segunda-feira, 17 de maio de 2021

COMO ATRAIR CLIENTES PARA O SITE

 

Rodrigo Caetano – Agência Maya

Mais do que estar na web, é preciso apostar em formas de “como atrair clientes para meu site“, pois só assim a marca conseguirá obter sucesso nesse mundo digital tão complexo.

De fato, é fundamental já saber que os clientes não aparecerão de uma hora para outra. Por esse motivo, você precisa entender como atrair clientes para o seu site, pois caso contrário, seu negócio ficará estagnado.

Assim como a Amazon aposta em diversas ações para ter tráfego em sua página, você também precisa entender como atrair clientes para o seu site, pois caso contrário o seu negócio não vai evoluir e nós temos a certeza de que você quer evoluir cada dia mais, não é mesmo?

Por esse motivo, a partir de agora vamos trazer algumas dicas e ideias que se colocadas em prática tem tudo pra te ajudar nesse processo de atração. Alguns podem achar que isso é um bicho de sete cabeças, mas não é não! Não desista, leia o texto até o final e se tiver dúvidas, é só contatar a nossa equipe.

prospecção de clientes é o processo que você precisa investir, pois é por meio dela que novos clientes chegarão a sua página. A prospecção pode ser feita pelo Inbound e Outbound Marketing.

No Inbound, sua empresa criará meios para que os clientes sejam atraídos até sua página. Podemos dizer que nós da Agência Maya, por meio dessa estratégia, conseguimos atrair mais clientes.

Quando sua empresa aposta no Outbound Marketing será preciso ir ao encontro dos clientes, isso pode é feito por meio de ligações, envio de e-mails e anúncios nas redes sociais.

A partir de agora, em alguns tópicos listaremos algumas dicas que te ajudarão a atrair clientes para o seu site.

Tenha em Mente o Que seu Público Deseja

O processo de atrair clientes passa pelo investimento em marketing. Alguns acham que o investimento é extra, porém você tem que ter claro que essa é uma obrigação.

Para atrair clientes, sua empresa deve começar a apostar em Marketing de Conteúdo.

No entanto, você pode estar se perguntando: o que é marketing de conteúdo? Simples, consiste na criação e distribuição de conteúdo que seja relevante para o seu público.

Para isso, é fundamental ter um blog, pois é por meio dele que mais pessoas chegarão a sua empresa e depois de preparadas, elas fecharão a compra.

Como Atrair Clientes Para Meu Site: O Que Fazer?Como Atrair Clientes para meu Site

Intensifique a Relação do Seu Público

Quando um prospect (cliente) chega a sua página, por meio da leitura de alguns conteúdos ele vai perceber que tem um problema e que precisa de uma solução que só sua empresa pode dar.

Porém, tenha atenção, pois ele só terá esse pensamento quando tiver acesso a conteúdos realmente relevantes.

É possível afirmar que um conteúdo relevante é aquele que tem capacidade para resolver o problema do leitor. Mas, o problema só será resolvido quando você sabe o que o seu público deseja.

Para isso, a nossa dica é apostar na construção de uma persona, que nada mais é do que o seu cliente ideal.

Quando você constrói a persona, será fácil responder as dúvidas que incomodam o seu cliente e trazer informações para que o cotidiano dela fique mais simples.

Pra ficar mais claro vamos usar um exemplo:

Farm é uma empresa que sabe que seu público é composto basicamente de mulheres independentes e jovens que amam roupas delicadas.

Devido a isso, os artigos escritos por ela são voltados a dicas de moda. No site, você encontra dicas sobre como combinar, por exemplo, um casaco florido com peças mais sérias e que roupa usar em uma festa do trabalho.

Para entender o que seu público deseja a nossa dica é: ouvir deles quais são as suas dúvidas e quais informações eles gostariam de ter acesso.

Aproveite ainda para firmar parcerias com empresas que tenham a mesma persona, pois assim as suas postagens terão maior alcance e isso ajuda no branding das duas.

Como estamos falando de uma relação intensa com o seu público, é importante que dúvidas, críticas e sugestões enviadas por clientes não sejam ignoradas.

Ouça o que eles tem a dizer, responda seus questionamentos, pois o site é o canal direto entre seu consumidor e você.

O ato de ignorar pode resultar em sérias consequências para o seu negócio.

É importante ainda que a relação com o cliente fique mais próxima a partir do uso de uma linguagem própria.

A forma de comunicar precisa ser capaz de aproximar consumidor e empresa e isso deve ser vivido pela empresa como um todo.

Saiba mais sobre a intensificação do relacionamento com o seu público clicando aqui.

Saiba Como Seus Clientes Pesquisam Pelo Seu Produto ou Serviço!

Como atrair clientes para o meu site? Por meio da intensificação de sua relação com o seu público.

Por meio do Search Engine Optimization (SEO), sua página vai aparecer no Google e no Bing que são os mecanismos de busca.

Em algum momento, você já deve ter lido ou ouvido falar que quem guia os mecanismos de busca para definir o que o usuário terá acesso são os algoritmos.

A Advanced Web Ranking fez uma pesquisa e descobriu que 30% dos usuários clicam no primeiro resultado de uma busca feita no Google.

O segundo resultado recebe 18% dos cliques e a partir disso, a porcentagem vai caindo.

Como Atrair Clientes Para Meu Site: O Que Fazer?Como Atrair Clientes para meu Site

Mas, o que esses números podem significar para aqueles que querem saber como atrair clientes para o meu site? Simples! Esse conhecimento é importante, pois só tendo um bom ranqueamento nos buscadores é que você conseguirá vender mais.

Para isso, pesquise quais são as palavras-chave relevantes para o seu negócio e que te ajudarão a alcançar a primeira página.

Atenção a esse dica: caso seu ramo já tenha muita competição, o melhor é apostar em palavras-chave de cauda longa, as chamadas long tail.

Sabe aquelas pequenas frases que as pessoas usam para procurar alguma coisa, por exemplo: como fazer isso? O que significa essa palavra? Isso são as long tail. A aposta nelas se faz precisa, pois elas ajudam a pessoa em uma busca mais assertiva.

Seu ramo de atuação é o comércio de tênis? Instintivamente, você tende a usar tênis como palavra-chave.

No entanto, a nossa dica não é apostar nessa palavra, mas em frases como: qual é a melhor opção de tênis para caminhada? Qual a melhor opção de tênis para criança?

Estamos te dando essa dica, pois o ramo de calçados é extremamente competitivo e você não vai conseguir ficar bem posicionamento se não tiver algo mais específico.

Agora que você já sabe como fazer, busque entender como seus clientes procuram no Google.

Essa informação vai te ajudar e muito! Porém, saiba que seu conteúdo além de ter a palavra-chave certa precisa ser rico em imagens, vídeos e estar em um site responsivo.

Anúncios do Google Para Saber Como Atrair Clientes Para Meu Site

Mesmo seguindo todas as dicas que citamos acima, ou seja, mesmo apostando em SEO, definindo a persona, oferecendo conteúdo relevante no seu blog e aplicando o Inbound Marketing, sua empresa não terá tanto sucesso na hora de converter.

Por esse motivo, a nossa dica para complementar tudo o que você já está fazendo ou que pretende começar a fazer é apostar em campanhas.

Por meio do Google Ads você pode dar visibilidade para sua marca.

Como a plataforma permite a segmentação, você poderá apostar nesse recurso para atingir as pessoas que realmente tem interesse no seu produto. Com isso, suas chances de fechar uma venda aumentam de forma significativa.

Google Ads possibilita que você use todas as técnicas que mencionamos acima e isso vai fazer com que o seu negócio tenha efetividade e a missão de – Como atrair clientes para o meu site – tende a ficar mais fácil.

Procurando mais informações sobre o Google Ads, leia aqui!

Gostou das dicas, mas não sabe por onde começar? Precisa contar com uma ajuda especializada? Aproveite que você está em nosso site para entrar em contato com a nossa equipe.

Teremos o maior prazer em te ajudar a atrair mais clientes para o seu site.

A startup digital Valeon daqui do Vale do Aço, tem todas essas qualidades referidas e estamos aptos a oferecer para os nossos clientes e para o público em geral o que tem de melhor em termos de divulgação dos produtos e promoções das empresas daqui da região do Vale do Aço der maneira inovadora e disruptiva através da criatividade e estudos constantes aliados a métodos de trabalho diferenciados dos nossos serviços desenvolvendo soluções estratégicas à constante evolução do mercado.  

Estamos lutando com as empresas para MUDAREM DE MENTALIDADE referente à forma de fazer publicidade à moda antiga, rádio, tv, jornais, etc., quando hoje em dia, todos estão ligados online através dos seus celulares e consultando as mídias sociais a todo momento.

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Somos PROFISSIONAIS ao extremo o nosso objetivo é oferecer serviços de Tecnologia da Informação com agilidade, comprometimento e baixo custo, agregando valor e inovação ao negócio de nossos clientes e respeitando a sociedade e o meio ambiente.

Temos EXPERIÊNCIA suficiente para resolver as necessidades dos nossos clientes de forma simples e direta tendo como base a alta tecnologia dos nossos serviços e graças à nossa equipe técnica altamente especializada.

A criação da startup Valeon adveio de uma situação de GESTÃO ESTRATÉGICA apropriada para atender a todos os nichos de mercado da região e especialmente os pequenos empresários que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona.

Temos CONHECIMENTO do que estamos fazendo e viemos com o propósito de solucionar e otimizar o problema de divulgação das empresas da região de maneira inovadora e disruptiva através da criatividade e estudos constantes aliados a métodos de trabalho diferenciados dos nossos serviços e estamos desenvolvendo soluções estratégicas conectadas à constante evolução do mercado.

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PREFEITO DE SÃO PAULO MORRE AOS 41 ANOS

 Adriana Ferraz – Jornal Estadão

A vida pública foi a escolha natural e até mesmo esperada para Bruno Covas Lopes, que, ainda adolescente, passou a “beber da fonte” ao decidir morar com o avô em São Paulo. O ex-governador Mário Covas não só ensinou o neto a gostar de política como o colocou numa trajetória eleitoral vitoriosa encerrada de forma precoce na manhã deste domingo, 16, no Hospital Sírio-Libanês. Aos 41 anos, o prefeito de São Paulo morreu por complicações de um câncer. O tucano deixa o filho Tomás, de 15 anos.

“O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, faleceu hoje às 8h20 em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, com metástase ao diagnóstico, e suas complicações após longo período de tratamento”, informou a nota de falecimento assinada pelos médicos que acompanhavam Covas. O velório será realizado na Prefeitura de São Paulo, em cerimônia restrita a 20 convidados que, em função da pandemia do coronavírus, poderá ser acompanhada via YouTube. Ao fim, o caixão será transportado em um caminhão do Corpo de Bombeiros, passando pela Avenida Paulista, com destino a Santos, onde o prefeito será sepultado.

Fazia um ano e meio que Covas lutava contra a doença que também matou o avô, em 2001. Na época, Bruno tinha 20 anos e já se preparava para assumir a herança política da família. Cinco anos antes, havia trocado sua casa em Santos, no litoral paulista, pelo Palácio dos Bandeirantes para concluir os estudos na capital.

Inteligente e determinado, foi aprovado em duas faculdades ao mesmo tempo: Direito, na USP, e Economia, na PUC. Formou-se nas duas em um período de oito anos, época em que passou a experimentar seu potencial político em grêmios estudantis e dentro de seu partido.O prefeito de SP, Bruno Covas, durante a campanha de 2020 © TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO O prefeito de SP, Bruno Covas, durante a campanha de 2020

Bruno se filiou ao PSDB aos 17 anos. Nessa época, era um jovem cabeludo apaixonado por rock que já se destacava pela capacidade de mobilização. A “turma” que fez na base jovem do partido sempre o acompanhou. Os mais próximos – Fábio Lepique e Alexandre Modonesi – ocupam cargos-chave na Prefeitura.

Antes de comandar a maior cidade da América Latina, Bruno foi eleito deputado estadual por duas vezes, deputado federal e vice-prefeito. Assumiu o posto de prefeito com a renúncia de João Doria (PSDB), em 2018, e depois se reelegeu como cabeça de chapa. Nisso, aliás, o neto superou o avô.

Mário Covas não chegou ao cargo por escolha popular. Ele foi o último prefeito biônico antes da democratização, em 1983. Bruno seguia uma história parecida – era o vice na chapa vencedora de 2016 –, até ganhar a eleição em segundo turno, ano passado, com 3,1 milhões de votos.

Desde criança, quando fez a carteira do Clube dos Tucaninhos, o objetivo de Covas sempre foi entrar na política, seguir os passos do avô e chegar ao Palácio do Planalto. “Quem começa como estagiário quer chegar a CEO. É o natural de qualquer carreira”, disse ao Estadão, durante a eleição de 2020. Foi com esse foco que escolheu se formar advogado e economista.

Sua primeira atuação política mais direta se deu em junho de 2002, um ano após a morte do avô, quando agiu para barrar uma aliança da sigla com Orestes Quércia, do então PMDB, que também buscava se aproximar do PT nas eleições estaduais. Quércia teve de conversar com o jovem político.

Foco

Mas, se os ensinamentos do avô o seguiram por toda a vida, o mesmo não se pode dizer do temperamento. Mais contido, Bruno nunca foi um orador explosivo ou um político midiático. Pelo contrário. Tímido e disciplinado, o prefeito sempre calculou bem as palavras e seguiu o script determinado dentro ou fora de uma campanha eleitoral.

Sem colecionar inimigos e com respaldo popular, Bruno estava no auge de sua carreira política. A eleição havia lhe dado confiança para começar a impor seu modo de governar e traçar o futuro. Diferentemente de Doria, considerava-se “PSDB raiz”.

Mas os planos como prefeito eleito só duraram dois meses. Em fevereiro, os médicos de Covas descobriram novos tumores e a quimioterapia recomeçou. Dois meses depois, outros exames indicaram metástase nos ossos. Debilitado, precisou tratar complicações como água no pulmão e sangramento na cárdia.

Toda a evolução da doença foi exposta aos eleitores de forma transparente. Covas não só liberou sua equipe a informar diariamente a imprensa de sua situação clínica como pediu aos médicos que atendessem jornalistas e tirassem suas dúvidas sobre os avanços do câncer. A prática se tornou mais comum a partir de abril, quando cinco tumores foram identificados no fígado, um nos ossos da coluna e outro nos ossos da bacia.

Até esse momento, aliados de Covas mantinham-se esperançosos com a possibilidade de cura. As metástases e o sangramento na cárdia, no entanto, abalaram a confiança até mesmo dos médicos, e a palavra sobrevida passou a compor o repertório de quem acompanhava o prefeito mais de perto.

Já com dores e cada vez mais debilitado, o tucano pediu licença do cargo no último domingo, 2. Afirmou pelas redes sociais que a “vida havia lhe apresentado enormes desafios” e que, diante dos novos focos da doença, “seu corpo estava exigindo mais dedicação ao tratamento, que entrava numa fase muito rigorosa”.

Covas autorizou ser sedado e intubado para se submeter ao exame de endoscopia que apontou o sangramento entre o esôfago e o estômago.

Muito apegado ao único filho, Tomás Covas Lopes, com quem dividia um apartamento de 70 metros quadrados na Barra Funda, zona oeste da cidade, Covas deixa, como o avô, novo herdeiro na política.

Além de santista roxo, como o pai, o adolescente também revela interesse e talento para a vida pública. No dia em que Bruno foi reeleito prefeito, fez discurso à militância e disse ao Estadão: “Pretendo entrar na Juventude do PSDB quando fizer 17 ou 18 anos. Eu tenho vontade de fazer política.” /COLABOROU BRUNO RIBEIRO

 

CARTA DE DESPEDIDA DE BRUNO COVAS

 

 Redação – Jornal Estadão

Em sua última carta, o prefeito Bruno Covas agradeceu às manifestações de apoio dos companheiros de partido e afirmou que, “de cabeça erguida”, estava enfrentando os “desafios que a vida (lhe) impõe”. “A luta é dura e árdua, mas não esmoreço e sigo em frente”, escreveu. Covas morreu aos 41 anos na manhã deste domingo, 16, vítima de câncer.

O texto foi lido na última sexta-feira, 14, pelo secretário-geral do PSDBCarlos Balotta, em um evento que oficializou a filiação do vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, ao partido. Na mensagem, o prefeito também rememorou as marcas que a pandemia de covid-19, chamada por ele de “tragédia”, vem deixando na vida dos brasileiros. Defendeu que a solução se encontra nas políticas públicas. “A solução para nossos problemas só será enfrentada pela via da política, pela via democrática, pela seriedade com que os governos trabalham e realizam políticas públicas”, diz o texto.Reeleito prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) participa de cerimônica de posse na Câmara Municipal © Alex Silva / Estadão Reeleito prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) participa de cerimônica de posse na Câmara Municipal

Covas estava licenciado de seu cargo como prefeito desde o dia 2 de maio, quando foi internado pela última vez. Na sexta-feira, teve uma piora considerável em seu quadro de saúde e seu estado foi considerado irreversível pela equipe médica.

Leia, a seguir, a íntegra da última carta de Bruno Covas.

“Minhas companheiras e meus companheiros,

Espero que estejam bem e protegidos.

Gostaria de, em primeiro lugar, agradecer a todo carinho, a todas as orações e energia positiva que vocês têm me enviado. Lamento não conseguir responder a tantas mensagens, sintam-se todos abraçados. O apoio e o suporte de vocês têm sido decisivos no meu tratamento. Venho seguindo à risca as orientações de minha equipe médica e, de cabeça erguida, enfrentando os desafios que a vida me impõe. A luta é dura e árdua, mas não esmoreço e sigo em frente.

Esses últimos meses têm sido muito desafiadores para todos nós. A pandemia da covid-19 tem cobrado um preço caro dos brasileiros e vamos caminhando para contabilizar 430 mil mortos. Uma tragédia sem precedentes que já deixa e vai deixar muitas marcas na nossa história. As consequências são catastróficas: vidas interrompidas, famílias em sofrimento, negócios em dificuldade, desemprego, pobreza e, lamentavelmente, a fome. Faço esse preâmbulo pois é exatamente sobre o que se trata o dia de hoje: política. A solução para nossos problemas só será enfrentada pela via da política, pela via democrática, pela seriedade com que os governos trabalham e realizam políticas públicas.

Tucanos e tucanas podem se orgulhar de todo o esforço que nossos governos, no Estado de São Paulo e nos municípios, incluindo a nossa capital, têm feito para enfrentar a pandemia. Das vacinas em produção e desenvolvimento pelo Instituto Butantan à expansão vertiginosa da infraestrutura hospitalar, o fortalecimento do SUS em nosso estado é uma realidade.

Em contraposição ao governo federal, que vem desdenhando da vida e da saúde dos brasileiros ao longo da pandemia, o PSDB de São Paulo e seus aliados vêm demonstrando na prática aquilo que é sua vocação: responsabilidade pública. Colocar a população, sobretudo a mais pobre, em primeiro lugar. Cuidar de gente, fazer um trabalho técnico e baseado em evidências e na ciência, tomar atitudes difíceis e enfrentar as adversidades sempre com respeito, dignidade e defendendo a democracia.

Somos um partido forte, sólido, com muitos serviços prestados ao País e ao nosso estado. Somos um partido de quadros competentes e que colocam o compromisso público em primeiro lugar.

É nesse contexto que quero ressaltar a importância dessa cerimônia de hoje. O momento do Brasil demanda de todos nós espírito público, unidade, agregação, somar e não dividir, não deixar nenhum interesse pessoal sobrepujar o interesse coletivo. Receber em nossos quadros o vice-governador Rodrigo Garcia sinaliza exatamente isso. Ele tem sido incansável na defesa do interesse público. Tenho por ele muito apreço e consideração. Foi decisivo na nossa vitória na eleição passada aqui na Capital e tem sido aliado histórico dos tucanos. Foi aliado do meu avô, foi aliado de Geraldo Alckmin, foi aliado de Serra, é meu parceiro e aliado, é aliado do Governador João Doria, sempre esteve do nosso lado. Nada mais natural do que se juntar a nós nessa caminhada. Foi decisivo na eleição passada, aqui na capital.

Vejo nesse ato um resgate da história do nosso partido, inclusive para além das razões que já mencionei, vejo um resgate do nosso manifesto de fundação.

No sonho de nossos fundadores, o Partido da Social-Democracia Brasileira seria o partido capaz de juntar as forças democráticas ponderadas da República na luta pelo bem comum. Rodrigo é um liberal progressista, um parlamentarista, está afinado com nossos valores e ideias. Sua trajetória e sua experiência político administrativa vem contribuir em muito para que nosso partido possa se fortalecer ainda mais e continue a promover as mudanças que a população precisa no Estado de São Paulo.

Seja bem-vindo Rodrigo Garcia, seja bem-vindo ao ninho tucano, seja bem-vindo a Social-Democracia Brasileira.

Muito Obrigado!

Bruno Covas”

OBSTRUÇÃO DA OPOSIÇÃO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS AGORA TEM LIMITE

 

 Notas&Informações – Jornal Estadão

Logo após a eleição de Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara dos Deputados, parlamentares alinhados ao governo de Jair Bolsonaro começaram a articular mudanças no regimento interno da Casa com vista a limitar a atuação da oposição. A articulação, com o apoio ostensivo de Lira e do próprio Palácio do Planalto, frutificou. No dia 12 passado, a Câmara aprovou, por 337 votos a 110, o Projeto de Resolução 84/2019, de autoria do deputado Eli Borges (Solidariedade-TO), que muda as regras de funcionamento das sessões legislativas e, na prática, reduz as ferramentas que compõem o chamado “kit obstrução”. A alteração regimental já está em vigor.

Para o bem do livre debate no Parlamento, atributo primordial em qualquer democracia saudável, o texto promulgado foi menos gravoso do que poderia ter sido caso prevalecesse o teor da proposta original dos deputados bolsonaristas, muito mais restritiva à atuação de parlamentares que hoje estão na oposição. É sempre bom lembrar que os assentos da situação e da oposição em um Parlamento são mutáveis. As regras para a atuação parlamentar, no entanto, devem ser perenes, além de privilegiar a livre manifestação de todos os representantes da sociedade. Afinal, não é outra a natureza de uma Câmara Baixa.

O vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), foi incumbido por Lira de negociar um texto consensual, ao final aprovado, entre seus colegas alinhados ao governo e os da oposição. Assim, chegou-se a uma solução mais equilibrada, ainda que, ao fim e ao cabo, a atuação das minorias tenha, de fato, sido limitada.

Pelo novo texto regimental, não há mais limite de tempo para uma sessão legislativa. É prerrogativa do presidente da sessão estendê-la sempre que julgar necessário. Até então, cada sessão de votação tinha duração máxima de seis horas. Expirado este prazo, uma nova sessão tinha de ser aberta, dando reinício a todo o rito parlamentar – verificação de quórum, abertura de tempo para articulações, orientação de bancadas pelos seus líderes, entre outras medidas. Não raro, os parlamentares que pretendiam retardar a aprovação de determinado projeto que julgavam ser prejudicial aos seus interesses ou aos de seus constituintes se ausentavam do plenário e, assim, impediam a deliberação por falta de quórum. 

Após a mediação de Ramos, ficou acertado que uma sessão legislativa só poderá ser suspensa uma vez pelo prazo máximo de uma hora, após o qual será encerrada automaticamente e só poderá ser convocada para outro dia. Parlamentares da oposição receavam que as sessões pudessem ser retomadas a qualquer tempo, a depender da vontade do presidente da sessão.

“A modernização do regimento interno vai qualificar o debate e aumentar – ao invés de diminuir – o tempo de discussão das matérias. Mas, simultaneamente, irá impedir a banalização da obstrução, um legítimo direito das minorias”, escreveu Arthur Lira no Twitter. De fato, uma coisa é “modernizar” as regras das sessões legislativas; outra, muito distinta, é cercear a livre manifestação da oposição. As obstruções são um instrumento indispensável para que as minorias parlamentares tenham voz no debate democrático e, afinal, na alternância no poder.

Outra mudança aprovada – e ponto mais controvertido do Projeto de Resolução – é o fim dos requerimentos de retirada de pauta em uma mesma sessão, ou de adiamento dos debates, quando o plenário aprovar a urgência de determinado projeto. Parlamentares da oposição, como Ivan Valente (PSOL-SP), viram na medida uma ação para silenciar opiniões contrárias aos interesses do Palácio do Planalto. “Em vinte anos de mandato, este é o maior golpe (que vejo) contra a minoria parlamentar, um atentado contra a democracia interna (da Câmara)”, disse o parlamentar.

RELAÇÃO DOS COTADOS PARA O STF

 

Por
Rodolfo Costa – Gazeta do Povo

Detalhe na estátua da justiça na frente da sede do STF.| Foto: STF
A pouco menos de dois meses da aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), dois nomes aparecem como favoritos para serem escolhidos pelo presidente Jair Bolsonaro para a vaga que será aberta na Corte: o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, e o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins.

Logo depois na lista de favoritos, vem o desembargador William Douglas, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2). Outros nomes – como o procurador-geral da República, Augusto Aras – correm por fora, com bem menos chances.

A escolha de um evangélico para o STF está praticamente sacramentada, pois essa foi uma promessa de Bolsonaro. André Mendonça e Humberto Martins cumprem esse requisito, além de agradarem ao presidente.

Mas há variáveis que têm levado Bolsonaro a refletir antes de bater o martelo. Uma delas é a viabilidade política. Qualquer indicado precisa ser aprovado pelo Senado. E, atualmente, cálculos políticos feitos pelo Palácio do Planalto não asseguram a aprovação de Mendonça, o nome favorito de Bolsonaro. Por esse motivo, ele poderia optar por Martins. Já William Douglas, que também é evangélico, vem sendo visto como a terceira via caso também haja algum empecilho na indicação do presidente do STJ.

A Gazeta do Povo elencou os pontos fortes e fracos de cada um dos principais cotados para assumir no STF a vaga de Marco Aurélio Mello, que se aposenta em 5 de julho.

Bolsonaro estuda decreto contra isolamento social que reforce o direito de ir e vir das pessoas. Você é a favor?
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André Mendonça: os pontos fortes e fracos na indicação ao STF
Pastor presbiteriano, o ministro da AGU André Mendonça tem o apoio de Jair Bolsonaro, da primeira-dama Michelle Bolsonaro e da maioria dos ministros de Estado.

Também é apoiado por associações e líderes evangélicos, tais como os pastores Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo; Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus; e o bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra.

A proximidade de André Mendonça com Bolsonaro rende a ele, naturalmente, um dos principais trunfos. Pessoas próximas do ministro da AGU afirmam ser comum os contatos telefônicos entre os dois, não apenas para assuntos da Advocacia-Geral da União. Quase diariamente pelas manhãs, por volta das 6h, por exemplo, o ministro faz uma oração com o presidente da República.

É esse contato próximo que levou Michelle Bolsonaro a torcer por Mendonça nos bastidores e engrossar o coro de lideranças evangélicas para que Bolsonaro o escolha para o STF.

Contudo, a proximidade entre o AGU e o presidente da República incomoda muitos integrantes do Judiciário e do Senado.

Nos bastidores, ministros do STF se articulam para barrar a indicação dele. A maioria deles rejeita o advogado-geral da União porque se sentiu “afrontada” com a forma “exagerada” que ele usou a Lei de Segurança Nacional (LSN) contra críticos do governo.

Além disso, também constrangeu ministros do STF a o pedido de habeas corpus solicitado pela AGU ao general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, para pode ficar em silêncio na CPI da Covid. “O único que o apoia [André Mendonça] é o [ministro Dias] Toffoli”, afirma um interlocutor de um dos ministros.

Também haveria rejeição a Mendonça no Senado, responsável por aprovar ou rejeitar as indicações dos presidentes ao STF. Com o desgaste que o governo vem sofrendo na CPI da Covid, o clima dentre os senadores seria para barrar uma possível indicação dele.

O que favorece e desfavorece Humberto Martins
O presidente do STJ, Humberto Martins, um adventista do Sétimo Dia, tem aquilo que mais falta a André Mendonça: apoio político do Congresso e do STF.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é um dos principais apoiadores de Humberto Martins – ambos são de Alagoas. O apoio de Lira também garante a adesão do Centrão ao presidente do STJ. Humberto Martins também teria o apoio de importantes lideranças da Frente Parlamentar Evangélica.

Mas um fator que pesaria contra Humberto Martins é a proximidade do presidente do STJ com o senador Renan Calheiros (MDB-AL), outro alagoano. Aliados de André Mendonça entendem que a briga entre do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) com Renan Calheiros) na CPI da Covid, na última quarta-feira (12), pode desequilibrar a disputa a favor do titular da AGU.

Mas fonte do Congresso acreditam que o episódio da CPI não vai afetar a indicação de Humberto Martins, que inclusive teria a simpatia de Flávio Bolsonaro. “É conversa essa história de a indicação do Humberto azedou por conta de briga entre o Flávio e o Renan”, diz uma fonte do Senado. E haveria outro fator. “Hoje, o Humberto [Martins] está mais próximo do Arthur [Lira] do que do Renan”, diz um interlocutor na Câmara. Lira e Renan são adversários políticos em Alagoas.

William Douglas: as chances da 3.ª opção para o STF
O desembargador William Douglas, do TRF-2, corre por fora na disputa, mas não é carta totalmente fora do baralho. Pastor de Igreja Batista, Douglas não desfruta do mesmo apoio político do governo ou mesmo de parlamentares. Entre evangélicos, a avaliação é de que ele não circula com tanta desenvoltura nas redes políticas necessárias para ser indicado ao STF.

Ainda assim, tem apoios. No governo, ele conta com o apoio da ministra da Família, Mulher e dos Direitos Humanos, Damares Alves. E, no Congresso, tem respaldo de alguns congressistas da base bolsonarista, como a deputada Bia Kicis (PSL-DF), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Nos últimos tempos, ele começou a se aproximar de outras pessoas com influência com o presidente Bolsonaro. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Douglas disse que o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foram seus alunos, mas nunca foram de sua “convivência” ou do “círculo íntimo”. “Agora, ele tem tentado se aproximar dos filhos [do presidente]”, afirma um interlocutor bolsonarista.

Os mais próximos de William Douglas entendem que ele poderia ser uma alternativa caso Bolsonaro perceba que André Mendonça não tem chances de ser aprovado pelo Senado. “Ele é super bem quisto no Supremo. O Toffoli gosta dele, o Gilmar [Mendes] e o [Luís Roberto] Barroso também. E isso não traria problemas em passar no no Senado”, diz um interlocutor do desembargador.

Douglas também é apoiado por associações de magistrados e denominações religiosas, mas trabalha nos bastidores para ampliar o apoio evangélicos.

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Quais são os outros cotados ao STF
Jair Bolsonaro tem outros seis nomes como opção para indicar para a vaga no STF que será aberta com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello. A possibilidade de serem escolhidos, contudo, é tida como muito baixa. Para uns, a única possibilidade de figurar qualquer outro nome é mediante a indicação de André Mendonça por Bolsonaro seguida de rejeição do Senado.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, está nessa lista. A indicação de Aras foi aventada pelo próprio Bolsonaro quando sugeriu, em 2020, que, “se aparecer uma terceira vaga” ao STF, ele entraria “fortemente” no páreo.

Uma terceira indicação, contudo, seria possível apenas em caso de reeleição de Bolsonaro em 2002 ou da aprovação da chamada PEC da Bengala (159/19), que reduziria de 75 para 70 anos a idade para a aposentadoria compulsória de ministros do STF – aumentando o número de indicados a que Bolsonaro teria direito no atual mandato.

Além de Aras, correm por fora da disputa três ministros do STJ: Luis Felipe Salomão, Mauro Campbell e João Otávio de Noronha. O desembargador Thompson Flores, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), também aparece como uma opção.

Outros cotado é o ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior Eleitoral (TST). O magistrado do TST é bem quisto por militares, pela base bolsonarista, dentro do STF e até entre evangélicos. Mas corre por fora apenas por não ser evangélico, mas católico.

O mesmo vale para quaisquer outros dos cotados na “bolsa de apostas” para o STF. “O Aras, Salomão, Campbell, Noronha e Thompson tem chances se o André for recusado”, analisa uma fonte com circulação nas Cortes Superiores.
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As qualificações técnicas dos três favoritos
André Mendonça é advogado da União desde 2000. Ele é doutor e mestre em direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha, onde publicou dois livros e artigos científicos.

O ministro Humberto Martins é bacharel em Direito e tem especialização em Direito Civil e Constitucional. Publicou livros e artigos antes e depois de sua indicação ao STJ. Foi professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), procurador de Alagoas e presidente da seção alagoana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL).

Já o desembargador William Douglas é bacharel e mestre em Direito. Tem mais de 50 livros publicados no Brasil e no exterior. É magistrado de carreira desde 1993. Foi promovido a desembargador do TRF-2 por antiguidade e com votação unânime do plenário da Corte.
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BOLSONARO INAUGURA OBRAS COM POUCOS RECURSOS

 

Por
Lúcio Vaz – Gazeta do Povo

Bolsonaro aciona comportas do Ramal do Agreste, que recebe águas da Transposição do Rio São Francisco.| Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro inaugura obras deixadas por antecessores onde seu governo investiu poucos recursos. Considerando os 20 maiores empreendimentos, com orçamentos bilionários, o governo Bolsonaro investiu apenas R$ 6 bilhões, cerca de 10% dos valores já executados – R$ 59 bilhões. São obras de infraestrutura como ferrovias, rodovias e adutoras. As inaugurações de Bolsonaro pelo país são parte do esforço político para tentar se reeleger para mais um mandato no Palácio do Planalto, em 2022.

Em 5 de novembro de 2020, Bolsonaro inaugurou mais uma etapa do Canal do Sertão de Alagoas, que levará água do Rio São Francisco para 42 município do estado. O canal e as adutoras já custaram R$ 3 bilhões. A maior parte da obra foi executada no governo Dilma Rousseff (PT), num total R$ 2 bilhões. A execução financeira chegou a R$ 500 milhões em 2014. O investimento do atual governo foi de R$ 193 milhões – apenas 6% do total.

Em Piranhas (AL), participou de inauguração de sistema de abastecimento de água, promovendo grande aglomeração. Cercado por crianças, tomou banho com água que jorrava de um cano. Quase ninguém usava máscara de proteção contra a Covid.

Bolsonaro brinca com crianças durante inauguração de sistema de abastecimento de água em Piranhas (AL)/Isac Nóbrega/PR
Todos os valores da reportagem foram atualizados pela inflação. Os valores foram apurados pela Associação Contas Aberta, a pedido do blog, a partir de dados oficiais extraídos da execução do Orçamento da União desde 2008.

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Reinaugurando obra quase pronta
Bolsonaro inaugurou, em fevereiro do ano passado, os últimos 51 quilômetros da pavimentação do trecho da BR-163, que vai da divisa do Mato Grosso a Santarém (PA). A obra, que consumiu R$ 3,4 bilhões desde 2008, vai permitir a chegada dos grãos do Centro-Oeste aos portos do Rio Tapajós. Nos governos de Dilma e Lula, a pavimentação recebeu injeção de R$ 2,7 bilhões. Bolsonaro investiu R$ 307 milhões na obra – 9% do valor total.

A Rodovia Cuiabá-Santarém – BR-163, começou a ser construída em 1971, como parte do Programa de Integração Nacional (PIN), criado um ano antes no governo militar de Garrastazu Médici, com o lema “Integrar para não entregar”. Implantada como estrada de terra, foi inaugurada pela primeira vez em 1976 pelo presidente Ernesto Geisel, no km 877, chamado de “marco-zero”, próximo à Cachoeira do Curuá (PA).

Bolsonaro voltou ao local, em 14 de fevereiro de 2020, para a nova inauguração. No seu discurso, afirmou: “Governar é eleger prioridades, é também não deixar obras paradas, não é inventar obras para ser reeleito lá na frente. Não estou preocupado com reeleição”.


Bolsonaro inaugura obras em andamento
Bolsonaro andou pelo país durante toda a pandemia, mas intensificou as inaugurações a partir de agosto, depois que a sua popularidade entrou em declínio. Em setembro do ano passado, o presidente visitou um trecho da Ferrovia Oeste-Leste (FIOL), em São Desidério (BA). “Nós resolvemos investir mais no modal, aproveitando obras que já estavam em andamento”, discursou o presidente. Os trechos em construção, de Ilhéus a Barreiras, somam 1.527 km e já consumiram R$ 7,4 bilhões.

No governo Dilma, foram investidos R$ 4,2 bilhões no trecho Ilhéus/Caetité. Em 2013, o aporte chegou a R$ 1,4 bilhão. O trecho Caetité/Barreiras, visitado por Bolsonaro, está mais atrasado, com execução de apenas 46% e investimentos de R$ 2,4 bilhões. E a obra ainda seguirá até Figueirópolis (TO), onde fará conexão com a Ferrovia Norte-Sul.

Em 8 de abril deste ano, o trecho Ilhéus/Caetité foi arrematado em leilão pela Bahia Mineração por R$ 32,7 milhões – menos de 1% do custo de construção. A expectativa do atual governo está nos investimentos que a empresa fará na obra nos 35 anos de concessão – cerca de R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,6 milhão para concluir o trecho. A execução do trecho está em 75%. O governo Bolsonaro colocou R$ 854 milhões nos dois trechos da FIOL – 11% do total executado.


Inaugurações fatiadas
A duplicação da BR-116 no trecho de Porto Alegre a Pelotas (RS) vem recebendo investimentos desde 1912, num total de R$ 2,1 bilhões. Nos últimos quatro anos do governo Dilma, a execução financeira chegou a R$ 1,6 bilhão. Em 10 de dezembro do ano passado, Bolsonaro fez uma visita para registrar a liberação de 27 km de trecho duplicado, nas proximidades de Guaíba.

Teve palanque montado na beira da rodovia e pose para foto num Camaro da Polícia Rodoviária Federal. Nesse método de inaugurações fatiadas, cada trecho rende uma visita. No atual governo, foram aplicados R$ 292 milhões na obra – 14% do total. Com execução de 69%, Bolsonaro poderá fazer várias “inaugurações” da obra.

Na mesma viagem, Bolsonaro participou da cerimônia de inauguração do eixo principal da nova Ponte do Guaíba. Iniciada em 2014, a obra já custou R$ 1,1 bilhão, com colaboração de R$ 278% do atual governo – 26% do total. A obra está perto da conclusão, com execução de 94% financeira.


Muita água e aglomeração em Sertânia
Em outubro do ano passado, o presidente visitou, em Sertânia (PE), as obras do Ramal do Agreste, que vai receber águas do Rio São Francisco para atender 68 cidades com cerca de 2,2 milhões de habitantes. Com orçamento de R$ 1,46 bilhão, o empreendimento recebeu R$ 1,3 bilhão no atual governo. Bolsonaro retornou ao local em 19 de fevereiro deste ano para o acionamento das comportas do 1º trecho do Ramal do Agreste, promovendo mais uma aglomeração.

Mas a estação de bombeamento é integrante do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Receberá águas do Eixo Leste do projeto, que contou com aportes de R$ 6,6 bilhões desde 2008, sendo R$ 2,7 bilhões no governo Lula e R$ 2,5 bilhões no governo Dilma. Mais R$ 200 milhões na era Bolsonaro.

Em junho de 2020, em Penaforte (CE), Bolsonaro já havia acionado a comporta do Eixo Norte do projeto de transposição das águas do São Francisco, que permite a chegada das águas ao Ceará. Levará água para 220 cidades da Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte beneficiando 6,5 milhões de pessoas.

O Eixo Norte recebeu R$ 9,6 bilhões desde 2008. O maior volume de recursos foi liberado de 2013 a 2015, no governo Dilma, num total de R$ 4,2 bilhões. Bolsonaro colocou R$ 890 milhões na obra – 9% do total. Em Penaforte, afirmou: “Foi recomendação desde o início do governo que não deixaríamos nenhuma obra parada”.

Outra obra de grande porte é a duplicação da BR-163 de Rondonópolis a Cuiabá. Recebeu R$ 2,3 bilhões desde 2010, com R$ 290 milhões no atual governo. A execução financeira chegou a 94%. A duplicação de BR-101 em alagoas, teve investimentos de R$ 3 bilhões e chegou a 65% de execução, contou com R$ 311 milhões a partir de 2019.

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domingo, 16 de maio de 2021

EDUCAÇÃO 5.0

 

Tecnologia, gamificação, entretenimento e a adaptação do aprendizado para a realidade e o ritmo de cada aluno estão entre os principais diferenciais desse novo momento da sociedade mundial

| Foto: Divulgação

Por Beetools – Gazeta do Povo


Ao longo do século 20 e início do 21, o mundo passou por intensas mudanças nas relações de trabalho, nos formatos educacionais e, de uma forma geral, na vida em comunidade. Evoluímos da era industrial para a da informação em um curto espaço de tempo, mas já vivemos uma nova realidade: a Super Smart Society ou Sociedade 5.0. Mas o que isso significa na prática?

De acordo com o professor, engenheiro e Head of Active Learning da Beetools, José Motta Filho, a Sociedade 5.0 é “inundada por inteligência artificial, nuvem de dados, hiperconexões e formatos híbridos para que um ser humano se aproprie de novos conhecimentos”. A diferença está justamente nesse ponto, em como ocorre o processo de aprendizagem e o crescimento pessoal dos indivíduos.

“Até pouco tempo, a escola trabalhava para aproximar o aluno da tecnologia. Na Educação 5.0, o foco está nas pessoas e os esforços concentrados em tornar o aluno protagonista, não mais o professor ou as ferramentas tecnológicas. Dessa forma, contribuímos para o desenvolvimento tanto das hard quanto das soft skills”, completa a Head of Academic da Beetools, Adriana Masson.

A startup de educação com sede em Curitiba (PR) nasceu com o propósito de revolucionar o ensino de inglês por meio da educomunicação, com estratégias de gamificação, inteligência artificial e realidade virtual em salas de aulas invertidas. “Usamos metodologias ativas para estimular a criatividade, tornar o aprendizado divertido e fomentar a evolução do aluno do jeito e no tempo dele”, explica Adriana.

Desafios
Diferente do que muita gente pensa, essa mudança de perspectiva se iniciou bem antes da chegada do novo coronavírus. “Sabemos que a pandemia trouxe dores e ganhos no cenário educacional, mas a curva de aprendizagem para o ensino remoto já estava sendo desenhada. Aquelas instituições que já possuíam um DNA inovador, sentiram de forma mais amena os efeitos do fechamento das escolas”, indica Motta.

Em sua avaliação, o grande desafio da Educação 5.0 está na difusão e na implementação em larga escala, não só no ensino privado, mas também no setor público brasileiro. “Nesse campo, tenho duas sugestões: o investimento em formação de professores para uma educação de vanguarda e o investimento em infraestrutura nos ambientes da educação básica e do ensino superior no nosso país”.

Em outras palavras, os professores precisam ser qualificados para trabalhar no presente tendo um olhar para o futuro. “É ter consciência que aquilo que nos trouxe até aqui não é o que nos levará adiante em termos educacionais”, ressalta Motta. Internet e dispositivos diversos conectados já não são considerados luxo, mas ingredientes básicos de inclusão, pertencimento e conexão com o mundo do trabalho.

Outro desafio importante está no convencimento sobre a efetividade da gamificação, da educação pelo entretenimento e da ausência de provas. “Os pais estão acostumados com a educação presencial e convencional, e tem dificuldade em entender que não trabalhamos com punição e que essa é a melhor opção para o crescimento educacional e pessoal do seu filho”, explica Adriana.
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AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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