Fundeb: Bolsonaro diz que
Congresso terá que ajudar a encontrar recursos
Sarah Teófilo
© AFP / EVARISTO SAO presidente Jair
Bolsonaro disse nesta quinta-feira (23/7) durante transmissão ao vivo em suas
redes sociais que o Congresso Nacional terá que ajudar o governo a encontrar
recursos para o novo Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais
da Educação (Fundeb). Bolsonaro explicava sobre o percentual de aumento que foi
acertado com a Câmara dos Deputados.
“Queriam 40% e foi para 23%. É pesado? É. Quem vai fazer o orçamento -
uma parte é o governo federal que manda para o Parlamento, e eles vão ter que
trabalhar o orçamento; eles [os parlamentares] vão ter que buscar uma fonte de
recursos para isso daí. O ideal seria que estados e municípios não precisassem
disso aí, mas precisa e nós temos que atender ”, disse.
O presidente pontuou que o país irá arrecadar menos neste ano do que
arrecadou no ano passado, em decorrência da pandemia do novo coronavírus.
"E se cria uma despesa pesada com o Fundeb que nós apoiamos. Agora, o
Parlamento vai ter que nos ajudar onde buscar recurso para bancar essa
progressividade. Vai passar de 10% (como é atualmente) para 23% em 6 anos”,
afirmou.
Bolsonaro reforçou, como já se sabe, que a equipe econômica queria um
percentual menor para o fundo e que começasse a pagar somente em 2022. O
presidente voltou a dizer que “a esquerda quis faturar como se fosse uma obra
deles”.
O governo se ausentou dos debates sobre o Fundeb, e enviou propostas no
fim de semana, quando o texto já estava construído e pronto para ser votado. No
fim, não conseguiu apoio dos deputados de ‘centrão’, tampouco conseguiu mais
tempo. Então, entrou em acordo com alguns pontos e orientou pela aprovação. A
situação toda, no entanto, foi vista como uma derrota do governo, que não
passou os trechos que mais queria - como um pagamento a partir de 2022.
O presidente voltou a falar sobre os cinco parlamentares que votaram
contra a proposta no segundo turno, dentre eles a bolsonarista Bia Kicis
(PSL-DF), destituída do cargo de vice-líder na noite da última quarta-feira
(22) sem aviso do presidente. “Quem tiver dúvida tem que perguntar para eles
porque votaram contra”, afirmou.
Segundo o presidente, a proposta ficou “de bom tamanho”. “A gente espera
que a economia pegue”, disse. O novo Fundeb foi aprovado na última terça-feira
(21) na Câmara dos Deputados, com aumento do percentual repassado pela União
aos outros entes de federação. De 10%, vai para 12% no próximo ano, e irá
aumentar progressivamente até chegar a 23% em 2026. Além disso, o fundo passa a
ser definitivo.

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