Presidente Jair Bolsonaro compartilhou sua insegurança com as
urnas eletrônicas a representantes de outros países.| Foto: Joédson
Alves/EFE
A controvérsia sobre o voto eletrônico nas eleições de outubro já
deveria estar devidamente encerrada há um bom tempo, mas os dois
principais atores envolvidos na discussão têm se empenhado, cada um à
sua maneira, em estabelecer uma verdadeira conversa de loucos. O último
episódio foi a reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e dezenas de
embaixadores – alguns países enviaram outros representantes, como
encarregados de negócios –, e a subsequente resposta do Tribunal
Superior Eleitoral às alegações feitas pelo presidente no encontro, que
aliás era uma resposta do Planalto a evento semelhante realizado pelo
próprio TSE, com a participação de diplomatas, em maio.
Em agosto de 2021, a Câmara dos Deputados derrubou a PEC do Voto
Impresso, que teve a seu favor uma pequena maioria, mas ficou longe dos
308 votos necessários para a aprovação de uma emenda à Constituição. Por
mais criticável que fosse a atuação de ministros do Supremo Tribunal
Federal e do TSE na articulação política contra a PEC, quebrando a
imparcialidade que se espera de magistrados, a derrota da proposta é de
responsabilidade não dos ministros, mas dos próprios deputados e da
falta de articulação do Planalto e dos seus líderes no parlamento. Com a
voz dos representantes do povo se fazendo ouvir por meio da votação da
PEC, aquele era o momento de se virar definitivamente a página, mas não
foi o que ocorreu.
A desqualificação a priori do processo eleitoral, ou a insinuação de
que já está em curso todo um esquema destinado a roubar a eleição, sem
provas disso, é extremamente problemática
O TSE, fortalecido pela derrota da PEC, encastelou-se e transformou a
lisura da urna eletrônica em um dogma, um tabu, a ponto de perseguir,
pela via judicial, muitos brasileiros que fizeram e ainda fazem
questionamentos pertinentes a respeito de possibilidades de
aprimoramento da votação eletrônica. A corte não está se limitando a
perseguir quem espalha a mentira pura e simples com o objetivo de
desqualificar o sistema de votação, mas pretende calar até mesmo
críticas de caráter técnico quanto a possíveis vulnerabilidades. A urna
funciona, a urna é inviolável, o sistema é perfeito, e quem levantar a
menor dúvida sobre isso haverá de se ver conosco, parece ser a mensagem
enviada pelo TSE, cujos ministros ainda se julgam livres para percorrer o
mundo espalhando a narrativa de que há um golpe de Estado prestes a
ocorrer no país.
Mas o presidente Jair Bolsonaro, no entanto, dá alguma razão a essa
narrativa quando trilha um caminho ainda mais grave que o da corte
eleitoral ao deslegitimar a priori todo o processo, uma atitude cujas
consequências são imprevisíveis. A mensagem que o presidente da
República enviou aos embaixadores é tão simples quanto perigosa: a de
que os resultados das eleições brasileiras não são confiáveis. E ele o
faz sem apontar provas conclusivas de que tenha havido fraude nos
pleitos presidenciais anteriores. Durante live em 7 de julho, Bolsonaro
afirmou que levaria aos diplomatas estrangeiros informações “mostrando
tudo o que aconteceu nas eleições de 2014, 2018, documentado”, uma
referência a alegações de que o verdadeiro vencedor da eleição de 2014
fora o tucano Aécio Neves, e que Bolsonaro teria sido eleito já no
primeiro turno em 2018. São afirmações que o presidente vem fazendo
desde 2019, mas que não tem sido capaz de comprovar, e novamente não o
fez diante dos embaixadores. Sem essa evidência, restou ao presidente
apoiar-se em outro evento, a invasão de 2018 em que um hacker “passeou”
por meses pelos sistemas internos do TSE. Por mais que se trate de uma
brecha de segurança muito séria que não pode, de forma alguma, ser
minimizada – e que deveria ter sido tornada pública, em primeiro lugar,
pelo próprio TSE, com toda a transparência –, as investigações da
Polícia Federal não estabeleceram relação entre a invasão da intranet do
TSE e uma possível fraude eleitoral.
E isso nos encaminha ao centro da discussão, pois o
questionamento sobre a lisura das eleições afeta o coração da
democracia. A inquietação sobre possíveis vulnerabilidades tecnológicas
ou falhas na governança do processo eleitoral é legítima, desde que
exposta da forma mais precisa possível, apontando com clareza onde
residem os problemas, para que eles possam ser analisados e levem a uma
resposta que prime por essa mesma precisão; do contrário, uma exposição
feita em termos genéricos ou a simples contestação do processo como um
todo se tornam uma leviandade que coloca em risco a própria sociedade.
A necessidade dessa clareza total na exposição de contestações é
ainda mais necessária quando levamos em conta que as evidências de uma
fraude eleitoral só costumam aparecer a posteriori, ou seja, depois que o
pleito já ocorreu – a única exceção seria o caso de algum insider
denunciar e comprovar um esquema ainda em andamento, destinado a violar a
lisura de um pleito futuro. Se Bolsonaro efetivamente tivesse provas
sólidas a respeito dos resultados de 2014 e 2018, estaríamos diante de
algo gravíssimo; e se ele for capaz de apontar indícios consistentes de
fraude depois de outubro deste ano, não há dúvidas de que será
necessário tomar todas as medidas cabíveis, até mesmo com a anulação da
votação fraudada e a realização de nova eleição. Mas a desqualificação a
priori do processo eleitoral, ou a insinuação de que já está em curso
todo um esquema destinado a roubar a eleição, sem provas disso, é
extremamente problemática.
O TSE transformou a lisura da urna eletrônica em um dogma, um tabu, a
ponto de perseguir, pela via judicial, muitos brasileiros que fizeram e
ainda fazem questionamentos pertinentes a respeito de possibilidades de
aprimoramento da votação eletrônica
O raciocínio que atesta a limpeza do pleito tomando como critério o
seu resultado (“se eu vencer, é porque a eleição foi limpa; se eu
perder, foi porque houve fraude”), além de primário, poderá servir a
qualquer candidato derrotado – até mesmo para o petismo, caso o próprio
Bolsonaro saia vencedor; o próprio Lula já colocou a urna eletrônica sob
suspeita em 2002, e vários outros partidos fizeram o mesmo,
afastando-se do assunto apenas quando ele se tornou plataforma de
Bolsonaro. E um perdedor suficientemente influente terá, com isso,
munição para causar convulsão nacional. Na mais benigna das hipóteses, é
de uma enorme irresponsabilidade, que infelizmente o TSE acaba
estimulando quando emite uma “nota de resposta” cheia de imprecisões e
que, em alguns casos, simplesmente se esquiva de temas importantes, como
a possibilidade de auditoria nas urnas e o fato de o Brasil ser um dos
raros países que usam equipamentos defasados em comparação com urnas já
disponíveis em outras nações.
A pacificação torna-se extremamente difícil nessas condições. A bem
da verdade, o estado atual da disputa não dá margem nem mesmo à
possibilidade de um aprimoramento significativo do processo eleitoral,
pois, enquanto um lado deslegitima toda a votação, o outro se fecha a
qualquer debate, limitando-se a aceitar sugestões de menor impacto.
Tanto Bolsonaro quanto TSE se empenham em esticar a corda, mas é preciso
afirmar que sim, a responsabilidade do presidente da República é maior,
pois o potencial incendiário de seu discurso tem tudo para lançar o
país no caos, a depender do que o eleitor disser daqui a poucos meses e
de como os derrotados reagirem. Ainda estamos em tempo de desarmar esta
bomba, mas ela exige que todos tenham mais clareza em palavras e atos, e
demonstrem compromisso firme com a aceitação dos resultados da eleição,
atitudes que até agora não têm vindo de nenhum dos lados.
Bolsonaro reuniu embaixadores de diversos países no Palácio da
Alvorada para questionar segurança do sistema eleitoral brasileiro|
Foto: Clauber Cleber Caetano/PR
A reunião com embaixadores em que
o presidente Jair Bolsonaro (PL) questionou a segurança do sistema
eleitoral brasileiro e fez críticas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
e a ministros da Corte dividiu a base governista e o próprio núcleo da
campanha eleitoral. Bolsonaro afirmou a dezenas de diplomatas que
compareceram no Palácio da Alvorada, na segunda-feira (18), que o
sistema do TSE não é seguro por já ter sofrido um ataque hacker, e que a
votação em urnas eletrônicas não é auditável. Esta e outras alegações
feitas por Bolsonaro já foram respondidas pelo TSE em ocasiões
anteriores (leia aqui).
Parte de aliados e estrategistas da pré-candidatura entendem que o
discurso contra o processo eleitoral não amplia os votos e até pode
afastar apoios ao longo da campanha à reeleição. Para políticos e
interlocutores desse grupo, o discurso é visto como radical e pouco
agregador para buscar, sobretudo, os votos de eleitores indecisos.
A outra parcela de aliados e integrantes do núcleo de campanha
entende que a reunião e as falas do presidente foram importantes para
reforçar a posição de uma agenda inegociável para Bolsonaro e suas bases
política e eleitoral mais “raiz”. O discurso entre eles é de que, ao
contrário do que alega a oposição, o chefe do Executivo reafirma um
discurso por mais democracia e não menos.
Entre ponderações, alertas e opiniões de aliados e coordenadores da
campanha dos dois grupos, Bolsonaro assumiu o desafio de conciliar os
discursos de questionamentos às urnas e a demanda por mais transparência
às eleições com falas mais propositivas sobre a defesa ao legado do
governo federal. É o que avaliam diferentes fontes de ambos os lados da
base política ouvidas pela Gazeta do Povo.
Por que críticas ao TSE e ao sistema eleitoral não agradam parte da base A
percepção entre aliados contrários aos questionamentos e críticas ao
sistema eleitoral é de que Bolsonaro não amplia sua base de votos e
transmite um tom de radicalização à campanha. Para essa ala da base, as
urnas eletrônicas e o sistema eleitoral são seguros e o presidente já
conta com uma parcela de cerca de 30% da população que apoia esse tipo
de discurso e não deixará de votar nele.
Além da contrariedade às críticas e questionamentos ao sistema
eleitoral, alguns integrantes do núcleo da campanha também avaliam como
negativa a reunião entre Bolsonaro e embaixadores. Para esse grupo, a
imagem transmitida com contestações às urnas e críticas a ministros do
TSE passa uma imagem de “derrota”. A associação a Donald Trump,
ex-presidente dos Estados Unidos, é feita por alguns.
O deputado federal José Nelto (PP-GO), vice-líder do partido na
Câmara, está entre os integrantes da base que concordam com essa linha
de visão e entende que o presidente transmite uma imagem semelhante a
Trump ao contestar o sistema eleitoral. Para ele, o presidente não
transmitiu uma imagem vitoriosa.
“Fica uma imagem ‘trumpista’. Quem ganhar a eleição, leva. Sempre foi
assim, vale para qualquer cargo. O que a campanha tem que se preocupar é
em ganhar a eleição nas urnas e mostrar que ele é o melhor para o
Brasil. Essa imagem a campanha não poderia deixar passar, mas aconteceu,
de que a vitória dele está em xeque porque as urnas são fraudulentas,
de que pode ganhar e não levar”, pondera.
Nelto esclarece que apoia a reeleição de Bolsonaro em sua base
eleitoral, mas se diz sincero ao expressar seu pensamento sobre a
reunião com os embaixadores. “Foi um fiasco, muito ruim para o Brasil.
Eu acho que o presidente não poderia submeter o país e ele próprio
àquela humilhação, passou a imagem de isolamento”, critica.
O vice-líder do PP entende que o tipo de posicionamento contra as
urnas e o sistema eleitoral não agregam novos votos e, consequentemente,
pode até afastar aliados. “Como o PT ficou tantos anos, eu acho que o
presidente tem que ter a oportunidade de ficar mais quatro anos de
governo e que a ação dele em relação aos combustíveis foi importante.
Mas você não pode passar uma imagem que só será derrotado porque as
urnas são fraudáveis”, avalia Nelto.
“As urnas não são fraudáveis e o presidente não atrai votos dos
indecisos e perde aliados ao passar a imagem de preocupação em relação
ao sistema eleitoral. Ele tem que estar preocupado em arrumar votos e em
fazer uma campanha vitoriosa. Para isso, tem que falar o que fez, como
pegou o governo e o que entregou até agora”, complementa.
Outro aliado entende que a hipótese de uma ruptura institucional é
“zero”, ao contrário do que acusam opositores, mas concorda que
Bolsonaro não agrega votos ao discursar criticamente sobre as urnas. “A
chance de golpe é zero, não existe, isso é bobagem. Quem tenta levar
para esse lado é porque quer polemizar a situação. Claro que, se houver
eleições cada vez mais seguras e transparentes, elas são mais positivas
para a democracia, mas eu não acho que não tem que polemizar em relação a
isso. Esse discurso não atrai o eleitor indeciso”, analisa
reservadamente um deputado influente do Centrão.
O que diz a base “raiz” de Bolsonaro sobre críticas ao TSE e às urnas O
deputado federal Bibo Nunes (PL-RS), vice-líder do partido na Câmara,
concorda que Bolsonaro deve incorporar mais defesas ao legado de seu
governo em seus discursos. Porém, entende que isso não impede o
presidente de, paralelamente, defender mais lisura nas eleições e
questionar a segurança do sistema eleitoral.
“De fato, falta falar mais sobre o legado do governo, isso tem que
ser feito, porque tem tanta coisa boa que foi feita e não está sendo
divulgada. Espero que isso seja usado no horário eleitoral. Agora, uma
coisa não tem a ver com a outra. As duas coisas podem estar
simultaneamente nos discursos do presidente”, defende.
Para Bibo, a fala de Bolsonaro por si só não o levará a perder
votos nem obter novos votos. “Quem confia nas urnas e quem não confia já
tem sua posição definida, o quadro já está estabelecido. O que o
presidente quis fazer foi mostrar ao mundo a situação de desconfiança do
eleitor, que poderia ser evitada se o voto impresso auditável tivesse
sido aprovado e o país investido R$ 2 bilhões no aprimoramento
tecnológico das urnas”, avalia.
Pré-candidato à reeleição, Bibo também não demonstra preocupações
sobre a hipótese de integrantes da base não se engajarem na campanha do
presidente devido aos discursos contra o sistema eleitoral. “O
‘isentão’, sinceramente, eu nem me interesso, ele não tem o nosso
perfil. Aqui, tem que ter lado”, pondera.
A deputada federal Aline Sleutjes (Pros-PR), líder do partido na
Câmara e vice-líder do governo no Congresso, minimiza os ruídos e
críticas de alguns na base em relação à reunião e às falas de Bolsonaro.
“O que ocorre é que ele não é um ‘isentão’, ele tem posicionamentos que
desagradam pessoas que viveram muito tempo de um lado para o outro. E o
presidente não é assim, tem conduta, posicionamento firme, propósito”,
analisa. “O presidente mostrou um posicionamento de transparência,
responsabilidade, de zelo pelo país, sempre defendendo nossa nação”,
elogiou.
Pré-candidata ao Senado no estado, Aline acredita que o
posicionamento do presidente não tem o risco de desengajar aliados
durante a campanha. “Está consolidado. Agora, o que essa base nova não
pode querer cobrar é que ele se transforme em algo que não é. Nesse jogo
de interesses de partidos, de siglas, acho que, mais do que se
preocupar neste momento com a opinião dos caciques ‘X’ e ‘Y’ dos
partidos ‘A’ ou ‘B’, temos que nos preocupar com o povo, que tem que
estar convencido de que fazemos o melhor para a nação”, afirma.
A deputada pondera que é preciso avançar junto ao eleitor que “não é
nem de direita, nem de oposição”, e que não está “antenado na política
nacional” e mostrar os avanços propiciados pelo governo. “O desafio
maior não são nem as siglas partidárias ou os grandes nomes políticos, é
a população mesmo”, analisa. “A eleição é o momento sublime onde todos
com cargo ou sem cargo têm um voto apenas e oportuniza as pessoas terem o
direito de escolher seus representantes”, acrescenta.
Reunião com embaixadores foi reação a Fachin e ao TSE, diz base de Bolsonaro
Parte da base do governo e de membros do núcleo de campanha defendem a
reunião entre Bolsonaro e embaixadores como uma reação a um evento no
TSE em que o presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, convidou
embaixadores para falar sobre as eleições e o sistema eletrônico de
votação.
A reunião entre Bolsonaro e embaixadores contou com o aval e a
coordenação de integrantes militares do “núcleo duro” presidencial que
entendem que o presidente deveria reagir ao TSE. “Os críticos dizem que o
presidente quis provocar, mas ele apenas reagiu às provocações. Não é
comum em um país democrático ministros do STF chamarem mais de 50
representantes de outras nações para discutir sobre eleições, sem a
prerrogativa e sem falar com o ministro das relações internacionais”,
comenta um interlocutor da campanha.
Alguns integrantes do núcleo duro também discordam da tese de que o
encontro entre Bolsonaro possa tirar votos e reforça que a reunião está
incorporada dentro de uma estratégia política da campanha. “O presidente
está pensando em pelo menos manter seu eleitorado no primeiro turno. Se
ele faz isso, já está no segundo turno, onde a eleição será outra”,
pondera um interlocutor.
O deputado federal Filipe Barros (PL-PR), vice-líder do partido,
defende a reunião realizada pelo presidente e a reação ao TSE. “Convém
lembrar que a política externa quem faz é o chefe de Estado, portanto, o
presidente Bolsonaro. E determinados ministros do TSE estavam até
semana passada se reunindo com embaixadores, tentando convencer os
embaixadores de que nosso sistema é seguro e tentando convencer os
respectivos países dos embaixadores a aceitar o resultado tão logo ele
seja proclamado”, destaca.
Barros pondera que Bolsonaro encerrou a apresentação aos embaixadores
com o questionamento sobre por que os países ali representados nunca
adotaram ou deixaram de utilizar o mesmo sistema eletrônico eleitoral
brasileiro. A reunião foi classificada por Barros como “extremamente
produtiva e técnica” por entender que, na maioria das falas, o
presidente ressaltou documentos do próprio TSE elencados no âmbito de um
inquérito da Polícia Federal.
“Infelizmente, parcela considerável da imprensa insiste em dizer que
não existem provas quanto às vulnerabilidades do nosso sistema
eleitoral. Dos 45 minutos, o presidente passou pelo menos 30 minutos
mostrando provas do inquérito de 2018 com documentos do próprio TSE
assumindo as vulnerabilidades e potencialidades que essa invasão
ocasionou na eleição daquele ano”, comenta o deputado.
O senador Luiz do Carmo (PSC-GO), líder do partido e pré-candidato à
reeleição no estado, usou o Twitter para defender a reunião entre
Bolsonaro e embaixadores. “O ministro Fachin se reúne com embaixadores é
visto como um ato democrático… Bolsonaro faz reunião com embaixadores e
é visto como um ato golpista, antidemocrático. Tá na hora da maioria
silenciosa acordar, antes que a esquerda comece a acreditar nas suas
próprias mentiras”, declarou.
O que o TSE já disse sobre as alegações de Bolsonaro contra urnas e ministros
Várias das alegações feitas pelo presidente Bolsonaro contra as urnas
eletrônicas e os ministros do TSE já foram rebatidas pela Corte em
outras ocasiões e também pelos próprios magistrados. A comunicação do
TSE selecionou várias declarações e divulgou uma resposta a elas, com
base em conteúdo já publicado em seu site oficial.
O TSE rebateu a alegação de Bolsonaro de que, em 2018, um hacker teve
acesso a “tudo” dentro dos sistemas do tribunal. A Corte diz que a
tentativa de ataque não violou a segurança das urnas. Cita várias
agências de checagem que, com base na opinião de especialistas, afirmam
que a invasão de 2018 não implicou em fraude no registro ou contagem dos
votos. Sustenta, ainda, que as urnas podem ser auditadas “antes,
durante e depois das eleições”.
Sobre a declaração de que os logs foram apagados – arquivos que
registram todo percurso do hacker dentro dos sistemas, na invasão de
2018, foram perdidos pela empresa terceirizada –, o TSE diz que isso não
representou risco à integridade das eleições, porque os códigos dos
programas passaram por “sucessivas verificações e testes, aptos a
identificar qualquer alteração ou manipulação”. “Nada de anormal
ocorreu”, disse o tribunal em nota divulgada no ano passado. “É possível
afirmar, com margem de certeza, que a invasão investigada não teve
qualquer impacto sobre o resultado das eleições”, diz outro trecho da
nota.
A respeito da reunião realizada ao fim de maio entre embaixadores e o
presidente do TSE, Edson Fachin, a Corte informou à época tratar-se de
um evento sobre o calendário das eleições, estatísticas e voto no
exterior, bem como o sistema eletrônico de votação. Naquele mesmo mês, o
magistrado anunciou que as eleições poderiam contar com mais de 100
observadores internacionais.
Uma visão geral da usina de energia a carvão Mannheim AG (GKM),
em Mannheim, Alemanha, 12 de janeiro de 2022.| Foto: EFE/EPA/RONALD
WITTEK
Mesmo sendo o quarto país mais poluidor do mundo, segundo o
World Resources Institute (WRI), a Alemanha não cansa de levantar a
bandeira verde quando o assunto é sustentabilidade de outros países. Nos
últimos anos, o país europeu suspendeu investimentos e ameaçou fazer
outras sanções ao Brasil devido ao desmatamento da Amazônia.
No entanto, existe bastante trabalho interno para que a Alemanha se
ajuste a seus próprios parâmetros ecológicos. Em 2019, o país europeu
criou uma lei de proteção climática, que prevê uma redução de gases do
efeito estufa em 55% até 2030 e neutralidade do carbono até 2050 no
país.
Apesar dessa movimentação ecológica, o crescimento da demanda mundial
por energia, decorrente da guerra na Ucrânia, faz com que as usinas
alemãs precisem queimar mais carvão e isso pode atrasar a transição para
a energia verde.
Aposta verde que deu errado
Quando a Alemanha decidiu trocar a matriz energética para opções
menos poluidoras do que as centrais de carvão, investiu nas energias
eólica e solar em primeiro lugar, e no gás como segunda opção.
A transição custou mais de 1 trilhão de dólares, mas algumas falhas no processo comprometeram a produção de energia no país.
“Foi um fiasco. A Alemanha instalou uma capacidade gigante onde a
área de insolação era baixíssima e com pouco vento. Além disso, essas
instalações concorreram com áreas agrícolas”, explica Ricardo Fernandes,
analista de riscos e internacionalista.
Outro problema nessa transição energética foi a dependência que o
país criou na importação de gás estrangeiro, especialmente o russo.
Cerca de 50% do combustível presente na Alemanha vem da Rússia.
No final de junho, devido ao corte de gás russo da Gazprom, como
forma de Vladimir Putin pressionar os europeus, o Ministério da Economia
alemão anunciou que a saída seriam as usinas de carvão. O país decidiu
reativar 15 delas para a produção de energia.
“É ruim dizer isso, mas é indispensável para reduzir o consumo de
gás”, informou o ministro Robert Habeck, que faz parte do partido verde
do país.
Tendo em vista que é verão na Europa neste momento, Habeck alertou
para a crise energética que deve assolar o país no próximo inverno:
“será provavelmente pior do que a crise do coronavírus”.
Ao contrário de países vizinhos como a França, que investem na
energia nuclear como alternativa aos combustíveis fósseis, a Alemanha,
quando estava sob a liderança de Angela Merkel, decidiu desativar usinas
nucleares, pelos possíveis riscos de vazamento. Uma opção aparentemente
sustentável, mas, na prática, não é nada ecológica e ainda prejudicou a
economia do país, com a energia mais cara do continente.
Dependência de combustíveis fósseis Mesmo antes da guerra na
Ucrânia, diante da queda de 15% na produção eólica, a Alemanha aumentou
no ano passado a produção das centrais elétricas movidas a carvão em
22%.
O gás, o petróleo e o carvão representam 66% do consumo de energia
alemã. Além disso, cerca de 47% da eletricidade produzida no país em
2021 veio de combustíveis fósseis. “A economia alemã é totalmente
dependente do fóssil poluente e se encontra especialmente vulnerável
diante da guerra na Ucrânia”, disse Fabien Bouglé, especialista em
política energética, ao jornal francês Le Figaro.
Consequências climáticas
Diante das fortes ondas de calor na Europa durante este verão, que já
resultaram em mais de mil mortes no continente, a discussão sobre o
aquecimento global voltou com força à pauta europeia. Nesse contexto, a
produção de energia alemã está se tornando um grande vilão.
Além do desmatamento de vilarejos para a construção de minas, as
centrais elétricas movidas a carvão geram uma poluição de 1.000 g de CO2
/ kWh. Centrais nucleares, que foram uma alternativa recusada pelos
ecologistas alemães, produzem muito menos: cerca de 6 g de CO2 / kWh.
“A Alemanha será um dos principais atores da degradação do clima e
continuará sendo o patinho feio da União Europeia e do mundo. São os
pretensos ecologistas que sustentam esse modelo desastroso para o
planeta”, concluiu Bouglé.
Plenário
do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária semipresencial.
Na ordem do dia o PL 4.728/2020, que reabre o prazo de adesão ao
Programa Especial de Regularização Tributária (PERT) e ajusta os seus
prazos e modalidades de pagamento. Os senadores ainda votam o PLS
486/2017, que regulamenta a criação de associações municipais.
À bancada, em pronunciamento, senador Nelsinho Trad (PSD-MS).
Mesa:
presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG);
Tribuna:
senadora Leila Barros (sem partido-DF).
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Plenário do Senado| Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Em
outubro deste ano, os brasileiros votarão para o chefe do Executivo,
deputados estaduais, federais e senadores. Serão escolhidos
aproximadamente 500 deputados federais e 1/3 das cadeiras dos senadores
serão renovadas. Um bom critério para a escolha dos próximos
representantes do Congresso Nacional será o posicionamento dos
candidatos em relação a três temas importantes: a prisão após condenação
em segunda instância; a diminuição do foro privilegiado; e a forma de
escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Esses três tópicos estão dispostos em três Propostas de Emenda à
Constituição (PEC´s) sendo essas, respectivamente, a PEC 199/09 e
199/18; a PEC 333/17; e a 35/15. A PEC 199/19 trata da prisão após
condenação em segunda instância e foi apresentada na Câmara dos
Deputados. De acordo com essa PEC, haveria a retirada do texto
constitucional de dois recursos que levam processos ao Superior Tribunal
de Justiça (STJ), em 3ª instância, e ao STF em 4ª instância. Esses
recursos são o Recurso Especial e o Recurso Extraordinário. Por conta da
existência desses dois instrumentos, qualquer caso simples, em tese,
poderia ser novamente apreciado pelos tribunais superiores, ainda que o
processo não verse sobre questões estritamente constitucionais, como
casos que envolvem crimes de homicídios, tráfico de drogas e até
processos que julgaram qual time de futebol seria o vencedor do
campeonato brasileiro.
Atualmente mais de 55 mil pessoas têm foro privilegiado no Brasil, e
isso apenas torna a nossa Justiça mais lenta e ineficaz, além de
contribuir para a impunidade.
Assim, nos termos da PEC, inexistindo esses dois recursos, o trânsito
em julgado dos processos ocorreria após o julgamento na 2ª instância,
tornando a Justiça mais rápida e mais efetiva, possibilitando o início
do cumprimento da pena criminal após essa decisão. A referida PEC está
parada na Câmara dos Deputados desde 8 de agosto 2020 ainda aguarda para
ser pautada para votação pela Comissão Especial que a analisa. Havendo
aprovação nessa comissão, o próximo passo seria o agendamento da votação
pelo Plenário da câmara.
No Senado Federal há outra PEC que trata da prisão após segunda
condenação: a PEC 166/2018, e, de acordo com seu texto, seria claramente
inserida na Constituição a prisão após condenação em 2ª instância. Essa
proposta está aguardando a votação pelo Senado desde 5 de fevereiro de
2020, dependendo apenas que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco,
paute essa votação.
Outro assunto que também merece revisão é a questão do foro
privilegiado, que é uma grande causa de impunidade no Brasil. No Senado
Federal há a PEC 333/2017 que propõe uma drástica redução das pessoas
que têm esse foro especial, cujo nome técnico é foro por prerrogativa de
função. Atualmente mais de 55 mil pessoas – políticos ou servidores
públicos – têm foro privilegiado no Brasil, e isso apenas torna a nossa
Justiça mais lenta e ineficaz, além de contribuir para a impunidade.
O foro privilegiado é uma espécie de “funil” que impede o julgamento
de crimes praticados por políticos e autoridades em um tempo justo e
razoável. Por conta do foro, deputados federal e senadores, por exemplo,
que cometam crimes só podem ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal
(STF). Contudo, como o nosso STF é formado por apenas 11 ministros, e
por ano são em torno de 90 mil processos para serem julgados, as
investigações e processos contra essas pessoas demoram anos, fato que
resulta na prescrição de diversos casos importantes.
Em outros países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Alemanha o
foro privilegiado não existe. Na Itália, somente o presidente da
República tem o foro especial. Na França apenas os ministros e
secretários de Estado têm esse benefício. Em Portugal, detêm o foro
privilegiado o presidente da República, o presidente da Assembleia da
República e o primeiro-ministro.
A terceira PEC necessária seria a PEC 35/2015 do Senado, que altera a
forma de escolha dos ministros do STF e também fixa um mandato de 10
anos para eles. Esta PEC já foi aprovada pela Comissão Especial
responsável por sua análise e aguarda ser pautada para votação em
Plenário. Para que uma PEC seja aprovada, é necessário o voto de 3/5 dos
parlamentes, em dois turnos, de cada casa do Congresso Nacional.
Com a aprovação da PEC pelo Congresso Nacional, o texto será
encaminhada ao chefe do Poder Executivo, o presidente da República, que
poderá sancionar a proposta, ou vetá-la, através de um veto total ou um
parcial. Havendo o veto, a PEC retorna para o Congresso Nacional onde
será votado em sessão conjunta da Câmara e do Senado. O veto somente
poderá ser derrubado caso haja o voto da maioria absoluta dos
parlamentares, ou seja, mais de 50% dos parlamentares existentes – e não
os presentes na sessão – deverão votar contra o veto para que ele seja
rejeitado. Sendo mantido o veto, a PEC será arquivada.
Assim, o conhecimento sobre a existência dessas PEC´s e a
concordância com elas por parte do candidatos, poderá ser considerado um
bom requisito a ser levado em conta pelos eleitores na hora de escolher
os novos parlamentares.
Thaméa Danelon Procuradora da República (MPF) desde dezembro de
1999, ex-coordenadora do Núcleo de Combate à Corrupção em São Paulo/SP;
ex-integrante da Lava Jato/SP; mestre em Direito Político e Econômico
pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito
Penal e Direito Processual Penal pela Escola Superior do Ministério
Público de São Paulo (ESMPSP); professora de Direito Processual Penal e
palestrante. **Os textos da colunista não expressam, necessariamente, a
opinião da Gazeta do Povo.
Jair Bolsonaro durante motociata, em Campo Grande, em junho| Foto: Clauber Cleber Caetano/PR
Neste 20 de julho abre-se uma janela que se fecha dia 5 de agosto. É a
janela das convenções partidárias, que vão homologar, carimbar os
candidatos que a gente já sabe quem são. Está na lei que tem de fazer
convenção, mas é pró forma, já está tudo decidido. Tanto que a convenção
do PT ocorre quinta-feira, em São Paulo, e Lula nem vai; ele estará em
Pernambuco. A convenção do PL, o partido de Bolsonaro, será
no Maracanãzinho, no domingo. Ele estará lá e querem fazer uma grande
festa; dizem as notícias que estão querendo sabotar o evento comprando
pela rede social os ingressos, para que sejam todos vendidos e não haja
lugar para os convencionais. Vão gastar um dinheirão e não dará certo.
Ciro Gomes vai ser homologado na própria sede do PDT em Brasília; será,
para todos os efeitos, uma convenção.
E vemos que grandes partidos não têm candidato. O PSDB, por exemplo,
que fez Fernando Henrique presidente duas vezes, e concorreu com força
em eleições com Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin, está sem nome.
O MDB está adiando sua convenção para o último dia, 5 de agosto, porque
não sabe o que fazer com a senadora Simone Tebet. Está a maior
confusão: uns dizem no partido que 11 diretórios apoiam Lula, outros
dizem que 19 diretórios já se comprometeram a apoiar Simone Tebet.
Imagine o leitor que um diretório tem de se comprometer a apoiar um
candidato do próprio partido, é incrível. Além de tudo, eu sei, por
exemplo, que no Rio Grande do Sul o MDB é Bolsonaro.
Por essas coisas vemos que não tem jeito, não tem terceira via. São
mesmo dois candidatos: Bolsonaro e Lula. Ainda bem que nós conhecemos
bem ambos. Lula ficou dois mandatos, depois veio Dilma. Foram quase 14
anos com o partido dele no poder e a gente sabe muito bem o que
aconteceu. Assim como sabemos o que aconteceu nesses três anos e meio de
Bolsonaro, então será fácil escolher o candidato.
Quem não vota também decide resultado de eleição Quem não vota ou anula não tem direito de reclamar depois Só
não se omita, porque voto branco, nulo ou omissão não contam nada. É
zero. Na última eleição presidencial houve 42 milhões de votos que não
valeram nada, 42 milhões de eleitores que não apitaram nada. O vencedor
teve 58 milhões de votos; o que perdeu, 47 milhões; e 42 milhões não
opinaram. Vocês viram o que aconteceu na Colômbia, no Chile? Foi porque
muita gente não foi votar. Quem não vota ou anula não tem direito de
reclamar dos resultados e das consequências. Está se alijando da
cidadania, não é fonte do poder, porque o poder do povo emana do voto.
E, com o voto, estamos dando poder para governador, deputado estadual,
federal, senador e presidente da República. Só para lembrar o óbvio.
Dito isso, também para lembrar, estamos em pleno período do voto em
trânsito, que vai até 18 de agosto. Quem estiver fora da sua comarca
eleitoral, caso esteja em uma capital de estado ou em município com mais
de 100 mil habitantes, tem direito ao voto em trânsito. Precisa
procurar o cartório eleitoral para dizer, até 18 de agosto, que vai
votar em trânsito naquela comarca. Quem estiver fora do seu estado só
vai poder votar para presidente.
Petrobras baixou a gasolina, fique atento na bomba Só para
encerrar, uma boa lembrança: até a Petrobras agora já diminuiu o preço
da gasolina, alegando que o preço do petróleo baixou. Diminuiu em quase
5%; para vocês controlarem na bomba, na refinaria o litro está custando
R$ 3,86.
Altas temperaturas na Europa indicam que efeito estufa piora; queda em emissões ainda é desafio
Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo
Ondas de calor ocorrem por conta de alterações naturais dos padrões
climáticos globais. Nos últimos dias, muitos lembraram da onda de calor
de 1976 que assolou a Europa e, em especial, o Reino Unido. No entanto, o aumento da frequência, da duração e da intensidade desses eventos nas últimas décadas são compatíveis com o aquecimento global do planeta provocado pelas atividades humanas, dizem cientistas.
Desde o século 19, quando medições climáticas começaram a ser feitas,
e a Revolução Industrial se alastrou pelo mundo, a temperatura média do
planeta aumentou em 1,1º C por causa, principalmente, das emissões de
dióxido de carbono e outros gases. São substâncias que se acumulam na
atmosfera, impedindo a irradiação do calor. Assim, transformam o planeta
em uma estufa.
Homem se
refresca em uma fonte de Londres, onde as temperaturas ultrapassaram os
40º C nesta terça-feira. Foto: Henry Nicholls/Reuters
Em meio à onda de calor extremo que se alastra pelo hemisfério norte, o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres,
lançou um alerta para representantes de mais de quarenta países
reunidos na última segunda-feira para o Diálogo Climático de Petersberg,
na Alemanha. “Nós temos uma escolha”, afirmou, pedindo mais ações
contra o aquecimento global. “Ação coletiva ou suicídio coletivo. Está
em nossas mãos.”
Ontem, o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM),
Petteri Taalas, seguiu a mesma linha de Guterres. “As ondas de calor
vão ser cada vez mais frequentes e extremas; que a atual situação (da Europa) sirva de alerta para políticos do mundo inteiro.”https://arte.estadao.com.br/uva/?id=zprx0Q
De acordo com a Agência Espacial Americana, a Nasa,
o mês de junho foi o mais quente já registrado. E julho segue pelo
mesmo caminho. Pela primeira vez desde o início das medições, o Reino
Unido, acostumado a verões em que as máximas não ultrapassam os 25º C, registrou ontem 40,2º C, em meio a um alerta vermelho de temperaturas extremas emitido pelas autoridades locais.
Há nove dias, a Espanha enfrenta uma das piores ondas de calor da sua história, com temperaturas que variam de 39ºC a 45ºC.
Nesta terça-feira, um trem de passageiros que ia de Madri para a
região da Galícia teve que parar diante de um grande foco de incêndio. O
fogo se alastra por todo o sul da Europa. Mais de mil pessoas morreram apenas na Península Ibérica.
Já há previsões de que mesmo países mais ao norte, como Bélgica e Alemanha, também registrem temperaturas superiores aos 40ºC.
“O aumento médio da temperatura global é de 1,1ºC, o que parece
pouco. Mas uma elevação equilibrada. Isso significa que, em alguns
lugares vai esfriar e, em outros, vai esquentar muito. Para uns, a
situação será difícil; para outros, impossível”, explicou o secretário
executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini.
Mulher enche a garrafa de água de uma fonte do centro de Roma, na Itália. Foto: Andreas Solaro / AFP
“O sexto relatório do IPCC divulgado no ano passado, por exemplo,
mostra que, em média, o semiárido brasileiro registra dois eventos de
seca extrema por década. Entretanto, dependendo do aumento médio das
temperaturas, pode passar a registrar até cinco eventos desses por ano, o
que inviabilizará a agricultura, porque não haverá tempo hábil para a
recuperação do solo.”
Sem coincidência
A chance de a temperatura no Reino Unido chegar a 40ºC, por exemplo, é
dez vezes mais provável agora do que antes da Revolução Industrial,
quando a queima de combustível fóssil se tornou um padrão mundial.
A Europa é particularmente vulnerável. Os motivos são a proximidade com o Ártico (que perde sua cobertura de gelo com rapidez) e acorrente do Golfo, que eleva as temperaturas no continente.
“Ainda assim, o Reino Unido registrar a maior temperatura da sua
história não é uma coincidência; outros países também estão registrando
temperaturas totalmente anômalas, fora do padrão”, afirmou o
coordenador-geral de operações e modelagem do Centro de Monitoramento e
Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o meteorologista Marcelo
Seluchi. “E isso coincide com o que as pesquisas vinham antecipando, uma
maior frequência de eventos extremos.”
“Embora haja um claro padrão de onda atmosférica, com regiões mais
quentes e mais frias se alternando, essa grande área de calor extremo é
uma claro indicador de que as emissões de gases-estufa pela atividade
humana estão causando padrões climáticos extremos que impactam nossas
vidas”, afirmou o chefe do escritório global de modelagem do Goddard
Space Flight Center, da Nasa, Steven Pawson.
Outras regiões do hemisfério norte também estão registrando ondas de
calor extremo e temperaturas recorde, segundo dados da Nasa. No último
dia 13, na Tunísia, no Norte da África, a temperatura chegou a 48º C,
batendo uma marca de quarenta anos.
No Irã, as temperaturas permaneceram altas em julho depois de um registro de 52ºC no fim de junho. Na China,
o verão trouxe três ondas de calor muito forte. Segundo o Observatório
de Xangai, que registra temperaturas desde 1873, a cidade alcançou
40,9ºC, a maior já marcada.
“Os extremos climáticos são uma consequência direta do aquecimento
global”, diz o pesquisador José Marengo, do Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Inpe). “Cada vez mais veremos ondas de calor
extremo na Europa e nos Estados Unidos, com incêndios, e, possivelmente,
veremos também invernos extremos, com grandes nevascas. Aqui no Brasil,
já vivemos extremos também, com chuvas intensas e secas.”
Leque tem sido uma das opções para se refrescar do calor que tem dominado a Europa nos últimos dias. Foto: Andreas Solaro/AFP
A geopolítica mundial não é favorável às negociações climáticas
internacionais que serão retomadas em Sharm el-Sheikh, no Egito, em
dezembro, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas
(COP, na sigla em inglês) 27, em dezembro deste ano.
A desaceleração econômica provocada pela pandemia de covid-19 que,
inicialmente, fez reduzir mundialmente as emissões de CO2, deu lugar a
um aumento generalizado na produção de combustível fóssil desde a
eclosão da guerra na Ucrânia.
Embora haja uma tendência de médio e longo prazo na renovação da
matriz energética, sobretudo na Europa (por energias renováveis ou
nuclear), o fato é que a guerra provocou um aumento generalizado da
produção de combustíveis fósseis. Até mesmo a China, que vinha num
movimento significativo de redução da produção de carvão, retomou o uso
diante do risco de escassez energética.
“A guerra tirou as mudanças climáticas do centro do debate político, trazendo a segurança energética para o foco, com Estados Unidos,
Europa e China aumentando a produção de petróleo, gás natural e carvão
desde março”, declarou o professor de relações internacionais da
Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV)
Eduardo Viola. “O lado bom dessa onda de calor é que ela traz de volta a
sensação de urgência na luta contra o aquecimento global, que é
inexorável.”
Contramão
O Brasil, por sua vez, aumentou consideravelmente o
desmatamento (principal causa de suas emissões) em todos os seus biomas
no ano passado, segundo os últimos números do MapBiomas. Relatório divulgado na última segunda-feira constatou um aumento de 20% na destruição de 2020 para 2021.
Por conta disso, o Brasil foi um dos únicos países do mundo a
registrar um aumento de emissões de gases-estufa durante a retração
econômica provocada pela pandemia.
“Ou seja, estamos completamente na contramão mundial”, afirmou o
meteorologista Carlos Nobre, um dos principais pesquisadores de mudanças
climáticas no País. “As nossas emissões explodiram nos últimos anos,
vivemos uma situação trágica. Para se ter uma ideia, em termos de
emissões brutas, já alcançamos 10,5 toneladas por habitante por ano, um
número bem similar ao da China e da Alemanha, por exemplo. Isso nos
coloca numa situação muito preocupante para alcançar as metas assumidas
em 2016 de reduzir em até 50% as emissões do País até 2030.”
O pesquisador José Marengo, doInpe,
lembra que, no Brasil, tais extremos climáticos também já estão mais
frequentes, como nas secas extremas e das enchentes registradas este ano
em vários pontos do País, que já deixaram, desde dezembro passado, mais
de 500 mortos.
As condições para um possível acordo climático no Egito, portanto,
são as piores possíveis, opinou Viola. “Sem nenhum acordo global em
vista, a possibilidade de limitarmos a elevação média das temperaturas a
1,5ºC parece cada vez mais distante. Ou, nas palavras do secretário
executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini, “seguimos caminhando
em direção ao abismo”.
É preciso que o eleitor constitua com o eleito um elo político sólido e não laço efêmero de obrigação eleitoral
Roberto DaMatta, O Estado de S.Paulo
Somos nós, eleitores, deuses ou Messias salvacionistas? Faz tempo que
deveríamos saber que todos somos responsáveis pela nossa comunidade.
Nenhuma divindade vai cair do céu para ensinar ou cobrar nossas
responsabilidades ou o nosso papel na construção democrática.
Como mostra a pesquisa publicada neste jornal, no dia 13, o eleitor
diz querer uma renovação no Congresso, mas não se lembra em quem votou!
Ora, não há “políticas públicas” capazes de enfiar na cabeça dos
eleitores o dever cívico de conhecer bem os candidatos. E isso não surge
por decreto ou canetada! É preciso que o eleitor constitua com o eleito
um elo político sólido e não um laço efêmero que somente surge por
obrigação eleitoral.
Fila em seção eleitoral do complexo de favelas da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro Foto: Marcos de Paula/Estadão
Sobre isso, conheço uma história exemplar. Um amigo americano tinha
duas filhas que se afeiçoaram por uma arara que, de filhote, passou a
ser uma ave de estimação. No retorno aos Estados Unidos, descobriram que
araras eram proibidas de entrar no país. Meu amigo, porém, não hesitou:
diante de nossos olhos incrédulos, escreveu uma carta ao senador do seu
estado (Vermont) e usou sua influência para permitir que o “pet” do seu
eleitor entrasse legalmente na América.
Esse é um caso expressivo daquilo que o cientista político G.
O’Donnell chama de “democracia representativa”. Nela, há um laço,
fundado no território residencial comum. Um laço que remete ao voto
distrital, hoje esquecido, mas que, como revela a importante matéria do Estadão,
tem que ser retomado. Porque é no âmbito do distrito que o véu do poder
à brasileira se esfumaria e eventuais privilégios seriam revelados.
A pesquisa igualmente sugere que é muito mais fácil saber em quem se
votou, quando existem partidos políticos institucionalizados e não
agrupados por interesses ou engajados num vale tudo eleitoral, no qual a
ética do vencer a qualquer custo é dominante. Desdenhar do voto,
elegendo um amigo de um amigo ou um Messias e salvador da pátria que,
conforme sabemos, sempre dá errado, é misturar o campo do político com o
da religião. Algo explosivo e perigoso, propenso a resultar em
tiranias, jamais em democracias.
Seria preciso remediar pelo voto distrital o fenômeno rotineiro do
filhotismo e do compadrio eleitoral; dos candidatos que “puxam” votos e
distorcem a importância dos eleitos para outros cargos que são
igualmente vitais para a democracia.
Votos conscientes dependem do elo que baliza a “posse” do cargo e o
seu exercício como um serviço a sua comunidade. Sem o elo com as bases,
nossos votos serão delegativos, levando o País a esse insulto de votar
no menos pior.
Olhar para o futuro traz caminhos que podem ser seguidos desde já. No
fim, são essas saídas que trazem os diferenciais competitivos das
empresas inovadoras
Inovação é um tema que não pode sair da pauta das empresas. Por mais
que nem sempre seja fácil incluir mais um tema, com tantas questões em
vista na empresa, inovação, como diz o nosso Cristiano Kruel, Chief Innovation Officer da StartSe, é fazer o que os outros ainda não fizeram. Inclusive tópico quente quando se olha para o quanto a vida mudou em um cenário pandêmico, não é?
E falando em quente, a Kodak anunciou que está apostando em vender
acessórios para smartphones iPhone e Android — ela segue tentando não
sumir porque não inovou no tempo certo e agora está correndo atrás. Ou a
empresa que está fazendo tijolo e concreto à base de algas e inovando
em um dos mercados mais poluentes que é o da construção — o produto
inclusive se torna parte da solução por absorver o carbono.
MAS POR QUE AS EMPRESAS ESTÃO FOCADAS EM INOVAÇÃO?
84% dos CEOs acreditam que a inovação é fundamental para o
crescimento, de acordo com um levantamento feito pela
McKinsey.Entretanto, só 6% dos CEOs estão satisfeitos com seu desempenho
em inovação.
Você faz parte desta porcentagem?
3 mulheres brancas organizando tarefas com postits em parede
Esteja você satisfeito ou não, é sempre possível melhorar. Mas por onde começar? Pela gestão inovadora.
Uma estatística interessante sobre o assunto aparece em um
infográfico da ClearCompany, que diz que apenas 14% das empresas têm
trabalhadores que entendem a estratégia, as metas e a direção definidas
pela própria companhia, indicador bem abaixo do ideal.
Consequentemente, isso pode indicar que a gestão organizacional não
está sendo bem feita. De acordo com o relatório “State of the American
Manager – Analytics and Advice for Leaders”, um a cada dois
profissionais deixaram seu trabalho para se livrar dos gerentes em algum
ponto de sua carreira.
A questão também pode estar relacionada a quem são esses gestores e
como se comportam. O mesmo relatório mostra que apenas 35% dos gestores
estão engajados com o trabalho e que os que não estão engajados (ou
ativamente desengajados) custam de US$ 319 bilhões a US$ 398 bilhões
anualmente!
Tais números servem para mostrar a importância que uma gestão
participativa e engajada tem para qualquer negócio, seja qual for seu
porte ou segmento, e quando isso é feito de uma maneira inovadora e
alinhada com as demandas e desejos da sociedade atual, os resultados
tendem a ser ainda melhores.
COMO COLOCAR EM PRÁTICA?
Mas você já deve ter ouvido falar no Waze, não? Ele foi fundado em
Israel, por 3 pessoas, incluindo Uri Levine. E ele manja de inovação
como ninguém, viu? Certa vez ele recebeu a equipe da StartSe e disse o
seguinte:
“Waze começou em 2007. Mas, só lançou em 2009. Mas naquela época já
sabia qual seria a minha próxima startup depois da Waze. Como? Porque eu
mantenho uma lista de problemas que eu quero resolver. Não vou
conseguir resolver todos. Mas vou criar startups para resolver alguns.”
Mas se hoje temos tantos exemplos de gestão de negócios inovadora,
muito se deve à Microsoft, que popularizou os sistemas operacionais de
computadores e permitiu que pudéssemos ter ótimas opções hoje, sem as
quais é até difícil de imaginar o mundo contemporâneo.
A gestão integrada da Microsoft também buscou não ficar apenas em seu
produto que trouxe resultados tão positivos e fez com que ela avançasse
para outras áreas, ainda dentro da tecnologia computacional, mas em
diferentes vertentes, do Xbox à Azure, plataforma para execução de
aplicativos e serviços.
Em sua nota mais recente sobre a Microsoft, Keith Weiss, do Morgan
Stanley, mostrou otimismo com a companhia, afirmando que a gigante do
software era sua “escolha preferida no setor” e que a empresa “será mais
resiliente do que seus pares durante períodos macro adversos”. O
analista também reiterou sua classificação de overweight (acima da
média), com preço-alvo de US$ 354 por ação.
O analista ressalta que a “Microsoft continua ocupando segmentos
seculares atraentes do setor de software”. Porque soube seguir inovando.
Mas por que olhar para o futuro e inovar? Por que é sobre tomar as melhores decisões hoje.
Ana Webb diz que “você precisa usar as tendências para te ajudar a
re-perceber o futuro. Para ajudar a influenciar o futuro.” Re-percepção,
para ela, é a essência da criatividade, inovação e a qualidade
essencial de bons líderes. Nesse contexto, unir tendências e
re-percepção não é sobre prever o futuro e sim como lidar com as
incertezas para tomarmos melhores decisões hoje.
Você pode se inspirar no mercado e acompanhar de perto o que está
sendo feito. Inclusive fazer como o CEO da Ford, Jim Farley, que
demonstrou publicamente o impacto da montadora Tesla e como as inovações
feitas por ela impactam todo o setor. A empresa vem fazendo mudanças
históricas, tanto na forma de vender como no modelo de negócios.
Por que você está ignorando a ferramenta de vendas mais poderosa do mundo?
Guilherme Dias – Diretor de Comunicação e Marketing da Associação Comercial, Empresarial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG)
Eu vejo todos os dias o anunciante separando seus R$ 10.000,00 pra
fazer uma campanha no rádio, R$ 3.000,00 para sair em uma revista local,
pelo menos R$ 9.000,00 para fazer uns 3 pontos de mídia exterior, mas
na hora de tirar o escorpião do bolso pra comprar mídia online, qualquer
“milão” é “caro demais”.
Eu sinceramente não sei de onde veio este mito de que fazer anúncios
na internet merece menos atenção financeira do que outros meios. A
lógica deveria ser justamente a inversa.
Nenhum outro tipo de mídia retém tanta atenção do público comprador como na internet.
O Brasil é o terceiro país do mundo onde as pessoas mais ficam
conectadas, passando mais de 10 horas por dia online (DEZ HORAS POR
DIA!).
Ficamos atrás apenas de África do Sul e Filipinas.
Qual outra mídia prende a atenção das pessoas por DEZ HORAS?
Qual outra mídia pode colocar sua marca literalmente na mão do seu cliente ideal?
Qual outra mídia pode colocar sua marca na mão do seu cliente no EXATO momento que ele está propenso a fazer uma compra?
Qual outra mídia pode rastrear, seguir o seu cliente de acordo com os hábitos de consumo dele?
Qual outra mídia pode segmentar um anúncio de acordo com os interesses, medos, desejos, ações, intenções…
Qual outra mídia pode oferecer um contato com seu cliente ideal 24 horas por dia, 7 dias por semana?
Absolutamente nenhuma além da internet.
E agora, me conta…qual o motivo da internet receber menos investimento comparado à mídia tradicional?
Marketing Digital é barato, mas não é de graça.
Vamos fazer uma conta de padaria:
Quanto custa imprimir 1.000 flyers (folhetos) e distribuir no sinal?
Papel couchè brilho 90g 4×4 cores, em gráfica de internet (qualidade bem meia boca), com frete sai em torno de R$ 250,00.
Para a distribuição, você não vai encontrar quem faça por menos de R$ 70 a diária.
Você não tem a garantia de entrega. Já ví muito “panfleteiro” jogando
metade do material no bueiro, ou entregando 2 de uma vez só em cada
carro. Mas vamos tirar essa margem da conta.
Estamos falando de R$ 320 para 1 mil impactos.
Hoje estava otimizando uma campanha de Instagram, da minha conta
pessoal, e o meu CPM (custo por mil impressões) estava girando em torno
de R$ 5,51.
Ou seja cerca de 1,72% do valor de uma ação de rua com flyer.
Essa lógica pode ser aplicada a qualquer meio de comunicação tradicional, seja rádio, tv, outdoor, busdoor…
E a conta também deve ser levada em consideração além dos anúncios de Google, LinekedIN, Facebook, Instagram e TikTok.
Banners em portais e publieditoriais, este último ainda pouco
explorado por pequenos e médios anunciantes, também apresentam números
disparados na frente do marketing tradicional.
Então, quando você se perguntar se está tendo ou não resultados com mídia online, pense nessa continha.
Marketing digital, em comparação, é barato sim, mas será que você
deveria deixar a menor faixa de verba do seu orçamento de marketing para
o meio de vendas MAIS PODEROSO QUE EXISTE?
Deixo a reflexão.
Preferências de Publicidade e Propaganda
Moysés Peruhype Carlech – Fábio Maciel – Mercado Pago
Você empresário, quando pensa e necessita de fazer algum anúncio para
divulgar a sua empresa, um produto ou fazer uma promoção, qual ou quais
veículos de propaganda você tem preferência?
Na minha região do Vale do Aço, percebo que a grande preferência das
empresas para as suas propagandas é preferencialmente o rádio e outros
meios como outdoors, jornais e revistas de pouca procura.
Vantagens da Propaganda no Rádio Offline
Em tempos de internet é normal se perguntar se propaganda em rádio funciona, mas por mais curioso que isso possa parecer para você, essa ainda é uma ferramenta de publicidade eficaz para alguns públicos.
É claro que não se escuta rádio como há alguns anos atrás, mas ainda
existe sim um grande público fiel a esse setor. Se o seu serviço ou
produto tiver como alvo essas pessoas, fazer uma propaganda em rádio
funciona bem demais!
De nada adianta fazer um comercial e esperar que no dia seguinte suas
vendas tripliquem. Você precisa ter um objetivo bem definido e entender
que este é um processo de médio e longo prazo. Ou seja, você precisará
entrar na mente das pessoas de forma positiva para, depois sim,
concretizar suas vendas.
Desvantagens da Propaganda no Rádio Offline
Ao contrário da televisão, não há elementos visuais no rádio, o que
costuma ser considerado uma das maiores desvantagens da propaganda no
rádio. Frequentemente, os rádios também são usados como ruído de
fundo, e os ouvintes nem sempre prestam atenção aos anúncios. Eles
também podem mudar de estação quando houver anúncios. Além disso, o
ouvinte geralmente não consegue voltar a um anúncio de rádio e ouvi-lo
quando quiser. Certos intervalos de tempo também são mais eficazes ao
usar publicidade de rádio, mas normalmente há um número limitado,
A propaganda na rádio pode variar muito de rádio para rádio e cidade
para cidade. Na minha cidade de Ipatinga por exemplo uma campanha de
marketing que dure o mês todo pode custar em média 3-4 mil reais por mês.
Vantagens da Propaganda Online
Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas mídias sociais e
a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por dia pelos
smartphones, ainda existem empresários que não investem em mídia
digital.
Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é
claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco
dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é
mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda
mais barato.
Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar
uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em
uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança,
voltando para o original quando for conveniente.
Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real tudo
o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha é
colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de visualizações e
de comentários que a ela recebeu.
A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o
material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é
possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver
se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.
Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio
publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não
permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio
digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que
ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a
empresa.
Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o
seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela
esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.
Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a
mesma permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente
estão interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que
não estão.
Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.
A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de
alcançar potenciais clientes à medida que estes utilizam vários
dispositivos: computadores, portáteis, tablets e smartphones.
Vantagens do Marketplace Valeon
Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as marcas exporem seus produtos e receberem acessos.
Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso
proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores
que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por
meio dessa vitrine virtual.
Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes
queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência
pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente.
Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas
compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos
diferentes.
Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa
abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das
pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua
presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as
chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma,
proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.
Quando o assunto é e-commerce,
os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles
funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os
consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo
ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas
encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus
produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa
que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em
2020.
Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas
vantagens que são extremamente importantes para quem busca desenvolver
seu e-commerce e escalar suas vendas pela internet, pois através do
nosso apoio, é possível expandir seu ticket médio e aumentar a
visibilidade da sua marca.
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode
moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é
colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn
possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o
seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar a justiça eleitoral
brasileira, acusada de não querer transparência na eleição presidencial,
e questionou sem provas uma suposta vulnerabilidade das urnas
eletrônicas, durante uma reunião com embaixadores em Brasília, nesta
segunda-feira (18).
“Queremos corrigir falhas, queremos transparência, queremos
democracia de verdade. Estou sendo acusado o tempo todo (…) como uma
pessoa que quer dar o golpe. Estou questionando antes, porque temos
tempo ainda de resolver esse problema, com a própria participação das
Forças Armadas”, declarou Bolsonaro, que acompanhou seu discurso com uma
apresentação de PowerPoint sobre o sistema eleitoral.
Bolsonaro discursou por quase uma hora diante de dezenas de
embaixadores e diplomatas de países como França e Espanha no Palácio da
Alvorada, um encontro convocado apenas para discutir o sistema eleitoral
brasileiro.
Algumas embaixadas dos principais parceiros do Brasil, como a Argentina, não foram convidadas, sem que um motivo fosse dado.
Bolsonaro tornou as urnas eletrônicas um alvo de ataques devido a uma suposta vulnerabilidade, que poderia ser usada contra ele.
Em várias oportunidades, o presidente afirmou, sem oferecer provas,
que houve fraude nas eleições de 2014 e 2018, quando, ainda segundo
Bolsonaro, ele teria vencido no primeiro turno.
Membros do Partido dos Trabalhadores (PT) e alguns analistas avaliam
que a postura de Bolsonaro faz parte de uma estratégia para deslegitimar
uma eventual derrota nas urnas e tumultuar o processo eleitoral.
Bolsonaro citou, nesta segunda-feira, uma investigação aberta em 2018
pela Polícia Federal (PF), um mês após a eleição na qual tornou-se
presidente, para verificar um ataque de hacker contra os sistemas
digitais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O inquérito ainda não foi concluído, mas, segundo o TSE, a PF já deu
indícios de que o ataque não acarretou nenhum tipo de manipulação dos
resultados eleitorais e pouco afetou o sistema interno do tribunal.
Em audiência no Senado na semana passada, o ministro da Defesa,
general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, propôs uma “votação paralela”
no dia da eleição com uma segunda urna com votos em cédulas de papel.
“Estamos a 3 meses das eleições, as propostas sugeridas pelas Forças
Armadas praticamente estancam a possibilidade de manipulação. Não
podemos enfrentar umas eleições sob o manto da desconfiança”, afirmou.
O Brasil adotou o sistema de urnas eletrônicas nas eleições
municipais de 1996. Além de oferecer um resultado mais ágil em
comparação com o voto impresso, nenhum problema de segurança foi
comprovado até hoje.
Observação: Como comprovar alguma fraude num sistema fechado sem
fiscalização igual ao adotado pelo TSE. Alguém é capaz de explicar
detalhadamente o processo de como é feita a apuração dos votos nas Urnas
Eletrônicas, como são computados esses votos em todo o país e como são
divulgados?
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, e a ministra da
Economia, Silvina Batakis, na cerimônia de posse desta última, em 4 de
julho de 2022.| Foto: Juan Ignacio Roncoroni/EFE
Gasto estatal pesado para revigorar a economia – esta é a aposta do
esquerdista Alberto Fernández para superar o que ele chama, muito
eufemisticamente, de “momentos difíceis”. Em cerimônia na Casa Rosada,
diante de vários governadores de províncias, o presidente argentino
anunciou obras de um pacote que chamou de “Argentina Grande”. Imitando à
risca o Brasil petista, Fernández não se limitou a arrumar um PAC para
chamar de seu; também recorreu à retórica da “herança maldita” para
explicar a crise e a altíssima inflação do país – só lhe faltou usar a
expressão, mas a ideia é exatamente a mesma.
Com mais 5,3% de elevação em junho, uma leve aceleração em comparação
com os 5,1% de maio, a inflação oficial argentina chegou a 64% no
acumulado dos últimos 12 meses e a 36,2% no primeiro semestre de 2022.
Isso significa que apenas um milagre fará com que a Argentina cumpra a
meta de inflação acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI)
quando renegociou parte de sua dívida. No acordo, costurado pelo (agora
ex-)ministro Martín Guzmán, previa-se que os preços subiriam de 38% a
48% neste ano; o mais provável, no entanto, é que a inflação fique acima
até mesmo dos 76% agora estimados pelo Banco Central da Argentina.
A promessa de mais gasto público como solução para a crise condiz com
as crenças da mandatária de fato do país, a vice-presidente Cristina
Kirchner
“As obras públicas serão a força motriz da economia”, prometeu
Fernández, ao lado do ministro de Obras Públicas, durante o anúncio do
pacote de US$ 6,5 bilhões, em que também criticou as parcerias
público-privadas que estavam responsáveis por “algumas obras muito
importantes” quando a esquerda voltou à Casa Rosada. A promessa de mais
gasto público como solução para a crise condiz com as crenças da
mandatária de fato do país, a vice-presidente Cristina Kirchner, para
quem não há relação nenhuma entre desequilíbrio fiscal e inflação. É uma
indicada sua, Silvina Batakis, quem está à frente do Ministério da
Economia depois que Guzmán pediu sua demissão.
“Querem nos deprimir todos os dias. Todos os dias eles fazem o
impossível para nos fazer sentir que estamos no pior de todos os mundos.
Alguns o fazem dizendo, falando, as mesmas pessoas que nos causaram a
depressão estão agora chegando para nos dizer o quanto estamos
deprimidos, e outros o fazem agindo, especulando, colocando-nos em risco
permanentemente, no limite”, acrescentou Fernández, referindo-se à
oposição de centro-direita, como se os responsáveis pelo caos argentino
fossem o ex-presidente Maurício Macri e os congressistas de seu partido.
O atual presidente usa, assim, a carta da “herança maldita” que Lula
tanto empregou contra Fernando Henrique Cardoso, de quem recebeu uma
economia estabilizada, graças ao Plano Real e ao tripé macroeconômico
composto por câmbio flutuante, superávit primário e metas de inflação.
Ironicamente, a frase estaria perfeita caso Fernández estivesse
falando não de Macri e da centro-direita, mas de sua própria
vice-presidente. Foi durante a passagem de Cristina Kirchner pela Casa
Rosada que a Argentina afundou na crise, a ponto de as estatísticas
oficiais de inflação não serem mais consideradas confiáveis pela revista
britânica The Economist. E, se alguém “fez o impossível para nos fazer
sentir que estamos no pior de todos os mundos”, foi a mesma Cristina
Kirchner, ao usar o Twitter para tornar-se a crítica mais veemente das
políticas da dupla Fernández-Guzmán, especialmente depois que o
peronismo foi derrotado nas primárias parlamentares de 2021. Macri não
“causou a depressão”; ele a herdou de sua antecessora. Seu erro foi
passar a crise adiante ao não ter tido a coragem de realizar as reformas
radicais de que o inchado Estado argentino necessitava.
A atual crise argentina já ganhou tanta tração que simplesmente
freá-la já exigiria um choque de responsabilidade que o peronismo de
esquerda abomina. Em vez disso, no entanto, Fernández e Cristina
Kirchner apostam em novas doses do veneno da explosão do gasto público.
E, ao contrário do que o presidente quer fazer crer com seu discurso, só
poderão culpar a si próprios quando o resultado inevitável vier, em
forma de mais inflação e mais fuga de dólares.