Miragem e caos na sede do império Estaria o Fórum mais poderoso do mundo com os dias contados?
Por Daniel Lopez – Gazeta do Povo
Davos
(Switzerland Schweiz Suisse), 17/01/2023.- Pedro Sanchez, Prime
Minister of Spain, speaks during the 53rd annual meeting of the World
Economic Forum, WEF, in Davos, Switzerland, 17 January 2023. The meeting
brings together entrepreneurs, scientists, corporate and political
leaders in Davos under the topic ‘Cooperation in a Fragmented World’
from 16 to 20 January. (España, Suiza) EFE/EPA/GIAN EHRENZELLER
Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha, fala durante a 53ª
reunião anual do Fórum Econômico Mundial, WEF, em Davos, Suíça, 17 de
janeiro de 2023.| Foto: EFE
Muitas coisas estranhas estão
acontecendo nesta semana na reunião do Fórum Econômico Mundial, que
ocorre anualmente em Davos, na Suíça. A primeira estranheza é a ausência
de proeminentes líderes globais. Ficaram de fora Joe Biden, Vladimir
Putin, Xi Jinping, Rishi Sunak, Emmanuel Macron e até mesmo Lula.
Alguns especulam que o evento sofre de uma crise de popularidade.
Talvez, em virtude do suposto fracasso de sua proposta de um mundo
globalizado, uma vez que caminhamos para um cenário cada vez mais
multipolar. Neste sentido, como poderia ser possível defender um mundo
aberto e feliz e enquanto temos uma Guerra na Ucrânia e pesadas sanções
contra a Rússia?
Apesar da aparente fraqueza do Fórum, as ideias ali cultivadas
continuam tendo enorme poder de influência nos mais diversos governos
mundo afora.
Outros julgam que o problema pode estar associado ao vínculo direto
da imagem de Klaus Schwab, fundador da organização, com o evento de
Davos. Com seus 84 anos, a falha em encontrar um sucessor pode estar
colocando sob risco o futuro do projeto. Outra hipótese é que o problema
esteja relacionado à hipocrisia de pregar contra a poluição e chegar ao
evento em aeronaves particulares. Lembrando que um voo desse tipo
libera cerca de 10 vezes mais gases de efeito estufa do que um avião
comercial, levando em conta o número de passageiros que transportam.
A crise pode também estar relacionada ao desejo sinistro (e hoje
descarado) de controlar o mundo, de forma que o evento acabou se
tornando palco de discursos quase insanos, como o que foi proferido
ontem (17) pelo “czar do clima” John Kerry. Em sua fala, ele afirmou que
os globalistas do Fórum Econômico Mundial são compostos por um “grupo
seleto de seres humanos”, que foram “tocados por algo em algum momento
de suas vidas”, que lhes conferiu o poder de salvar o mundo. Ele chamou,
inclusive, a experiência de “extraterrestre”. Lembrando que já
publiquei alguns artigos mostrando o estranho vínculo de dois
presidentes norte-americanos e um vencedor do prêmio Nobel com teorias
ufológicas como caminho para salvar a humanidade.
VEJA TAMBÉM: O xeque-mate planetário O Protocolo 2023 e a Nova Ordem Mundial Biden e os OVNIs: propaganda a todo vapor
O plano oculto na estranha relação entre China, Rússia, o Pentágono e os OVNIs Para
defender que o projeto globalizante do Fórum ainda é viável, o
historiador Niall Ferguson palestrou ontem (17) defendendo que a ideia
de uma “desglobalização” é apenas uma “miragem” que não possui base
factual. Ferguson, que é pesquisador das universidades de Stanford e
Harvard, defendeu que o comércio global continua vigoroso. Citou como
exemplo o fato de os iPhones ainda serem montados na China, apesar de
projetados na Califórnia. Porém, de forma contraditória, afirmou, na
parte final de sua apresentação, que a eclosão de uma nova guerra fria
entre Washington e Pequim poderia ocasionar uma cisão entre os
produtores de softwares e hardwares, ou seja, exatamente uma
“desglobalização”.
Tudo muito confuso. Mas creio que, apesar da aparente fraqueza do
Fórum, as ideias ali cultivadas continuam tendo enorme poder de
influência nos mais diversos governos mundo afora. Creio que esta seja a
verdadeira “miragem”, uma vez que as propostas e objetivos de Klaus
Schwab estão mais poderosos e onipresentes do que nunca.
Brasília Será que Alexandre de Moraes conhece a Lei Antiterrorismo?
Por Alexandre Garcia – Gazeta do Povo
| Foto: EFE
Lula, com declarações desafiadoras e provocativas, estava criando
caso com os militares também. Agora criou caso com a CNBB, a Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil, com a história do aborto.
Ele fez o Brasil se retirar de um acordo assinado em Genebra, de
combater o aborto acordo que parece que tem em 40 países, algo assim. E
ordenou que a ministra da Saúde cancelasse uma portaria que obrigava
quando a pessoa que está abortando por razões de estupro, que se
comunicasse a polícia. O Ministério da Saúde faz a comunicação à
polícia, porque se trata de um crime, mas foi abolido também.
CNBB contra Lula A CNBB botou a boca no mundo. Fez uma nota muito
forte, entre outras coisas, dizendo que qualquer atentado contra a vida é
também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e configura
ataques ao bem-estar social. Só pra deixar claro, isso não significa que
o aborto deixou de ser crime, está lá no artigo 124 do Código Penal, é
crime sim e dá cadeia, embora sejam penas que variam. Quem faz aborto
contra a vontade da gestante pega dez anos de prisão. É a pena mais
alta. Mas no artigo 182, diz que no caso de estupro, e com o
consentimento da gestante, não é crime. E se não houver outro meio de
salvar a mãe, aí também não é crime.
O Supremo, que não é Poder Legislativo, mas atendendo a uma ação,
disse que no caso de feto anencéfalo, e até o terceiro mês de gestação,
não é crime. Eu acho que os nossos legisladores estão dormindo, porque
só os nossos legisladores recebem a nossa procuração para fazer leis em
nosso nome, e o Supremo acaba tendo que fazer leis, os onze ministros do
Supremo, nenhum deles tem voto para fazer leis. Mas aí é uma decisão do
Supremo, só no caso anencefalia, a falta do sistema nervoso que dá
ordens para o corpo, não é outro tipo de mal formação do feto.
Invasores do Supremo O Ministério Público denunciou mais cinco dos
invasores do Supremo. Quatro já estavam presos em flagrante, e mais um
foi identificado por um vídeo em que ele mostra um exemplar da
Constituição que desapareceu do Supremo, que foi devolvido em Varginha,
no Sul de Minas. E eu fiquei sabendo pelos amigos dele, que ele é de São
Lourenço e tem estado em todas as manifestações pró-Bolsonaro, lá em
São Lourenço.
Agora a denúncia do Ministério Público não fala terrorismo em momento
algum, assim como as outras 39 da Procuradoria-Geral da República, do
Ministério Público Federal. Não fala porque eles conhecem a lei. A lei
diz que terrorismo é se for motivado por xenofobia, discriminação ou
preconceito, de raça, cor, etnia e religião. E é preconceito de raça,
cor, etnia e religião.
Tristes fatos Agora o noticiário diz que Alexandre de Moraes
soltou 60 com tornozeleira e proibidos de frequentar rede social, ou
seja, calados e vigiados, e que ainda estão presos 140 que serão
encontrados também em terrorismo. Eu duvido. Deve haver algum engano na
notícia, porque Moraes certamente conhece a lei, pra quem quiser
conferir, o número da lei 13.260, de 16 de março de 2016, sancionada
pela presidente Dilma. Então são essas as notícias decorrentes aí dos
tristes fatos do dia 8 de janeiro.
Torta na cara Paulo Polzonoff Jr. – Gazeta do Povo
Olha o algodão-doce! Terrorista bonita não paga nada, mas também não leva!…| Foto: Reprodução/ Twitter
Duas
semanas se passaram desde os [FAZ CARA DE IRONIA] atos terroristas
[DESFAZ CARA DE IRONIA] do dia 8 de janeiro de 2023. E até agora só me
deparei com análises muito sérias, profundas e preocupadas. Nenhuma boa
piada. Nenhum comentário espirituoso. Nenhuma sátira digna do nome.
Nenhuma polêmica do único tipo que vale a pena: aquela que te faz rir
até ficar com dor na bochecha.
O máximo que vi foi algum comentário à toa sobre a divertida imagem
do vendedor de algodão-doce no meio dos perigosíssimos terroristas. No
começo até pensei que o vendedor de algodão-doce fosse um petista ou
agente da Abin infiltrado, ali plantado pelo zeloso ministro da Justiça a
fim de deter os velhinhos infligindo neles um golpe mortal em seu ponto
mais fraco: a diabetes. Mas não.
Com certeza a esta altura a prestativa Polícia Federal deve estar
investigando toda a vida do coitado. Se ele pretendia assumir o
Ministério do Algodão-Doce num eventual governo golpista de
extrema-direita e extrema-doçura. Se os algodões-doces eram feitos com
açúcar produzido numa refinaria controlada por agroindustriais
fascistas. Se o doce era mesmo de algodão.
(Pausa para o momento lírico, pois dei uma passada rápida pela
infância e agora estou aqui me lembrando de assistir fascinado à
confecção do algodão-doce, pensando a única coisa que uma criança pensa
nessas horas: só pode ser mágica!).
Tudo, porém, indica se tratar apenas um simples vendedor de
algodão-doce que estava por ali, viu a boiada estourar e
revolucionariamente gritou: “Quem quer algodão-doce?!”. Aliás,
circularam nos últimos dias rumores de que o vendedor estava traficando
algodão-doce dentro do campo de concentração da PF. Mentira, claro. Ou
melhor, fake news gravíssimas. Afinal, todo mundo sabe que campo de
concentração não é colônia de férias, e vice-versa – como disse alguém.
ATENÇÃO!!! Aviso de polêmica Mas, como eu dizia antes de ser
interrompido pelo vendedor de algodão-doce, sinto falta dos eventos
históricos tratados com mais leveza. Das autoridades tratadas com o
ridículo que lhes cabe. Da gargalhada boba e inócua, capaz de unir
golpistas & contragolpistas. E principalmente da polêmica de
verdade, aquela que nos faz desviar o olhar para o que realmente
importa: o detalhe insignificante.
Peguemos a tela “As Mulatas”, de Di Cavalcanti, por exemplo. Outro
dia eu estava passando por um corredor todo espelhado quando fui
interpelado por um homem tão bonito que até parecia meu irmão gêmeo. Ele
me olhou, arqueou a sobrancelha como um vilão de telenovela e, para meu
espanto, disse que a destruição do quadro feioso tinha sido a primeira
notícia boa para a cultura brasileira desde que Mario Frias foi
exonerado.
Enquanto você se recupera aí dessa opinião polemicona, permita-me
esclarecer uma dúvida muito comum entre meus leitores. Ao contrário do
que dizem certos sites de fofoca, não, Di Cavalcanti não é pai do Zezé
Di Camargo nem irmão do Benito Di Paula. Tampouco tem qualquer relação
de parentesco com outro Di famoso, o Didi Mocó.
Esclarecido isso, convém dar uma despistada na turma do “Oh, que
absurdo falar mal da nossa arte moderna!”, do “Viva a cultura nacional!”
e sobretudo do “Viva a Lei Rouanet!” para concordar com o reflexo no
espelho: de fato aquela tela ficou melhor com a intervenção
revolucionária de um terrorista verde-oliva, provavelmente um
connoisseur da única forma de arte genuinamente patriótica: a rupestre.
(Ou seria a naïf?).
Sei lá. Vai ver ainda é cedo demais para se fazer piada com algo tão
sério e tão trágico para nossa fragilíssima democracia. Talvez as
instituições, cientes de seu caráter impermanente, ainda se sintam
mortalmente ofendidas [LEVA AS COSTAS DA MÃO À TESTA, QUAL DONZELA DE
MELODRAMA] com esse evento que, no futuro, os historiadores retratarão
pelo que realmente foi: uma tortada na cara do Estado.
(Mas o palhaço se abaixou na hora agá e a torta acabou atingindo a
cara do homem comum, que estava ali só de passagem. Ou melhor, vendendo
algodão-doce).
Juninho Conceição Seu negócio não vai dar certo: como validar se a ideia de negócio é boa antes de dar o pontapé inicial Por Papo Raiz* – Gazeta do Povo
O empresário Juninho Conceição (esq.) no podcast Papo Raiz.| Foto: Divulgação
Ter
uma ideia de negócio, mas ficar inseguro quanto ao real sucesso que
esse projeto pode ter no mercado. Esse é um dilema vivido por muitos
empresários e até por pessoas que estão pensando em entrar no mundo dos
negócios. O fato é que abrir uma empresa envolve muitas escolhas e
também correr riscos e, por isso, investir na etapa de validação de uma
ideia é imprescindível para conseguir avançar num possível projeto de
negócio.
No podcast Papo Raiz, o empresário e CEO da Rede Le Farma, Juninho
Conceição, falou sobre como funciona o processo de validação de uma
ideia de negócio, quais as falhas mais cometidas por quem está começando
a empreender e ainda deu algumas dicas de como empreendedores podem
validar ou provar que o projeto que eles estão criando realmente tem
algum valor no mercado.
O que significa validar uma ideia de negócio? Validar uma ideia
nada mais é do que testar e expor esse projeto, a partir de algumas
ações, e ver como o público reage a essa ideia e quais as possibilidades
da mesma fazer sucesso no mercado, após isso. Isso tudo deve ser feito
antes da abertura de uma empresa ou do lançamento de um produto.
Para Juninho Conceição, validar a ideia de um projeto por si só não
vale muita coisa, mas a ação é algo que realmente determina se essa
ideia vai para a prática ou não e depois dessa ação outras pessoas
acabam sendo envolvidas no negócio.
“A parte mais inteligente de se criar uma ideia e tirar ela do papel é
fazer algo que outra empresa não está querendo fazer. O empreendedor
tem que ir à base do negócio que quer iniciar para entender como esse
setor funciona, para só então conseguir validar uma ideia”, disse o
empresário.
Juninho ressalta que em todas essas etapas de criação de uma empresa,
muitas pessoas têm uma ideia, mas não pensam no quanto terão que
trabalhar para essa ideia dar certo, no quanto terão que abrir mão de
algumas coisas pelo desenvolvimento do negócio, no quanto vão correr
riscos e ter que acreditar na ideia mesmo quando ninguém mais acreditar.
“As pessoas muitas vezes querem ter sucesso, mas não querem pagar o
preço para alcançar isso. Muitas vezes a gente está pensando só no
resultado do negócio e esquece de pensar no resultado pessoal, que é o
quanto crescemos com isso e no quanto ainda vamos crescer”, analisou.
Quais os erros mais comuns de quem está começando um negócio? O
impulso na hora de empreender pode levar muitas pessoas a cometer
algumas falhas no processo de desenvolvimento de um negócio. Segundo
Juninho Conceição, existem dois pontos que se destacam bastante nessas
situações, que são: o fato de o empreendedor achar que a ideia dele é
única; e criar um projeto que não soluciona os problemas de um
público-alvo amplo.
“A tendência para quem está começando uma empresa é achar que ninguém
teve antes a mesma ideia de negócio que ela e é bem comum isso de achar
que foi o único a ter tal ideia. O segundo ponto mais comum é que a
pessoa tem uma ideia excelente para resolver um problema pra ela e
esquece que essa ideia não resolve mais nada para ninguém ou que resolve
para muitas poucas pessoas. Tem que pesquisar se essa ideia resolve o
problema da maior parte da população”, pontuou.
O empresário ainda afirmou que para não haver deslizes na validação
de uma ideia, o empreendedor tem que partir do princípio de que o futuro
negócio a ser criado não vai se limitar a poucas pessoas, mas sim
atender a um grande público, sendo algo inédito ou que, se já existe
algum modelo parecido, este apresente pelo menos um diferencial.
Qual a importância do networking para validar uma ideia? Criar e
manter uma boa rede de contatos é um dos grandes diferenciais
profissionais de uma pessoa. No mundo dos negócios, a construção de um
bom networking vem ganhando cada vez mais destaque, especialmente, na
hora de fazer a validação de uma ideia e abrir uma empresa.
Segundo Juninho Conceição, cultivar um networking e saber utilizá-lo
para o desenvolvimento de um negócio, seja a partir da troca de
informações ou mesmo de contatos, é um ponto bastante importante.
“Quando você tem um networking grande para que a ideia saia do papel e
conta com as pessoas certas, para que cada um no seu lugar possa colocar
operação nessa ideia, isso muda tudo”, afirmou.
Ideia de negócio: como saber a hora de desistir ou continuar?
Ter um bom planejamento é um dos pontos cruciais para que uma ideia
saia do papel e parta para a ação, mas em meio a todo esse processo,
muitos empreendedores têm dúvidas sobre a viabilidade de seus projetos e
se devem continuar ou não a investir nisso. Juninho Conceição deu
algumas orientações e explicou que, além de trabalhar bem na etapa de
validação da ideia, algo que pode ajudar os empreendedores na tomada de
decisão sobre negócios é buscar conselhos em pessoas mais experientes,
que já passaram pelas mesmas situações, que conseguiram bons resultados e
se consolidaram no mercado.
“Procure um bom mentor. Hoje em dia você consegue se conectar com
qualquer pessoa e todo mundo que é bem-sucedido gosta de ensinar
pessoas, então, eu tenho certeza que você vai conseguir expor a tua
ideia para aqueles que já tiveram resultados”, concluiu o empresário.
*Artigo produzido pelo Papo Raiz – uma conversa descontraída e divertida sobre empreendedorismo e assuntos em alta na sociedade.
Nem só de carisma vive o marketing de influência. É preciso conteúdo
de qualidade, alinhamento, estratégia e, principalmente, análise de
dados e definição de metas
A influência, um lugar de autoridade e prestígio exercido por alguém,
encontrou caminhos também nas marcas. Não é um movimento novo, mas
criou novos jeitos e vem ganhando muitos adeptos, isso é fato.
Consegue pensar em marcas que não utilizam o marketing de influência
hoje em dia? E a gente sabe: a tendência é que esse movimento cresça
ainda mais. Até porque, a estimativa para a área de marketing de
influência em 2019 era um valor de mercado de US$ 6,5 bilhões, avançando
para US$ 13,8 bilhões em 2021.
A projeção para 2022 é de um acréscimo de 19%, podendo chegar a US$
16,6 bilhões, segundo relatório The State of Influencer Marketing 2022:
Benchmark Report, publicado pela Influencer Marketing Hub.
MAS ME CONTA, O QUE É MARKETING DE INFLUÊNCIA?
Tudo começa na pessoa influenciadora, essa persona que soube se
desenvolver em uma área, ganhar destaque e crescer com um público fiel,
que acredita e confia no que ela diz. Mas no início ninguém chamava de
influencer, não — tinham os blogueiros, twitteiros e o movimento se
armando no YouTube, mas nada perto do que aconteceria com o advento do
Instagram.
O publicitário Rafael Coca, sócio da Spark, conta que viu essa
transição na prática. “”Passou de ser a pessoa no canal da marca para a
marca no canal da pessoa”. Como assim? As marcas já sabiam do poder que
era usar pessoas para levar a mensagem da marca, usar essas pessoas como
influência na comunicação.
Só que os meios foram mudando: antes, a pessoa fazia o comercial na
televisão e aos poucos foi aparecendo também nas redes sociais da marca.
Entretanto, as coisas mudaram e ficou claro que tornar a marca mais
cotidiana, na vida da pessoa, faria mais sentido. E é aí que o jogo vira
e a marca passa a apostar em estratégias mais fluidas de influência no
canal da pessoa influenciadora digital.
CRESCIMENTO ACELERADO: E AGORA?
A questão é que muitas marcas viram muito potencial no marketing de
influência e resolveram apostar. Isso porque foi ficando mais claro que
conteúdo produzido por pessoas engaja e vende mais do que por marcas —
um estudo produzido pela empresa de marketing de influência Spark em
parceria com o Instituto QualiBest, de pesquisas, apontou que 76% dos
consumidores já compraram algum produto ou serviço com base na
recomendação feita por um influenciador digital.
E ainda teve a pandemia, que movimentou o mercado digital como nunca.
“Fato é que a pandemia acelerou. Junto com consumo de conteúdo digital,
e-commerce, live commerce, como consequência esse veículo de
comunicação despontou”, explica Rafael. As marcas que estavam mais
maduras nesse universo, conseguiram surfar a onda e crescer, acelerando o
mercado.
“Mas ainda é um mercado em maturação. Algumas marcas já estão em um
estágio melhor que outras, mas ainda é a minoria que se destaca”, afirma
o especialista. Isso porque, no mercado como um todo, falta ganhar
metodologia, um olhar mais crítico para a mensuração de resultados e
estudo e prática para fazer o mercado crescer.
PLANEJAMENTO E TECNOLOGIA PARA FORTALCER O MARKETING DE INFLUÊNCIA
Aproveitar o crescimento é importante, mas não só: é preciso técnica,
cuidado e estratégia. Até porque, um dado da empresa de consultoria
Gartner aponta que até 2026, os CMOs dedicarão 30% de seus orçamentos de
influenciadores e celebridades a influenciadores digitais. Isso reflete
um público engajado, e mesmo que menor, provavelmente mais consistente
para a empresa oriundo de influenciadores digitais (e não só de quem tá
bombando na mídia).
Para Rafael, isso mostra um caminho onde a fatia de dinheiro de
investimento da marca vai ganhando uma participação cada vez maior
dentro do digital e do marketing de influência. E para fazer valer, vai
ser preciso investimentos cada vez maiores em tecnologia, porque a
estratégia precisa ser baseada em dados, além de disciplina para
analisar e entender cada vez melhor o cenário.
Mas por onde começar? “O primeiro ponto sempre é definir claramente o
objetivo; parece simples, mas somente assim é possível criar critérios
de escolha do influenciador e da estratégia a ser usada”, diz Rafael.
Afinal, ele parte do mesmo princípio de qualquer outro projeto de
comunicação e demanda planejamento, consistência e parâmetros para
análise. Até porque não é um post que vai revolucionar o posicionamento e
crescimento da marca.
INFLUENCIADORES DIGITAIS SÃO PESSOAS
No fim do dia, os influenciadores digitais são pessoas e para Rafael
esse é o grande trunfo: “a beleza da influência está em se conectar com
pessoas com as quais faz sentido se conectar.” E o meio não se dissocia
da mensagem.
Logo, é fundamental fazer um trabalho de curadoria profundo para que a
marca saiba desde o início com quem ela está trabalhando e quais os
posicionamentos. Hoje, claro, os influenciadores já entendem a
responsabilidade que têm e isso pesa no jeito como eles se posicionam.
Até porque, as marcas não se preocupam mais com o número de
seguidores: “as marcas estão em busca de autoridade.” Isso significa
conteúdo de qualidade e muita técnica por trás. Inclusive, anunciar que o
conteúdo em questão é publicidade só torna o criador ainda mais
autêntico e traz veracidade ao público.
Na hora da campanha, é preciso lembrar que existe uma adequação e um
papel do perfil do produtor de conteúdo – o resultado que chega é só a
pontinha do iceberg, segundo Rafael, e tem muito trabalho por trás. Por
não se tratar de uma ciência exata, muito experimento vai precisar ser
feito, mas análise e consistência são pontos-chave, unidos a um objetivo
bem traçado.
A importância do bom site da Valeon para o seu negócio
Moysés Peruhype Carlech
Antigamente, quando um cliente precisava de um serviço, buscava
contatos de empresas na Lista Telefônica, um catálogo que era entregue
anualmente ou comprado em bancas de jornais que listava os negócios por
áreas de atuação, ordem alfabética e região de atuação.
De certa forma, todos os concorrentes tinham as mesmas chances de
serem encontrados pelos clientes, mas existiam algumas estratégias para
que os nomes viessem listados primeiro, como criar nomes fantasia com as
primeiras letras do alfabeto.
As listas telefônicas ficaram no passado, e, na atualidade, quando um
cliente deseja procurar uma solução para sua demanda, dentre outros
recursos, ele pesquisa por informações na internet.
O site da Valeon é essencial para que sua empresa seja encontrada
pelos seus clientes e ter informações sobre a empresa e seus produtos 24
horas por dia. Criamos uma marca forte, persuasiva e, principalmente,
com identidade para ser reconhecida na internet.
Investimos nas redes sociais procurando interagir com o nosso público
através do Facebook, Google, Mozilla e Instagram. Dessa forma, os
motivos pelos quais as redes sociais ajudam a sua empresa são inúmeros
devido a possibilidade de interação constante e facilitado como o
público-alvo e também a garantia de posicionamento no segmento de
marketplaces do mercado, o que faz com que o nosso cliente sempre acha o
produto ou a empresa procurada.
A Plataforma Comercial site Marketplace da Startup Valeon está apta a
resolver os problemas e as dificuldades das empresas e dos consumidores
que andavam de há muito tempo tentando resolver, sem sucesso, e o
surgimento da Valeon possibilitou a solução desse problema de na região
do Vale do Aço não ter um Marketplace que Justamente por reunir uma
vasta gama de produtos de diferentes segmentos e o marketplace Valeon
atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao
lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não
conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa
vitrine virtual. Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de
diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e
volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de
visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e
acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual.
Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das
plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping
center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais
diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também
possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a
uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com
diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do
faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que
são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e
escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é
possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua
marca.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que
tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
CONTRATE A STARTUP VALEON PARA FAZER A DIVULGAÇÃO DA SUA EMPRESA NA INTERNET
Moysés Peruhype Carlech
Existem várias empresas especializadas no mercado para desenvolver,
gerenciar e impulsionar o seu e-commerce. A Startup Valeon é uma
consultoria que conta com a expertise dos melhores profissionais do
mercado para auxiliar a sua empresa na geração de resultados
satisfatórios para o seu negócio.
Porém, antes de pensar em contratar uma empresa para cuidar da loja online é necessário fazer algumas considerações.
Por que você deve contratar uma empresa para cuidar da sua Publicidade?
Existem diversos benefícios em se contratar uma empresa especializada
para cuidar dos seus negócios como a Startup Valeon que possui
profissionais capacitados e com experiência de mercado que podem
potencializar consideravelmente os resultados do seu e-commerce e isto
resulta em mais vendas.
Quando você deve contratar a Startup Valeon para cuidar da sua Publicidade online?
A decisão de nos contratar pode ser tomada em qualquer estágio do seu
projeto de vendas, mas, aproveitamos para tecermos algumas
considerações importantes:
Vantagens da Propaganda Online
Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis
nas mídias sociais e a maior parte das pessoas está conectada 24 horas
por dia pelos smartphones, ainda existem empresários que não investem em
mídia digital.
Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é
claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco
dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é
mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda
mais barato.
Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar
uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em
uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança,
voltando para o original quando for conveniente.
Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo
real tudo o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a
campanha é colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de
visualizações e de comentários que a ela recebeu.
A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o
material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é
possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver
se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.
Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio
publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não
permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio
digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que
ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a
empresa.
Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o
seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela
esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.
Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma
permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão
interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não
estão.
Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.
A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar
potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos:
computadores, portáteis, tablets e smartphones.
Vantagens do Marketplace Valeon
Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com
publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as
marcas exporem seus produtos e receberem acessos.
Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes
segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de
público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos
consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro
contato por meio dessa vitrine virtual.
Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes
queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência
pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente.
Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas
compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos
diferentes.
Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa
abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das
pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua
presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as
chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma,
proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.
Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das
plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping
center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais
diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também
possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a
uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com
diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do
faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que
são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e
escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é
possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua
marca.
VOCÊ CONHECE A ValeOn?
A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO
TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em
torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o
consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita
que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu
consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
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Restrições a artistas e religiosos: os impactos da lei “antipiada” que equipara injúria racial a racismo Por Gabriel Sestrem – Gazeta do Povo
Lei assinada pelo presidente Lula ampliou o rol de práticas que
podem ser enquadradas como racismo| Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/
Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
sancionou, em 11 de janeiro, uma lei que equipara a injúria racial ao
crime de racismo. Com isso, falas que contenham elementos referentes a
raça, cor, etnia ou procedência nacional entendidas como ofensivas por
pessoas ou grupos considerados minoritários passam a ser imprescritíveis
e inafiançáveis assim como já ocorria no crime de racismo.
Com a nova lei, que referenda decisão de 2021 do Supremo Tribunal
Federal (STF) no mesmo sentido, a pena para injúrias raciais também
aumenta: a punição máxima, que era de três anos de prisão, passa a ser
de cinco anos.
Com a sanção da norma, outros dispositivos foram acrescentados à
chamada Lei do Racismo (Lei 7.716/89) que, segundo fontes ouvidas pela
Gazeta do Povo, representam riscos à liberdade de expressão. O principal
deles é enquadrar como crime de racismo a contação de piadas sobre
quaisquer grupos que possam ser considerados minoritários. Por outro
lado, há também um trecho que pode criminalizar falas de lideranças
religiosas dentro de seus templos que possam ser interpretadas como
contrárias a práticas de religiões afro.
Pena máxima para piadas com grupos minoritários é maior do que para furto e sequestro
Um dos trechos da norma sancionada por Lula determina que os crimes
previstos na Lei do Racismo passam a ter as penas aumentadas de um terço
até a metade “quando ocorrerem em contexto ou com intuito de
descontração, diversão ou recreação”. A lei também determina que se a
prática do suposto racismo ocorrer no contexto de atividades artísticas
ou culturais destinadas ao público, o autor também será proibido de
frequentar esses locais por três anos.
Um dos riscos para o possível enquadramento de declarações meramente
jocosas, que fazem parte da atividade humorística em palcos de stand-up,
por exemplo, como racismo é que a lei traz uma grande amplitude para as
condutas que podem ser consideradas criminosas ao mesmo tempo em que
não especifica a quais grupos as piadas estão proibidas.
O artigo 20-C da norma diz que ao interpretar a lei, “o juiz deve
considerar como discriminatório qualquer atitude ou tratamento dado à
pessoa ou a grupos minoritários que cause constrangimento, humilhação,
vergonha, medo ou exposição indevida, e que usualmente não se
dispensaria a outros grupos em razão da cor, etnia, religião ou
procedência”.
Na avaliação de Antônio Pedro Machado, mestre em Direito
Constitucional, a legislação não se restringiu à equiparação da injúria
racial ao racismo, e a retirada de piadas do repertório de humoristas
será uma das consequências dessa ampliação da lei. “Piadas envolvendo
pessoas pertencentes a uma etnia, muito comuns em um contexto de show de
stand-up comedy, por exemplo, podem passar a ser consideradas um crime
mais grave”, explica Machado.
“O grande problema é a extensão da interpretação, que pode ser dada
para qualquer tipo de conduta. A lei também não especifica quais são
esses grupos minoritários, e essas generalizações são muito
preocupantes. Não há precisão e, por outro lado, há uma amplitude, o que
permite interpretar os fatos dentro de um contexto que não existe”,
afirma um jurista consultado pela reportagem que é negro e concedeu
entrevista sob a condição de anonimato por receio de represálias de
ativistas. “Há, sim, o risco de se condenar por racismo pessoas que não
são racistas e é justamente para evitar isso que havia o crime de
injúria racial sem equiparação ao racismo”, prossegue.
Machado, por outro lado, destaca que a vagueza da expressão “grupos
minoritários” deve ser motivo de debates junto aos tribunais e
possivelmente ficará a cargo de jurisprudência do STF.
Vale destacar que as novas regras que criminalizam piadas com
determinados grupos trazem penas maiores do que para crimes como furto,
receptação de bens roubados e sequestro. Além disso, o fator da
imprescritibilidade (isto é, os crimes não prescrevem com o tempo)
aplicado a essas condutas não é empregado nem mesmo para homicídio e
estupro no país.
VEJA TAMBÉM: Esclarecer, meia-tigela, humor negro… TSE cria lista de palavras a serem banidas do vocabulário STF define que ofensas racistas e homofóbicas são imprescritíveis e inafiançáveis
Sermões religiosos também entram na mira Em outro trecho, a norma
expressa que se a prática do suposto racismo ocorrer no contexto de
atividades religiosas destinadas ao público, o autor será proibido de
frequentar locais destinados a práticas esportivas, artísticas ou
culturais por três anos, além da pena de prisão, que pode chegar a cinco
anos.
Na avaliação das fontes ouvidas pela reportagem, a medida pode
criminalizar declarações de líderes religiosos cristãos que falem, em
seus sermões, contra práticas oriundas de religiões afro. “No limite,
pode haver esse tipo de interpretação e vir a proibir um pastor, por
exemplo, que diga qualquer coisa nesse sentido”, explica Machado.
“Se um padre ou pastor fizer algum comentário [que envolva práticas
de religiões afro] numa homilia, palestra ou pregação corre o risco de
ser enquadrado nessa legislação. Isso vai colocar principalmente os
evangélicos em uma situação complicada. Vai haver uma limitação cada vez
maior à liberdade de manifestação de opinião”, complementa o jurista
que falou sob anonimato.
Senador petista propôs ampliação do rol de práticas consideradas racistas O
texto que originou a lei é de autoria da deputada federal Tia Eron
(Republicanos-BA) e foi aprovado na Câmara dos Deputados em novembro de
2021. A proposta da deputada era tipificar o crime de injúria racial
como racismo quando cometido em locais públicos.
Em maio de 2022, quatro dias após a forte repercussão pública do caso
do jogador Edenilson, na época atleta do Internacional, que alegou ter
sido vítima de injúria racial em jogo contra o Corinthians, o Senado
também aprovou o projeto de lei. Lá, entretanto, o senador Paulo Paim
(PT-RS), relator do projeto, propôs ampliar o alcance da medida e
equiparar a injúria racial ao racismo em outros casos. Por causa dessa
alteração, o texto teve que passar novamente pela Câmara, sendo aprovado
em dezembro de 2022.
A redação final aprovada pelo Congresso Nacional teve contribuição
vinda de um anteprojeto redigido pela Comissão de Juristas de Combate ao
Racismo, instituída pela Câmara dos Deputados. O atual ministro dos
Direitos Humanos e da Cidadania no governo Lula, Silvio Almeida, e a
secretária-executiva, Rita Oliveira, fizeram parte dessa comissão.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, assume o cargo em cerimônia no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A condição natural inicial de todas as sociedades e nações é a
pobreza. Até meados do século 17, a regra entre as sociedades
organizadas em estados e nações era, em termos de renda média por
habitante e padrão de vida, a pobreza para a grande maioria da
população, ressalvados alguns grupos beneficiados com privilégios fora
do alcance da imensa maioria. A criação das condições e dos bens e
serviços capazes de construir as bases para elevar o padrão médio de
bem-estar social é uma conquista dos últimos 300 anos, quando a
humanidade conseguiu vencer o escasso desenvolvimento da ciência, da
tecnologia e dos meios de produção, notadamente a infraestrutura física e
empresarial.
Antes desse novo tempo, a humanidade enfrentava regularmente escassez
de alimentos, mortes por doenças que hoje são facilmente tratáveis,
elevada mortalidade infantil, baixa expectativa média de vida, jornadas
de trabalho extenuantes e ausência de conforto material. Faz menos de
200 anos que as cidades começaram a deixar de ser imundas, fétidas,
insalubres, pestilentas e focos de várias doenças, situação que perdurou
até a substituição da carroça puxada por cavalos pelos veículos
automotores e pelo trem de ferro. As lindas capitais europeias de hoje
tinham suas avenidas e ruas tomadas por dejetos animais, insetos, lixo e
sujeira de todo tipo, cuja consequência eram pestes e doenças públicas
várias.
O Brasil já abusou demais do desperdício de tempo e, considerando o
envelhecimento da população e a perda do bônus demográfico, não há mais
muito tempo que possa ser perdido, sob pena de jamais tornar-se um país
desenvolvido
A Revolução Industrial, o progresso do conhecimento científico, as
invenções e as tecnologias dos últimos três séculos propiciaram a
possibilidade real de revolucionar os processos produtivos, aumentar a
produtividade do trabalho e o Produto Interno Bruto (PIB) a níveis
capazes de elevar o padrão médio de consumo e a melhoria das condições
de bem-estar social. O conceito de subdesenvolvimento é produto da
Revolução Industrial; é subdesenvolvido o país não conseguiu atingir o
padrão de consumo e bem-estar social já alcançado por outras nações,
estas consideradas desenvolvidas. A Organização das Nações Unidas (ONU)
tem 193 Estados-membros, dos quais entre 35 e 40 são classificados como
desenvolvidos e usados como referência para as nações que perseguem o
progresso capaz de lhes dar indicadores compatíveis com a superação do
subdesenvolvimento.
Isso posto, uma questão que intriga economistas e estudiosos sociais é
a busca de explicação pela qual há nações ricas de recursos naturais
que, apesar disso, não conseguem eliminar a miséria, reduzir o elevado
número de pobres e resolver mazelas sociais como fome, falta de moradia,
falta de água tratada e rede de esgoto, e baixo nível educacional.
Brasil e Argentina são sempre citados como exemplos de nações com amplos
territórios, terras férteis, clima favorável e abundante riqueza
natural que, apesar de todas as condições favoráveis, seguem no atraso e
na pobreza, sendo que a Argentina já esteve entre as nações mais ricas
do mundo em renda por habitante e padrão médio de vida, e hoje caminha
celeremente para elevado grau de pobreza.
VEJA TAMBÉM: Um país em marcha a ré (editorial de 4 de janeiro de 2023) O que esperar do terceiro governo Lula – e a importância da oposição (editorial de 1.º de janeiro de 2023) Novas promessas de retrocesso (editorial de 30 de dezembro de 2022)
Embora haja diagnósticos diferentes para a compreensão desse
problema, cinco causas aparecem com frequência nos estudos e análises:
1. longo histórico de maus governos, com castas de políticos e
burocratas incompetentes e corruptos; 2. alta deficiência qualitativa da
educação; 3. precária infraestrutura física (energia, transportes,
telecomunicações, portos, aeroportos, sistema urbano de circulação); 4.
ambiente institucional e jurídico inibidor do investimento e do espírito
de iniciativa; 5. setor estatal inchado, caro e ineficiente,
configurando pesado ônus sobre os ombros das pessoas, empresas e
processos produtivos privados.
Infelizmente, o Brasil já abusou demais do desperdício de tempo e,
considerando o envelhecimento da população e a perda do bônus
demográfico, não há mais muito tempo que possa ser perdido, sob pena de
jamais tornar-se um país desenvolvido. Apesar disso, a última eleição
talvez tenha sido o pleito eleitoral mais precário dos últimos tempos
quanto à clareza, por parte dos candidatos, de quais eram suas ideias
para a sociedade. A chapa vencedora do pleito presidencial nem mesmo
chegou a protocolar plano de governo detalhado. A formação de
expectativa econômica no plano nacional tornou-se exercício ao acaso,
pois não há elementos de certeza razoável necessários para profecias
minimamente críveis. Os primeiros dias do novo governo já demonstraram
para onde Lula e o PT querem levar o país, dando marcha a ré em avanços
importantes como marcos regulatórios, reforma da Previdência e reforma
trabalhista, e apresentando um pacote de contenção do déficit que aposta
fortemente no aumento da arrecadação, com minúsculos cortes de gastos.
No entanto, ainda é preciso saber que tamanho terá a base aliada no
Congresso e se ela será capaz de concretizar ou de barrar os planos
petistas. Enquanto isso, expectativas econômicas sérias e bem embasadas
estão na coluna de “suspenso”.
O senador Rodrigo Pacheco (esq.) e o senador eleito Rogério
Marinho (dir.)| Foto: Roque de Sá/Agência Senado / Waldemir
Barreto/Agência Senado
A disputa pela presidência do Senado
continua em aberto entre o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG),
que tentará a reeleição, e o senador eleito Rogério Marinho (PL-RN). A
análise de que o pleito segue sem um favorito foi feita à Gazeta do Povo
por sete lideranças do Senado, entre aliados dos dois candidatos e até
senadores ainda indecisos sobre em quem votar.
A análise majoritária é de que nem mesmo os atos de vandalismo ao
Palácio do Planalto, ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF),
em 8 de janeiro, em Brasília, definem a disputa. Alguns senadores
aliados de Pacheco e indecisos consideram que a probabilidade de
recondução do atual presidente aumenta após a invasão à Praça dos Três
Poderes.
O argumento entre alguns senadores é de que os atos de vandalismo
fortalecem o governo federal e o candidato que tem a simpatia do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o apoio de parlamentares de
sua base política, ou seja, Pacheco. Os aliados do presidente do Senado
confiam na possibilidade de triunfo, mas mantêm os pés no chão e evitam
cantar vitória antes do pleito.
O 1º vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB),
avalia que Pacheco pode repetir ou até mesmo ampliar a votação que
obteve na eleição de 2021, de 57 votos. Ele sustenta, porém, que o
próprio presidente da Casa Legislativa e sua base de apoio atuarão ao
longo dos próximos 15 dias para consolidar votos e convencer indecisos
para assegurar um eventual sucesso no pleito.
Sobre um possível impacto dos atos de vandalismo à candidatura de
Marinho e em benefício a Pacheco, Vital do Rêgo prega respeito ao
senador eleito. “É sempre bom fazer ressalvas para não termos o descuido
de vincular. Não é o fato do senador Rogério ser do PL que pode sugerir
que ele tenha concordado com os atos. É um democrata e não tenho
dúvidas de que ele, como todo e qualquer cidadão que tenha bom senso e,
independente de posições políticas e partidárias, deve ter rechaçado os
lastimáveis episódios do dia 8”, diz.
Vital do Rêgo acredita que é o perfil de Pacheco e o trabalho
conduzido por ele que pode ser determinante para o resultado. “É
evidente que há o elemento político que se leva em consideração na
escolha dos posicionamentos de cada partido e de cada grupamento
partidário, mas também eu não posso desconhecer que o eleitor e o
senador e senadora considerará a postura de quem conduziu a Casa, e
Rodrigo conduziu a casa com firmeza e competência de poder”, afirma.
Os aliados de Marinho, por sua vez, também têm a expectativa da
vitória e rechaçam a hipótese de que a invasão na Praça dos Três Poderes
prejudique o candidato. Para eles, o sucesso no pleito seria por um
placar de três ou quatro votos acima dos 41 necessários para se eleger o
presidente do Senado.
Em 8 de janeiro, Marinho repudiou os atos de vandalismo em suas redes
sociais. “A democracia não admite a depredação e a barbárie. Essas
ações terminam justificando o injustificável, ou seja, causarão o
recrudescimento de medidas excepcionais que relativizam a constituição e
atacam liberdades individuais”, comentou. O senador Carlos Portinho
(PL-RJ) reforça o discurso. “Não há nenhum senador que não tenha
condenado os atos de violência”, destaca.
Da mesma forma, Pacheco também deu declarações de repúdio ao
vandalismo em Brasília e cobrou punição aos envolvidos. “Repudio
veementemente esses atos antidemocráticos, que devem sofrer o rigor da
lei com urgência”, afirmou o Pacheco, que acumula os cargos de
presidente do Congresso e do Senado.
O que pesa a favor de Pacheco e Marinho pela presidência do Senado Os
dois candidatos têm pontos a favor que mantêm vivas suas chances de
eleição. No caso de Pacheco, além da força por ser o atual presidente do
Senado, ter a simpatia de Lula e o apoio de senadores e partidos de
centro e da esquerda, ele é visto por aliados e senadores indecisos como
“moderado”, “equilibrado” e alguém com um perfil de “magistrado”.
Vital do Rêgo elogia Pacheco e considera que ele cumpriu um
eficiente, efetivo e produtivo papel à frente do Senado nos últimos dois
anos. “Ele teve um comportamento à frente das atribuições do cargo
extremamente elogiosas e louváveis, tanto politicamente, em especial
quando teve que posicionar a Casa e o Parlamento em defesa das nossas
instituições e dos momentos delicados, como em 2021 [segundo ano da
pandemia da Covid-19], principalmente. E ele sempre foi firme na defesa
da democracia, dos seus postulados e dos seus princípios. Levando isso
em consideração, a escolha de Rodrigo é muito segura e sensata”,
defende.
O vice-presidente do Senado também enaltece Pacheco pela “vigilância”
em temas como a confiança do processo eleitoral, no que diz respeito à
defesa das urnas eletrônicas, e considera que, legislativamente, teve a
competência de dar dinâmica à Casa na deliberação sobre matérias
importantes. “São diversas as matérias, mesmo num período em que nós
tivemos a pandemia, com as limitações de um trabalho eminentemente
presencial. Mas a presidência soube administrar e avançamos as pautas
enfrentadas, fossem estas de iniciativa parlamentar ou do Executivo”,
destaca.
Já o discurso de Marinho de independência e de fortalecimento do
Senado agrada seus aliados e alguns parlamentares indecisos. Alguns
congressistas, de fato, se sentem atraídos pela fala de articular uma
aproximação respeitosa do com o Judiciário e não ficar submisso ao STF.
“Ele tem um discurso que soa bem”, afirma uma liderança de um dos
partidos de centro.
O senador Carlos Portinho, que encerrou a última legislatura como
líder do governo Bolsonaro, afirma que teve um bom retorno sobre o
discurso de Marinho em conversas com parlamentares. “Tem senadores que
entendem que é hora de arrefecer e ter uma liderança que seja capaz de
construir a ponte de harmonia entre os Poderes, lógico, com nossas
diferenças e posições”, salienta.
Portinho considera que Pacheco não teve a capacidade de preservar a
altivez e independência do Senado em relação ao STF, por exemplo, e que
isso beneficia a candidatura de Marinho. “O sentimento que tenho tido
nas conversas com os senadores é de que Pacheco fracassou, isso está
muito vivo no Senado. A liderança do Senado [Pacheco] não teve, apesar
de toda a proximidade dele com o Judiciário, a capacidade de construir
essa ponte”, avalia Portinho.
VEJA TAMBÉM:
Lira anuncia segurança reforçada para posse no Congresso Nacional
Vandalismo de 8 de janeiro aumenta a desconfiança mútua entre militares e Lula
Mendonça e Nunes Marques fazem “oposição” a Moraes no caso do vandalismo em Brasília
O que pesa contra a candidatura de Pacheco à presidência do Senado Além
dos pontos positivos, também há análises sobre questões que não
beneficiariam os candidatos. A principal reclamação contra o presidente
do Senado é de que ele empoderou excessivamente o senador Davi
Alcolumbre (União Brasil-AP), ex-presidente da Casa. “Ele delegou muita
coisa, até por uma questão de gratidão, que acabou ficando submisso ao
Davi, e isso muito senador reclama”, diz uma liderança da base de
Pacheco.
Alcolumbre, que presidiu o Senado nos dois primeiros anos da última
legislatura, foi o principal coordenador da campanha de Pacheco em 2021
e, segundo afirmam dois senadores à Gazeta do Povo, existe um acordo
entre ambos para mobilizar a base pela eleição do senador do União
Brasil nas eleições da presidência em 2025.
Outro ponto que incomoda senadores da base de Pacheco é a forma como
Alcolumbre costurou as indicações de ministros para a equipe ministerial
de Lula e os acordos firmados para a ocupação de presidências de
comissões e da Mesa Diretora. O compromisso firmado entre ambos mantém
Alcolumbre na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e
mantém o MDB na primeira vice-presidência do Senado, com a possibilidade
de recondução do senador Veneziano Vital do Rêgo.
As críticas de alguns senadores da base de Pacheco são de que os
acordos não “oxigenam” o Senado. “Já está praticamente tudo encaminhado
sobre quem vai à primeira-vice, quem vai à primeira-secretária, quem vai
para a comissão de CCJ e para outras comissões visadas, e isso não está
pegando bem. Está tirando a prerrogativa do senador de poder debater
dentro do seu colegiado e colocando isso como se fosse às favas
contadas”, critica um senador. “Até hoje, o que a gente observa é que o
presidente basicamente é o Davi. E esse binômio Davi e Pacheco desde a
última legislatura não é bem visto”, complementa.
O senador Vital do Rêgo destaca que a definição do MDB pela
primeira-vice-presidência em caso de vitória de Pacheco atende ao
critério da proporcionalidade na ocupação da Mesa Diretora e admite que
seu nome está à disposição. “Não nego a nossa postulação, mas não é uma
decisão pessoal, cabe ao grupo dos 10 senadores fazer essa escolha”,
afirma.
Sobre as articulações envolvendo Alcolumbre, Vital do Rêgo diz que
não há imposição de vontades e que a escolha é livre do colegiado da
Casa para a definição de presidente e até das comissões temáticas. “O
[ex-]presidente Davi tem tido uma participação digna. Se a ele são
conferidas algumas importantes missões é porque quem de fato as confere
não é apenas o Rodrigo, mas o colegiado, que sabe que ele desempenha bem
e desempenhou muito bem como presidente [do Senado], e também na
comissão. Mas não sei se ele confirma o propósito de candidatar-se à
CCJ, mas vejo que, em sendo assim, penso que o seu nome e a sua
permanência seria boa”, comenta.
Quais os “contras” a candidatura de Marinho ao comando do Senado Já
a observação feita no caso de Marinho por alguns senadores indecisos e
do entorno de Pacheco é de que o senador eleito é visto como “muito
bolsonarista”. Para esse grupo de parlamentares, as invasões na Praça
dos Três Poderes fragilizam sua candidatura, principalmente pelo
discurso pregado por ele de independência do Senado.
“Alguns senadores argumentam que não é bom para o Brasil o Pacheco
ser muito alinhado com o Supremo. Outros argumentam, com certa razão,
que pode ser ruim para o Brasil se o Rogério Marinho abrir uma crise com
o STF”, diz uma liderança. Por esse entendimento, há uma análise de que
o senador se fragiliza após os atos de vandalismo em Brasília.
“É claro que esses atos fizeram muito mal ao Rogério Marinho. Eu acho
que a invasão na Praça dos Três Poderes foi muito ruim para ele porque a
tendência entre alguns é associar a invasão ao Bolsonaro e,
intuitivamente, a ele [Marinho]. As pessoas fazem esse raciocínio,
incluindo senadores”, analisa um líder partidário do Senado.
“Apesar da pressão nas redes sociais ser muito maior sobre o Rodrigo
[Pacheco], eu acho que essa radicalização acabou beneficiando muito o
governo federal, que apoia o Rodrigo”, complementa outro líder.
Um dos senadores avalia que Marinho precisará se posicionar “muito
claramente” como um candidato “que é de direita, mas não é radical”.
“Para ter alguma chance, ele tem que dizer com todas as letras que não
vai abrir uma guerra contra o Supremo Tribunal Federal. Ele vai ter que
defender poderes independentes, porém, harmônicos. E falar que vai
instalar a CPI para investigar os atos de vandalismo e, com isso, vai
desagradar alguns bolsonaristas”, analisa a fonte.
Entre senadores indecisos é até dito que, de última hora, Marinho
poderia abdicar de sua candidatura para apoiar a senadora Tereza
Cristina (PP-MS), que manteria o apoio do bloco e conseguiria outros
votos ao centro. Marinho tem deixado claro sua contrariedade aos atos de
vandalismo e as invasões ocorridas na Praça dos Três Poderes e tem o
apoio da cúpula do PL, que rechaça a possibilidade de renúncia e mantém a
candidatura.
“Estamos fechados com Rogério Marinho para valer”, disse o presidente
nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em vídeo publicado à imprensa após
reunião na sede do partido na segunda-feira (16). “Nosso encontro aqui
hoje foi para fazer conta. A eleição vai ser disputada, mas nós chegamos
à conclusão que nós temos votos para ganhar”, afirmou.
Na ocasião, o partido se reuniu para confirmar a candidatura de
Marinho e fazer um balanço das articulações. O senador Carlos Portinho
destaca que, agora, o PL e a base de apoio vão para a fase de composição
do bloco de apoio à candidatura do partido. Em vídeo, Costa Neto afirma
que vai manter contato com “outros presidentes” partidários para fechar
o bloco partidário com PP e Republicanos. Ele também disse que vai
“manter contato com outros partidos”.
O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS), vice-líder do partido, confirma
a existência de um compromisso fechado em apoiar Marinho. “Eu já tenho
apoio fechado com ele [Marinho] e, na sexta-feira (13), tivemos uma
reunião virtual com os seis senadores do PP sobre esse assunto. Em
princípio, são todos favoritos, os seis votos estão com ele”, afirmou. A
reunião foi coordenada pelo presidente nacional e líder do partido no
Senado, Ciro Nogueira (PI), ex-ministro-chefe da Casa Civil de
Bolsonaro.
Os avanços dos últimos anos e os retrocessos que Lula precisa evitar
Por Paulo Uebel – Gazeta do Povo
O ex-ministro Aloizio Mercadante, de perfil desenvolvimentista,
foi indicado por Lula para a presidência do BNDES no atual governo.|
Foto: André Borges/EFE
Desinvestimentos onde era preciso,
incentivo ao mercado sustentável (como o de carbono), modelagem e
estruturação de projetos para atração de investimentos privados,
resultado maior e avanços em governança: essas são as marcas dos últimos
anos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
sob comando do engenheiro Gustavo Montezano, que liderou a instituição
até o final de 2022. Por outro lado, o futuro do banco pode ser caminhar
para trás com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso o BNDES
volte com algumas políticas perversas, como incentivar campeões
nacionais, concorrer deslealmente com o mercado de capitais e financiar a
exportação de serviços para ditaduras com baixo nível de transparência e
governança.
No final de 2015, com quase 13 anos de PT no poder, a Basileia
(principal indicador internacional de saúde financeira dos bancos) do
BNDES era de raquíticos 9,8%. Quanto menor for o índice do banco, mais
arriscado ele é: a instituição precisa ter, ao menos, 10,5%. No fim de
2022, a Basileia do BNDES fechou em 28,7%, quase três vezes mais.
Em 2021, o lucro das estatais havia batido recorde de R$ 188 bilhões
(três vezes mais que em 2020), maior parte proveniente de cinco
empresas, dentre elas, o BNDES.
Outro exemplo de sucesso da gestão passada do BNDES é que o banco
bateu recordes nos resultados dos dois primeiros semestres de 2022. No
1º trimestre, foram R$ 12,9 bilhões de lucro líquido: 32% mais que no
mesmo período de 2021. Foi o melhor para um trimestre na história do
banco. Já no 2º trimestre, o lucro líquido foi de R$ 11,7 bilhões,
120,7% a mais que o mesmo período de 2021. O BNDES também fechou o 3º
trimestre com lucro, desta vez, de R$ 9,6 bilhões: 76% mais que no mesmo
período do ano anterior. O BNDES teve lucro líquido acumulado nesses
três trimestres de R$ 34,2 bilhões em 2022, aumento de 29,5% em
comparação com o mesmo período de 2021. Os resultados do 4º trimestre
ainda não foram divulgados.
Em 2021, o lucro das estatais havia batido recorde de R$ 188 bilhões
(três vezes mais que em 2020), maior parte proveniente de cinco
empresas, dentre elas, o BNDES. Naquele ano, o banco foi a segunda
estatal mais lucrativa, atrás apenas da Petrobras, lucrando, sozinho, R$
34 bilhões. Em 2022, o BNDES pagou R$ 12,6 bilhões nos três primeiros
trimestres do ano ao Tesouro Nacional, e também pagou R$ 1,8 bilhão em
impostos.
Mas o BNDES não beneficiou apenas os cofres públicos. “Não havia mais
tempo para tolerar o que os nossos empreendedores enfrentam
diariamente. A ferramenta que viabilizou essa ponte foi um fundo
garantidor para pequenas e médias empresas, o FGI PEAC. Fruto de uma
inovação aberta e coletiva junto ao Ministério da Economia, Congresso
Nacional, associações empresariais, setor financeiro, entre outros. O
produto, até então pouco expressivo, foi responsável por irrigar R$ 92
bilhões a milhares de pequenas e médias empresas brasileiras. Em vez dos
campeões nacionais, focamos em nossos heróis nacionais. Senso de
urgência, colaboração, propósito e impacto”, disse, numa carta oficial
de janeiro de 2022, o então presidente do BNDES Gustavo Montezano. Essa
parte é importante: focar nos heróis nacionais, nossos corajosos
empreendedores, em vez de eleger campeões nacionais, grupos com fortes
conexões políticas que se beneficiam desses laços para prosperarem, como
fez Lula anteriormente.
O Estado brasileiro não precisa ser acionista de empresas com capital
aberto. Existem outras prioridades no orçamento público, como educação,
saúde e assistência social.
Por exemplo, um fundo formado pelo BNDES e o Sebrae terá aporte de R$
500 milhões de cada uma das instituições, para crédito às operações com
o Microempreendedor Individual (MEI) e as MPMEs (Micro Pequenas e
Médias Empresas) contratadas por agentes financeiros credenciados no
fundo. Esse montante representará garantias de até R$ 12 bilhões. Por
outro lado, o BNDES reduziu sua participação nas maiores empresas
nacionais: se desfez de R$ 88,5 bilhões de gigantes como a Vale (R$ 28,6
bilhões) e a Petrobras (R$ 27,3 bilhões). O Estado brasileiro não
precisa ser acionista de empresas com capital aberto. Existem outras
prioridades no orçamento público, como educação, saúde e assistência
social.
Além de melhorar a vida dos empreendedores reais, o BNDES também
tomou os princípios ESG — sigla em inglês para Environmental (Ambiente),
Social (Social) e Governance (Governança Corporativa), ou ASG em
português — como prioridade. Em 2021, durante a COP26 (26ª edição da
Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), o BNDES lançou o
programa Floresta Viva, iniciativa de financiamento coletivo para
restaurar as florestas e bacias hidrográficas brasileiras, com até R$
500 milhões de investimentos nos próximos 7 anos. “Um verdadeiro
laboratório para desenvolvimento dos parâmetros do mercado de carbono de
reflorestamento brasileiro”, explicou Montezano sobre o projeto.
Além disso, o banco também desenvolveu o projeto Resgatando a
História, para apoiar projetos de recuperação de patrimônio histórico:
foram R$ 618 milhões para 43 projetos de restauração (R$ 384 milhões do
BNDES e o restante de doações de terceiros). O BNDES também criou o
programa Salvando Vidas para apoiar a aquisição de equipamentos de
proteção individual (EPIs) para profissionais na linha de frente à
Covid-19 e até mesmo na implantação de usinas de oxigênio. O programa é
um dos maiores matchfundings do país. Um matchfunding é um modelo de
financiamento coletivo, um crowdfunding em que ocorre a participação de
uma empresa ou instituição. O Salvando Vidas arrecadou R$ 140,7 milhões.
VEJA TAMBÉM: Lula vai gastar mais e você vai pagar a conta Haddad, Mercadante e a volta da esquerda: o que esperar da equipe econômica de Lula Lula presidente: hora do protagonismo dos governadores
Em apenas 3 anos (de 2019 a 2022), o BNDES mobilizou R$ 1,35
bilhão em doações para ações socioambientais. Como o banco turbinava as
doações de terceiros, o valor global investido em ações com impacto
socioambiental relevante chegou a R$ 2,45 bilhões nesse período. E em
parceria com a organização social apartidária Movimento Bem Maior (MBM),
o BNDES anunciou, em novembro de 2022, a destinação de R$ 53,1 milhões
para seis projetos propostos por organizações sociais: cinco de apoio à
educação básica da rede pública e um de promoção de empreendedorismo
para a população de baixa renda.
Mas, sem dúvida, o maior legado do BNDES nos últimos anos foi sua
participação nos processos de desestatização ocorridos no Brasil, com
destaque para mobilidade urbana, saneamento, meio ambiente, iluminação
pública e até aeroportos. Foram 35 leilões que mobilizaram mais de R$
250 bilhões em capital e R$ 215 bilhões em projetos em estruturação
desde 2019. Com isso, o BNDES desconstruiu aquela velha falácia de que
falta capital privado de longo prazo no Brasil. Não é verdade. O que
faltam são projetos bem estruturados e modelados que garantam a
segurança jurídica e a taxa de retorno necessários para atrair capital
privado do Brasil e do exterior. Vários fundos de pensão e fundos
soberanos internacionais decidiram investir em projetos de
infraestrutura no Brasil em razão das boas modelagens estruturadas pelo
BNDES.
Enquanto o mercado avalia o risco de retrocessos no BNDES com Lula, o próprio presidente já se comprometeu com eles.
Ocorre que, se nos últimos anos o BNDES avançou, a preocupação do
mercado em relação a ele são justamente os retrocessos que Lula pode
trazer. As marcas do BNDES do passado, sob Lula e Dilma Rousseff, vão
desde a fracassada política dos campeões nacionais aos “investimentos”
desnecessários, incluindo em países de ditaduras esquerdistas, com zero
transparência e sem qualquer governança. Outro ponto de preocupação é se
o banco fará uma concorrência desleal ao mercado de capitais,
oferecendo juros subsidiados, pagos por todos os cidadãos, sem grandes
contrapartidas de governança e transparência, como exige a bolsa de
valores. “A dúvida é se o Lula III voltará a usar o banco de
desenvolvimento para jogar dinheiro de helicóptero sobre a Fiesp, dando
crédito subsidiado a quem precisa e a quem não precisa — e impactando
ainda mais um quadro fiscal já lastimável”, escreveram, no Brazil
Journal, Geraldo Samor e Pedro Arbex.
Enquanto o mercado avalia o risco de retrocessos no BNDES com Lula, o
próprio presidente já se comprometeu com eles: ao anunciar o
ex-ministro e ex-parlamentar petista Aloizio Mercadante para comandar o
banco, Lula prometeu que “vai acabar a privatização no país”.
VEJA TAMBÉM: Brasil precisa superar desvios que faziam do BNDES um Robin Hood às avessas Estados mais competitivos, serviços mais eficientes, cidadãos mais satisfeitos! O caminho da prosperidade: o grande legado de Paulo Guedes
Como já mencionado no meu texto “Brasil precisa superar desvios
que faziam do BNDES um Robin Hood às avessas”, o BNDES foi usado nas
gestões petistas para capturar apoio da iniciativa privada e favorecer
os amigos do rei. Por exemplo, graças à política dos campeões nacionais,
o grupo J&F — dos famosos “irmãos Batista” da Operação Lava Jato —,
recebeu R$ 17,6 bilhões entre 2003 e 2017 do BNDES. Só não recebeu mais
dinheiro do que a Petrobras, Embraer, Odebrecht e Oi, conforme
informações do próprio BNDES. O dinheiro do BNDES também foi torrado com
os amigos do PT no exterior. Cerca de R$ 11 bilhões em Cuba e na
Venezuela, que deram sucessivos calotes e ainda devem R$ 3,3 bilhões de
reais ao BNDES.
Mercadante prometeu que o BNDES será “digital, verde e inclusivo”,
sem repetir os erros do passado. O banco já está mais digital e verde do
que nunca, o governo novo tem a faca e o queijo na mão: bastaria seguir
com os avanços da gestão anterior, o que os petistas já sinalizaram que
não farão. Adicionalmente, o Fundo Amazônia, sob gestão do BNDES, será
reativado com R$ 3,3 bilhões não reembolsáveis doados pela Suécia e a
Alemanha: dinheiro que esperamos que seja bem investido em projetos
relevantes e eficientes no combate ao desmatamento, e não em ações
duvidosas. É uma grande responsabilidade.
Após tantos avanços, o BNDES não pode voltar à pequenez de ser peça
no jogo de xadrez de políticos corruptos ou de empresários que querem
recursos fáceis, sem contrapartidas e sem transparência. O foco do
presidente Lula deveria ser o de utilizar o BNDES nos processos de
estruturação e modelagem de desestatizações, nos projetos ESG e
incentivar os empreendedores que mais precisam. A função de um banco de
desenvolvimento deve ser fomentar e melhorar o desenvolvimento
econômico, de forma sustentável e sem prejudicar o bom funcionamento da
economia de mercado por meio do favorecimento de poucos privilegiados
que são amigos e doadores dos políticos.
AME2773.
BRASILIA (BRASIL), 27/12/2022.- Soldados participan hoy en un ensayo
para la toma de posesión del presidente electo Luiz Inácio Lula da
Silva, en el Palacio de Planalto en Brasilia (Brasil). Lula jurará como
nuevo presidente de Brasil el próximo domingo, 1 de enero de 2023.
EFE/Andre Borges
Militares em ensaio da cerimônia de posse do presidente eleito
Lula: esquema de segurança será o maior já feito pela polícia do
Distrito Federal.| Foto: André Borges/EFE
Ontem o presidente Lula anunciou que vai tirar da “guarnição”,
digamos assim, o Palácio Alvorada, que é a residência oficial do
presidente da República, e a residência do Torto, que é uma residência
de fim de semana da Presidência da República. Saem 43 militares:
Exército, Marinha, Aeronáutica e PMs, Lula diz que não confia mais. E ao
mesmo tempo, a gente nota que não há ajudantes de ordens como existiu
no mínimo desde 1964, oficiais do Exército, Marinha e Aeronáutica no
gabinete do presidente da República como ajudantes de ordens, no posto
de capitão em geral e major; agora fui até um tenente coronel, no último
governo. Então não vai ter mais.
E nesse ambiente de desconfiança de Lula em relação aos militares,
houve um almoço no Ministério da Defesa, o Anfitrião foi o ministro Zé
Múcio, que convidou o ministro-chefe do Gabinete Civil, Rui Costa, e os
quatro chefes militares: comandante do Exército, Marinha, Aeronáutica e o
secretário-geral do Estado, todos oficiais generais de quatro estrelas,
das três forças.
Almoço para remover atritos Foi uma preliminar para o que estão
planejando, um almoço entre o presidente Lula e os comandantes militares
e o ministro da Defesa, talvez alguns ministros civis. Uma tentativa de
remover os atritos, aliás, boa parte deles criados pelo próprio
presidente com declarações que fez segunda-feira, por exemplo,
desnecessárias, a respeito dos militares, naquele café da manhã com 39
jornalistas.
Ele disse que os militares acham que são poder moderador e não são
nada disso, dizendo que não confia nos militares e essas coisas assim.
Disse que sabe que houve militares envolvidos nos acontecimentos do dia 8
de janeiro, então melhor para todos essa pacificação. Não conheço ainda
a data marcada desse almoço, mas com certeza haverá.
Indulto suspenso Enquanto isso, a ministra Rosa Weber suspendeu o
indulto dado pelo presidente da República no Natal, através de um
decreto, que é privativo do presidente da República, diz a Constituição.
Ele pode dar indulto pra quem ele quiser. Deu indulto para os policiais
que estavam sendo acusados por 111 mortes na rebelião do Carandiru em
1992. Aliás, se passaram 30 anos, se fosse agora nem processo crime
poderia haver. São 74 policiais, parece que cinco já morreram. Foi numa
liminar, ela está de plantão, numa liminar pedida pela Procuradoria
Geral da República. É um ato já desfazendo coisas do governo passado.
Brasil fora do Acordo de Genebra Outra questão que foi desfeita
pelo Ministério de Relações Exteriores, é um acordo assinado em Genebra
entre Brasil, Estados Unidos Hungria, Indonésia, Egito, Uganda sobre
aborto, para não popularizar o aborto como se fosse meio
anticoncepcional, pensando na vida, no bebê, no feto.
VEJA TAMBÉM: Todas as ironias da repressão aos manifestantes nos quartéis Os desafios que Lula parece não enxergar De mal a pior
E ao mesmo tempo, a ministra da Saúde já desfez uma portaria que
obriga, no caso de aborto sob a alegação de estupro, que é legal, avisar
a polícia. Porque se a pessoa simplesmente alega que foi estuprada e
quer abortar, não é bem assim, tem que fazer o boletim de ocorrência,
mostrar as evidências. Inclusive porque estupro é um crime e a polícia
precisa investigar, mas foi cancelada essa portaria. Mais um ato que
desfaz atos do governo anterior.