quarta-feira, 2 de março de 2022

LIÇÕES QUE O BRASIL PODE TIRAR DA GUERRA

 

Fertilizantes

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

Fertilizantes de potássio| Foto: Katarzyna Kosianok/Pixabay

Vocês já pensaram na lição que a gente está tirando, positiva, dessa guerra lá no Leste Europeu? É que de repente a gente descobre que está dependente o nosso agro – que é o carro chefe da nossa economia hoje, esse ano vai representar um terço do PIB, e vai garantir o equilíbrio das contas externas. Vai dar garantia alimentar a nós e a outros países.

O agro depende do cloreto de potássio, que vem da Rússia, que vem da Belarus, que está na área de conflito, e que não pode sair pelo mar Báltico, porque a Lituânia, por exemplo, bloqueou a saída do potássio que a gente compra da Belarus. Porque a Lituânia é da Otan, pois é, e nós é que pagamos.

Então, gente. Nós temos potássio aqui no Brasil. Vamos olhar aqui para dentro. Temos extensas reservas de potássio na foz do rio Madeira, quando desemboca no Amazonas. Depende dos ambientalistas e da consulta às comunidades indígenas. Mas está ali, é só embarcar por água. E é silvinita o nome do minério bruto de onde se extrai o potássio para fazer a combinação NPK para o agro. Está ali. Vai por água. Está pertinho, vai por água para a Rondônia. É só subir o rio Madeira. Ou descer outros rios ali, subir outros rios da bacia amazônica. Vai para o Mato Grosso, Tocantins, Mato Grosso do Sul, sul do Maranhão, sul do Piauí, oeste da Bahia.

Gente, e não aproveitamos. É porque no Brasil tem brasileiro contra o Brasil. Trabalham contra. A gente vai buscar lá no leste da Europa, a um preço caríssimo, podendo retirar aqui 90% daquelas reservas. Aquelas reservas abastecem 90% da necessidade do agro brasileiro.

As oposições, claro, querem que Bolsonaro tome partido. Ele não é trouxa e não vai atender o que exige a oposição, obviamente. Porque depois vão criticá-lo porque ele tomou partido, seja de que lado for. Por quê? Porque os dois países são parceiros. E o Brasil não tem que se meter nisso. Bom, uma que houve o compromisso de Vladimir Putin com Bolsonaro de abastecer o Brasil com o fertilizante, com o potássio, o K do NPK.

Aí ele olha para ver quem são os amigos. Quem está por trás da Otan ou à frente da Otan? É o Joe Biden. Uma voz forte na Otan é o Emmanuel Macron. O que disse o Macron sobre a Amazônia? “A nossa casa está queimando”. Que a Amazônia é uma questão internacional. Isso disse o Macron. E o Biden disse o quê? Fez uma ameaça. “Se os brasileiros não pararem de queimar a Amazônia haverá sanções severas econômicas contra o Brasil.”

E aí? Qual é o partido que o brasileiro toma? Um garantiu fertilizante para o agro. Mais do que isso: o Putin já disse que a Amazônia é do Brasil. E é. Então a gente tem que considerar essas questões antes de adotar posições com base na propaganda. E eu vejo que aqui no Brasil a Rússia perdeu a guerra da propaganda. Ironicamente, a Rússia Soviética foi quem inventou a “dezinformatsiya”. Mas quem está usando isso é a propaganda do lado dos Estados Unidos.

Nós temos uma cultura que sempre foi à reboque dos modismos culturais americanos. E isso está no substrato, na raiz da nossa cultura. Então a gente vai atrás, sem pensar por que e sem examinar os fatos históricos.

Por exemplo, ontem fez aniversário a Batalha de Cerro Corá, onde os brasileiros mataram o marechal Francisco Solano López, e aí acabou a Guerra do Paraguai. A história do Paraguai chama isso de “martírio de uma raça”. Itaipu acabou com isso. Os dois se juntaram em um projeto único, binacional.

Agora, imagine se o Paraguai hoje, em nome de guerras antigas que já acabaram, fizesse uma aliança militar de defesa anti-Brasil com a Venezuela, com Cuba ou com a China? Como o Brasil iria fazer? Essa é a situação da Rússia. Despertaram a Guerra Fria, que não deveria existir mais, continuou um acordo militar antirrusso, quando o acordo militar anti-Estados Unidos foi diluído quando se diluiu a União Soviética em 1991, que é o Pacto de Varsóvia. Só para a gente pensar na história.


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LULA UM TIRO NO PÉ DOS PTRALHAS

Devacir Carneiro

Claro que os petistas já perceberam que a soltura de Lula foi um tiro no pé. A estratégia falhou. Eles pensaram que Lula botaria fogo no país, voltaria a mobilizar as massas, e ressurgiria como a Fênix de Garanhuns. Ledo e mortal engano. A soltura do bandido mostrou aos petistas a face mais cruel da realidade: o desprezo do povo pelo ex-presidente LADRÃO.  Lula, hoje, é carregado por um punhado de puxa sacos pelo país, como um cadáver putrefato, fedorento, que as pessoas sentem náusea ao avistar.

A figura do LADRÃO causa repulsa, nojo, asco, na maioria do povo. Seus discursos não conseguem reunir um número minimamente decente de pessoas, nem na internet, e ainda por cima, têm de aguentar os protestos e xingamentos de muitos (fora a já tradicional CHUVA DE OVOS).

A desmoralização é total, e os petistas notaram isso. Estão estupefatos, pois o choque de realidade foi grande demais. Agora, estão sem saber o que fazer com a carcaça pútrida. Preso, ainda tinha alguma relevância, por conta do discurso vitimista. Solto, perdeu tudo, até mesmo a narrativa mentirosa de preso político.

Mas, a vida segue. Rei morto, rei posto. Afinal, agora, o Sistema aceitou que não pode mais contar com uma hipotética ressurreição de Lula.

Então agora, eles têm um problema: quem poderia substituir o LADRÃO na batalha pelas eleições de 2022? O Sistema não consegue encontrar alguém na centro esquerda ou mesmo no Centrão, que seja páreo para Bolsonaro. Na esquerda, Ciro Gomes não tem mais relevância. Maia? Uma piada! Huck? Pior ainda! Calcinha Atolada? Suicidou politicamente!

A esperança era Lula. Lula não existe mais. Poderiam apelar para um plano B, mas a verdade é que também não existe um plano B. O desespero é grande. A tendência é que, se não encontrarem um nome forte, terão de aguentar a reeleição de Bolsonaro, e, ainda o ver fazendo um sucessor. O golpe seria duro demais.

Pior para o Sistema composto por vermes que infestam e aparelham todo o testamento político e burocrático, e que terminarão morrendo à míngua. Melhor para os patriotas e pessoas de bem, deste país.

São novos tempos…Graças a Deus!!!

 

VITÓRIA NA GUERRA NÃO SIGNIFICA SUCESSO

  1. Internacional 

História moderna mostra que a vitória na guerra não significa sucesso

Paul Krugman*, O Estado de S.Paulo

O milagre ucraniano poderá durar pouco. A tentativa de Vladimir Putin de vencer rapidamente, numa boa, tomando grandes cidades com forças relativamente brandas, enfrentou grande resistência, mas os tanques e as armas mais pesadas estão a caminho. E apesar do incrível heroísmo do povo da Ucrânia, o mais provável ainda é que a bandeira russa seja eventualmente hasteada em meio aos escombros de Kiev e Kharkiv.

Mas mesmo se isso acontecer, a Federação Russa ficará mais fraca e mais pobre do que era antes da invasão. Conquistar não compensa. 

Por que não? Se olharmos para a história, veremos muitos exemplos de países que enriqueceram por meio do poderio militar. Os romanos certamente lucraram com a conquista do mundo helênico, assim como a Espanha com a conquista dos astecas e dos incas. 

Mas o mundo moderno é diferente — e por “moderno” quero dizer pelo menos a partir de um século e meio atrás. 

O autor britânico Norman Angell publicou seu famoso tratado “A grande ilusão” em 1909 argumentando que a guerra se tornara obsoleta. Seu livro foi amplamente mal interpretado, como se afirmasse que a guerra não poderia mais acontecer, hipótese que se provou horrivelmente equivocada nas duas gerações que se seguiram. Mas o que Angell afirmou, na verdade, foi que os vencedores de uma guerra não seriam mais capazes de obter nenhum lucro de seu sucesso. 

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Fumaça vista em Kiev, Ucrânia; invasão do país pela Rússia tem impacto na economia.   Foto: Valentyn Ogirenko/Reuters – 24/02/2022

E ele certamente estava correto sobre isso. Todos agradecemos pelos Aliados terem prevalecido na 2.ª Guerra, mas o Reino Unido emergiu como uma potência diminuída, sofrendo em meio a anos de austeridade enquanto lutava contra escassez de divisas estrangeiras. Até mesmo os Estados Unidos tiveram um ajuste pós-guerra mais difícil do que muitos se dão conta, experimentando um período de aumentos de preços que ocasionaram inflação acima de 20%. 

E pelo outro lado, mesmo a derrota absoluta não evitou que Alemanha e Japão eventualmente alcançassem prosperidades sem precedentes. 

Por que e quando a conquista deixou de ser rentável? Angell argumentou que tudo mudou com a ascensão de uma “interdependência vital” entre as nações, “cortando transversalmente fronteiras internacionais”, o que ele sugeriu ser “amplamente obra dos últimos 40 anos” — começando ao redor de 1870. Pareceu um palpite razoável: foi por volta de 1870 que ferrovias, barcos a vapor e telégrafos tornaram possível a criação do que alguns economistas qualificam como a primeira economia global. 

Nessa economia global é difícil conquistar outro país sem extirpar esse país — e a si mesmo — da divisão internacional do trabalho, sem mencionar o sistema financeiro internacional, sob um grande custo. Podemos ver essa dinâmica ocorrendo em relação à Rússia neste momento.

Angell também enfatizou os limites do embargo numa economia moderna. Não podemos simplesmente confiscar ativos industriais da maneira que conquistadores pré-industriais confiscavam território, porque confiscos arbitrários destroem incentivos e o senso de segurança de que sociedades avançadas precisam para permanecer produtivas. Novamente, a história comprovou sua análise. Por um certo período, a Alemanha nazista ocupou países que possuíam antes da guerra produtos internos brutos duas vezes maiores que o seu — mas apesar da implacável exploração, os territórios ocupados parecem ter pagado por apenas cerca de 30% do esforço de guerra alemão, em parte porque muitas das economias que a Alemanha tentou explorar ruíram sob seu jugo.    

Um aparte: Não é excepcional e terrível nos encontrarmos numa situação em que os fracassos econômicos de Hitler nos dão lições úteis sobre prospectos futuros? Mas aí estamos. Obrigado, Putin. 

Eu acrescentaria outros dois fatores para explicar por que conquistar é inútil.

O primeiro é que a guerra moderna usa uma incrível quantidade de recursos. Exércitos pré-modernos dispunham de quantidades limitadas de munição e eram capazes, em certo grau, de viver da terra. Em 1864, as tropas do general no Exército da União William Tecumseh Sherman conseguiram se desligar de suas linhas de abastecimento e marchar sobre a Geórgia supridas com mantimentos suficientes apenas para 20 dias. Mas exércitos modernos requerem grandes quantidades de munição, peças de reposição e, acima de tudo, combustível para seus veículos. E de fato, as mais recentes informações de inteligência do Ministério da Defesa britânico dão conta de que o avanço russo na direção de Kiev empacou temporariamente “provavelmente como resultado de contínuas dificuldades logísticas”. O que isso significa para pretensos conquistadores é que a conquista, mesmo se bem-sucedida, é extremamente cara, o que torna mais difícil ainda    que se pague. 

O segundo é que vivemos atualmente num mundo de nacionalismos apaixonados. Camponeses da Antiguidade e da Idade Média provavelmente eram indiferentes em relação a quem os explorasse; trabalhadores modernos não são. A tentativa de Putin de tomar a Ucrânia parece ser fundamentada não apenas em sua crença de que a nação ucraniana não existe, mas também na presunção de que os próprios ucranianos podem ser persuadidos a se considerar russos. Parece muito improvável isso acontecer, então mesmo se Kiev e outras grandes cidades caírem, a Rússia levará anos tentando conter uma população hostil. 

Portanto, a conquista é uma proposta fracassada. Isso é verdadeiro pelo menos há um século e meio; isso é óbvio para qualquer um disposto a analisar os fatos ocorridos por mais de um século. Desafortunadamente, ainda existem doidos e fanáticos que se recusam a acreditar nisso — e alguns deles controlam nações e exércitos. / TRADUÇÃO DE GUILHERME RUSSO

*Paul Krugman é professor do City University of New York e ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 2008

 

GUERRA LÁ E GUERRA AQUI CONTRA A CORRUPÇÃO

 

Inimigo do povo

Por
Thaméa Danelon – Gazeta do Povo

05/09/2017- Após investigações decorrentes de dados coletados nas últimas fases da Operação Cui Bono, a PF chegou a um endereço em Salvador/BA, que seria, supostamente, utilizado por Geddel Vieira Lima como “bunker” para armazenagem de dinheiro em espécie. Foto: Policia Federal

A corrupção no Brasil é responsável por um desvio anual de mais de 200 bilhões de reais.| Foto: Policia Federal/Divulgação

Há seis dias testemunhamos a invasão da Rússia no território ucraniano, causando um conflito que trará consequências econômicas em inúmeros países, e infelizmente o Brasil também sofrerá implicações por conta desses ataques – seja na majoração do preço do combustível, como de diversas comodities – resultando, assim, no aumento da inflação.

Importante dizer que o Brasil é um país privilegiado, tanto por conta de sua posição geográfica, pois está a milhas de distância de regiões conflituosas, bem como por ser imune a desastres naturais de grandes proporções como terremotos e tsunamis.

Contudo, desde o seu descobrimento nosso país tem um grande inimigo, e quase conseguiu vencê-lo através de seu considerável enfraquecimento durante uma batalha iniciada em março de 2014, e denominada como Operação Lava Jato.

O inimigo mais nefasto, perigoso e quase indestrutível é a corrupção; a corrupção sistêmica e endêmica que enfraquece socialmente os brasileiros; bombardeia grande parte das instituições públicas; e aniquila o que é mais essencial para um povo: a educação, a saúde; a segurança pública e, principalmente, a sua dignidade.

A corrupção no Brasil é responsável por um desvio anual de mais de 200 bilhões de reais; valores que representam quase 3 vezes o orçamento da educação; da saúde e a 5 vezes o da segurança pública. O vocábulo “corrupção” deriva do latim corruptus, e significa apodrecido, pútrido.

A corrupção deteriora os poderes; causa uma grande instabilidade no país; e resulta na insegurança jurídica. Essa corrosão do poder estatal afeta imensamente a economia de um país, gerando drásticos efeitos no desenvolvimento social dos cidadãos, pois os custos econômicos da corrupção no Brasil são de 2% a 5% do PIB.

A temporariamente exitosa batalha da Lava Jato minou e atingiu grandes corruptos que sempre estiveram à margem do alcance do Direito Penal; também conseguiu implodir sistemas fraudulentos em grandes estatais; e conteve – ainda que por certo tempo – o avanço das tropas ilícitas dos lavadores de dinheiros e usurpadores de verbas públicas.

Mas infelizmente o avanço das tropas que depuravam o Brasil foi contido, e o ataque não veio exclusivamente de um exército, mas de vários, como do Poder Legislativo, Executivo e principalmente do Poder Judiciário, que abateu as principais conquistas da força tarefa, através de anulações sem fundamentação jurídica.

Enquanto o Brasil acompanha a sangrenta invasão da Rússia, a nossa Suprema Corte não impede o aumento bilionário do fundão eleitoral; durante a explosão de casas de civis ucranianos, os principais projetos de leis – que seriam grandes escudos contra a corrupção – dormitam nos escaninhos do congresso, tais como as PECs da prisão após condenação em 2ª Instância (PEC 199/19 e PEC 166/18); a PEC do fim do foro privilegiado (PEC 333/17) e a PEC que altera a forma de escolha dos Ministros do STF (PEC 35/15).

Felizmente não vivenciamos os problemas dos ucranianos com a Rússia, que, relembrando, não são de hoje, pois sofreram drasticamente entre 1931 e 1933 pelo regime comunista soviete no trágico genocídio de “Holodomor” (que em ucraniano significa morrer de inanição) onde milhões de ucranianos morreram de fome por conta do confisco de suas plantações e produções por Stalin.

Nos dias de hoje no Brasil, diversos congressistas não mencionam esse holocausto ucraniano, e muitos o negam, e de forma incompreensiva reverenciam Stalin. Essa mesma cegueira deliberada em relação aos líderes comunistas russos de outrora também impede que os parlamentares reconheçam o nosso maior inimigo, e que adotem ataques estratégicos e eficientes contra ele, através, por exemplo, da aprovação das PECs acima nominadas.


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LIÇÕES APRENDIDAS PELOS COLABORADORES

 

*Gabriel Kessler

Em 2020 e 2021 o cenário econômico global foi afetado por causa da pandemia – a qual deixou grandes lições para gestores de negócios. Para se ter uma ideia, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB (Produto Interno Bruto) sofreu uma queda histórica de 9,7% no segundo trimestre de 2020.

Assim, as empresas tiveram que enxergar novas possibilidades de crescimento em meio a dificuldades, sendo que uma delas foi o fortalecimento da relação empresa-colaborador e da cultura organizacional.

Esses dois pontos são extremamente importantes dar esteio a empresas de todos os portes em momentos de crise. Uma lição foi a valorização da comunicação entre funcionários e gestores de forma remota e constante para evitar ruídos e desalinhamentos que pudessem interferir no desempenho das tarefas.

Abaixo, listo as 10 lições que os colaboradores aprenderam em 2021. Confira:

1. Tecnologia e equipes estruturadas têm de ter total foco no cliente e na resolução de possíveis problemas.

2. Planejamento com opções A, B e C são fundamentais para um bom andamento das corporações nesse momento de readaptação.

3. Lidar com novas gerações de colaboradores requer da liderança entendê-las e, sobretudo, as engajar. Acredito que o uso de tecnologias e formatos que se assemelham com redes sociais são boas alternativas nesse sentido.

4. Conhecer colaboradores significa também gerar e analisar métricas de alcance, absorção e engajamento.

5. Encontrar influenciadores internos é um benefício, já que todas as empresas têm alguns colaboradores que são mais “populares”. Esse colaborador pode ajudar tanto no processo de comunicação dentro da empresa, quanto engajar outros colegas.

6. Flexibilização em relação à quantidade de dias que o colaborador precisa estar presente no escritório. Hoje, o modelo híbrido é bem mais aceito no mundo corporativo e há ferramentas que contribuem para manter a cultura organizacional em pleno funcionamento.

7. O colaborador precisa conhecer diferentes setores e unidades da empresa e incentivá-lo a publicar conteúdos em canais horizontais de comunicação interna, descentralizando a função que normalmente é atribuída a um único departamento, criando uma cultura de comunicação horizontal.

8. A contratação de novos talentos para as empresas passou por uma implantação de processos realizados de forma remota no recrutamento, no onboarding e no engajamento do dia a dia.

9. Uma preparação adequada na política de trabalho remoto fez toda a diferença para desenvolver planos de contingência no gerenciamento das equipes que trabalhavam de forma remota.

10. Para finalizar, considero importante também ressaltar que a comunicação da empresa pode andar de forma integrada com o RH. As redes sociais corporativas também tornaram possível entregar métricas aos gestores de RH e ter uma visão clara do alcance, absorção e eficácia dos comunicados internos.

CARACTERÍSTICAS DA VALEON

Perseverança

Ser perseverante envolve não desistir dos objetivos estipulados em razão das atividades, e assim manter consistência em suas ações. Requer determinação e coerência com valores pessoais, e está relacionado com a resiliência, pois em cada momento de dificuldade ao longo da vida é necessário conseguir retornar a estados emocionais saudáveis que permitem seguir perseverante.

Comunicação

Comunicação é a transferência de informação e significado de uma pessoa para outra pessoa. É o processo de passar informação e compreensão entre as pessoas. É a maneira de se relacionar com os outros por meio de ideias, fatos, pensamentos e valores. A comunicação é o ponto que liga os seres humanos para que eles possam compartilhar conhecimentos e sentimentos. Ela envolve transação entre pessoas. Aquela através da qual uma instituição comunica suas práticas, objetivos e políticas gerenciais, visando à formação ou manutenção de imagem positiva junto a seus públicos.

Autocuidado

Como o próprio nome diz, o autocuidado se refere ao conjunto de ações que cada indivíduo exerce para cuidar de si e promover melhor qualidade de vida para si mesmo. A forma de fazer isso deve estar em consonância com os objetivos, desejos, prazeres e interesses de cada um e cada pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar.

Autonomia

Autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias escolhas. Neste caso, a autonomia indica uma realidade que é dirigida por uma lei própria, que apesar de ser diferente das outras, não é incompatível com elas.

A autonomia no trabalho é um dos fatores que impulsionam resultados dentro das empresas. Segundo uma pesquisa da Page Talent, divulgada em um portal especializado, 58% dos profissionais no Brasil têm mais facilidade para desenvolver suas tarefas quando agem de maneira independente. Contudo, nem todas as empresas oferecem esse atributo aos colaboradores, o que acaba afastando profissionais de gerações mais jovens e impede a inovação dentro da companhia.

Inovação

Inovar profissionalmente envolve explorar novas oportunidades, exercer a criatividade, buscar novas soluções. É importante que a inovação ocorra dentro da área de atuação de um profissional, evitando que soluções se tornem defasadas. Mas também é saudável conectar a curiosidade com outras áreas, pois mesmo que não represente uma nova competência usada no dia a dia, descobrir novos assuntos é uma forma importante de ter um repertório de soluções diversificadas e atuais.

Busca por Conhecimento Tecnológico

A tecnologia tornou-se um conhecimento transversal. Compreender aspectos tecnológicos é uma necessidade crescente para profissionais de todas as áreas. Ressaltamos repetidamente a importância da tecnologia, uma ideia apoiada por diversos especialistas em carreira.

Capacidade de Análise

Analisar significa observar, investigar, discernir. É uma competência que diferencia pessoas e profissionais, muito importante para contextos de liderança, mas também em contextos gerais. Na atualidade, em um mundo com abundância de informações no qual o discernimento, seletividade e foco também se tornam grandes diferenciais, a capacidade de analisar ganha importância ainda maior.

Resiliência

É lidar com adversidades, críticas, situações de crise, pressões (inclusive de si mesmo), e ter capacidade de retornar ao estado emocional saudável, ou seja, retornar às condições naturais após momentos de dificuldade. Essa é uma das qualidades mais visíveis em líderes. O líder, mesmo colocando a sua vida em perigo, deve ter a capacidade de manter-se fiel e com serenidade em seus objetivos.

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terça-feira, 1 de março de 2022

ALEMANHA RESOLVE ENFRENTAR PUTIN

 

ISTOÉ

Fala de Olaf Scholz no Bundestag marca nova era na política da Alemanha em relação a Moscou e à questão defensiva. Já era hora de Berlim se posicionar claramente, opina a editora-chefe da DW Manuela Kasper-Claridge.Foi uma atuação impressionante do chanceler federal alemão, Olaf Scholz, seu pronunciamento sobre a Ucrânia perante o Parlamento alemão. A política de passos hesitantes ficou para trás. A Alemanha agora também fornecerá armas à Ucrânia e investirá pesadamente na Bundeswehr. Isso marca o início de um ponto de virada. O chanceler deixou isso bem claro.

O governo alemão toma atitude firme face a agressora Rússia. Finalmente, os aliados da Otan, especialmente nos países bálticos, veem sinal de determinação da Alemanha. Pois nesta região teme-se que Putin queira tomar não apenas a Ucrânia, mas também colocar novamente seus países sob esfera de influência. Scholz deixou claro que a Alemanha não tolerará isso e que mantém firmemente seus compromissos com a Otan. Finalmente, reconheçamos. Porque tempo demais foi gasto em discussões e rodeios.

Sinal para o povo russo

Mas – e isso também é importante – a reconciliação entre a Alemanha e a Rússia permanece historicamente um importante alicerce da política alemã, como enfatizou Scholz. Um sinal importante para o povo russo, que não está de forma alguma unido em apoio à guerra de Putin contra a Ucrânia, como mostram inúmeras manifestações no país.

Mas não nos enganemos. Este ponto de virada na Alemanha será caro e provavelmente também doloroso. A Bundeswehr deve receber 100 bilhões de euros adicionais somente este ano. Em troca, economias terão que ser feitas em outro lugar.

A Rússia deve ser isolada da economia mundial. Os altos preços da energia, os gargalos de oferta e o colapso parcial do comércio de commodities podem ser as consequências imediatas. Os alemães têm que se ajustar a isso. Aqui, o governo deve mostrar muito rapidamente como o país vai lidar com isso, quais medidas seguir – também em estreita cooperação com a oposição. União é necessária agora. Sem abrir mão da discussão crítica.

Fornecimento de gás

É verdade que a Alemanha está finalmente apoiando a exclusão dos bancos russos do sistema internacional de pagamentos Swift. No entanto, as consequências devem ser claras para todos e também devem ser comunicadas: provavelmente haverá uma interrupção no fornecimento de gás russo, porque o gás não pode mais ser pago sem o Swift. A retaliação, por mais popular e correta que seja, será cara. E as sanções muitas vezes só fazem efeito em longo prazo.

Para a população na Ucrânia, que está lutando contra o agressor russo, este ponto de virada na política alemã é significativo. Ela sabe finalmente que a Alemanha está disposta a mais do que apenas enviar alguns milhares de capacetes. É um sinal importante do chanceler e seu governo de social-democratas, verdes e liberais. Este claro posicionamento da Alemanha vinha faltando há muito, muito tempo. Agora ele está aí. Bom que assim seja.

Manuela Kasper-Claridge é editora-chefe da DW. O texto reflete a opinião pessoal da autora, e não necessariamente da DW.

PUTIN PODE SER JULGADO EM HAIA POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

 

Tribunal Penal Internacional
Por enquanto — é difícil
Por
Jones Rossi – Gazeta do Povo

Jovem carrega cartaz contra Putin durante a manifestação nesta segunda-feira (28) em Pamplona, Espanha.| Foto: EFE/Iñaki Porto

Ao invadir a Ucrânia, Vladimir Putin não está colocando em jogo apenas o prestígio da Rússia como potência militar. Além da economia de seu país já estar sofrendo um forte abalo, com uma queda de 25% no valor de sua moeda, o rublo, o próprio Putin corre o risco de ser preso se for apeado do poder, e ver o fim de seus dias sendo julgado no Tribunal Internacional de Haia por seus crimes.

O mandatário russo possui um longo histórico de violações de direitos humanos e até mesmo das regras das Convenções de Genebra (assinada por vários países, entre eles a Rússia), que estabelecem os direitos dos civis e os deveres dos militares em tempos de guerra. Logo que assumiu o poder como primeiro-ministro em 1999, Putin precisou lidar com as aspirações separatistas da Chechênia, o que ele fez com mão-de-ferro, fazendo uso da violência contra civis e lançando ataques aéreos contra Grozny, capital da ex-república soviética. Na época, a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch afirmou que o exército russo “indiscriminada e desproporcionalmente bombardeou alvos civis”.

Em 2008, foi a vez de outra ex-república soviética sofrer com as ambições expansionistas de Putin. Sob o pretexto de proteger cidadãos russos que viviam na Ossétia do Sul e Abecásia, ambas parte da Geórgia, o governo russo invadiu as duas províncias, uma justificativa semelhante com a usada na semana passada ao invadir as regiões de Lugansk e Donetsk na Ucrânia. Na ocasião, ataques a alvos civis também foram registrados, contabilizando mais crimes de guerra contra Putin. Porém seu status como forte líder da Rússia fez com que o Ocidente respondesse timidamente.

A primeira invasão da Ucrânia
Em 2014, a Rússia invadiu e anexou a Crimeia, dando início a uma escalada de agressões que nunca foram rechaçadas pelas principais potências ocidentais com a devida veemência. Mesmo as sanções invocadas à época se mostraram insuficientes para deter o ex-agente da KGB — o serviço secreto da União Soviética — Vladimir Putin. E não faltaram motivos para tanto: nos territórios ocupados, as forças pró-Rússia fuzilaram e torturaram opositores em prisões improvisadas que funcionavam praticamente como campos de concentração.

O Tribunal Penal Internacional (International Criminal Court, ICC, na sigla em inglês) abriu em 2016 uma investigação sobre possíveis crimes de guerra cometidos na Geórgia em 2008 e acabou incluindo os mais recentes contra a Ucrânia na invasão de 2014. A conclusão foi de que há indícios claros de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

A invasão iniciada na quinta-feira passada também foi condenada pela organização Anistia Internacional. “Os militares russos mostraram um desrespeito flagrante pelas vidas civis usando mísseis e outras armas explosivas em áreas densamente povoadas”, afirmou a secretária-geral da organização, Agnès Callamard. De acordo com a organização, a invasão foi marcada por ataques indiscriminados contra áreas civis, inclusive hospitais, o que constituem crime de guerra.

A Lituânia pediu nesta segunda-feira (28) para o Tribunal Penal Internacional investigar possíveis crimes de guerra cometidos pela Rússia e por Belarus, país que apóia a invasão, na Ucrânia. “O que Putin está fazendo é assassinato puro e simples, e espero que ele seja julgado em Haia”, disse Ingrida Simonyte, primeira-ministra da Lituânia, fazendo referência à cidade sede do ICC, na Holanda.

Nesta segunda-feira (28), Karim Khan, promotor do Tribunal Penal Internacional, anunciou que vai abrir uma investigação sobre a atual situação na Ucrânia. “Estou convencido de que há uma base razoável para acreditar que tanto supostos crimes de guerra quanto crimes contra a humanidade foram cometidos na Ucrânia”, afirmou, em nota, o promotor.

As chances de Vladimir Putin sentar no banco dos réus em Haia, porém, são muito pequenas. Nem a Rússia nem a Ucrânia fazem parte dos 123 países-membros do ICC. A Rússia chegou a abrir negociações para fazer parte do ICC, mas desistiu em 2016. A única maneira do Tribunal Penal Internacional ter jurisdição sobre as agressões russas seria se as Nações Unidas o chamassem para investigar, o que é impossível de acontecer no momento, uma vez que a Rússia é um dos cinco países membros-permanentes do Conselho de Segurança da ONU, e com poder de veto.

Leis internacionais
Ao invadir a Ucrânia, a Rússia foi contra a Carta das Nações Unidas, documento que lançou as bases da organização em 1945: “Todos os membros devem abster-se em suas relações internacionais da ameaça ou uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.”

Evidentemente isso não quer dizer que a Rússia ou Putin individualmente vão sofrer punições. Em 2003, quando Rússia e China vetaram a invasão do Iraque, os Estados Unidos e o Reino Unido agiram de forma unilateral para tirar Saddam Hussein do poder. Ou seja, há precedentes para o que a Rússia está fazendo, embora enquanto EUA e Reino Unido agiram contra um ditador sanguinário, a Rússia invadiu um país democrático e com um presidente eleito pelo povo numa eleição limpa, vencendo com 73% dos votos. Uma das alegações de Putin é que está “desnazificando” a Ucrânia. Além da afirmação ser totalmente infundada, é bom lembrar que o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, é judeu.

Mesmo em face dessas agressões e da quebra da própria carta da ONU, a Rússia não pode ser retirada do Conselho de Segurança. Mesmo que França, Reino Unidos, Estados Unidos e a China concordassem entre si com a expulsão, a própria Rússia teria que votar contra si mesma — desnecessário dizer que isso está fora de cogitação.

Resta a possibilidade de Putin ser levado ao Tribunal Penal Internacional pelos ataques intencionais a alvos civis, como já aconteceu antes na Chechênia e na Geórgia e agora se repete na Ucrânia, com mísseis atingindo prédios residenciais em Kiev. Para isso, Putin teria que ser preso e enviado para Haia. Para isso acontecer, não só ele, mas toda a cadeia de comando militar russa precisaria cair. Algo que parece muito improvável a curto e médio prazo. A longo prazo? Ainda é extremamente difícil, mas aqui já cabe um “talvez”.

O ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic (1941-2006) entra no tribunal para o início de seu julgamento por crimes de guerra, em 5 de julho de 2004, em Haia, Holanda. EPA/Bas Czerwinski

Pelo menos dois chefes de estado que promoveram assassinatos em massa caíram nas garras do ICC. Em 1998, o ex-ditador chileno Augusto Pinochet foi preso em Londres graças a um mandado expedido pela Espanha. Ele só escapou do julgamento porque, aos 83 anos, tinha uma saúde frágil.

O outro foi Slobodan Milosevic, presidente da Sérvia entre 1989 e 1997 e da Iugoslávia entre 1997 e 2000. Antes popular e poderoso, em 2000 renunciou à presidência devido às manifestações contra o seu governo, acusado de corrupção, perseguição a opositores e à imprensa independente. Seis meses após a renúncia, foi preso pelas autoridades de seu próprio país. Foi enviado a Haia para ser julgado pelos crimes cometidos durante os confrontos com a Croácia, Kosovo e Bósnia, incluindo limpeza étnica, genocídio e quebras das Convenções de Genebra. Em 11 de março de 2006, foi encontrado morto em sua cela, em Haia.


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ESTADOS UNIDOS MINIMIZAM POSSIBILIDADE DE GUERRA ATÔMICA

 

Conflito
PorGazeta do Povo

Jen Psaki afirmou que declarações de Putin sobre o uso de armas nucleares se trata de uma retórica provocativa.| Foto: EFE/EPA/OLIVER CONTRERAS

Os Estados Unidos afirmaram que os americanos não devem temer o risco de uma guerra nuclear com a Rússia. As declarações foram feitas nesta segunda-feira (28) pela secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki. Segundo ela, ao longo da crise que levou à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o presidente Putin falsamente alegou que o país estava sob ameaça tanto da própria Ucrânia como da Otan e dos americanos.

“Estados Unidos e Otan não têm nenhuma intenção de conflitos com a Rússia. Uma retórica provocativa com o risco do uso de armas nucleares é perigosa e aumenta a possibilidade de um erro. Isso deve ser evitado. Nosso nível de alerta não mudou até o momento. Rússia e Estados Unidos já concordaram há muito tempo que o uso de armas nucleares teria consequências devastadoras. Uma guerra nuclear nunca deve ser iniciada, pois não pode ser vencida”, afirmou a porta voz da presidência.

As declarações acontecem uma dia após o presidente russo Vladimir Putin ordenar que as forças nucleares de contenção do país sejam colocadas em “regime especial de serviço” depois de supostas “declarações agressivas” por parte dos principais países da Otan.

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    28/02/2022 22:07
    Decreto
    Putin proíbe a transferência de moeda estrangeira para o exterior
    Agência EFE

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, proibiu a transferência de moeda estrangeira ao exterior e ordenou que as empresas com atividades econômicas fora do país façam a conversão de 80% das suas receitas em rublos. | Foto: EFE/ Aleksey Nikolskyi/ SPUTNIK/KREMLIN
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, proibiu a transferência de moeda estrangeira ao exterior e ordenou que as empresas com atividades econômicas fora do país façam a conversão de 80% das suas receitas em rublos, segundo um decreto assinado nesta segunda-feira (28) pelo mandatário para defender a Rússia das sanções ocidentais.

“A partir de 28 de fevereiro, os residentes envolvidos em atividades econômicas no exterior serão obrigados a fazer uma venda obrigatória de moeda estrangeira no montante de 80% do total de moeda estrangeira creditado nas suas contas como parte de contratos de comércio exterior com não residentes”, diz o decreto.

O texto também proíbe a partir da terça-feira “operações cambiais relacionadas com o fornecimento de moeda estrangeira por residentes a não residentes” e a transferência de moeda estrangeira para contas abertas em bancos e outras organizações do mercado financeiro fora da Rússia.

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28/02/2022 21:10
Conflito
Tropas russas se aproximam da maior usina nuclear da Ucrânia
PorAgência EFE

As forças russas já estão operacionais perto de Zaporizhia, no sudeste da Ucrânia, mas ainda não entraram, diz governo ucraniano. | Foto: EFE
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A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) foi informada nesta segunda-feira (28) por autoridades ucranianas que tropas russas estão perto da usina nuclear de Zaporizhia, a maior do país, e advertiu novamente que as ações militares que representam um risco para a segurança devem ser evitadas. As forças russas já estão operacionais perto de Zaporizhia, no sudeste da Ucrânia, mas ainda não entraram, disse a AIEA em comunicado, referindo-se a informações fornecidas pelo Ministério das Relações Exteriores ucraniano. A Ucrânia informou à agência atômica da ONU que os seus 15 reatores em quatro locais continuam funcionando de forma segura.

O diretor da AIEA, o argentino Rafael Grossi, afirmou que acompanha com grande preocupação o “possível impacto” do ataque russo à segurança das usinas nucleares da Ucrânia e frisou que é muito importante que estas instalações não sejam colocadas em risco. “Um acidente nas instalações nucleares da Ucrânia poderia ter graves consequências para a saúde pública e o meio ambiente”, advertiu. As forças russas ocuparam na semana passada a antiga central de Chernobyl, onde o acidente mais grave da história da indústria nuclear ocorreu em 1986. A AIEA afirma que, segundo dados do órgão regulador nuclear da Ucrânia, os níveis de radioatividade na central estão baixos.


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