo de poder depende a fluidez dos dutos subterrâneos por onde corre a dinheirama das emendas parlamentares, longe de quaisquer controles republicanos.

Não se vê, no horizonte imediato, qualquer disposição por parte dos parlamentares em assumir suas responsabilidades como mandatários, como se fossem representantes de si mesmos – no máximo, de uma casta de dirigentes partidários que instrumentalizam as legendas para jogar com os interesses coletivos da Nação enquanto, à sorrelfa, tocam seus próprios negócios.

O Congresso é o locus por excelência dos grandes debates nacionais. No entanto, o que se vê é uma Câmara e um Senado totalmente distantes das reais necessidades do País. Em meio a tantos problemas que afetam a vida de milhões de brasileiros e mantêm o Brasil muito aquém de suas potencialidades, essa indiferença chega a ser aviltante. Se nada mudar, como não parece que vá mudar, se o interesse público não for colocado no centro das atenções de deputados e senadores, o Brasil continuará refém de uma elite política que, para além dos males que já causa à representação, abre uma avenida para aventureiros dispostos a pôr tudo abaixo sem oferecer nada de bom no lugar.

LEI ANTIDESMATAMENTO DA UE PODE PREJUDICAR O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO

 

História de Por Lisandra Paraguassu – REUTERS

Colheita de soja no Rio Grande do Sul 03/04/2024 REUTERS/Diego Vara

Colheita de soja no Rio Grande do Sul 03/04/2024 REUTERS/Diego Vara© Thomson Reuters

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – A poucos meses da União Europeia iniciar a implementação da chamada lei antidesmatamento, o governo enviou nesta quarta-feira uma carta à cúpula da UE pedindo que a legislação não seja aplicada, sob risco de impactar diretamente as exportações para os países da região.

O texto é assinado pelos ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

“O Brasil é um dos principais fornecedores para a UE da maioria dos produtos objetos da legislação, que correspondem a mais de 30% de nossas exportações para o bloco comunitário. De modo a evitar impacto em nossas relações comerciais, solicitamos que a UE não implemente a EUDR a partir do final de 2024 e reavalie urgentemente a sua abordagem sobre o tema”, diz o documento visto pela Reuters.

A legislação europeia, aprovada em 2022, prevê a proibição da importação de produtos originários de áreas que foram desmatadas a partir de 2022, mesmo em áreas em que o desmatamento é legalizado.

O texto inclui sete setores, sendo a maioria da pauta de exportação brasileira para os europeus: carne, café, cacau, produtos florestais (que inclui papel, celulose, e madeira), soja, e borracha. Tem ainda óleo de palma, único produto que o Brasil não exporta, mas inclui derivados, como couro, móveis e chocolate.

Em 2023, essa pauta chegou a 46,3 bilhões de dólares, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O governo brasileiro considera que a lei pode ter um impacto de quase 15 bilhões de reais nessas exportações.

“A EUDR foi desenhada sem conhecimento de como funciona o processo produtivo e exportador dos diferentes produtos e qual é a realidade em cada país”, diz a carta, ressaltando que o governo e os produtores brasileiros estiveram em Bruxelas para tentar mostrar problemas de legislação e desafios operacionais para implementação, mas não foram ouvidos.

“Consideramos a EUDR um instrumento unilateral e punitivo que ignora as leis nacionais sobre combate ao desmatamento; tem aspectos extraterritoriais que contrariam o princípio da soberania; estabelece tratamento discriminatório entre países ao afetar apenas países com recursos florestais; aumenta o custo do processo produtivo e exportador, sobretudo no caso de pequenos produtores; viola princípios e regras do sistema multilateral de comércio e compromissos acordados no âmbito dos acordos ambientais multilaterais”, segue o texto.

A implementação da legislação no final deste ano coincide com a intenção dos governos do Mercosul e da União Europeia de fecharem finalmente o acordo comercial entre os blocos. Na semana passada, negociadores europeus voltaram a Brasília e retomaram as conversas — uma nova rodada deve ser feita em algumas semanas.

De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, houve avanços justamente nas áreas ambientais e de compras governamentais, duas áreas com pontos difíceis para o lado brasileiro. As fontes não detalharam quais seriam esses avanços.

UE e Mercosul apontam que a negociação comercial do bloco e a lei antidesmatamento são questões separadas. No entanto, uma das preocupações do governo brasileiro é justamente o risco dos europeus usarem a lei para reduzirem ainda mais a cota de produtos agrícolas do país a serem exportados, e procuram alguma forma de compensação por parte dos europeus, se a lei for de fato implementada.

GOVERNO USA DINHEIRO NÃO RECLAMADO DOS BANCOS PARA PAGAR SUAS DESPESAS

 

História de Giordanna Neves e Amanda Pupo – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e líderes partidários para defender que a medida compensatória para desoneração da folha que trata da apropriação pelo governo de depósitos judiciais e bancários esquecidos em instituições financeiras tem amparo legal. A proposta foi criticada pelo Banco Central travou a votação do projeto de lei que prorroga a desoneração dos 17 setores e dos municípios.

“O que eu quis foi levar (na reunião) o Rogério Ceron (secretário do Tesouro) para esclarecer tecnicamente, inclusive a questão da contabilidade pública, que de fato é feita pelo Banco Central, e isso tem que ficar claro na redação, que a contabilidade pública não é alterada em função de lei, nem no caso da Constituição alterou a contabilidade pública”, disse o ministro.

Haddad se reuniu com Lira na Residência Oficial da Câmara nesta quarta-feira, 11. Foto: Wilton Junior/Estadão

Haddad se reuniu com Lira na Residência Oficial da Câmara nesta quarta-feira, 11. Foto: Wilton Junior/Estadão

Haddad reconheceu que os recursos não são classificados como receita primária (aquela contabilizada para o saldo das contas públicas), mas reforçou que o propósito do Senado, ao aprovar o texto, “nunca foi de mudar as regras de contabilidade”. No encontro, segundo o ministro, Ceron explicou aos deputados conceitos sobre contabilidade pública, além de leis que regem recursos específicos, como foi o caso dos recursos esquecidos do PIS/Pasep que não foram contabilizados pelo BC como receita primária.

A discussão levantada pelo BC é de que estes recursos esquecidos também não poderiam ser contabilizados como receita para cumprimento da meta fiscal (leia mais abaixo), já que não representam um esforço arrecadatório do governo.

O texto do projeto de lei aprovado no Senado, no entanto, abre espaço para uma outra interpretação. O trecho diz que, decorrido o prazo, os saldos não reclamados remanescentes junto às instituições depositárias passarão ao domínio da União “e serão apropriados pelo Tesouro Nacional como receita orçamentária primária para todos os fins das estatísticas fiscais e da apuração do resultado primário”.

O ministro disse que a Câmara e o Senado deverão discutir se será preciso uma outra medida compensatória caso o trecho seja modificado. “(Será discutido como) atender os objetivos do Senado sem mexer na contabilidade pública. É uma posição do BC que independe de lei, é uma espécie de manual do Fundo Monetário e de outras instituições internacionais que padronizam no mundo como é feita a contabilidade pública”, emendou. Ele reiterou que a ideia é que o texto seja aprovado pelos deputados sem precisar retornar à análise dos senadores.

Haddad disse ainda que não é fácil construir uma solução em torno da desoneração, ao explicar a razão pela demora em votar o projeto no Congresso. Ele afirmou, por outro lado, que o País vive um “bom caminho” de nova institucionalidade sobre segurança fiscal. Ele também avaliou que Lira está sempre com “boa vontade” de compreender e fazer o melhor ao País.

BC alerta Congresso e se opõe ao uso de dinheiro esquecido

Como mostrou o Estadão, o Banco Central (BC) abriu um embate com o Congresso e o governo sobre a apropriação de valores esquecidos em instituições financeiras para melhorar o resultado primário, que é a diferença entre receitas e despesas sem considerar os juros da dívida pública. Ou seja, o número que determina se o governo fechou o ano no azul ou no vermelho e se cumpriu ou não a meta estabelecida pela equipe econômica.

Na terça-feira, 10, o BC enviou uma nota técnica a deputados afirmando que a incorporação desse montante bilionário – atualmente em R$ 8,6 bilhões – no cálculo das contas públicas está “em claro desacordo com sua metodologia estatística, indo de encontro às orientações do TCU (Tribunal de Contas da União) e ao entendimento recente do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a matéria.”

A possibilidade de o Tesouro usar esses valores foi inserida no projeto de lei que estabelece o fim gradual da desoneração da folha de pagamento de empresas e municípios. O texto, pendente de aprovação pela Câmara dos Deputados, prevê uma série de medidas para compensar a perda de arrecadação da União – dentre elas, o resgate de montantes esquecidos por pessoas físicas e jurídicas em contas de instituições financeiras, como bancos, corretoras e cooperativas.

Segundo o texto aprovado pelo Senado Federal, que teve a relatoria do líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), essas cifras deverão ser computadas pelo Tesouro Nacional como uma receita primária, melhorando, portanto, o resultado das contas públicas. Esse entendimento, porém, vai na contramão da literatura fiscal, avaliam especialistas.

‘Não vamos pedir mais prazo ao STF’

Haddad, afirmou que, se o projeto de lei da desoneração não for votado hoje na Câmara, valerá a decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) que determina a retomada da reoneração. Ele garantiu que o governo não pedirá um novo prazo à Corte. A data-limite dada pelo STF para que o Congresso Nacional e o Poder Executivo cheguem a uma solução consensual sobre a desoneração termina nesta quarta-feira, 11.

”Não vamos pedir mais (prazo), porque nós estamos no limite da responsabilidade. Não há mais tempo para fechar o ano. Inclusive, eu estou indo ao Tribunal de Contas da União (TCU) para explicar o que está sendo feito para repor o recurso da desoneração. Nós estamos falando de R$ 28 bilhões”, disse Haddad. “O Tribunal de Contas tem dado declarações preocupadas com essa questão. É uma questão que não foi criada pelo governo. O alerta não tem que ser feito ao governo; o alerta tem que ser feito ao Congresso”, afirmou

O que é a desoneração da folha

A desoneração da folha de pagamentos foi instituída em 2011 para setores intensivos em mão de obra. Juntos, eles incluem milhares de empresas que empregam 9 milhões de pessoas. A medida substitui a contribuição previdenciária patronal de 20% incidente sobre a folha de salários por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. Ela resulta, na prática, em redução da carga tributária da contribuição previdenciária devida pelas empresas.

Por decisão do Congresso, em votações expressivas, a política de desoneração foi prorrogada até 2027, mas acabou suspensa por uma decisão liminar do STF em ação movida pelo governo federal. A alegação é que o Congresso não previu uma fonte de receitas para bancar o programa e não estimou o impacto nas contas públicas.

O Legislativo, porém, argumenta que medidas foram aprovadas para aumentar as receitas da União e que a estimativa de impacto estava descrita na proposta aprovada. O ministro da Fazenda anunciou, então, um acordo para manter a desoneração em 2024 e negociar uma cobrança gradual a partir do próximo ano.

O cerne da discussão passou a girar em torno das compensações da desoneração da folha de pagamentos. A equipe econômica insiste em uma medida que represente receitas para os próximos anos. Ela vale para 17 setores da economia. Confira abaixo quais são:

  • confecção e vestuário
  • calçados
  • construção civil
  • call center
  • comunicação
  • empresas de construção e obras de infraestrutura
  • couro
  • fabricação de veículos e carroçarias
  • máquinas e equipamentos
  • proteína animal
  • têxtil
  • TI (tecnologia da informação)
  • TIC (tecnologia de comunicação)
  • projeto de circuitos integrados
  • transporte metroferroviário de passageiros
  • transporte rodoviário coletivo
  • transporte rodoviário de cargas

REFORMA DO JUDICIÁRIO DO MÉXICO

 

História de AFP

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, discursa durante a apresentação de seu último informe de governo, em 1º de setembro de 2024 na praça do Zócalo, no centro da Cidade do México

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, discursa durante a apresentação de seu último informe de governo, em 1º de setembro de 2024 na praça do Zócalo, no centro da Cidade do México© Rodrigo Oropeza

A reforma no Judiciário impulsionada pelo presidente de esquerda Andrés Manuel López Obrador, foi aprovada nesta quarta-feira(11), e o México será o primeiro país a eleger todos os seus juízes por voto popular. 

A iniciativa foi promovida em um contexto de confronto entre López Obrador e o Supremo Tribunal, que bloqueou leis que ampliavam a participação do Estado no setor energético e deixavam a segurança dos cidadãos nas mãos dos militares. 

Seguem os principais pontos desta reforma constitucional, aprovada graças às amplas maiorias conquistadas pelo partido no poder nas eleições de 2 de junho, nas quais a esquerdista Claudia Sheinbaum foi eleita presidente.

1. Eleição popular

A parte central e mais polêmica é a eleição popular de juízes e ministros, incluindo os do Supremo Tribunal. 

Serão eleitos em votações extraordinárias, em 2025 e 2027, entre candidatos apresentados pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 

Até agora, os membros do Supremo Tribunal eram nomeados pelo presidente e aprovados pelo Senado, enquanto o Conselho Federal da Magistratura nomeava juízes e desembargadores após exames e concursos de mérito. 

López Obrador garante que as eleições buscam livrar o Judiciário da corrupção, mas a oposição, ONGs e os Estados Unidos alegam que a medida mina a independência judicial e deixa os juízes vulneráveis ao tráfico de drogas, que já afeta a política.

2. Caso único

A eleição popular de cerca de 1.600 juízes e magistrados federais, além de membros do Supremo Tribunal, é um caso único. 

“Não existe em outros países”, afirma Margaret Satterthwaite, relatora especial das Nações Unidas para a independência de juízes e advogados e crítica do projeto. 

Embora nos Estados Unidos alguns estados elejam juízes locais, o caso mais semelhante ao do México é o da Bolívia, onde os ministros dos tribunais superiores são eleitos pelo voto popular. Juízes de primeira instância, no entanto, são nomeados por um conselho da Magistratura. 

Porém, a independência dos magistrados eleitos foi questionada durante a disputa entre o presidente Luis Arce e seu mentor e ex-presidente socialista Evo Morales (2006-2019).

3. Corte no Supremo Tribunal

A reforma reduz o número de ministros do Supremo Tribunal de onze para nove e seus mandatos de 15 para 12 anos. 

Também elimina a pensão vitalícia dos ministros e proíbe que seus salários sejam superiores ao do presidente, medida já existente mas não aplicada.

4. Novo órgão de supervisão

A reforma elimina o Conselho Federal da Magistratura, que administra e fiscaliza a conduta dos funcionários judiciais, e determina a criação de um órgão administrativo e de um Tribunal Judicial Disciplinar. 

Este tribunal avaliará e investigará o desempenho dos juízes, encaminhará possíveis casos criminais ao Ministério Público e solicitará julgamentos políticos dos magistrados à Câmara dos Deputados. 

No México, onde há cerca de 80 homicídios por dia, a impunidade ultrapassa os 90%, segundo o Supremo Tribunal, que chama a atenção para a necessidade de melhorar as capacidades dos órgãos de investigação antes de promover uma “demolição” do Poder Judiciário.

5. Juízes sem rosto

A reforma incorpora juízes sem rosto ou anônimos para preservar a sua segurança e identidade nos processos contra o crime organizado. 

Esta figura é criticada pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos no México, por considerar que impede o reconhecimento da idoneidade e competência dos juízes. 

A medida foi aplicada em outros países da região. Na Colômbia, foi adotada no final da década de 1980 para enfrentar uma escalada terrorista do tráfico de drogas, mas sua eficácia na proteção dos juízes e na garantia da justiça foi questionada. 

Em El Salvador, como parte do estado de exceção promovido pelo presidente Nayib Bukele, as autoridades foram autorizadas a prender milhares de supostos membros de gangues sem mandado, que em seguida são apresentados a juízes sem rosto que podem prorrogar a prisão preventiva. 

Ativistas dos direitos humanos denunciam que muitos inocentes morreram.

ESCOLHA DO PRESIDENTE DA COP30 EM BELÉM SERÁ ANUNCIADA ANTECIPADAMENTE

 

História de RICARDO DELLA COLETTA, JOÃO GABRIEL E RENATO MACHADO – Folha de S. Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido aconselhado a antecipar o anúncio do seu escolhido para presidir a reunião global do clima da ONU de Belém.

A COP30 ocorrerá em novembro de 2025 na capital paraense. O plano inicial do governo era realizar o anúncio do presidente da COP na reunião deste ano, a COP29, em Baku (Azerbaijão).

Agora, a ideia em discussão no Planalto é que Lula revele o nome durante suas agendas em Nova York, no final de setembro, quando ele participa da abertura da Assembleia-Geral da ONU.

De acordo com interlocutores, Lula gostou da ideia e tem sinalizado que planeja usar Nova York para fazer o anúncio, possivelmente em alguma reunião paralela sobre meio ambiente.

Realizar a divulgação dois meses antes do previsto atende a diferentes objetivos, segundo membros do governo.

Uma das expectativas é criar um fato positivo e sinalizar para a comunidade internacional que o Brasil está compromissado com a agenda climática, num momento em que o país enfrenta a pior seca registrada desde 1950 e uma onda de queimadas cujos efeitos são vistos e sentidos no ar de várias regiões.

A avaliação é que a crise das queimadas tem ofuscado avanços do governo na área, como a diminuição do desmatamento na amazônia e a estagnação dos índices no cerrado.

Em outra sinalização para tentar responder à crise ambiental, Lula voltou a prometer, na terça (10), a criação de uma autoridade climática no país.

O presidente, porém, não indicou metas ou prazos para a criação do órgão, que foi uma de suas promessas de campanha nas eleições de 2022 e determinante no apoio de Marina Silva à sua candidatura.

A organização da COP funciona num sistema de troika: a presidência do ano se articula com a anterior (no caso deste ano, Emirados Árabes) e com a seguinte (Brasil).

Reuniões do trio ocorrem desde o início do ano, e o governo Lula já escalou diferentes representantes para participar: a ministra Marina Silva (Meio Ambiente), a secretária de Mudança do Clima da pasta, Ana Toni, e o embaixador André Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty.

O presidente da COP é o responsável por costurar as negociações climáticas e construir a agenda da conferência.

Em Belém, o principal ponto das negociações deve ser a revisão do Acordo de Paris –que completará dez anos em 2025– e das chamadas NDCs, as metas de redução de emissão assumidas pelos países.

Pessoas que acompanham o assunto dizem que Lula já definiu seu escolhido, embora ainda não se saiba quem é. Na bolsa de apostas, o nome considerado favorito é o do diplomata André Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty.

Nos últimos meses, diferentes auxiliares de Lula foram considerados para exercer o cargo, entre eles os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Marina Silva (Meio Ambiente). Um nome que também foi avaliado foi o do vice-presidente Geraldo Alckmin, que já acumula o ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Fora do circulo de ministros, outra candidata que sempre figurou na bolsa de apostas é Ana Toni. A secretária no ministério do Meio Ambiente, no entanto, sofre resistências no Palácio do Planalto e por setores do agronegócio por ter a maior parte da sua carreira ligada ao terceiro setor.

Além disso, um dos pontos vistos como barreiras tanto para Corrêa do Lago quanto para Toni é o fato de que tradicionalmente a presidência da COP seja exercida por um representante com status ministerial.

Assessores de Lula, porém, não veem esse ponto como um impeditivo caso o escolhido seja empoderado pelo presidente para tocar as negociações.

A COP em Belém é a grande aposta do terceiro governo Lula na área de clima. A cidade receberá dezenas de milhares de visitantes, numa conferência que carrega o peso simbólico de ser na amazônia e a primeira num país democrático desde 2021 (no Reino Unido).

FALTA DE AMBIÇÃO DO G20 PARA ABANDOMAR COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

História de admin3 – IstoÉ

Organizações ambientalistas expressaram nesta quarta-feira (11) preocupação com a falta de compromisso dos países do G20 em avançar em direção a uma transição que elimine o uso de combustíveis fósseis.

Um rascunho da declaração do G20 consultado pela AFP “saúda e apoia plenamente o resultado ambicioso e equilibrado” da COP28, que ocorreu em Dubai no ano passado.

O texto, no entanto, não menciona explicitamente o apelo da COP para que se realize “uma transição justa, ordenada e equitativa em direção à eliminação dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos”, que foi a principal conquista da conferência sobre o clima.

O documento de trabalho, com as cores da presidência brasileira do G20 e datado de 24 de outubro próximo, dia previsto para uma reunião dos ministros das Finanças do grupo em Washington, representa um retrocesso em comparação com um rascunho anterior, também consultado pela AFP.

Esse texto incluía explicitamente o apelo para abandonar gradualmente os combustíveis fósseis (carvão, petróleo, gás) como fontes de energia.

“Uma declaração do G20 que nem mesmo mencione a transição fora das energias fósseis… por parte das 20 economias mais poderosas do planeta, criaria um precedente preocupante”, destacou Maria Victoria Emanuelli, da 350.org.

O Brasil, que preside o G20 e sediará a COP30 no próximo ano, tem “uma enorme responsabilidade”, enfatizou em um comunicado.

Os países do G20 reconhecem que representam “cerca de 4/5 do PIB mundial e das emissões de gases de efeito estufa”.

“A resistência dos países em mencionar explicitamente os combustíveis fósseis e a necessidade de abandoná-los é evidente”, lamentou Stela Herschmann, da ONG brasileira Observatório do Clima. Mas é impossível limitar o aquecimento global a 1,5°C “sem enfrentar a raiz do problema”, destacou.

“É muito preocupante que os países do G20 não tenham a vontade de assumir sua responsabilidade de abandonar rapidamente as energias fósseis prejudiciais e liderar os esforços para mudar nosso sistema econômico atual”, acrescentou Shreeshan Venkatesh, da Rede de Ação Climática (CAN-RAC) internacional, o principal coletivo de ONGs observadoras das negociações internacionais.

 

AMAZÔNIA ESFOLADA PELO FOGO DAS QUEIMADAS

 

História de RFI

"Amazônia é esfolada viva", diz jornal francês sobre aumento das queimadas

“Amazônia é esfolada viva”, diz jornal francês sobre aumento das queimadas© AP – Eraldo Peres

“A Amazônia é esfolada viva”, diz nesta quinta-feira (12) a manchete de capa do jornal francês Libération. Os incêndios na maior floresta tropical do mundo preocupam cientistas em todo o planeta. Desde o início do ano, foram registrados 82.000 focos de incêndio na região, agravados pelo aumento das temperaturas e uma seca histórica.

Além da Amazônia, o Pantanal, a maior zona úmida da Terra, e áreas de biodiversidade únicas, como o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, também são consumidos pelo fogo, descreve o Libération.

No Brasil, garimpeiros em busca de ouro e agricultores sempre tiveram o costume de queimar a vegetação para preparar o solo antes do plantio. Mas desde o governo do ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, que incentivou essas práticas, as autoridades enfrentam novos inimigos na preservação dos biomas: facções criminosas pró-desmatamento, assinala o diário. Em São Paulo, mais de 90% dos incêndios ocorridos nas últimas semanas foram causados pela ação humana, o que surpreendeu as autoridades.

A especialista em clima Luciana Gatti, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), declara ao jornal francês que “a estupidez humana e a corrida pelo dinheiro estão arrastando o mundo para um suicídio coletivo”. “O mundo está comendo a Amazônia”, diz ela revoltada, referindo-se ao desmatamento decorrente do plantio da soja exportada para alimentação animal e o comércio do couro.

O francês Boris Patentreger, diretor da ONG Mighty Earth, endossa o grito de revolta da brasileira, e diz que a França deve atualizar sua estratégia nacional de 2019 contra o desmatamento importado. A legislação europeia que entra em vigor em janeiro de 2025, proibindo a venda de produtos de áreas desmatadas, dá uma certa esperança à ONG Greenpeace. 

Emergência climática 

Mas o editorial do Libération enfatiza que o mundo está diante de uma emergência climática. O ponto de não retorno no papel regulador da Amazônia para o equilíbrio climático global, tantas vezes evocado pelos cientistas, está chegando mais rápido do que se pensava. “Os brasileiros e vizinhos de oito países da região estão sendo asfixiados pela fumaça que já cobre 60% do território brasileiro”, aponta o jornal.

“Será que ainda é preciso lembrar o impacto desses incêndios sobre a saúde humana”, questiona o editorial, diante do aumento de casos de conjuntivite, rinite, asma, pneumonia e outras doenças agravadas pela inalação da fumaça tóxica proveniente das queimadas. 

O jornal de linha editorial progressista reconhece que o desmatamento caiu pela metade no ano passado em relação a 2022. “Seria mentiroso dizer que nada foi feito, mas é indiscutível que é preciso fazer mais, muito mais, para preservar o que resta da Amazônia”, conclui o Libération.

A TECNOLOGIA É PROTAGONISTA DESSA NOVA ERA E AS EMPRESAS DEVEM IMPLEMENTAR NOVAS FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS

 

João Gobira – Redador StartSe

Há quem diga que a inovação tecnológica seja prescindível para a presença de uma empresa no mercado. Mas qual será o risco de permanecer na zona de conforto enquanto a rotina de toda a sociedade se torna digital?

De fato, é verdade que, para a realidade atual de muitas empresas, implementar novas ferramentas ainda não é questão de vida ou morte. Mas o empreendedor atento há de notar que quem está esperando o “momento certo” pode descobrir ser tarde demais.

Afinal, ferramentas que já nasceram poderosas para qualquer negócio têm sido refinadas cada vez mais depressa. Todos os dias, nasce uma startup com uma solução revolucionária.

Embora estatisticamente a maioria delas venha a fracassar, são tantas ofertas que muitas vingarão e transformarão a economia mais rápido do que será possível acompanhar.

Então, pensando bem, talvez seja, sim, questão de vida ou morte para as empresas que ainda “têm outras prioridades”. Mesmo porque, embora seja verdade que muitas

empresas ainda sobrevivam sem inovações tecnológicas, permanecerem competitivas é outra história.

A economia evoluiu muito na última década e é possível que alguns empreendedores não tenham tido a sensibilidade para perceber como e por quê. Assim, o fato de que a tecnologia é protagonista dessa nova era é o que vamos ver a seguir.

Neste artigo, você vai entender o que é inovação tecnológica, por que ela é importante e quais são as tendências para os próximos anos. Acompanhe e confira!

O que é inovação tecnológica?

história de stephen hawking

Se nos permitirmos à intuição, a compreensão popular nos dará uma resposta aproximada para essa pergunta. Nesse caso, inovação seria propor algo distinto e conveniente ao mercado. Inovação tecnológica é, portanto, a mesma coisa relacionada à tecnologia.

Porém, os empreendedores que desejam se valer desse conceito para agregarem valor às suas ofertas devem ir um pouco mais além. A inovação tem um custo, e compreender o que ela custa é fundamental para garantir os melhores resultados.

A seguir, vamos conferir quais são os paradigmas mais importantes da inovação e como a tecnologia pode estar envolvida em todos eles.

Conceitos de inovação

Segundo Clayton Christensen, professor da Harvard Business School, inovação é um conceito amplo, com causas e efeitos diversos. Sendo assim, é essencial para as startups estar a par desses contextos para aproveitar o melhor que a inovação pode oferecer.

No entanto, não devemos confundir inovação com invenção. Embora haja uma aproximação desses conceitos, as invenções são produtos de engenheiros e cientistas. As inovações, por outro lado, são propostas por empreendedores, muitas vezes veiculando invenções com fins comerciais.

Inovação incremental

O modelo mais comum de inovação visa à manutenção de uma empresa diante de seu público consumidor. Perceba, por exemplo, como as grandes líderes no mercado de smartphones frequentemente lançam novos aparelhos com pequenas modificações.

Ainda que não sejam nada revolucionários, já que continuam a cumprir o mesmos propósitos, 10 megapixels a mais na resolução de uma câmera é suficiente para garantir as margens de lucro.

A isso, damos o nome de inovação incremental. Trata-se de pequenos aperfeiçoamentos de um produto ou serviço que asseguram a continuidade das ofertas. Por isso, a inovação incremental é uma necessidade para que as empresas se mantenham competitivas. 

Inovação de eficiência

Também muito frequente, mas menos visível aos consumidores, as inovações de eficiência buscam otimizar a dinâmica da empresa. Seja para aperfeiçoar os processos de produção, relação com parceiros ou a experiência do cliente, esse tipo de inovação é tão importante para a competitividade quanto as inovações incrementais.

Inovação radical

As inovações radicais são resultado de intensa pesquisa e estudo, muitas vezes acidentais. Isso porque, antes de um produto ou serviço radical ser proposto, é preciso antes haver uma invenção que o justifique.

Nesse caso, é mais fácil para os empreendedores promoverem esse tipo de inovação quando a invenção já foi lançada. Afinal, desenvolver um produto inovador custa muitos recursos e não há garantias de que o mercado receba a oferta de acordo com as expectativas.

Inovação disruptiva

Cada vez mais popular na era digital, a inovação disruptiva ainda é muito mal interpretada. Muitos confundem disrupção com inovação radical. A razão é compreensível: inovações disruptivas causam profundas transformações no mercado.

Entretanto, segundo Christensen, a disrupção não é resultado de uma proposta revolucionária. Do contrário, se trata de uma oferta de simplificação e acessibilidade a um produto ou serviço geralmente caro e complexo. Essa oferta invariavelmente tem bases em um modelo de negócio otimizável a partir da tecnologia.

O efeito dessa conveniência pouco a pouco altera o contexto do mercado e leva uma startup a dominar todo um mercado. Foi isso que aconteceu com a Apple e seus computadores pessoais. Em alguns anos, não mais se ouvia falar naqueles computadores gigantes e complicados.

Transformação digital

Considere agora os elementos de todos esses modelos de inovação. Com exceção da inovação disruptiva, que é necessariamente tecnológica, todos os outros poderiam ser resultado de um novo modelo de trabalho, certo?

Uma dinâmica diferente entre os trabalhadores pode criar um produto diferente, ou acelerar os processos, ou criar um serviço completamente transformador. O mesmo resultado, porém, pode ser alcançado com novos programas, robôs ou um banco de dados inteligente.

Portanto, inovação tecnológica está em implementar recursos, a partir da tecnologia, que produzam resultados positivos para o propósito da organização. 

Assim, o paradigma da nova economia faz da inovação tecnológica uma necessidade. A razão disso está no fato de que o mercado está passando por uma revolução: a transformação digital.

Mas não se engane em pensar que transformação digital seja apenas manter um blog corporativo e utilizar chatbots na relação com os consumidores. Muito mais que isso, a transformação digital é um processo desafiador e necessário para todas as empresas que desejam se manter atuantes no novo mercado.

Qual a importância da inovação tecnológica?

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Otimiza processos

Uma das grandes vantagens da inovação tecnológica, especialmente em função da transformação digital, é a otimização dos processos corporativos. É importante se lembrar de que a transformação digital se trata de uma cultura.

Uma vez que essa cultura está estabelecida, toda a atmosfera da empresa passa a ser digital, e isso reflete na presença de recursos que facilitam a rotina de trabalho em todos os aspectos. O resultado é uma organização mais fácil e criativa.

Fortalece a cultura organizacional da empresa

Como consequência de uma relação mais dinâmica, em que os setores podem se conhecer em níveis quantitativos profundos, passa a haver uma comunicação mais clara entre todos. Evidentemente, porém, isso só é possível se a liderança for capaz de implementar inovações tecnológicas com esse propósito.

Mais uma vez, o conceito de transformação digital é de suma importância, porque seus efeitos necessariamente afetam a estrutura organizacional empresa. Embora esse seja um processo desafiador, o resultado é uma colaboração virtuosa entre os profissionais, caracterizada por uma cultura estável e efetiva.

Agrega valor à experiência do cliente

Lucro é o objetivo de qualquer empresa no mercado, certo? Portanto, qualquer inovação que vise a aumentar as margens de lucro em raras exceções passa despercebida pelos consumidores.

Seja uma inovação que acelera processos, aperfeiçoa produtos ou otimiza a relação com o cliente, inovações sempre agregam valor à experiência do consumidor final. 

Assim, é seguro afirmar que qualquer implementação tecnológica bem pensada não apenas garante seus resultados diretos, mas também afetam positivamente a relação entre a empresa e seus clientes.

Aumenta a produtividade

O mesmo pode ser dito sobre os níveis de produtividade da organização. Afinal, por menores que sejam os efeitos positivos de uma inovação tecnológica, inevitavelmente a produção terá mais qualidade.

Isso pode ser entendido tanto como um efeito direto ou indireto da inovação. No caso das causas diretas do aumento de produtividade, temos, por exemplo, as:

  • automações;
  • simplificação de plataformas de trabalho;
  • integração de canais de comunicação.

Já as causas indiretas podem ser interpretadas a partir dos efeitos positivos que a inovação provoca em outros setores, o que garante mais domínio do mercado, proporcionando mais recursos. É o caso de:

  • chatbots;
  • marketing digital;
  • estratégia omnichannel.

Estimula a competição

Com vista em lucros, nenhum empreendedor deve se descuidar de seu mercado competidor. É fundamental saber o que e como seus concorrentes planejam oferecer mais valor aos seus consumidores.

Na medida em que uma empresa cresce, passa a ter potencial para satisfazer uma demanda cada vez maior. Sendo assim, a inovação tecnológica é tanto um meio de contribuir com essa escalabilidade quanto de garantir que as ofertas tenham mais qualidade.

Dessa forma, todos ganhamos, já que todos participamos da mesma sociedade de mercado. Pelo desejo de crescer, as empresas provocam uma aceleração da melhoria das ofertas por meio das inovações tecnológicas, permitindo o progresso ilimitado.

Quais são as tendências da inovação tecnológica?

Contudo, tratar de inovação tecnológica sem dar exemplos é muito vago. Afinal, do que exatamente estamos falando quando usamos esse termo? O que há de novo que as empresas podem utilizar como recurso que otimize sua presença na economia?

A seguir, vamos conhecer brevemente as tendências mais importantes da tecnologia e descobrir o que esperar para os próximos anos. Confira!

Big Data

As tecnologias associadas a conceitos como big data e data-driven representam uma das mais importantes transformações da era digital. O ponto central dessas inovações está em entender dados como verdadeiros ativos de uma empresa.

A partir do rigor que só a tecnologia pode oferecer, o acúmulo de informações sobre clientes e processos é capaz de proporcionar insights poderosos, o que pode mudar o domínio de mercado de uma empresa.

Assim, com uma estrutura inteligente de coleta, enriquecimento, categorização e manipulação de dados, é possível gerar resultados analíticos:

  • descritivos;
  • preditivos;
  • prescritivos;
  • diagnósticos.

Inteligência Artificial e Machine Learning

Para quem gosta de ficção científica, a inteligência artificial é a maior evidência de que estamos no futuro. Hoje, os robôs não apenas são verdadeiramente interativos, respondendo todas as nossas perguntas, como também aprendem cada vez mais rápido.

É possível que, em breve, a capacidade da inteligência artificial em termos de processamento e aprendizado se equipare ao próprio potencial humano. Há quem tema até uma evolução que dê início a uma supremacia das máquinas.

Em todo caso, não se pode negar que os robôs têm sido um dos recursos mais importantes das empresas. Afinal, eles não precisam de motivação, descanso, alimentação e são facilmente programáveis para cumprir qualquer função.

Blockchain

Com a crise econômica de 2009, uma alternativa para o dinheiro deu origem a um dos sistemas mais inteligentes de descentralização de ativos. A blockchain, engenharia computacional desenvolvida para a criptomoeda Bitcoin, abriu precedentes impensáveis.

Basicamente, o sistema une a segurança da criptografia a uma rede de centros de comunicação que validam, juntos, todas as informações adicionadas ao sistema. Isso torna a manipulação incondicionada das informações praticamente impossível.

Em suma, a blockchain é maior revolução de todos os tempos no que diz respeito à proteção de dados de um sistema dinâmico (como a economia ou uma rede de contratos inteligentes).

Computação na Nuvem

Parte da transformação digital tem a ver com essa poderosa inovação tecnológica. A computação na nuvem permitiu que empresas pudessem armazenar dados digitais em um servidor independente. 

A redução de custos com espaços físicos e estruturas de tratamento de informação é enorme. Dessa forma, o mercado passou a ser um terreno fértil para uma multiplicidade de empreendedores que, antes, não podiam estruturar suas próprias plataformas de negócio.

Realidades Aumentadas, Virtuais e Mistas

Na era digital, especialmente para o varejo, um grande desafio é estabelecer confiança diante dos consumidores. Afinal, garantir que o cliente tenha uma boa experiência de compra depende de que ele esteja seguro ao tomar a decisão de engajar com a empresa.

Mas como assegurar que o cliente tenha uma boa impressão de um produto ou serviço que ele só vai experimentar depois de adquirir? Para isso, os recursos de realidade virtual, aumentada e mista podem ser os catalisadores de grandes negócios. 

A partir dessas tecnologias, os consumidores podem estabelecer uma conexão mais profunda em sua experiência. Assim, as empresas proporcionam uma amostra virtual de seus produtos ou serviços, ou até promovem uma interação única, garantindo a fidelização.

Internet das Coisas

Já não é nada extraordinário usar o smartphone para acessar a internet. Mas houve um dia em que isso era revolucionário. Hoje, o impressionante é descobrir outros objetos com acesso à internet.

Contudo, podemos esperar pelo momento em que vai ser tão comum encontrar uma geladeira com acesso à internet quanto um computador. A internet das coisas é uma constante, e cada vez mais esse conceito é explorado.

Por meio dessa inovação tecnológica, é possível otimizar os sistemas de comunicação com pouca ou nenhuma necessidade de observação humana.

Um hotel, por exemplo, poderá computar quantas garrafas de água existem em cada frigobar, de cada quarto, ao mesmo tempo em que calcula o valor a ser cobrado de um hóspede no check-out com base no seu consumo particular.

Existem ainda outras inovações importantíssimas que com certeza farão parte do nosso cotidiano nas próximas décadas. É de se esperar, portanto, uma transformação radical na sociedade e na maneira de convivermos.

Nesse caso, os empreendedores devem estar preparados para aproveitar toda oportunidade de implementar suas próprias estratégias de negócio.

O futuro é agora e se movimenta depressa, e, como pudemos ver neste artigo, não faltam recursos para explorar o potencial do mercado dessa nova era.

STARTUP VALEON UMA HOMENAGEM AO VALE DO AÇO

Moysés Peruhype Carlech

Por que as grandes empresas querem se aproximar de startups? Se pensarmos bem, é muito estranho pensar que um conglomerado multibilionário poderia ganhar algo ao se associar de alguma forma a pequenos empresários que ganham basicamente nada e tem um produto recém lançado no mercado. Existe algo a ser aprendido ali? Algum valor a ser capturado? Os executivos destas empresas definitivamente acreditam que sim.

Os ciclos de desenvolvimento de produto são longos, com taxas de sucesso bastante questionáveis e ações de marketing que geram cada vez menos retorno. Ao mesmo tempo vemos diariamente na mídia casos de jovens empresas inovando, quebrando paradigmas e criando novos mercados. Empresas que há poucos anos não existiam e hoje criam verdadeiras revoluções nos mercados onde entram. Casos como o Uber, Facebook, AirBnb e tantos outros não param de surgir.

E as grandes empresas começam a questionar.

O que estamos fazendo de errado?

Por que não conseguimos inovar no mesmo ritmo que uma startup?

Qual a solução para resolver este problema?

A partir deste terceiro questionamento, surgem as primeiras ideias de aproximação com o mundo empreendedor. “Precisamos entender melhor como funciona este mundo e como nos inserimos!” E daí surgem os onipresentes e envio de funcionários para fazer tour no Vale e a rodada de reuniões com os agentes do ecossistema. Durante esta fase, geralmente é feito um relatório para os executivos, ou pelas equipes de inovação ou por uma empresa (cara) de consultoria, que entrega as seguintes conclusões:

* O mundo está mudando. O ritmo da inovação é acelerado.

* Estes caras (startups) trabalham de um jeito diferente, portanto colhem resultados diferentes.

* Precisamos entender estas novas metodologias, para aplicar dentro de casa;

* É fundamental nos aproximarmos das startups, ou vamos morrer na praia.

* Somos lentos e burocráticos, e isso impede que a inovação aconteça da forma que queremos.

O plano de ação desenhado geralmente passa por alguma ação conduzida pela área de marketing ou de inovação, envolvendo projetos de aproximação com o mundo das startups.

Olhando sob a ótica da startup, uma grande empresa pode ser aquela bala de prata que estávamos esperando para conseguir ganhar tração. Com milhares de clientes e uma máquina de distribuição, se atingirmos apenas um percentual pequeno já conseguimos chegar a outro patamar. Mas o projeto não acontece desta forma. Ele demora. São milhares de reuniões, sem conseguirmos fechar contrato ou sequer começar um piloto.

Embora as grandes empresas tenham a ilusão que serão mais inovadoras se conviverem mais com startups, o que acaba acontecendo é o oposto. Existe uma expectativa de que o pozinho “pirlimpimpim” da startup vá respingar na empresa e ela se tornará mais ágil, enxuta, tomará mais riscos.

Muitas vezes não se sabe o que fazer com as startups, uma vez se aproximando delas. Devemos colocar dinheiro? Assinar um contrato de exclusividade? Contratar a empresa? A maioria dos acordos acaba virando uma “parceria”, que demora para sair e tem resultados frustrantes. Esta falta de uma “estratégia de casamento” é uma coisa muito comum.

As empresas querem controle. Não estão acostumadas a deixar a startup ter liberdade para determinar o seu próprio rumo. E é um paradoxo, pois se as empresas soubessem o que deveria ser feito elas estariam fazendo e não gastando tempo tentando encontrar startups.

As empresas acham que sabem o que precisam. Para mim, o maior teste é quando uma empresa olha para uma startup e pensa: “nossa, é exatamente o que precisamos para o projeto X ou Y”.

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A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores como:

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quarta-feira, 11 de setembro de 2024

NO DEBATE OS ELEITORES AFIRMAM QUE KAMALA HARRIS FOI MELHOR DO QUE DONALD TRUMP

Candidatos à Casa Branca se enfrentaram no debate da ABC News, nesta terça-feira – globo.com g1

Kamala Harris e Donald Trump — Foto: BBC

Kamala Harris e Donald Trump — Foto: BBC

Kamala Harris e Donald Trump se enfrentaram na noite nesta terça-feira (10), no debate da “ABC News”. Uma pesquisa feita pela rede de TV norte-americana CNN aponta que 63% dos eleitores acreditam que a democrata teve um desempenho melhor. Trump foi mais bem visto por 37%.

O “The Washington Post” fez uma pesquisa qualitativa para ouvir a opinião de eleitores indecisos de estados decisivos. De modo geral, segundo o jornal, a maioria disse que Kamala foi melhor do que Trump no debate.

Os entrevistados concordaram mais com Kamala quando a democrata falou sobre saúde, aborto e Ucrânia. Por outro lado, segundo o jornal, Trump foi mais bem avaliado ao falar sobre economia.

Além disso, a maior parte dos eleitores disse que não fazia sentido as afirmações de Trump sobre imigração. Em determinado momento, ele chegou a dizer que imigrantes estavam roubando e comendo pets de moradores de uma cidade de Ohio, o que é falso.

O canal de notícias MSNBC também indicou vitória de Kamala Harris, afirmando que ela foi mais qualificada e presidencial. A reportagem também destacou a mentira de Trump sobre animais de estimação.

Já o site “Politico” disse que Kamala desequilibrou Trump e conseguiu aparecer mais do que o republicano.

O que dizem especialistas

Veja a seguir comentários de personalidades e especialistas em política consultados pela agência Reuters.

  • Marc Short, ex-chefe de gabinete do vice-presidente Mike Pence

“Trump perdeu a oportunidade de se concentrar contra Biden-Harris na economia e na fronteira. Em vez disso, caiu na armadilha dela, indo atrás de buracos de coelho sobre a negação das eleições e imigrantes comendo animais de estimação. Harris passou no teste de parecer presidencial, e Trump não expôs suas posições historicamente radicais. O impacto provavelmente se estenderá às disputas competitivas na Câmara.”

  • Ron Bonjean, estrategista republicano

“Embora Harris tenha conseguido irritar Trump com seus ataques bem-preparados, ainda não está claro se ela realmente convenceu esses eleitores a finalmente tomar uma decisão com base nesse debate. A questão agora é o quanto ela realmente mexeu no ponteiro. No entanto, Trump não se ajudou ao aceitar participar desse debate.”

  • Karen Finney, estrategista democrata

“Este será lembrado como um dos desempenhos mais impressionantes em debates da política moderna. A vice-presidente está fazendo exatamente o que precisava: falar sobre sua visão e ideias políticas, ilustrar o contraste entre ela e Trump, e ficar de fora enquanto ele se desmancha. Ele está divagando, inventando coisas e espalhando mentiras e bobagens mais rápido do que os verificadores de fatos conseguem acompanhar.”

  • Matthew Klink, estrategista republicano

“Não aprendemos nada novo sobre Kamala Harris esta noite. Os dois apresentadores da ABC não a pressionaram em nenhum ponto para que explicasse em mais detalhes ou para questioná-la sobre por que mudou de posição. Mas esse não é o trabalho deles. Esse é o trabalho de Donald Trump, e ele simplesmente não estava focado. Então, ela se saiu melhor do que ele. Isso não vai fazer muita diferença no grande esquema das coisas. Mas, certamente, podemos dizer que Kamala Harris se destacou sob os holofotes, correspondeu ao momento, parecia e se comportava como uma presidente.”

  • Amy Koch, estrategista republicana

“Está claro que Trump se preparou para este debate. Foi o mais alinhado à mensagem — exceto pela parte dos cachorros — que ele já esteve. Ele perdeu uma oportunidade de falar sobre imigração por causa dessa história de cachorros e deveria tentar voltar ao assunto em algum momento.”

  • Erick Erickson, comentarista conservador

“Trump perdeu o debate, e reclamar dos moderadores não muda isso. Ele não perdeu por causa do comportamento deles. Ele perdeu por causa de sua própria performance enquanto falava, e não por causa deles.”

  • Dan Eberhart, doador republicano

“Eu só vi um comandante no palco. Trump parecia focado, forte e no controle dos assuntos.”

  • Jeremi Suri, professor na Universidade do Texas

“Harris foi quase perfeita. Ela enfatizou questões centrais — aborto, pequenas empresas, a liderança americana no mundo. Ela atacou Trump, deixando-o na defensiva, sem parecer agressiva. Trump ficou defensivo, irritado e em tom de discurso, e isso ficou claro.”

O debate

Esta foi a primeira vez que Kamala Harris e Donald Trump se encontraram. O debate entre os dois provavelmente será o único até as eleições, que estão marcadas para o dia 5 de novembro.

Kamala tem 59 anos e é a atual vice-presidente dos Estados Unidos. Se vencer o pleito, será a primeira mulher eleita presidente do país.

Já Donald Trump tem 78 anos e foi presidente entre 2017 e 2021. Ele tentou a reeleição em 2020, mas foi derrotado por Joe Biden.

Especialistas previam que o debate fosse focado na forma como cada um atuou enquanto esteve no governo. Questões que envolvem economia, inflação e segurança na fronteira são pontos importantes destas eleições.

Além disso, havia uma expectativa para quem ambos trocassem ataques e acusações. Durante a campanha, Kamala tem se referido ao republicano como uma ameaça à democracia. Já Trump tenta pintar a democrata como uma radical de esquerda.

Biden x Trump

Donald Trump e Joe Biden em debate presidencial, em 27 de junho de 2024 — Foto: Gerald Herbert/AP

Donald Trump e Joe Biden em debate presidencial, em 27 de junho de 2024 — Foto: Gerald Herbert/AP

O primeiro debate presidencial foi feito em 27 de junho, quando Joe Biden ainda estava na disputa. O atual presidente dos Estados Unidos desistiu de concorrer no mês seguinte.

Um dos fatores que pesou na desistência foi o fraco desempenho no debate contra Trump. Naquele dia, Biden foi visto com a voz fraca e perdeu a linha de raciocínio em vários momentos.

Uma pesquisa feita pela CNN apontou que 67% dos eleitores avaliaram que Trump foi melhor no debate, enquanto 33% apoiaram Biden.

A pesquisa também comparou os resultados com um levantamento feito dias antes do debate. Os dados apontaram uma redução no número de pessoas que tinham uma opinião favorável a Biden, passando de 37% para 31%.

Já a opinião favorável a Trump passou de 40% para 43%.

Uma outra pesquisa feita pelo instituto Ipsos apontou que Biden perdeu o debate. De acordo com os dados, 60% disseram que Trump teve uma melhor performance, enquanto Biden foi citado por 21% dos eleitores.

Além disso, 8% avaliaram a performance de Biden como excelente ou boa, enquanto 73% disseram que o desempenho dele foi fraco ou péssimo.

Já o desempenho de Trump foi visto como bom ou ótimo para 40% dos espectadores, enquanto 33% classificaram as falas dele como ruins ou péssimas.

 

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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