sábado, 13 de maio de 2023

LULA ATRAPALHA O GOVERNO COM SUAS DECLARAÇÕES VINGATIVAS

 

Manipulação de resultados é só uma amostra dos males que a jogatina é capaz de produzir

Por Notas & Informações – Jornal Estadão

Um surto de manipulação de resultados de jogos de futebol se espalha no País, aparentemente no mesmo ritmo em que proliferam, ao arrepio da lei, as casas de apostas online. O esquema até aqui descortinado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) já mostrou que nem a elite do esporte nacional − vitrine para o mundo − está a salvo da ação criminosa de apostadores que tentam ditar o que se passa nos gramados, interferindo até mesmo no número de escanteios ou de cartões amarelos e vermelhos.

Como noticiou o Estadão, a Justiça goiana recentemente acatou denúncia do MP-GO com base na Operação Penalidade Máxima 2, que apontou fraudes inclusive em partidas da Série A do Campeonato Brasileiro de 2022. Um time com a tradição do Santos − e isso não é trivial − afastou um de seus zagueiros, transformado em réu na ação. As investigações prosseguem e sabe-se lá o que haverão de revelar. Por ora, a única certeza é que as casas de apostas online, antes mesmo de serem legalizadas, já provocaram um tremendo estrago.

Vale notar que os jogos de azar são proibidos no País. Como já registramos outras vezes neste espaço, a Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688/1941) continua em vigor e prevê pena de detenção de três meses a um ano para quem estabelece ou explora esse tipo de atividade. Punição, aliás, reforçada pelo Congresso em 2015, com a fixação de multa para quem participa da jogatina, mesmo que pela internet. A propósito, é falacioso o argumento de que tal realidade teria sido alterada pela Lei 13.756/2018, considerando que as chamadas “apostas de quota fixa” não foram ainda regulamentadas − algo que o governo, equivocadamente, pretende fazer em breve, por medida provisória em fase final de elaboração. Em resumo, as empresas que exploram a jogatina online vêm operando ilegalmente no Brasil.

É espantoso, então, que as casas de apostas online não apenas sigam funcionando, como também patrocinem quase todos os clubes da Série A do Brasileiro. O poderio econômico desse setor de faturamento bilionário, por sinal, costuma ser invocado por quem defende a liberação dos jogos de azar. Os arautos da jogatina fingem não ver, claro, que os recursos que surgem de um lado desaparecem do outro, no rastro da desagregação do tecido social e dos demais danos provocados pelos jogos de azar. Sem falar na porta que se abre para a lavagem de dinheiro e outros crimes.

Ora, as tramoias reveladas até aqui não deixam dúvida quanto aos riscos representados pelos sites de apostas: mal esse tipo de empresa se instalou no País e já produziu um cenário de crise que atinge em cheio uma paixão nacional e o poderoso mercado da bola. Fraudes de que não se tinha notícia em tamanha extensão e profundidade − e que agora passam a exigir a atenção e a mobilização do aparato estatal, consumindo tempo e recursos do governo, com a Polícia Federal já convocada a entrar na investigação. Eis o triste retrato do que as casas de apostas online são capazes de produzir. Um problema que só se agravará se essa modalidade de jogo vier a ser legalizada no Brasil.

APOSTAS ONLINE CONTAMINAM O FUTEBOL

 

Manipulação de resultados é só uma amostra dos males que a jogatina é capaz de produzir

Por Notas & Informações – Jornal Estadão

Um surto de manipulação de resultados de jogos de futebol se espalha no País, aparentemente no mesmo ritmo em que proliferam, ao arrepio da lei, as casas de apostas online. O esquema até aqui descortinado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) já mostrou que nem a elite do esporte nacional − vitrine para o mundo − está a salvo da ação criminosa de apostadores que tentam ditar o que se passa nos gramados, interferindo até mesmo no número de escanteios ou de cartões amarelos e vermelhos.

Como noticiou o Estadão, a Justiça goiana recentemente acatou denúncia do MP-GO com base na Operação Penalidade Máxima 2, que apontou fraudes inclusive em partidas da Série A do Campeonato Brasileiro de 2022. Um time com a tradição do Santos − e isso não é trivial − afastou um de seus zagueiros, transformado em réu na ação. As investigações prosseguem e sabe-se lá o que haverão de revelar. Por ora, a única certeza é que as casas de apostas online, antes mesmo de serem legalizadas, já provocaram um tremendo estrago.

Vale notar que os jogos de azar são proibidos no País. Como já registramos outras vezes neste espaço, a Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688/1941) continua em vigor e prevê pena de detenção de três meses a um ano para quem estabelece ou explora esse tipo de atividade. Punição, aliás, reforçada pelo Congresso em 2015, com a fixação de multa para quem participa da jogatina, mesmo que pela internet. A propósito, é falacioso o argumento de que tal realidade teria sido alterada pela Lei 13.756/2018, considerando que as chamadas “apostas de quota fixa” não foram ainda regulamentadas − algo que o governo, equivocadamente, pretende fazer em breve, por medida provisória em fase final de elaboração. Em resumo, as empresas que exploram a jogatina online vêm operando ilegalmente no Brasil.

É espantoso, então, que as casas de apostas online não apenas sigam funcionando, como também patrocinem quase todos os clubes da Série A do Brasileiro. O poderio econômico desse setor de faturamento bilionário, por sinal, costuma ser invocado por quem defende a liberação dos jogos de azar. Os arautos da jogatina fingem não ver, claro, que os recursos que surgem de um lado desaparecem do outro, no rastro da desagregação do tecido social e dos demais danos provocados pelos jogos de azar. Sem falar na porta que se abre para a lavagem de dinheiro e outros crimes.

Ora, as tramoias reveladas até aqui não deixam dúvida quanto aos riscos representados pelos sites de apostas: mal esse tipo de empresa se instalou no País e já produziu um cenário de crise que atinge em cheio uma paixão nacional e o poderoso mercado da bola. Fraudes de que não se tinha notícia em tamanha extensão e profundidade − e que agora passam a exigir a atenção e a mobilização do aparato estatal, consumindo tempo e recursos do governo, com a Polícia Federal já convocada a entrar na investigação. Eis o triste retrato do que as casas de apostas online são capazes de produzir. Um problema que só se agravará se essa modalidade de jogo vier a ser legalizada no Brasil.

TECNOLOGIA AJUDA A HUMANIZAR AS EMPRESAS

 

Tiago Sanches – Gerente comercial da Total IP

Conheça soluções automatizadas, capazes de alavancar a captação de talentos no mercado

Atrair um candidato ideal não é tão simples quanto parece. Na verdade, por muitas vezes, trata-se de um desafio a ser superado. Com inúmeros players no mercado, disputar pelo profissional certo requer investimento por parte das companhias. Logo, quem atenta-se, desde o princípio, a fatores como transparência, praticidade e humanização, larga na frente dos demais. Para seguir a tendência, deve-se buscar recursos capazes de incentivar processos eficazes e convidativos. A tecnologia é, portanto, uma das chaves para a resolução desse problema. Cabe às corporações adotarem a novidade e alterarem seus rumos.

Fragilidades para se encontrar candidatos no mercado de trabalho

Quando tratá-se do desenvolvimento de ferramentas cotidianas, atrela-se, automaticamente, à imagem da área de Tecnologia da Informação (TI). Esse ramo, tão alinhado com os preceitos do mundo digital, tem aumentado cada vez mais dentro do país. Seu mercado aquece quem busca empreender e valoriza os passos em direção à prosperidade. Na última década, o meio de atuação apresentou uma taxa de crescimento de 43%. Segundo o relatório Insights Report, divulgado pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Paraná (Assespro-PR), até maio do último ano, havia mais de 275 mil entidades ativas no setor. “Isso demonstra a relevância de organizações pautadas no progresso, como é o caso da Total IP”, pontua o gerente comercial da Total IP, Tiago Sanches.

Por outro lado, captar talentos para essa esfera tem se mostrado uma adversidade latente à maioria dos empreendimentos. Quando analisá-se a situação no Brasil, o cenário enxergado é, no mínimo, preocupante. De acordo com o levantamento realizado pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), estima-se a carência de 400 mil profissionais para cargos dessa instância. Até 2025, as previsões tendem a piorar, pois não indicam uma melhora na formação desses indivíduos. Assim, devido à ampliação exponencial do mercado de TI, espera-se contar com uma insuficiência de 797 mil trabalhadores até a data sugerida.

Para complementar os dados e elucidar o contexto vivido, a pesquisa também indicou a taxa de rotatividade desses colaboradores. Conforme a associação, 48% dos funcionários entrevistados abandonam ou trocam seus cargos dentro do período de um ano. Ou seja, além de enfrentar o obstáculo de encontrar um raro especialista, é preciso estar alerta à área de recursos humanos (RH) a fim de retê-los. “O revés pode parecer complexo, principalmente após a pandemia, quando os servidores passaram a avaliar mais criteriosamente seus parâmetros de atuação. Um bom salário ou benefício exclusivo já não será o responsável por segurar alguém. Por isso, invista em novidades e ganhe espaço no meio”, acrescenta Sanches.

Como a tecnologia consegue auxiliar na retenção de candidatos  

Dada a conjuntura presente, fica nítido a necessidade de apostar no RH. Cada vez mais, jovens aprendizes, estagiários e efetivos se preocupam com suas condições laborais. A máxima de “viver para o trabalho” foi estritamente perpassada. Hoje, encontra-se algo próximo do “apesar de existir, também opero”. Em outras palavras, as relações têm assumido um palco de maior prestígio. Valorizar as preferências e minuciosidades de um subordinado é extremamente notável. Para isso, muitas vezes a mão humana não dá conta sozinha. Ela precisa de aliados capazes de automatizar procedimentos repetitivos e mitigar a fadiga. Quando o futuro de uma firma depende dos pequenos detalhes cotidianos, a atenção urge ser redobrada.

A partir dessas dores, a Total IP desenvolveu mecanismos com o poder de facilitar o contato entre gestores e equipe. “Com o PABX-IP Corporativo, por exemplo, nos esforçamos para construir um aparato capaz de unificar toda uma organização por meio de uma única linha telefônica. Ele é composto por um servidor, local ou em nuvem, e os chamados softphones – aplicativos para computador e celular, os quais permitem a realização de chamadas. Com base neles, conseguimos andar alinhados com o home office e manter o grupo conectado de onde estiver”, ressalta o diretor de tecnologia da Total IP, Giovane Oliveira.

O diferencial das corporações é romper com o modelo tradicional de feedbacks – por muitas vezes rarefeito – e incentivar uma mecânica de respostas constante. Pequenos gestos como esse já são suficientes para demonstrar reconhecimento e conquistar o colaborador. Outro dispositivo imprescindível para promover um ambiente mais horizontal nas relações ocupacionais é o Robô Dinâmico para Chat, WhatsApp e Telegram. Com esse amigo andróide, os estabelecimentos abrem um leque maior de canais para comunicação e contam com um auxílio em mensagens de texto.

Outras funcionalidades da tecnologia

Nem sempre o coordenador poderá parar os seus afazeres e responder um membro do time. Para combater o infortúnio, um robô dinâmico se adianta e já introduz o assunto com o remetente. “Por ser integrado à API Business do WhatsApp, ele atua diretamente no app sem complicações. Com templates (HSM) pré-cadastrados e homologados, ele consegue disparar notas ativamente. Isso poupa inúmeras etapas de uma devolutiva, algo central na vida de um diretor, por exemplo. Além disso, está 100% em português e veicula por meio de uma conta verificada pela Meta”, aponta Oliveira.

Pode parecer curioso, porém o segredo para atingir uma abordagem humanizada reside – na verdade – em instrumentos robotizados. Essa é a magia por trás da tecnologia. Ela não nasceu para desvincular o homem das suas relações com os outros. Pelo contrário, o propósito dela, quando tomado seriamente por entidades como a Total IP, é potencializar os laços. Portanto, a recomendação ao empresariado é acreditar em novas rotas, desprender-se do passado, valorizar as profissões do futuro e seguir em frente!

FANS TOKENS DA VALEON

Os Clubes de Futebol no Brasil e no Mundo estão alinhados fora de campo e estão investindo em inovação e no mercado de criptoativos, mais especificamente as Fans Tokens que são moedas digitais chamadas de CHILIZ(CHZ).

A novidade é atribuir um valor de ativo financeiro a um produto com o qual o fã cria relacionamentos e experiências com o Clube de Futebol e que antes era apenas um serviço sem valor de revenda ou de valorização desse ativo. As Fans Tokens ajudam os clubes a melhorar a parte financeira.

Assim como nenhum elemento do marketing faz nada sozinho, não só em clubes, mas em qualquer empresa, as Fans Tokens também precisam ter a imagem trabalhada para chegar ao consumidor de forma clara, oferecendo algo que seja palatável e legível ao torcedor, ou seja, as pessoas precisam entender do que se trata este ativo digital para poder consumi-lo.

Como toda inovação, as Fans tokens ainda estão numa fase inicial e todos nós estamos aprendendo com elas. Não podemos perder de foco é que a tecnologia não pode ser o fim, a tecnologia é simplesmente o meio e é a chave para o engajamento e temos que compreender que a tecnologia pode gerar lucro, construir operações sustentáveis, proteger a integridade da concorrência, desenvolver multiplataformas e muito mais.

Engajar os fãs não é algo exclusivo do esporte. Pelo contrário, todas as marcas querem encantar seus consumidores e engajá-los das mais variadas formas. Descobrir essas formas é uma das muitas atividades de quem trabalha com comportamento do consumidor.

Em marketing, podemos definir o engajamento do cliente como os comportamentos espontâneos, interativos e cocriativos do consumidor, principalmente em trocas não transacionais entre consumidor e empresa para atingir seus objetivos individuais e sociais.

Em outro contexto, porém, podemos pensar no engajamento como um estado de espírito motivacional relacionado à marca e dependente do contexto de um cliente, caracterizado por níveis específicos de atividade cognitiva, emocional e comportamental nas interações da marca. E, nesse aspecto, surge um fator importante: como os consumidores engajados fornecem referências e recomendações para produtos específicos, o engajamento do cliente é um elemento-chave nas estratégias das empresas para o desenvolvimento de soluções, de novos produtos e retenção de clientes. É aqui que surge a ideia da monetização.

A Startup Valeon cria as FANS TOKENS VALEON para premiar uma enorme comunidade de consumidores que utilizam as redes sociais, que são o nosso público-alvo, que são as pessoas que achamos que podem realmente se beneficiar do nosso produto que é a Plataforma Comercial Marketplace Valeon e muitas vezes não possuem o conhecimento básico de como o nosso produto funciona.

As Fans Tokens são para aqueles que não querem apenas ser espectadores, mas para aqueles que desejam ter um papel mais ativo na comunidade das redes sociais.

A tokenização fornece novas maneiras inspiradoras de classificar valor, criando novos ativos ou reinventado os tradicionais, abrindo portas para melhoria de processos totalmente novos, fluxos de receitas e envolvimento dos clientes com novas oportunidades.

Pensando nisso, a Startup Valeon através do seu Site, aposta na possibilidade de trazer o consumidor que pode estar longe ou não conhece a Valeon para perto da gente e ainda ser nosso colaborador participando ativamente do nosso desenvolvimento, gerando transformações e tendo o direito de fornecer conhecimentos específicos para o desenvolvimento do Site.

Valor do Fan Token Valeon = R$ 1,00

Solicitamos a colaboração dos consumidores do Vale do Aço para as oportunidades de influenciarem em algumas decisões do nosso dia-a-dia e quanto maior o peso de suas opiniões, mais Fan Tokens irá ganhar.

1 – Você pode auxiliar no desenvolvimento do nosso Site Valeon verificando alguma possibilidade de melhoria nele.

Prêmio: 50 Fan Token Valeon

2 – As Empresas, Serviços e Profissionais que desejarem participar aderindo suas Publicidades e Propagandas ao Site Valeon terão descontos.

Prêmio: 30% na mensalidade

3 – Sugestões de Internautas que queiram incluir ÁLBUNS DE MÚSICAS de até 150 MB NA COLEÇÃO DE MÚSICAS do Site Valeon.

Prêmio: 20 Fan Token Valeon

VALIDADE DAS FANS TOKENS VALEON: 06 MÊSES

IPAT/1/04/2023

Envie sua MENSAGEM por e-mail no site da Valeon

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)

E-MAIL: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

sexta-feira, 12 de maio de 2023

CPI DO MST VAI INVESTIGAR INVASÕES TAMBÉM NAS CIDADES

 

Câmara dos Deputados
CPI do MST pode investigar invasões do MTST de Boulos e influenciar na eleição de São Paulo em 2024
Por
Aline Rechmann – Gazeta do Povo


O deputado federal Guilherme Boulos deve ser membro da CPI do MST e quer concorrer à prefeitura de São Paulo mais uma vez| Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que aguarda instalação na Câmara dos Deputados, pode influenciar nas eleições municipais de São Paulo se investigar também o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto. O chamado MTST é coordenado e historicamente ligado ao deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), que deve ser o candidato apoiado pelo PT no pleito.

Um dos maiores defensores da ideia de expandir as investigações sobre o MST e chegar também ao MTST e à Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) é o deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (PL-SP). Ele é o nome mais cotado para assumir a relatoria da CPI e também busca indicação para concorrer à prefeitura de São Paulo.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ainda aguarda instalação na Câmara dos Deputados. Enquanto isso, oposição e governo buscam fortalecer suas narrativas e estratégias para os trabalhos. O PT buscará proteger o MST e deve reforçar a tese de que não há fato determinado para as investigações. Já a oposição pretende focar não só nas invasões de terras no meio rural, mas também em movimentos que coordenam invasões em áreas urbanas.

O deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (PL-SP) é o mais cotado para assumir a relatoria da CPI. Ele vem afirmando que pretende incluir outros movimentos nas investigações. Caso isso ocorra, a CPI do MST passaria a se chamar CPI das Invasões.

Salles é autor de um dos requerimentos que deu origem à CPI do MST. No documento, ele apontou preocupação com os crimes de invasão cometidos também nas cidades. “Não bastasse o cometimento desses crimes no campo, o que assistimos e muito nos preocupa é a defesa dessas práticas criminosas pelos atuais gestores, que virá a fomentar as invasões à propriedade privada não só no campo, mas também nas cidades”, enfatiza o deputado paulista.

Outros dois requerimentos foram apresentados pelos deputados federais – Tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS), Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e Ricardo Salles (PL-SP). Por fim, eles se uniram para atingir as 171 assinaturas necessárias. O requerimento do deputado Zucco acabou sendo protocolado ao alcançar 172 assinaturas e por isso ele é cotado para presidir o colegiado.

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Inclusão do MTST na CPI mira Boulos e a prefeitura de São Paulo 

Em entrevistas recentes, Salles disse que “a versão urbana do MST é o MTST, de onde o Boulos cresceu”. A afirmação antecipa os embates da CPI, caso se confirme também a indicação do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) na composição do colegiado. Boulos é coordenador nacional do MTST.

Além do embate na CPI, Salles e Boulos podem protagonizar a disputa pela prefeitura de São Paulo nas próximas eleições. Boulos já concorreu ao cargo em 2020 e Salles busca a indicação para concorrer pelo Partido Liberal (PL). O ex-ministro de Bolsonaro, no entanto, terá que convencer a cúpula do partido a retirar o apoio ao atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB). O PL tem cargos na gestão de Nunes e algumas lideranças têm indicado preferência em apoiar o emedebista.

Na avaliação da analista política da FGV Carol Curimbaba, a relatoria de Salles na CPI pode influenciar na decisão do partido. “Se Salles conseguir conduzir bem, de forma justa e incisiva, vai ser uma passagem livre para ele começar a despontar [a candidato] para a prefeitura de São Paulo, que será uma disputa de extremos, entre ele e Boulos”, disse a especialista.

Em sua busca pelo espaço, Salles tem feito afirmações que buscam atingir Boulos. “O povo paulistano jamais permitirá ser comandado por alguém que em nada representa o espírito da nossa cidade. Invasor de propriedade, aqui não”, comentou o deputado ao reproduzir o trecho de uma entrevista em que menciona Boulos em suas redes sociais.

Boulos sinaliza possibilidade de questionar CPI do MST no STF 
Já Boulos, assim como outros deputados governistas vem questionando a criação da CPI do MST. Para eles, a CPI não tem fato determinado, um dos pré-requisitos previstos no regimento da Câmara dos Deputados para criação deste tipo de comissão.

Na visão do parlamentar do PSOL, não existiriam motivos concretos para a instalação da CPI. “Essa CPI é um casuísmo, que inclusive vai ser questionada no Supremo Tribunal Federal porque não tem objeto. Pela legislação, uma CPI precisa ter um fato definido para poder ser instaurada. Uma CPI do MST é uma coisa totalmente descabida”, afirmou Boulos em entrevista à Jovem Pan News.

A Gazeta do Povo tentou contato com a assessoria do deputado federal Guilherme Boulos, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.

MST já foi investigado em outras CPIs no Congresso Nacional 
Esta será a quinta CPI que busca investigar o MST e as invasões de terra no Brasil. Desde 2003, o movimento já foi investigado em quatro comissões de inquérito no Congresso Nacional, sendo a primeira a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Terra, que funcionou entre 2003 e 2005. Também foi alvo da CPMI “do MST” (2009-2011), da CPI Funai Incra (2015 –2016) e da Funai Incra 2 (2016 – 2017).

De acordo com membros da direção do MST, essa é uma forma de atacar o movimento social e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “A gente está indo para a quinta CPI ao longo dessa caminhada do MST. Todas elas tiveram esse mesmo caráter, instrumento para tentar nos colocar em uma posição de encantonamento e evidenciar as posições políticas da extrema direita, dos ruralistas em relação a nós”, ressaltou Ceres Hadich, que faz parte da direção nacional do MST, em entrevista à Agência Brasil.

Apesar disso, a analista Carol Curimbaba avalia que agora as condições desta CPI são diferentes. “Desde os últimos governos de Lula e Dilma, passamos pelos governos de Temer e Bolsonaro, quando tivemos uma redução enorme nas invasões e aumento da titularização. Esse espaço de tempo nos forneceu muita prova de que o movimento parece que não quer titularizar. Querem muito mais essa briga política e, no fim, manter essas famílias mais dependentes do movimento, do que de fato resolver o problema de moradia rural ou urbana”, afirmou a especialista.

Para o cientista político e professor da Universidade do Distrito Federal (UDF), André Rosa, a CPI do MST, que mira também outros movimentos, é uma tentativa do Parlamento de inibir esses grupos. “Essa inibição é tão latente porque agora nós temos um governo com um presidente que vem do meio sindical, que vem dos movimentos de base, dos partidos de massa. Então, o MST e o MTST teriam uma maior maleabilidade para defender as suas pautas e, inclusive fazendo as suas ocupações. É visto que existe um risco político muito maior dessas agremiações terem mais força no governo Lula. Assim, deputados e senadores já se articulam para que isso [a criação das CPIs] seja como um fator inibidor desses grupos políticos”, opinou Rosa.

MTST também conquistou espaço no governo Lula 
A exemplo do MST, o MTST também conquistou espaço em cargos no governo Lula. Em janeiro, o governo nomeou o militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Simões Pereira para comandar a Secretaria Nacional de Políticas para Territórios Periféricos, do Ministério das Cidades.

Com recriação da pasta, extinta durante o governo do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), a Secretaria das Periferias foi criada por sugestão de Boulos. Ele também foi responsável pela indicação de Simões para assumir o cargo de secretário Nacional. Em seu perfil no Twitter, o deputado comemorou a nomeação.

Composição, presidência e relatoria da CPI do MST ficam para a segunda metade de maio 
A composição deverá ser definida nas próximas semanas, com o retorno do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de viagem aos Estados Unidos. Mas os deputados já buscam garantir suas indicações junto aos líderes de seus partidos. Até o momento, os deputados federais Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS) e Ricardo Salles (PL-SP) são os cotados para assumir a presidência e a relatoria da CPI, respectivamente.

Membros do Partido dos Trabalhadores (PT) afirmam que só vão discutir a possibilidade de indicação de nomes para a presidência ou relatoria após indicação dos demais partidos.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/cpi-do-mst-pode-investigar-invasoes-do-mtst-de-boulos-e-influenciar-na-eleicao-de-sao-paulo-em-2024/
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LULA QUER UM BANCO CENTRAL PARA CHAMAR DE SEU

Editorial
Por
Gazeta do Povo


Gabriel Galípolo, atual “número 2” do Ministério da Fazenda, foi indicado para o cargo de diretor de Política Monetária do Banco Central; nomeação ainda passa pelo Senado.| Foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda

Lula vem travando uma batalha incessante contra o Banco Central; contra seu presidente, Roberto Campos Neto; e contra a taxa Selic, que o presidente da República considera alta demais. Mas esbarra em um obstáculo formidável: a autonomia da autoridade monetária, aprovada pelo Congresso Nacional e que PT e PSol até tentaram derrubar no Supremo, sem sucesso. Como não se trata de algo que possa ser simplesmente revogado com um decreto, como Lula está tentando fazer com o Marco do Saneamento, resta-lhe apenas usar a ferramenta que a lei lhe permite: as nomeações para a diretoria do BC, na tentativa de torná-lo mais amigável, leia-se subserviente.

Na segunda-feira, dia 8, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que seu secretário-executivo, Gabriel Galípolo, seria indicado pelo governo para a diretoria de Política Monetária do Banco Central, que vinha sendo ocupada interinamente desde o fim do mandato de Bruno Serra, em fevereiro. Para outra diretoria vacante, a de Fiscalização, o nome escolhido foi de Aílton Aquino, respeitado funcionário de carreira do BC. Ao comentar as duas indicações, Haddad, disse que ambos “vão observar rigorosamente a mesma lei. E com o seguinte comando: é buscar harmonizar a política fiscal e a política monetária. Então não tem nenhuma outra intenção que não seja buscar a integração, buscar a coordenação com o mesmo propósito. Qual? Crescer com baixa inflação e com justiça social”.

O que o governo quer não é “harmonia”, mas sujeição: uma política monetária que valide a irresponsabilidade fiscal lulista

Um palavrório que engana apenas os mais incautos. “Harmonização”, “integração” e “coordenação” entre políticas monetária e fiscal não são um fim em si mesmo. Afinal, se um governo praticar uma política fiscal completamente irresponsável e inflacionária, cabe ao BC impor uma política monetária em sentido oposto, que atenue o estrago; a convergência só é desejável quando ela ocorre em nome da saúde fiscal que fortalece a moeda, eleva a confiança, atrai investimento e gera emprego e renda. Mas a essa altura já está bem claro que o “propósito” do governo está longe de ser “crescer com baixa inflação e com justiça social”, e sim gastar o que for preciso, inclusive tolerando-se uma inflação mais alta, já que Lula se mostra incomodado não apenas com atual Selic, mas também com a atual meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. No fim, o que o governo quer não é “harmonia”, mas sujeição: uma política monetária que valide a irresponsabilidade fiscal lulista, como fizera Alexandre Tombini, que presidiu o BC na era Dilma e comandou um ciclo de redução artificial de juros entre 2011 e 2012, tão insustentável que foi revertido logo depois.

A indicação de Galípolo marcaria, então, o início da construção de uma “base aliada” do governo dentro do BC e do Copom, para atingir lentamente esse objetivo? Haddad destacou o currículo do indicado como ex-presidente do Banco Fator, disse que ele tem bom trânsito no Congresso e mencionou que o primeiro a falar de Galípolo como possível diretor do BC foi o próprio Campos Neto, em almoço durante reunião do G20 na Índia. Tudo para dar a impressão de que o novo diretor, caso seja aprovado pelo Senado (que tem o papel de sabatinar indicados a diretorias do BC), seria um nome bem visto pela classe política e também pelo mercado.

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No entanto, há bons motivos para preocupação, pois Galípolo também é apontado como defensor da Teoria Monetária Moderna (MMT, na sigla em inglês), uma linha bastante heterodoxa que pode ser resumida na ideia segundo a qual políticas expansionistas podem ser livremente bancadas pela emissão de moeda como forma de autofinanciamento do governo. Este ciclo sem fim em que aumento de gastos e emissão de moeda se retroalimentam costuma trazer resultados positivos imediatos, mas que logo são soterrados por inflação e recessão duradouras. Mesmo sendo repudiada por economistas de inclinações mais à esquerda, como Paul Krugman, e apesar de já ter sido tentada no passado em vários países latino-americanos (incluindo a Argentina kirchnerista e a Venezuela bolivariana), com resultados catastróficos, a MMT ainda tem seus entusiastas, inclusive no Brasil, alguns dos quais são ligados ao PT. No ano passado, Galípolo apareceu como um dos responsáveis por um documento do Núcleo de Economia Política do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) que defendia políticas inspiradas na MMT – o núcleo é coordenado por André Lara Resende, um desses entusiastas da Teoria Monetária Moderna.

É obrigação do Senado, durante a sabatina de Galípolo, confrontá-lo com suas declarações passadas para entender que tipo de perspectiva o indicado pretende levar ao BC e ao Copom. Hoje, ele seria apenas um voto entre nove, mas Lula ainda nomeia mais dois diretores este ano e, em 2024, escolherá o sucessor de Campos Neto – um dos nomes cotados é justamente o de Galípolo. Se o presidente da República quer aparelhar o BC para impor uma política monetária subserviente, cabe ao Senado frear esse movimento; do contrário, em pouco tempo Lula finalmente terá um Tombini para chamar de seu.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/banco-central-lula-gabriel-galipolo/
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É LÍCITO DISTRIBUIR BILHÕES DE VERBAS PARA OS CONGRESSISTAS PARA OBTER APOIO?

 


Liberação massiva de recursos não garante a Lula base fiel de apoio no Congresso
Por
Sílvio Ribas – Gazeta do Povo
Brasília


Ministro Alexandre Padilha, responsável pela articulação do governo, recebeu ordem de Lula para cumprir acordo com parlamentares até junho| Foto: André Borges/EFE

Após as recentes derrotas em votações, o governo se defrontou com o fato de não ter apoio consistente no Congresso e precisou reagir. Chamou líderes partidários para conversar, fez alguns acenos e acelerou o desbloqueio de recursos do orçamento federal a congressistas. Essa reação, contudo, pode ter sido tardia e insuficiente, além de não garantir a ampliação da base governista, sobretudo na Câmara, nem o êxito em futuras votações de interesse do Planalto.

Para analistas ouvidos pela Gazeta do Povo, o principal sinal de alerta que levou à mobilização do governo, incluindo o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi a apreciação pela Câmara, na semana passada, do pedido de urgência para se votar o projeto que derrubou decretos do saneamento. Os votos contrários à matéria foram 136 de 513 deputados. Antes disso, o governo amargou a retirada de pauta do chamado “PL das das Fake News” por falta de apoio.

O Siga Brasil, canal do Senado na internet que dá publicidade à liberação de recursos de emendas parlamentares, apontou uma reserva feita pelo governo, na terça-feira (9), de R$ 712 milhões para deputados e senadores, montante bem superior aos R$ 486 milhões registrados desde janeiro. A liberação foi logo percebida como parte do esforço do governo para reorganizar sua base e assegurar a aprovação do marco fiscal. No dia seguinte (10) foram liberados mais R$ 434 milhões, somando em dois dias mais de R$ 1,1 bilhão – mais do que o dobro do verificado nos 138 dias anteriores.

Segundo Eduardo Galvão, coordenador do MBA em Políticas Públicas e Relações Institucionais do Ibmec-DF, os dois episódios no Congresso representaram testes para a base de Lula. “Análises mostram que houve alinhamento de 65% com o governo em 16 votações na Câmara. Mas a derrubada de trechos dos decretos relativos ao Marco do Saneamento provou a necessidade de o presidente avaliar pragmaticamente o seu real apoio e negociar a distribuição de recursos do orçamento”, sublinhou.

Galvão acrescenta que a realidade impôs negociação mais efetiva na busca dos votos necessários em outras matérias. “Veja o impressionante montante liberado apenas na terça-feira: 58% de tudo o que já foi repassado no ano e o maior valor já destinado num só dia. Trata-se de algo proporcional às medidas na agenda de discussão e votação, como o marco fiscal e a reforma tributária. Ao se aproximar do meio do ano, Lula negocia as suas prioridades em forma de lotes”, disse.

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Distribuição de verbas é reação pragmática à falta de votos
As duas derrotas da semana passada forçaram Lula a mandar os ministros iniciarem a liberação de dinheiro em suas pastas. No caso dos decretos do saneamento, apenas o PT entregou os votos esperados. O PSD, o MDB e o União Brasil, os outros importantes partidos da base, contribuíram só com oito votos a favor. A liberação das verbas nesta semana faz parte da estratégia do Planalto para manter a base, mas a nova postura ainda enfrenta desafios.

O governo tem 109 deputados efetivamente da base, com as federações de PT, PCdoB e PV e de Rede-Psol, além do PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin. O restante do apoio é condicionado e localizado nos dois grandes blocos partidários encabeçados, cada um, por PP e Republicanos. Eles abrigam outras legendas da base, como MDB, PSD, PDT e União Brasil, que têm cargos de primeiro escalão. Além disso, o Planalto busca negociar acordos pontuais com parlamentares do PP e do Republicanos.

Para viabilizar esse plano de reorganização da base, Lula solicitou a liberação mais rápida de R$ 19 bilhões a deputados e senadores, sendo R$ 10 bilhões referentes ao Orçamento de 2023, e os R$ 9 bilhões restantes relacionados a acordos firmados na gestão de Jair Bolsonaro (PL) dentro do chamado “orçamento secreto”. Na segunda-feira (8), o presidente se reuniu com os ministros e os líderes no Congresso – José Guimarães (PT-CE), da Câmara; Jaques Wagner (PT-BA), do Senado; e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), do Congresso – para cobrar os acordos com parlamentares até 6 de junho.

Na quarta-feira (10), o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) iniciou uma série de reuniões com os partidos da base PSB e PSD. Os líderes dos partidos prometeram fidelidade no futuro. Eles expressaram incômodo com o descumprimento de acordos durante a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que abriu espaço fiscal no teto de gastos para o governo tocar programas e ainda pagar emendas.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já havia reclamado de falhas na articulação comandada por Padilha e de uma excessiva centralização na figura do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que estaria emperrando a tomada de decisões. À Globo News, Costa admitiu a ausência de diálogo, disse que o governo não atuou com a rapidez requerida no pagamento de emendas e afirmou que “falhas estão sendo corrigidas”, e a relação com o Legislativo, melhorada. Também na quarta-feira (10), ele e Padilha foram ao Senado para tratar dos decretos do saneamento.

Apoio em votações futuras no Congresso vai exigir esforços e recursos adicionais do Planalto
De acordo com o cientista político Ismael Almeida, a reação do governo foi tardia e não terá efeito positivo desejado em todas as votações. No caso do Marco do Saneamento, por exemplo, ele entende que a liberação de verbas em nada muda a perspectiva de derrota. “A derrota não deve servir como parâmetro, pois o governo errou ao insistir em legislar por decreto, talvez sabendo que não venceria numa votação desse tema. A liberação de verbas pode, contudo, ter efeito prático na aprovação do marco fiscal, uma vez que há consenso sobre a sua importância. Mas isso não impede alterações do texto já anunciadas pelo relator, deputado Cláudio Cajado (PP-BA)”, disse.

Para Almeida, o marco fiscal se tornará teste crucial para o governo e para Lira, que dita o ritmo da matéria. Isso porque a liberação de recursos com pagamento de dívidas pendentes não garante fidelidade no futuro. “Esse é apenas o começo de um processo para formar uma base aliada e ajustar a articulação política, com o próprio Lula assumindo um papel de destaque”, resume.


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GOVERNO ATUAL ESPANTA OS INVESTIDORES

 

Privatização

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo


Lula e ministros têm feito repetidos ataques à privatização da Eletrobras.| Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Arthur Lira, está lembrando o óbvio: que essa conversa de voltar atrás na privatização da Eletrobras é dar um péssimo recado para os investidores de todo o mundo. É dizer a eles que não podem confiar no Brasil, porque é um país onde existe insegurança jurídica, onde se decide uma coisa num dia e o contrário no outro, que deixa todo mundo na mão, que surpreende os investidores. É muito errado isso, e já deu problema para o governo. O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, andou dizendo que tem “cheiro ruim” na privatização. E o União Brasil já perguntou que história é essa, porque a privatização foi aprovada na Câmara e no Senado; onde é que cheirou mal? O deputado Mendonça Filho agora quer convocar o ministro para explicar suas palavras.

Julgamento do marco temporal no STF traz insegurança ao campo
Não dá para ficar jogando assim, nós já estamos com má fama. Aqui em Portugal me perguntam: o que é isso que o Supremo está fazendo? Onde fica o devido processo legal? Ficam todos estranhando. Por exemplo, o agronegócio está preocupado com o julgamento do marco temporal, que vai recomeçar em 5 de junho e está empatado em 1 a 1. Está escrito na Constituição, de forma muito clara, com um verbo no presente do indicativo, que são indígenas as terras que eles “tradicionalmente ocupam”, o que remete ao dia em que a Constituição foi promulgada, 5 de outubro de 1988. O Supremo já decidiu isso, já confirmou a Constituição em 2009, quando julgou o caso da reserva Raposa Serra do Sol, o ministro relator Ayres Britto tirou os arrozeiros de lá, porque eles haviam entrado dois anos depois de 5 de outubro de 1988. O ministro André Mendonça disse que vale a Constituição, claro, e o ministro Edson Fachin diz que não é bem assim – ele tem uma tradição de defender o MST, em questões de terra.

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Insegurança agrária
O agro está reagindo com um projeto de lei que vai deixar a Constituição já consolidada. Se o assunto está sendo discutido no Congresso, o Supremo teria de esperar que o legislador decidisse, porque quem faz as leis é a Câmara e o Senado, não o Supremo. Poder Judiciário julga; quem faz as leis são os deputados e os senadores, que nomeamos com o nosso voto para fazer isso. Não demos um voto sequer para ministro do Supremo fazer lei, muito menos mudar a Constituição. E essa questão do território indígena é muito importante, porque pode levar insegurança jurídica – na verdade, já está levando inquietação ao campo. O Cimi diz que querem o marco temporal para construir ferrovias, rodovias, hidrelétricas, para mineração, para produzir mais. Isso é ruim para o Cimi. Mas a lei também diz que não se pode tirar nenhuma terra indígena que esteja garantida pela Constituição, que já estivesse ocupada no dia 5 de outubro de 1988.

Médico zombar de paciente é antiético, mas vacina não era pra prevenir contágio? 
O CRM do Acre, estado onde nasceu Marina Silva, está investigando três médicos que postaram ironias sobre a doença da ministra, porque médico brincar com doença de paciente não é ético. Mas a grande questão nem é essa. A ministra tomou quatro doses da vacina e ainda assim teve Covid? Isso é que precisa ser investigado.

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PESSOA É OBRIGADO A DIZER EM PÚBLICO O CONTRÁRIO DO QUE PENSA ISSO É DEMOCRACIA?

Por
J.R. Guzzo – Gazeta do Povo


Alexandre de Moraes, ministro do STF e presidente do TSE.| Foto: Flickr/TSE

Como pode haver democracia num país onde alguém é obrigado a dizer, e dizer em público, o contrário do que pensa? Não pode, é claro, e é por isso que existe no Brasil de hoje um regime de força, comandado pelo STF e operado pela polícia que está sob o seu comando.

Existe, ainda, liberdade para certas coisas. Mas não existe para outras, como exercer o direito constitucional da livre expressão do pensamento – e liberdade não é algo que possa ser distribuído em fatias e a critério de quem manda. Quando é uma autoridade suprema, que concedeu a si própria poderes ilegais e acima de todos os outros, quem decide quais são e quais não são as liberdades permitidas para o cidadão há uma situação de tirania. O resto é pura enganação mal-intencionada.

Desde quando é proibido criticar um projeto de lei que está em discussão pública no Congresso?

O ataque conjunto do STF e das alas extremistas do governo Lula contra o aplicativo de mensagens Telegram é o escândalo mais recente nessa guerra aberta à Constituição e aos direitos dos cidadãos. O ministro Alexandre de Moraes, sem que nenhuma lei brasileira o autorizasse a fazer o que fez, obrigou o Telegram a retirar de circulação um texto de opinião, com críticas ao projeto de controle das redes sociais que o governo e o STF querem impor ao Brasil.

Qual é o problema? Desde quando é proibido criticar um projeto de lei que está em discussão pública no Congresso? E se não há, absolutamente, nenhuma restrição à publicação de opiniões a favor do mesmíssimo projeto, qual é a lógica legal para a proibição? Pior: o Telegram não só foi proibido pelo ministro de expressar a sua opinião, como foi obrigado a publicar uma opinião oposta ao que pensa, sob pena de suspensão e outras ameaças; teve de dizer o que o STF e o governo Lula querem que se diga sobre o assunto. Isso é coisa nazista, ou típica do antigo regime soviético.

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O despacho do ministro no caso do Telegram não é um trabalho jurídico, ou uma decisão fundamentada na lei – é um manifesto político, com os seus pontos de vista pessoais e uma salada de incoerências, palavras de ordem da esquerda radical e frases destinadas a exibir força. Na ausência completa de razão, Moraes tenta provar que está certo com pontos de exclamação, letras maiúsculas e outros recursos gráficos; em vez de ficar mais convincente, consegue, apenas, tornar seu texto mais primitivo do que já é.

O governo Lula foi, naturalmente, na mesma direção. O ministro da Justiça, para se ter uma ideia do nível geral, disse que o Telegram quer provocar um “outro 8 de janeiro”. Nada disso disfarça o atentado à democracia que está na essência da decisão de Moraes – sua declaração de que cabe ao Poder Judiciário, acima de qualquer lei que possa ter sido aprovada pelo Congresso Nacional, decidir o que é certo e o que é errado para os 200 milhões de habitantes do Brasil. É a pretensão básica de todas as ditaduras.


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O BRASIL NO TROCA TROCA DE SILVIO SANTOS

 

Má-oe

Por
Paulo Polzonoff Jr. – Gazeta do Povo


E pensar que o sonho do menino Brasil era ganhar apenas uma bicicleta…| Foto: Reprodução/ Facebook

“Vem pra cá! Vem pra cá!”. Silvio Santos chama o Brasil ao palco. O menino desengonçado, de shortinho da seleção de 70 e camiseta da campanha do Maluf de 1989, abre um sorriso com déficit de incisivos inferiores. “Qual é o seu nome?”, pergunta o apresentador. E ao longo de toda a crônica você vai ter que ler as falas de Silvio Santos com a prosódia característica dele. Senão perde a graça, pô.

Brasil responde: “República Federativa do Brasil. Mas pode me chamar só de Brasil mesmo”. “Hahae-hihiii!”, ri Silvio Santos, que viu graça não sei onde. “E me diga. E me diga. Quantos anos você tem?”, pergunta SS. “Quinhentos e vinte e três”, responde o moleque ranhento. “E você vem de onde, Brasil? Veio com alguma caravana?”, pergunta o apresentador. “Eu vim com a caravana de Osasco, Silvio!”, responde o menino. A plateia irrompe em gritos e aplausos.

“Má-oe. Você já conhece o quadro da Cabine dos Desejos, Brasil?”, pergunta Silvio Santos. Brasil faz que sim, mas Silvio Santos ignora e se põe a explicar para o auditório e os telespectadores como funciona a brincadeira. Por todo o palco estão espalhadas riquezas e misérias, representadas em eventos históricos, oportunidades econômicas, tendências culturais e nomes de políticos e instituições. Umas coisas boas e outras nem tanto. Umas péssimas e outras piores ainda. Ele vai oferecer os “prêmios” e, enquanto isso, Brasil ficará numa cabine a prova de som. Toda vez que uma lâmpada acender dentro da cabine, o menino terá de dizer “sim” ou “não”. Sem saber o que está escolhendo.

Silvio Santos pergunta se o Brasil entendeu o jogo. O menino de inteligência limitada diz que sim, mas está mentindo. Enquanto Brasil entra na cabine e a produção põe no menino um fone de ouvido gigantesco, Silvio Santos faz propaganda de remédio anticólicas menstruais. “Ai, ai, ai, ai, como sofri/ Com uma cólica, quase morri/ Sorte que logo Atroveram tomei/ A dor se foi. Eu melhorei”. Etc. Terminado o reclame, o apresentador pergunta: “Tudo certo aí, Brasil?”. A luz na cabine se acende. “NÃÃÃO!”, berra o menino. Vai começar a brincadeira.

Má-oe. Isso é um intertítulo, Lombardi?
“Vamos começar. Deixa eu ver aqui. Já sei. Já sei. Hahae-hihiii. Brasil, você tá me ouvindo?”, pergunta SS. Como a luz na cabine não se acende, o menino não diz nada. “Ótimo”, diz o apresentador. “Vamos começar com… Deixa eu ver. Este não. Este também não. Aqui. Hahae-hihiii”, diz ele, pegando uma coroa. “Brasil, você quer ganhar essa Monarquia?”. De dentro da cabine, o menino enche os pulmões para gritar: “SIIIIIIIM!”. Silvio Santos circula pelo palco, pega uma espada e pergunta: “Brasil, você troca a Monarquia por essa República aqui?”. A luz se acende. O menino pensa. E finalmente grita: “SIIIIIM!”. A plateia dá que dá risada.

O jogo continua. Silvio Santos não parece ter pena nenhuma do menino. “Brasil, você troca essa República velha por… Deixa eu ver aqui. Ah, sim. Por essa ditadura?”. O ritual se repete. Luz acesa e a resposta: “SIIIIIM!”. E dá-lhe hahaes e hihiiis e alvoroço na plateia. “Má-oe. Não é possível!”, diz o apresentador. “Vamos mudar um pouco. Deixa eu ver. Ah, sim. Brasil, você troca essa ditadura por uma democracia liberal novinha em folha?”. “NÃÃÃO!”, grita o menino, que de dentro da cabine sonha apenas em terminar o jogo com uma bicicleta.

“Não tá fácil. Ele quer mesmo a ditadura. Hahae-hihiii”, diz Silvio Santos. A plateia não parece entender o trocadilho impróprio para menores. Ele continua: “Brasil, você troca a ditadura… por uma Constituição Cidadã?”. Ao que o menino responde “SIIIIM”, sem saber que está caindo numa arapuca. “E agora, você troca a Constituição Cidadã por… Hahae-hihiii. Essa eu quero ver só”, diz Silvio Santos, fazendo suspense. “Troca a Constituição Cidadã por um STF com Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes?”. Vocês já devem imaginar a resposta.

E por aí vão as trocas, algumas delas absurdas. E todas aleatórias. Brasil não tem a menor ideia do que está fazendo. Troca a bossa-nova pelo funk numa hora, a hiperinflação pelo Plano Real na outra. Troca Dilma por Bolsonaro, mas logo em seguida troca Bolsonaro por Lula. Até que chega o momento decisivo. A última troca. Aquela que poderá render ao Brasil a sua tão sonhada bicicleta.

“Hahae-hihiii. O Brasil deve estar cansado, coitado. Então vamos para a última chance. Vamos lá. Atenção. Hahae-hihiii. Brasil, você troca tudo isso o que eu tenho desse lado esquerdo do palco – Lula, STF, MST, Felipe Neto, André Janones, Lei Rouanet, censura, inflação, corrupção e violência… Má-oe. Presta atenção, hein? Você troca tudo isso por… por… por… por essa linda bicicleta?”, pergunta Silvio Santos. A plateia emudece. O sonoplasta põe uma música de tensão. Os segundos passam como se fossem décadas perdidas. Na cabine, a luz finalmente se acende. E o menino Brasil não hesita:

  • NÃÃÃÃÃÃÃÃO!


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DESTRUIDORES TÊM A FÓRMULA PARA ALCANÇAR O INALCANSÁVEL

 

Liberticidas
Destruidores das leis e da esperança

Por
Luís Ernesto Lacombe – Gazeta do Povo


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e o ministro do STF Alexandre de Moraes.| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Todo mundo de que eles não gostam, que tem opinião diferente da deles é “nazista”. Contra as pessoas e as empresas que ainda se atrevem a pensar, a acreditar em liberdade, em liberdade de expressão, em debate, contra elas vale tudo, todo tipo de segregação, represália, perseguição. Os criminosos forjados são obrigados a confessar os crimes que não cometeram, tipificados ou não. Mais do que isso, precisam elogiar seus executores, pensar como aqueles que os chamam de “nazistas”… E quem vai interromper as barbaridades, os abusos? Que reação é possível contra o poder canastrão? Ministros do Supremo, ministros de Estado, eles procuram um tipo de “solução final”, nessa falta de caráter, nessa maldade descabida, jurando que fazem tudo pelo nosso bem, para construir uma sociedade ideal, sem margem para falhas e imperfeições.

Eles têm a fórmula para alcançar o inalcansável, e não há tempo a perder. São vingadores contra bodes expiatórios. São o cataclismo mal disfarçado de cura, de salvação. São fingimento escancarado, contradição, hipocrisia. Acham mesmo que a enganação construirá uma nova era, com seres humanos perfeitos, perfeitos como eles. Sua reengenharia social, política, econômica é absolutamente, é comprovadamente inviável… Vão impor o consenso, o discurso único, na força bruta, na marra. Sobrevivem no abuso de autoridade, no assassinato de reputação, no assédio judicial, na censura, na truculência estatal, na ditadura. Os “antinazistas” de hoje são os novos nazistas, os comunistas de sempre.

Querem ser antinazistas, antifascistas, sem deixar de ser totalitários. Não admitem adversários com chances de tirar deles o poder. Acham que são heróis, semideuses, deuses. São brutais e selvagens contra a brutalidade e a selvageria que criam

Defendem os campos de concentração nazistas, a crueldade, a tortura contra todo e qualquer opositor, contra todos os conhecidos, os amigos e os parentes de suas vítimas. A ameaça é ampla. Eles são assim. Não falam dos campos de concentração soviéticos, os de Lenin e Trotsky, os de Stalin, mas os defendem também. E os de Fidel Castro, Che Guevara… São a favor das atrocidades cometidas pelo Partido Comunista Chinês. São fascistas… Mussolini na veia: “Tudo no Estado. Nada contra o Estado. Nada fora do Estado”. Eles são a porcariada toda, numa guerra contra as democracias liberais, contra as heranças do judaísmo e do cristianismo.

Querem ser antinazistas, antifascistas, sem deixar de ser totalitários. Não admitem adversários com chances de tirar deles o poder. Gostam, mesmo que não admitam, de Hitler e Stalin, que se admiravam, aliás… Adoram Marx e Engels, defensores de genocídio… E a violência revolucionária que Lenin pregava contra “os elementos vacilantes e rebeldes”. Eles têm o sentimentalismo dos tiranos. Acham que são heróis, semideuses, deuses. São brutais e selvagens contra a brutalidade e a selvageria que criam. São raivosos, e alimentam sua raiva sem parar. São descontrolados querendo controlar todo mundo, querendo controlar tudo.

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Adotam princípios nazistas, fascistas e comunistas, mas querem ser chamados de progressistas, de humanistas. Falam em “valores comuns a toda a humanidade”, falam em paz, desenvolvimento, justiça, liberdade, democracia. E o que fazem é mostrar e ranger os dentes, atacar e destruir tudo isso. Trabalham para espalhar o terror… Debocham, ameaçam, oprimem. Ninguém pode aceitar, nenhum de nós, a comunidade jurídica, a Câmara dos Deputados, o Senado Federal… Ninguém pode aceitar, ou os destruidores da esperança terão vencido.


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AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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