quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

O NEGÓCIO DANÇA CONFORME MÚSICA

 

StartSe

O que as demissões na Movile tem a ver com o iFood?

A holding vai operar com uma estrutura mais enxuta e alinhada ao iFood

Aplicativo do iFood (fonte: divulgação)

Na última semana, a Movile fez uma nova rodada de demissões. A holding, que no ano passado já tinha cortado mais de 100 funcionários, além de outros 40 da fintech MovilePay e outros 60 da Afterverse, está reduzindo sua atual estrutura para integrar-se cada vez mais ao iFood, visto que as empresas possuem o mesmo acionista – a Prosus.

O Startups procurou a Movile para um posicionamento sobre a recente situação. A companhia confirmou que vai operar com uma estrutura mais enxuta e que fará cortes para reduzir as redundâncias com a operação do iFood. No entanto, ela não revela quantos profissionais já foram – e serão – impactados.

“A Movile esclarece que, como é sabido, vivemos uma mudança dramática nas condições macroeconômicas em todo o mundo e o Brasil não é exceção, fazendo com que as empresas de tecnologia e os investidores racionalizem seus negócios e otimizem seus ativos.

Diante desse cenário, a Movile vai operar com uma estrutura mais enxuta e cada vez mais alinhada ao iFood, visto que ambas as empresas contam com o mesmo acionista (Prosus). Assim, a atual estrutura da Movile será reduzida onde houver sobreposição com o iFood e as empresas trabalharão ainda mais juntas para transformar vidas por meio da tecnologia com foco no ecossistema do iFood.

A Movile reforça ainda que todo o processo está sendo conduzido com ética e total transparência, e não afeta as empresas do portfólio”, disse a empresa, em nota enviada ao Startups.

Ex-funcionários publicaram textos de despedida no LinkedIn, confirmando que houve um layoff na organização no início deste ano em áreas como comunicação, recrutamento e TI. A reportagem entrou em contato com os colaboradores para ter mais detalhes sobre os desligamentos, mas eles não retornaram a solicitação.

MAIS SOBRE O ASSUNTO

•             Como a Movile adquire e investe em startups

•             Movile, dona do iFood, recebe R$ 1 bi em investimentos

________________________________________

A Movile, para quem não sabe, é dona do iFood. A relação entre as empresas começou em 2013, quando a holding investiu US$ 2,5 milhões no delivery de comida. No ano seguinte, ela comprou parte das ações da plataforma de entregas e tornou-se sua acionista majoritária. Em agosto de 2022, a Movile passou a deter 100% do iFood após adquirir 33,3% das ações pertencentes à Just Eat Holding Limited, em uma transação de até R$ 9,4 bilhões. Já a Prosus tem cerca de 94% da Movile.

A aposta deu tão certo que a Movile, em determinado momento, teve que reposicionar sua estratégia para mostrar que ela era muito mais do que a dona do iFood. O unicórnio de delivery ficou tão grande que foi emancipado do restante da operação. A partir de 2019, o dia a dia do iFood virou responsabilidade de Fabricio Bloisi, que deixou o cargo de CEO da Movile para Patrick Hruby em março de 2020. As métricas das operações também foram separadas para evitar distorções – e a sensação de viver sempre sob a sombra do filho bem-sucedido.

Desde então, a Movile vem ampliado o seu portfólio com a Zoop, Sinch, Moova, Mensajeros Urbanos, a55 e Afterverse, além da já investida Sympla e da criação de marcas próprias como a fintech MovilePay e a Wavy, que oferece a outras empresas serviço de envio de mensagens aos clientes via SMS. No entanto, a holding não conseguiu encontrar um novo big hit.

Em março de 2020, a Wavy foi adquirida pela empresa sueca Sinch por mais de R$ 600 milhões. Dois anos depois, a Movile vendeu a brasileira PlayKids para a britânica Sandbox & Co. Embora o valor da transação não tenha sido revelado, a Movile revelou que ganhou uma cadeira no conselho da Sandbox.

Para quem precisou separar as operações do iFood justamente para mostrar que pode ter outros negócios de sucesso, realinhar-se ao app de entregas é, no mínimo, curioso. Mas não necessariamente uma surpresa. No ano passado, o Startups apurou que a MovilePay seria integrada às operações do iFood, que já era o seu principal cliente, para ser uma solução de cartão, crédito e conta digital do app de entregas. Aguardemos as cenas dos próximos episódios para saber quais serão os novos passos da Movile.

Vantagens Competitivas da Startup Valeon


 
 

pandemia do Covid-19 trouxe consigo muitas mudanças ao mundo dos negócios. Os empresários precisaram lutar e se adaptar para sobreviver a um momento tão delicado como esse. Para muitos, vender em Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para enfrentar a crise.

Com o fechamento do comércio durante as medidas de isolamento social da pandemia, muitos consumidores adotaram novos hábitos para poder continuar efetuando suas compras.

Em vez de andar pelos comércios, durante a crise maior da pandemia, os consumidores passaram a navegar por lojas virtuais como a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que tinham receio de comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa barreira.

Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.

Contudo, para esses novos consumidores digitais ainda não é tão fácil comprar online. Por esse motivo, eles preferem comprar nos chamados Marketplaces de marcas conhecidas como a Valeon com as quais já possuem uma relação de confiança.

Inovação digital é a palavra de ordem para todos os segmentos. Nesse caso, não apenas para aumentar as possibilidades de comercialização, mas também para a segurança de todos — dos varejistas e dos consumidores. Não há dúvida de que esse é o caminho mais seguro no atual momento. Por isso, empresas e lojas, em geral, têm apostado nos marketplaces. Neste caso, um shopping center virtual que reúne as lojas físicas das empresas em uma única plataforma digital — ou seja, em um grande marketplace como o da Startup Valeon.

Vantagens competitivas que oferece a Startup Valeon para sua empresa:

1 – Reconhecimento do mercado

O mercado do Vale do Aço reconhece a Startup Valeon como uma empresa de alto valor, capaz de criar impactos perante o mercado como a dor que o nosso projeto/serviços resolve pelo poder de execução do nosso time de técnicos e pelo grande número de audiências de visitantes recebidas.

2 – Plataforma adequada e pronta para divulgar suas empresas

O nosso Marketplace online apresenta características similares ao desse shopping center. Na visão dos clientes consumidores, alguns atributos, como variedade de produtos e serviços, segurança e praticidade, são fatores decisivos na escolha da nossa plataforma para efetuar as compras nas lojas desse shopping center do vale do aço.

3 – Baixo investimento mensal

A nossa estrutura comercial da Startup Valeon comporta um baixo investimento para fazer a divulgação desse shopping e suas empresas com valores bem inferiores ao que é investido nas propagandas e divulgações offline.

4 – Atrativos que oferecemos aos visitantes do site e das abas do shopping

 Conforme mencionado, o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores tem como objetivos:

  • Fazer Publicidade e Propaganda de várias Categorias de Empresas e Serviços;
  • Fornecer Informações detalhadas do Shopping Vale do Aço;
  • Elaboração e formação de coletâneas de informações sobre o Turismo da nossa região;
  • Publicidade e Propaganda das Empresas das 27 cidades do Vale do Aço, destacando: Ipatinga, Cel. Fabriciano, Timóteo, Caratinga e Santana do Paraíso;
  • Ofertas dos Supermercados de Ipatinga;
  • Ofertas de Revendedores de Veículos Usados de Ipatinga;
  • Notícias da região e do mundo;
  • Play LIst Valeon com músicas de primeira qualidade e Emissoras de Rádio do Brasil e da região;
  • Publicidade e Propaganda das Empresas e dos seus produtos em cada cidade da região do Vale do Aço;
  • Fazemos métricas diárias e mensais de cada aba desse shopping vale do aço e destacamos:
  • Média diária de visitantes das abas do shopping: 400 e no pico 800
  • Média mensal de visitantes das abas do shopping: 5.000 a 6.000

Finalizando, por criarmos um projeto de divulgação e propaganda adequado à sua empresa, temos desenvolvido intensa pesquisa nos vários sites do mundo e do Brasil, procurando fazer o aperfeiçoamento do nosso site para adequá-lo ao seu melhor nível de estrutura e designer para agradar aos mais exigentes consumidores. Temos esforçado para mostrar aos srs. dirigentes das empresas que somos capazes de contribuir com a divulgação/propaganda de suas lojas em pé de igualdade com qualquer outro meio de divulgação online e mostramos o resultado do nosso trabalho até aqui e prometemos que ainda somos capazes de realizar muito mais.

                                                               Site: https://valedoacoonline.com.br/

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

LULA NÃO CONHECE A CONSTITUIÇÃO

 

Garimpos
Como presidente
Alexandre Garcia


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanha o Chanceler alemão, Olaf Scholz, após entrevista coletiva, no Palácio do Planalto, em Brasília (Brasil). no dia 30 de janeiro de 2023| Foto: EFE / André Borges

O presidente Lula, falando sobre os Yanomami e os garimpeiros, perante o chanceler alemão, disse que seu governo não vai permitir mais nada, não vai dar licença prá ninguém fazer garimpo, e que não vai haver mais por parte da agência de Minas e Energia autorização para alguém fazer pesquisa em qualquer área indígena.

Eu sei que todos nós brasileiros deveríamos ler a Constituição. Mas principalmente um presidente da República deveria ler a Carta Maior, até porque ele jurou cumprir a Constituição. Porque ele está dizendo que a agência de energia não vai mais dar licença para fazer pesquisa, que ele não vai mais permitir garimpo em terra indígena.

Congresso Nacional
Isso não é de agora, é de 1988, da Constituição, artigo 231, parágrafo 3º. “O aproveitamento de recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais, em terras indígenas, só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional”, é o que diz a Constituição. O presidente, seja ele Jair Bolsonaro ou Lula, não tem esse poder de autorizar ou proibir. O Congresso Nacional, portanto, é quem pode fazer isso.

Aliás, tem uma lei sancionada por Dilma em 2013, que o Partido Verde descobriu agora. O partido foi ao Supremo para ver se cancela uma parte dessa lei, que afirma que deve ser presumida a legalidade do ouro de quem está vendendo. E presumir a boa-fé de quem está comprando. O Partido Verde – parece que o PSB também entrou na ação – está dizendo que isso facilita o garimpo.

VEJA TAMBÉM:
Uma eleição decisiva no Senado
Lei Rouanet vai financiar até projetos da Disney
Um outro lado sobre a questão dos Yanomami
Garimpos

Outra coisa: alertado pelo ex-ministro de Lula e de Dilma, o ex-presidente da Câmara e o relator do Código Florestal, Aldo Rebelo, questionou se, como falaram em tirar todos os garimpeiros, se vão tirar os índios que garimpam, inclusive em associação com garimpeiros. E os Cintas Largas da Reserva Roosevelt que garimpam diamante? Uma coisa é a essa realidade midiática, e a outra coisa é a realidade amazônica.

Creches ou Disney? 
Algumas creches aqui do Distrito Federal com quem eu tenho contato, centenas de creches, milhares de crianças que precisam das creches até para comer, porque as mães trabalham e não têm recurso, vivem de benfeitores. Então eu comparo essas creches, onde mil reais por mês faz diferença porque alimenta um determinado número de crianças, com a Lei Rouanet. Foram R$ 3,8 milhões para um show da Disney; R$ 3,9 milhões pra outro show da Disney; R$ 3,7 milhões para show de rock; R$ 5 milhões pra uma artista brasileira e fico comparando com o dinheiro das creches pras crianças. E então eu fico pensando nisso quando um político fala em “justiça social”.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/como-presidente-lula-deveria-ler-mais-a-constituicao/
Copyright © 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

SENADO ELEGE O SEU PRESIDENTE HOJE


Pacheco, Marinho e Girão: como pensam os candidatos a presidente do Senado
Por
Olavo Soares – Gazeta do Povo
Brasília


Senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Rogério Marinho (PL-RN) e Eduardo Girão (Pode-CE) são candidatos a presidente do Senado.| Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado; José Cruz/Agência Brasil; e Geraldo Magela/Agência Senado

A eleição para a presidência do Senado, nesta quarta-feira (1º), tem três candidatos: o atual presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), candidato à reeleição; o senador eleito Rogério Marinho (PL-RN); e o senador Eduardo Girão (Podemos-CE). Pacheco desponta como favorito. É o nome que conta com o apoio da base parlamentar do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Marinho, ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro (PL), é o principal nome da oposição. Girão corre por fora, como candidato autodeclarado “independente”.

Veja abaixo o que pensam Pacheco, Marinho e Girão sobre temas de interesse do país:

Oposição a Lula ou base no Senado?
Rodrigo Pacheco: o presidente do Senado tem o apoio do PT na tentativa de reeleição. Mas, caso seja reeleito, não deve se ser um aliado incondicional de Lula. Seu discurso deve ser o de fortalecimento das instâncias governamentais e de boas relações institucionais. Nas eleições presidenciais, Pacheco não declarou voto em nenhum dos candidatos e disse que sua meta era fortalecer a Justiça Eleitoral. Seu partido, o PSD, é célebre por ter tanto membros próximos do PT quanto de Bolsonaro. E o histórico de atuação política de Pacheco mostra que ele não necessariamente estará alinhado com o governo. Ele se elegeu presidente do Senado com o apoio da base do então presidente Bolsonaro, mas se distanciou dele. Antes disso, havia sido eleito senador em 2018 pelo DEM – partido que fazia oposição aos governos do PT. E, como deputado, votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016. Sua atuação como presidente do Senado, porém, não contrariou o PT.

Rogério Marinho: o futuro senador pelo Rio Grande do Norte é um adversário histórico do PT, o que o coloca como um potencial presidente do Senado opositor a Lula. Marinho foi ministro de Bolsonaro, venceu a eleição para o Senado superando um candidato apoiado por Lula e fez oposição ao PT em sua experiência anterior no Congresso, como deputado federal.

Eduardo Girão: o senador apoiou Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022 e frequentemente teve um posicionamento alinhado aos interesses do ex-presidente nos últimos anos, geralmente votando junto com o governo. Ele também defendeu Bolsonaro durante a CPI da Covid. Girão também é opositor do PT nas chamadas pautas de costumes, em assuntos como o aborto e a descriminalização das drogas.

Fiscalização do Judiciário e impeachment de ministros do STF
Rodrigo Pacheco: na presidência do Senado, adotou uma postura de conciliação e de buscar evitar conflitos entre os poderes. Ele não deu prosseguimento a pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), chegando a rejeitar expressamente uma demanda feita pelo então presidente Bolsonaro contra o ministro Luís Roberto Barroso. Sobre uma possível CPI para investigar o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Pacheco se mostra refratário a instalações de comissões parlamentares de inquérito como um todo. A CPI da Covid só foi instalada após determinação do STF. Mas ele demonstrou, no começo do mês, ser a favor de uma CPI para investigar os atos de vandalismo em Brasília.

Rogério Marinho: a crítica à atuação de ministros do STF, em especial durante o período eleitoral, é constante no discurso do senador eleito. No pronunciamento que fez quando lançou a candidatura à presidência do Senado, Marinho disse: “o impeachment [de ministros do STF] está previsto na Constituição brasileira, como existem outros dispositivos. Evidente que todos nós devemos vassalagem, lealdade, e obediência à Constituição brasileira. E é assim que vamos nos comportar. Esperamos que os demais Poderes os façam. E os demais excessos deverão passar pelo crivo dos poderes constituídos”.

Eduardo Girão: o senador do Ceará costuma endossar as contestações ao Judiciário feitas pelos apoiadores de Bolsonaro, como as de que este poder estaria agindo de forma intervencionista sobre o Legislativo. Em entrevista à Gazeta do Povo, Girão prometeu pautar a votação de pedidos de impeachment de ministros do Supremo. Uma de suas plataformas de campanha é a de fortalecimento do próprio Senado, o que seria feito em contraponto ao STF. Girão é também favorável à implantação de mandatos com tempo determinado aos ministros da Suprema Corte.

Liberdade de expressão e fake news
Rodrigo Pacheco: o combate às notícias falsas foi citado em mais de uma ocasião por ele como uma prioridade para a defesa da democracia. O presidente do Senado evitou críticas públicas ao inquérito das fake news no STF, contestado por aliados de Bolsonaro.

Rogério Marinho: o candidato do PL ao comando do Senado se opõe ao que chama de “escalada autoritária de censura à crítica” que, segundo ele, está sendo promovida pelo Judiciário. Ele ressalta que a Constituição prevê imunidade aos parlamentares por opiniões, palavras e votos. “[Se for eleito,] vamos ter um Congresso que irá protagonizar o debate dos grandes temas e faremos uma defesa intransigente do Parlamento e suas prerrogativas. O Artigo 53 da CF [Constituição Federal] garante que o parlamentar não terá cerceada a sua palavra ou opinião. Vamos garantir esse direito”, escreveu nas redes sociais.

Eduardo Girão: o parlamentar diz que o Judiciário tem cometido censura contra representantes do campo conservador. Ele menciona nomes que tiveram perfis suspensos nas redes sociais, como o deputado eleito Nikolas Ferreira (PL-MG) e o empresário Luciano Hang, ambos defensores de Bolsonaro. No Senado, Girão apresentou um requerimento pedindo esclarecimentos sobre os valores gastos pelo STF com o inquérito das fake news.

Reformas na área econômica
Rodrigo Pacheco: votou a favor da reforma da Previdência no Senado, quando ainda não era presidente da Casa. Em 2017, como deputado, também foi a favor da reforma trabalhista do governo do então presidente Michel Temer (MDB). Recentemente, Pacheco disse ser contrário à revogação das mudanças na legislação que rege a relação entre trabalhadores e empresários, medida sugerida por setores do PT. Como presidente do Senado, porém, falhou ao buscar a aprovação da reforma tributária. A medida não encontrou o endosso necessário para ser votada.

Rogério Marinho: o futuro senador usa como um de seus trunfos de campanha o fato de ter atuado diretamente na aprovação das reformas trabalhista e da Previdência. Foi o relator da reforma trabalhista na Câmara, em 2017, e era secretário da Previdência quando o Congresso votou a reforma do setor, em 2019. Marinho se considera um liberal na economia e defende a aprovação de reformas no campo econômico.

Eduardo Girão: votou a favor da reforma da Previdência e também se apresenta como um liberal no campo econômico, postura que o indica como favorável às reformas e também à revisão do sistema tributário.

VEJA TAMBÉM:
Como será a eleição para presidente do Senado. Veja passo a passo
Governo quer mudar impostos sobre o consumo. O que reforma pode fazer pela economia
CPIs, convocação de ministros e reuniões semanais: como a oposição a Lula vai se organizar
Austeridade fiscal
Rodrigo Pacheco: o presidente do Senado se empenhou diretamente para que a PEC fura-teto fosse aprovada pela Casa, no fim do ano passado. A proposta de emenda à Constituição permite que o governo Lula estoure o teto de gastos para arcar com despesas sociais. Sob comando de Pacheco, a PEC foi votada pelos senadores em um prazo pouco habitual para propostas de mudança constitucional. Ele enfatizou, porém, que é favorável ao teto de gastos, aprovado pelo Congresso em 2016 e considerado por ele como uma “conquista” do Brasil. O teto é criticado pelo PT e pelos segmentos da esquerda, que consideram a ferramenta como um empecilho para o investimento em ações sociais.

Rogério Marinho: o futuro senador é favorável a medidas de contenção de gastos e responsabilidade fiscal. Ele criticou Lula quando o então presidente eleito disse não se importar com uma eventual queda da bolsa de valores e a alta do dólar como resposta ao aumento de gastos públicos para fazer investimentos sociais. Marinho também se mostrou contrário à PEC fura-teto, e disse que o Bolsa Família poderia ser custeado sem o que chamou de “cheque em branco” dado pelo Congresso a Lula.

Eduardo Girão: o senador foi um dos poucos da casa que votou contário à PEC fura-teto, aprovada em 8 de dezembro. Ele chamou a medida de “PEC do estouro”. Ao longo do mandato, Girão se mostrou favorável a medidas de responsabilidade fiscal e disse que é possível assegurar os benefícios sociais sem descumprir normas de austeridade fiscal.

Supersalários e funcionalismo
Rodrigo Pacheco: em maio de 2022, o presidente do Senado defendeu um projeto de lei e uma PEC que tramitam na Casa e que, segundo ele, “fecham a porteira” dos supersalários no serviço público. Mas as propostas, que reestruturam carreiras do Judiciário, garantiriam um adicional por tempo de serviço a integrantes do Ministério Público e da magistratura. Apesar do apoio de Pacheco às proposições, elas acabaram não avançando no Senado. O senador permanece favorável ao tema.

Rogério Marinho: como articulador da reforma da Previdência, ele se habituou a bater de frente com corporações de servidores públicos. Um dos argumentos que usou na ocasião era o de que a reforma diminuiria os custos com a elite do funcionalismo e abriria caminho para o investimento de recursos públicos em programas sociais.

Eduardo Girão: ao longo de seu mandato, ele endossou iniciativas de redução de despesas e fiscalização de gastos públicos, como o fim do sigilo em cartões corporativos. Ele também se mostrou contrário à possibilidade de o Senado reajustar salários dos integrantes e servidores da Casa.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/senado-como-pensam-pacheco-marinho-girao-candidatos-presidente/
Copyright © 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

 

COMO DEVE SER O CONGRESSO

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo

Brasilia, Brazil – June 3, 2015: Brazilian National Congress. The building was designed by Oscar Niemeyer in the modern Brazilian style.


Prédio do Congresso Nacional.| Foto: Bigstock

Os parlamentares brasileiros farão jus à confiança depositada neles por seus eleitores? Que interesses guiarão deputados e senadores em sua atuação: os do país ou os próprios? Com que autonomia, independência e consciência de seu papel vão legislar frente a pressões dos outros poderes ou de outras instâncias de influência? Essas perguntas começam a ser respondidas a partir desta quarta-feira (1º), quando o Congresso Nacional dará início a uma nova legislatura, com a posse dos 513 deputados federais e 27 senadores eleitos em 2022.

De pronto, a nova composição do Congresso traz um componente novo ao cenário político brasileiro: a maioria dos parlamentares que assume pertence a partidos posicionados mais à direita do espectro político, o que significaria, em tese, oposição ao governo Lula. Ainda que as eleições presidenciais tenham levado um candidato de esquerda ao poder – por uma diferença mínima de votos, é importante lembrar –, a maioria dos brasileiros optou por escolher como representantes no Congresso políticos mais alinhados a ideais conservadores e quer ver o Congresso Nacional defendendo esses valores.

A necessidade de um debate corajoso, mas equilibrado, sem que seja dominado por revanchismos ou mero espírito de contradição é evidente, sobretudo pela tensão que se instalou neste Brasil fortemente polarizado.

A formação de uma oposição forte e bem articulada é esperada pelos brasileiros. É fato que a mera adesão a partidos ou discursos conservadores durante a campanha não é garantia de que, ao assumirem seus mandatos, deputados e senadores manterão esse posicionamento – infelizmente há muitos políticos que têm o fisiologismo como única bandeira e que não hesitariam em apoiar Lula. Mas, se quiserem, deputados e senadores poderão formar uma oposição construtiva, pautada na defesa dos interesses do país.

A existência de uma oposição efetiva é condição de saúde de uma democracia. Durante seus mandatos anteriores, Lula praticamente não teve problemas com o Congresso. Ficou livre para articular a aprovação de projetos de seu interesse com muito pouca resistência de quem quer que fosse. Isso definitivamente não seria bom para o país. A necessidade de um debate corajoso, mas equilibrado, sem que seja dominado por revanchismos ou mero espírito de contradição – algo que marcou a atuação do PT por décadas quando não estava no poder – é evidente, sobretudo pela tensão que se instalou neste Brasil fortemente polarizado. Apenas um Congresso forte, com posicionamentos transparentes – e a existência de uma oposição não intimidada –, permite isso.

No fundo, o que a população deseja e quer do Congresso Nacional é que os parlamentares façam o mínimo que se espera deles: que sejam fiéis aos seus eleitores.

Somente o trabalho organizado dos parlamentares da oposição poderá levar o país a discutir, por exemplo, os excessos cometidos pelo Judiciário. Sem isso, há o risco de, mais uma vez, ações como a do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) – que no final do ano passado protocolou pedido para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar abusos cometidos por ministros do STF e TSE –, serem “engavetadas”. A instalação de uma CPI sobre esse tema é hoje, talvez, a decisão mais relevante que o Congresso pode tomar para assegurar a integridade e a normalidade da vida democrática brasileira.

O trabalho dos congressistas também será importante para evitar retrocessos ou revogaços de medidas benéficas ao país. Lembremos que já na primeira semana após a posse, o governo Lula revogou diversas portarias do Ministério da Saúde que regulamentavam a prática do aborto do país, retirando o Brasil do Consenso de Genebra e abolindo a orientação para que os serviços de saúde comunicassem casos de aborto decorrentes de estupro às forças de segurança.

VEJA TAMBÉM:
A importância de uma oposição forte
O que esperar do terceiro governo Lula – e a importância da oposição
Retomada do respeito à liberdade de expressão, a prioridade número um do país


Outras áreas também devem sofrer ações semelhantes, como a trabalhista, onde o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, já anunciou que vai rever a Reforma Trabalhista aprovada no governo de Michel Temer; ou o controle fiscal, que o governo quer simplesmente abolir, deixando Lula livre para promover um modelo de despesas públicas descontroladas e arrastar o Brasil – e toda a população – para a recessão, como, aliás, vimos no governo de petista Dilma Rousseff. O Pacote da Democracia de Lula igualmente só poderá ser analisado com o apuro necessário – e, como já pontuamos, diversas propostas do pacote são completamente opostas aos princípios democráticos – se a oposição estiver empenhada em se colocar como um real contraponto ao Executivo.

No fundo, o que a população deseja e quer do Congresso Nacional é que os parlamentares façam o mínimo que se espera deles: que sejam fiéis aos seus eleitores, que escolheram senadores e deputados para agirem em favor do país e não para se dobrarem ao sabor do vento ditado pelo presidente da República ou pelo Judiciário.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/o-congresso-de-que-o-brasil-precisa/
Copyright © 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...