segunda-feira, 5 de julho de 2021

PRECISAMOS ACREDITAR EM ALGO

 

Paulo Silvestre – Jornal Estadão

A vida tem um jeito especial de eventualmente nos jogar em um turbilhão de fatos e tarefas que nos tiram a perspectiva de qual é nosso lugar no mundo. Passamos a viver um dia após o outro sem refletir sobre o que poderíamos fazer para melhorar. Quando isso acontece, para reconstruirmos nosso caminho, às vezes temos que primeiramente chegar ao fundo do poço.

É o caso da falta de confiança generalizada em nossa sociedade. Ela deriva de uma crise política e econômica que já dura sete anos, e que só vem piorando. A pandemia, que nos apresentou desafios nunca antes enfrentados, nos tirou ainda mais do nosso eixo. É o que demonstram os recentes estudos globais Digital News Report, do Instituto Reuters e da Universidade de Oxford, e o Trust Barometer, da consultoria Edelman.

O fato é que, se não confiamos em mais nada, ou quando apenas as nossas convicções pessoais guiam nossos atos, a sociedade se dissolve. Passamos a viver dentro de um eterno “diálogo de surdos”, em que ninguém mais constrói nada com o outro, indo cada vez mais para o fundo.

Temos que romper esse círculo vicioso!



A desconfiança é um sentimento natural diante do desconhecido ou de alguém que dá mostras de praticar atos questionáveis. É um sentimento de autopreservação legítimo contra quem potencialmente pode nos fazer algum mal. Mas ela não pode crescer sem limites. Caso contrário, chegamos no ponto em que estamos, com uma polarização irracional, o que afeta nosso próprio desenvolvimento ao excluirmos possibilidades sociais.

Por exemplo, será que só podemos comprar de quem pensa igual a nós? Se a pessoa tiver outras ideias, será que tudo que ela faz é necessariamente ruim? Por outro lado, será que tudo feito por quem pensa como nós é bom? Contratar pessoas que são diferentes de nós seria uma ameaça ao nosso estilo de vida?

Claro que nenhuma dessas ideias extremistas é verdadeira! Mas pensamentos como esses estão guiando a nossa vida.

As pessoas acreditam no que elas quiserem, no que lhes for mais conveniente. Sempre foi assim! Mas algo mudou em nossos cérebros há alguns anos, com o apoio das redes sociais.

Para nos vender todo tipo de coisa, seus algoritmos nos mantêm enjaulados em uma zona de conforto de pensamento único. Qualquer ideia que tivermos parece ser corroborada pelo mundo, quando, na verdade, é apenas um recorte da sociedade filtrado pelo sistema, escondendo de nós pensamentos divergentes. Trata-se do que o ativista digital americano Eli Pariser chamou, há uma década, de “filtro bolha”.

Tanto é assim que, em 2016, o renomado Dicionário Oxford elegeu “pós-verdade” como a “palavra do ano”. Na sua definição, ela é “relativa ou referente a circunstâncias nas quais os fatos objetivos são menos influentes na opinião pública do que as emoções e as crenças pessoais.”

Eu me pergunto se os organizadores da obra imaginavam quão proféticos estavam sendo ao escolher essa palavra.

O papel do jornalismo

Os veículos de informação têm um papel decisivo nesse resgate da verdade e da confiança. E, se alguém tinha alguma dúvida, isso ficou claro durante a pandemia: quando a situação ficou realmente crítica, a população correu para eles em busca de notícias confiáveis. Ou seja, apesar de toda a campanha de difamação que sofrem, eles conseguem manter uma boa reputação, especialmente quando as fontes “alternativas” de conteúdo carregam demais na pós-verdade.

O Digital News Report demostrou que a confiança aumentou em plena pandemia. Com informações de 46 países, que representam metade da população global, o relatório indica que a confiança no jornalismo cresceu seis pontos percentuais em 2021, chegando a 44%, mesmo índice de 2018. Além disso, aumenta a distância entre a confiança em veículos jornalísticos e em conteúdos nas redes sociais, que estacionaram em 24%.

O Brasil ficou em sétimo lugar entre esses países na confiança da população na imprensa, com 54%, empatado com Bélgica e Nigéria. O país em que a população mais acredita no jornalismo é a Finlândia, com 65%. Já nos Estados Unidos, que têm uma das melhores imprensas do mundo, apenas 29% da população acredita nos veículos de comunicação.

Isso é explicado pelos dados do Trust Barometer, que indica que eleitores de políticos conservadores e que abusam da pós-verdade confiam pouco na imprensa. A péssima colocação dos EUA deriva, portanto, da cruzada do ex-presidente Donald Trump contra o jornalismo.

Pela metodologia desse relatório, a confiança global na imprensa chegou a 51%, 2% a mais que em 2020. No Brasil, a confiança é de 48%, 4% a mais que no ano anterior.

Linguagem e formato

O levantamento do Instituto Reuters e da Universidade de Oxford traz duas coisas importantes. A primeira é que alguns grupos sociais não se sentem bem representados pelos veículos jornalísticos, como negros, mulheres e eleitores conservadores. A outra é que apenas 18% dos jovens se informam assim, enquanto 60% fazem isso nas redes sociais, sendo cada vez mais atraídos por redes visuais, como Instagram e TikTok.

Muitos veículos tradicionais ensaiam distribuir seus conteúdos nessas plataformas, até mesmo no TikTok. Mas como passar a informação necessária e não perder sua credibilidade nesses formatos? O tradicional Washington Post, com 143 anos, contratou Dave Jorgenson como editor dedicado ao TikTok. Ele consegue um bom engajamento, mas não dá notícias na plataforma.

Os veículos precisam encontrar o caminho para se reconectar com o público. Eles não podem esquecer seus valores, que os tornaram respeitados, mas talvez tenham que abandonar boa parte do seu formato e da sua linguagem.

O jornalismo só é viável se estiver representando o público! Caso contrário, a pós-verdade de políticos mequetrefes manipulará ainda mais as massas, destruindo a confiança das pessoas em todas as instituições, o que, a médio prazo, colocará em risco a própria existência da democracia.

O historiador israelense Yuval Noah Harari afirma que o ser humano só alcançou a dominância do planeta por ser o único ser vivo com a capacidade de acreditar em desconhecidos para construir algo com eles. A isso, damos o nome de “sociedade”. Não podemos perder esse recurso essencial de construir algo em grupo.

Será que chegamos ao fundo do poço da confiança para começar a reconstruí-la? Eu espero que sim, ou o que será do Brasil e do mundo daqui a 20 anos? Os que hoje são jovens precisam aprender o valor do bom jornalismo, tornando-se melhores cidadãos. Já os veículos de informação precisam reassumir seu protagonismo. Para isso, devem lembrar para quem trabalham, que é o público, e não seus acionistas, nem os anunciantes e muito menos os grupos de poder.

Como disse certa vez o jornalista e artista Millôr Fernandes, “jornalismo é oposição; o resto é armazém de secos e molhados.”

Quanto a nós, todos nós, temos que reaprender a confiar no outro, mesmo em quem pensa diferentemente de nós. Só assim tiraremos nossa sociedade desse atoleiro em que está metida.

A ESCOLA BRAILEIRA PRECISA SOFRER UMA TRANFORMAÇÃO RADICAL

 

Diz Daniel Castanho, do grupo Ânima Educação

Sonia Racy – Jornal Estadão

Daniel Castanho. Foto: Claudio Belli

A educação brasileira “tem de passar por uma transformação enorme”. Quem o diz, e que se dedica a essa causa há muito tempo, é o empresário Daniel Castanho – que faz de seu grupo, a Anima Educação, o laboratório de uma “comunidade de aprendizagem” de 350 mil alunos e 18 mil educadores.

A transformação a que ele se refere, pressupõe uma condição: “Você tem de pensar o futuro vindo do futuro”. O que, segundo ele, significa “quebrar toda a estrutura dogmática que existe dentro da escola atual”. Pois “essa escola da forma como está estruturada, morreu. Professor que quer controlar o aluno, acabou”.

Castanho quer tirar da frente dos alunos, por exemplo, disciplinas como Matemática, Física, Português… Na verdade, já está tirando, pois o modelo de ensino que se pratica em suas escolas é integrado e holístico. “No Anima não temos mais a área de tecnologia, pois ela está presente na empresa como um todo”. E a pandemia do coronavírus, nisso tudo? “O que ela está fazendo é antecipar o que já precisaria estar mudado”.

Nesta entrevista, o educador deixa claro o que pretende atingir: “No final, a gente não é o que a gente junta, mas o que a gente espalha. A vida tem que ser pautada pela capacidade de sonhar. Quem não sonha já morreu”. A seguir, os melhores trechos da conversa.

Como a pandemia está mudando a educação?
A educação tinha, e tem, que passar por uma transformação enorme. A pandemia não transformou nada, o que ela está fazendo é antecipar o que já precisaria ser mudado. Quem sabe essa mudança será estrutural. Por exemplo, o ensino a distância vai deixar de existir, vai ser o ensino permeável, fluido, integrado, indissociável. Sem esse negócio de ensino a distância e/ou presencial.

E o que é exatamente essa mudança estrutural?
Veja, a escola atual foi desenhada na época da revolução industrial, cujo propósito era tirar a pessoa do campo e levá-la pra indústria. Ou seja, ela oferece a mesma coisa pra todo mundo, ensino formalizado, disciplinas. Aí tem algo grave, aprende-se alguma coisa e não se vê nenhum sentido. A escola está estruturada para que o aluno faça uma prova que não tem significado.

Eu aprendi um montão de coisas que não usei.
Não é que não sirva, hoje a gente sabe que precisa aprender, o cérebro desenvolve um conjunto heterogêneo de saberes. Quem vai fazer medicina tem de aprender Física por quê? Por causa da lógica. Se você faz Medicina, não importa se é questão de Matemática ou Física. O que conta é que você fica mais inteligente de uma maneira holística. Mas o fato é que você não aprende, você decora. Pra quê? Decora para a prova. E depois estuda na universidade pra quê? Para tirar o diploma. Aí vai trabalhar pra quê? Para ganhar dinheiro. E nunca para o seu propósito, pra ser um empreendedor, pra fazer uma coisa de que goste. Ser empreendedor não é ter uma empresa, é ser um resolvedor de problemas. Enfim, voltando à questão central, o aluno tem de entender por que está aprendendo aquilo.

O método, no sentido da maneira de ensinar, tem sido o mesmo há quanto tempo?
É o mesmo desde sempre. Mas além do significado, você tem de aumentar a qualidade da presença. Porque você tem de estar onde está. Tem um ditado indiano que diz que o segredo da felicidade é você estar onde está. Muita gente está no trabalho pensando no fim de semana, e no fim de semana pensa na reunião… A qualidade da presença é o quê? É estar na aula com desejo de aprender. Você só aprende por curiosidade ou necessidade.

No fundo, é a diferença entre decorar e aprender, não?
Isso. Mas aí, a escola está estruturada com sistemas de ensino e as duas coisas têm que mudar. Sistema é um negócio fechado, o mesmo para todo mundo, nada personalizado. E aí tem o ensino. O foco é o que eu ensinei, não o que você aprendeu. A gente tem de migrar o sistema de ensino para ecossistemas de aprendizagem, onde o foco não é o que se ensinou, mas o que o aluno aprendeu. E a metodologia envolve muita coisa. A começar pela transmissão do conteúdo: todos aprendendo a mesma coisa. Você aprende algo para uma prova que tem um gabarito. Se tem gabarito, cabe num algoritmo. Se cabe no algoritmo, pode ser substituída por um robô. E daí o que vemos? Que estamos preparando nossas crianças, nossos jovens, para fazer algo que pode ser substituído. Ou seja, os robôs vão roubar esse emprego deles.

O que se pode fazer a respeito?
O que eu lhe digo é que a tecnologia vai devolver a humanidade ao ser humano. De que forma? Tirando esses empregos que podem ser substituídos por algoritmo e gerando outros que tenham a ver com criatividade, com olhar o outro, com solidariedade, curiosidade. São os elementos que têm de estar presentes dentro da escola. Então, a escola vai passar por uma disrupção muito grande. Vai se aprender Matemática, Física, Português, mas também aulas de teatro e educação física, que vão te ensinar garra, determinação, o modo como você vai lidar com o erro. Na educação física, se você não acertou a cesta, pega a bola, tenta de novo, de novo… Exercita a resiliência. Na aula de artes, você enxerga o que não é explícito, ouve o que não foi falado. Coding e decoding serão a base dessa educação futura.

De que se trata?
Codificar e decodificar, ou programar e desconectar. Coding é programar – daí a enorme demanda por cursos de programação para aplicativos. Decoding é desconectar, entrar no flow, contato com a natureza, meditação, detox da tecnologia. Acredito que o futuro será o equilíbrio entre esses dois momentos.

Há uma ideia hoje, nas empresas, de que na hora de contratar alguém, o domínio técnico ficou menos importante do que competência comportamental.

Esse é um assunto incrível. Muitas vezes você tem na escola gente de um nível parecido, um pouco mais homogêneo. E depois vêm as redes sociais, cujos algoritmos foram desenhados pra te mostrar exatamente o que você já pensa. E aí você começa a achar que todo mundo pensa igual… Todo mundo quem? Todo mundo a quem você deu like, que você curtiu… Resultado: as pessoas se tornam xenofóbicas, com dificuldade de escutar. Tá cada vez mais polarizado.

O que uma escola pode fazer a respeito?
O papel da escola é ampliar a diversidade. E não é porque está todo mundo falando, é porque as empresas estão exigindo. A empresa precisa conviver com as diferenças, a escola precisa promover diferenças e diversidades para que as pessoas possam refletir melhor. E por quê? Porque a gente está entrando num mundo do pós-emprego. Não se vai mais trabalhar com um time de marketing, outro de finanças, RH… Na Anima, por exemplo, não temos mais área de tecnologia, ela está na empresa como um todo. A empresa não tem um time de 20 mil pessoas, tem 2 mil grupos de 10 pessoas. E quem são esses? São os squads, os times. É a menina do RH com o rapaz das finanças, mais o de tecnologia atuando em um só projeto. Todos vão trabalhar por projeto, você não vai mais parar de estudar.

E como as escolas vão organizar essa aula?
Hoje você tem o professor que dá uma aula que poderia ser gravada e passada a diferentes classes e que o aluno pode ver e rever na hora em que quiser. O aluno apreende a mensagem e tem perguntas que depois, aí sim, vem o especialista para a aula síncrona. Não será uma aula, ele vai interagir, passar sua experiência. E digo mais: uma grande revolução vai ser quando metade da sala for de alunos da escola privada e metade da escola pública. Aí sim vamos ter uma revolução no País. A tecnologia criando uma comunidade de aprendizado.

Mas para isso cada um terá de assumir sua responsabilidade desde cedo. Como é que se consegue isso?
Hoje, ou você trabalha com confiança, autonomia e accountability ou você morreu. Não cabe mais no mundo uma estrutura comando-controle. A escola do modo como está estruturada morreu, professor que quer controlar o aluno, acabou. As empresas que atuam assim serão extintas, assim como os dinossauros.

Como você está fazendo suas mudanças na Anima?
Lá a gente não tem mais as disciplinas – Matemática I, Contabilidade I… Você tem o Business Plan. Parte dos professores está na Anima, parte está em empresas, porque é algo indissociável. A gente não desenvolve conteúdo, desenvolve competência. Primeiro você recebe conteúdo, amplia seu repertório, para depois ter a interação. É mão na massa, laboratório, trabalhando com os outros. O aluno não entra em Engenharia ou Medicina, ele entra na universidade, vê todas aquelas competências e vai estudando, não existe ex-aluno.

Ensinando dessa forma, o MEC reconhece depois?
Claro. Ele exige, para que o aluno seja um administrador, que tenha estes requisitos. Todos são cumpridos. Você pode fazer tudo na universidade seguindo o conteúdo da Base Nacional Comum Curricular, a BNCC.

Como realizar tudo isso sem que haja antes uma evolução do ser humano?
Como eu lhe disse, o futuro da escola, da universidade, está baseado no coding. É o uso da tecnologia. Mas não é melhorando um processo obsoleto. Você tem de pensar o futuro vindo do futuro. Repensar a escola quebrando toda essa estrutura dogmática que existe hoje. Por isso tem também o decoding, essa relação com a natureza, com outros seres humanos. E no final a gente não é o que a gente junta, é o que a gente espalha. A vida tem de ser pautada pela curiosidade, pela capacidade de sonhar. Quem não sonha já morreu.

O PODER DE ATRAIR TALENTOS PARA O NEGÓCIO

 

StartSe – João Kepler – Junior Bornelli

A união Nubank + Anitta foi pauta em todos os canais de mídia na última semana.   O mercado financeiro ficou surpreso, muitas pessoas até “torceram o nariz”, mas fato é: o Nubank tomou essa decisão estratégica porque funciona.   A Anitta é um canhão de engajamento e marketing, e sabe conversar com seu público como ninguém.   E a empresa viu o valor que ela pode trazer à companhia.   Por mais que isso pareça algo “novo”, o que Anitta (Ambev e Nubank); Taís Araújo (Banco Votorantin); Manu Gavassi (Tanqueray Gin); Iza (Olympikus) e Marina Rui Barbosa (Vivara) estão fazendo, já é algo comum nas principais empresas do mundo e está cada vez mais comum no mercado brasileiro.   O uso do Poder do Equity para atrair talentos que possam aumentar o valuation e potencializar os ganhos do negócio.   Mesmo empresas que não têm suas “sócias–estrela”, usam essa estratégia e estão tendo resultados excelentes com isso.   Você pode transformar seus principais talentos em sócios diretos do seu negócio. Pode usar o poder do equity em parcerias e aquisições estratégicas com outras empresas.   Ou até mesmo atrair grandes players do mercado para serem porta-vozes e estrategistas da marca. Como a Anitta com a linha Beats e Skol Zodiac, que ela lançou como diretora criativa da Ambev.   Essa é uma das várias formas de usar o equity como estratégia para empresas aumentarem seus valuations e conquistarem novos mercados. Todo mundo ganha com isso.   Eu acredito aqui na StartSe que ninguém se dedica tanto quanto um sócio. Eles são comprometidos com resultado, e estão ali com você, pensando em estratégias e formas do negócio ficar ainda melhor e mais relevante do que nunca.   Aquilo deixa de ser um acordo salarial (apenas dinheiro por horas trabalhadas) e vira uma relação de propósito, objetivos, sonhos comuns.   Nem é preciso dizer o quão engajado, comprometido e agregador um sócio pode ser em relação a um colaborador desmotivado, batedor de ponto que só quer ganhar mais (dentro ou fora da sua empresa).   Esse modelo deu certo em empresas como Facebook, Google e outras grandes do Vale do Silício.   Dá muito certo em empresas brasileiras como a XP Investimentos, Ambev, e empresas novas como a Cora e muitas outras.   E tem dado excelentes resultados na StartSe desde o começo. Valorizamos 25x nosso negócio, nos recuperamos da crise e estamos colhendo os melhores resultados da nossa história.   Eles ajudaram milhares de empresários e donos de negócios a usar o Poder do Equity e todos os segredos deste modelo de gestão.   Tenho certeza de que esse modelo pode dar certo para você também:   Veja aqui como ele funciona.  
 

Equity é a participação acionária em negócios, mas nem sempre os empresários pensam sobre isso quando vão abrir uma empresa. Pensam em margem, ganhos, trabalhador/hora, lucro, pró-labore e distribuição de dividendos aos sócios. “Nada de errado em relação a isso, mas quase sempre o fazem sem uma estratégia para geração de valor futuro”, dispara o autor João Kepler logo na abertura do livro, como forma de provocar o leitor de “O Poder do Equity”, da Editora Gente, que está em fase de pré-venda.

Com lançamento marcado para 05 de maio, durante live do autor e participação de Thiago Nigro, que assina o prefácio e também é investidor-anjo, a obra é verdadeiro “catalizador para a mudança de mindset” ao leitor que estiver acostumado com uma mentalidade tradicional sobre investimento. Nos primeiros capítulos, João Kepler explica o quanto é necessário que o empresário, o empreendedor e o investidor tenham pensamento e estratégia visando o longo prazo – o que no livro se trata da mentalidade equity, detalhada ao longo de todo o conteúdo. A ideia de “O poder do equity” é a “riqueza invisível” que existe nos negócios e na Nova Economia e que poucos conseguem entender e aplicar, ou seja, é aproveitar melhor as oportunidades desse novo mercado.

No livro, é possível aprender que investir requer mais do que simplesmente ter o dinheiro para colocar onde se acredita que obterá melhores dividendos. Tem a ver com dedicação, compreensão do mercado e das suas próprias limitações, bem como o peso e as consequências das suas escolhas. “Não pense que se um investidor se destaca mais do que outros, ele teve ‘sorte’. Certamente ele se preparou e, além de entender todo o racional que envolve cada escolha, manteve-se inabalável entre os altos e baixos justamente por entender e praticar a mentalidade equity”, defende o autor.

Para se tornar investidor-anjo e fazer parte, de maneira ativa, do ecossistema empreendedor, é preciso, antes de tudo, preparação e conhecimento. E é a isto que os leitores terão acesso ao longo dos capítulos: um compilado de experiências, aprendizados e muitos acertos nesse caminho. “O livro é uma coletânea de experiências adquiridas nos últimos 12 anos fazendo investimento em Startups. Uma ferramenta muito importante para quem deseja ter mentalidade equity. É voltado para quem busca compreender a Nova Economia e a lógica por trás dos investimentos em startups”, detalha o autor.

Visionário, João Kepler é fundamental no ecossistema brasileiro de startups e empreendedorismo. Seu papel tem sido essencial no desenvolvimento desse setor não só pela própria atuação enquanto investidor-anjo, mas também por popularizar esse tipo de atividade. Para ele, mudar a atual mentalidade, ou até mesmo definir uma a partir de agora, significa que o leitor passará a adotar um conjunto de manifestações de ordem mental (crenças, maneira de pensar, disciplina, ética e transparência) que caracterizam uma coletividade, uma classe de pessoas que compartilham dos mesmos interesses e foco e acabam, por vezes, adotando uma mesma postura que pode ser facilmente identificada nos vencedores.

“E é essa identificação, esse sentimento de pertencimento, que eu espero que os leitores sintam, a ponto de entender que, a partir de agora, passa a fazer parte do grupo de pessoas que já entenderam o poder da mentalidade equity e estão utilizando todo esse conhecimento a seu favor, no mercado e na vida”, conclui o autor.

PROBLEMAS QUE A STARTUP VALEON RESOLVE:

A dinâmica empresarial cria fluxos no qual a população busca por produtos e serviços cada vez mais especializados. Desse modo a dinâmica e a rede comercial gera interferências em todas as cidades aqui do Vale do Aço.

Existem as mudanças de costumes e hábitos inseridos na sociedade que por meio das tecnologias acessíveis e do marketing chegam até aos menores lugares, levando o ideário de consumismo e facilitando que esses locais igualmente tenham oportunidade de acesso aos diversos produtos.

A facilidade no acesso as novas tecnologias, à propaganda e estímulo ao consumismo fazem com que mesmo, com o comércio físico existente nessas cidades, ocorra a difusão das compras por meio da internet.

O setor terciário agrega as atividades que não fazem e nem reestruturaram objetos físicos e que se concretizam no momento em que são realizadas, dividindo-se em categorias (comércio varejista e atacadista, prestação de serviços, atividades de educação, profissionais liberais, sistema financeiro, marketing, etc.)

Queremos destacar a área de marketing que é o nosso negócio que contribui na ampliação do leque de informações através da publicidade e propaganda das Empresas, Serviços e Profissionais da nossa região através do site que é uma Plataforma Comercial da Startup Valeon.

A Plataforma Comercial da Startup Valeon é uma empresa nacional, desenvolvedora de soluções de Tecnologia da informação com foco em divulgação empresarial. Atua no mercado corporativo desde 2019 atendendo as necessidades das empresas que demandam serviços de alta qualidade, ganhos comerciais e que precisam da Tecnologia da informação como vantagem competitiva.

Nosso principal produto é a Plataforma Comercial Valeon um marketplace concebido para revolucionar o sistema de divulgação das empresas da região e alavancar as suas vendas.

A Plataforma Comercial Valeon veio para suprir as demandas da região no que tange à divulgação dos produtos/serviços de suas empresas com uma proposta diferenciada nos seus serviços para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

O QUE FAZ A STARTUP VALEON

A Statup Valeon através do seu site que é uma Plataforma Comercial feita para fazer publicidade e propaganda online das Empresas, Serviços e Profissionais Liberais da região do Vale do Aço para as suas 27 (vinte e sete) cidades.

A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora disponibilizamos para utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e Profissionais Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem concorrentes na região e foi projetada para atender às necessidades locais e oferecemos condições de adesão muito mais em conta que qualquer outro meio de comunicação.

VALEON É UM MARKETPLACE – QUE FAZ UM MARKETPLACE?

Marketplace é um site de comércio eletrônico no qual são anunciados produtos das empresas, serviços e profissionais liberais dos parceiros anunciantes.

Um marketplace funciona como um shopping virtual e dessa forma as vantagens desse modelo de negócio atinge todos os envolvidos.

Os consumidores podem comparar os preços, orçamentos e avaliações de vários profissionais nesta vitrine online de conquistar mais clientes.

Marketplace é na realidade uma junção de palavras: Market (mercado em inglês) e Place (lugar em inglês). É basicamente, um lugar onde se faz comércio.

O marketplace remete a um conceito mais coletivo de vendas online. Nessa plataforma, diferentes lojas podem anunciar seus produtos dando aos consumidores um leque de opções.

O QUE OFERECEMOS E VANTAGENS COMPETITIVAS

  • Fazemos anúncios de publicidade para vários tipos de Empresas, Serviços e para Profissionais Liberais;
  • Temos excelente custo x benefício;
  • Nossos sites: (https://valedoacoonline.com.br/ e https://valeonnoticias.com.br/) têm grande penetração no mercado consumidor com um bom marketing fit que satisfaz esse mercado;
  • A nossa Plataforma Comercial Valeon permite total flexibilidade de anúncios, promoções e de produtos, além de oferecer serviços de divulgação de Ofertas de Supermercados e de Veículos;
  • Os resultados são mensurados através de métricas diária/mensal;
  • O seu negócio estará disponível para milhares de Internautas através de uma vitrine aberta na principal avenida do mundo, 24 horas por dia, 7 dias da semana;
  • A sua empresa fica visível para milhares de pessoas que nem sabiam que ela existe;
  • Somos altamente comprometidos com os nossos clientes no atendimento de suas demandas e prazos e inteiramente engajados para aumentar as suas vendas.

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)

E-MAIL: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

PROTESTOS DA OPOSIÇÃO CONTRA O GOVERNO DE BOLSONARO

 

 RICARDO DELLA COLETTA – Folha de São Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro reagiu aos protestos realizados no sábado (3) contra o seu governo e compartilhou nas redes sociais uma publicação associando os atos a violência. Na mensagem, ele faz provocações implícitas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e à CPI da Covid.

“Nenhum genocídio será apontado. Nenhuma escalada autoritária ou ‘ato antidemocrático’ será citado. Nenhuma ameaça à democracia será alertada. Nenhuma busca e apreensão será feita. Nenhum sigilo será quebrado. Lembrem-se: nunca foi por saúde ou democracia, sempre foi pelo poder!”, escreveu Bolsonaro, na noite de sábado (3).

Junto ao texto, o presidente publicou imagens de violência nas manifestações, entre elas a depredação de um ponto de ônibus e de uma agência bancária.

Manifestantes realizaram neste sábado o terceiro ato em 35 dias pelo impeachment do presidente. Todas as 27 capitais registraram a ocorrência de protestos.

Foi a primeira mobilização desde que um superpedido de impeachment foi protocolado na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (30), e após novas denúncias de corrupção na compra de vacinas contra a Covid-19 pressionarem o governo federal.

As revelações de supostas irregularidades ganharam destaque na pauta dos atos, com faixas, cartazes e camisetas afirmando “Bolsonaro corrupto” e “Sua vida vale um dólar”, em referência a pedido de propina de um servidor do Ministério da Saúde em negociação de vacina, conforme revelado pela Folha de S.Paulo. No ato em São Paulo, foram espalhadas réplicas de cédulas de US$ 1 manchadas de vermelho.

Em São Paulo, o ato que teve início por volta das 15h foi em sua grande parte pacífico, mas houve episódios de depredação e confronto entre policiais e alguns manifestantes no encerramento.

No início da noite, um grupo ateou fogo em uma agência bancária no centro. Ao menos outra agência foi depredada, além de dois pontos de ônibus e uma vidraça da Universidade Mackenzie, na rua da Consolação, na região central. Depredadores também entraram em confronto com seguranças da estação Higienópolis-Mackenzie, da linha 4-amarela do metrô.

Na última quinta-feira (1), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o arquivamento do inquérito dos atos antidemocráticos e a abertura de outra investigação para apurar a existência de uma organização criminosa digital voltada a atacar as instituições a fim de abalar a democracia, driblando pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).

O magistrado faz referência ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) 12 vezes na decisão publicada nesta quinta-feira (1°) e afirma que é necessário aprofundar as investigações para verificar se aliados do presidente Jair Bolsonaro usaram estrutura pública do Palácio do Planalto, da Câmara e do Senado para propagar ataques às instituições nas redes sociais. Moraes mencionou também o chefe do Executivo e outros dois filhos dele, o senador Flávio (Patriota-RJ) e o vereador Carlos (Republicanos-RJ).

Na mensagem nas redes Sociais, Bolsonaro diz que “nenhum genocídio será apontado”, e fala que nenhum sigilo “será quebrado”. As ações do seu governo no combate à Covid 19 têm sido investigadas pela CPI da Covid, que já quebrou sigilos de pessoas do entorno do presidente, incluindo os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo) Relações Exteriores.

Ainda nas redes sociais, Bolsonaro postou um vídeo que mostra o enfrentamento entre manifestantes e policiais na região da estação Higiênópolis do Metrô, em São Paulo. “Aos 36 segundos [do vídeo] um policial militar é atingido quase mortalmente por uma pedra. Esse tipo de gente quer voltar ao Poder por um sistema eleitoral não auditável, ou seja, na fraude. Para a grande mídia, tudo normal”, escreveu.

CPI À PROCURA DE PROPINA NO GOVERNO

 

 DANIELLE BRANT – Folha de São Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Sob influência do terceiro protesto em pouco mais de um mês pedindo a saída do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a CPI da Covid inicia a semana com a expectativa de ouvir Roberto Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde. Além disso, quer avançar no caso Covaxin, e quebrar sigilos bancário e telefônico de alguns dos principais personagens envolvidos em denúncias de irregularidades na compra de vacinas.

Estão na pauta da reunião deliberativa da CPI desta terça-feira (6) requerimentos pedindo dados de Cristiano Carvalho, representante da empresa Davati no Brasil, e de Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como vendedor de vacinas e afirmou à Folha ter recebido pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde.

A CPI também quer quebrar o sigilo telefônico e bancário dos deputados Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, e Luis Miranda (DEM-DF). Em depoimento à CPI, o deputado e seu irmão Luis Ricardo colocaram Bolsonaro no centro da CPI ao afirmarem ter alertado o presidente sobre supostas irregularidades na compra da vacina Covaxin. O mandatário teria atribuído o caso a Barros, de acordo com Miranda.

Os requerimentos foram apresentados pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que também pediu a convocação de Carvalho para depor na comissão. “A ideia é aprofundar as linhas que já temos, especialmente a compra da Covaxin”, afirma.

A decisão sobre quais requerimentos serão votados deve ser tomada na reunião que os membros da CPI fazem toda segunda-feira à noite.

A comissão também pautou requerimentos de informações para que a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) e o Ministério da Saúde detalhem como é feita a administração das redes sociais dos dois órgãos e sobre as campanhas publicitárias desenvolvidas pelo governo federal sobre a Covid-19 entre março de 2020 e junho de 2021.

Em junho, reportagem da Folha revelou que o governo Bolsonaro desviou R$ 52 milhões previstos para campanhas sobre o combate ao vírus para fazer propaganda institucional de ações do Executivo.

Há ainda requerimento para convocação do diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, para prestar esclarecimentos sobre pressões da empresa Precisa Medicamentos para a aprovação da Covaxin.

A negociação do imunizante é o tema do depoimento de Regina Célia Silva Oliveira, servidora da Saúde que teria autorizado a importação da Covaxin apesar de problemas no contrato. Ela falará na terça.

Autor do requerimento, o senador Humberto Costa (PT-PE) avalia que o depoimento da servidora ajudará a esclarecer pontos da negociação.

“Principalmente saber por que é que ela, sendo a fiscal do contrato, autorizou que a invoice [nota fiscal internacional] pudesse ser encaminhada para a Anvisa para garantir a importação da Covaxin no momento em que o analista dessa invoice chegou à conclusão de que ela não estava de acordo com o contrato, que aquilo era ilegal”, diz Costa. “Nós queremos saber por que é que ela tomou a decisão de mandar seguir, se foi resultado de alguma pressão, se ela tem alguma outra justificativa para isso.”

Internamente, os membros da CPI se debruçam sobre outras linhas de investigação a partir do empresário Francisco Emerson Maximiano, dono da Precisa. Ele aparece como sócio de outras companhias, como a Global Gestão em Saúde e a Primares Holding e Participações, entre outras.

Na quarta-feira (7), a comissão ouve Roberto Ferreira Dias, ex-diretor da Saúde exonerado após a Folha revelar a denúncia de que ele teria cobrado propina de US$ 1 por dose para fechar contrato.

E na quinta-feira (8) é a vez de Francieli Fontana, ex-coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunizações) que pediu demissão na quarta-feira (30). Em entrevista à Folha, ela afirmou que a decisão de deixar o cargo foi tomada por conta própria e ocorreu devido a dificuldades para alavancar a campanha contra a Covid, situação que ela atribui à falta de vacinas e de apoio em ações de comunicação.

Em meio a isso, a CPI avalia os efeitos dos protestos. Na opinião de Humberto Costa, as manifestações dão força à comissão. “Principalmente dá força para essa possibilidade de haver a prorrogação [dos trabalhos]”, diz. “Isso é uma das coisas que pode ajudar. Quando o movimento começa a tomar força maior, muita gente também toma coragem de fazer denúncias de coisas que viram e acompanharam.”

Neste domingo (4), um dia após os protestos, o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), engrossou as críticas ao presidente Bolsonaro.

“Síntese de 60 dias de CPI: Bolsonaro desdenhou da pandemia, criou governo paralelo, sabotou os imunizantes, alastrou o vírus e entregou vidas a charlatães e lobistas de cloroquina como ele e os filhos;300 mil mortes eram evitáveis; só quis a vacina quando houve chance de propina”, escreveu.

A manifestação ocorre dias após o senador ser indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, conforme relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) na sexta-feira (2)

Segundo as investigações da PF, Renan teria ocultado e dissimulado a origem de R$ 1 milhão, em 2012, recebido do Grupo Odebrecht. Ainda segundo a PF, o senador teria recebido a quantia em troca de apoio político para a aprovação de um um projeto de lei que beneficiou a empresa.

Em nota, Renan disse que a PF não tem competência para indiciá-lo, apenas o STF. Afirmou ainda que a investigação está aberta desde março de 2017 e, “como não encontraram prova alguma, pediram prorrogação”.

FAZ PREVARICAÇÃO QUEM ACREDITA NO DEPUTADO LUIZ MIRANDA

 

CPI

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF).| Foto: Pedro França/Agência Senado

O líder do Governo na Câmara foi acusado de estar pressionando o Ministério da Saúde para comprar a vacina indiana. Ele então foi convocado pela CPI da Covid, mas o presidente da CPI adiou o depoimento, que ficou sem data marcada. O líder do governo então recorreu ao Supremo dizendo que quer depor na CPI e que o acusam, mas não querem ouvi-lo.

Ele quer ser ouvido. Já foi ministro da Saúde, é líder do governo, é um deputado pelo Paraná, já foi prefeito no Paraná. Eles têm medo de ouvi-lo! Assim como tiveram medo de ouvir os médicos que foram chamados para expor como se trata um doente – e o relator da CPI fugiu. Eles não querem ouvir, já têm a sua verdade pronta.

Indiciamento
O relator da CPI, senador Renan Calheiros, acaba de ser indiciado pela Polícia Federal pelo suposto recebimento de R$ 1 milhão em propina da Odebrecht, quando era presidente do senado. Ele já está com uma dúzia de processos no Supremo. Como o relator da CPI tem essa ficha criminal? E como o presidente da CPI teve a própria esposa presa duas vezes? Além dos irmãos, também presos por desvio de verbas da Saúde em Manaus.

O Antagonista diz que Lula é o maior aliado de Bolsonaro, porque ajuda a candidatura do presidente. Eu discordo; eu acho que tem uma televisão que ajuda mais ainda, porque só fala nele o dia inteiro. Já ajudou a elegê-lo e vai ajudar a reelegê-lo.

Prevaricação
O presidente Bolsonaro foi acusado de prevaricação. O Supremo pediu para o Ministério Público investigar. Prevaricação seria acreditar no senhor Luís Miranda. Eu pergunto: alguém acredita em Luís Miranda? O presidente não acreditou. O Luís Miranda gravou um áudio falando que não disse tudo o que ele disse na CPI, que estão deturpando o que ele queria dizer.

Como é que o Supremo entra nessa? Não é por ingenuidade, é porque o Supremo quer. É a militância do Supremo, a qual podemos chamar por outro nome, “ativismo judicial”.

Julgamento
A Odebrecht já devolveu R$ 8,6 bilhões de ilícitos, que foram conduzidos pelo senhor Luiz Inácio. O Supremo diz que a condenação de Luiz Inácio não vale mais. Mas a Odebrecht já reconheceu os crimes. Então tem crime, mas não tem autor de crime? É o equivalente a dizer que o senhor Lázaro, que matou as primeiras pessoas na Bahia, só pode ser julgado na Bahia.

Foi o que disse o Supremo: ele só pode ser julgado fora do Paraná, não pode mais ser julgado em Curitiba. Essas coisas que o Supremo tem feito são um escárnio contra o nosso cérebro.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/prevaricacao-seria-acreditar-no-deputado-luis-miranda/
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LULA SE LIVRA DE 12 PROCESSOS E AINDA TEM MAIS 6 PARA SEREM JULGADOS

 

Ex-presidente
Por
Tiago Cordeiro, especial para a Gazeta do Povo

Advogados Cristiano Zanin e Valeska Martins entregam a Lula (ao lado da presidente do PT, Gleisi Hoffmann) a certidão do julgamento no STF que confirmou a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro.| Foto: Ricardo Stuckert/Reprodução Twitter

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de 18 processos judiciais ao todo. Mas, atualmente, responde em apenas três. Outros quatro voltaram para a estaca zero com a declaração da suspeição do ex-juiz Sergio Moro pelo Supremo Tribunal Federal.

Em alguns casos, o petista já foi absolvido, ou as denúncias foram rejeitadas. Entre fevereiro de 2020 e junho de 2021, ele acumulou 12 vitórias.

Neste momento, Lula está autorizado a concorrer a cargos públicos eletivos, já que as duas ações em que tinha sido condenado, com sentenças do ex-juiz Moro, foram anuladas pelo STF.

Acompanhe a situação de cada um dos 18 casos.

Ações em que Lula foi absolvido
Processo 1018986-72-2018.4.01.3400

Acusação: Seis pessoas, incluindo Lula e o ex-ministro Gilberto Carvalho, responderam por suposta corrupção na aprovação da medida provisória 471, que havia sido assinada em 2009 e prorrogava por cinco anos os incentivos fiscais para montadoras atuando nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Carvalho teria recebido R$ 6 milhões em troca da MP.

Resultado: Absolvição em junho de 2021

Processo 0042543-76.2016.4.01.3400

Acusação: O ex-presidente, o ex-senador Delcídio Amaral e o banqueiro André Esteves teriam pressionado Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, para que ele não fechasse um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato.

Resultado: Absolvição em julho de 2018

Processo 1026137-89.20184.01.34001

Acusação: Dois ex-presidentes, Lula e Dilma Rousseff, além dos ex-ministros Antônio Palocci e Guido Mantega, e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, foram acusados pelo crime de organização criminosa, motivado pela suspeita de que teriam atuado em conjunto para desviar dinheiro público de empresas estatais, em especial a Petrobras. Eles formariam o chamado “Quadrilhão do PT”. O Ministério Público Federal solicitou a absolvição por falta de provas.

Resultado: Absolvido sumariamente em dezembro de 2019.

Denúncias rejeitadas contra o petista
Inquérito 1007965-02.2018.4.01.34000

Acusação: Outra denúncia contra o “Quadrilhão do PT”, também foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República em setembro de 2017 – a PGR também denunciaria esquemas organizados do PP e do MDB, num total de quatro acusações.

Resultado: Esta acusação acabou rejeitada, em setembro de 2018.

Inquérito 0008455-20.2017.4.03.6181

Acusação: Lula e seu irmão, Frei Chico, teriam recebido mesadas da Odebrecht, em valores que, somados, ultrapassariam R$ 1 milhão.

Resultado: Em maio de 2020, o Tribunal Regional da 3ª Região (TRF3) rejeitou a denúncia por unanimidade, confirmando decisão anterior da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Inquérito 50002161-75.2020.4.03.6104

Acusação: O ex-presidente teria instigado a ocupação do tríplex do Guarujá. Dois meses antes de ser preso, ele declarou: “Eu até pedi para o Guilherme Boulos mandar o pessoal dele ocupar aquele apartamento. Já que é meu, ocupem”. O imóvel acabaria sendo ocupado em 16 de abril de 2018, nove dias após a prisão de lula.

Resultado: Em fevereiro de 2020, a 6ª Vara Federal de Santos, rejeitou a denúncia do Ministério Público Federal.

Inquérito 5054533-93.2015.4.04.7000

Acusação: Lula teria recebido pagamento da Odebrecht por palestras que realizou para a empresa. Seria na verdade uma troca pela atuação do ex-presidente junto a órgãos federais, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para liberar verbas para a realização de obras em Angola.

Resultado: Em setembro de 2020, a acusação foi arquivada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).


Ações contra Lula que voltaram à estaca zero
Auto 1017822-67.2021.4.01.3400

Acusação: Doações ao Instituto Lula feitas pela Odebrecht configurariam uma retribuição aos favorecimentos proporcionados pelo ex-presidente.

Resultado: O caso não chegou a receber uma sentença. Com a suspeição do ex-juiz Sergio Moro confirmada pelo STF, a denúncia seguiu para a 10ª Vara Federal do Distrito Federal.

Auto 1033115-77.2021.4.01.3400

Acusação: A compra de um terreno em São Paulo, no valor de R$ 12 milhões, seria uma forma encontrada pela Odebrecht para pagar propina ao ex-presidente. O imóvel seria utilizado para construir uma nova sede para o Instituto Lula.

Resultado: O caso não chegou a receber uma sentença. Com a suspeição de Moro confirmada pelo STF, a denúncia seguiu para a 10ª Vara Federal do Distrito Federal.

Auto 1032252-24.2021.4.01.3400

Acusação: A compra de um sítio em Atibaia configuraria crime de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo a denúncia da acusação. O sítio não pertencia formalmente ao ex-presidente, mas ele usava o local com tanta frequência que chegou a levar para lá parte de seu acervo pessoal. A empreiteiras Odebrecht e OAS teriam custeado as reformas do local, em troca de favorecimentos em contratos com a Petrobras.

Resultado: Lula havia sido condenado a 12 anos e 11 meses de prisão. Na segunda instância, o TRF4 havia aumentado a pena para 17 anos, 1 mês e 10 dias. Com a suspeição de Moro declarada pelo STF, as denúncias foram anuladas. O caso agora recomeça do zero na 12ª Vara Federal do Distrito Federal.

Auto 1028899-73.2021.4.01.3400

Acusação: Em procedimento semelhante do ao sítio, o tríplex teria sido reformado pela empreiteira OAS em troca de benefícios indevidos para a empreiteira em contrato com a OAS.

Resultado: No TRF4, a pena havia sido estabelecida em 17 anos, 1 mês e 10 dias. Em abril de 2019, ao confirmar a condenação, o STJ havia reduzido o prazo para 12 anos e 11 meses de prisão. Mas, assim como no caso do sítio, com a suspeição de Moro declarada pelo STF, as denúncias foram anuladas. O caso agora recomeça do zero na 12ª Vara Federal do Distrito Federal.

Ações em andamento
Ação 1016027-94.2019.4.0.13400

Acusação: Segundo o Ministério Público Federal, as supostas negociações irregulares envolvendo a aquisição de caças Gripen caracterizariam tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Situação atual: Depois que a defesa de Lula solicitou a suspeição dos procuradores da República envolvidos no caso, o depoimento do ex-presidente foi suspenso.

Ação 1004454-59.2019.4.01.3400

Acusação: Com base na delação premiada de executivos da Odebrecht, Lula teria influenciado na ampliação uma linha de crédito do Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES) em Angola, visando favorecer a construtora.

Situação atual: O caso tramita na 10ª Vara Federal do Distrito Federal.

Ação 0006803-31.2018.403.61.81

Acusação: Em 2011, o Instituto Lula teria lavado dinheiro ao receber uma doação em troca de o ex-presidente ter intercedido junto ao presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, para que a construtora ARG fosse selecionada para construir uma estrada no país.

Situação atual: O desembargador do TRF-3 Paulo Fontes determinou a suspensão do processo com base na decisão que acatou a suspeição de Sergio Moro. O trancamento definitivo do caso ainda será julgado pela 5ª Turma do TRF-3.

Ações arquivadas
Processo 1035829-78.2019.4.01.3400

Acusação: O Ministério Público Federal acusava o ex-presidente Lula de atuar junto ao BNDES a fim de favorecer a Odebrecht em empréstimos para obras em Angola. Os pagamentos aos envolvidos somariam R$ 30 milhões.

Resultado: Trancado pelo TRF-1 em setembro de 2020.

Inquérito 1045723-78.2019.4.01.3400

Acusação: Lula teria se enquadrado na Lei de Segurança Nacional ao declarar que o presidente Jair Bolsonaro é “um miliciano”, responsável “pela morte da Marielle”.

Resultado: O inquérito foi arquivado em maio de 2020.

Inquérito 0008633-66.2017.4.03.6181

Acusação: Lula teria solicitado ajuda a Emílio Odebrecht para lançar a carreira empresarial de Luís Cláudio, seu filho caçula. A ação era baseada na colaboração premiada do próprio Odebrecht e de Alexandrino Alencar, ex-executivo do grupo.

Resultado: Acusação arquivada em dezembro de 2020.

Procedimento Investigatório Criminal (PIC) 0005345-13.2017.4.03.6181

Acusação: Os contratos de patrocínio da Odebrecht com a revista Carta Capital seriam ilegais.

Resultado: Arquivamento solicitado pela Polícia Federal e acatado pela 10ª Vara Criminal Federal de São Paulo em setembro de 2020.

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