terça-feira, 26 de abril de 2022

IDULTO PRESIDENCIAL ESTÁ DANDO O QUE FALAR

 

Caso Daniel Silveira

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

Artigo 84 da Constituição Federal diz que concessão de indulto é uma atividade privativa do presidente da República.| Foto: Presidência da República/Flickr

Dois advogados do Distrito Federal, acho que para aparecer, recorreram à 12ª Vara Federal do Rio de Janeiro contra o indulto que o presidente Jair Bolsonaro deu ao deputado Daniel Silveira. Eu suponho que eles não tenham lido a Constituição. Mas o juiz é obrigado a aceitar a ação, ele não pode recusar. Ele, então, deu um prazo de 72 horas para o governo explicar o indulto.

Em Ribeirão Preto (SP), onde prestigiou a Agrishow, Bolsonaro disse que o indulto é constitucional e é para valer, ou seja, o decreto será cumprido.

O ministro Marco Aurélio Mello, aposentado do Supremo Tribunal Federal, disse a mesma coisa: que o presidente praticou um ato soberano que não está sujeito à impugnação do Judiciário. A própria ministra Rosa Weber e o ministro Luis Roberto Barroso já tinham dito isso a respeito de outros réus indultados por outros presidentes, que é um ato privativo do chefe do Planalto.

Agora, não interessa o que diz Bolsonaro, Marco Aurélio, Barroso, Rosa Weber, os advogados ou seja lá quem for. O que interessa é o que diz a Constituição e é fácil de ler. O artigo 84 diz o seguinte: “Compete privativamente ao presidente da República conceder indulto”. É uma prerrogativa dele. Ele concede indulto e ninguém pode se meter. Está na Constituição, é palavra final e não a palavra de quem a interpreta.

A Constituição não precisa de tradutor. Foram 559 constituintes que trabalharam 600 dias para fazer essa Constituição. Eles foram eleitos para isso. E tem gente que não foi eleita e quer reescrever a Constituição. É impossível!

Acusação sem provas
O ministro Luis Roberto Barroso, que já falou mal do presidente Bolsonaro em Boston, agora fez o mesmo com as Forças Armadas, desta vez em Berlim, dizendo que elas estão orientadas para atacar o processo eleitoral. Isso mexeu com o brio dos militares.

Coube então ao ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, falar por eles, inclusive para acalmar a tropa. Ele disse: “afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem apresentação de qualquer prova ou evidência, é irresponsável, se constitui em ofensa grave às instituições nacionais permanente do Estado brasileiro. A fala do ministro do Supremo afeta a ética, a harmonia e o respeito entre as instituições”.

Eu também acho muito grave um ministro do STF que faz acusações sem provas. Aliás, quando fala mal do presidente no exterior, Barroso também infringe o segundo artigo da Constituição, que diz que os poderes são harmônicos entre si.

Penso que quando convidou as Forças Armadas para participar da Comissão da Transparência das Eleições, o ministro pensou que elas ficariam como meros ouvintes passivos a endossar e avalizar todo processo. Mas as Forças Armadas foram proativas, apresentaram 712 questões, porque elas entendem do assunto, já que as guerras hoje são cibernéticas.

Isso deve ter frustrado o ministro Barroso, que esperava o endosso. Os militares estão preocupados com a soberania nacional, com a democracia, porque eleição é o fulcro da democracia e da soberania.


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STF INTERFERE NO PROCESSO ELEITORAL

 

Ministro Barroso

Por
J.R. Guzzo – Gazeta do Povo

Ministros Luis Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes antes de sessão ordinária no STF.| Foto: Fellipe Sampaio/ STF

O ministro Luís Roberto Barroso nomeou a si próprio como autor de um desastre. Não faz isso sozinho, é claro: seus colegas Alexandre de Moraes e Edson Fachin, especialmente, disputam com ele de perto, seguidos como uma manada pelo resto do STF, o papel de calamidade pública número 1 do Brasil.

Mas Barroso, pelo furor extremo com que se lança na guerra declarada pelo tribunal contra os dois outros poderes, e sobretudo contra o presidente da República, transformou-se neste momento no pior inimigo das instituições democráticas do país. Ele e maioria dos demais lideram uma das maiores contrafações já montadas na moderna história política do Brasil.

Vendem, com o apoio da esquerda, das elites e de quase toda a mídia, a ficção de que são heróis na luta pela salvação da democracia. Entregam, na vida real, um trabalho de destruição sistemática do Estado de Direito – em favor dos grupos políticos que querem ver no governo.

Barroso, ainda há pouco, chamou o presidente da República, com todas as letras, de “inimigo”; contra ele estariam os que, como o STF, ajudam a “empurrar a história na direção certa”. Nenhum dos seus colegas fez a menor objeção. Pouco antes, havia sido uma das estrelas de um seminário cujo tema era: “Como derrubar um presidente”.

O que declarações extremistas como essas têm a ver com a sua função de juiz, que exige uma neutralidade política absoluta? Mas o ministro acaba de radicalizar ainda mais. Afirmou que as Forças Armadas estão recebendo instruções para “desacreditar o processo eleitoral” – sem citar um único fato que permita sustentar uma acusação deste tamanho, e muito menos alguma prova, por mínima que seja, do que falou.

Que instruções são essas, exatamente? Quem está instruindo os militares a desacreditarem as próximas eleições? O que existe de concreto a respeito dessa interferência? Três vezes zero – um espanto, para quem passou meses dizendo, irado, que não havia provas em qualquer das suspeitas levantadas em relação à vulnerabilidade do voto nas próximas eleições.

O que está acontecendo, na frente de todo o mundo, é exatamente o contrário do que diz Barroso – uma interferência cada vez mais escandalosa dos ministros no processo eleitoral, via TSE. Fizeram acordos com as empresas estrangeiras que controlam as redes sociais para censurar o que consideram mensagens de “direita” durante a campanha.

Estão diretamente envolvidos num esforço policial para reprimir “notícias falsas” – uma intromissão grosseira na liberdade de expressão, com o objetivo claro de favorecer um dos lados contra o outro. Ameaçam de prisão os adversários; juram que 2018 “não vai se repetir”. Conduzem há três anos um inquérito absolutamente ilegal para perseguir inimigos políticos. Como podem dizer, agora, que “os militares” estão sendo orientados a tumultuar as eleições?

Barroso foi chamado de “irresponsável” pelo ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, em resposta imediata à sua acusação. E agora? Vai ouvir calado – ou vai mandar prender o general Nogueira, por “ofensa” ou “ameaça” a ministro do Supremo?

O tribunal inteiro acaba de levar um humilhante “cala a boca” do presidente da República, com seu indulto em favor do deputado Daniel Silveira – condenado com uma pena absurda de oito anos e nove meses de prisão fechada por Alexandre de Moraes, e dez dos onze ministros, num processo ilegal do começo ao fim. A decisão do STF foi simplesmente anulada – e, pior que tudo, foi anulada com integral apoio na Constituição que é rasgada todos os dias pelo tribunal.

Nossa “corte suprema” acaba de ser informada, após três anos meio de provocação permanente ao Executivo, que chegou ao limite. O perdão a Silveira, e a resposta do ministro da Defesa à última agressão de Barroso, mostram que o STF não está mais jogando sozinho no seu esforço permanente para destruir as instituições. Tem a seu favor a cumplicidade e a covardia da direção do Senado e da Câmara. Mas tem contra si as Forças Armadas – as únicas garantias reais, hoje, para a manutenção da democracia no Brasil. É o ponto ao qual chegamos.


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REFORMA TRIBUTÁRIA DIFÍCIL DE SER CONSTRUÍDA

 

  1. Economia 

Além de errar quanto à falta de estudos, os críticos da reforma tributária jamais apresentaram modelos alternativos estimando esses impactos; criticar é fácil, já construir…

Bernard Appy*, O Estado de S.Paulo

Um dos argumentos mais utilizados pelos críticos às propostas de reforma abrangente da tributação do consumo no Brasil – como as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 45 e 110/2019 – é de que não há estudos sobre o impacto dessas reformas. A realidade é exatamente a inversa. Provavelmente não há proposta de mudança no sistema tributário brasileiro cujos potenciais impactos tenham sido mais analisados. Abaixo cito alguns desses trabalhos.

Um primeiro grupo de estudos buscou estimar o impacto da reforma sobre o Produto Interno Bruto (PIB) potencial. A maior parte desses trabalhos capta apenas parte dos efeitos da mudança (basicamente a eliminação da cumulatividade e a equalização da tributação entre os setores), caso de modelos de equilíbrio geral, como Domingues e Cardoso (2020) e Oliveira (2020). É o caso também de estudos mais antigos, que analisaram propostas semelhantes, como Pereira e Ferreira (2010). Todos esses trabalhos constataram um efeito positivo sobre o PIB potencial, variando de 4% a 12%.

Reforma tributária
Um dos pontos positivos sobre a reforma tributária é sobre o PIB Foto: Estadão

Borges (2020) buscou estimar os impactos da reforma tributária, contemplando também outros fatores, como os efeitos da simplificação dos tributos sobre os custos empresariais, estimando um aumento do PIB potencial de 20% em 15 anos.

Outro grupo de estudos – como Orair e Gobetti (2019) e Ibarra, Rubião e Fleury (2021) – concluiu que a adoção de uma alíquota uniforme para todos os bens e serviços teria um efeito distributivo positivo, desonerando o consumo das famílias mais pobres e onerando o das famílias mais ricas.

Orair e Gobetti (2019) analisaram ainda o impacto da migração da tributação para o destino sobre a desigualdade regional, chegando à conclusão de que os Estados mais pobres da Federação seriam os mais beneficiados.

Por fim, Domingues e Cardoso (2020) estimaram os impactos setoriais da reforma, concluindo que, mesmo com hipóteses conservadoras quanto ao aumento da produtividade, haveria um aumento da produção de todos os 66 setores analisados.

Além de errar quanto à falta de estudos, os críticos da reforma tributária jamais apresentaram modelos alternativos estimando esses impactos. Criticar é fácil. Já construir…

Eduardo Guardia

Há duas semanas, Eduardo Guardia nos deixou. Um dia, quando ele era ministro, eu me dirigi a ele formalmente e recebi como reposta: “Ministro não: Edu”. O que faz um grande homem público não é a pompa do cargo, mas a qualificação, a capacidade de trabalho e o amor ao país. 

*DIRETOR DO CENTRO DE CIDADANIA FISCAL

GUERRA NA UCRÂNIA E SEU PRESIDENTE ENFRENTOU PUTIN

 

Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP)Por Andrew Kramer – Jornal Estadão

Sucesso do presidente ucraniano até agora também está enraizado na capacidade do governo de operar sem problemas e tomar medidas para ajudar as pessoas a lidarem com a nova realidade

THE NEW YORK TIMES – Tanques russos cruzavam a fronteira e Kiev, a capital ucraniana, estava dominada pelo medo e pelo pânico. Começaram os combates de rua e uma coluna blindada russa, avançando para a cidade, chegou até 3 km do gabinete do presidente 

Naqueles tensos primeiros dias da guerra, quase todo mundo – o presidente russo, Vladimir Putin, analistas militares e muitos oficiais ocidentais – esperavam que a liderança ucraniana se fraturasse.

Em vez disso, Zelenski decidiu permanecer na capital, tirando selfies enquanto atravessava Kiev para tranquilizar seu povo. E ele ordenou que seus assessores seniores, muitos membros do gabinete e grande parte de seu governo também ficassem, apesar dos riscos.

Volodmir Zelenski concede entrevista coletiva em uma estação em Kiev, em 23 de abril

Volodmir Zelenski concede entrevista coletiva em uma estação em Kiev, em 23 de abril  Foto: SERGEY DOLZHENKO/EFE

Foi um momento de cristalização para o governo de Zelenski, garantindo que uma ampla gama de agências continuasse funcionando com eficiência e sincronia. Políticos importantes deixaram de lado as brigas internas que definiram a política ucraniana por décadas e, em vez disso, criaram uma frente amplamente unida que continua até hoje.

Nenhum alto funcionário desertou ou fugiu, e a burocracia rapidamente entrou em pé de guerra.

“Nos primeiros dias da guerra, todos estavam em choque, e todos estavam pensando no que fazer – ficar em Kiev ou ir embora”, disse Serhi Nikiforov, porta-voz de Zelenski. “A decisão do presidente foi a de que ninguém iria a lugar nenhum. Ficamos em Kiev e lutamos. Isso se consolidou.”

Para grande parte do mundo, Zelenski é mais conhecido por aparecer por videoconferência com uma mensagem diária de coragem e desafio, para reunir seu povo e exortar os aliados a fornecerem armas, dinheiro e apoio moral.

No domingo, ele comandou a atenção global novamente em uma reunião em Kiev com dois altos funcionários americanos, o secretário de Estado Antony Blinken e o secretário de Defesa Lloyd Austin, que prometeram mais apoio militar e – em um movimento de importância simbólica – disse que os Estados Unidos tentariam reabrir sua embaixada em Kiev.

Mas nos bastidores, o sucesso de Zelenski até agora também está enraizado na capacidade do governo de operar sem problemas e tomar medidas para ajudar as pessoas a lidarem com a nova realidade, como uma ampla desregulamentação para manter a economia à tona e fornecer bens e serviços essenciais.

Ao afrouxar as regras sobre o transporte de carga, por exemplo, o governo conseguiu lidar com o terrível risco de escassez de alimentos em Kiev, a capital, nos primeiros dias da guerra. E em março ele baixou os impostos comerciais para 2% – e somente se o proprietário quisesse pagar.

“Pague se puder, mas se não puder, não há perguntas”, disse Zelenski na época.

O então candidato Volodmir Zelenski durante as gravações de seu programa de televisão, em 17 de fevereiro de 2019

O então candidato Volodmir Zelenski durante as gravações de seu programa de televisão, em 17 de fevereiro de 2019 Foto: Brendan Hoffman/The New York Times)

Mais contencioso, ele combinou seis emissoras de televisão que anteriormente competiam entre si em um único meio de comunicação. A fusão, disse ele, era necessária para a segurança nacional, mas frustrou oponentes políticos e defensores da liberdade de expressão.

Ele também forjou uma trégua com seu principal oponente político doméstico, o ex-presidente Petro Poroshenko, com quem vinha brigando até o início da guerra.

Um grande efeito de guerra em torno da bandeira, sem dúvida, facilitou o trabalho de Zelenski, disse Volodmir Yermolenko, editor-chefe da Ukraine World, uma revista que cobre política. “Zelenski é quem ele é devido ao povo ucraniano, que está por trás dele, mostrando coragem.”

Ele acrescentou que “isso não é para minar seus esforços” e creditou a Zelenski por adaptar sua política populista pré-guerra a um estilo de liderança eficaz na esteira do conflito.

Hoje em dia, o local de trabalho de Zelenski na Rua Bankova é um espaço silencioso e escuro cheio de soldados; existem postos de tiro protegidos por sacos de areia nos corredores e nos patamares das escadas. “Estávamos preparados para lutar exatamente neste prédio”, disse Nikiforov.

Da TV para a política

Ex-comediante, o líder ucraniano se cercou de um grupo de partidários de seus dias na televisão, relacionamentos que geraram acusações de favorecimento no passado, mas que o serviram bem durante o conflito, mantendo sua equipe de liderança na mesma página. E Zelenski estruturou seus dias de uma maneira que funciona para ele.

Zelenski recebe instruções individuais por telefone do general Valeri Zaluzhni, comandante das Forças Armadas, várias vezes ao dia e muitas vezes na primeira hora da manhã, disseram assessores e conselheiros.

Isso é seguido por uma videoconferência matinal com o primeiro-ministro, às vezes outros membros do gabinete, e líderes militares e de agências de inteligência em um formato que combina a tomada de decisões militares e civis, de acordo com Nikiforov, seu porta-voz.

Para ter certeza, os discursos em vídeo de Zelenski – ao Congresso dos EUA, ao Parlamento britânico, à Knesset israelense e outros governos – continuam sendo o elemento definidor e mais eficaz de seu papel na guerra. Os Exércitos ucraniano e russo ainda estão em batalhas campais nas planícies orientais, mas na guerra de informação Kiev claramente venceu.

Presidente Zelenski fala ao Parlamento de Portugal em 21 de abril

Presidente Zelenski fala ao Parlamento de Portugal em 21 de abril  Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

Ministrados com paixão por um ex-ator com um senso aguçado de narrativa e drama, os discursos de Zelenski reuniram seus compatriotas e galvanizaram o apoio internacional.

Alguns são improvisados e outros mais roteirizados. Um ex-jornalista e analista político de 38 anos, Dmitro Litvin, teria servido como redator de discursos de Zelenski. Nikiforov, o porta-voz, confirmou que o presidente está colaborando com um escritor, mas se recusou a dizer com quem.

Politicamente, Zelenski fez alguns movimentos iniciais que lhe permitiram reduzir qualquer conflito interno que pudesse prejudicar o esforço de guerra.

Entre eles estava a desconfortável reaproximação com Poroshenko, que criticou duramente Zelenski desde que perdeu para ele na eleição de 2019. A disputa continuou mesmo enquanto a Rússia concentrava tropas na fronteira, com o promotor de Zelenski colocando Poroshenko em prisão domiciliar por várias vezes.

Mas no dia em que a Rússia invadiu o país, os dois líderes chegaram a um entendimento. “Encontrei-me com Zelenski, apertamos as mãos”, disse Poroshenko em março. “Dissemos que estamos começando do zero, ele pode contar firmemente com meu apoio, porque agora temos um inimigo. E o nome desse inimigo é Putin.”

Gabinete de partidários

Zelenski proibiu outra facção principal da oposição, um partido político de tendência russa.

Isso ajudou que o partido político de Zelenski, Servo do Povo, conquistasse a maioria dos assentos no Parlamento em 2019, permitindo a ele nomear um gabinete de partidários antes da guerra. Os governos ucranianos anteriores estavam divididos entre presidentes rivais e gabinetes controlados pela oposição.

“Não no papel, mas na realidade, é tudo uma grande equipe”, disse Igor Novikov, ex-assessor de política externa. “É muito unido.”

Timofi Milovanov, ex-ministro da Economia e agora conselheiro econômico do gabinete do presidente, comparou a política ucraniana a “entes queridos brigando”. “É uma briga de família”, disse. “Mas a família vem em primeiro lugar.”

O grupo mais próximo do presidente é composto em grande parte por veteranos da indústria de mídia, cinema e comédia com origens semelhantes às de Zelenski.

Andri Yermak, chefe de gabinete e ex-produtor de cinema, é amplamente visto como o segundo político mais poderoso da Ucrânia, embora o sucessor constitucional seja o presidente do Parlamento, Ruslan Stefanchuk, que no início da guerra foi retirado para o oeste da Ucrânia. Yermak supervisiona a política externa e econômica.

Em imagem de 19 de março de 2022, o presidente Volodmir Zelenski faz um discurso em vídeo em uma rua de Kiev

Em imagem de 19 de março de 2022, o presidente Volodmir Zelenski faz um discurso em vídeo em uma rua de Kiev Foto: Imprensa Oficial/AFP

Outros conselheiros importantes são Mikhailo Podoliak, ex-jornalista e editor que é negociador com os russos; Serhi Shefir, ex-roteirista, agora conselheiro político doméstico; e Kirill Timoshenko, um ex-cinegrafista que agora supervisiona a ajuda humanitária.

O alto comando militar é composto por oficiais, incluindo o general Zaluzhni, com experiência na luta contra a Rússia durante os oito anos de conflito no leste da Ucrânia.

Nos primeiros dias da guerra, Zelenski estabeleceu três prioridades para os ministérios de seu governo, de acordo com Milovanov: aquisição de armas, remessa de alimentos e outros bens e manutenção do abastecimento de gasolina e diesel. Os ministérios foram instruídos a reescrever os regulamentos para garantir uma entrega rápida em todas as três faixas.

Isso foi talvez mais útil na corrida frenética inicial para levar comida para Kiev, que corria o risco de ser sitiada e passar fome.

Com a cadeia de suprimentos interrompida, o gabinete presidencial negociou um acordo entre cadeias de supermercados, empresas de transporte rodoviário e motoristas voluntários para estabelecer um único serviço de transporte rodoviário que abasteça todas as lojas de alimentos. As lojas postariam um pedido em um site, e qualquer motorista disponível atenderia o pedido gratuitamente ou pelo custo da gasolina.

Talvez o movimento mais controverso de Zelenski tenha sido combinar as seis redações de televisão em um canal com uma única reportagem. A principal estação de televisão da oposição, o Canal 5, afiliada a Poroshenko, foi excluída do grupo.

Zelenski justificou a medida como necessária para a segurança nacional. Os opositores viram isso como um exemplo preocupante do governo reprimindo a dissidência.

“Espero que a sabedoria prevaleça, e a intenção não seja usar isso para manter os concorrentes políticos reprimidos”, disse Volodmir Ariev, membro do partido político Solidariedade, de Poroshenko.

Transparência em xeque

A transparência no Parlamento ucraniano também foi uma vítima da guerra.

O Parlamento se reúne em intervalos irregulares e não anunciados que duram mais ou menos uma hora, por razões de segurança, para evitar um ataque rápido de mísseis de cruzeiro russos.

Para acelerar as sessões, os membros não debatem os projetos de lei publicamente na Câmara, mas em particular enquanto os elaboram, de acordo com Ariev. Em seguida, os parlamentares se reúnem na imponente câmara neoclássica, votam rapidamente e depois se dispersam.

Milovanov, o conselheiro econômico do presidente, disse que a cultura política pluralista da Ucrânia vai se recuperar. A unidade agora é necessária, disse ele.

“Não se preocupe”, disse ele. “Voltaremos a lutar por uma política econômica liberal versus protecionista, controles de preços, como atrair investimentos e todo o resto.”

*COLABORAÇÃO DE MARIA VARENIKOVA, DE KIEV

O QUE PODE E O QUE NÃO DEVE SER FEITO NO RELACIONALENTO COM O CLIENTE

 

Equipe WhatsApp no Meu Negócio

Alguns e-mails atrás, nós te mostramos a importância das chamadas “boas maneiras”, no Whatsapp Business.

Você viu que deve seguir uma cartilha de boas práticas para ter um bom relacionamento com seu cliente e usar o Whatsapp de sua empresa da maneira correta.

Mas, hoje queremos te mostrar o que você definitivamente não deve fazer, afinal existem algumas atitudes que você precisa evitar para não colocar em risco o relacionamento com o seu cliente.

Seja com o aplicativo Whatsapp Messenger, seja no app WhatsApp Business ou com a solução de WhatsApp API, você precisa tomar cuidados para não ser banido do aplicativo, ou ainda pior, para não correr o risco de perder o seu cliente e sofrer uma crítica pública dele.

Agora vamos aos pontos que você precisa evitar de uma vez por todas:

Cuidado com a frequência de envios.

Se o cliente aprovar, fique a vontade para enviar as últimas novidades e promoções da sua empresa, mas cuidado para não sobrecarregar o seu cliente de informações, o que levará ele a solicitar que você não o incomode com tantas mensagens. O WhatsApp também pode entender que você está emitindo spam e te penalizar por isso. 

Não passe vergonha com seu cliente.

Ainda usa o WhatsApp convencional? Tenha atenção para não confundir algum conteúdo pessoal, de quem está operando o Whatsapp da empresa, com o pessoal. É necessário ter bastante cuidado para que nenhuma informação comprometedora ou dados sigilosos da empresa sejam compartilhados com o cliente. Evite situações constrangedoras.

Para evitar um block, siga as regras do cliente e da plataforma.

Você sabia que pode ser bloqueado pelo seu cliente? Por isso é necessário ter muito profissionalismo no contato com o cliente, sempre tratando-o bem e o mais importante: Seguindo as regras e orientações das ferramentas Whatsapp Business e Whatsapp Business API. Junte sempre o bom atendimento com a adequação às regras do aplicativo e você não terá problemas.

Siga esses três direcionamentos e assim você cultivará não só um bom atendimento via Whatsapp como também garantirá que possíveis punições não atinjam sua empresa.

Vale a pena ler qualquer semelhança será mera coincidência !!!

Autor desconhecido

Um ladrão entrou no banco gritando para todos:

” Ninguém se mexe, porque o dinheiro não é seu, mas suas vidas pertencem a vocês.”

Todos no banco ficaram em silêncio e lentamente se deitaram no chão.

Isso se chama CONCEITOS PARA MUDAR MENTALIDADES

Mude a maneira convencional de pensar sobre o mundo.

Com isso, uma mulher ao longe gritou: ” MEU AMOR, NÃO SEJA RUIM PARA NÓS, PARA NÃO ASSUSTAR O BEBÊ “, mas o ladrão gritou com ela:

“Por favor, comporte-se, isso é um roubo, não um romance!”

Isso se chama PROFISSIONALISMO

Concentre-se no que você é especializado em fazer.

Enquanto os ladrões escapavam, o ladrão mais jovem (com estudos profissionais de contabilidade) disse ao ladrão mais velho (que tinha acabado de terminar o ensino fundamental):

“Ei cara, vamos contar quanto temos.”

O velho ladrão, obviamente zangado, respondeu:

“Não seja estúpido, é muito dinheiro para contar, vamos esperar a notícia para nos contar quanto o banco perdeu.”

Isso se chama EXPERIÊNCIA

Em muitos casos, a experiência é mais importante do que apenas o papel de uma instituição acadêmica.

Depois que os ladrões foram embora, o supervisor do banco disse ao gerente que a polícia deveria ser chamada imediatamente.

O gerente respondeu:

“Pare, pare, vamos primeiro INCLUIR os 5 milhões que perdemos do desfalque do mês passado e relatar como se os ladrões os tivessem levado também”

O supervisor disse:

“Certo”

Isso se chama GESTÃO ESTRATÉGICA

Aproveite uma situação desfavorável.

No dia seguinte, no noticiário da televisão, foi noticiado que 100 milhões foram roubados do banco, os ladrões só contaram 20 milhões.

Os ladrões, muito zangados, refletiram:

“Arriscamos nossas vidas por míseros 20 milhões, enquanto o gerente do banco roubou 80 milhões em um piscar de olhos.”

Aparentemente, é melhor estudar e conhecer o sistema do que ser um ladrão comum.

Isto é CONHECIMENTO e é tão valioso quanto ouro.

O gerente do banco, feliz e sorridente, ficou satisfeito, pois seus prejuízos foram cobertos pela seguradora no seguro contra roubo.

Isso se chama APROVEITANDO OPORTUNIDADES ..

ISSO É O QUE MUITOS POLÍTICOS FAZEM ESPECIALMENTE NESTA *PANDEMIA, ELES A USAM PARA ROUBAR E RESPONSABILIZAR O VÍRUS.

A startup digital ValeOn daqui do Vale do Aço, tem todas essas qualidades, não me refiro aos ladrões e sim no nosso modo de agir:

Estamos lutando com as empresas para MUDAREM DE MENTALIDADE referente à forma de fazer publicidade à moda antiga, rádio, tv, jornais, etc., quando hoje em dia, todos estão ligados online através dos seus celulares e consultando as mídias sociais a todo momento.

Somos PROFISSIONAIS ao extremo o nosso objetivo é oferecer serviços de Tecnologia da Informação com agilidade, comprometimento e baixo custo, agregando valor e inovação ao negócio de nossos clientes e respeitando a sociedade e o meio ambiente.

Temos EXPERIÊNCIA suficiente para resolver as necessidades dos nossos clientes de forma simples e direta tendo como base a alta tecnologia dos nossos serviços e graças à nossa equipe técnica altamente especializada.

A criação da startup ValeOn adveio de uma situação de GESTÃO ESTRATÉGICA apropriada para atender a todos os nichos de mercado da região e especialmente os pequenos empresários que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona.

Temos CONHECIMENTO do que estamos fazendo e viemos com o propósito de solucionar e otimizar o problema de divulgação das empresas da região de maneira inovadora e disruptiva através da criatividade e estudos constantes aliados a métodos de trabalho diferenciados dos nossos serviços e estamos desenvolvendo soluções estratégicas conectadas à constante evolução do mercado.

Dessa forma estamos APROVEITANDO AS OPORTUNIDADES que o mercado nos oferece onde o seu negócio estará disponível através de uma vitrine aberta na principal avenida do mundo chamada Plataforma Comercial ValeOn 24 horas por dia e 7 dias da semana.

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segunda-feira, 25 de abril de 2022

MILIONÁRIOS FAZEM FILA PARA COMPRAR AVIÕES EXECUTIVOS NO BRASIL

 

THIAGO BETHÔNICO – Ontem 09:18SeguirExibir PerfilReagir|17Ouça este artigo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Milionários e bilionários estão tendo dificuldades em encontrar jatinhos disponíveis para compra no Brasil. A demanda por aviões particulares cresceu tanto nos últimos meses que os interessados precisam aguardar em filas de espera que podem durar anos.

A explicação para o aquecimento desse mercado vem da pandemia. Segundo empresas do setor, a crise sanitária fez explodir o interesse pela aviação executiva entre os super-ricos, que desejavam seguir com suas rotinas de viagens sem se submeter ao risco de contaminação.

O problema é que a oferta não acompanhou o boom da demanda. A recente disrupção das cadeias de suprimentos globais comprometeu a produção e manutenção de aeronaves pela falta de componentes essenciais, e fez com que uma parte do transporte marítimo migrasse para os aeroportos -retirando jatos do mercado executivo.

Diante da escassez, os milionários passaram a disputar cada jatinho colocado à venda. Não só no Brasil, mas no mundo todo.

Bruna Strambi, diretora da Líder, uma das maiores empresas de aviação executiva do país, diz que a alta demanda é um fenômeno global, que afeta tanto a compra de aeronaves quanto os serviços de fretamento, propriedade compartilhada e terceirização.

A companhia é representante exclusiva do Hondajet, modelo fabricado pela Honda que custa cerca de US$ 6 milhões (R$ 27,8 milhões). De acordo com Strambi, para adquirir um novo é preciso enfrentar uma longa fila de espera, com entregas a partir de 2025.

Anderson Markiewicz, diretor de vendas da Líder, trabalha há 32 anos no setor de aviação e diz nunca ter visto um cenário tão aquecido quanto agora.

A procura é tão grande que até o mercado de seminovos inflacionou. Segundo ele, algumas aeronaves com um ou dois anos de idade chegam a ter preço maior do que uma de fábrica, pois os clientes não querem aguardar para levar uma zero-quilômetro.

“Antes da Covid, o tempo que demorava entre o anúncio de uma aeronave [usada] e a venda era da ordem de vários meses, às vezes mais de um ano. Hoje, se alguém anuncia agora, já vende amanhã. É questão de horas, uma coisa impressionante”, afirma.

Um levantamento de 2021 feito pela consultoria Wealth-X mostrou que o Brasil é o segundo país com mais donos de aviões particulares no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. O ranking tem o Canadá em terceiro lugar, seguido de México e Alemanha.

Atualmente, o Brasil tem mais 16 mil aeronaves privadas, o que inclui jatinhos, aviões, turboélices e helicópteros. Considerando só os jatos, a frota aumentou 8,5% entre fevereiro de 2021 e fevereiro de 2022, saindo de 680 para 738 unidades.

Alguns dos modelos mais desejados pelos brasileiros são o Phenom 300 da Embraer, que custa mais de US$ 7 milhões (R$ 32,4 milhões) e os turboélices da família King Air, na faixa de US$ 7,5 milhões (37,1 milhões).

A intensa movimentação do mercado também ajudou a engordar o caixa da Embraer. Em 2020, a companhia vendeu 86 jatos executivos, número que passou para 93 em 2021. Neste ano, a previsão é de que as entregas fiquem entre 100 e 110 aeronaves.

Segundo a empresa, a aviação executiva alcançou receita de R$ 6,12 bilhões em 2021, crescimento de 9% que foi impulsionado pelo aumento das entregas e preços mais altos. Em 2022, o aumento pode chegar a 18% comparado com o ano anterior.

Novos bilionários aqueceram a demanda Paul Malick, presidente da Flapper, diz que é possível esperar até um ano para comprar os aviões mais buscados, como o Challenger 600. “[O modelo] é muito desejado por ter cabine ampla, acomodar até 12 passageiros e permitir voar do Brasil até a Europa com apenas uma parada”, afirma.

Malick também atribui à pandemia o aumento na demanda pela aviação executiva, mas não limita a explicação a isso.

“Outro motivo é o simples fato de que, nos últimos dois anos, o número de milionários e bilionários aumentou”, diz. “Nós, por exemplo, recebemos muitos clientes que acabaram de entrar na Bolsa e viraram CEOs. [São pessoas que] sofreram os últimos dez, 15 anos trabalhando e agora querem aproveitar mais a vida. Isso com certeza afetou o setor de forma positiva”, acrescenta.

Segundo ele, o perfil dos clientes da Flapper são donos de empresas de pequeno ou médio porte (de 15 a 40 funcionários), mas com alta rentabilidade —como clínicas de cirurgia e companhias do mercado financeiro.

Em meio ao boom da aviação executiva, Malick também viu clientes se arrependendo da decisão. Ele diz que alguns não se davam conta dos custos para manter um jatinho de pequeno porte —que giram em torno de R$ 100 mil mensais— e agora estão dando um passo atrás.

“Algumas aeronaves estão sendo comercializadas de volta, mas ainda não é uma tendência que impacte o mercado.”

Demanda deve seguir alta Para o executivo, o cenário de alta demanda e baixa oferta deve durar mais uns três anos. Uma das razões é a flexibilidade que a aviação executiva proporciona. Depois de optar pelo serviço, raramente os clientes retornam às rotas comerciais.

Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) compilados pela Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), o Brasil tem 491 aeródromos públicos, sendo que os privados chegam a 2.675 —quase seis vezes mais opções.

Marcus Matta, CEO da Prime You, também acredita que o mercado vai continuar aquecido, mas aposta num ajuste de oferta de aeronaves ao longo de 2023.

A empresa da qual é fundador atua principalmente no segmento de propriedade compartilhada de aviões, helicópteros e outros bens de luxo —modelo que ele vislumbra tendo um boom mais duradouro.

Segundo Matta, a escassez de aeronaves para pronta entrega tem levado muitas pessoas a repensarem a propriedade exclusiva e a considerarem o modelo de compartilhamento.

“Se olharmos um mercado mais pujante —como o americano, que tem um número gigante de aeronaves— vemos que esse é o sistema que mais tem crescido”, diz.

EX-JUÍZ SÉRGIO MORO SE DEU MAL NA POLÍTICA

 

Jornalista William Horta Sobrinho

E AGORA? A FESTA ACABOU, A LUZ SE APAGOU E O DIA NÃO VEIO. E AGORA NEM CANDIDATO A DEPUTADO VOCÊ SERÁ

O sujeito se diploma em Direito, faz concurso pra juiz, é aprovado e trabalha como magistrado por 22 anos, tendo uma conduta ilibada e ganhando cerca de 50 mil de salário, mas teve mês que recebeu até 85 mil, eu li isso publicado num jornal. Como juiz tornou-se uma celebridade laudatória internacional recebendo até homenagens.

Mas de repente, renuncia à função concursada, e aceita ser ministro da Justiça, um cargo político e da confiança de quem lhe convidou, com certeza com base na sua performance como magistrado, mas ganhando apenas 25 mil Reais de salário (nunca entendi isso se comparando o seu salário de juiz). Você era uma ovelha que decidiu se misturar no covil dos lobos da política nacional.

APLAUDIDO E ACUSADO

Ao aceitar a nova função você desconexou toda sua família de Curitiba pra Brasília, foi achincalhado em CPI da Câmara, acusado de ter dado sentença contra Lula pra obter o cargo de ministro, sofreu de infindáveis, inoportunas e entediantes acusações, tudo por ter aceitado ser um dia ministro da Justiça, que seus admiradores atestam não ter sido por motivos escusos. Como juiz foi louvado até mesmo no exterior e onde quer que comparecesse, no Brasil, era aplaudido.

E agora Moro? Você pediu a exoneração de ministro porque um amigo seu, um delegado de carreira da PF, que ocupava o cargo de confiança de Diretor Geral da PF foi exonerado pelo presidente Bolsonaro, a seu contra gosto. Perdeu o cargo, mas não perdeu o amigo, que voltou a ser delegado de carreira da PF. E agora Moro?

A festa acabou, a luz se apagou, o povo sumiu, o dia esfriou, o dia nem veio. E agora você, você que é sem nome, não é juiz e nem é ministro, mas você fez parte, você assinou sentenças, você até protestou e foi acusado. E agora? Nem candidato você deverá ser nas eleições desse ano, antes almejou até ser presidente. Presidente? 

SEM CARGO E SEM DISCURSO

Você está sem cargo e sem função, está até sem discurso, mas frequentou consultório de fonoaudiólogo pra melhorar sua dicção, sua fonética e seu sotaque com “som de pato”. Você já não pode nem beber, o riso não veio, mas seu dia chegou, não veio a utopia e nem o tão dito cargo no supremo, porque tudo acabou e todos fugiram de você.

Sua palavra, seu instante de juiz e ou de ministro, sua lavra de causídico, sua referência ou incoerência e agora? Tudo acabou. Você não tem cargo e nem salário, só resta àqueles que achavam que você havia se vendido, deixando de ser juiz pra ser ministro no supremo(?).

Você hoje e agora não é ninguém, é  como qualquer cidadão brasileiro comum. Esse é um réquiem, acho que não poderia dar outro nome a este texto.

OBS: Utilizei-me dos versos do poeta Drumond de Andrade nesse meu texto, só pra satirizar. Já faz 03 anos que o ex-juiz Moro deixou o Ministério da Justiça e saiu diga-se de passagem: “atirando…”

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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