Larga com críticas, contragolpe de Infantino e recepção amistosa
Foto: Anne-Christine POUJOULAT / AFP
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Por Ricardo Magatti – Jornal Estadão
Mundial começa com duelo entre Catar e Equador, ofuscado pelas
críticas sobre as condições precárias de trabalhadores imigrantes e a
proibição da venda de cerveja nos estádios
ENVIADO ESPECIAL A DOHA (CATAR) – A primeira Copa do Mundo no Oriente Médio larga neste domingo, 20, com o duelo entre o anfitrião Catar e o Equador. Pouco se fala, porém, sobre a partida no país-sede do Mundial, dono de uma das maiores reservas de petróleo do mundo e da terceira maior de gásnatural. Horas antes de a bola rolar, o debate era centralizado nas críticas por acusações do Catar de violar direitos humanos e questionamentos dos torcedores a respeito da proibição da venda de bebida alcoólica nos estádios.
Os torcedores estão empolgados com o torneio nas ruas de Doha,
capital do Catar, uma pequena nação situada às margens do Golfo Pérsico,
mas a Fifa e o Comitê Supremo para Entrega e Legado lidam com críticas todos esses dias que antecederam o pontapé inicial da competição.
Homens tocam instrumentos musicais na abertura do Fifa Fan Festival, em Doha, no Catar. Foto: REUTERS/Marko Djurica
Existem denúncias relacionadas à condição precária de trabalhadores
imigrantes nas obras do Mundial e acusações de que o país viola direitos
humanos e também cerceia direitos das mulheres e da população LGBT+.
O código penal do país muçulmano, que se tornou uma potência
econômica a partir da descoberta do petróleo, em 1940, proíbe o
casamento e relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, que podem ser
punidas com até sete anos de prisão e também não tolera manifestações
afetivas em público.
As cobranças fizeram Gianni Infantino,
presidente da Fifa, contra-atacar. A fim de rebater os críticos, ele
disse se sentir catariano, árabe, africano, gay, deficiente e
trabalhador imigrante e afirmou que não são justos os questionamentos.
“O que está acontecendo agora é profundamente injusto”, rebateu o
dirigente, que voltou à sua infância na Suíça para contar ter sido
discriminado.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, rebateu as críticas à organização da Copa do Mundo no Catar.
Quando criança, fui discriminado porque era ruivo, tinha sardas, eu era italiano, falava mal alemão
“Não sou tudo o que mencionei antes, e não sou realmente um
trabalhador estrangeiro, mas me sinto assim porque sei o que é ser
discriminado”.
O presidente da Fifa garantiu que as condições dos trabalhadores,
quase todos imigrantes, melhoraram desde que as obras começaram. “Quando
cheguei em Doha, vim para ver os alojamentos dos trabalhadores e disse
que as condições não eram boas e deveriam mudar, e, assim como a Suíça
mudou, o Catar também melhorou”.
Ele fez uma provocação ao dizer que os torcedores podem “sobreviver”
sem consumir cerveja durante os jogos. A bebida será vendida apenas nas
“fan fests” oficiais e com limitação de quatro copos por torcedor.
Recepção amistosa
Oito estádios vão receber jogos da Copa do Mundo do Catar. Foto: REUTERS/John Sibley
As críticas a respeito das condições sofríveis dos colaboradores que
trabalharam nas obras dos oito estádios contrastam com as palavras de
alguns desses trabalhadores, incluindo também voluntários. O queniano
Francis é um deles. Ele deixou seu país há oito anos para tentar uma
vida melhor no Catar e se aplicou para ser voluntário durante a
realização do Mundial.
“Trabalhei na construção dos estádios e não tive problemas”, relatou o queniano ao Estadão,
um dos que ajudou a erguer o Al Bayt, estádio que será palco da
abertura da competição neste domingo. “Eles (organizadores) têm sido
gentis comigo”.
Francis agora é um dos voluntários destacados para trabalhar no Grand
Hamad Stadium, centro de treinamento da seleção brasileira durante toda
a Copa do Mundo e casa do clube Al Arabi. O local é pequeno, mas bem
cuidado e as condições dos gramado são boas. “Eu estou aqui justamente
por causa do Brasil”, diz o queniano, fã da seleção brasileira, para
quem torcerá no Catar, além de Gana. O clube do qual é fã é o Manchester
United. “Gosto do Casemiro e do Fred”.
São muitos os imigrantes no Catar. Eles vêm, no geral, de países
pobres da África e da Ásia, como Nepal e Bangladesh. Trabalham como
motoristas, seguranças, garçons e em outras funções similares. De
Bangladesh veio o jornalista Arafat Zubaear. Ele e seu colega passaram
parte da visita ao CT em que treinará a seleção brasileira entrevistando
jornalistas brasileiros. “Gosto muito do Brasil. Vou torcer pela
seleção brasileira”, diz ele.
A Copa do Mundo do Catar é considerada uma das edições mais controversas da história do torneio. Foto: EFE/EPA/ABIR SULTAN
Em seu país, sobretudo na capital Daca, há uma polarização na
torcida. Metade apoia a seleção brasileira e a outra metade, a
Argentina.
É possível notar, andando pelas ruas, instalações do Mundial e outros
lugares no Catar que existe um esforço da nação árabe para ser gentil e
afável na recepção aos torcedores estrangeiros. A estimativa é de que
mais de 1 milhão de turistas tenham viajado ao país para assistir às
partidas da Copa.
No aeroporto, a entrada dos turistas tem sido rápida. Ainda que
centenas de voos tenham chegado ao Catar, o processo é célere, uma vez
que, na imigração, são poucas as perguntas. É checado o número do
passaporte e do Hayya Card. Na saída do aeroporto, os funcionários das
operadoras ligadas à organização do Mundial entregam um chip de celular
gratuito por dois ou três dias. Depois disso, o turista tem de fazer uma
recarga para continuar usando o serviço.
Um problema, no entanto, tem sido o funcionamento do Hayya Card,
espécie de visto obrigatório para entrar no país. Há relatos de que o
documento digital, que guarda os dados do visitante, seja torcedor,
jornalista ou da organização, muitas vezes apresenta falhas e fica sob
revisão.
Candidatos fazem provas de Matemática e Ciências da Natureza neste domingo; veja regras
Foto: Redação
Por Redação – Jornal Estadão
Serão 90 questões de múltipla escolha; exame é o principal vestibular de universidades públicas e privadas do País
O segundo dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 acontece
neste domingo, 20, a partir das 13h30. Os candidatos terão cinco horas
para realizar as provas de Matemática e Ciências da Natureza. Serão 90 questões de múltipla escolha. O exame é o principal vestibular de universidades públicas e privadas do País.
Na última semana, os candidatos fizeram provas de Redação, Linguagens e Ciências Humanas. O primeiro dia de prova teve 26,7% de abstenção –
2,5 milhões de estudantes fizeram o exame. O número de inscritos foi de
3,4 milhões, o segundo menor patamar desde 2005. O Enem tem passado por
uma queda do total de inscritos nos últimos anos.
Movimentação de alunos para realizarem as provas do primeiro dia do Enem deste ano Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Para evitar contratempos neste domingo de prova, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) orienta
os participantes a atentarem-se para o horário e para o local de
aplicação do exame. Reforça também que eles confiram, antes de sair de
casa, se estão levando documento de identificação válido.
Os portões de acesso serão abertos às 12h e fechados às 13h.
A aplicação começa às 13h30 e termina cinco horas depois, às 18h30.
Aqueles que tiveram os pedidos de tempo adicional aprovados terão uma
hora a mais para concluírem as provas. Serão 90 questões de Ciências da
Natureza e suas tecnologias e de Matemática e suas tecnologias.
Para realizar o exame, é obrigatória a apresentação da via original de documento de identificação oficial com foto,
como cédulas de identidade expedidas por secretarias de Segurança
Pública, polícias Militar e Federal ou pelas Forças Armadas. Também é
aceita identidade expedida pelo Ministério da Justiça para estrangeiros.
São válidos ainda para identificação do participante documentos
digitais com foto (e-Título, CNH Digital e RG Digital), apresentados nos
respectivos aplicativos oficiais. Não serão aceitas capturas de tela. A
relação dos outros documentos válidos, além de outras informações, pode
ser acessada na Página do Participante.
Regras para o momento da prova
A prova deve ser respondida com caneta esferográfica de tinta preta,
fabricada em material transparente. Os participantes que solicitaram
atendimento especializado para transtorno do espectro autista e que
tiveram o pedido aprovado poderão utilizar caneta fabricada em material
transparente com tinta colorida. O uso é exclusivo para marcação no
Caderno de Questões, mas o Cartão-Resposta deve ser preenchido com
caneta de tinta preta.
No momento da aplicação, não será permitido o uso de qualquer objeto eletrônico.
O estudante deverá guardar esses materiais, desligados, no envelope
porta-objetos, antes de entrar no local de aplicação. O envelope deve
ser mantido debaixo da carteira, lacrado e identificado, durante toda a
permanência do estudante no local de provas.
No caso dos participantes do Enem Digital, o Inep disponibilizou, no seu canal do YouTube, o tutorial da plataforma de aplicação da versão digital do exame.
O material orienta o participante sobre a usabilidade do sistema
durante a realização da prova. Ao todo, 32,4 mil alunos fizeram o
primeiro dia de provas no modo online neste ano.
O Enem deste ano reúne gerações de alunos que tiveram grande parte da formação do ensino médio em aulas a distância,
por causa da pandemia que já dura quase três anos. Com isso, a rotina
de preparação teve de ser reinventada, para superar desafios de
aprendizagem e saúde mental. A prova tem visto uma gradativa queda do
total de inscritos. Foram 3,4 milhões nesta edição, ante um pico de 8,7
milhões em 2014.
Investidor anjo dá dicas para fazer a ideia se tornar interessante para investidores
Ter novas ideias é fácil. Elas surgem a todo momento, para todas as
pessoas, de todas as horas. Provavelmente você já ouviu várias pessoas
dizerem que tem uma ideia para um aplicativo melhor que a Uber, ou uma
empresa com a logística melhor que o iFood, por exemplo, certo?
Para Jonathas Freitas, empresário e investidor anjo que já participou
da fundação de mais de 40 startups de tecnologia que se tornaram
reconhecidas nacional e internacionalmente, a grande diferença não está
em ter ideias e sim, na capacidade de conseguir executar o projeto,
tornar seu produto ou serviço interessante, rentável e passível de ser
comprado por investidores. “Qualquer pessoa pode ter uma ideia que vai
mudar o mundo. Mas são poucas aquelas que conseguem tirar essa ideia do
campo da mente e torná-la palpável, interessante e disponível para ser
colocada em prática. Essa é a grande diferença entre um empreendedor com
potencial e um que não consegue se desenvolver”, explica o especialista
que é considerado uma das pessoas mais importantes da tecnologia nos
dias de hoje. “Qualquer investidor, antes de aportar na ideia, acredita
na pessoa por trás dela. A pessoa vale muito mais que a ideia”,
completa.
De fato, para se ter ideias basta pensar um pouquinho fora da caixa
ou se deparar com uma situação diferente na rotina. Mas, para fazer um
investidor se apaixonar a ponto de investir o próprio dinheiro nela, é
preciso suar a camisa. Por isso, Freitas compartilha algumas de suas
dicas do que o fazem se interessar pelo negócio antes do primeiro
investimento, veja:
Conhecimento de mercado e de clientes
Ao ter uma grande ideia, o empreendedor precisa se aprofundar no
mercado em que pretende se inserir e nos clientes que se beneficiarão da
solução. Só assim, é possível saber se o negócio será rentável a longo
prazo. “Muitos empreendedores têm ideias mirabolantes mas não tem noção
de como é o mercado ou como são os clientes. Assim, a ideia não se torna
palpável, não existem formas de tirá-la do papel se não se tem
conhecimento de mercado e de clientes”, explica Jonathas.
Ideia não conseguiu “ser morta”
Ter reforço positivo é fácil. Apesar disso, um bom empresário precisa
encontrar formas de falsear e matar a sua ideia, para verificar se ela
realmente é capaz de sobreviver e se ela tem um diferencial competitivo
no mercado atual. Na fase de concepção e planejamento, é imprescindível
encontrar pontos que podem destruir a ideia e encontrar formas de
solucionar essas fraquezas, inclusive na parte de regulamentação e seus
possíveis problemas legais.
Simplicidade
Boas ideias são ideias simples. Se precisa ficar explicando, tirando
muitas dúvidas, quebrando muitas objeções, ainda é necessário planejar e
simplificar mais. “Evite colocar muitas regras, muitas informações e
muitas barreiras logo de entrada. O cliente gosta de soluções fáceis de
entender”, diz o empresário.
Paixão do empreendedor
Um investidor, antes de aportar na ideia, investe no perfil do
empreendedor, afinal, uma pessoa que é capaz de ter uma boa ideia é
tirá-la do papel, é capaz de outras coisas grandiosas. A paixão pelo
negócio como se o mundo dependesse daquela ideia é crucial para o bom
andamento, afinal, é como diz o ditado “é o olho do dono que engorda o
gado”, mas eu complemento, que se você consegue criar algo que o mercado
precisa muito, “você vai ter uma ração de qualidade” dessa forma,
empresário e empresa viram a combinação perfeita para tracionar no
mercado.
Diferencial competitivo
Toda ideia tem um diferencial competitivo quando comparada aos
concorrentes. Se antes, o atendimento humanizado ao cliente era um
diferencial, por exemplo, hoje, ele é um aspecto mínimo, uma obrigação.
Os clientes e os mercados mudam, por isso, os diferenciais precisam
estar cada vez melhores e mais competitivos. “Um empresário que está
sempre pensando em inovações dentro do próprio negócio e da própria
ideia, com certeza brilha meus olhos. Sei que seu negócio nunca ficará
estagnado, parado no tempo”, finaliza Jonathas.
A importância do bom site da Valeon para o seu negócio
Moysés Peruhype Carlech
Antigamente, quando um cliente precisava de um serviço, buscava
contatos de empresas na Lista Telefônica, um catálogo que era entregue
anualmente ou comprado em bancas de jornais que listava os negócios por
áreas de atuação, ordem alfabética e região de atuação.
De certa forma, todos os concorrentes tinham as mesmas chances de
serem encontrados pelos clientes, mas existiam algumas estratégias para
que os nomes viessem listados primeiro, como criar nomes fantasia com as
primeiras letras do alfabeto.
As listas telefônicas ficaram no passado, e, na atualidade, quando um
cliente deseja procurar uma solução para sua demanda, dentre outros
recursos, ele pesquisa por informações na internet.
O site da Valeon é essencial para que sua empresa seja encontrada
pelos seus clientes e ter informações sobre a empresa e seus produtos 24
horas por dia. Criamos uma marca forte, persuasiva e, principalmente,
com identidade para ser reconhecida na internet.
Investimos nas redes sociais procurando interagir com o nosso público
através do Facebook, Google, Mozilla e Instagram. Dessa forma, os
motivos pelos quais as redes sociais ajudam a sua empresa são inúmeros
devido a possibilidade de interação constante e facilitado como o
público-alvo e também a garantia de posicionamento no segmento de
marketplaces do mercado, o que faz com que o nosso cliente sempre acha o
produto ou a empresa procurada.
A Plataforma Comercial site Marketplace da Startup Valeon está apta a
resolver os problemas e as dificuldades das empresas e dos consumidores
que andavam de há muito tempo tentando resolver, sem sucesso, e o
surgimento da Valeon possibilitou a solução desse problema de na região
do Vale do Aço não ter um Marketplace que Justamente por reunir uma
vasta gama de produtos de diferentes segmentos e o marketplace Valeon
atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao
lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não
conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa
vitrine virtual. Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de
diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e
volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de
visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e
acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual.
Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das
plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping
center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais
diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também
possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a
uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com
diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do
faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que
são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e
escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é
possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua
marca.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que
tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
CONTRATE A STARTUP VALEON PARA FAZER A DIVULGAÇÃO DA SUA EMPRESA NA INTERNET
Moysés Peruhype Carlech
Existem várias empresas especializadas no mercado para desenvolver,
gerenciar e impulsionar o seu e-commerce. A Startup Valeon é uma
consultoria que conta com a expertise dos melhores profissionais do
mercado para auxiliar a sua empresa na geração de resultados
satisfatórios para o seu negócio.
Porém, antes de pensar em contratar uma empresa para cuidar da loja online é necessário fazer algumas considerações.
Por que você deve contratar uma empresa para cuidar da sua Publicidade?
Existem diversos benefícios em se contratar uma empresa especializada
para cuidar dos seus negócios como a Startup Valeon que possui
profissionais capacitados e com experiência de mercado que podem
potencializar consideravelmente os resultados do seu e-commerce e isto
resulta em mais vendas.
Quando você deve contratar a Startup Valeon para cuidar da sua Publicidade online?
A decisão de nos contratar pode ser tomada em qualquer estágio do seu
projeto de vendas, mas, aproveitamos para tecermos algumas
considerações importantes:
Vantagens da Propaganda Online
Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas
mídias sociais e a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por
dia pelos smartphones, ainda existem empresários que não investem em
mídia digital.
Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é
claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco
dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é
mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda
mais barato.
Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar
uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em
uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança,
voltando para o original quando for conveniente.
Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real
tudo o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha
é colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de
visualizações e de comentários que a ela recebeu.
A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o
material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é
possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver
se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.
Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio
publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não
permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio
digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que
ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a
empresa.
Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o
seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela
esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.
Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma
permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão
interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não
estão.
Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.
A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar
potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos:
computadores, portáteis, tablets e smartphones.
Vantagens do Marketplace Valeon
Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com
publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as
marcas exporem seus produtos e receberem acessos.
Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes
segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de
público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos
consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro
contato por meio dessa vitrine virtual.
Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes
queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência
pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente.
Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas
compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos
diferentes.
Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa
abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das
pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua
presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as
chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma,
proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.
Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das
plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping
center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais
diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também
possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a
uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com
diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do
faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que
são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e
escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é
possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua
marca.
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A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO
TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em
torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o
consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita
que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu
consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace
que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço,
agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta
diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa
e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores
como:
• Publicidade e Propaganda de várias Categorias de Empresas e Serviços;
• Informações detalhadas dos Shoppings de Ipatinga;
• Elaboração e formação de coletâneas de informações sobre o Turismo da nossa região;
• Publicidade e Propaganda das Empresas das 27 cidades do
Vale do Aço, destacando: Ipatinga, Cel. Fabriciano, Timóteo, Caratinga e
Santana do Paraíso;
• Ofertas dos Supermercados de Ipatinga;
• Ofertas de Revendedores de Veículos Usados de Ipatinga;
• Notícias da região e do mundo;
• Play LIst Valeon com músicas de primeira qualidade e Emissoras de Rádio do Brasil e da região;
• Publicidade e Propaganda das Empresas e dos seus produtos em cada cidade da região do Vale do Aço;
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• Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (App)
O que esperar de Lula na segurança pública: propostas e desafios do novo governo Por Gabriel Sestrem – Gazeta do Povo
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a
criticar o teto de gastos nesta quinta (17).| Foto: Sebastião
Moreira/EFE.
Com poucas proposições à segurança pública
apresentadas tanto no programa parcial de governo como durante a
campanha eleitoral, o cenário que se desenhará na nova gestão do
presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de poucas definições
claras e muitas incertezas em relação ao tema.
Em programas eleitorais, discursos e entrevistas durante a campanha,
Lula focou em críticas à política de segurança pública do atual
presidente, Jair Bolsonaro (PL), em especial quanto às diretrizes sobre
flexibilização do acesso a armamento e munições. Em contrapartida,
prometeu retomar o Estatuto do Desarmamento com o endurecimento das
regras de acesso a armamento pela população civil.
Lula também sugeriu medidas como a recriação do Ministério da
Segurança Pública, que existiu entre 2016 e 2018 no governo Temer e hoje
está integrado ao Ministério da Justiça, e a priorização ao Sistema
Único de Segurança Pública (SUSP), que integraria forças policiais dos
estados e da União. Durante a campanha eleitoral foi aventada, ainda,
pela campanha de Lula, a criação de uma Guarda Nacional para atuar em
crises ligadas à segurança pública.
No entanto, pesam contra o presidente eleito recentes declarações
dadas por ele que são apontadas por adversários como de tolerância ao
crime, além de diretrizes ideológicas do Partido dos Trabalhadores (PT),
que defende políticas de menor rigor no combate às drogas,
desencarceramento em massa, desmilitarização das polícias e
enfraquecimento da atuação das forças de segurança.
Como exemplo, o PT é um dos partidos que atua como amicus curiae
(amigo da Corte) na ADPF 635, que tramita no Supremo Tribunal Federal
(STF). Na ação, o partido endossou o pedido de diversas restrições a
operações policiais em comunidades no Rio de Janeiro.
Como mostrado pela Gazeta do Povo, a política em questão resultou no
fortalecimento territorial do narcotráfico, na ampliação aos milhares de
barricadas dentro das comunidades dominadas pelo crime organizado para
impedir o avanço de viaturas; e na migração de lideranças do tráfico de
outros estados para os morros fluminenses, ao perceberem os locais como
seguros para permanecerem impunes enquanto comandam o crime em seus
estados de origem.
Principais desafios do novo governo
A Gazeta do Povo conversou com integrantes de forças policiais e
demais especialistas em segurança pública para entender o que é possível
esperar de Lula em relação ao combate à violência e à criminalidade.
O desafio central do futuro governo apontado pelos especialistas é
manter o ritmo decrescente dos índices de mortes violentas intencionais
(homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte), que
desde 2018 estão em tendência de queda. Durante a gestão de Dilma
Rousseff (PT), os indicadores de homicídios saltaram em quase 30%. O
ápice da violência no país ocorreu em 2017, quando foram contabilizadas
64 mil mortes violentas. A partir de 2018 teve início um movimento de
queda nos assassinatos, e essa tendência prossegue desde então, como
mostrou reportagem da Gazeta do Povo.
Outros desafios considerados centrais para o novo governo são lidar
com o crescimento do narcotráfico e do tráfico de armas; aumentar a
efetividade da fiscalização contra possíveis desvios de armas legais sem
enfraquecer seu uso para defesa; e implementar as mudanças que prometeu
nas corporações policiais (veja mais abaixo) sem reduzir a sua
efetividade.
Para Rogério Greco, pós-doutor em Direito, especialista em crime
organizado e atual secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas
Gerais, há preocupação especial com a forma como se dará o combate às
organizações ligadas ao tráfico de drogas e armas, uma vez que o plano
de governo parcial de Lula propõe enfrentamento menos combativo a
criminosos.
“Fazer esse combate sério e efetivo é determinante. O enfrentamento
que tem sido feito até agora tem sido muito incisivo, e é motivo de
grande preocupação para nós eventual mudança nessa política de governo,
que geraria efeitos para todo o país”, diz Greco. “Não adianta os
estados trabalharem duro se não houver um controle sério de fronteiras e
se houver qualquer leniência com relação às facções criminosas, que a
cada dia estão se expandindo”, enfatiza.
O que Lula propôs até agora para a segurança pública Uma das
principais mudanças do governo Lula em relação à política do atual
governo deve ser a retomada de restrições à circulação de armas de fogo.
A defesa de uma política desarmamentista foi explorada amplamente nos
discursos e na propaganda eleitoral de rádio e na TV de Lula.
A cúpula petista avalia que ao flexibilizar a legislação sobre o
tema, a gestão Bolsonaro, na prática, liberou o porte de arma para
Colecionadores, Atiradores e Caçadores – grupo conhecido como CACs. Para
fazer frente a isso, a coordenação de campanha de Lula buscou enfatizar
que as mudanças devem ser mais focadas no porte de armas, e não na
posse. Em entrevista ao Canal Rural dada em setembro, Lula disse que não
vê problema em produtores rurais, cujas propriedades costumam ficar
distantes do acesso das forças de segurança, terem armas em sua
propriedade para autodefesa.
Apesar disso, declarações recentes do petista apontam para pouca
tolerância também em relação à posse de arma para autodefesa. “Para as
famílias que trabalham, para as famílias que vivem em paz, não interessa
comprar armas. Quem tem que ter armas boas para enfrentar o crime
organizado é a polícia, não o cidadão comum”, disse o petista em
entrevista coletiva dada em 20 de outubro no Rio de Janeiro. “Não
acredito que alguém queira uma arma para o bem. Tenho 76 anos e nunca
tive interesse em ter uma arma, tenho fé em Deus e no meu
comportamento”, afirmou o presidente eleito no início de setembro ao
cumprir agenda de campanha no ABC Paulista, em São Paulo.
Em relação à provável anulação, por parte de Lula, dos atuais
decretos sobre armamento editados pelo governo Bolsonaro, Fabrício
Rebelo, especialista em segurança pública e diretor do Centro de
Pesquisa em Direito e Segurança (Cepedes), aponta que há riscos de que
cidadãos que obtiveram legalmente armamento e munições tenham seus
direitos suspensos. “É uma situação imprevisível. Como tudo que regula
as atividades dos CACs está em decreto, e não em lei, e o STF há muito
já decidiu que não existe direito adquirido na questão das armas de
fogo, o governo Lula pode, sim, retirar todos os direitos do segmento”,
explica Rebelo.
Sobre esse assunto, nesta quinta-feira (17) o senador eleito Flávio
Dino (PSB-MA), um dos cotados a ocupar o cargo de ministro da Segurança
Pública no governo Lula, confirmou que deve haver um “revogaço” na
política de armas a partir do próximo ano, e que como consequência CACs
que compraram armamento de grosso calibre durante o atual governo podem
ter que devolver os equipamentos.
Como outras medidas na área da segurança, Lula tem propostas que
alcançam profissionais da segurança pública, como a criação de canais de
escuta e diálogo com a categoria, programas de atenção biopsicossocial e
aumento dos mecanismos de fiscalização e supervisão da atividade
policial.
Propôs também fazer acordos com países vizinhos para combater o
tráfico de drogas nas fronteiras e implantar a patrulha Maria da Penha
em cooperação com guardas municipais. O presidente eleito aventou,
ainda, ações que lidem com “violências contra mulheres, juventude negra e
população LGBTQIA+”. Mas nem no plano de governo parcial, nem em
entrevistas, discursos ou debates o presidente eleito trouxe detalhes
sobre a aplicação dessas medidas.
Diretrizes ideológicas preocupam especialistas
Especialistas consultados pela reportagem apontam receios quanto à
execução de políticas de segurança pública baseadas em diretrizes
ideológicas manifestadas pelo PT ao longo dos anos. Durante o Encontro
Nacional de Direitos Humanos do partido, realizado em dezembro de 2021, o
setorial aprovou diversas sugestões para serem aplicadas caso Lula
vencesse as eleições. Dentre as propostas, validadas na reunião do
Coletivo Nacional em fevereiro deste ano, há diversas voltadas à
segurança pública.
No rol de sugestões constam, por exemplo, desmilitarização das
polícias, descriminalização das drogas e fim da “guerra às drogas” –
termo comumente usado por políticos de esquerda para defender a redução
de operações policiais de enfrentamento ao narcotráfico.
Quanto à nona resolução, que propõe “reverter o encarceramento em
massa de pretos e pobres, a começar por desencarcerar milhares de presos
provisórios”, uma fonte da Polícia Civil do Rio de Janeiro que falou à
reportagem sob sigilo explicou que há desinformação relacionada à
situação de presos provisórios e que eventual política massiva de
desencarceramento faria com que criminosos perigosos retornassem às
ruas.
“Pelo formato da nossa legislação é muito difícil que uma pessoa que
cometeu crime de menor potencial ofensivo fique presa provisoriamente.
Já quanto aos crimes de médio potencial ofensivo, normalmente a pessoa
vai direto ao regime semiaberto ou obtém a transação penal que evita a
prisão”, explica o policial.
“Hoje pessoas presas provisoriamente assim estão porque mataram
alguém, ou roubaram com uso de arma de fogo, ou estupraram, ou estão
envolvidas no tráfico de drogas armado. Não tem ‘ladrão de galinha’
preso provisoriamente; são pessoas violentas”.
Para ele, melhorias nesse cenário seriam a construção de mais
presídios para que presos por crimes violentos fiquem separados dos
demais e a aceleração do processo penal para que os presos provisórios
sejam absolvidos ou condenados com mais brevidade. “Mas não colocar
indiscriminadamente detentos perigosos nas ruas, porque isso só
aumentaria a violência”, destaca.
A proposta de Lula de substituir “o atual modelo bélico de combate ao
tráfico por estratégias de enfrentamento e desarticulação das
organizações criminosas” também é vista com muitas ressalvas pelas
fontes consultadas. Luiz Fernando Ramos Aguiar, especialista em
segurança pública e major da Polícia Militar do Distrito Federal,
explica que o uso de aparatos de inteligência é indissociável de todas
as operações policiais, mas em parte delas – como no enfrentamento ao
narcotráfico ou a crimes do “novo cangaço”, por exemplo –,
inevitavelmente, ocorrerá o enfrentamento armado frente à reação bélica
dos criminosos.
“Não há como se combater de outra forma traficantes armados com
fuzis, metralhadoras e granadas e dispostos ao enfrentamento. Mesmo com o
uso de inteligência, estratégia e investigação vai chegar o momento do
enfrentamento, e ele só pode ser feito com armamento. Isso nunca pode
ser confundido com mera perseguição à população pobre”, diz Ramos
Aguiar.
Por fim, a proposta de “reeducar policiais”, que se daria, segundo o
plano parcial de governo petista, por meio de atualização de doutrinas,
reformulação dos processos de seleção e melhoria da qualificação técnica
dos policiais, deve encontrar muito mais dificuldade de se viabilizar,
já que a maior parte dos policiais brasileiros (militares e civis) está
sob o controle dos governos estaduais, não do governo federal.
“Em primeiro lugar é um discurso vazio, porque ele não disse
concretamente nada sobre quais medidas seriam tomadas nessa remodelagem
das polícias. Depois, o governo federal só poderia interferir nas
polícias estaduais caso houvesse alteração na Constituição, uma vez que
os estados têm sua autonomia e sua independência”, afirma Rogério Greco.
Sharm
El Sheikh (Egypt), 17/11/2022.- Brazilian president-elect Luiz Inacio
Lula da Silva speaks at a meeting with young activists at the 2022
United Nations Climate Change Conference (COP27), in Sharm El-Sheikh,
Egypt, 17 November 2022. The 2022 United Nations Climate Change
Conference (COP27), runs from 06-18 November, and is expected to host
one of the largest number of participants in the annual global climate
conference as over 40,000 estimated attendees, including heads of states
and governments, civil society, media and other relevant stakeholders
will attend. The events will include a Climate Implementation Summit,
thematic days, flagship initiatives, and Green Zone activities engaging
with climate and other global challenges. (Brasil, Egipto) EFE/EPA/SEDAT
SUNA
Declarações de Lula sobre teto de gastos e mercado financeiro
estão abalando confiança do investidor na saúde fiscal brasileira.|
Foto: EFE/EPA/Sedat Suna
Primeiro, Henrique Meirelles desejou aos brasileiros “sorte”. Agora, o
presidente eleito Lula pede “paciência”. Foi assim que, na
quinta-feira, ele desprezou o efeito que o cheque de centenas de bilhões
de reais, sem prazo definido, solicitado na PEC da Transição teria
sobre o mercado financeiro. “Temos de fazer um país mais humano. Se não
resolvermos a situação social, não vale a pena governar o país. Vai
aumentar o dólar, cair a bolsa? Paciência”, disse o petista,
acrescentando que “o dólar não aumenta e a bolsa cai por conta das
pessoas sérias, mas por conta dos especuladores que vivem especulando
todo santo dia”. Na semana anterior, Lula já havia criticado a
“sensibilidade” dos investidores.
Lula tem várias dezenas de pessoas na sua equipe de transição, parte
razoável delas na área econômica, algumas das quais certamente não
acreditam na geração espontânea de dinheiro público que caracteriza boa
parte da esquerda. Pois essas pessoas poderiam explicar a Lula certas
coisas que ele já deveria ter aprendido nos oito anos em que governou o
país – ou que, se chegou a aprender, já esqueceu. Uma delas é que a
gastança pretendida pelo petista, em sua ânsia de transformar o teto de
gastos em um piso de gastos, tem de ser bancada de alguma forma, e os
meios ordinários para isso são o aumento de impostos, o aumento do
endividamento ou a emissão de moeda. E nenhuma das três soluções termina
bem.
Ao que tudo indica, Lula só passará a tratar o dinheiro do contribuinte com racionalidade se for forçado a tal
O Estado já tira do brasileiro um terço de tudo o que ele produz;
elevar a carga tributária significaria deixar menos dinheiro circulando,
prejudicando o crescimento da atividade econômica. Endividar ainda mais
o Brasil aumentaria a desconfiança a respeito da capacidade de o país
honrar seus compromissos; a tendência seria a necessidade de oferecer
juros cada vez maiores para atrair quem esteja disposto a emprestar
dinheiro ao Brasil, criando uma bomba-relógio que explodiria com força
no médio e longo prazos. E emitir moeda é o jeito mais rápido de criar
inflação – algo que o presidente argentino, Alberto Fernández, constatou
com surpresa meses atrás – e desvalorizar ainda mais o real diante das
demais moedas, inclusive o dólar.
O câmbio descontrolado tira completamente a previsibilidade de que o
setor produtivo necessita para se planejar. E um dólar desvalorizado
encarece os produtos importados, os insumos usados pelo agronegócio,
matérias primas necessárias à indústria, o preço do petróleo – ainda que
a cotação internacional se mantenha estável –, os custos do setor de
serviços. Tudo isso acaba repassado à população nos preços finais,
inclusive de itens essenciais como alimentos. O resultado aparece nos
índices de inflação e na perda do poder de compra do brasileiro. Mas, se
isso acontecer, Lula já mandou o recado: paciência.
Se Lula não entende o efeito do câmbio, talvez entorpecido pelo
mantra “ninguém come dólar”, ele tampouco entende o mercado de capitais e
a bolsa de valores. O petista reduz à mera especulação um fenômeno
bastante mais complexo pelo qual muitas empresas captam os recursos
necessários para seu crescimento, com consequente geração de emprego e
renda. Há relação direta entre um mercado de capitais robusto e o
desenvolvimento econômico de um país. É de interesse de qualquer nação
que suas empresas sejam sólidas, com bom valor de mercado, desde que
esse desempenho seja fruto dos processos normais de mercado, e não de
artificialismos como as políticas de “campeões nacionais” que o petismo
implantou no passado e que terminaram em desastre, seja para as empresas
escolhidas, seja para a concorrência, que as políticas governamentais
ajudaram a destruir.
Como Lula vem acumulando sandice após sandice nos últimos dias,
precisa de bombeiros como o vice eleito Geraldo Alckmin para desdizer o
que foi dito e prometer algum senso de responsabilidade com o dinheiro
público nos próximos quatro anos. Mas não foi a Alckmin que economistas
liberais deram apoio, nem foi em Alckmin (nem em Meirelles, Armínio
Fraga, Persio Arida ou André Lara Resende) que muitos brasileiros
cientes da necessidade de uma economia arrumada votaram; foi em Lula, e é
ele quem manda. E, ao que tudo indica, ele só passará a tratar o
dinheiro do contribuinte com racionalidade se for forçado a tal: ou por
um Legislativo combativo, capaz de conter a gastança; ou pelas
circunstâncias, à medida que suas políticas, uma vez implantadas,
levarem à deterioração da economia nacional. Que não cheguemos a esse
ponto, pois não há paciência que dê conta da volta da recessão, da
inflação e do desemprego que foram a “herança maldita” deixada pelo
petismo ao fim de sua primeira passagem pelo Planalto.
Como o Exército reagiu a mensagens de manifestantes que chamam generais de “comunistas”
Por Rodolfo Costa – Gazeta do Povo Brasília
Comandante do Exército, general Freire Gomes, ficou insatisfeito e
perplexo com os ataques a oficiais do Alto Comando| Foto: Clauber
Cleber Caetano/PR
O Alto Comando do Exército divulgou uma nota
interna em reação a insultos sofridos por oficiais-generais da ativa e
da reserva em aplicativos de mensagens nos últimos dias. Eles foram
chamados de “comunistas” e até “melancias” (verde por fora e vermelho
por dentro) em mensagens anônimas em uma falsa referência de apoio ao
presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A sugestão de reação do Exército teve o aval dos cinco generais
“quatro estrelas” — do topo da hierarquia — que foram alvos dos
insultos, entre eles, o chefe do Estado-Maior do Exército, Valério
Stumpf. Também validaram os comandantes militares do Sudeste, Tomás Miné
Ribeiro de Paiva; do Leste, André Luiz Novais; e do Nordeste, Richard
Nunes. Quem também apoiou a nota foi o chefe do Departamento de Ciência e
Tecnologia do Exército, Guido Amin.
“Cinco oficiais do Alto Comando foram ofendidos, é lógico que ninguém
gostou disso, sequer sabemos a origem desses insultos”, diz o general
reformado Paulo Chagas. Para ele, o texto do informe interno do
Exército, o Informex, esclarece o tom de insatisfação e a defesa da
reação às mensagens compartilhadas nos últimos dias em aplicativos como
WhatsApp e Telegram.
A nota interna classifica as mensagens como “alusões mentirosas e mal
intencionadas”. “Tais publicações têm se caracterizado pela maliciosa e
criminosa tentativa de atingir a honra pessoal de militares com mais de
quarenta anos de serviços prestados ao Brasil, bem como de macular a
coesão inabalável do Exército de Caxias”, diz o Exército em um trecho do
informe.
Para a força armada terrestre, os “grupos ou indivíduos” que
insultaram os integrantes do Alto Comando do Exército “apenas atestam
sua falta de ética e de profissionalismo” ao tentarem, “de forma anônima
e covarde, disseminar a desinformação no seio da Força e da sociedade”.
“O Exército Brasileiro permanece coeso e unido, sempre em suas missões
constitucionais, tendo na hierarquia e na disciplina de seus integrantes
o amálgama que o torna respeitado pelo povo brasileiro, seu fiador”,
diz a nota.
Divulgada internamente na quarta-feira (16) a todas as organizações
militares da instituição, a nota foi assinada pelo chefe do Centro de
Comunicação Social do Exército, general José Ricardo Vendramin, a pedido
do comandante da força, general Freire Gomes. O comunicado demonstra um
certo desconforto entre os oficiais com a pressão advinda das ruas e,
sobretudo, das redes sociais.
Qual é o contexto das ofensas a oficiais-generais do Exército
Pelo caráter anônimo das mensagens compartilhadas, é impreciso
apontar a autoria. Porém, o contexto está atrelado a pedidos de apoio de
generais a uma “intervenção federal”, como tem sido defendido em faixas
por manifestantes que protestam em quartéis pelo Brasil. Há, porém,
quem entenda que a autoria foi feita por “esquerdistas”, com o intuito
de causar alguma cisão entre grupos de direita.
Em uma das mensagens compartilhadas em um grupo de conservadores
acompanhada das fotos dos cinco-oficiais generais do Alto Comando
ofendidos, é dito que eles “não aceitam a proposta do povo”. “Querem que
Lula assuma, já se acertaram com ele”, prossegue o trecho ao sugerir um
suposto acordo entre militares e o governo eleito.
Uma das mensagens acusa o general Tomás Paiva de um suposto interesse
em assumir o comando do Exército na gestão Lula. Em aceno às Forças
Armadas, o presidente eleito garante que irá respeitar o critério de
antiguidade na escolha dos próximos comandantes do Exército, da Marinha e
da Aeronáutica, tradição na qual o presidente da República indica um
dos oficiais-generais com mais tempo no topo da carreira para assumir o
comando de sua respectiva instituição.
Lula conta com interlocutores para buscar um diálogo institucional
com as Forças Armadas, a exemplo do vice-presidente eleito, Geraldo
Alckmin (PSB), mas interlocutores da caserna negam interesses
específicos ou supostas articulações de oficiais-generais para ocupar os
comandos militares.
Os cinco oficiais-generais do Alto Comando do Exército não são os
únicos criticados. Outros generais da ativa e da cúpula também foram
alvos, como Estevam Theóphilo Oliveira, comandante de Operações
Terrestres. Em uma fotomontagem, eles são questionados sobre como
reagirão a partir de 1º de janeiro, data da posse de Lula. “E agora,
general? No dia 1º de janeiro de 2023, V.Exa. [vossa excelência]
pretende prestar continência a quem? Ao povo brasileiro ou aos
comunistas?”, indagam os autores anônimos em mensagens com fotos de
militares.
Até mesmo militares da reserva foram insultados. Em algumas imagens,
os generais Sérgio Etchegoyen, ex-ministro-chefe do Gabinete de
Segurança Institucional (GSI), Santos Cruz, ex-ministro-chefe da
Secretaria de Governo, e Otávio Rêgo Barros, ex-porta-voz do governo
Jair Bolsonaro (PL), são retratados com um capacete em forma de melancia
na cabeça. A fruta é usada por alguns brasileiros como forma de
hostilizar generais sob a falsa alegação de serem comunistas, a despeito
de vestirem a farda verde oliva.
O que dizem generais sobre os insultos e pedidos de golpe militar O
general Paulo Chagas classifica os insultos aos oficiais-generais como
um “desaforo”. Para ele, há uma tentativa descabida em pressionar o Alto
Comando a apoiar uma intervenção militar. “Dizem que, por causa de
cinco generais, não estaria saindo a intervenção e que seriam traidores.
É ridículo”, critica.
“O cara vai para a frente do quartel pedir socorro às Forças Armadas e
diz que os militares são covardes e omissos. Então para que está na
frente do quartel? Pedindo ao covarde e omisso? O cidadão que faz isso
não é coerente e não deveria estar lá. É uma falta de respeito com as
pessoas nas quais eles estão depositando o anseio ou o medo que têm em
alguma coisa”, complementa Chagas.
O general Santos Cruz é outro a questionar as manifestações por
intervenção militar. Para ele, a massa de brasileiros que se manifesta
neste momento é importante para a construção de uma oposição que
favorece a fiscalização sobre os atos e decisões do governo eleito,
desde que construtiva e organizada.
“É esse o processo democrático e nós estamos perdendo a oportunidade
de organizar essa oposição, não é pedindo golpe [militar] e
interferência das Forças Armadas que faremos isso. As Forças Armadas vão
trabalhar para a defesa nacional e para o bem do nosso povo, sem
posicionamento partidário”, sustenta.
Sobre as ofensas aos generais, Santos Cruz é mais crítico e defende
que o Exército adote providências mais duras do que apenas o informe
interno. “Tem que haver a identificação de autoria do crime para a
responsabilização criminal”, declara. O general evita associar os
ataques a apoiadores de Bolsonaro e reforça o entendimento de que os
autores das mensagens são criminosos.
“Não tem nada de errado ser eleitor e simpatizante do presidente
Bolsonaro. O que está errado é esse tipo de gente covarde fazer esse
tipo de coisa, e não pode atribuir isso a bolsonarismo. Isso é crime de
difamação e calúnia, simplesmente, e mais nada. Não pode atribuir a esse
tipo de criminoso uma posição política, porque isso aí não tem o mínimo
equilíbrio”, destaca.
O general esclarece não ter apresentado um pedido ao Exército de
investigação, mas pondera que a instituição tem as condições de acatar a
sugestão. “É uma questão de abertura de inquérito policial militar.
Entendo que existem recursos e condições técnicas para se chegar na
origem e levar para a Justiça, porque é crime, são criminosos. É gente
covarde e da pior qualidade possível, é um extremismo”, afirma.
O que os militares pensam sobre Lula – e o que presidente eleito tem a dizer
Sejam da ativa ou da reserva, a grande maioria dos militares não é
comunista, nem apoia Lula. “Acredito que existem companheiros que têm um
viés ideológico mais à esquerda, mas eu não acredito em general,
almirante ou brigadeiro comunista”, diz o coronel da reserva Walter
Félix Cardoso Júnior. Ele foi coordenador de segurança do gabinete de
transição do governo Bolsonaro em 2018 e trabalhou no gabinete do
general Maynard Santa Rosa, ex-titular da Secretaria de Assuntos
Estratégicos (SAE) da Presidência na gestão Bolsonaro.
Coronel Félix até confirma que a vitória do presidente eleito nas
urnas gerou incômodo entre militares. Principalmente os que suspeitam de
fraude eleitoral, e sobretudo após a divulgação do relatório de
fiscalização do sistema eletrônico de votação elaborado pelas Forças
Armadas – que não apontou fraude, mas também não excluiu essa
possibilidade.
Entre militares, existe um temor de que Lula irá adotar uma gestão
radicalmente “esquerdista” e não alinhada aos valores conservadores
defendidos na caserna. Félix teme que, a partir do início da gestão, o
governo eleito tente impor “uma série de coisas inaceitáveis”. “Como
aborto e ‘links’ muito sólidos com Argentina, Chile, Bolívia, Colômbia,
Venezuela, México e Nicarágua, além de facilidades para a França e
China, em situação de ambiguidade total, como outras tantas bandeiras da
esquerda”, opina.
O coronel afirma que os militares não estão alheios à situação do
país, mas explica que eles respeitam os “limites da Constituição”.
“Estão tolerando com paciência as atitudes estimuladas pelo próprio STF e
pelos radicais de esquerda, como falas recentes do próprio Lula e de
seus auxiliares mais agitados. O Exército vem tolerando isso com muito
equilíbrio”, afirma.
Baseado no relatório das Forças Armadas sobre as urnas e o sistema
eleitoral, Félix defende uma contestação do resultado eleitoral sob a
suspeita de fraude. “É preciso ter coragem de encarar reações que podem
vir, inclusive, e com certeza virão, do exterior, que podem dar origens a
sanções econômicas”, pondera.
Em Portugal, onde se encontrou com o presidente Marcelo Rebelo de
Sousa para uma reunião bilateral, o presidente eleito Lula afirmou nesta
sexta-feira (18) que acredita não ter problemas de relacionamento com
os militares.
“Nunca tive problema de conviver com as Forças Armadas. Nunca tive
problema com nenhum militar. O comando das Forças Armadas está muito
tranquilo, me conhece e no momento certo vou indicar quem será
comandante da Marinha, da Aeronáutica e do Exército. Nunca pensei em ter
problema e não acredito que eu tenha”, disse, ao ser indagado sobre a
indefinição de nomes para integrar o núcleo de defesa no gabinete de
transição. Lula prometeu uma definição a partir da semana que vem.
CNJ quer fiscalizar filhos de manifestantes que questionam lisura das eleições
Por Cristina Graeml – Gazeta do Povo
CNJ é o novo STF ou o novo TSE, porque um tirano é pouco para
tentar conter multidões de tias do zap e tios do churrasco, com seus
filhos e netos, famílias inteiras de manifestantes que um certo ministro
passeando em Nova York definiu como “manés”.
Se os manifestantes suportaram ao longo de anos perseguições,
difamações, até prisões ilegais, por que não aguentariam também uma
investida contra seus filhos?
Nesta sexta (18) a Gazeta do Povo publicou reportagem informando que o
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu acionar juízes das Varas de
Infância e Juventude de todo o país para investigar a presença de
crianças nos atos em frente a quartéis.
Promotores do Ministério Público e policiais estaduais também foram
orientados a entrar na caça a possíveis violações aos direitos humanos
de crianças e adolescentes presentes nos atos, que parte considerável da
imprensa, políticos de esquerda e ministros das cortes superiores chama
de “golpistas” e “antidemocráticos”.
Manifestações, pais e filhos Você pode até não concordar com as
manifestações que estão acontecendo na frente dos quartéis de todo o
país há quase três semanas, desde o dia seguinte ao segundo turno das
eleições.
Mesmo discordando das reivindicações dos manifestantes ou dos locais
escolhidos por eles para pedir mais transparência nas eleições, suponho
que não aceite interfência de um órgão público sobre a forma como cada
um educa seus filhos.
A impressão que fica é que, como não tinham mais o que alegar para
tentar desfazer os protestos, resolveram constranger os pais. Afinal,
onde já se viu levar criança para o meio de gente pacata, que veste as
cores da bandeira em sinal de amor à pátria e demonstra civismo ao
protestar, sem depredar?
Decisão do CNJ causa revolta A notícia da nova determinação do CNJ
motivou o advogado gaúcho Valter Nagelstein, ex-candidato a prefeito de
Porto Alegre em 2020, a gravar um vídeo em que externa toda a sua
indignação.
Nagelstein exagera na interpretação do comunicado do CNJ, insinuando
que pais podem até perder a guarda dos filhos por determinação de
representantes do MP, da polícia ou da própria Justiça local.
Na verdade, a orientação é para que esses profissionais investiguem
se há alguma violação a direitos humanos das crianças nos acampamentos.
A confusão é, porém, bastante compreeensível num país em que,
recentemente, autoridades judiciais ameaçaram tirar a guarda dos filhos
que não fossem levados a tomar a vacina contra a Covid-19. Isso mesmo
que tivessem recomendação médica para não vacinar, já que a próprioa
bula da vacina não garantia segurança quanto a possíveis efeitos
adversos.
Desabafo Clicando no play da imagem que ilustra essa página, você
pode assistir ao meu vídeo com uma análise de mais este caso da chamada
tirania da toga. Junto está o vídeo do advogado, que viralizou no
whatsapp.
“É tão grave o momento que nós estamos vivendo que eu vou dizer o que
vou dizer agora, invocando as minhas prerrogativas e garantias
constitucionais como advogado”, diz Valter Nagelstein logo na abertura
do vídeo. “Que tipo de regime, pergunto, retira pela força filhos dos
pais?”
“Pois hoje, 17 de novembro de 2022, o Conselho Nacional de Justiça
emitiu recomendação a todos os juizados da Infância e da adolescência no
Brasil, aos Ministérios Públicos e as polícias dos estados, para que
identifiquem a presença de crianças em acampamentos de pessoas que
protestam, exercendo um direito constitucional que o STF diz que não é
mais direito constitucional: direito de reunião, direito de contestação,
direito de protesto.”
O advogado segue dizendo que adjetivaram esse direito de
“antidemocrático” e, agora, o CNJ determinou que as crianças sejam
identificadas e retiradas dos seus pais.
“Que tipo de loucura é essa que nós estamos vivendo? O que justifica
essas coisas? Até quando será preciso suportar, para que nós tenhamos um
rasgo de luz e de lucidez para trazer tudo para o seu centro, para o
seu leito natural?”
Valter Nagelstein, advogado, em vídeo que circula na internet
A orientação do CNJ pode até não chegar ao ponto de falar em retirada
da guarda das crianças, mas certamente tem o intuito de causar
constrangimento e medo nos pais, a ponto de, quem sabe, dissuadi-los de
seguir nas manifestações.
Tenho pra mim que o contorcionismo do sistema para impedir que o
brasileiro insista no direito a eleições limpas e transparentes, levará
mais e mais gente às ruas. Com ou sem os filhos por perto.
Fazuelli Ristorante anuncia cardápio criado pelo chef Alckmin
Por Paulo Polzonoff Jr. – Gazeta do Povo
No Fazuelli Ristorante o chef Alckmin pode exercer toda a sua
criatividade com pratos como o “robá-lo a socialismo fabiano” e o “guido
na mantega”.| Foto: Gilberto Marques/ Facebook
O Fazuelli
Ristorante, de propriedade do multimilionário palestrante internacional
Lizinácio, abriu as portas há poucas semanas, no dia 30 de outubro.
Pujantemente decorado pela socialite-com-consciência-social Janja da
Sylvah em estilo neobrutalista soviético com um quê de cafona, o
restaurante tem chamado a atenção da high society por seus
frequentadores ilustres e por seu cardápio inusitado – criação do chef
Alckmin.
Nascido numa família de abastados criadores do chuchu, os Tucanos,
ainda na adolescência Alckmin (cujo nome real é Astolfo) decidiu
abandonar o cultivo das frutas cucurbitáceas comumente confundidas com
legumes para aprender gastronomia nas cozinhas das escolas públicas de
São Paulo. Depois de décadas preparando os mais variados tipos de
merenda, ele ganhou o MasterChef com um prato de traíra com – oh!,
ironia do destino – chuchus fritos no óleo de peroba.
A receita e a vitória no reality show lhe renderam um convite para
chefiar a cozinha do Fazuelli Ristorante, onde Alckmin pôde exercer toda
a sua criatividade gastronômica saciando o paladar falsamente rebuscado
e o bolso perdulário de celebridades do mundo da política e do crime
organizado. Como Marcos Willians Herbas Camacho, CEO da 1533.Ltda, que
para o prato mais famoso de Alckmin, o robá-lo à socialismo fabiano, deu
5 estrelas no iFood.
Coração inquieto que é, porém, o chef do único restaurante 5 estrelas
do Guia Marcola decidiu mudar recentemente todo o cardápio do Fazuelli
Ristorante. Alckmin, porém, faz questão de deixar registrado um alerta:
quem espera um cardápio inspirado pela cozinha lulinha paz & amor
vai ter que procurar outro lugar para comer, porque, de agora em diante,
o Fazuelli Ristorante servirá apenas pratos da culinária
comunoprogressista-desenvolvimentista.
É um cardápio extenso, atualmente com 283 pratos, entre ex-ministros,
acusados e presos por corrupção, globalistas, ecochatos, ongueiros e
comunas da velha guarda. No Fazuelli Ristorante todos os pratos custam
R$13,45 + pixuleco. E aqui aproveito para destacar o prato preferido dos
empreiteiros e industriais frequentadores do Fazuelli: o guido na
mantega – um extravagante antepasto que mistura de inflação alta e
campeões nacionais, com retrogosto de queda no PIB.
Como prato principal, o comensal tem opções com os mais variados
níveis de esquerdismo. Paladares mais exigentes podem optar pelo filé de
Okamoto (preparado com deliciosas lascas de fundos de pensão), pelo
randolfe a passarinho ou pelo sarapatel humberto costa, preparado com
sangue desviado do SUS. Já para os que preferem passar fome e só vão ao
restaurante para celebrar negociatas espúrias mesmo, o prato mais
indicado é o holodomor à Flávio Dino. A opção vegana fica por conta do
tradicional churrasco de melancia, servido nos tamanhos Bela e Preta,
dependendo do apetite do cliente.
Entre as sobremesas, vale mencionar o janones de morango com creme de
leite condensado, receita que, por força do hábito, Alckmin diz ter
roubado de um minerim doidim.
O Fazuelli Ristorante fica num tenebroso anexo do STF. O restaurante
está com reservas feitas até as próximas eleições (se houver), mas isso
não é nada que uma propinazinha para o maître Daniel (codinome) não
resolva.
Mariana Carneiro, Julia Lindner e Gustavo Côrtes – Jornal Estadão
As mesas diretoras da Câmara e do Senado apresentaram,
no meio do feriado da República, duas emendas para incluir no Orçamento
de 2023 a previsão de gastos para bancar o reajuste de parlamentares e
de servidores no ano que vem. O aumento estava no radar após o Judiciário conceder um reajuste de 18% para seus funcionários (sendo 9% em 2023). No Legislativo,
a expectativa era a de que a notícia viria após a eleição. Dito e
feito, a cúpula do Senado quer R$ 199,3 milhões para reajustar os
salários de senadores e de servidores. Na Câmara, o pedido é de R$ 370,4
milhões, válido também para os políticos. O custo total do reajuste no
Legislativo, caso seja aprovado pelos próprios congressistas, será de
cerca de R$ 569 milhões em 2023.
Congresso. Foto: Gabriela Biló/Estadão
FOLGA. Tanto o Legislativo quanto o Judiciário podem
conceder reajustes porque têm espaço nos seus respectivos tetos de
gastos após a manobra feita pelo governo Bolsonaro, em 2021, para
ampliar as despesas do Executivo com a PEC dos Precatórios.
PLACAR. O Executivo consumiu todo o seu espaço
aberto em 2022, mas os demais poderes não. O reajuste dos servidores do
Executivo está previsto em 4,5% e custa, por ora, R$ 3,5 bi.
Abaixo, as emendas protocoladas pelas mesas da Câmara e do Senado para reservar a verba do reajuste:
Vencimentos mensais de deputados federais e senadores vão passar de
R$ 33,7 mil para R$ 36,8 mil se reajuste para 2023 for aprovado
BRASÍLIA – A Câmara e o Senado decidiram
oficializar o pedido para que os salários de parlamentares e servidores
sejam reajustados. Por meio de emendas, as duas Casas pedem a reserva
de R$ 370,4 milhões do Orçamento de 2023 para aumentar as remunerações
da Câmara e R$ 199,3 milhões para elevar as do Senado. Se aprovado o
reajuste, os salários de deputados e senadores subiriam de R$ 33,7 mil
para R$ 36,8 mil.
O Estadão revelou em agosto que a cúpula do
Congresso já estava com o pedido de aumento salarial engatilhado e
planejava apresentar a proposta após a eleição, para não prejudicar
deputados federais e senadores que tentavam renovar o mandato. Nesta
sexta-feira, a Coluna do Estadão mostrou que a medida foi oficializada no meio do feriado da Proclamação da República.
Medida foi articulada por parlamentares no meio do feriado da Proclamação da República.
A articulação para aumentar os vencimentos ocorreu após iniciativa de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 10 de agosto, a Corte aprovou, por unanimidade, uma proposta de
aumento de 18% para seus integrantes e todos os magistrados da Justiça
Federal, o que representa um impacto de aproximadamente R$ 4,6 bilhões. O
reajuste, se aprovado, eleva o salário dos ministros do STF de R$ 39,3
mil para R$ 46,3 mil.
Os pedidos de ampliação dos salários ainda precisam ser autorizados
pelo Congresso, mas a tendência é dar aval às iniciativas com a
aprovação do Orçamento para 2023.
Questionado pelo Estadão, o presidente da Comissão
Mista de Orçamento do Congresso, deputado Celso Sabino (União
Brasil-PA), evitou comentar o assunto. “Nem vi ainda”, afirmou.
O parlamentar disse estar focado nas negociações para aprovar a
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que é articulada
pela equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
com o objetivo de abrir espaço fiscal para pagar o novo Bolsa Família
de R$ 600 e o aumento do salário mínimo. “A pauta é a PEC”, disse o
deputado federal.
As emendas foram apresentadas após reuniões feitas pelos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG),
com as Mesas Diretoras das duas Casas. O argumento para a correção dos
valores é de que há recursos no caixa e, ainda, que deputados, senadores
e servidores estão há oito anos sem reajuste. O último foi dado em
2014.
Quando os ministros do Supremo decidiram aumentar os próprios
salários, o movimento despertou forte reação negativa na sociedade
civil, que tem cobrado um enxugamento da máquina pública.
Por Vinícius Valfré, Fabio Grellet, Ananda Müller, Samuel Lima, José Maria Tomazela, Augusto Tenório e Camila Costa da Cunha – Jornal Estadão
Manifestantes questionam vitória de Lula e pedem de nova eleição a intervenção; no DF, comando da PM não vê conduta ilícita
BRASÍLIA, FLORIANÓPOLIS, RECIFE, RIO DE JANEIRO, SÃO PAULO E SOROCABA
– Passadas mais de duas semanas do resultado da eleição, apoiadores do
presidente Jair Bolsonaro seguem concentrados nas proximidades de instalações das Forças Armadas em atos contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.
O movimento espalhado pelo País ganhou caráter de vigília na frente de
quartéis e tiros de guerra, com a aglomeração de centenas de
manifestantes. Não há líderes nacionais definidos.
O Estadão percorreu sedes militares em São Paulo,
interior paulista, Brasília, Rio, Florianópolis e Recife, na quinta, 17,
e nesta sexta-feira, 18. Atos são realizados em todas as regiões do
Brasil. Secretarias de Segurança Pública, Ministério da Defesa e
Exército foram procurados, mas não informaram o número de manifestantes
nem quantos protestos estão ativos no País. Nos pontos de concentração
visitados pela reportagem, haviam entre dezenas e centenas de pessoas.
Apoiadores
do presidente Bolsonaro permanecem acampados em frente ao Quartel
General do Exército, em Brasília Foto: Wilton Junior/Estadão
Em comum, os manifestantes acampam para pedir “socorro”. Apesar do
direito constitucional à manifestação, há defesa de intervenção militar,
mensagens antidemocráticas e registros de confrontos, além do
inconformismo com o resultado das urnas. Também a partir desta sexta, de
acordo com balanços da Polícia Rodoviária Federal(PRF), foram retomados bloqueios em estradas.
Relatórios enviados pelas Polícias Militar, Civil e Federal e por Ministérios Públicos nos Estados e no Distrito Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam o perfil de supostos líderes. Segundo os documentos aos quais o Estadão teve
acesso, políticos, policiais, sindicalistas e ruralistas incentivam os
protestos e os financiam. Entre os participantes, porém, há sobretudo
idosas e idosos, com a presença reduzida de jovens e famílias.
“Vamos ficar aqui até que as Forças Armadas impeçam o verdadeiro
golpe, que é a posse do Lula”, afirmou um senhor na Praça Duque de
Caxias, na Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio. Diante do
Comando Militar do Leste, responsável pela tropa terrestre no Rio, em
Minas e no Espírito Santo, ele se apresentou apenas como Luiz, de 67
anos e “da reserva”.
Apoiadores do presidente Bolsonaro se aglomeraram no Comando Militar do Leste, no Rio Foto: Pedro Kirilos/Estadão
Parte da área está ocupada por barracas e lonas de circo, cenário que
se repete pelo Brasil. Há palavras de ordem como “Forças Armadas,
salvem o Brasil” e “se for preciso a gente acampa, porque o ladrão não
sobe a rampa”, em referência ao Palácio do Planalto.
Na capital fluminense, os apoiadores de Bolsonaro, que perdeu para
Lula por uma diferença de pouco mais de 2 milhões de votos (50,9% ante
49,1%), se aglomeram em torno do Panteão Duque de Caxias, que guarda os
restos mortais de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias
(1803-1880), patrono do Exército. São cerca de 200 pessoas que, de
tempos em tempos, entoam os Hinos Nacional e da Independência.
“Atenção, pessoal: em cinco minutos a gente vai cantar o Hino
Nacional, e depois dele vamos distribuir lanche, mas só para quem cantar
bem alto, hein?”, anunciou o locutor pelas caixas de som. Os
manifestantes – a grande maioria com camisa da seleção brasileira ou uma
similar amarela – se postaram de frente para o comando, colocaram a mão
direita no peito e cantaram o Hino. A música foi encerrada e começou a
distribuição de sanduíches.
Protesto
em Recife, assim como em outras capitais, tem menor número de pessoas
após os atos mais volumosos no feriado do dia 15 de
novembro. Foto: Augusto Tenório
Inspiração
Já o acampamento na frente do Quartel-general do Exército em Brasília
quer servir de inspiração. Uma militante que se identifica como Kátia
Stillus usa redes sociais para dar orientações a financiadores e prestar
contas, embora os manifestantes digam que o protesto é
“auto-organizado”, com a colaboração dos próprios participantes. Nesta
sexta, um grupo anunciou a arrecadação de R$ 10,9 mil. Há ainda doações
privadas e acesso liberado para veículos com mantimentos. A reportagem
presenciou a chegada de um caminhão com verduras e legumes ao local.
Em discurso na quarta, Kátia pediu para que os participantes não
desistam e afirmou que a insistência deles influencia acampamentos nos
Estados. “Brasília está alimentando os movimentos (pelo País) cada
vez que eles veem a gente debaixo de chuva, cada vez que uma imagem de
um povo orando de joelhos chega”, disse. “Temos o povo do nosso lado,
que se dane o resto. Amém.”
A concentração na capital federal foi marcada por alta adesão no
feriado da Proclamação da República, na terça. Desde então, o nível de
participação caiu. Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro,
compareceu ao local na quarta. Na porta do Palácio da Alvorada, o
candidato a vice de Bolsonaro, general Braga Netto, disse nesta semana a
apoiadores que o presidente está bem e eles não devem perder a fé. No
Twitter, Eduardo Bolsonaro recomendou “não parar, não precipitar, não
retroceder”.
Wassef compareceu ao protesto em Brasília. Foto: Instagram/Reprodução
‘Conduta lícita’
A manifestação com pedido de golpe em Brasília tem infraestrutura,
com palco e alto-falante pelo qual são repassadas a programação e a
pauta. Há banheiros químicos nas imediações da Praça dos Cristais, na
frente da sede do Exército. Apesar da organização, não é possível,
segundo o comando da PM, “atribuir, categoricamente, o status de
liderança a nenhum cidadão, por não haver entidades estruturadas na
mobilização”.
As autoridades não estimam o total de militantes. Em ofício ao STF,
foram listadas as placas de 234 caminhões que dão suporte aos atos, com
os respectivos donos, pessoas físicas e jurídicas. Conforme informou a
PM ao Supremo, não se constataram “quaisquer irregularidades ou condutas
ilícitas praticadas por seus proprietários”.
Nova eleição
No Recife, a aglomeração se dá no Comando Militar do Nordeste. Nesta
sexta, havia 90 pessoas no local. As reivindicações vão desde
intervenção e manutenção de Bolsonaro na Presidência à realização de
nova eleição. Uma fonte do Exército, ouvida sob reserva pelo Estadão, garantiu que “o direito de ir e vir está preservado”.
Em
São Paulo, além dos grupos fixos, é possível observar manifestantes
itinerantes, indo e voltando, sem necessariamente passar o dia no
local. Foto: Felipe Rau/Estadão
Um dos alvos na frente do 63.º Batalhão de Infantaria, em
Florianópolis, é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cerca de 300
pessoas se organizam de modo informal e colaborativo e se comunicam com
frequência em grupos de WhatsApp para promover a estrutura do QG, onde
são distribuídos água, mantimentos, adereços e bandeiras do Brasil.
Trabalhadores escolhem o contraturno do expediente para protestar.
“Queremos eleições limpas”, dizem em cartazes e gritos de ordem, mas não
há quaisquer indicativos de fraude no pleito.
O argumento também reverbera em Sorocaba (SP). “Você acompanhou antes do dia 30 (de outubro) as
manifestações a favor de um candidato e de outro? Você quer dizer que o
candidato que foi eleito é o que estava na frente? Nós desconfiamos,
sim (de fraude)”, disse o empresário Roberto Henrique França,
que esteve na frente da Base de Apoio Regional do Exército, no bairro
Santa Rosália, com cerca de mais 60 pessoas. No interior paulista, há
ainda protestos ao menos em Ribeirão Preto, Taubaté, Lorena, São José do
Rio Preto, São Carlos, Bauru, Piracicaba, Campinas e Jundiaí.
Impaciência
Na cidade de São Paulo, a vigília ocorre no Comando Militar do
Sudeste, na região do Parque do Ibirapuera. O grupo reúne cerca de cem
manifestantes e quer a anulação da eleição, também sob a alegação de
fraude nas urnas eletrônicas. Pede ainda a perda de poderes dos
ministros do STF. São cerca de 50 barracas ao longo da Avenida Mário
Kozel Filho.
Em Florianópolis, o TSE foi alvo dos protestos. Foto: Camila Costa da Cunha
Cartazes trazem frases como “Brazil was stolen” (o Brasil foi
roubado) e “SOS Forças Armadas”. Os dias de “resistência civil” são
contados em uma placa e, até anteontem, chegava a 18. Além dos grupos
fixos, foi possível observar manifestantes itinerantes, indo e voltando,
sem necessariamente passar o dia no local. Segundo vendedores
ambulantes, a movimentação ocorre por causa do fim do horário de
expediente. A reportagem abordou dezenas de manifestantes, mas todos se
recusaram a conceder entrevista ao Estadão.
Em rodas de conversa, apoiadores de Bolsonaro se mostravam
impacientes com a inércia das Forças Armadas e com a ausência de
declarações contundentes do presidente. “Está cheio de gente e ninguém
faz nada”, disse uma manifestante. “Se Bolsonaro não falar, nós estamos
roubados”, disse um homem, ao argumentar que o governo do PT planeja
confiscar bens da população. “Se Deus quiser, acaba antes da Copa”,
afirmou outro. O Mundial do Catar começa neste domingo, 20.