segunda-feira, 23 de agosto de 2021

POLICIAIS FICAM CONTRA OS GOVERNADORES QUE NÃO APOIAM O PRESIDENTE

 

  1. Política 

Coronel, que comanda no interior tropas com 5 mil homens, publicou as críticas em rede social; corporação reage e diz que ilegalidades ‘serão punidas’

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

Um comandante da Polícia Militar de São Paulo está convocando seus “amigos” para a manifestação do dia 7 de Setembro em Brasília, classificada pela Procuradoria-Geral da República como “tentativa de levante”, na qual bolsonaristas pretenderiam atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso em nome da adoção do voto impresso. 

O chefe do Comando de Policiamento do Interior-7 (CPI-7), coronel Aleksander Lacerda, tem sob suas ordens 7 batalhões da PM paulista, cuja tropa de cerca de 5 mil homens é desdobrada em 78 municípios da região de Sorocaba, sede do CPI-7. O oficial afirma ainda que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), é “covarde”, que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), é uma “cepa indiana” e o deputado Rodrigo Maiarecém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas do Estado, é qualificado como beneficiário de um esquema “mafioso”. 

Aleksander Lacerda
O coronel da PM Aleksander Lacerda, responsável pelo Comando de Policiamento do Interior-7 Foto: Diego Gama/Câmara Municipal de Sorocaba (3/8/2020)

As manifestações do coronel são o mais forte episódio de contaminação do bolsonarismo na PM paulista, pois envolvem um comandante da ativa – o que, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão, pode configurar transgressão disciplinar. Elas acontecem em meio à crescente tensão no País com a convocação dos atos do 7 de Setembro. Além dele, militares bolsonaristas da reserva em Estados como Ceará e São Paulo, têm convocados veteranos da PM para os atos. Esse é o caso do coronel Ricardo Mello Araújo, diretor do Ceagesp, que gravou um vídeo em sua conta do Instagram convocando veteranos da Rota. 

Ao contrário dos integrantes da ativa, os homens da reserva podem participar de manifestações. O medo de ruptura ligada às PMs faz parte do cenário traçado por oficiais generais e ex-ministros da Defesa como Raul Jungmann, conforme revelou o Estadão. O temor é que Bolsonaro use as PMs para tentar uma ruptura e melar as eleições de 2022. No sábado, 21, os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Piauí, Wellington Dias (PT) anunciaram um encontro, hoje, entre 24 governadores para discutir a defesa das instituições democráticas. 

Posts

O coronel Lacerda fez suas manifestações em sua conta no Facebook. Após a Secretaria de Segurança ser procurada anteontem pela reportagem, o coronel fechou ontem a conta para desconhecidos. Até então, tudo era público. Em 16 de agosto, postou: “Liberdade não se ganha, se toma. Dia 7/9 eu vou” No dia 20, o coronel publicou mensagem na qual é dito que “nenhum liberal de talco no bumbum” consegue “derrubar a hegemonia esquerdista no Brasil”. “Precisamos de um tanque, não de um carrinho de sorvete”. Sobre o dia 7 de Setembro, compartilhou a mensagem: “caldo vai esquentar”. 

Whatsapp
O coronel da PM-SP chamou Pacheco de covarde por não levar adiante impeachment de Alexandre de Moraes Foto: Reprodução/Facebook

Sobre o senador Pacheco, escreveu, ao compartilhar a notícia de que ele se recusara a levar adiante o pedido de Bolsonaro de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes: “Covarde! Honre seu Estado, que nos deu Tiradentes, JK, Tancredo e tantos outros”. Doria foi retratado como travesti em montagem ao lado dos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Omar Aziz (PSD-PA), Humberto Costa (PT-PE) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e chamados de “cepas indianas prontas para acabar com o Brasil”. No dia 18, o coronel compartilhou post do ex-senador Magno Malta no qual pergunta se os ministros Moraes e Luís Roberto Barroso vão punir “Doria e Zé Dirceu”, igualando a situação do governador com a do líder petista. 

O coronel agia principalmente por meio do compartilhamento de publicações de blogueiros e de parlamentares bolsonaristas. Ao todo, o Estadão contou 397 publicações de caráter político e partidário entre os dia 1.º e 22 de agosto. Foram 152 delas com campanhas bolsonaristas, como a do voto impresso, por meio de posts de deputados como Carlos Jordy (PSL-RJ) e Filipe Barros (PSL-PR), o relator da PEC do Voto Impresso, derrotada na Câmara. 

Facebook
Coronel compartilhou publicação com ministro retratado como ditador nazista; em outra, deixa clara sua intenção de participar de manifestação pró-Bolsonaro

Também havia publicações sobre o Movimento Brasil Livre (MBL), chamado de “PSOL infantil” com uma foto do deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é chamado de “molusco”, “corrupto” e “mais perigoso sem tornozeleira do que Bolsonaro sem máscara”. 

O coronel publicou ainda 148 críticas e ofensas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de seus ministros. O coronel disse em 5 de agosto: “Sinto nojo do STF”. Alexandre de Moraes é retratado em uma publicação como um bigode do ditador Adolf Hitler. 

Já o ministro Luiz Carlos Barroso é visto em uma montagem vestindo um uniforme da política secreta de Stalin, a NKVD, por sua atuação à frente do TSE. Por fim, o coronel fez publicações contra o presidente do STF, Luiz Fux, e o ministro Edson Fachin, chamado de “vergonha” e com a hashtag #forafachin. 

Em outra postagem, o coronel se diz “100% com Sérgio Reis”. O cantor foi alvo de busca e apreensão determinada pelo ministro Moraes por incitar caminhoneiros e ruralistas para a manifestação do 7 de Setembro pelo impeachment de ministros do STF e pelo voto impresso. “Se em 30 dias não tirarem aqueles caras nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra. Pronto. É assim que vai ser”, disse Reis. Ele também afirmou que os caminhoneiros iam parar o País por 72 horas. “Ninguém anda no País, não vai ter nem caminhão para trazer feijão para vocês aqui dentro.”

Facebook
‘Cepa indiana’: É assim que o comandante descreve o governador, ao lado de políticos da oposição

Paulista

Além de Brasília, está previsto outro protesto bolsonarista no dia 7, na Avenida Paulista, em São Paulo. Ontem, o governo paulista informou que cumprirá decisão judicial que decidiu que o lugar, disputado também pela oposição, será ocupado por bolsonaristas. Em grupos de WhatsApp de PMs foram compartilhadas mensagens que preveem envio de 82 ônibus e 16 vans do interior para a capital. 

Em nota, a PM informou ser “uma instituição de Estado legalista, que tem o dever e a missão de  defender a Constituição e os valores democráticos do País”. “Postagens e opiniões expressadas por PMs em contas privadas de redes sociais, eventos oficiais públicos e na mídia em geral, quando atentarem contra as normas vigentes e tomarem contornos de ilegalidade, serão punidas com rigor. O conteúdo citado pela reportagem passa por análise criteriosa da Corregedoria.” O Estadão não conseguiu localizar o coronel. Para Lacerda, a fala de Reis era mero exercício da liberdade de expressão. Após fechar sua página, ele publicou uma foto com a imagem de um guerreiro cruzado.

domingo, 22 de agosto de 2021

NÃO TEMOS CONTROLE ABSOLUTO DO FUTURO

 

  1. Cultura 

‘Capotar’, aqui, significa ir reagindo ao mundo ao redor a partir de pequenos acidentes e acasos. Os exemplos que darei são concretos. Qualquer semelhança com a vida real é verdadeira

Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo

Falamos muito de estratégia: a capacidade de antever e preparar os passos seguintes. Funciona das guerras às carreiras, da educação de filhos ao cálculo político. O termo está em alta nas leituras corporativas. 

Sabemos que ninguém tem controle absoluto do futuro. O que está à frente é aleatório e nunca pode existir um plano minucioso total, pois, necessariamente, o acaso consegue se impor. As teorias costumam debater possibilidades de cenários adversos. O conto A Cartomante (Machado de Assis) sempre mostra que o porvir adora esposar o randômico e união irônica. 

Vou exemplificar. Se você tivesse um filho por volta de 1980, e quisesse prepará-lo para uma carreira brilhante, colocaria em boas escolas, cursos de línguas, viagens instrutivas e muitos cuidados para o mundo. Eu e você jamais imaginaríamos que ser youtuber seria uma das atividades mais lucrativas. Para tal atividade, seria bom ter inscrito o filho em aulas de interpretação, criatividade e uso de iluminação. Quem incluiria ring lights na formação do seu filho até o ano 2000? Claro que a boa formação tradicional continua tendo enorme valor. A vida apenas aumentou muito as possibilidades. 

Olhamos produtos acabados, inclusive biográficos. Gostamos de indicar que foram fruto de muita reflexão estratégica. A realidade? O acaso desempenha um papel central na vida da maioria. Qual o meio de transporte até o ponto a que chegamos? Quase sempre “capotando”. “Capotar”, aqui, significa ir reagindo ao mundo ao redor a partir de pequenos acidentes e acasos. Os exemplos que darei são concretos. Qualquer semelhança com a vida real é verdadeira. 

Uma amiga teve um filho com o marido e, infelizmente, o casamento foi enfrentando dificuldades. Quando o menino tinha dois anos, acharam por bem fazer a separação, porém esbarraram em um problema inesperado: a falta de dinheiro para o divórcio. A renda era escassa para os dois sob o mesmo teto e inviável para promover outro endereço. Decidiram ao melhor estilo harmônico: até que houvesse melhoria financeira, ele dormiria em outro quarto e conviveriam, todavia não seriam mais marido e mulher. Bem, a mesma falta de dinheiro estimulava que ambos não saíssem ou passeassem em separado. Foram “capotando” no mesmo endereço até que, em uma noite fria, sem fundos, com hormônios, geraram uma filha. O casamento segue até hoje. Tudo fruto de “capotagens” variadas. 

A crise estimula mudanças de rota. Claro: podemos ter a estratégia. Todavia, ela dialogará com as cartas que saem de forma indecifrável. Meu exemplo? Terminado o curso superior, comecei a dar aula na mesma universidade que me formou: a Unisinos (São Leopoldo – RS). Inscrevi-me no curso de mestrado da PUC-Porto Alegre. Jovem professor universitário, com 23 anos, parecia ter uma vida inteira decidida. Um amigo meu, Sérgio Bairon, estava em São Paulo começando a pós na USP. Convidou-me para vir conhecer o processo seletivo. Embarquei em um ônibus e, 18 horas depois, estava na rodoviária do Tietê. Decidi fazer a prova da FFLCH-USP. Passei. Pedi demissão da minha querida Unisinos e apostei em São Paulo, morando em uma pensão e voltando a dar aulas para (o que então era) a quinta série. Fiz a pós, doutorei-me, fiz o concurso da Unicamp e entrei. De novo, uma década depois, eu estava em uma linha reta: professor concursado de um dos melhores cursos do país na minha área. Quase uma ferrovia reta e direta para minha vida. Tudo parecia fruto do planejamento estratégico de anos de muito, muito estudo. 

Claro, como professor eu dava palestras acadêmicas em congressos e apresentava trabalhos. Comecei a fazê-lo em ambientes corporativos. Alguns vídeos vazaram na internet e foram viralizando. Os convites cresceram. Surgiram outros caminhos na imprensa e… estou aqui agora. O caso tem ambiguidades: jamais imaginei exercer as funções que tenho hoje. Porém, sem dúvida, os preparos da minha área e das minhas leituras estão presentes em todo ato. Capotei ou dirigi o carro parando em postos que fossem confiáveis na jornada? Há argumentos bons para os dois casos.

Homem reflexivo
Imagem ilustrativa Foto: Pixabay/@Fotorech

Sim, querida leitora e estimado leitor: quando nos sentamos com alunos, orientandos, netos ou funcionários, somos obrigados ao papel hierárquico de mostrar como seguimos rotas claras que expliquem como chegamos até ali. Nossa família? Fruto de escolha racional. Nossas carreiras seguiram um crescente acerto de boas portas abertas por nós mesmos… Passamos a dar conselhos olhando a estrada reta, clara e objetiva que seguimos. Raramente destacamos as capotagens, o acaso, os incidentes, as mudanças sem nenhuma lógica. 

Gauguin deixou a carreira financeira para pintar. Minha amiga Gabriela Prioli se preparou muito para ser uma excelente advogada criminalista. Meu pai abandonou o magistério para ser advogado. Minha mãe planejou o dobro de filhos que realmente teve. Médicos oftalmologistas e cardiologistas se tornaram renomados endocrinologistas ou nutrólogos. Vida, mercado, capotagens, escolhas em meio a mudanças. Se eu tivesse que dar um conselho, diria: “Evite capotar, mas, se acontecer, esteja de cinto e tente transformar os danos em aprendizado”. E repetiria com um uísque: “Keep walking”… Esta é minha esperança maior. 

* Leandro Karnal é historiador, escritor, membro da Academia Paulista de Letras, autor de A Coragem da Esperança, entre outros

AMAZÔNIA EMITE MAIS CARBONO DO QUE ABSORVE

 

  1. Sustentabilidade 

‘Na Amazônia, a realidade é pior do que disse o IPCC’, conta Luciana Gatti, cientista do Inpe responsável pelo estudo de nove anos sobre a Floresta Amazônica

Emílio Sant’Anna, O Estado de S.Paulo

As últimas semanas trouxeram notícias nada animadoras sobre as mudanças climáticas. No início deste mês, o relatório do IPCC, o painel climático da Organização das Nações Unidas, apontou que o planeta ficará 1,5ºC mais quente até 2040 – uma década antes do previsto. Menos de um mês antes, um estudo publicado na revista Nature mostrou que algumas áreas da Floresta Amazônica já emitem mais dióxido de carbono do que absorvem. A pesquisa foi liderada por Luciana Gatti, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, e não foi parte das análises do relatório do IPCC por ter ficado pronta pouco tempo antes.

Foram nove anos dedicados a esse estudo – com uma depressão, como consequência, para sua autora. “A Amazônia é como um ser gigantesco, de uma divindade enorme. Imaginava que aquela grandeza toda fosse capaz de achar uma saída para o dano que estamos fazendo nela. Quando eu vi que não, isso me baqueou”, diz Luciana nesta entrevista ao Estadão.

Floresta Amazônica
Floresta Amazônica Foto: Daniel Beltrá/Greepeace

Como você avalia os resultados do IPCC em relação a seu trabalho? Ele não fez parte do relatório?

O início do trabalho está lá. É uma série de nove anos, e a primeira parte, 2010 e 2011, está lá. Naquele momento, não dava para concluir nada porque um ano foi completamente diferente do outro. Em 2010, foi um ano de El Niño, muito quente, muito seco, com muita queimada e a emissão de carbono foi enorme. A gente esperava, como todo mundo, que a Amazônia fosse um sumidouro de carbono. Naquela época, achamos que 2011 não foi porque estava se curando do 2010 dramático. Aí veio o resultado de 2012, 2013 também. E 2014, mais ainda. Em 2017, eu apresentei pela primeira vez esse trabalho. Na época, eu estava deprimida por ver que a Amazônia é realmente uma fonte de carbono e isso foi muito pesado para mim, passei um tempo deprimida. 

Amazônia
Estiagem e incêndios florestais associados ao El Niño de 2015-2016 causaram, até três anos após o evento climático, a perda de 3 bilhões de plantas e a emissão de 495 milhões de toneladas do gás de efeito estufa – quantidade superior à perdida anualmente com o desmatamento em toda a Amazônia brasileira Foto: Erika Berenguer

Deprimida clinicamente?

Sim. Ver que a Amazônia está emitindo mais do que absorvendo é notícia terrível. Ela está em mudança e uma mudança séria. Isso foi em 2016. 

Como isso a surpreendeu?

Em 2014, meu primeiro movimento foi questionar o nosso método. Comecei a pensar que havia algo errado. Investi anos em melhorar isso. Desenvolvi sete métodos diferentes. O que usamos, o sétimo, é super-sofisticado, validado. Foram dois anos de trabalho até publicarmos esse método. É muita responsabilidade você dizer ao mundo que a Amazônia está emitindo mais carbono do que absorvendo. Eu não me sentiria confortável em dizer se não tivesse 100% de certeza.Eu estava deprimida por ver que a Amazônia é realmente uma fonte de carbono e isso foi muito pesado para mim, passei um tempo deprimidaLuciana Gatti, pesquisadora do Inpe

A que você atribui essa reação tão forte? 

Tenho uma relação muito forte com a natureza. A Amazônia é como um ser gigantesco, uma divindade enorme. Imaginava que aquela grandeza toda fosse capaz de achar uma saída para o dano que lhe estamos fazendo. Quando vi que não, isso me baqueou. Do ponto de vista científico, a Amazônia, hoje se acredita, está compensando uma quantidade muito grande do quanto a humanidade está emitindo de CO² na atmosfera. Então, não só não tê-la ajudando como vê-la contribuindo (para emitir mais CO²)… significa que a realidade é pior do que o que o IPCC disse. Cerca de 86% das emissões mundiais vêm da queima de combustível fóssil e 14% das mudanças do uso da terra e floresta. Se imagina que a Amazônia está contribuindo com 20% de toda a remoção que é feita na parte continental. Só que não…

Quando digo que a Amazônia está emitindo mais do que absorvendo, não falo só da floresta, mas de tudo o que está acontecendo lá. Quem está emitindo são desmatamento e queimadas. As emissões dessas duas são três vezes maiores que a absorção que a floresta está fazendo. A Amazônia ainda remove carbono da atmosfera, mas muito menos do que se acreditava. 

O que isso significa?

A média, em nove anos, foi de 130 milhões de toneladas de carbono. Mas desmatamento e queimadas emitem cerca de três vezes esse valor, 410 toneladas. A Amazônia está jogando na atmosfera 290 milhões de toneladas de carbono por ano. Quando eu falo carbono é só carbono, não CO². No balanço (entre emissões e absorção de CO²), o total é de 1,06 bilhão de toneladas de dióxido de carbono lançados por ano. Das emissões (totais), 1,51 bilhão vem de queimadas. A floresta consegue remover 30% desse valor. Essa é a Amazônia total. A parte brasileira, sozinha, é bem pior. 

Depressão
Luciana Gatti, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) Foto: Divulgação

Quais são as regiões mais afetadas por esse problema?

Uma coisa que nos intrigava é: por que temos áreas com resultados tão diferentes? Nesses nove anos calculamos mês a mês e as correlações só eram fortes para emissões de queimadas. Queríamos entender por que certas regiões funcionavam de forma tão diferente das outras. Aí resolvemos estudar 40 anos de temperatura e precipitações por mês. E também estudei as áreas desmatadas. Aí consegui ver que na média anual as coisas não estão mudando tanto, mas quando você vê determinadas épocas do ano… o impacto é gigante. 

Pode dar exemplos?

Descobri que as áreas mais desmatadas haviam sofrido maior mudança na precipitação e na temperatura, principalmente a estação seca (agosto, setembro e outubro). Aí você pega Santarém com 37% de desmatamento, até na média anual essa região perdeu 9% de chuva. Só que em agosto, setembro e outubro perdeu 34% de chuva. Um terço de chuva a menos ao longo de 40 anos. E aumentou 1,9ºC a temperatura. Isso é a região nordeste da Amazônia. Quando vai para a região sudeste da floresta, com 28% de desmatamento, perdeu 24% de chuva nesses meses de agosto, setembro e outubro. Só que o aumento de temperatura foi maior ainda: 2,5º C. E se olhar só agosto e setembro: 3,1º C de aumento em 40 anos. 

Agora imagina uma árvore típica de uma floresta tropical úmida, uma árvore com abundância de água e temperaturas amenas. 

Que providência poderia ser tomada nessa situação?

Se a gente conseguir proibir queimada e desmatamento no ano que vem, a Amazônia vai remover mais carbono do que emitir. Então, já vai conseguir se recuperar um pouco. Se ainda fizer projetos de reflorestamento ainda mais. Veja que esse processo está acontecendo na parte leste da Amazônia que tem área, em média, 30% desmatada. O que nosso estudo está mostrando? Que com 30% desmatado a Amazônia é mais fonte do que sumidouro.

MATURIDADE DIGITAL NAS EMPRESAS

 

Entenda os níveis de maturidade digital do Google e descubra a única empresa brasileira a chegar ao último nível

Por Tainá Freitas

Em 2020, cerca de 87,5% das empresas brasileiras realizaram alguma iniciativa voltada à transformação digital, de acordo com a pesquisa DT Index 2020. O movimento foi, é claro, muito acelerado pela pandemia do novo coronavírus.

Ao mesmo tempo, as empresas que já estavam em processo de digitalização puderam avançar ainda mais. Não por coincidência, em 2021, o Boticário foi a primeira empresa brasileira a alcançar o maior nível de maturidade digital no gMaturity, índice criado pelo Google em 2019, em parceria com o Boston Consulting Group. O índice avalia 50 critérios na categoria do marketing digital.

O índice é calculado através de levantamentos feitos em plataformas de publicidade, mensuração de campanhas, automação de processos, etc. “Vimos avanços em todos os anos em várias empresas, mas ninguém tinha chegado ao último nível. O Boticário avançou em mensuração, automação e audiência de forma coordenada. Hoje, eles olham para o consumidor de forma multicanal, desde as interações nas lojas e canais digitais”, explicou Rafael Russo, diretor de produtos de publicidade do Google Brasil, em entrevista à StartSe.

OS NÍVEIS DE MATURIDADE DIGITAL IDEALIZADOS PELO GOOGLE

Foto: Divulgação/Google

O Google separa as empresas em quatro categorias de maturidade no marketing digital: Nascentes, Emergentes, Conectadas e Multimomento. No primeiro nível, há a empresa descreve que há o “uso apenas de dados de terceiros e pouca conexão de marketing entre o marketing e os resultados do negócio”.

70% das empresas brasileiras avaliadas até junho de 2021 estão na categoria de Emergentes. Neste nível, as categorias das empresas que mais têm se destacado — e que estão mais próximas de alcançar o próximo nível, Conectado — são varejo e finanças. A Americanas e o PicPay são exemplos citados.

“A parte organizacional da Americanas é um exemplo. Há colaboração de marketing com tecnologia, inteligência de negócios para conectar dados financeiros e site”, conta Rodrigo Carvalho, especialista em mensuração e atribuição do Google Brasil e responsável pelo gMaturity, em entrevista à StartSe.

Já o PicPay é lembrado pela boa mensuração e por ter campanhas alinhadas ao objetivo do negócio. “Há uma evolução grande nos serviços financeiros, com o open banking e muitas startups do setor virando unicórnio”, explica Rodrigo Carvalho.

Um dos critérios avaliados, automação é um dos maiores desafios para as empresas hoje. Atualmente, 90% se encontram em níveis de Emergente e Conectado neste segmento. O destaque para o Boticário no Multimomento, por exemplo, está relacionada à automação na compra de mídia para geração de lucro e omnicanalidade.

Nível Multimomento

Atualmente, o Boticário é a única empresa presente no nível Multimomento (foto: divulgação)

De acordo com um estudo feito pelo Google e BCG, as empresas deste nível de maturidade digital podem ter aumento de 20% nas receitas geradas pelas campanhas de marketing e 30% de redução nos custos.

O PAPEL DO MARKETING HOJE

“O marketing é um centro de negócios, não um centro de custo”, afirma Rafael Russo. “Como é um dos maiores investimentos, costuma ser um dos maiores cortes em um  momento de crise. No entanto, há uma correlação tão grande com o resultado que é necessário ter ciência e cautela”. 

Ele traz um exemplo da cultura de aprendizado do próprio Google. “O Google faz o plano alfa, beta e vai iterando até chegar ao melhor resultado. Ao menos 5% do orçamento do marketing deve ser voltado à testes”, explica o diretor de produtos de publicidade.

… E A NOVA FUNÇÃO DO CHEFE DE MARKETING

Um CMO, chefe de marketing, deve olhar muito além da própria equipe. Para os funcionários do Google, esse líder deve ter aptidão aos negócios. “A Cogna, por exemplo, consegue identificar quantas pessoas foram matriculadas na escola como resultado da campanha. Esse é um grau de responsabilidade que o marketing não tinha antes. O CMO tem todo o ferramental para ser cada vez mais um CFO [chefe de finanças]”, conta Russo. E não apenas de finanças: mas de tecnologia, com a automação, e negócio, para entendimento dos objetivos, e mais…

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PEDIDO DE IMPEACHMENT DE MINISTRO E O STF

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo

Brasilia 24 10 2019 O ministro Alexandre de Moraes, durante abertura do terceiro dia de julgamento, sobre a validade da prisão em segunda instancia no Supremo Tribunal Federal (STF) Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag Brasil

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tem pedido de impeachment protocolado no Senado pelo presidente Jair Bolsonaro.| Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

No fim da tarde de sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro protocolou digitalmente um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, já recebido pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) – o Senado é a casa que julga tais pedidos, de acordo com a Constituição. Bolsonaro cumpre, assim, ao menos parte de uma promessa que havia feito dias atrás, quando afirmou que pediria o impeachment de Moraes e de Luís Roberto Barroso, também ministro do Supremo e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na peça, Bolsonaro menciona a atuação de Moraes nos recentes inquéritos instaurados ou relatados pelo ministro, como o das fake news, o dos atos antidemocráticos e, mais recentemente, o das “milícias digitais”. Além disso, o presidente menciona o episódio específico da notícia-crime enviada pelo TSE ao STF após live de Bolsonaro com críticas ao modelo atual de votação puramente eletrônica – na ocasião, Moraes, que também é ministro do TSE, votou favoravelmente ao envio da notícia-crime, recebida e aceita por ele mesmo na qualidade de relator do inquérito das fake news, o que violaria o item 2 do artigo 39 da Lei do Impeachment, que lista entre os crimes de responsabilidade dos ministros do STF “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa”.

Abusos reais cometidos pelo STF vêm sendo convenientemente ignorados ou até mesmo aplaudidos, apenas porque dirigidos a Bolsonaro, seus aliados e, em última instância, a qualquer um que não se dobre a certos consensos fabricados ou ao ideário de esquerda

Não é nosso objetivo, no presente momento, analisar os pormenores do pedido de impeachment para concluir pela sua procedência ou improcedência, mas oferecer uma reflexão mais ampla sobre o que vem sendo amplamente descrito como uma crise institucional talvez sem precedentes na história recente do país – ou, ao menos, desde a redemocratização.

E o primeiro aspecto a ressaltar é o fato de pedidos de impeachment – seja do presidente da República, seja de ministros do Supremo, seja de qualquer outra autoridade citada na Lei 1.079/50 – estarem perfeitamente contemplados pelo caminho institucional desejado pelo legislador. Quem apresenta um pedido de impeachment, fundamentado ou não, joga dentro das regras do jogo institucional. Não recorre a soluções de força, não comete “golpe” – para usar o termo preferido dos petistas em 2016, justamente eles, que pediram o impeachment de todos os presidentes da República desde Fernando Collor, à exceção, obviamente, de Lula e Dilma Rousseff. O dito jus sperneandi existe e é direito de todo ator político; pode-se criticar um pedido de impeachment por muitos ângulos, mas não por ser algo antidemocrático. E este raciocínio vale tanto para o pedido apresentado por Bolsonaro quanto para todos os pedidos que buscam a cassação do atual presidente da República.


No entanto, nem tudo na relação entre Executivo e Judiciário vem se pautando pelo respeito completo à normalidade democrática. Não nos referimos, aqui, a equívocos inerentes ao exercício do poder – por exemplo, uma escolha errada do Executivo em política econômica, uma decisão criticável do Supremo em questão passível de interpretação –, mas a momentos em que realmente se fomentou a crise institucional por palavras ou ações.

Ainda nas primeiras páginas do pedido, Bolsonaro refere-se a “escolhas, opções e decisões enquanto presidente da República” com a expressão “nem sempre me utilizando das melhores palavras”. Verdade seja dita, trata-se de um enorme eufemismo, pois Bolsonaro já cometeu inúmeros erros na forma e no conteúdo, seja abusando da grosseria, seja insinuando, sim, a possibilidade de rupturas, como uma eventual não realização das eleições de 2022, ou na declaração sobre agir fora das “quatro linhas” da Constituição. Em sua defesa, só pode ser dito que, até o momento, jamais alguma dessas insinuações se converteu em ação concreta – o que, repetimos, não lhes tira a gravidade.


Na outra ponta da Praça dos Três Poderes, os ministros do Supremo têm evitado envolver-se na guerra de declarações com Bolsonaro, mas o que lhes falta em palavras tem sobrado perigosamente em ações. A instauração do inquérito das fake news marcou o início de um ciclo perigosíssimo em que o Supremo deixou para trás muitos limites na sua atuação institucional, ao portar-se abusivamente como vítima, investigador, acusador e julgador ao mesmo tempo. Desde então, a corte já protagonizou censura à imprensa, violação da imunidade parlamentar e restrições inaceitáveis à liberdade de expressão – e em todos esses casos houve participação decisiva de Alexandre de Moraes. O STF abriu, com isso, uma caixa de Pandora em que as liberdades passam a ser combatidas também por outras cortes superiores, como o TSE, e por entes políticos como a CPI da Covid, cuja perseguição a indivíduos e produtores de conteúdo conservadores também conta com o aval do Supremo.

Ainda que o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes protocolado por Bolsonaro não prospere, o que é o desfecho mais provável a julgar pelas afirmações de Rodrigo Pacheco – afinal, ninguém nega que processos de impeachment, mesmo quando completamente fundamentados, são sempre subordinados a conveniências políticas –, ele joga luz sobre abusos reais que vêm sendo convenientemente ignorados ou até mesmo aplaudidos, apenas porque dirigidos ao presidente da República, a seus aliados e, em última instância, a qualquer um que não se dobre a certos consensos fabricados ou ao ideário de esquerda. Não apontar a responsabilidade do Supremo como agente fomentador da tensão institucional com suas ações, ao menos tanto quanto o presidente Bolsonaro fomenta esta mesma tensão com suas declarações, é realizar uma avaliação enviesada, um erro de diagnóstico que permitirá à doença continuar se alastrando.


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POLÊMICAS COTIDIANAS

 

Por
Guilherme Fiuza – Gazeta do Povo

Cancel Culture society concept or cultural cancellation and social media censorship as canceling or restricting opinions that are offensive or controversial to the public with 3D illustration elements.

| Foto: BigStock

Já que o mundo resolveu se transformar numa rinha, vamos dar aqui também a nossa contribuição para a crise, que ninguém é de ferro. Então lá vai: você não pode mais viver um dia sem resolver, com a pessoa que você mais gosta, as controvérsias abaixo.

Se houver discordância em pelo menos uma das respostas, não deixe barato: corte relações e avise aos seus grupos e seguidores que essa pessoa que você amava não presta. Qualquer um que perguntar por que você fez isso deve ser cancelado também. Chega de transigir com o inimigo.

Seguem as polêmicas para você tirar a limpo urgente:

Quem foi melhor: Sócrates ou Platão?
Quem foi melhor: Sócrates ou Falcão?
A Copa do Mundo de 1966 foi roubada para a Inglaterra?
Foi justo o banimento de Maradona na Copa de 1994?
Foi justa a desclassificação de Plutão no Sistema Solar?
Anitta sensualizando na laje é empoderamento ou vulgaridade?
Amélia é que era mulher de verdade?
Paul McCartney foi substituído por um sósia no final dos anos 60?
Serguei cantou ou não cantou com Janis Joplin?
O pai do Plano Real foi Itamar ou FHC?
Cabral estava perdido ou sabia onde ia?
Quantos anos de prisão faltam para Cabral empatar com o Descobrimento?
O nazismo era de direita ou de esquerda?
A reforma da Previdência foi de esquerda ou de direita?
A conversa fiada é de direita ou de esquerda?
A falta do que fazer é de esquerda ou de direita?
O seu cachorro é de direita ou de esquerda?
A mussarela é de esquerda e a calabresa é de direita? Ou depende de quem come?
Quem pede pizza sem divisão de sabores é isentão?
Os nostálgicos do Muro de Berlim que continuam dividindo suas mentes ao meio como se elas fossem uma pizza mofada são de direita ou de esquerda?
Um mundo que se ajoelha para a ditadura chinesa teria se ajoelhado para Hitler?
Se o sol não nascer o galo vai cantar ou vai continuar dormindo?
Quem vai ficar por último: o ovo ou a galinha?
O aquecimento global vai derreter a consciência ou a consciência vai derreter o aquecimento global?
Quem foi o maior poeta brasileiro?
Quem foi o chato que inventou o ranking de poesia?
Quem foi o tonto que transformou arte em campeonato?
Por que Chapeuzinho Vermelho não escolheu uma cor mais discreta?
Getúlio Vargas sabia do atentado a Carlos Lacerda?
O tiro do Catete abafou o grito do Ipiranga?
A Bossa Nova está para a Jovem Guarda assim como o barquinho está para a motocicleta?
João Gilberto ou Roberto Carlos?
Grande Otelo ou Renato Aragão?
Freud ou Jung?
Mickey Mouse ou Pato Donald?
Cinderela ou Branca de Neve?
Facebook ou Instagram?
Texto ou áudio?
Salgado ou doce?
Dia ou noite?
Frio ou calor?
Praia ou serra?
Fotografia ou pintura?
Censura dissimulada ou assumida?
Checar e patrulhar é só começar?
É preciso criar um VAR para checar os erros do VAR?
Mentira deslavada ou fake news de grife?
Tirania carrancuda ou fantasiada de empatia?
Em que estágio do cinismo utilizado para controlar e subjugar o outro a reação em sentido contrário passará a ser a força bruta?
Ser ou não ser?

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