segunda-feira, 21 de junho de 2021

CPI QUER INVESTIGAR BOLSONARO E GOVERNADORES NÃO

 

 Amanda Pupo e Julia Affonso – Jornal Estadão

BRASÍLIA – O grupo majoritário da CPI da Covid no Senado quer avançar nos próximos dias em decisões internas importantes, como a discussão sobre incluir ou não o presidente Jair Bolsonaro no rol de investigados. Na semana passada, a comissão anunciou que investiga 14 pessoas. Na lista, estão o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o seu antecessor, Eduardo Pazuello.

Um grupo de juristas já estuda, a pedido da CPI, os crimes que podem ser imputados ao presidente e outras autoridades por ações e omissões no combate à pandemia de covid-19. Desde o dia 11 de junho, especialistas avaliam em quais delitos poderiam ser enquadrados atos como escolhas administrativas deliberadamente equivocadas e desinformação. A possibilidade de Bolsonaro entrar na relação de investigados também passa por um debate jurídico, que discute se a comissão teria o poder de investigar o presidente da República.Reunião da CPI da Covid na última sexta, 18 © Marcos Oliveira/Agência Senado Reunião da CPI da Covid na última sexta, 18

O tema deve ser debatido nesta segunda-feira, 21, em reunião do chamado G7 – maioria da CPI composta por sete senadores de oposição e independentes. Quando divulgou a relação dos 14 investigados na sexta-feira passada, o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), indicou a intenção de colocar Bolsonaro na mesma lista. Mas ressalvou que a competência da CPI para isso ainda é analisada.

“Se pudermos investigar, se a competência nos permitir, vamos investigar, sim”, disse Renan. A Presidência foi procurada pela reportagem, mas não retornou os contatos.

Video: Cerco se fecha contra Bolsonaro: CPI tem provas cabais e reúne juristas para levantar crimes (Estadão)https://www.youtube.com/embed/qD67X7uoRVg?autoplay=1&showinfo=1&wmode=opaque&modestbranding=1&enablejsapi=1&fs=1&rel=0&origin=https%3A%2F%2Fwww.msn.com&widgetid=1Reprodutor de vídeo de: YouTube (Política de PrivacidadeTermos)

O encontro desta segunda também deverá servir para os senadores debaterem como a comissão irá tratar as declarações dadas pelo ex-governador do Rio, Wilson Witzel. Em depoimento à CPI no dia 16, Witzel levantou suspeita de ilegalidade na gestão de hospitais federais no Estado, e prometeu dar mais informações em um novo depoimento, mas, desta vez, secreto.

A realização da oitiva sigilosa deve ser votada na terça, 22, pela comissão. A cúpula da CPI deseja realizar o depoimento o mais brevemente possível, para que eventual suspeita de corrupção possa ser aprofundada.

‘Gabinete paralelo’

Enquanto definem os rumos dos trabalhos, a CPI tem marcados depoimentos importantes nesta semana, especialmente sobre o suposto “gabinete paralelo” de aconselhamento ao presidente Bolsonaro em sentido contrário às orientações da ciência no enfrentamento à pandemia. O colegiado espera ouvir o ex-ministro e deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins. Ambos são apontados como integrantes do suposto grupo extraoficial.

Após pedido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a convocação de Terra transformou-se em convite. Isso significa que o deputado pode não comparecer ou deixar a audiência quando quiser. Para o presidente da comissão parlamentar de inquérito, Omar Aziz (PSD-AM), isso não será um problema. “Caso ele não tenha um comportamento adequado, a gente muda de convite para convocação.”

Outra frente diz respeito ao incentivo do uso do chamado “kit covid”. Os senadores querem investigar quem pode ter lucrado com essa insistência do governo em “receitar” cloroquina, por exemplo. Neste sentido, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) já apresentou um requerimento, ainda não analisado, para quebra dos sigilos telefônico, telemático, fiscal e bancário do coordenador-geral de Aquisições de Insumos Estratégicos para Saúde do Ministério da Saúde, Alex Lial Marinho.

SENADORES DA CPI SE RECUSARAM A INVESTIGAR TETEMUNHAS

 

CPI da Covid-19

Por
Alexandre Garcia

| Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado – Gazeta do Povo

Senador Randolfe Rodrigues, autor de um dos requerimentos para fazer CPI, o requerimento com menos assinatura, declarou que a CPI visa encontrar a verdade, esteja onde ela estiver. No entanto, na semana passada, na votação para convocar o diretor executivo do consórcio Nordeste, Carlos Gabas, ex-ministro de Dilma, convocação proposta pelo autor do outro requerimento, o requerimento com mais assinaturas, senador Girão, aí o senador Randolfe disse “não”. Ele não quer a verdade procurada numa operação que o senador Girão mostrou agora na internet. Girão foi a um bairro de classe média alta de São Paulo e mostrou um prédio residencial onde é a sede da Hempcare – Hemp quer dizer maconha -, que vendeu respiradores para o consórcio nordeste.

Aí ele mostra que, durante a existência dessa empresa, apenas duas notas fiscais foram emitidas, uma de R$ 48 milhões, e quem pagou foi o senhor Carlos Gabas, segundo o senador Girão. Mas, o senador Randolfe Rodrigues, e mais outros cinco senadores, inclusive um senador que pouco aparecia por lá, o Jader Barbalho, foram lá para impedir a convocação desse senhor. Deve ser uma verdade muito bem fechada em caixa preta. A gente fica curioso em saber porquê.

Testemunhas não ouvidas
Uma outra notícia é que o senador Renan Calheiros, que tem uma dúzia de processos lá no STF, mas é o relator da CPI, se recusou a fazer perguntas a dois médicos que têm experiência em tratamento de muita gente, e sucesso, tirando muita gente do perigo de ser hospitalizados dessa Covid. É mais ou menos como um procurador do Ministério Público ou um delegado que diz assim “essa testemunha eu não quero, eu só quero ouvir essa testemunha”. Olha que coisa incrível. O senador Otto Alencar também parece que não estava lá. Podia receber aulas necessárias. Mas não foi. Uma pena.

Abuso de autoridade
Agora, a doutora Nise Yamaguchi, que foi humilhada e agredida, depois de 40 anos de vida científica salvando vidas, está entrando com um processo de abuso de autoridade. Os senadores e deputados, segundo a Constituição, não podem ser responsabilizados por opiniões, palavras, discursos de votos, mas já responsabilizaram o deputado Daniel Silveira, então…

Ela está pedindo R$ 160 mil de Alencar e R$ 160 mil do Omar Aziz. Se ela ganhar, vai doar para um hospital que trata de crianças com câncer, e está dando uma boa ideia para muita gente que tem sido acusada de fake news. E quem não conseguir demonstrar isso, é crime previsto no Código Penal, de difamação, além de danos morais. Pode dar um bom dinheiro para muita creche de Brasília, por exemplo.

Bandeira nacional
Aqui em Brasília vai haver uma reunião num condomínio de 730 residências porque um grupo de moradores colocou um mastro na entrada do condomínio com a bandeira nacional, e um outro grupo não quer uma bandeira nacional. Não sei de que país eles são, não sei se são apátridas ou são de outro país, mas, mesmo sendo de outro país morando no Brasil, eles têm que respeitar a bandeira brasileira. É a bandeira de todos, que simboliza todos os brasileiros. Vai haver uma assembleia para decidir isso. O condomínio fica na região do Grande Colorado, região administrativa de Sobradinho. Vai ser interessante acompanhar essa discussão. Uma coisa inédita.

Passeatas com cheiro de eleição
E fica o registro do fim de semana. Muita passeata de bandeiras vermelhas contra Bolsonaro. Muita gente em São Paulo, na Avenida Paulista, menos gente em Brasília. Houve no mesmo dia, ao contrário, uma grande manifestação a favor de Bolsonaro, em Marabá, onde estava sendo distribuído mais de 50 mil títulos de terra. E no domingo também houve mais uma “motociata”, em Recife, onde, na véspera, também houve manifestação contra Bolsonaro.

Enfim, são manifestações que já vem com um cheiro de eleição no ano que vem. Lá na Avenida Paulista, discursaram deputados do Psol, do PCdoB, do PT. E, embora a tal terceira via esteja procurando candidato, a gente está vendo que vai polarizar. Agora não sei qual é o papel de Ciro Gomes nisso aí. Ele está na expectativa. E Lula também, na mesma expectativa.


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AS NARRATIVAS DA OPOSIÇÃO SUPLANTAM A REALIDADE

 

Por
Luciano Trigo – Gazeta do Povo

| Foto: Reprodução Twitter


Um levantamento feito pelo portal Poder360 e publicado ontem demonstra que o Governo Federal já gastou R$ 557 bilhões em ações de resposta à pandemia de Covid-19. O valor representa 7,5% do PIB. Poucos governos no mundo gastaram tanto. Só de auxílio emergencial foram R$ 311 bilhões. Mais de R$ 9 bilhões já foram gastos na aquisição de vacinas. Entre os países da América Latina, o Brasil é um dos que mais vacinaram, tanto em números absolutos (primeiro lugar disparado) quanto em porcentagem da população (só ficando atrás do Chile e do Uruguai).

Fonte: Poder360
Nada disso importa. Na cabeça das pessoas que se aglomeraram ontem nas ruas – porque, como se sabe, o vírus não circula em aglomerações “do bem” – o Governo não só não comprou nenhuma vacina nem gastou um centavo sequer para combater a pandemia como também torce para que os pobres morram de Covid-19, especialmente se pertencerem a alguma minoria. É o triunfo da narrativa sobre a realidade.

Há no ar uma desalentadora mistura da má-fé de poucos com a ingenuidade de muitos. É uma combinação perigosa. Porque a intenção não é contribuir para resolver nada, apenas sabotar e destruir. Mas muita gente cai na conversa. Nada de bom pode vir daí.

Outros dois episódios recentes mostram que as milícias da PPV (“Performance Pública da Virtude”) estão alvoroçadas, babando de ódio em busca de pretextos para derrubar o governo genocida.

O primeiro foi uma declaração de Paulo Guedes: ele cometeu o pecado de sugerir que o aproveitamento da comida que é desperdiçada nos restaurantes acabaria com a fome no Brasil. Um escândalo! As manchetes foram: “Guedes propõe alimentar pobres com restos de comida de ricos”; “Contra a fome, Guedes defende dar resto de comida aos pobres”; “Guedes faz política higienista ao defender resto de comida para os pobres”; etc.

Ninguém fez o mínimo esforço para entender que o ministro se referia ao que se chama de “sobra limpa”, não ao resto raspado de pratos. Na verdade, entenderam sim, mas fizeram de conta que não. Guedes precisou se justificar nas redes sociais:

“Muito desconhecimento quanto a um conceito básico de segurança alimentar. Apenas em um contexto de total polarização política, expressar ideias de combate ao desperdício e auxílio aos mais necessitados é motivo de ironia na imprensa e entre políticos, os quais deveriam discutir de forma propositiva saídas para este momento triste da história mundial. Num momento em que o mundo passa por obstáculo sanitário, seria a hora das pessoas se unirem para encontrar soluções sustentáveis, produtivas e humanas. Eu me referi à ‘sobra limpa’ que significa, justamente, não os restos no prato, mas panelas de alimentos preparados e não consumidas de arroz, feijão, frango, por exemplo, que em condições de higiene, temperatura e condicionamento, possam manter a qualidade do alimento”, postou o ministro no Twitter.

Pois é. Mas isso acontece porque a preocupação não é com os pobres e necessitados, mas apenas em sabotar o Governo. Alguém duvida?

O segundo episódio revelador da sanha golpista foi um vídeo no qual Bolsonaro elogia o trabalho dos policiais na perseguição ao serial killer Lázaro Barbosa. O presidente declarou: “Aos policiais que estão na captura do marginal Lázaro, que tem levado terror ao entorno de Brasília, nós sabemos que esse bandido tem uma certa prática de andar na mata sem deixar vestígios, mas sabemos também que nossos policiais, além da coragem, são tenazes e não descansarão enquanto não cumprir essa missão. Tenho certeza que, brevemente, o Lázaro estará, no mínimo, atrás das grades. Um grande abraço.”

Pronto. Outro escândalo. Algumas manchetes foram: “Bolsonaro chama Lázaro de ‘marginal’ e manda mensagem de apoio a policiais”; “Bolsonaro deseja sorte a policiais do caso Lázaro, mas não comenta 500 mil mortes”. Porque, como se sabe, não se pode chamar serial killer de marginal, porque isso pode ferir a sensibilidade de um ser humano que só sai matando por aí porque não recebeu afeto dos pais (“O pequeno Lázaro foi criado pela avó”, um jornalista já escreveu) e é uma vítima da sociedade. Lázaro é rebelde porque a vida quis assim, porque nunca o trataram com amor. É um ser humano que merece ser ressocializado e acolhido, não perseguido e preso por policiais truculentos.

Não sei não. Tenho a impressão de que a maioria dos brasileiros comuns está do lado dos policiais, não dos bandidos – e deseja que seja mesmo questão de tempo para o serial killer estar, no mínimo, atrás das grades. Mas, para a turma “do bem”, a polícia está sempre do lado errado, e todo criminoso é uma vítima. Anotem: logo haverá gente querendo transformar Lázaro Barbosa em vítima e herói. Já está acontecendo.


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MOTIVOS DO GOVERNO NÃO LAMENTAR AS 500 MIL MORTES

 

Coronavírus

Por
Diogo Schelp – Gazeta do Povo

Fábio Faria, ministro das Comunicações, criticou no Twitter quem lamenta as 500 mil mortes por covid-19| Foto: Alan Santos/PR

Fábio Faria é ministro das Comunicações do governo de Jair Bolsonaro. Neste sábado (19), quando o país ultrapassou a triste marca de 500 mil mortes por covid-19, Faria comunicou aos brasileiros que quem lamentasse o número estaria “torcendo pelo vírus”. Ironizando “políticos, artistas e jornalistas”, Faria escreveu que eles nunca são vistos comemorando as milhões de doses de vacinas aplicadas no país ou os “18 milhões de curados”.

O presidente Jair Bolsonaro preferiu ignorar a marca de meio milhão de vidas perdidas para pandemia do novo coronavírus. Um dos únicos no governo a de fato lamentar as mortes, prestando sua solidariedade pública “a cada pai, mãe, amigos e parentes, que perderam seus entes queridos”, foi o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Um dia depois, talvez alertado (por quem?) da imoralidade e falta de empatia contida em sua postagem, Faria voltou ao Twitter para tentar se explicar. Disse que “a dor do brasileiro é uma só”, que perdeu um tio para a covid e que estava apenas criticando a “politicagem” em torno da doença.

Lamentar as 500 mil mortes em vez de comemorar o número muito maior daqueles que se recuperaram (muitos, vale lembrar, com sequelas) não é politicagem. Faz parte do luto coletivo pelo qual o país precisa passar para seguir em frente.

O governo federal e seus representantes — principalmente aqueles a cargo da comunicação, como Faria — têm a obrigação moral de compreender esse processo e unir-se a ele. Como em todas as grandes tragédias que se abatem sobre uma comunidade, sobre um grupo de pessoas ou sobre uma nação, expor o pesar pelas mortes é uma das fases essenciais para superar a dor coletiva.

Sim, existe o luto pela perda coletiva, assim como existe o luto individual.

Quando, em 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos foram atacados por terroristas islâmicos, o país enfrentou um luto coletivo pelas 2977 mortes — e as homenageia até hoje. Quem já visitou o memorial de 11 de setembro em Nova York sabe bem como isso é levado a sério. Os heróis daquela tragédia são exaltados. Os sobreviventes, com seus traumas ou sequelas físicas, são relembrados também como vítimas. Mas ninguém comemora o fato de o número de mortes não ter sido ainda maior.

Em 2015, um terremoto devastou boa parte do Nepal, um país pobre entre a Índia e a China. O país e o mundo lamentou os 9.000 mortos, os 22.000 feridos e todos aqueles que perderam suas casas na tragédia. Um ano depois, os nepaleses reuniram-se em rituais para homenagear e relembrar os mortos e não ocorreu a ninguém criticá-los por não comemorar os sobreviventes.

Todos os anos, costumava-se realizar em Blacksburg, no estado americano da Virgínia, uma corrida em homenagem aos 32 estudantes assassinados no massacre da universidade Virginia Tech. Não passou pela cabeça de ninguém que, melhor do que relembrar os mortos, seria fazer uma prova esportiva para comemorar o número muito maior de estudantes que sobreviveram ao atirador.

O luto é um processo natural e esperado em reação a uma perda. Dentre os vários sentimentos que ele pode desencadear está a sensação de perda de controle. Ou seja, diante de uma perda, individual ou coletiva, normalmente vem o sentimento de impotência.

Quando o pesar é coletivo, não é preciso conhecer cada um dos mortos para vivenciar sua perda e tampouco para compartilhar do mesmo sentimento de impotência. Compreende-se o que a perda significa para a nação como um todo e a melhor maneira de enfrentá-la é, também, por meio de um luto coletivo, da convicção de que não se está sozinho nesse processo.

No caso de uma crise ou de uma grande tragédia nacional que se arrasta por meses e anos, junto com o luto pelas perdas que já o ocorreram há um luto antecipatório. Sabemos haverá mais perdas, que mais pessoas vão morrer, e nos preparamos psicologicamente para isso. Falar sobre isso e expor o pesar, lamentando as perdas passadas e vindouras, ajuda a enfrentar os momentos difíceis.

Os brasileiros (todos, não apenas “políticos, artistas e jornalistas”) podem e devem lamentar as 500 mil mortes e seguir lamentando cada vida perdida a mais.

O governo Bolsonaro talvez não queira lamentar as 500 mil mortes porque acredita que, ao fazê-lo, estará dando argumentos para as acusações de que é responsável por elas.

Mas o efeito é o oposto: ao negar aos brasileiros um luto nacional pelas vidas perdidas até agora, mesmo que a crise ainda não tenha terminado, o governo de Jair Bolsonaro reforça a percepção de que não se importa com elas.

Todas as vidas brasileiras importam. E temos direito ao luto coletivo.


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MORO SERÁ O CANDIDATO DA TERCEIRA VIA?

 

Terceira via

Por
Rodolfo Costa – Gazeta do Povo
Brasília

O ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, falou pela primeira vez nesta segunda-feira (11) sobre a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso por ele na operação. O petista foi solto depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou ilegal a prisão em segunda instância, na semana passada.

Grupo de empresários se articula para lançar candidatura do ex-juiz Sérgio Moro à Presidência da República| Foto: Rodrigo Sierpinski/Gazeta do Povo

O ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro vai ser estimulado a lançar sua candidatura à Presidência da República. Um grupo de empresários de todo o país se articula para apoiá-lo nas redes sociais como alternativa de “terceira via” para as eleições de 2022.

O grupo é liderado pelo empresário Fabio Aguayo, presidente do Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba (Sindiabrabar), amigo de Moro há alguns anos. Para impulsionar o lançamento da candidatura do ex-juiz, ele mantém diálogo constante com empresários de diferentes estados.

“Recebemos apoio de empresários de todos os 26 estados e o Distrito Federal”, explica Aguayo. A ajuda vem de empreendedores dos mais diferentes setores, como de federações da indústria, do comércio e da agropecuária. “Mas também temos apoio de profissionais liberais, trabalhadores comuns”, destaca.

Entre os trabalhadores destacados por Aguayo estão professores de universidades federais, militares e membros do Ministério Público. “Tem bastante gente, muitos professores de universidades federais. Na Bahia, por exemplo, fui procurado, o que é bastante expressivo em meio a toda essa polarização atual”, comemora.

Qual é o objetivo do grupo de apoiadores
O principal objetivo do grupo de empresários ligado a Aguayo e dessa rede de apoiadores é estimular Moro a lançar sua candidatura. O ex-juiz conversou com partidos políticos sobre uma candidatura, mas, até hoje, ele não está convencido a participar da corrida eleitoral.

“Não tenha dúvidas [da intenção em estimular Moro a ser candidato]. Ninguém pode ser candidato de si mesmo. Agora, para aceitar o maior desafio da vida dele, tem que ter gente por trás para estimular e dar essa força de que ele não está sozinho, existe uma corrente no Brasil que segue sua linha de conduta, ética, pensamento, e é isso que temos que engrossar na sociedade civil”, destaca Aguayo.

Uma vez com a campanha posta e estimulando Moro, o empresário paranaense espera voltar a conversar com o ex-juiz. “Temos grupos que se reuniram com ele no ano passado. Quando ele assumiu a nova missão [consultor da Alvarez & Marsal (A&M)], não tivemos mais contato”, destaca.

Até 2022, com a estrutura oferecida pelos apoiadores, Aguayo acredita que Moro voltará a ser provocado até tomar alguma decisão. “Várias correntes partidárias, movimentos sociais e pessoas de figuras públicas relevantes no país já o procuraram. E acredito que todos continuarão a tentar convencê-lo”, destaca.

Que apoio prático o grupo vai oferecer a Moro
A iniciativa do grupo de apoiadores de Moro tem como uma das metas espalhar outdoors em diferentes cidades brasileiras, sobretudo nas maiores do país, a exemplo de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Belo Horizonte. Mas essa é uma estratégia que ficará para quando o período eleitoral permitir.

O objetivo de Aguayo e demais apoiadores de Moro é evitar o que aconteceu ao próprio presidente Jair Bolsonaro, por exemplo. Após ele ter mostrado uma camiseta que ganhou de um apoiador com a mensagem “É melhor Jair se acostumando. Bolsonaro 2022”, ele entrou na mira do Ministério Público Eleitoral (MPE) por propaganda eleitoral antecipada.

Por isso, Aguayo explica que as primeiras ações serão voltadas apenas nas redes sociais. “Temos todo o cuidado e cautela de não incorrer em crime eleitoral ou campanha extemporânea. Tanto que, por enquanto, vamos ficar nas redes sociais, não vamos colocar o outdoor. Até porque nas redes, que são livres para opinião e não estamos pedindo voto, está viralizando as peças que produzimos”, afirma.

Uma das peças mostra Moro posicionado diante de duas portas, uma identificada com o nome de Bolsonaro, e a outra com o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma, consta a mensagem “O Brasil não precisa escolher sempre o pior. Ele merece uma opção segura”. Em outra, a mensagem “O Brasil tem jeito e merece uma opção segura”.


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domingo, 20 de junho de 2021

É PRECISO GOSTAR DA ARTE

 

  1. Cultura 

A arte é um signo aberto e o cérebro de qualquer pessoa é ainda mais randômico

Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo

Amo arte. Eu era fascinado pelos quadros que encontrava em livros de arte. Ficava vendo e passando o dedo muito antes de compreender qualquer conteúdo ali representado. Parece que havia nomes que eu sempre soube, ou, pelo menos, nunca me lembro de ter visto pela primeira vez: Leonardo, Michelangelo, Rafael. Há nomes que vieram depois: Mondrian, De Chirico, Lichtenstein. Por fim, existem escolas que descobri muito tarde, como os Nazarenos Alemães. 

Da mesma forma, quase sempre sei quando vi uma obra-prima pela primeira vez. A Mona Lisa no Louvre, a Capela Sistina no Vaticano, o Abaporu em Buenos Aires, A Tempestade em Veneza. Em alguns casos, fui a um museu só para ver um quadro, exclusivamente um: foi o caso da pintura O Balanço, de Fragonard, na Coleção Wallace, em Londres. Aliás, não consigo recordar de nenhuma outra obra naquela mansão inglesa, ainda que seja um espaço muito agradável. 

Pablo Picasso
‘Guernica’, obra de Pablo Picasso Foto: Ina Fassbender/ Reuters

Quero falar de outra coisa. Foi em algum ano da década de 1990. Eu tinha saído de horas no Museu do Prado, em Madri, e ainda tinha uma hora para aproveitar a luz e um museu aberto. Caminhei até o Museu Rainha Sofia, a poucos metros dali. Objetivo? A Guernica, de Picasso. Eu já era professor de história e, claro, já tinha falado do Cubismo, da Guerra Civil Espanhola, o bombardeio de Guernica e, por fim, a exposição de Paris na qual o quadro foi mostrado ao público. Era um quadro repleto de história e de significado, uma das obras-primas do século 20. Cheguei ao museu e fui direto à sala da obra. O tempo era curto. Naquela época, a gente olhava mais e fazia menos fotografias. Fiquei ali, por uns 30 minutos, admirando o imenso painel em preto, branco e cinza. É uma obra, de fato, impressionante. 

Saí já cansado de muitas horas de pé e refleti comigo: Picasso é um gênio, o quadro é extraordinário, a obra tem significado artístico e histórico impactante e… eu não gosto. Sim, confesso: o cubismo é muito importante, uma revolução que já expliquei inúmeras vezes para alunos e interessados. Já fui com grupos ao MoMA, em NY, e ficava diante das Demoiselles d’Avignon, mostrando o que representa aquela obra brilhante. E, mesmo assim, continuo não gostando de Picasso.

O pintor espanhol é um gênio e mudou os rumos da nossa percepção artística. Quem disser o contrário pouco sabe de arte. Quando digo que não gosto, é que vejo no cubismo sintético e analítico um exercício matemático, como vejo no chamado dodecafonismo musical. São experiências racionais muito boas e necessárias. Jamais eu imaginaria ler um belo livro, ouvindo uma peça dodecafônica. Eu não teria um Picasso no meu apartamento. Os motivos são óbvios: a) não se deve ter uma obra que exceda em valor o total do imóvel que abriga a peça; b) eu não me emociono com Picasso. Quando eu digo não gosto, significa que compreendo um pouco do quadro, reconheço a inteligência dele, vejo ali um olhar que provocou uma ruptura de paradigma estético e, nada emotivo, intenso ou capaz de mover meu eu interior para sair da zona racional. A diferença? Quando fiquei a primeira vez diante dos quadros sobre São Mateus em Roma, na igreja de São Luís dos Franceses, comecei a chorar, a rir, a ficar mais bobo do que o normal ao ver a Vocação de São Mateus, de Caravaggio. Não sabia bem o que dizer e, creio que, vinte anos depois, ainda não sei. Tal como a Guernica, posso falar de detalhes técnicos brilhantes, como a luz do pintor, a composição, o tema ou outra questão. Todavia, salta aos olhos, para mim, uma diferença inexplicável: Picasso é uma genial equação matemática sobre o espaço; Caravaggio joga minha consciência no chão e me obriga a sentir coisas fora do comum. 

Alguém dirá: “Leandro, você é conservador esteticamente e prefere o figurativo ao geométrico ou ao abstrato”. Acho que até tenho traços de certo conservadorismo estético sim, porém outro autor que me desconcerta de forma absoluta é Rothko. Na última vez em que fui até a sala dele na Tate de Londres, pedi ao grupo que me acompanhava que seguisse um pouco sozinho para que eu parasse de chorar. Aliás, choro ao escrever sobre ele, como agora. O que explica isso? Não sei. Também senti na Capela Rothko, no Texas. O guarda teve de elevar a voz porque eu estava paralisado sentado, ouvindo uma trilha minimalista e vendo as telas do pintor. A Guernica tem desenhos identificáveis e conta uma história. Rothko é a experiência do esvaziamento extático. 

A arte é um signo aberto e o cérebro de qualquer pessoa é ainda mais randômico. Não existe uma explicação causal. O plano cartesiano claudica no campo estético. Ocorre o mesmo com música e com esculturas. Por vezes, leio um livro mediano e fico muito tocado. Já confessei, publicamente, que há clássicos da literatura que comecei a descobrir porque eram aclamados como importantes e segui a leitura por… birra. 

Escrevo para que as pessoas se sintam um pouco mais livres para dizerem o que pensam de quadros, esculturas, músicas e textos que são incensados por muitos e que, por algum motivo, não fazem morada no seu afeto. Sejamos todos sempre livres para nosso prazer e gosto. Apenas reconheçamos: meu gosto individual não canoniza alguém e nem derruba um clássico. Meu gosto é, apenas, minha opinião subjetiva. Os gênios não precisam de mim. Eu, por vezes, preciso de alguns para me sentir vivo e feliz. Boa semana!

É HISTORIADOR, ESCRITOR, MEMBRO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, AUTOR DE ‘O DILEMA DO PORCO-ESPINHO’, ENTRE OUTROS

EXCLUSÃO SOCIAL NAS VACINAS

 

Não há lei acima da Constituição, e nos pontos em que é incontestável é inderrogável, obrigação de qualquer cidadão e dever do agente público

Victorio Mediolli – Jornal o Tempo

A lei maior de nosso país é clara. No artigo 227: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

Não há lei acima da Constituição, e nos pontos em que é incontestável é inderrogável, obrigação de qualquer cidadão e dever do agente público.

Tornou-se, entretanto, insuportável a omissão das elites que exercem o poder neste país em relação à qualidade da educação pública. O Brasil tem 50 milhões de pessoas em nível de pobreza, mais 700 mil reclusos no sistema penitenciário e, ainda, 43 mil homicídios por ano.

A relação de miséria, violência e criminalidade é umbilicalmente ligada ao nível educacional da população, com reconhecimento da ONU e Unicef, institutos da mais elevada e inconteste expressão. O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (Pisa). Dos jovens entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola, segundo o IBGE.

O Brasil destoa, irresponsavelmente, pela qualidade ínfima da educação, pela pouca atenção prestada aos adolescentes. Falta pôr em prática a consideração humanitária destacada no artigo 227 da Constituição. Por lei, o jovem adolescente é prioridade sobre qualquer outro ser humano de idade superior à dele e tem prioridade em saúde e preservação da existência e do direito à educação. Uma condição sagrada para manter a continuidade de uma sociedade justa.

Na ausência de consciência coletiva e no esquecimento da lei maior deste país, a cada ano milhões de jovens deixam o sistema educacional fundamental despreparados para cuidar de si mesmos, excluídos e condenados definitivamente a uma posição marginalizada.

As elites, quem ganha bem, têm acesso aos colégios, equipamentos e métodos de ensino qualificado. Não enxergam, com algumas exceções, a tragédia vivenciada por jovens carentes, sem voz e sem vez, que com um pouco de atenção se transformariam em engrenagens virtuosas de uma nação a que faltam médicos, engenheiros e outros profissionais qualificados.

Na raiz de tudo está o analfabetismo funcional, de indivíduos que acabam o 9º ano do ensino fundamental severamente despreparados.

Pesquisa (Inaf) realizada com a população brasileira de 15 a 64 anos encontrou que apenas a parcela de 8% é plenamente capaz de entender e se expressar corretamente (proficiente). O restante apresenta dificuldades, em graus diferentes, para entender e elaborar diversos tipos de texto, interpretar tabelas e gráficos e resolver problemas lógicos e matemáticos. Entre os 92% sem proficiência é considerada analfabeta funcional a pessoa que, mesmo sabendo ler e escrever algo simples, não tem as competências necessárias para satisfazer as demandas do seu dia a dia e viabilizar o seu desenvolvimento pessoal e profissional.

O Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), realizado pelo Instituto Paulo Montenegro (PIM), considerado o Ibope da inteligência, elabora uma escala de classificação de alfabetismo das pessoas: analfabeto (4%), rudimentar (23%), elementar (42%), intermediário (23%) e proficiente (8%). Quem está inserido nas duas primeiras categorias é considerado indivíduo analfabeto funcional, ou seja, 27% da população ativa.

Passando pela análise da população carcerária, encontra-se 95% dela classificada como analfabeta funcional. Dessa forma, nem todos acabam na cadeia, mas quase “todos” eles são analfabetos funcionais, sem profissão definida e compreensão suficiente para atender suas necessidades básicas.

Pode-se assim afirmar que, se o grau de educação dos 27% até o nível rudimentar evoluísse para elementar (42%) ou intermediário (23%), seria anulada cerca 90% da violência e da população carcerária no Brasil.

Teríamos uma diminuição de 700 mil para 100 mil reclusos. Quer dizer que 600 mil marginais estariam migrando para o grupo preparado para produzir, sustentar-se, contribuir positivamente para a sociedade. Também o número de homicídios diminuiria 90%, poupando 39 mil vidas. Os gastos com segurança, de R$ 120 bilhões anuais no país, poderiam cair proporcionalmente.

O que falta para dar um basta a essa cadeia destrutiva? Vontade dos líderes e das elites, da imprensa, dos formadores de opinião.

Os passos para a revolução já foram estabelecidos em 2014 (ano eleitoral e sempre de boas intenções) no Plano Nacional de Educação (PNE), que firmou em dez anos o aumento de 50% no número de escolas em tempo integral e a universalização do atendimento pré-escolar, com professor de verdade, com ensino cognitivo e atividades harmônicas.

Em Betim estarão abertas, até março de 2022, 12 mil vagas em creches/pré-escolas em 20 unidades novas e modernas. Iniciou-se também a licitação para construção de dez escolas em parceria com o Estado de Minas Gerais para ensino integral destinadas a 19 mil alunos. Não vejo, entretanto, outros municípios agindo nesse sentido para atingir a meta do PNE.

O desafio educacional foi afetado por uma tragédia: a paralisação das salas de aula desde março de 2020. Com o ano escolar integralmente perdido, os alunos do 9º ano saíram com nível escolar do 8º e em 2021 sairão, se nada for feito, com nível do 7º, ou dois anos sem aulas.

Em Betim decidimos, mas fomos impedidos, por decisão do TJMG a pedido do MPMG, de aplicar a vacina, liberada, no dia 14.6 pela Deliberação 3.440 do Ministério da Saúde, para a faixa etária de 12 a 17 anos. Sem perder tempo e oportunidade de garantir ao menos aulas plenas até dezembro para os últimos três anos do fundamental. A decisão foi tomada calculando-se que esses alunos, dentro dos grupos em vacinação, representariam o atraso máximo de dez dias e médio de cinco dias para todos aqueles que há mais de 160 dias sonham com a vacina. Quem iria se vacinar em 180 dias passaria a se vacinar de 181 a 190 dias. Ninguém deixaria de ser vacinado.

A medida de vacinar os alunos parecia, para a nossa equipe de governo de Betim, de grande valia e com reflexos humanitários importantes, que, por outro lado, geram um adiamento médio de cinco dias da população que não é de grupos de risco. Os 18 mil alunos que seriam vacinados até o final de junho com parte das 54 mil doses prometidas pelo Estado passam assim para o fim da fila, que acaba em novembro. Conseguirão ter apenas aulas alternadas (carga de 50%) por falta de espaço físico até dezembro.

Num país de excluídos a pandemia com seus efeitos malignos está preparando inúmeros e tormentosos desafios para o futuro de todos. 

FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA SÃO IMPORTANTES

 

Tudo mesmo.

StartSE

Com a retomada da economia nos Estados Unidos, o setor de bares, restaurantes e fast-foods está voltando com tudo.

Só que não há funcionários suficientes para suprir a demanda, e as empresas estão fazendo de tudo para manter e atrair funcionários em tempo recorde.

McDonalds está usando até iPhones novinhos como forma de manter seus funcionários pelo menos 6 meses na empresa – e atrair novos que desejem um celular novo em folha.

AppleBees está oferecendo seu próprio cardápio de forma gratuita aos funcionários, como forma de benefício e para atrair 10 mil funcionários para a rede.

Você acredita que soluções assim dão certo dentro de uma empresa?

(Ou só aumentam os gastos e fazem seus times irem embora mais rápido?)

Uma das empresas que foi nessa onda, a Chipotle, teve que repassar ao consumidor final, a pessoa mais importante em qualquer empresa, um reajuste de 4 por cento no cardápio para suprir o aumento de salário para todos os funcionários.

Tudo isso porque elas estão tentando manter seus funcionários do jeito ERRADO.

Quando você atrai e mantém seus times apenas investindo em benefícios e aumentos de salário, uma hora a conta não fecha.

E você sabe disso.

Ou você vai perder talentos para a concorrente que paga mais, ou perder clientes por repassar a conta final para ele.

Enquanto o motivo dos funcionários abandonarem empresas ainda são pelos mesmos motivos:

  • Falta de propósito no que faz
  • Desconfiança do líder
  • Conflitos corporativos
  • Ausência de propósito e chances de crescimento
  • Falta de Transparência
  • Metas nada claras

Salário está sim, na lista, mas longe das primeiras posições.

Talvez o que você não saiba, é que há uma solução capaz de resolver todos os problemas acima e ainda tornar sua empresa um imã de talentos novos.

Pessoas realmente comprometidas com o negócio e com a empresa, e não só pelo salário no final do mês.

Um modelo que seja meritocrático de verdade, dando condições para todos do time buscarem resultados, e beneficiando os mais compromissados por isso.

Inclusive, no Vale do Silício e em outros ecossistemas onde a concorrência é altíssima, várias empresas dão até parte societária aos seus melhores talentos.

Tudo para eles não deixarem a empresa, construírem o sonho junto com os donos e performarem ainda mais.

Afinal, o que antes era um trabalho, se torna um objetivo comum a ser alcançado, onde todos ganham.

Se tudo isso faz sentido para você, viemos te fazer um convite que vai acabar amanhã, então fique atento.

Este modelo é o mais efetivo para atrair talentos do mercado, porque eles entram dispostos a se tornar sócios da empresa.

Você vai aprender na prática:

  • Como metrificar os resultados de todo seu time em cima de resultados e objetivos-chave, de uma forma clara igual o Google faz até hoje com seus milhares de funcionários;
  • Como saber se um candidato tem as qualificações para se tornar um talento e sócio no futuro, antes mesmo dele começar na sua empresa (fazendo apenas 5 perguntas, até mesmo por telefone);
  • As 4 regras societárias para você ter na sua empresa tornando ela completamente segura em caso de entrada de novos sócios ou até mesmo rompimentos;
  • Saber quem deve ser muito bem pago na sua empresa, e quem deve virar sócio (são coisas completamente diferentes e sabendo isso você mantém os melhores do seu time sem prejudicar o caixa da sua empresa);
  • A medir o nível de engajamento e cultura dentro da sua empresa, e usá-la de forma estratégica para gerar mais resultados e evitar turnover excessivo;
  • Saber exatamente quando é hora de apostar em alguém ou quando já passou da hora de demitir (antes de você pagar um bônus ou pensar em torná-lo sócio);
  • Como aumentar o valuation da sua empresa, multiplicar resultados e o lucro final para seus times – sem precisar aumentar 1 real de salário, e ficar seguro de que ele não irá para a concorrente mesmo que ela pague 2x ou 3x mais.

STARTUP VALEON – CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

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Você empresário que já escolheu e ou vai escolher anunciar os seus produtos e promoções na Startup Valeon através do nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace aqui da região do Vale do Aço em Minas Gerais, estará reconhecendo e constatando que se trata do melhor veículo de propaganda e divulgação desenvolvido com o propósito de solucionar e otimizar o problema de divulgação das empresas daqui da região de maneira inovadora e disruptiva através da criatividade e estudos constantes aliados a métodos de trabalho diferenciados dos nossos serviços e conseguimos desenvolver soluções estratégicas conectadas à constante evolução do mercado.

Ao entrar no nosso site você empresário e consumidor terá a oportunidade de verificar que se trata de um projeto de site diferenciado dos demais, pois, “tem tudo no mesmo lugar” e você poderá compartilhar além dos conteúdos das empresas, encontrará também: notícias, músicas e uma compilação excelente das diversas atrações do turismo da região.

Insistimos que os internautas acessem ao nosso site (https://valedoacoonline.com.br/) para que as mensagens nele vinculadas alcancem um maior número de visitantes para compartilharem algum conteúdo que achar conveniente e interessante para os seus familiares e amigos.

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Nos orgulhamos de tê-los como parceiros esse tempo todo e contamos com o apoio e a presença de vocês também agora em 2021.

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Essa é uma forma de fortalecer nossa comunidade em torno de um propósito muito forte: despertar as pessoas para serem melhores e ajudarem a nossa comunidade empresarial para progredir cada vez mais com um comércio da região fortalecido e pujante.

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