O STF já resolveu há muito tempo que a lei brasileira não se aplica a Bolsonaro e aos seus aliados
Por J.R. Guzzo – Jornal Estadão
A anulação do indulto que o ex-presidente Jair Bolsonaro concedeu ao ex-deputado Daniel Silveira é um ato de vingança do Supremo Tribunal Federal;
não tem nada a ver com a lei. São atos de vingança as apreensões do seu
celular e do seu passaporte. É um ato de vingança a prisão do oficial
do Exército que foi ajudante de ordens do ex-presidente, e que, pelo
Estatuto dos Militares, só poderia ter sido preso em flagrante. É um ato
de vingança continuado a prisão do ex-secretário de Segurança de
Brasília, por suspeita de omissão nos ataques aos palácios dos três
Poderes no dia 8 de janeiro. É um ato de vingança a decisão do STF de
criar no Brasil a sua própria lei de censura para a internet; já que a
Câmara dos Deputados não aprovou o projeto de censura que o governo Lula
quis impor ao País, em seu maior fiasco político até agora, o
“cala-boca” oficial, como costuma dizer uma das ministras, virá por
ordem direta do tribunal supremo.
Como achar que um país onde o poder público governa pela desforra e
uma polícia cada vez mais parecida com a KGB, em vez de obedecer à
Constituição e às leis, é uma democracia? Não é.
O caso do indulto anulado não faz nenhum nexo, nem do ponto de vista
jurídico nem do ponto de vista da lógica comum. A anulação foi decidida
pelo ministro Alexandre de Moraes; quase todos os outros ministros, como
se fossem um partido político que vota igual ao chefe numa “questão
fechada” (e tudo o que Moraes decide é questão fechada), concordaram com
ele. Mas o indulto era perfeitamente legal; não podia ser julgado, nem
eliminado. Ninguém aqui é “jurista” para ficar dizendo isso; o ministro,
aliás, deixou claro no julgamento que cidadãos “não juristas” não têm
direito de tocar no assunto. Mas quem disse que o perdão presidencial é
legítimo foi o próprio Alexandre de Moraes. “O ato de clemência é
privativo do presidente da República”, afirmou ele em plenário, anos
atrás. “Podemos gostar ou não gostar, mas o ato não desrespeita a
separação de Poderes. Não é uma ingerência ilícita na política
criminal.”
Maioria
dos ministros do STF votou por anular indulto que Bolsonaro concedeu a
Daniel Silveira Foto: GABRIELA BILO/ESTADÃO – 14/12/2021
Em suma, segundo o ministro: o perdão, de qualquer tipo, é uma prerrogativa legal do presidente. Por que deixou de ser?
Deixou de ser porque o presidente em questão é Bolsonaro, e o STF já
resolveu há muito tempo que a lei brasileira não se aplica a ele e aos
seus aliados. A Constituição obriga a aplicar – mas o ex-presidente é de
“direita”, e a extinção da “direita” se tornou uma questão de
“interesse nacional”, que se coloca acima de qualquer preceito legal. Em
seu nome, ficam valendo a censura, a supressão de direitos e a
transformação do Brasil num estado policial.
Saiba quais são as principais técnicas que devem ser aplicadas para obter sucesso na sua empresa
Para obter o sucesso e vender mais, é necessário criar uma
estratégia. Independentemente do setor de atuação, o maior desafio de
qualquer negócio sempre vai ser aumentar o número de vendas. Esse
planejamento é um direcionamento da empresa sobre quais objetivos se
quer atingir, quando e de que maneira. Já as técnicas são habilidades
táticas que cada vendedor usa para atingir os objetivos estratégicos da
empresa em nível operacional.
A estratégia de vendas é um plano detalhado que uma empresa utiliza
para alcançar seus objetivos de vendas e aumentar a receita. “É um
conjunto de ações e táticas coordenadas para atrair, envolver, converter
e reter clientes, bem como para fechar negócios e impulsionar as
vendas”, afirma André Bax, Fundador do EVEX EDUCAÇÃO EMPRESARIAL.
André destaca que para montar uma técnica de vendas bem-sucedida, é
importante entender as necessidades do mercado, conhecer bem o produto
ou serviço oferecido, identificar o público-alvo, definir metas claras,
monitorar e analisar constantemente os resultados, adaptar a estratégia
de acordo com o feedback do mercado e capacitar a equipe de vendas para
garantir a execução eficiente do plano.
As principais estratégias de vendas
Identificação do público-alvo: É fundamental
conhecer profundamente o público-alvo para entender suas necessidades,
desejos e comportamentos de compra. Isso permite adaptar a abordagem de
vendas de acordo com o perfil do cliente;
Abordagem consultiva: Em vez de apenas vender
produtos ou serviços, a estratégia de vendas pode se basear em uma
abordagem consultiva, na qual o vendedor atua como um consultor para o
cliente, entendendo suas necessidades e oferecendo soluções adequadas;
Personalização: Adaptar a oferta e a abordagem de
vendas de acordo com as necessidades e preferências específicas de cada
cliente pode aumentar as chances de sucesso nas vendas;
Construção de relacionamento: Estabelecer um
relacionamento forte e duradouro com o cliente pode ser uma estratégia
eficaz para garantir vendas repetidas e indicações para novos clientes;
Promoções e descontos: Oferecer promoções, descontos ou programas de fidelidade pode incentivar a compra e impulsionar as vendas.
Canais de venda: Utilizar diversos canais de venda,
como lojas físicas, comércio eletrônico, redes sociais, representantes
comerciais, Plataforma Comercial do site da Startup Valeon, entre
outros, pode ampliar a exposição do produto ou serviço e alcançar
diferentes segmentos de clientes;
Treinamento de equipe: Investir em treinamento e capacitação da
equipe de vendas pode aumentar sua eficácia na abordagem aos clientes e
na negociação de vendas.
Em suma, uma estratégia de vendas de sucesso requer uma abordagem
planejada e focada, com base no conhecimento do mercado, definição de
objetivos claros e mensuráveis, plano de ação detalhado, compreensão
profunda do cliente, foco no relacionamento, monitoramento constante dos
resultados e, se possível, o apoio de um mentor experiente. “Com uma
estratégia de vendas sólida e o suporte adequado, uma empresa pode
aumentar suas vendas, conquistar e reter clientes, e obter resultados
financeiros positivos”, finaliza o fundador do EVEX EDUCAÇÃO
EMPRESARIAL.
A importância do bom site da Valeon para o seu negócio
Moysés Peruhype Carlech
Antigamente, quando um cliente precisava de um serviço, buscava
contatos de empresas na Lista Telefônica, um catálogo que era entregue
anualmente ou comprado em bancas de jornais que listava os negócios por
áreas de atuação, ordem alfabética e região de atuação.
De certa forma, todos os concorrentes tinham as mesmas chances de
serem encontrados pelos clientes, mas existiam algumas estratégias para
que os nomes viessem listados primeiro, como criar nomes fantasia com as
primeiras letras do alfabeto.
As listas telefônicas ficaram no passado, e, na atualidade, quando um
cliente deseja procurar uma solução para sua demanda, dentre outros
recursos, ele pesquisa por informações na internet.
O site da Valeon é essencial para que sua empresa seja encontrada
pelos seus clientes e ter informações sobre a empresa e seus produtos 24
horas por dia. Criamos uma marca forte, persuasiva e, principalmente,
com identidade para ser reconhecida na internet.
Investimos nas redes sociais procurando interagir com o nosso público
através do Facebook, Google, Mozilla e Instagram. Dessa forma, os
motivos pelos quais as redes sociais ajudam a sua empresa são inúmeros
devido a possibilidade de interação constante e facilitado como o
público-alvo e também a garantia de posicionamento no segmento de
marketplaces do mercado, o que faz com que o nosso cliente sempre acha o
produto ou a empresa procurada.
A Plataforma Comercial site Marketplace da Startup Valeon está apta a
resolver os problemas e as dificuldades das empresas e dos consumidores
que andavam de há muito tempo tentando resolver, sem sucesso, e o
surgimento da Valeon possibilitou a solução desse problema de na região
do Vale do Aço não ter um Marketplace que Justamente por reunir uma
vasta gama de produtos de diferentes segmentos e o marketplace Valeon
atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao
lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não
conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa
vitrine virtual. Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de
diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e
volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de
visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e
acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual.
Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das
plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping
center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais
diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também
possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a
uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com
diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do
faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que
são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e
escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é
possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua
marca.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que
tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
CONTRATE A STARTUP VALEON PARA FAZER A DIVULGAÇÃO DA SUA EMPRESA NA INTERNET
Moysés Peruhype Carlech
Existem várias empresas especializadas no mercado para desenvolver,
gerenciar e impulsionar o seu e-commerce. A Startup Valeon é uma
consultoria que conta com a expertise dos melhores profissionais do
mercado para auxiliar a sua empresa na geração de resultados
satisfatórios para o seu negócio.
Porém, antes de pensar em contratar uma empresa para cuidar da loja online é necessário fazer algumas considerações.
Por que você deve contratar uma empresa para cuidar da sua Publicidade?
Existem diversos benefícios em se contratar uma empresa especializada
para cuidar dos seus negócios como a Startup Valeon que possui
profissionais capacitados e com experiência de mercado que podem
potencializar consideravelmente os resultados do seu e-commerce e isto
resulta em mais vendas.
Quando você deve contratar a Startup Valeon para cuidar da sua Publicidade online?
A decisão de nos contratar pode ser tomada em qualquer estágio do seu
projeto de vendas, mas, aproveitamos para tecermos algumas
considerações importantes:
Vantagens da Propaganda Online
Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis
nas mídias sociais e a maior parte das pessoas está conectada 24 horas
por dia pelos smartphones, ainda existem empresários que não investem em
mídia digital.
Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é
claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco
dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é
mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda
mais barato.
Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar
uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em
uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança,
voltando para o original quando for conveniente.
Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo
real tudo o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a
campanha é colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de
visualizações e de comentários que a ela recebeu.
A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o
material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é
possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver
se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.
Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio
publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não
permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio
digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que
ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a
empresa.
Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o
seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela
esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.
Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma
permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão
interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não
estão.
Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.
A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar
potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos:
computadores, portáteis, tablets e smartphones.
Vantagens do Marketplace Valeon
Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com
publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as
marcas exporem seus produtos e receberem acessos.
Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes
segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de
público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos
consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro
contato por meio dessa vitrine virtual.
Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes
queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência
pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente.
Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas
compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos
diferentes.
Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa
abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das
pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua
presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as
chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma,
proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.
Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das
plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping
center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais
diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também
possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a
uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com
diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do
faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que
são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e
escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é
possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua
marca.
VOCÊ CONHECE A ValeOn?
A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO
TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em
torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o
consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita
que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu
consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace
que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço,
agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta
diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa
e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores
como:
A farra dos voos executivos nas missões oficiais dos senadores pelo mundo
Por Lúcio Vaz – Gazeta do Povo
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fez uma das maiores despesas com viagens.| Foto: Roque de Sá/Agência Senado
O
senador de primeiro mandato Laércio Oliveira (PP-SE) pagou R$ 66 mil
por uma passagem na classe executiva para Houston (EUA). O senador Irajá
(PSD-TO) torrou R$ 180 mil em quatro viagens. Numa delas, gastou R$ 70
mil com passagens executivas para Paris e Nova York. O presidente do
Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), gastou R$ 91 mil com passagens e
diárias, incluindo sua equipe de apoio. As despesas de 35 senadores com
viagens internacionais já somam R$ 1,3 milhão – R$ 762 mil com diárias e
R$ 603 mil com passagens.
Laércio Oliveira viajou a Houston, no Texas, para participar da
Conferência de Tecnologia Offshore no final de abril. Incluindo seis
diárias, a despesa chegou R$ 85 mil. Com os gastos da viagem a
Washington e Baltimore (EUA,) em março, a conta fechou em R$ 109 mil. Na
viagem a Paris e Nova York, ao custo de R$ 72 mil, Irajá teve reunião
sobre modelos de reforma tributária na OCDE e discussão sobre bioenergia
no “Brazilian Energy and Sugar Week”. Nos voos para a Assembleia Geral
da ONU e para a Assembleia da União Parlamentar, com “reuniões
institucionais” no Reino de Bahrein, as despesas somaram R$ 94 mil,
sendo R$ 55 mil com passagens na classe executiva. Em Pequim, integrando
a presidencial, gastou R$ 15 mil com diárias.
A participação de Rodrigo Pacheco na delegação do presidente Lula em
sua viagem à China custou apenas R$ 7,5 mil em diárias. Mas a viagem de
um assessor e de um segurança do presidente do Senado gerou mais uma
despesa de R$ 75 mil. A viagem a Londres, acompanhado de policial
legislativo, custou mais R$ 54 mil, incluindo passagem na classe
executiva.
VEJA TAMBÉM: Bolsonaro gastou 40% da verba destinadas aos ex-presidentes em três meses
Quem têm direito à classe executiva Pelas normas do Senado, a
cúpula da casa tem direito de viajar na classe executiva. Mas essa
cúpula é bastante ampliada. Entre os privilegiados estão os integrantes
da Mesa Diretora (7), os presidentes de comissões permanentes (13) e
líderes (21). Em resumo, são maioria na casa. Neste ano, 16 passagens
foram pela classe executiva.
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) viajou a Manama (Reino do Barein) e a
Tókio de 9 a 29 de março. Recebeu R$ 48 mil em diárias mais a passagem
executiva de R$ 28 mil, num total de R$ 76 mil. Viajou do Barein a Tókio
a convite do governo do Japão, que passou o seu transporte aéreo.
O senador Wellington Fagundes (PL-MT), líder do bloco parlamentar
Vanguarda, viajou para Porto (Portugal) e Oslo (Noruega) em “missão
internacional”, em março. As 11 diárias custaram R$ 34 mil. Com mais a
passagem executiva de R$ 30 mil, a missão custou R$ 64 mil.
Efraim Filho (União-PB), líder da bancada, participar do Mobile Word
Congress, em Barcelona, e das atividades da Delegação Datona, em Israel.
A despesa ficou em R$ 58 mil, incluindo passagem executiva.
O líder do governo Lula, Jaques Wagner, viajou a San Diego (EUA) para
visitar a Universidade da Califórnia. Gastou R$ 40 mil, com passagem na
classe executiva no valor de R$ 24 mil. Também integrou a delegação do
presidente Lula a Pequim, recebendo mais R$ 15 mil em diárias. Fechou a
conta das viagens em 55 mil.
Giordano (MDB-SP) participou da Wasteexpo 2012, em New Orleans, em
abril. A sua passagem custou R$ 31 mil. Com mais as diárias, a despesa
fechou em R$ 49 mil. Sérgio Petecão (PSD-AC), presidente da Comissão de
Segurança Pública, participou da reunião anual da Interparlamentar no
âmbito da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Com passagem executiva
de R$ 33 mil, fez um gasto de R$ 45 mil.
Rodrigo Cunha (União-AL) esteve em Guangzhou, na feira de importação e
exportação da China – Canton Fair. A viagem custou R$ 53 mil, sendo R$
26 mil com diárias. A passagem foi na classe econômica. Ciro Nogueira
(PP-PI) viajou para a Audiência Parlamentar Anual da União
Interparlamentar em Nova York. A despesa fechou em R$ 40 mil, com 28 mil
de passagem executiva.
VEJA TAMBÉM: Viagem de Lula à China e Oriente médio custou R$ 1,8 milhão Senadores justificam viagens
A assessoria do senador Irajá afirmou que “todas as despesas
citadas cumprem as regras do Senado e foram devidamente autorizadas,
inclusive as passagens aéreas adquiridas diretamente pelo Senado
Federal”. Acrescentou que as suas viagens ocorreram em missões que
“trataram de relevantes temas para a economia do Tocantins e do nosso
País. As agendas realizadas tiveram como objetivo a ampliação das
relações comerciais com o intuito de estimular o ambiente de negócios
para a geração de emprego e de renda para os brasileiros”.
Disse ainda que Irajá é membro da Comissão de Assuntos Econômicos e
autor, no Senado, da criação da Frente Parlamentar dos BRICS, “grupo de
países com enorme peso na balança comercial do Brasil”.
A assessoria de Nelsinho Trad afirmou que as suas viagens foram na
condição de representante do Senado Federal, “devidamente autorizado
pelo órgão competente da Mesa Diretora, seguindo todos os trâmites
legais. A missão no Barein foi como observador e presidente do
Parlamento Amazônico, onde participou como palestrante na Assembleia da
União Interparlamentar (UIP). Na semana seguinte, embarcou em missão a
Tóquio, por convite do governo japonês. O transporte aéreo internacional
foi pago pelo governo do Japão”.
O gabinete de Ciro Nogueira afirmou que os bilhetes da sua viagem
foram emitidos pelo Serviço de Gestão de Passagens do Senado Federal,
“após rigorosa pesquisa de preços”. Os demais senadores citados foram
procurados, mas não responderam até a publicação da reportagem.
CPI do MST PT e Grupo Prerrogativas saem em defesa do MST enquanto oposição busca controlar CPI Por Aline Rechmann – Gazeta do Povo
Militantes do MST invadem a sede do Incra em Maceió (AL), em abril de 2023.| Foto: Divulgação/Mykesio Max/MST
A
oposição deve dominar os trabalhos da CPI do MST e quer indicar a
maioria dos membros para investigar as invasões de terra e os
financiadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Apesar disso, ainda precisa trabalhar para concluir a instalação do
colegiado. Enquanto isso, o PT e o Grupo Prerrogativas, que reúne
advogados, defensores públicas e outros da área do Direito que apoiam o
partido e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), buscam unir
forças para enfrentar a quinta Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
que mira o MST em 18 anos.
A leitura do requerimento de abertura da CPI do MST, feita na semana
passada, não garantiu o início das investigações. O documento havia sido
protocolado, com o número necessário de assinaturas, no dia 15 de
março. Agora, a viagem do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL),
para os Estados Unidos, com retorno previsto para a próxima quarta-feira
(10), é apontada como o principal motivo do atraso.
Além disso, há uma indefinição sobre a proporcionalidade dos
partidos, blocos e federações partidárias para composição e indicação de
integrantes. Em outras palavras, ainda não é possível saber quantas
vagas cada partido terá na CPI. A Mesa Diretora, presidida por Lira, é
quem deve emitir parecer sobre essa definição. Sendo assim, embora não
haja prazo estabelecido para a definição, a previsão é de que ela seja
publicizada após o retorno de Lira ao Brasil.
Sem saber quantas vagas serão destinadas a cada partido, bloco ou
federação, os líderes partidários ainda não estão fazendo indicações.
Havia a expectativa de uma reunião entre os líderes e o presidente da
Câmara ainda nesta semana para decidir sobre essa divisão, mas o
encontro não ocorreu até a viagem de Lira, que ocorreu na quarta-feira
(3).
Apesar da indefinição quanto aos membros, o líder da oposição,
deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), afirmou que a ideia na CPI vai
ser mirar em todos os tipos de crimes praticados pelo MST.
“Não são apenas invasões de terras produtivas, mas extorsões, crime
de dano e assassinato de animais. Vamos trabalhar para convocar os
líderes dos movimentos e descobrir quem são os financiadores e
investigar a participação do governo federal. O MST, MTST e outros
movimentos invasores são satélites do PT e [têm sido] utilizados como
massa de manobra para seus fins político-partidários”, criticou Jordy.
O vice-líder da oposição, deputado federal Evair de Mello (PP-ES),
destacou a reprovação de parte da população diante da atuação do
movimento na invasão de terras e avaliou que “o governo está de joelhos
para o MST. [O movimento] disse que não vai recuar e é o governo que tem
que tirar esse bode da sala”.
Sobre a estratégia de atuação da oposição, Mello disse que “vai ser
um debate de narrativas, mas nós temos os fatos concretos. Vamos debater
fatos”.
VEJA TAMBÉM:
Bancada do Agro quer usar CPI para investigar Stédile e lideranças do MST
Após 45 invasões e CPI, governo Lula manobra para blindar MST
Bolsonaro retoma agenda pública pelo país mostrando força junto ao agro
PT e Grupo Prerrogativas saem na frente na defesa do MST Embora
ainda não haja definição sobre a composição do colegiado, o deputado
federal João Daniel (PT-SE) também avalia que a oposição terá a maioria
na composição da CPI e por isso deve dominar os trabalhos. “Eles têm
maioria, vão aprovar e fazer o que quiserem. O que nós vamos fazer é
defender [o MST]. O movimento não tem nada a esconder”, pontuou o
petista.
Na mesma linha de defesa do MST, a presidente do Partido dos
Trabalhadores, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), enfatizou que
a legenda estará empenhada para defender o movimento durante a CPI.
“Estamos empenhados, sim, em proteger o MST. Já conversei com Zeca
[Dirceu, líder do partido na Câmara], com [José] Guimarães [líder do
governo na Câmara] e outros deputados. Essa CPI é tentativa de
criminalizar o movimento. Isso já aconteceu antes. Não vamos deixar
acontecer”, afirmou Gleisi à Folha de S. Paulo.
Em outra frente, o Grupo Prerrogativas ofereceu apoio ao MST para
fazer a assessoria jurídica para integrantes do movimento que sejam
convocados a depor em CPI.
Em entrevista para a Folha de S. Paulo, o coordenador do
Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, disse não ter dúvidas de que
“essa CPI será um tiro no pé da oposição. O MST mostrará ao país a
importância da reforma agrária e da função social da propriedade. O MST
tem a nossa solidariedade, a nossa admiração, o nosso respeito e o nosso
irrestrito apoio”.
Neste sentido, o deputado João Daniel reforçou que “vai ter muitos
juristas e organizações que vão estar junto, apoiando [o MST na CPI]”.
Na opinião do parlamentar, “vai ser mais uma desmoralização daqueles que
sempre quiseram criminalizar a luta pela terra no Brasil. Nós vamos
mostrar publicamente que eles apenas querem esconder a gravidade do
problema no Brasil, a exemplo do trabalho escravo, do desmatamento, do
garimpo ilegal”.
Presidência e relatoria devem ficar com a oposição Por acordo, em
muitos casos, os autores dos requerimentos de CPI são alçados a
presidentes das Comissões. Trata-se, porém, de uma “tradição” e que não
está no Regimento da Câmara. Mas, em casos que a negociação não avança,
os interessados podem apresentar as suas chapas para concorrer ao cargo.
Caso a “tradição” seja mantida, três deputados federais –
Tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS), Kim Kataguiri (União Brasil-SP)
e Ricardo Salles (PL-SP) – apresentaram requerimentos e, por fim, se
uniram para atingir as 171 assinaturas necessárias. O requerimento do
deputado Zucco acabou sendo protocolado ao alcançar 172 assinaturas e
por isso ele é cotado para presidir o colegiado.
Já o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles desponta como
favorito para assumir a relatoria da CPI, mas poderá ter que enfrentar a
concorrência do deputado Kim Kataguiri, o qual também colocou o nome à
disposição para a vaga.
Além deles, o deputado federal Evair de Mello (PP-ES), vice-líder da
oposição, também pretendia se candidatar, no entanto, abriu mão da
corrida e disse que o nome de Ricardo Salles parece estar bem
consolidado. “O Ricardo [Salles] tem nosso apoio e estou contemplado com
a relatoria dele”, completou o parlamentar capixaba, que deve ser um
dos membros titulares da CPI.
Composição aguarda deliberações internas dos partidos Nesta
semana, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA),
deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), informou que não será membro da
CPI. “Pedi ao líder do meu partido que não indique o meu nome, pois
tenho um papel institucional a cumprir na FPA”. Apesar de não atuar como
membro, Lupion afirmou anteriormente que a Frente influenciará na
indicação de nomes.
O União Brasil, partido do deputado Kim Kataguiri, ainda não tem
definição sobre a composição das CPIs que devem ser instaladas no
Congresso Nacional. Além da CPI do MST, a CPI da Americanas e a CPI da
Manipulação de Resultados no futebol também já foram aprovadas na Câmara
dos Deputados. “Ainda estamos definindo internamente no União quem fará
parte de qual CPI. Devemos ter definição até o final da semana”, disse
Kataguiri.
O Partido dos Trabalhadores (PT) também ainda não discutiu quem serão
os membros designados para defender o MST na CPI. “Estamos aguardando
sem pressa [a instalação da CPI]”, destacou o deputado federal João
Daniel (PT-SE), que é simpatizante do MST e um dos cotados para compor o
colegiado. Além dele, há ainda os nomes de fundadores e militantes do
MST como os deputados Padre João (PT-MG), Valmir Assunção (PT-BA),
Dionilson Marcon (PT-RS) entre os possíveis membros.
Cabe aos líderes partidários, conforme solicitação do presidente da
Câmara ao fazer a leitura do requerimento de criação, indicar os membros
da CPI. De acordo com o requerimento, lido no último dia 26 de abril,
a CPI do MST reunirá 27 deputados titulares e o mesmo número de
suplentes.
Após a definição da proporcionalidade, serão designados os membros e a
composição será divulgada em Plenário. Depois disso, a instalação da
CPI poderá ser efetivada e terá um prazo de 120 dias para funcionar,
prorrogáveis por mais 60 dias.
Lula e Fernández discutiram a crise econômica na Argentina por
mais de quatro horas durante encontro em Brasília, no início de maio.|
Foto: EFE/André Borges
Uma das marcas da “diplomacia ativa e altiva” petista durante a
primeira passagem do partido pelo governo federal foi a disposição para
enterrar dinheiro brasileiro em camaradagens com parceiros ideológicos,
seja os ditatoriais, seja os mais democráticos. Esse papel de
“financiador” já fora exercido no passado distante pela União Soviética,
e mais recentemente pela Venezuela, antes que o “socialismo do século
21” conseguisse a façanha de afundar na miséria o país que tem as
maiores reservas petrolíferas do mundo. Com o retorno de Lula ao Palácio
do Planalto, o Brasil volta a ser a mina de ouro da vez – mesmo não
estando muito bem das pernas, com perspectivas de crescimento baixo, na
casa de 1%, mas, como se diz, é o que há para hoje. E, por isso, os
companheiros já estão levando o pires a Brasília.
Lula, mentiroso contumaz que é, adora repetir que recebeu o Brasil
“quebrado”, tanto de Fernando Henrique Cardoso, em 2003, quanto de Jair
Bolsonaro, em 2023. Mas basta olhar indicadores deixados pelos dois
ex-presidentes, como inflação e os tão vilipendiados juros, e
compará-los com os da Argentina para ver o que é uma quebradeira real, e
não uma quebradeira de fake news. Nossos vizinhos sofrem com inflação
anual acima de 100%, câmbio descontrolado e juros de 91% ao ano, quase
sete vezes maiores que a Selic brasileira. O caos é tamanho que o
presidente Alberto Fernández já adiantou que não tentará a reeleição
este ano. E foi ele quem visitou Lula no começo desta semana para pedir
ajuda. Saiu “sem dinheiro”, comentou o brasileiro, que no entanto fez
uma promessa preocupante: “vou fazer todo e qualquer sacrifício para que
a gente possa ajudar a Argentina nesse momento difícil”.
A Argentina só chegou a esse estado porque tratou as contas públicas e
a responsabilidade fiscal com muito mais desleixo que qualquer
governante brasileiro da era pós-Plano Real
Uma Argentina em frangalhos econômicos é prejudicial ao Brasil, disso
não há a menor dúvida. O país é o terceiro maior parceiro comercial
brasileiro (descontando-se a União Europeia, que é um bloco de 27
nações): no ano passado, foram US$ 15,3 bilhões em exportações e US$
13,1 bilhões em importações. No entanto, a escassez de moeda estrangeira
do outro lado da fronteira começa a prejudicar os exportadores
brasileiros; quanto mais a Casa Rosada interfere no mercado de câmbio,
mais os dólares somem, indo parar nos colchões ou em contas no exterior,
dependendo das possibilidades de cada empresa ou cidadão argentino. Há
quase 20 cotações oficiais diferentes no limbo entre o dólar
“mayorista”, oficial, e o dólar “blue”, paralelo, cada uma para uma
situação diferente, como o dólar Malbec, usado para o setor vinícola; o
dólar Coldplay, aplicado a empresários do setor de cultura que contratam
bandas estrangeiras para tocar na Argentina; ou cotações especiais para
atrair turistas estrangeiros.
O que as esquerdas brasileira e argentina ignoram, no entanto, é que a
Argentina só chegou a esse estado porque tratou as contas públicas e a
responsabilidade fiscal com muito mais desleixo que qualquer governante
brasileiro da era pós-Plano Real – até Dilma Rousseff seria uma
fiscalista empedernida perto do que fizeram os últimos governantes
argentinos. Mesmo o antiesquerdista Maurício Macri errou grosseiramente
ao tentar fazer um ajuste gradual quando a situação exigia medidas mais
drásticas; fez concessões ao funcionalismo, bastante numeroso, e
terminou o mandato tabelando preços como um esquerdista padrão. Ou seja,
a Argentina não é simplesmente “um país que só quer crescer, gerar
empregos e melhorar a vida do povo”, como disse Lula ao criticar o FMI; é
um país governado por terraplanistas econômicos que insistem em gastar o
que não têm, não tiveram e não terão, receita que comprovadamente
jamais trouxe prosperidade a povo algum.
VEJA TAMBÉM: Olhar para a Argentina (editorial de 15 de agosto de 2022) Os interesses do Brasil e a política externa de Lula (editorial de 24 de janeiro de 2023) A inflação devasta a Argentina (editorial de 19 de junho de 2022)
Por isso é tão preocupante que Lula fale em “fazer todo e
qualquer sacrifício”. Porque, no fim das contas, o sacrifício não é
dele, mas de quem efetivamente vai bancar a camaradagem, os
financiamentos e os subsídios, e arcar com o prejuízo de um eventual
calote, como os que o Brasil já levou das ditaduras cubana e venezuelana
– o contribuinte brasileiro. Este mesmo que, se depender do arcabouço
fiscal proposto pelo governo, terá de entregar ainda mais dinheiro para
bancar o “piso de gastos” e as metas de resultado primário, e agora,
para cumprir a promessa feita por Lula a seu colega argentino,
possivelmente acabará também garantindo farras gastadoras
além-fronteiras.
Reino Unido Por Mariana Ceccon, especial para Gazeta do Povo
Em média, 62% dos britânicos apoiam a manutenção da monarquia.
Mas entre os mais novos. este número é de 36%| Foto: EFE/EPA/Cathal
McNaughton
Se o contrário do amor é a indiferença, o novo monarca
do Reino Unido tem um enorme obstáculo a superar no caminho até o
coração de seus súditos, pelo menos dos mais novos. Uma pesquisa
publicada na última quarta-feira (3) mostrou que 78% dos britânicos
entre 18 e 24 anos declararam não ter interesse na família real, e
apenas 36% da Geração Z respondeu ser favorável a manter o país como uma
monarquia.
O levantamento, feito pela YouGov, uma organização global
especializada em pesquisa de mercado e análise de dados digitais, foi
divulgado em meio às preparações para a coroação de Charles III,
agendada para este sábado (6), e contrasta fortemente com o sentimento
de uma década atrás. Em 2013, 72% dos jovens de 18 a 24 anos queriam
manter a instituição.
A imprensa britânica indica que esta ruptura geracional está
conectada a dois fatores: escândalos reais e economia. Se em 2013 a
realeza ainda colhia boas manchetes exaltando o Jubileu de Diamante da
rainha Elizabeth II e o casamento do príncipe William com Kate
Middleton, nos últimos anos, o rompimento da família com o príncipe
Harry e sua esposa Meghan Markle ocupou o espaço da realeza nos jornais –
intercalando apenas com a morte da rainha e as denúncias contra um de
seus filhos, o príncipe Andrew, envolvendo abuso sexual de menores de
idade.
Pesa ainda mais nesta balança a disparada nos aumentos de custos de
vida dos britânicos, com uma inflação anual próxima dos 10%, ligada
especialmente aos custos de energia elétrica e moradia, além de meses de
greves de enfermeiros, médicos, professores, maquinistas e outros
trabalhadores em busca de salários mais altos. Para quem está
ingressando no mercado de trabalho nessas condições, a luxuosa cerimônia
de coroação – que, especula-se, deverá custar em torno de 100 milhões
de libras (R$ 630 milhões) – não soa bem.
“Ao contrário da Lady Gaga, nós não vivemos pelos aplausos”,
protestam os trabalhadores do sistema de saúde público, no último dia 1.
Inflação anual perto dos 10% e altos custos de vida estão entre as
dificuldades enfrentadas pelos mais jovens| EFE/EPA/Tayfun Salci “A
monarquia dá o tom de uma sociedade desigual, justificando a ideia de
que uma pessoa deve se curvar a outra e que a vida de algumas pessoas é
mais importante do que de outras”, explicou Symon Hill, um dos
integrantes do Republic, um grupo anti-monarquista responsável por
lançar a campanha #NotMyKing (não é meu rei, em tradução livre). “Por
isso, neste sábado, vou protestar na Trafalgar Square enquanto a
procissão da coroação passar e terei um cartaz dizendo: ‘Charles Windsor
é meu igual'”, ele escreveu em um artigo de opinião, justificando as
escolhas do grupo.
O Republic encabeça os protestos marcados para este sábado, nos quais
são esperados pelo menos 1,5 mil manifestantes, todos vestidos de
amarelo e gritando pelo direito de escolher o chefe de Estado através do
voto, uma substituição da tradição de mais de mil anos na Grã-Bretanha.
“Ninguém nega que os republicanos são uma minoria no Reino Unido. Mas
somos uma minoria substancial e não mínima, como os monarquistas gostam
de nos retratar”, disse Hill.
Excluindo o recorte de faixa etária, seis em cada dez britânicos
acham que o país deveria continuar a ser uma monarquia, número que pode
chegar a quase oito em dez quando se considera pessoas com mais de 65
anos. Quando perguntados se o país deveria fazer um referendo para
discutir este assunto, apenas 31% dos britânicos são favoráveis.
O apoio à coroa é de até 79% entre os maiores de 65 anos, apontou a YouGov| EFE/EPA/Martin Divisek Ex-colônias O
sentimento da Geração Z os aproxima mais dos cidadãos que vivem nas
ex-colônias britânicas do que de seus pais e avós. Como soberano,
Charles também é chefe de Estado de outros 14 países, embora o papel
seja em grande parte cerimonial, como “supervisionar” as forças armadas e
dar “consentimento real” a projetos de lei. Entre esses países, estão
Austrália, Canadá e Nova Zelândia, além de nações caribenhas como a
Jamaica, mas nenhum ostenta números de aprovação da realeza altos.
Mesmo no Canadá, a nação considerada mais “amigável” à família
Windsor, mais da metade da população (52%) não quer que seu país
continue como uma monarquia constitucional e mais de 60% se opõem a
jurar lealdade a Charles ou entoar “God Save The King”, segundo apontou
uma pesquisa do instituto canadense Angus Reid publicada na semana
passada.
O governo canadense de Justin Trudeau, no entanto, está organizando
um evento simultâneo à coroação na capital, Ottawa, para celebrar o novo
monarca. Para os especialistas em política do país, Charles fica porque
não há disposição para abrir a Constituição e mexer no vespeiro real.
“A maioria dos principais partidos políticos canadenses, incluindo os
liberais de Trudeau, não está disposta a levar a questão adiante, muito
porque isso significa ter que renegociar toda a nossa ordem
constitucional”, explicou o professor de história da Universidade de
Ottawa, Damien-Claude Belanger, em entrevista à Al Jazeera. “Cortar os
laços envolveria obter a aprovação de todas as dez províncias
canadenses, bem como de ambas as casas do Parlamento.”
Mas o comodismo com o sistema político para por aí. O
primeiro-ministro da Nova Zelândia, Chris Hipkins, por exemplo, fez uma
declaração esta semana admitindo que deseja que seu país abandone a
coroa, embora tenha acrescentado que não é uma “prioridade urgente”.
O “soft power” da monarquia já não é mais tão atrativo para manter a
família real nas ex-colônias, principalmente no Caribe.| EFE/EPA/Tayfun
Salci Inspirados pelo caso de Barbados, que se tornou uma república
em 2021, os líderes políticos da Jamaica também já deixaram bem claro
que estão desembarcando do sistema e agendaram um referendo para 2024. O
primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, inclusive não fará parte
do grupo de cem chefes de Estado que participarão pessoalmente da
coroação em Londres.
Belize, Bahamas, Granada, Antígua e Barbuda e São Cristóvão e Neves
engrossam a lista de nações caribenhas tomando igualmente medidas para
tornarem-se repúblicas. No Caribe, o movimento anti-monarquia é mais
forte, uma vez que as figuras reais suscitam uma forte lembrança do
período de escravidão e são frequentemente nomeadas como símbolos de
“neocolonialismo”.
Em contraste, ser parte da Comunidade Britânica (mais conhecida por
seu nome em inglês, Commonwealth) e usufruir do poder diplomático do rei
também teve seu apelo reduzido. “Uma Grã-Bretanha pós-Brexit é muito
menos valiosa no mundo de hoje”, argumentou a jornalista especializada e
escritora jamaicana Barbara Blake-Hannah, em um artigo sobre o assunto
publicado no jornal britânico The Guardian.
“Com a perda dos estreitos vínculos econômicos, políticos e
migratórios que a Grã-Bretanha tinha como membro da União Europeia, a
maioria dos líderes da Commonwealth agora espera uma grande reforma da
organização, tornando-a mais um bloco político voltado para a negociação
de contratos comerciais internacionais.”
Os acontecimentos desta semana me
lembraram de uma história bíblica. Os exércitos dos judeus e dos
filisteus estavam posicionados para a guerra no alto de duas colinas,
tendo um vale entre eles. O medo cortava o ar, pois em poucos dias
muitos morreriam em batalha.
Golias, um guerreiro profissional filisteu, chamava atenção pelo seu
tamanho. O gigante usava uma pesada armadura e parecia invencível. Ele
era ainda parte importante de uma estratégia de guerra psicológica que
antecedia a luta.
Todo dia, por quarenta dias, Golias se posicionou entre os exércitos e
fez um desafio: um duelo entre ele e o melhor guerreiro de Israel, em
substituição à batalha entre os exércitos. O povo do perdedor se
tornaria escravo da nação adversária.
Do lado judeu, o silêncio e o medo imperavam, até que Davi foi
visitar seu irmão no acampamento militar. Davi era apenas um pastor de
ovelhas que tinha confiança em Deus. Não usava armadura nem armas
requintadas, mas tinha uma funda – uma espécie de atiradeira para lançar
pedras.
Quando Davi ouviu o desafio de Golias, ele não hesitou em se oferecer
para lutar pela liberdade daqueles que amava, mesmo sabendo que estava
em grande desvantagem. Sem se deixar intimidar, lutou para impedir que
seu povo fosse silenciado e escravizado pelos filisteus.
Com a funda e uma pedra, Davi matou o gigante. Ele não apenas
derrotou o invencível, mas mostrou ao povo que a dedicação, a coragem e a
fé são capazes de vencer até mesmo os maiores desafios.
E por que lembrei dessa história? Porque há poucos dias, o governo
Lula acreditava que a aprovação do Projeto de Lei da Censura era certa,
afinal, tinha a máquina e o apoio dos outros dois Poderes. Juntos,
pareciam um Golias invencível, poderoso e equipado. “Vai passar” – é a
frase que ecoava nos corredores do Congresso Nacional.
Do outro lado, a sociedade não tinha o poder da liberação de recursos
e cargos para influenciar votos, o poder de pautar o que seria votado
nem o poder ou apoio da imprensa. Embora sem esses equipamentos, tinha a
dedicação, a coragem e a fé para lutar por sua liberdade, enfrentando o
gigante.
Há poucos dias, o governo Lula acreditava que a aprovação do Projeto
de Lei da Censura era certa, afinal, tinha a máquina e o apoio dos
outros dois Poderes. Juntos, pareciam um Golias invencível, poderoso e
equipado
De fato, milhões de brasileiros se manifestaram nas redes, ligaram
para gabinetes, pressionaram deputados e foram a aeroportos e ao
Congresso Nacional pedir para que sua voz não fosse calada. Muitos
parlamentares chegaram a desabilitar comentários em suas redes sociais
ou mencionaram em conversas que a pressão social se tornou invencível.
O povo lutou arduamente, o impossível aconteceu e o gigante caiu. Na
terça-feira, o Governo foi derrotado e não conseguiu aprovar o projeto
da Censura. A sociedade acordou e decidiu que não seria amordaçada. E na
beleza que apenas as democracias são capazes de alcançar, ecoou a voz
do povo na Casa do Povo, a Câmara dos Deputados.
O que aconteceu foi um milagre: o sistema perdeu uma batalha. Para
evitar uma estrondosa derrota, o governo bateu em retirada. Você, você
que está lendo este artigo neste momento, você é responsável pela
vitória da nossa liberdade. Gostaria que você tivesse ideia do quão
grande é isso, de quão forte a sua voz ecoa e de como ela é poderosa.
Muitos parlamentares chegaram a desabilitar comentários em suas redes
sociais ou mencionaram em conversas que a pressão social se tornou
invencível
Essa vitória é sua. Foi a sua dedicação, a sua coragem e a sua fé que
protegeram os brasileiros e o direito de expressar sua convicção
religiosa, de criticar autoridades e de divergir. Sem isso, Golias teria
prevalecido e o povo brasileiro teria sua voz escravizada pelo governo.
No final das contas, prevaleceu o poder dos eleitores.
E não me entendam mal: a questão não é se deve ou não haver a
regulação do conteúdo ilícito da internet. Ela pode ser realizada e é
bom que seja, mas seguindo as melhores experiências democráticas do
mundo, as quais preservam as liberdades. É importante expressar o óbvio:
sem liberdade, não há democracia.
Tampouco estou demonizando os defensores do projeto da censura: há
pessoas bem-intencionadas que o defenderam – vários jamais leram seu
texto ou compreenderam suas consequências. Não cabe generalizar,
contudo, vale a advertência do ditado: de boas intenções o inferno está
cheio.
De todo modo, é certo que não pode ocorrer, como aconteceu, o avanço
de uma proposta que entrega ao governo superpoderes para calar a
sociedade e recompensa financeiramente a propagação de fake news pela
mídia marrom, ao mesmo tempo em que impede que seu conteúdo falso seja
derrubado.
O que não pode ocorrer é a importação de uma caricatura deformada da
legislação europeia, sem as salvaguardas das liberdades que lá existem, e
o atropelo injustificável do debate da proposta brasileira, suprimindo a
possibilidade de a sociedade discutir e aperfeiçoar as regras que
impactam a sua liberdade.
Essa vitória é sua. Foi a sua dedicação, a sua coragem e a sua fé que
protegeram os brasileiros e o direito de expressar sua convicção
religiosa, de criticar autoridades e de divergir
Num Brasil em que os valores estão invertidos, em que as regras estão
enfraquecidas, em que a confiança nas instituições está erodida e em
que muitos têm medo dos desmandos do governo, a vitória do povo na
Câmara dos Deputados é um sopro de renovação da esperança na nossa
democracia e na nossa capacidade de resistir a desmandos do governo
petista.
Nesta semana reverberaram as palavras de Ulysses Guimarães em 1987:
“Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A nação quer mudar. A
nação deve mudar. A nação vai mudar”.
A sua dedicação, coragem e fé venceram a batalha, mas ainda estamos
em guerra. Após o reinado de Davi, o pastor que venceu Golias, o povo de
Israel foi levado em cativeiro para a Babilônia, um período de cerca de
70 anos em que os judeus foram escravizados. O episódio serve de
alerta: o preço da liberdade é a eterna vigilância.
Hoje, é dia de celebrar nossa vitória e reconhecer a resiliência de
tantos brasileiros. Muitas vezes desanimamos, mas jamais desistimos. Ao
mesmo tempo em que comemoramos, devemos ter consciência de que a luta
pela liberdade e pela justiça é uma batalha constante.
O projeto da censura voltará a ser discutido. Há muitos interesses em
jogo: desde interesses genuínos no aperfeiçoamento da democracia e do
estado de direito até, no outro extremo, o interesse de fortalecer o
controle do Estado sobre o debate público e reduzir a influência da
direita conservadora.
É importante que o projeto seja muito aperfeiçoado, verdadeiramente
reescrito, ou, então, que volte a ser rejeitado. Para isso, mais uma
vez, a sua dedicação, coragem e fé serão fundamentais. Da mesma forma
como Davi venceu um gigante e da mesma forma como nós, o povo, vencemos
um gigante nesta semana, podemos vencer mais uma vez.
Inquérito de Moraes Criminalistas e deputados apontam problemas na nova investigação contra Bolsonaro
Por Renan Ramalho – Gazeta do Povo Brasília
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de busca e apreensão
em uma investigação sobre fraude em cartão de vacina| Foto: EFE/JIM LO
SCALZO
A nova investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro
(PL), envolvendo falsificação de cartões de vacina contra a Covid-19, é
objeto de críticas entre criminalistas e deputados, que apontam diversas
falhas, como a falta de indícios de participação direta do
ex-presidente no esquema e o fato de o caso ter sido incluído no
inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as “milícias
digitais”.
VEJA TAMBÉM: Após pressão de bases contra PL das Fake News, Republicanos se distancia do governo Lula Pacheco autoriza manobra do governo para tirar vagas da oposição na CPMI do 8 de janeiro PF liga caso de vacina de Bolsonaro a urnas e milícias digitais para manter ação com Moraes
A investigação surgiu de uma apuração interna da
Controladoria-Geral da República (CGU), braço de fiscalização do governo
federal, no início deste ano, quando o órgão avaliava divulgar o cartão
vacinal de Bolsonaro, para cumprir uma promessa do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) de quebrar o sigilo de dados pessoais do
antecessor, fixado na gestão passada.
Ao constatar inserções suspeitas de dados no sistema nacional que
registra a aplicação de doses, a CGU encaminhou o caso para a Polícia
Federal, anexando informações adicionais colhidas junto ao Ministério da
Saúde. Dentro da PF, o caso foi parar nas mãos do delegado Fábio Shor,
porque apareceu o nome do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid,
que já era investigado por ele no âmbito do inquérito das milícias
digitais, conduzida por Alexandre de Moraes no STF.
A PF descobriu que Cid mobilizou colegas e servidores para emitir
cartão de vacinação falso para que sua mulher pudesse viajar para o
exterior. Depois, vários outros funcionários próximos e auxiliares de
Bolsonaro foram beneficiados com o esquema, até que, em dezembro do ano
passado, dados falsos de vacinação foram inseridos no sistema
ConecteSUS, pelo mesmo grupo, para registrar doses para o ex-presidente e
sua filha menor de idade, de modo que pudessem emitir certificados de
vacinação dentro do aplicativo do sistema e conta no portal do governo.
Bolsonaro disse que não foi vacinado contra Covid-19 e negou que tenha
adulterado os dados.
GAZETA DO POVO OFERECE
Liberdade de Expressão Para a censura não vencer, entre neste
movimento. Grátis curso completo sobre liberdade de expressão, e-book,
depoimentos de influenciadores que foram calados.
Especialistas consideram “frágil” argumento para incluir caso no inquérito de Moraes O
primeiro problema apontado por analistas consultados é o fato de o caso
ter sido assumido por Alexandre de Moraes, no inquérito das milícias
digitais, com base numa suposta conexão apontada pela PF, mas
considerada frágil, entre os atos de inserção de dados falsos no sistema
do Ministério da Saúde e o chamado “gabinete do ódio”, grupo que seria
formado por outros ex-assessores de Bolsonaro para defender seu governo e
criticar adversários nas redes sociais.
No inquérito das milícias digitais, Mauro Cid já era investigado por
Moraes, mas por outro assunto, também não diretamente relacionado às
redes sociais: transações financeiras que efetuava para pagar contas da
família do ex-presidente. Antes, o ministro havia mandado quebrar o
sigilo de suas comunicações por um terceiro motivo: o fato de ter
ajudado Bolsonaro a divulgar um inquérito da PF sobre a invasão hacker
ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018 – o próprio TSE pediu a
investigação por suposta violação de dados sigilosos, mas a
Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou o caso por considerar que
o inquérito não era sigiloso.
Assim como o inquérito das fake news, aberto em 2019, o das milícias
digitais é amplamente criticado na comunidade jurídica em razão da
ampliação de seu objeto. Oficialmente, tinha como alvo o jornalista
Allan dos Santos, mas depois acabou servindo para investigar, entre
várias outras coisas, conversas de empresários antipetistas em grupo de
WhatsApp; questionamentos do ex-secretário da Receita Marcos Cintra
sobre o sistema eleitoral; e até as críticas de executivos do Google
sobre o projeto de lei das “fake news”, defendido por Moraes.
Para abarcar tudo isso, Moraes sempre menciona “ataques” ao Estado
Democrático de Direito, e a conjectura de delegados da PF dedicados a
essas investigações de que haveria uma “organização criminosa”,
estruturada em diferentes núcleos – político, financeiro, etc. –
responsáveis por disseminar notícias falsas contra as instituições.
Nunca ficou claro quem exatamente participa desses grupos e como operam,
nem que conteúdo ilícito espalham. Boa parte dos casos nunca levou a
denúncias e processos criminais contra os investigados.
No caso da fraude em cartões de vacinação, a PF fez a ligação com as
“milícias digitais” pelo fato de um dos interlocutores de Mauro Cid, o
advogado e ex-militar Ailton Barros, que também o ajudou a inserir dados
falsos no sistema, ter enviado a ele mensagens defendendo protestos
contra o STF e uma intervenção militar. Além disso, a corporação aponta
falas dos ajudantes contrárias à vacina, o que se ligaria ao discurso de
desconfiança do ex-presidente sobre o imunizante contra a Covid-19 e
que também seria reverberado pelas tais “milícias digitais”.
“O inquérito de fato tem que ter objeto limitado instaurado em tese
para apurar fatos passados, não futuros. Está tendo algum nível de
exacerbação. Isso de chamar os diretores das redes sociais é bastante
controversa. Qual o crime que cometeram? Nenhum. Por serem contra o
projeto de lei? No caso de Bolsonaro, poderia até ter crime, mas deveria
ser instaurado inquérito novo, e levando em conta que não tem mais
prerrogativa, o foro seria a Justiça Federal de primeira instância em
Brasília. A partir do momento que deixou o mandato, perdeu a
prerrogativa. Então, sim, é perigoso ter esse tipo de inquérito,
abarcando qualquer fato, sobretudo futuros”, diz o advogado Matheus
Falivene, mestre e doutor em Direito Penal pela USP.
Falta de indícios da participação de Bolsonaro Outro problema no
caso, segundo analistas consultados pela reportagem, é a falta de
indícios da participação direta de Bolsonaro na inserção dos dados e
emissão de cartões falsos de vacinação.
Embora os dados dele e de sua filha tenham sido alterados para que
fosse atestada a vacinação, o inquérito da PF ainda não apontou uma
ordem ou aquiescência do ex-presidente para o ato. É o que afirmou a
Procuradoria-Geral da República (PGR) em parecer enviado a Moraes no
qual opinou contra a busca e apreensão realizada na quarta-feira na casa
de Bolsonaro.
“Diversamente do enredo desenhado pela Polícia Federal, o que se
extrai é que Mauro Cesar Barbosa Cid teria arquitetado e capitaneado
toda a ação criminosa, à revelia, sem o conhecimento e sem a anuência do
ex-Presidente da República Jair Messias Bolsonaro”, escreveu a
subprocuradora Lindôra Araujo.
Ela ainda ponderou que o ex-presidente e sua família tinham
passaporte diplomático e, com ele, não precisariam comprovar vacinação
contra a Covid para entrar nos Estados Unidos. Os dados falsos foram
inseridos no ConecteSUS em 21 de dezembro, e retirados no dia 27, pouco
antes do embarque de Bolsonaro e sua família em direção à Flórida, no
final do mandato presidencial.
Outro argumento apontado por Lindôra é o fato de que Bolsonaro sempre
disse que não se vacinou. Uma eventual autorização para comprovar que
teria se vacinado seria “desnecessária”, “absolutamente paradoxal” e,
caso revelada, traria a ele “prejuízo político irreparável, justamente
no ano em que concorreria a um novo mandato como Presidente da
República”.
Para o criminalista Rafael Paiva, mestre e professor de Direito
Penal, o inquérito conseguiu demonstrar bem a materialidade do crime,
mas não a suposta autoria de Bolsonaro.
“O que justificaria a inserção dos dados, para emissão das carteiras,
é algo que chama a atenção. Mas isso não é suficiente para
responsabilização criminal. Por isso as investigações são importantes.
Os presos [ex-auxiliares de Bolsonaro] serão chamados a depor e podem
ser instados a uma delação e talvez saia informação daí. Mas são
elucubrações”, diz.
Apoiadores de Bolsonaro na Câmara criticam operação No meio
político, entre apoiadores de Bolsonaro na Câmara dos Deputados, houve
indignação com a operação. Numa reunião com colegas na quarta-feira (3),
o presidente da Comissão de Segurança Pública, Ubiratan Sanderson
(PL-RS), que é deputado e também policial federal, criticou as prisões
pelo fato de os crimes envolverem falsificação de cartões de vacina, um
delito menos grave, em sua opinião. “Aqui temos delegados de polícia,
promotores, agentes federais, coronéis… Ora se um cartão de vacina dá
azo [motivo] para prender alguém?”, afirmou, durante discurso a
deputados da comissão.
Para ele, algo semelhante ocorreu com o ex-ministro da Justiça
Anderson Torres, preso por Moraes há mais de três meses por suposta
omissão nos ataques às sedes dos Poderes em 8 de janeiro. “Com o
objetivo de tortura psicológica, buscaram algo que não acharam. Quando
botam um cartão de vacina, é porque não tem nada para achar mais”,
disse.
O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) também vê excesso de Alexandre
de Moraes nas investigações. “Uma ação totalmente desastrosa, viciada,
sem amparo legal, ao arrepio da lei. É um inquérito aberto de ofício
totalmente inconstitucional. Sem concordância do Ministério Público. O
presidente não tem mais foro privilegiado, nem os outros investigados
têm. Não estou falando da Suprema Corte em si, porque ela tem que
existir e eu respeito, eu defendo. O que falo é da atuação de alguns
ministros que rasgam a Constituição constantemente”, disse o deputado,
que também criticou uma “pequena parte” da PF que aceita cumprir
decisões que, segundo ele, são inconstitucionais.
Alexandre de Moraes, ministro do STF e presidente do TSE.| Foto: Flickr/TSE
Fazia
tempo que não perdia meu tempo acompanhando o varejo da política. Não
fosse a relevância do tal PL da Censura, teria permanecido a média
distância, arrumando meus meiões, tal como Roberto Carlos na eliminação
do Brasil para a França na Copa de 2006.
O problema nem é, com isso, acabar descobrindo a existência de
figuras como o deputado Paulo Fernando dos Santos, mas ser tragado pelo
multiverso da loucura reinante. Quando dei por mim, estava assistindo
até a live do MBL durante a discussão no plenário da Câmara. Como todo
ex-viciado, basta tomar um gole para transformá-lo num engradado.
Triste.
Enfim, acordei no Twitter, claro, para acompanhar a repercussão do
adiamento da votação do tal PL, mas veio a operação policial de busca e
apreensão na casa de Jair Bolsonaro e aí precisei ficar para a saideira
sem fim. Quando dei por mim de novo, era noite e lá estava eu assistindo
a outra votação na Câmara, com mais uma derrota para o governo, agora
com a manutenção do Marco do Saneamento alterado por decreto pelo
ex-presidiário e presidente em exercício.
A questão da regulação da censura nas redes sociais não é uma questão de se acontecerá, mas de quando, infelizmente
(Melhor escrever logo essa coluna antes que a quinta-feira avance e eu acabe ajudando a subir alguma hashtag.)
Até entendo a alegria da oposição com o adiamento da votação do PL da
Censura, mas a mim parece mais como um quase gol na semifinal da Copa
de 2014 quando a Alemanha já tinha feito sete. A questão da regulação da
censura nas redes sociais não é uma questão de se acontecerá, mas de
quando, infelizmente. E, se o Marco do Saneamento for mantido de fato
(ainda falta passar pelo Senado), será como o gol de Oscar aos 45
minutos do segundo tempo.
Falando nisso, pelo visto Jair Bolsonaro não conseguirá sair dessa
vibe David Luiz na eliminação de 2014. Assisti à entrevista dele ao
programa Pânico, no dia em que a Polícia Federal apreendeu seu celular, e
lá foi ele chorar emocionado, derrotado e impotente. Ou seja, continua
sendo o símbolo perfeito para a direita nascida em 2013, plena da
simplicidade das pombas, mas carente de toda a prudência das serpentes.
(Aliás, acredito mesmo que isso explica a ingenuidade da imensa
maioria dos que acamparam em frente a quartéis do Exército implorando,
na prática, por um golpe de Estado, sem saber que era isso que faziam.)
VEJA TAMBÉM: A Nova Direita: do divã à sala de aula Como as democracias renascem? O TSE e o Ursinho Pooh
Dos poucos intelectuais de direita no país, Eduardo Matos de
Alencar tem sido das mentes mais lúcidas a observar, compreender e
expressar o que vem acontecendo. Em seu Twitter, postou: “O Bolsonaro
podia ter encarnado vários papéis durante sua trajetória política. No
final, terminou incorporado no de vítima impotente de um sistema
político monstruoso, que perdeu qualquer aparência de democracia e só
vai parar de triturar gente quando for confrontado pelo povo”. Em tão
pouco, disse muito, se não tudo.
E chega no Twitter a notícia de que no celular do tal coronel Cid,
ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, havia conversas no WhatsApp com
não sei quem sobre golpe de Estado. Como o ministro Alexandre de Moraes
determinou a busca e apreensão do celular de Jair Bolsonaro
considerando inverossímil que ele não soubesse das supostas fraudes no
registro do sistema de vacinação que teriam sido cometidas por seu
ajudante de ordens, pela mesma lógica… Vai mandar prender generais do
Exército, ministro?
As lições de empreendedorismo para o e-commerce dos participantes do BBB.
Além das intrigas e do entretenimento, o BBB também pode ensinar
muito sobre empreendedorismo e estratégia para não só ganhar o jogo,
como também para ganhar cada vez mais com o seu negócio. Pensando nisso,
o que empreendedores podem aprender com o jogo para ganhar mais
dinheiro?
Programa traz algumas lições para aqueles que desejam expandir seus negócios para o mundo digital
O que o BBB e o e-commerce têm em comum? O Big Brother Brasil é um
dos programas de maior audiência e engajamento online dos últimos
tempos. Reunindo participantes memoráveis e provas dos mais diversos
tipos, o reality show engaja a torcida e dita tendências que inspiram os
telespectadores e os futuros brothers. Já o e-commerce, segundo estudo
realizado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, faturou
R$169 bilhões em 2022 – com expectativa para crescer ainda mais – e,
assim como BBB, também já se tornou tendência, sendo uma das principais
inovações para o futuro do varejo.
Mas, o que o e-commerce pode aprender com o reality show? Ainda, o que os empreendedores podem aprender com os “brothers”?
Para responder essas perguntas, no material abaixo, Lucas Castellani,
CEO e fundador da Cartpanda, empresa que oferece soluções para o
e-commerce, lista algumas lições que o programa deixa para aqueles que
desejam empreender no varejo digital.
Prova de resistência
O varejo digital é um mercado competitivo e, para se diferenciar em
um setor que no primeiro trimestre de 2022 cresceu 6% e está mudando
cada vez mais – segundo pesquisa realizada pela Nielsen|Ebit -, é
necessário saber jogar a prova de resistência. Uma estratégia de
consolidação de marca, presença de um sistema omnicanal e atendimento
rápido são só algumas das soluções para resistir aos desafios do
mercado.
Para Castellani, pensar em estratégias integradas dentro das redes
sociais e manter a atenção ao feed de produtos, além de uma constante
procura por inovação é essencial para manter o negócio de pé.
Casa de Vidro
Em 2022, segundo pesquisa da ClearSale, o Brasil registrou 5,6
milhões de tentativas de fraudes em plataformas de compras online. Além
desse problema, a utilização de dados com propósitos maliciosos e receio
em compartilhar informações bancárias também assustam muitos
compradores na hora de adquirir um produto.
Assim como na Casa de Vidro, os processos, a utilização das
informações pessoais e a segurança desses dados, devem ser visíveis para
todos que utilizam plataformas de e-commerce – em uma vigilância
constante e sem pontos cegos. Há muitas soluções seguras no mercado,
como o próprio sistema da Cartpanda, e Castellani indica que é
necessário entender bem a plataforma utilizada pelo seu empreendimento.
BBBs Empreendedores
O e-commerce proporciona grandes oportunidades para quem quer
empreender e isso não é diferente para os participantes, como Jade Picon
e Boca Rosa que, antes de entrarem na competição, já faturaram online –
com linhas de roupas e maquiagens.
As participantes demonstraram algo muito importante sobre como
empreender. Assim como no Big Brother, uma loja online também precisa
marcar presença e conquistar o público. Para isso, é necessário vestir a
camisa e estar atento às tendências que movem o mercado – como
checkouts de compra cada vez mais simplificados, atendimento
automatizado e estratégias integradas entre o físico e o digital.
Já deixe tudo preparado
Como Manu Gavassi e outros participantes que planejam suas campanhas e
conteúdos para o andamento do programa, o e-commerce também precisa se
preparar para encantar o público com cada vez mais criatividade.
Portanto, é necessário considerar a jornada do cliente, como ele se
relaciona com a plataforma de compra e quais são suas maiores
dificuldades na hora de comprar. Podem ser por meio de vídeos nas redes
sociais mostrando os produtos, como no Live Commerce, ou até mesmo
investindo em sistemas mais intuitivos para diminuir o abandono do
carrinho, mas sempre pensando na experiência do comprador.
Prêmio de milhões
O prêmio de uma boa loja online não é muito diferente do prêmio do
BBB. Porém, como diz a abertura do programa: “Tem que ir até o final se
quiser vencer”.
Para Castellani, o empreendedor não pode desistir. Para faturar, é
necessário não só passar pelas provas de resistência, como também saber
jogar com estratégia. Além disso, é importante estar sempre motivado e,
para o especialista, as próprias plataformas podem ajudar.
É o caso da Plataforma Comercial Marketplace da Startup valeon que
através do seu site mobiliza todo o vale do aço para alavancar as suas
compras e é um importante veículo para a jornada de vendas dos
empreendedores locais.
Vantagens Competitivas da Startup Valeon
A pandemia do Covid-19 trouxe
consigo muitas mudanças ao mundo dos negócios. Os empresários
precisaram lutar e se adaptar para sobreviver a um momento tão delicado
como esse. Para muitos, vender em Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para enfrentar a crise.
Com o fechamento do comércio durante as medidas de isolamento social
da pandemia, muitos consumidores adotaram novos hábitos para poder
continuar efetuando suas compras.
Em vez de andar pelos comércios, durante a crise maior da pandemia, os consumidores passaram a navegar por lojas virtuais como
a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que tinham receio de
comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa barreira.
Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.
Contudo, para esses novos consumidores digitais ainda não é tão fácil
comprar online. Por esse motivo, eles preferem comprar nos chamados Marketplaces de marcas conhecidas como a Valeon com as quais já possuem uma relação de confiança.
Inovação digital é a palavra de ordem para todos os segmentos. Nesse
caso, não apenas para aumentar as possibilidades de comercialização, mas
também para a segurança de todos — dos varejistas e dos consumidores.
Não há dúvida de que esse é o caminho mais seguro no atual momento. Por
isso, empresas e lojas, em geral, têm apostado nos marketplaces. Neste
caso, um shopping center virtual que reúne as lojas físicas das empresas
em uma única plataforma digital — ou seja, em um grande marketplace
como o da Startup Valeon.
Vantagens competitivas que oferece a Startup Valeon para sua empresa:
1 – Reconhecimento do mercado
O mercado do Vale do Aço reconhece a Startup Valeon como uma empresa
de alto valor, capaz de criar impactos perante o mercado como a dor que o
nosso projeto/serviços resolve pelo poder de execução do nosso time de
técnicos e pelo grande número de audiências de visitantes recebidas.
2 – Plataforma adequada e pronta para divulgar suas empresas
O nosso Marketplace online apresenta características similares ao
desse shopping center. Na visão dos clientes consumidores, alguns
atributos, como variedade de produtos e serviços, segurança e praticidade, são fatores decisivos na escolha da nossa plataforma para efetuar as compras nas lojas desse shopping center do vale do aço.
3 – Baixo investimento mensal
A nossa estrutura comercial da Startup Valeon comporta um baixo
investimento para fazer a divulgação desse shopping e suas empresas com
valores bem inferiores ao que é investido nas propagandas e divulgações
offline.
4 – Atrativos que oferecemos aos visitantes do site e das abas do shopping
Conforme mencionado, o nosso site que é uma Plataforma
Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado
do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma
proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma
atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos
consumidores tem como objetivos:
Fazer Publicidade e Propaganda de várias Categorias de Empresas e Serviços;
Fornecer Informações detalhadas do Shopping Vale do Aço;
Elaboração e formação de coletâneas de informações sobre o Turismo da nossa região;
Publicidade e Propaganda das Empresas das 27 cidades do Vale
do Aço, destacando: Ipatinga, Cel. Fabriciano, Timóteo, Caratinga e
Santana do Paraíso;
Ofertas dos Supermercados de Ipatinga;
Ofertas de Revendedores de Veículos Usados de Ipatinga;
Notícias da região e do mundo;
Play LIst Valeon com músicas de primeira qualidade e Emissoras de Rádio do Brasil e da região;
Publicidade e Propaganda das Empresas e dos seus produtos em cada cidade da região do Vale do Aço;
Fazemos métricas diárias e mensais de cada aba desse shopping vale do aço e destacamos:
Média diária de visitantes das abas do shopping: 400 e no pico 800
Média mensal de visitantes das abas do shopping: 5.000 a 6.000
Finalizando, por criarmos um projeto de divulgação e
propaganda adequado à sua empresa, temos desenvolvido intensa pesquisa
nos vários sites do mundo e do Brasil, procurando fazer o
aperfeiçoamento do nosso site para adequá-lo ao seu melhor nível de
estrutura e designer para agradar aos mais exigentes consumidores. Temos
esforçado para mostrar aos srs. dirigentes das empresas que somos
capazes de contribuir com a divulgação/propaganda de suas lojas em pé de
igualdade com qualquer outro meio de divulgação online e mostramos o
resultado do nosso trabalho até aqui e prometemos que ainda somos
capazes de realizar muito mais.
Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (WApp)