sexta-feira, 24 de julho de 2020

COLUNA ESPLANADA DO DIA 24/07/2020

Pandemia cresce a olhos vistos em Minas

 

Editorial – Leandro Mazzini

 



Minas Gerais precisou de apenas 21 dias para verem duplicados os casos de Covid-19, que superaram a marca dos 100 mil nesta quinta-feira. Uma análise fria dos números e de sua evolução mostra como, nos primeiros meses da pandemia, houve efetivamente, além da subnotificação, uma subestimação de suas dimensões pelas duas esferas do Executivo (Estadual e municipais), com uma capacidade de resposta que se mostrou insuficiente para evitar a explosão de casos.

Por todo o Estado houve prefeitos que, seja por pressão de diversos setores da economia impactados; seja por uma leitura apressada dos respectivos quadros, optaram por relaxar as normas de isolamento social de forma prematura, ou acabaram gerando uma circulação de pessoas superior à adequada para minimizar os riscos de transmissão. Muitos deles se viram obrigados a recuar, ou a adotar medidas ainda mais rigorosas que as anteriormente previstas.

Além disso, a tão propagada testagem de parcela mais significativa da população, numa tentativa de balizar as políticas de enfrentamento, não aconteceu de forma efetiva. O governo do Estado prometeu fazê-lo quando do pico da doença em Minas, algo que já se verifica nos últimos dias, quando a curva de contágio alcançou um platô com os maiores registros diários de novos casos e óbitos. E apenas agora nota-se um aumento dos municípios que aderiram ao programa Minas Consciente que, por sua vez, ganhará uma nova versão na próxima semana.

O fato de que o Estado apresenta a segunda menor média de mortes por 100 mil habitantes é, de certa forma, confortante, mas não deve ser escusa diante da intensa capilaridade proporcionada pela maior malha rodoviária do país.

Hoje apenas 26 dos 853 municípios não têm casos registrados, o que cada vez mais comprova a interiorização da pandemia. É necessário não medir esforços para intensificar as ações; aumentar o monitoramento e a capacidade de atenção médica aos infectados (especialmente quanto à oferta de leitos de UTI) para não transformar a estabilidade de agora no prenúncio de nova aceleração da curva, trazendo consigo cenário ainda mais preocupante. Quando se trata de vidas humanas, é fundamental pecar pelo excesso de zelo, nunca pela falta.

 

CHINA TAMBÉM FECHA CONSULADO DOS ESTADOS UNIDOS EM CHENGDU

China responde e fecha consulado dos EUA em Chengdu

 

ANSA

 

 

© Ansa Brasil Fechamento de consulado em Chengdu é resposta ao encerramento das atividades em Houston

(ANSA) - A China ordenou nesta sexta-feira (24) o fechamento do consulado dos Estados Unidos em Chengdu como retaliação a mesma ação norte-americana contra sua representação diplomática em Houston, ocorrida há três dias.

Segundo nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo "decidiu revogar a licença pra a instituição e funcionamento do consulado [...] e apresentar os requisitos específicos para que o consulado pare todas as suas atividades".

O comunicado ainda afirma que Washington "provocou unilateralmente o incidente, pedindo que a China fechasse de repente o consulado geral de Houston, em uma grave violação do direito internacional e das normas de base das relações internacionais e das disposições pertinentes do tratado consular sino-americano, danificando gravemente as relações".

Pequim ainda pede que o governo norte-americano reveja sua decisão sobre Houston, que classificam como "errada", e que "crie condições" para normalizar as relações bilaterais no campo diplomático. Caso não haja mudança, os norte-americanos terão 72 horas para fechar a representação.

Na terça-feira, o Departamento de Estado norte-americano anunciou o fechamento do consulado em Houston como forma de "proteger a propriedade intelectual norte-americana e as informações privadas".

O caso ocorreu após testemunhas verem funcionários do local queimando papéis. Os bombeiros chegaram ao prédio, mas foram impedidos de entrar para controlar o fogo.

Um dos porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, justificou a escolha pelo consulado de Chengdu porque ali "eram realizadas atividades incompatíveis com seu status diplomático, interferindo nos assuntos internos da China e danificando os seus interesses de segurança".

Apesar de não especificar as "atividades incompatíveis", a mídia chinesa afirma que os funcionários estavam recolhendo dados sigilosos sobre a situação política no Tibete, uma região altamente sensível para Pequim, e sobre estruturas de defesa e armamentos presentes em Sichuan e nas regiões vizinhas.

O fechamento dos consulados é mais um episódio no aumento da tensão entre os dois países nos últimos meses.

Foram inúmeras as sanções aplicadas de lado a lado durante o ano, como nas crises que envolvem a aprovação da lei de segurança nacional de Hong Kong, as questões humanitárias contra a minoria uigur em Xinjiang, a briga com a multinacional chinesa Huawei no desenvolvimento do 5G e as acusações sobre roubo de propriedade intelectual na produção da vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2). (ANSA)

 

GOVERNO QUER VERBA PARA O FUNDEB


Fundeb: Bolsonaro diz que Congresso terá que ajudar a encontrar recursos

Sarah Teófilo




© AFP / EVARISTO SAO presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (23/7) durante transmissão ao vivo em suas redes sociais que o Congresso Nacional terá que ajudar o governo a encontrar recursos para o novo Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Bolsonaro explicava sobre o percentual de aumento que foi acertado com a Câmara dos Deputados.
“Queriam 40% e foi para 23%. É pesado? É. Quem vai fazer o orçamento - uma parte é o governo federal que manda para o Parlamento, e eles vão ter que trabalhar o orçamento; eles [os parlamentares] vão ter que buscar uma fonte de recursos para isso daí. O ideal seria que estados e municípios não precisassem disso aí, mas precisa e nós temos que atender ”, disse.
O presidente pontuou que o país irá arrecadar menos neste ano do que arrecadou no ano passado, em decorrência da pandemia do novo coronavírus. "E se cria uma despesa pesada com o Fundeb que nós apoiamos. Agora, o Parlamento vai ter que nos ajudar onde buscar recurso para bancar essa progressividade. Vai passar de 10% (como é atualmente) para 23% em 6 anos”, afirmou.
Bolsonaro reforçou, como já se sabe, que a equipe econômica queria um percentual menor para o fundo e que começasse a pagar somente em 2022. O presidente voltou a dizer que “a esquerda quis faturar como se fosse uma obra deles”.
O governo se ausentou dos debates sobre o Fundeb, e enviou propostas no fim de semana, quando o texto já estava construído e pronto para ser votado. No fim, não conseguiu apoio dos deputados de ‘centrão’, tampouco conseguiu mais tempo. Então, entrou em acordo com alguns pontos e orientou pela aprovação. A situação toda, no entanto, foi vista como uma derrota do governo, que não passou os trechos que mais queria - como um pagamento a partir de 2022.
O presidente voltou a falar sobre os cinco parlamentares que votaram contra a proposta no segundo turno, dentre eles a bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), destituída do cargo de vice-líder na noite da última quarta-feira (22) sem aviso do presidente. “Quem tiver dúvida tem que perguntar para eles porque votaram contra”, afirmou.
Segundo o presidente, a proposta ficou “de bom tamanho”. “A gente espera que a economia pegue”, disse. O novo Fundeb foi aprovado na última terça-feira (21) na Câmara dos Deputados, com aumento do percentual repassado pela União aos outros entes de federação. De 10%, vai para 12% no próximo ano, e irá aumentar progressivamente até chegar a 23% em 2026. Além disso, o fundo passa a ser definitivo.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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