quinta-feira, 2 de setembro de 2021

POLICIAIS MILITARES QUEREM PARTICIPAR DOS PROTETOS DE 7 DE SETEMBRO

Apoio a Bolsonaro
Por
Renan Ramalho
Brasília

O Governador de São Paulo, participou da formatura de 2.811 novos policiais militares em formatura realizada no sambódromo do anhembi em São Paulo. 11/05/2016 – São Paulo – Foto: Eduardo Saraiva/A2IMG

Policiais militares de São Paulo.| Foto: Eduardo Saraiva/A2img/Governo de SP

Desde a semana passada, cresceu entre governadores a apreensão sobre a participação de policiais militares na manifestação a favor do governo marcada para o próximo dia 7 de setembro, feriado de Independência. Associações que reúnem praças e oficiais, no entanto, descartam a possibilidade de paralisações ou motins. Mas, por outro lado, defendem que eles possam participar dos atos à paisana, caso não estejam em serviço – atividade que, no entendimento do Ministério Público é proibida por lei no caso de PMs da ativa.

A Gazeta do Povo ouviu algumas lideranças para saber qual o motivo da participação de policiais nas manifestações e se realmente faz sentido o temor de parte dos governadores de algum tipo de rebelião, especialmente depois que alguns PMs, a maioria da reserva, incentivou a participação com o discurso de enfrentamento a outros Poderes. Esses policiais entendem que outros Poderes estariam travando a governabilidade de Bolsonaro.

O caso mais notório foi o de Aleksander Lacerda, coronel da Polícia Militar de São Paulo. Ele foi afastado pelo governador João Doria do Comando de Policiamento do Interior-7 (CPI-7), abaixo do qual estão sete batalhões com mais de 5 mil homens que atuam 78 municípios da região de Sorocaba. Motivo: postagens em redes sociais convidando “amigos” para o ato em favor de Bolsonaro.

O policial chamou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de “covarde”, por rejeitar o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em outro post, retratou Doria em trajes femininos junto com os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Omar Aziz (PSD-PA), Humberto Costa (PT-PE) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Todos foram chamados por Aleksander Lacerda de “cepas indianas prontas para acabar com o Brasil”.

O coronel postou ainda que o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, é beneficiário de um esquema “mafioso”.

Em 5 de agosto, em outra publicação em suas redes sociais, escreveu: “Sinto nojo do STF”. E em 16 de agosto, afirmou: “Liberdade não se ganha, se toma. Dia 7/9 eu vou”; e “Precisamos de um tanque, não de um carrinho de sorvete”. Sobre o dia 7 de Setembro, compartilhou a mensagem: “caldo vai esquentar”.

Também chamou a atenção a convocação para o ato, feita na redes, pelo coronel da reserva Ricardo Augusto Nascimento de Mello Araújo, atual presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), estatal vinculada ao Ministério da Economia, e apoiador ferrenho de Bolsonaro. Em vídeo, chamou “veteranos” para ajudar o presidente no dia 7.

“A Polícia Militar do estado de São Paulo participou dos principais movimentos do nosso país. Já lutamos em Canudos, as revoluções, 32, 64, sempre estivemos presentes. Não podemos nesse momento, em que o país passa por essa crise, que nós percebemos o comunismo querendo entrar, de forma lenta, trabalhada, ao longo dos anos, eles vêm implantando, mudando o ensino, querendo entrar no nosso país. Eu vejo que nós, Polícia Militar de São Paulo, a força pública, nós devemos nos unir. E no dia 7 de setembro, todos os veteranos da polícia de São Paulo, estar presente na avenida Paulista”, disse na gravação.

Outro policial que convocou colegas para os atos foi o coronel da PM paulista Homero de Giorge Cerqueira, ex-presidente do ICMBio, um órgão do governo federal. “7 de setembro deveremos estar na Paulista em apoio ao nosso presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. São Paulo recebe os piores salários de toda a Federação. Assim, como coronel da PM SP, convoco os veteranos a participar. Basta a essas ilegalidades”, disse o coronel, em vídeo publicado nas redes sociais.

Na capital paulista, um dos pontos de partida da manifestação dos policiais será na sede da Rota – um dos batalhões de elite da PM de São Paulo. Apesar do convite a veteranos da reserva, há expectativa que policiais da ativa que não estiverem em serviço compareçam à paisana e desarmados.

Como está a mobilização de policiais em outros estados
Governadores de outros estados, especialmente de partidos de oposição a Bolsonaro, também tentam garantir o controle de suas tropas para impedir atos de insubordinação nas PMs. Isso ficou claro recentemente, quando eles se reuniram em Brasília e pediram, sem sucesso, uma reunião com Bolsonaro.

No encontro, foram lembrados dois episódios: a paralisação de policiais em março de 2019, no Ceará, estado governado por Camilo Santana (PT); também a reação violenta de policiais, em maio deste ano, em Pernambuco, a manifestantes de rua que protestavam contra Bolsonaro nas ruas de Recife. Pernambuco é governado por Paulo Câmara (PSB)

No primeiro episódio, Bolsonaro disse que o movimento foi apenas uma “greve” e não um “motim” – a paralisação ficou marcada por um distúrbio em Sobral (CE), onde o senador Cid Gomes (PDT) foi atingido por dois tiros quando avançou sobre policiais com uma retroescavadeira. No segundo episódio, deste ano, em Recife, uma vereadora do PT levou um jato de spray de pimenta no rosto, ao se aproximar de uma viatura.

Um alerta soou no último dia 23, quando o coronel da reserva Davi Azim, do Corpo de Bombeiros do Ceará, divulgou vídeo chamando militares da reserva para Brasília para “adentrar ao STF e ao Congresso”. “Queremos entrar na paz, mas, caso haja reações, aí, sim, nós vamos ter que enfrentar, mesmo com a força, porque o que tiver lá para nos impedir, nós poderemos atropelá-los […] Temos que tomar atitudes severas. O povo forçará com isso a ação do nosso presidente e das Forças Armadas”, disse Azim, que ainda falou em entregar parlamentares e ministros do STF para serem julgados pela Justiça Militar. “Aí, sim, eu digo que será a nossa vitória”, disse no vídeo.

No mesmo dia, também causou apreensão entre governadores uma nota da Associação Nacional dos Militares Estaduais do Brasil. Nela, o presidente da entidade, o coronel da reserva Marcos Antônio Nunes de Oliveira, afirmou que as forças policiais não servem a objetivos políticos de governadores, ressaltando que elas são auxiliares do Exército – missão dada, no entanto, em caso de guerra contra invasores externos.

Lideranças descartam motins e apontam pautas
Apesar de todas essas manifestações, líderes representativos dos policiais descartam qualquer possibilidade de motim ou paralisações, ainda que admitam insatisfação da categoria com alguns governadores.

“A PM tem histórico de dois séculos de disciplina, de lealdade aos seus estados, ao povo brasileiro. Nunca haverá motim ou apoio à invasão do Supremo, por exemplo. Acho que quem diz que isso pode ocorrer quer é manchar a imagem da PM. Temos histórico de compromisso com a população; já servimos governos de esquerda, de direita e de centro, e nunca demonstramos nenhum tipo de indisciplina”, afirmou à Gazeta do Povo o deputado Capitão Augusto (PL-SP), presidente da Frente de Segurança Pública da Câmara e que fez carreira na PM paulista.

Questionado sobre o motivo da participação de policiais, ele responde que é apenas para apoiar Bolsonaro. “A gente quer demonstrar apoio ao Bolsonaro, por causa de decisões do STF, do próprio Congresso, dificultando o governo. Estão jogando contra”, diz. “O Supremo nitidamente colocou o Lula no jogo novamente, com anulações da Lava Jato. O Congresso está dominando as pautas, com a CPI da Covid, que já está extrapolando. E também tem o inquérito das fake news, com perseguição sobre conservadores”, diz o deputado.

Capitão Augusto diz que dois fatos recentes podem potencializar ainda mais a participação de policiais: em São Paulo, a própria decisão de Doria de afastar o coronel Aleksander Lacerda; e, em todo o país, a tentativa de deputados de aprovar, no novo Código Eleitoral, uma quarentena para que policiais não possam se candidatar a cargos eletivos antes de completarem cinco anos de exoneração de seus cargos nas corporações.

Para boa parte da categoria, o afastamento de Lacerda foi exagerado e arbitrário. “Emitir opinião política tem vedação, mas é transgressão leve. Ele não teve o direito de defesa, e nem se sabe se aquele é o Facebook dele ou não. É desproporcional. Quer punir? Instaura-se procedimento e, no final, dá advertência. Agora, sem direito à defesa, exonera do cargo, um policial com mais de 30 anos de bons serviços prestados? Doria jogou isso no lixo”, diz Capitão Augusto.

Boa parte da insatisfação com Doria também ocorre porque o governador não cumpriu a promessa de campanha de elevar o salário dos 90 mil policiais do estado. O apoio a Bolsonaro, por outro lado, está na promessa do presidente de editar uma medida provisória para que a Caixa libere uma linha de crédito para financiar imóveis com juros mais baixos para policiais de todo o país.

Em relação à proposta de quarentena eleitoral, o deputado diz que é um claro ataque aos conservadores. “Vai inflar ainda mais os ânimos. A esquerda defende marginal e a gente [policiais] vai contra as bandeiras que a esquerda defende. Isso também com magistrados e Ministério Público, porque a gente anda junto contra os bandidos”, disse.

MP afirma que participação de policiais em atos políticos é ilegal
Uma controvérsia sobre a manifestação é a participação de policiais da ativa que, por lei, não podem se envolver em atos políticos. Associações de policiais defendem a possibilidade de participação, desde que eles não estejam em serviço e compareçam à paisana, desarmados e sem qualquer demonstração de que representem a PM.

“Uma coisa é ser da ativa, outra coisa é estar em serviço. O policial é da ativa, mas está de folga. Não pode colocar sua calça jeans e manifestar como qualquer cidadão?”, questiona o coronel da reserva da PM de São Paulo Elias Miler da Silva, diretor de assuntos legislativos da Federação Nacional das Entidades dos Oficiais Militares Estaduais (Feneme).

O Ministério Público (MP) considera que qualquer participação de policiais em atos políticos é ilegal, mesmo à paisana. O MP é responsável pelo controle externo da atividade policial.

A Procuradoria do Distrito Federal, por exemplo, já pediu à PM de Brasília esclarecimentos acerca de uma nota, enviada ao site Congresso em Foco, de que a corporação não pretende punir policiais que participem dos atos, desde que não compareçam representando a instituição.

Em São Paulo, o MP também pediu informações sobre a participação de policiais no ato a favor de Bolsonaro. A Corregedoria da PM informou que nenhum policial terá folga no dia, de modo que todo o efetivo no estado seja usado para “reforçar o patrulhamento disciplinar” e, assim, impedir a participação de quem está na ativa.


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ONDA DE CENSURA NO PAÍS

 

Stephen Kanitz – NEWS

Estou muito preocupado em decifrar o tamanho dessa onda de censura da liberdade de expressão que toma esse país.

Estou calado até decifrar o que querem dizer com “somente fatos cientificamente comprovados” podem ser publicados, isso dito por um membro do Supremo.

Se for assim hipóteses serão censuradas, quaisquer hipóteses, o que significa o fim da ciência, justamente o contrário.

Significa também o fim do diálogo porque muitas coisas que achamos científicas poderão provar não serem, como mostra Karl Popper.

Quanto mais sei, menos sei.

O que não entendo é que os governantes normalmente censuram quem fala mal do governo.

O Brasil, sempre na contramão, está censurando e confiscando dinheiro ganho de quem defende o governo.

De fato, no governo militar censuraram a Imprensa.

Censuraram o Estadão, a Folha, O Jornal do Brasil, mas somente pequenos trechos, 99% do resto era publicado.

É como se o Supremo mandasse apagar um post ou outro, ou exigisse correção, o que hoje é possível e instantâneo.

Mas estão fechando sites inteiros, como se proibissem o Estado, a Folha, de existirem, o que não ocorreu em 1964.

E nunca os militares mandaram sequestrar o dinheiro dos anúncios e assinaturas desses jornais.

Pior, estes jornais tinham no seu conjunto somente 500.000 leitores.

Hoje estamos censurando jornalistas e políticos com mais de 12 milhões de seguidores.

O que está ocorrendo no Brasil é muito grave.

FUNDO ELEITORAL TERÁ MUITO DINHEIRO PARA AS ELEIÇÕES 2022

 

Por
Alexandre Garcia

Cronograma de Carga e Lacração – preparação da urnas para o 2° turno das Zonas Eleitorais do Paraná – Tags: eleições2018, eleições, voto, sulfrágio, Tribunal, urna eletronica. Fotos: André Rodrigues

| Foto: André Rodrigues/Arquivo/Gazeta do Povo

Vocês lembram que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) saiu do Congresso Nacional com uma surpresa: o que era, em 2020 na eleição municipal, um fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para os partidos usarem naquela eleição, converteu-se na proposta da LDO em R$ 5,7 bilhões. Justo, em plena época de a gente pagar conta da pandemia: a conta das vacinas, do dinheiro que foi para governadores e prefeitos e do auxílio emergencial necessário para milhões de brasileiros.

O presidente Bolsonaro sancionou a LDO com o veto a esse desperdício, esse exagero, esse desconhecimento dos nossos representantes das reais dificuldades do país. Pois, agora o presidente mandou para o Congresso Nacional o orçamento do ano que vem, prevendo o fundo eleitoral. Com o devido reajuste: agora é R$ 2,1 bilhões.

É muito dinheiro. Eu imagino que estejam gastando menos, porque hoje em dia campanhas eleitorais se fazem na rede social, basicamente. Está no Congresso agora, vamos ver o que eles dizem. Vamos ficar de olho! Porque esse dinheiro todo não veio de Marte, veio dos nossos impostos, que saem parte do nosso trabalho. Antes de sair do nosso bolso, tem que sair o suor do nosso corpo para pagar imposto, só pra gente lembrar.

Parada do patriotismo
Todo mundo fala da manifestação de domingo (5 de setembro). Não vai ter parada militar, mas vai ter a parada do patriotismo. Pessoal vai defender liberdade, democracia e Constituição. Agora é interessante que o governo da Bahia, as restrições para reuniões acima de 500 pessoas estavam valendo até 31 de agosto. Aí, o governo da Bahia prorrogou a validade até 10 de setembro. Muito importante para a pandemia, se fosse até 30 de setembro… Mas é até 10 de setembro. Claro que se prorrogasse até 8 de setembro daria na vista.

CPI mostra arrogância com motoboy
A CPI ontem foi mais uma demonstração de arrogância, de autoritarismo, de inquisição para cima de depoentes humildes, como aconteceu com aquele cabo da PM lá de Minas Gerais. Agora com um motoboy, o Ivanildo. Eu vi, pela aliança no dedo dele, que é pai de família. Ele faz entrega, como todos os milhões de motoboys desse país. Não ficam especulando para saber o que tem na carga ou não tem. Ele fazia saques e fazia pagamentos. Disse que nunca entregou dinheiro no Ministério da Saúde. Disse que, algumas vezes, entregou papéis no ministério.

Quiseram tirar o celular dele, ele não entregou. Tentaram tirar o celular dele, incrível! É uma coisa de revirar as entranhas da gente. Tomara que os motoboys desse país tenham acompanhado isso.

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VOTAR NO LULA É SOFRER DE AMNÉSIA

 

Por
Flavio Quintela – Gazeta do Povo

São Bernardo do Campo SP 15 11 2020-O ex presidente Luis Inacio Lula da Silva votou em ABC hoje pela manhã. foto Ricardo Stuckert

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.| Foto: Ricardo Stuckert

Na semana que passou, vi gente que sempre fez oposição ao PT – gente que afirmava jamais ter votado, e que prometia jamais votar em candidatos do PT – lamentando as declarações de Lula sobre a regulação da imprensa. O motivo? O medo de que essas declarações ajudem Bolsonaro numa eventual disputa contra o ex-presidente e ex-presidiário petista.

Como dizem por aí, no fundo do poço havia um alçapão. As pessoas têm a memória curta demais. Não chega nem sequer a ser uma vaga lembrança. Pois qualquer um que lembre do que os governos e os políticos petistas fizeram nas últimas décadas certamente não torceria para que Lula se torne mais palatável ao eleitorado.

A título de prestação de serviço público, quero trazer à memória algumas maravilhas que o PT deu ao Brasil enquanto governava o país.

Os que imaginam que um novo governo petista é uma opção viável ao governo Bolsonaro estão redondamente enganados e se arrependerão profundamente caso isso aconteça

O mensalão: o maior esquema de compra de votos da história do Brasil foi revelado em 2005. Comandado pelo então ministro da Casa Civil de Lula, José Dirceu, o esquema tinha a operação a cargo de Delúbio Soares e Marcos Valério. Dirceu, que hoje é um criminoso livre, acabou demitido da Casa Civil e teve seu mandato de deputado federal cassado por 293 votos a favor e 193 contra. Após longo julgamento pelo STF, 25 pessoas foram condenadas à prisão. Marcos Valério recebeu a pena mais longa: 40 anos, 2 meses e 10 dias de prisão. Outras estrelas do PT que acabaram condenadas foram o próprio José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha. Após sete anos de investigação, a Polícia Federal chegou a um número final para o desvio de dinheiro público por meio do esquema. Foram pelo menos R$ 101 milhões.

Os aloprados: sete petistas foram indiciados pela Polícia Federal, em 2006, pela tentativa de fabricação de dossiê falso contra Geraldo Alckmin e José Serra, com o intuito de prejudicá-los nas eleições que disputavam, respectivamente, contra os petistas Aloízio Mercadante e Lula. Os aloprados foram pegos com R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo, que seria usado para comprar os papéis falsos para incriminação dos tucanos.

O petrolão: considerado o maior caso de corrupção da história do mundo, o esquema de desvio de dinheiro público por meio de contratos superfaturados pela Petrobras causou um prejuízo de mais de R$ 42 bilhões ao Brasil. Estima-se que dois terços do dinheiro acabou nos cofres do PT e o terço restante, dividido entre outros partidos do esquema, em especial o PP, e funcionários de alto escalão envolvidos no esquema. As formas de entrega da propina variavam entre doações diretas aos partidos envolvidos, depósitos em contas no exterior e compra de bens e serviços destinados a políticos desses partidos. A descoberta e a investigação do petrolão foram os maiores feitos da Operação Lava Jato, e culminaram com a prisão de vários executivos das maiores construtoras do país, incluindo Marcelo Odebrecht; de diversos executivos da Petrobrás; e do ex-presidente Lula, ligado ao esquema pelos famigerados sítio de Atibaia e tríplex do Guarujá.


Obviamente que não podemos nos esquecer de tantas outras contribuições do PT que jamais foram esclarecidas, mas sobre as quais paira uma desconfiança eterna. É o caso do suposto envolvimento do partido com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do suposto envolvimento do partido com a morte dos prefeitos Celso Daniel (Santo André-SP) e Toninho (Campinas-SP).

O PT não é opção. Caso vença as eleições, o PT não voltará ao poder graciosamente. Dilma foi retirada da cadeira presidencial em virtude de um processo de impeachment. Os petistas aguardam por sua vingança, até hoje. Se voltarem à Presidência, certamente a concretizarão. Para usar uma expressão popular, virão com sangue nos olhos. Os que imaginam que um novo governo petista é uma opção viável ao governo Bolsonaro estão redondamente enganados e se arrependerão profundamente caso isso aconteça. Quem lamenta os deslizes verbais de Lula e quem prega o voto no PT caso tenhamos o segundo turno do fim do mundo não tem memória. E o pior que pode acontecer ao Brasil em 2022 é um povo com amnésia.


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quarta-feira, 1 de setembro de 2021

STF REINICIA HOJE O JULGAMENTO DO MARCO TEMPORAL

 

  1. Política 

‘Estadão’ apurou, no entanto, que apreciação na Corte deve ser adiada mais uma vez após um novo pedido de vista

Weslley Galzo, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) retomará nesta quarta-feira, 1º o julgamento sobre a aplicação da tese de “marco temporal” em demarcações de terras indígenas. O caso deve começar a ser votado pelos ministros, mas não há perspectiva de quando o processo será concluído. Todos os sinais são de que algum integrante da Corte pedirá mais tempo para análise. A avaliação nos bastidores é de que o País vive uma crise entre os poderes, e a situação exige cautela.

A decisão da Corte, seja ela qual for, terá impacto nas relações entre as instituições. A bancada ruralista no Congresso aposta na suspensão do julgamento como forma de ganhar tempo para correr em paralelo com um projeto de lei (PL 490) que trata do mesmo assunto, na Câmara. Acampados em Brasília desde 22 de agosto, cerca de 6 mil indígenas aguardam o encerramento do processo iniciado em 2016.

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 Indígena em manifestação contra o marco temporal. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Na avaliação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a palavra final sobre a demarcação de terras deve ser do Congresso, e não do Supremo. O texto em tramitação na Câmara admite a tese do marco temporal e permite a exploração de territórios indígenas por iniciativas do agronegócio, da mineração e da infraestrutura. Caso o julgamento seja suspenso, a FPA pretende avançar com esse projeto.

Pelo entendimento do marco temporal, uma terra indígena só pode ser demarcada se ficar comprovado que os índios estavam naquele território na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988

Ana Patté, do povo Xokleng, afirmou que o eventual pedido de suspensão do julgamento, por tempo indeterminado, seria um duro revés à mobilização indígena. “Querem deixar a gente no cansaço para ver se a gente desiste, mas não vai ser o pedido de vista que vai enfraquecer a nossa luta”, disse ela.

O povo Xokleng está no centro da disputa de um território que hoje envolve uma reserva ambiental. A etnia divide a tutela da Reserva Indígena de Ibirama-La Klanõ com os povos Kaigang e Guarani, mas a Fundação Amparo Tecnológico ao Meio Ambiente, do governo de Santa Catarina, pede a reintegração de posse das terras.

É neste contexto que a Procuradoria-Geral de Santa Catarina passou a adotar a tese do marco temporal. Por ser uma pauta de repercussão geral, os ministros do Supremo também vão discutir a validade de um parecer editado pela Advocacia-Geral da União (AGU), em julho de 2017, que obrigou todos os órgãos do governo federal a seguir o entendimento do marco temporal, restringindo as demarcações de terras indígenas.

“O marco temporal não significa a extinção dos direitos dos indígenas. Pelo contrário: denota que as reivindicações das comunidades indígenas para demarcação de novas áreas deverão ser precedidas de prévia e justa indenização das propriedades privadas eventualmente afetadas, ou seja, reconhecendo o direito de todos os envolvidos, o que propiciará a solução pacífica dos conflitos”, afirmou Rudy Ferraz, chefe da assessoria jurídica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O julgamento já foi postergado três vezes seguidas, desde que foi levado ao plenário do Supremo, antes do recesso no Judiciário. Há tanta divergência sobre o assunto que alguns ministros podem abandonar posições adotadas recentemente em decisões favoráveis aos indígenas. No ano passado o STF decidiu, por unanimidade, que o governo federal é obrigado a fornecer ajuda às comunidades indígenas no enfrentamento da pandemia de covid-19. Além disso, reconheceu que o processo de demarcação é de competência exclusiva da Fundação Nacional do Índio (Funai), e não do Ministério da Agricultura.

Como mostrou o Estadão, porém, a Funai mudou de lado na polêmica do marco temporal. Antes, pregava a demarcação da terra do povo Xokleng, em Santa Catarina. No governo de Jair Bolsonaro, porém, já se mostrou a favor da tese defendida pelos produtores rurais.

Para a deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara e integrante da FPA, a ação mais “responsável” a ser adotada pelo Supremo é a de reconhecer a constitucionalidade da tese do marco temporal. “É necessário dar segurança jurídica para quem detém a posse da terra”, disse.

Os indígenas, porém, já planejam outro recurso, caso sejam derrotados. “Buscaremos o nível internacional, porque há necessidade de preservar”, afirmou o líder Brasilio Pripra Xokleng.

AS CAMADAS DA SOCIEDADE

 


  1. Cultura
     

E afinal, minha querida leitora e meu caro leitor, qual seria seu ‘eu’ mais íntimo e verdadeiro?

Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo

Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós. 

Magritte
‘Décalcomanie’, 1966, de René Magritte Foto: Photothèque R. Magritte

A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo. 

Recebi uma religião no berço. Fui batizado católico, apostólico, romano. Segui a lista de sacramentos e recebi minha primeira comunhão, confessei-me e fui crismado. Candidatei-me a um quarto sacramento, a ordem, mas não segui o impulso até o fim. Como católico praticante, incorporei liturgias, práticas devocionais, repertório e comportamentos. Criei um hábito, aquele que, segundo velho ditado cristão, não faria, sozinho, o bom monge. Despi-me e, com ele, foi-se o religioso. Era uma camada, a terceira, tão aleatória quanto as anteriores.

Meus títulos profissionais e acadêmicos? Bem, quase todos só valem no Brasil. Atravesso uma fronteira e só posso ser servente em uma construção… Logo, mesmo que envolvam esforços meus, tem algo de randômico. Nos EUA, em uma casa que alugamos, a mulher da limpeza era advogada mineira, com carteira da OAB. A camada jurídica não resistiu à alfândega. Bem o sabe o médico brasileiro com anos intensos de estudo que, nos EUA, pode ir para a prisão se prestar algum serviço. Seus títulos e esforços o qualificam para atender corpos com o mesmo passaporte e em território nacional. Camada sobre camadas: a quarta.

Poderia ampliar nossa múltipla cebola identitária. Talvez, como no bulbo citado, ao se retirarem as camadas, encontramos o nada. Sou feito de sobreposições, ainda que elas sejam fruto do acaso combinado com minhas respostas aos acidentes da vida. Uma curva tensa entre convenções e percepções do que seria o real. 

Dizem que pouco antes de morrer, a 3 de outubro de 1226, Francisco de Assis estipulou: “Quando perceberdes que cheguei ao fim, do jeito que me vistes despido antes de ontem, assim me colocai no chão, e lá me deixai ficar mesmo depois de morto, pelo tempo que alguém levaria para caminhar uma milha, devagar”. O frade fundador queria estar no chão, despido de toda pompa, roupa e circunstância. Ao redor da pequena igreja da Porciúncula e da Capela do Trânsito onde ele faleceu, ergue-se hoje a majestosa basílica de Nossa Senhora dos Anjos. Uma imensa e luxuosa… camada arquitetônica que grita, alta e com luxo, a mensagem que o santo desejou evitar. As sobreposições são tão fortes que nos tomam mesmo após a morte. 

E, afinal, minha querida leitora e meu caro leitor, qual seria, de verdade, seu “eu” mais íntimo e verdadeiro? Difícil separar rosto de máscara, substantivo de adjetivo, você de tantas outras personagens. Vamos piorar tudo: cada um é uma pessoa para sua família e outra para seu trabalho. Alguns cidadãos possuem uma personalidade específica para o trânsito, quase sempre a pior. E quando bebe? E quando está tranquilo na praia? Esse amplo concílio de “vocês” é, somado, o eu indivisível e profundo que você chamaria de “eu”? A internet facilitou mais camadas possíveis de recortes aleatórios de marketing pessoal. Apesar de sempre ter sido um desafio, “conhece a ti mesmo” do Templo de Apolo em Delfos virou uma jornada épica. A frase melhor de hoje: “Fora seu Instagram, você está bem?”.

Vejo o vídeo de uma senhora berrando em uma manifestação. Seu discurso é de ódio puro, catártico, furibundo e agressivo. Imagino-a chegando em casa, retirando a camiseta, tomando um banho e brincando com os netinhos ou com o gato enrolado aos seus pés. Volta a ser vovó, dona de receitas e de afagos, em tudo distante daquela pessoa que, há pouco, seria capaz de invadir a Polônia com seu panzer. Onde está a mentira? Na dona do bichano ou na manifestante? Duas antíteses ou mais um “estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hide”?

O cachimbo deforma a boca; as camadas constroem identidades. Sou eu e minhas circunstâncias, como queria Filipe II e Ortega Y Gasset. Na circunstância atual, querida leitora e estimado leitor, você seria alguém com esperança? 

É HISTORIADOR, ESCRITOR, MEMBRO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, AUTOR DE ‘A CORAGEM DA ESPERANÇA’, ENTRE OUTROS

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O comportamento do consumidor está em uma constante mudança. A transformação digital e os novos hábitos e possibilidades que ela trouxe para nosso dia a dia, vem mudando a maneira como os consumidores compram e se relacionam com as empresas

Pare e pense! Quantas vezes você já pesquisou um produto online antes de fazer uma compra em uma loja física ou mesmo descobriu um produto em uma loja física, mas fez a compra em outro momento em seu site?

Se você se reconheceu em qualquer um destes cenários, saiba que esse comportamento não é exclusivamente seu.

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em 2019 para investigar o perfil e os hábitos de compra de consumidores digitais das 27 capitais brasileiras indicou que 97% dos consumidores buscam informações na internet antes de comprar em lojas físicas.

Ao enxergarem isso, as empresas vêm percebendo como diferentes canais de compra podem se integrar, gerando uma experiência de consumo expandida. Isso se chama: omnichannel.

O que é Omnichannel

Omnichannel é um conceito que preza pela integração da experiência do consumidor nos canais online e off-line. A estratégia é baseada no entendimento que a jornada do consumidor é fluida dentro dos diferentes canais e, assim, para uma experiência positiva é preciso que as informações estejam integradas.

Na prática isso significa que o omnichannel cria condições para que o consumidor compre da maneira que achar melhor, tendo uma experiência orgânica.

Vantagens do Omnichannel para o Varejo

Aumento de vendas

Ao utilizar o Omnichannel no varejo, é possível ampliar seu número de vendas, já que ao monitorar a compra dos clientes, entender como funciona sua jornada e quais são seus produtos favoritos é possível oferecer ofertas personalizadas e incentivar a compra de algum produto já avaliado pelo consumidor através de uma estratégia de marketing.

Praticidade

As informações integradas ajudam no maior controle das informações, levando mais praticidade para análise de dados, gerenciamento de informações e atendimento ao cliente.

Redução do ciclo de venda

Ao mapear e integrar as informações da jornada do cliente, é possível acelerar sua tomada de decisão com uma oferta sob medida para sua necessidade ou mesmo com um relacionamento personalizado para derrubar as objeções.

Fidelização de clientes

A maior parte dos consumidores anseiam por experiências personalizadas e suporte de atendimento focado na resolução dos seus problemas. A estratégia de omnichannel, ao entregar uma melhor experiência e relacionamento, tende a fidelizar os clientes. Fidelização que significa maior faturamento visto a recorrência de compra e redução do custo de aquisição de novos clientes.

Coleta de dados

Coletar dados dos canais de compra e poder avaliá-los de maneira integrada dará uma visibilidade 360° da experiência do consumidor. Melhor capacidade analítica e gerencial para a criação de estratégias de venda.

Conclusão

É preciso que as empresas de varejo enxerguem e apostem no omnichannel como uma estratégia fundamental, caso desejem estar preparados para esse novo consumidor. O futuro do varejo vem aí. Adequar-se para vender da maneira que o cliente desejar comprar é o primeiro passo.

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A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO

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A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

QUEM SOMOS

A Plataforma Comercial da Startup ValeOn é uma empresa nacional, desenvolvedora de soluções de Tecnologia da informação com foco em divulgação empresarial. Atua no mercado corporativo desde 2019 atendendo as necessidades das empresas que demandam serviços de alta qualidade, ganhos comerciais e que precisam da Tecnologia da informação como vantagem competitiva.

Nosso principal produto é a Plataforma Comercial Valeon um marketplace concebido para revolucionar o sistema de divulgação das empresas da região e alavancar as suas vendas.

A Plataforma Comercial ValeOn veio para suprir as demandas da região no que tange à divulgação dos produtos/serviços de suas empresas com uma proposta diferenciada nos seus serviços para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos

Diferenciais

  • Eficiência: A ValeOn inova, resolvendo as necessidades dos seus clientes de forma simples e direta, tendo como base a alta tecnologia dos seus serviços e graças à sua equipe técnica altamente capacitada.
  • Acessibilidade: A ValeOn foi concebida para ser utilizada de forma simples e fácil para todos os usuários que acessam a sua Plataforma Comercial , demonstrando o nosso modelo de comunicação que tem como princípio o fácil acesso à comunicação direta com uma estrutura ágil de serviços.
  • Abrangência: A ValeOn atenderá a todos os nichos de mercado da região e especialmente aos pequenos e microempresários da região que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona.
  • Comprometimento: A ValeOn é altamente comprometida com os seus clientes no atendimento das suas demandas e prazos. O nosso objetivo será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e poder divulgar para eles os produtos/serviços das empresas das diversas cidades que compõem a micro região do Vale do Aço e obter dos consumidores e usuários a sua audiência.

Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores como:

REVOGAÇÃO DA LSN PODE LIVRAR JEFFERSON DA PRISÃO

 

Divulgação PTB Nacional © Divulgação PTB Nacional Divulgação PTB Nacional

O presidente Jair Bolsonaro terá uma decisão difícil até amanhã, quando deve sancionar – ou não – o PL 2.108/21, aprovado no Congresso Nacional, que revoga a Lei de Segurança Nacional.

A LSN foi usada várias vezes desde o início de seu Governo pela Advocacia Geral da União para justificar inquéritos e processos contra críticos, como artistas e jornalistas.

Mas há um agravante na sua porta. O aliado e amigo de décadas Roberto Jefferson, presidente do PTB, que foi preso, está enquadrado em crimes na Lei de Segurança Nacional pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no inquérito que investiga ataques à Corte e instituições democráticas. Jefferson pode ter a chance de relaxamento de prisão se o presidente da República sancionar a revogação.

Neste caso, algumas denúncias contra Jefferson caem na Justiça Federal e isso pode facilitar sua soltura. Recairia sob a ficha, a depender da interpretação do ministro, crime de homofobia e incitação à violência.

Outro que pode se beneficiar com a revogação da LSN é o deputado federal Daniel Silveira, que, a exemplo de Jefferson, atacou o STF e ministros.

A LSN foi criada em 1983, no regime militar. Pouco usada desde então, virou xodó para a AGU e parte do Judiciário: são mais de 50 inquéritos com base na Lei desde 2019.

REFORMA ELEITORAL EM ANDAMENTO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo

Plenário da Câmara dos Deputados.| Foto: Pablo Valadares/Agência Câmara

Tema recorrente quando se trata de alterar a legislação eleitoral, a tipificação do caixa dois também está prevista no texto do novo Código de Processo Eleitoral, relatado por Margarete Coelho (PP-PI) e que tem votação prevista para esta quinta-feira, já que a vontade do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é conseguir que as mudanças sejam aprovadas ainda a tempo de serem aplicadas já nas eleições de 2022. Por mais que a definição de um crime específico de caixa dois seja positiva – ela chegou, por exemplo, a constar das Dez Medidas Contra a Corrupção, propostas pelo Ministério Público Federal durante a Lava Jato e posteriormente destroçadas no Congresso –, ela precisa ser feita de forma muito cuidadosa para não deixar brechas à impunidade. E, a julgar pelos especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, há, sim, portas abertas para este efeito indesejado.

No texto que deve ser votado, o crime de caixa dois consiste em “doar, receber, ter em depósito ou utilizar, de qualquer modo, nas campanhas eleitorais ou para fins de campanha eleitoral, recursos financeiros fora das hipóteses da legislação eleitoral”, com pena de multa e dois a cinco anos de prisão, que pode ser aumentada dependendo da origem do dinheiro. A redação do artigo, por si só, já poderia ser aprimorada – caso, por exemplo, da expressão “hipóteses da legislação eleitoral”, que poderia ser substituída por “regras previstas neste Código e na legislação eleitoral”; ou de se afirmar explicitamente que se trata de recursos recebidos e não registrados. A título de comparação, nas Dez Medidas o caixa dois era definido como “manter, movimentar ou utilizar qualquer recurso ou valor paralelamente à contabilidade exigida pela legislação eleitoral” e “Ocultar ou dissimular, para fins eleitorais, a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal, de fontes de recursos vedadas pela legislação eleitoral ou que não tenham sido contabilizados na forma exigida pela legislação”, uma redação bem mais precisa.

Uma tipificação necessária se vê prejudicada pelo seu entorno, que dificulta a descoberta do crime e, mesmo quando o caixa dois é identificado, ainda permite que os culpados escapem impunes

Mesmo a redação pouco polida, no entanto, já é considerada um avanço por entidades e movimentos de combate à corrupção; o grande problema, para todos eles, está no restante do projeto, que pode inviabilizar a punição do caixa dois. Além de todo o afrouxamento na fiscalização e na transparência da prestação de contas dos partidos e candidatos, de que já tratamos nesse espaço, especialistas e entidades criticam especialmente dois itens previstos pela relatora: a possibilidade de acordo de não persecução penal, que afastaria a punição aos infratores; e a previsão segundo a qual “o juiz poderá deixar de aplicar a pena ou poderá reduzi-la de um terço a dois terços se a omissão ou irregularidade na prestação de contas for de pequeno valor, de origem lícita e advinda de doador autorizado pela legislação eleitoral”, com a agravante de que não fica definido que “pequeno valor” é este, abrindo espaço para a subjetividade. Uma tipificação necessária, portanto, se vê prejudicada pelo seu entorno, que dificulta a descoberta do crime e, mesmo quando o caixa dois é identificado, ainda permite que os culpados escapem impunes.


Além disso, uma outra controvérsia relativa à tipificação do caixa dois está no futuro das ações que já tramitam com base no artigo 350 do atual Código Eleitoral, que descreve o crime de “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”, e que vem sendo aplicado aos casos de caixa dois. Os acusados de hoje poderiam pleitear uma anistia no Judiciário sob o argumento de que a tipificação seria uma admissão implícita de que o crime não existia anteriormente – raciocínio muito questionável, já que a aplicação do atual artigo 350 aos casos de caixa dois é evidente e não exige malabarismo jurídico algum. A relatora tentou contornar este problema ao inserir, no seu parecer, dispositivo pelo qual “as ações penais ajuizadas antes da vigência desta lei e relativas à falsidade na prestação de contas, tipificadas no artigo 350 da Lei 7.737, 15 de julho de 1965, permanecerão por ele regidas”. Providência necessária para eliminar qualquer dúvida, mas que fatalmente acabará judicializada de qualquer maneira, com risco nada desprezível de uma interpretação favorável aos réus acabar prevalecendo.

Os perigos estão devidamente identificados, bem como as formas de saná-los, preservando a tipificação do caixa dois sem as armadilhas que dificultarão a punição dos infratores. Este, no entanto, é trabalho que exige um pente-fino no projeto, tantos são os itens problemáticos. Resta saber se haverá disposição e tempo para corrigir o texto, dada a pressa e os interesses nada republicanos que movem parte daqueles que estão encarregados de aprová-lo.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/o-caixa-dois-no-codigo-eleitoral-e-as-brechas-para-a-impunidade/
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