terça-feira, 21 de julho de 2020

COLUNA ESPLANADA DO DIA 21/07/2020

Gá$ na praça

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini

 


Ao passo que foca a reforma Tributária, há décadas travada no plenário, o Congresso Nacional toca pautas específicas sobre regulação de setores cruciais para destravar mercados. O deputado federal Laércio Oliveira (Progressistas-SE) será o relator da Nova Lei do gás na Câmara, decidiu o presidente Rodrigo Maia. O setor é estratégico para a indústria nacional – que em alguns casos ainda depende de importação do produto. O projeto visa abrir o mercado e baratear o preço do produto para plantas industriais, abastecimento de veículos e até botijão de gás. A Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres prevê 4 milhões de empregos. “O projeto vai permitir que produtores (de petróleo em mar e terra) tragam  muito gás natural”, diz o deputado.
 
Cozinha
Segundo Laércio, 40% do gás produzido hoje é reinjetado no subsolo, porque o País não tem dutos para conduzir o produto para utilização. “O pré-sal tem muito líquido de gás”.
 
Termelétrica
A abertura também será fundamental para o investimento em termelétricas e geração de energia mais barata.  Outro setor impactado é a produção de fertilizantes.
 
Aliás.. 
..O gás é um insumo muito importante para a indústria de pisos, vidros, minérios, entre outros produtos.


Interino

Presidente interino da ANS, Rogério Scarabel comparece hoje na Comissão Externa do Coronavírus para explicar a decisão da agência de entrar na Justiça para suspender a obrigatoriedade do planos de saúde pagarem exame do Covid aos seus segurados. Para o presidente da Comissão, Dr.Luizinho (PP-RJ), a ANS se comportou como “advogada dos planos”
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É guerra
Há uma guerra velada de laboratórios gigantes com informação & desinformação sobre medicamenos para combate ao Covid-19. O importante para essa turma é criar uma vacina que renda bilhões de dólares e desqualificar remédios na praça, baratos, que não curam, mas podem reforçar a imunidade do organismo. 
 
 
Quanto vale
Essa guerra envolve médicos e cientistas, com suas versões (técnicas, claro, mas também sob a ótica da indústria). É como aquela cena em que você chega na farmácia e o balconista tenta te empurrar o medicamento que paga melhor comissão ao vendedor.
 
Te cuida, povo
A prefeitura de Itajaí (SC) distribui ivermectina para combate prévio ao coronavírus. E não é a única, como já publicamos. Um kit com este medicamento e a cloroquina é distribuído gratutiamente pela prefeitura de Ceres (GO).
 
Tentou
Rifado pela ALERJ e aliados, o governador do Rio, Wilson Witzel, tentou última cartada elogiando bolsonaristas e pedindo trégua ao presidente. Em vão, por ora.
 
Caixa forte
O presidente Jair Bolsonaro está oferecendo aos xeiques de Abu Dhabi e Arábia Saudita boas fatias da Petrobras nos campos de pré-sal. A conferir nos próximos leilões.
 
Take off
 Lembra da comissária de bordo que ganhou indenização de R$ 15 mil, demitida por estar acima do peso, conforme regras misóginas de uma empresa? É da OceanAir, renomeada Avianca, que .. faliu. Mas o TRT de Guarulhos não deixou escapar.
 
Usina dos bilhões 
Em 2023, a usina de Itaipu –superavitária e com entrega eficiente de energia – será também uma potencia mundial em orçamento, após quitar acordo com o Paraguai. Serão R$ 5 bilhões por ano para reinvestimento e outras ações – e que podem chegar a R$ 100 bilhões se conselho negociar antecipação de direitos creditórios com distribuidoras.
 
A bordo
A startup Buser retoma atividades em 100 cidades. O app intermedeia viagens intermunicipais de ônibus e reduz o custo para o viajante em até 60% em relação aos preços da rodoviária.

ESPLANADEIRA

# A Hostnet, especializada em TI, hospedagem de sites e marketing digital, inaugura a 41º franquia em Vitóia (ES). # O engenheiro Milton Roberto Persoli assume diretoria geral da Artesp. # O IPO da Afya Educacional completa 1 ano esta semana. # Vai até sexta-feira (24) a campanha #Ecofriday no Brasil,  do Mercado Livre , com produtos de impactos socioambientais positivos.

 

LÍDERES DA UNIÃO EUROPEIA LIBERAM VERBAS PARA MINIMIZAR IMPACTOS DO COVID-19

Líderes da UE chegam a acordo sobre pacote de recuperação pós-pandemia

 

dw.com

 

Após mais de 90 horas de tensas negociações, chefes de Estado e de governo concordam com fundo de ajuda histórico de € 750 bilhões, divididos em subsídios e empréstimos, para minimizar impactos da covid-19 sobre o bloco.


© Reuters/S. Lecocq Os presidentes da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, e do Conselho Europeu, Charles Michel, ao final da cúpula

Os 27 chefes de Estado e de governo da União Europeia (UE) chegaram a um acordo na madrugada desta terça-feira (21/07) sobre um pacote de recuperação multibilionário pós-pandemia. Os líderes concordaram em disponibilizar 390 bilhões de euros do fundo de ajuda, no valor de 750 bilhões de euros, como subsídio não reembolsável, destravando assim um dos principais impasses para a aprovação do plano e do orçamento de longo prazo para a economia do bloco. Os restantes 360 bilhões de euros serão ofertados em forma de empréstimos.

O valor é um meio termo entre a ambiciosa proposta defendida por Alemanha e França, que previa subsídios de 500 bilhões de euros, e o plano defendido pela Holanda, Áustria, Dinamarca, Suécia e Finlândia, chamados de os "cinco frugais", que desejavam que as parcelas de subsídios fossem menores e as de empréstimos, maiores. Prováveis receptores, como Itália, Espanha, Grécia e Hungria, rejeitavam esse modelo.

O tamanho do fundo de ajuda era o principal ponto de discórdia nas negociações da cúpula, que se estendeu por 90 horas e foi a mais longa do bloco desde o ano 2000. Inicialmente planejado para sábado e domingo, o encontro em Bruxelas só terminou às 5:30 desta terça-feira (horário de Bruxelas), minutos depois de os chefes de Estado e de governo terem retomado os trabalhos formais.

Logo após a decisão, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, tuitou uma breve mensagem: "Acordo!" Para ele, trata-se de "um acordo forte", que mostra que a Europa está "sólida". "Conseguimos. A Europa está forte, a Europa está unida", disse Michel em coletiva de imprensa após a aprovação.

"Demonstramos responsabilidade coletiva e solidariedade e [mostramos] que acreditamos no nosso futuro comum", acrescentou, ressaltando que o acordo vai muito além do dinheiro. "É sobre famílias e trabalhadores, os seus empregos e a sua saúde e bem-estar."


© Reuters/S. Lecocq Macron e Merkel defenderam um amplo pacote de ajuda para o bloco

Os líderes dos 27 países-membros também deliberam sobre o orçamento de longo prazo da UE, para o período de 2021 a 2027, que totaliza cerca de 1,1 trilhão de euros. Foi o primeiro encontro dos mandatários europeus cara a cara desde que a pandemia de covid-19 foi declarada, em março.

O bloco enfrenta a pior recessão de todos os tempos, e os países precisam de dinheiro rapidamente para sustentar suas economias abaladas pela crise do coronavírus. Estima-se que a economia do bloco sofra uma contração de 8,3% neste ano, segundo as últimas previsões.

O impasse nas negociações levou a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, a afirmar no domingo que os líderes do bloco poderiam não chegar a um acordo sobre o plano de recuperação. A declaração foi dada após as tensões aumentaram na noite de sábado, quando a líder alemã e o presidente da França, Emmanuel Macron, se levantaram e saíram de uma reunião. A aliança franco-alemã é vista como vital para qualquer grande acordo dentro do bloco de 27 países.

Merkel descreveu o acordo como um "sinal importante" e disse estar "muito aliviada" com a cooperação entre os líderes da UE. "Não foi fácil", disse a chanceler federal. "Conseguimos um bom resultados e fico muito feliz com isso."

O presidente francês, Emmanuel Macron, falou em um "dia histórico para a Europa". "Não existe um mundo perfeito, mas fizemos progressos", declarou Macron.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, agradeceu Merkel por "orientar" as negociações em direção a uma solução e disse que a Europa pode sair da crise ainda mais forte. "Esta noite é um grande passo em direção à recuperação", afirmou Von der Leyen.

O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, um dos principais rostos dos "frugais", declarou estar "bastante satisfeito" com o acordo. "Conseguimos alcançar um bom resultado para a UE e a Áustria", escreveu em sua conta oficial no Twitter, terminando a mensagem com um agradecimento "a todos os colegas, especialmente os frugais".

Do lado dos países que mais devem ser beneficiados, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, chamou o pacote de "plano Marshall para a Europa". A Espanha deve receber 140 bilhões de euros nos próximos seis anos.

O acordo também agradou à Itália, que deve receber 209 bilhões de euros (81 bilhões em subsídios e 127 bilhões em empréstimos). "Estamos satisfeitos com a aprovação de um ambicioso plano de relançamento, que nos permitirá enfrentar a crise com força e eficácia", afirmou o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte.

A Grécia, que deve receber 72 bilhões de euros, prometeu que os fundos serão usados ​​cuidadosamente, sob um planejamento meticuloso. "Não temos a intenção de desperdiçar esse importante capital europeu à nossa disposição. Vamos investi-lo em benefício de todos os gregos", afirmou o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis.

O acordo condiciona o recebimento da ajuda ao respeito ao Estado de direito, o que preocupa especialmente Hungria e a Polônia, que são alvos de investigação da Comissão Europeia por supostas violações de princípios democráticos.

 

AUMENTO DA REMUNERAÇÃO DE MILITARES ATRAVÉS DA CRIAÇÃO DE CARGOS


Aumento da remuneração de militares cria atrito com equipe econômica

Correio Braziliense



© Isac Nóbrega/PR A filha de Braga Netto teve o nome aprovado pela pasta dirigida pelo próprio pai

O aumento da remuneração dos militares por meio da criação de cargos exclusivos para a categoria chamou a atenção da área econômica, que questionou os militares sobre as mudanças. Em documento, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo general Augusto Heleno, responde a várias perguntas sobre esse ponto, feitas pelo Departamento de Modelos Organizacionais do Ministério da Economia.
“Verifica-se aumento significativo quanto aos valores de remuneração. Tendo em vista que a inflação acumulada nos últimos dez anos foi de 61,81%, seria possível informar se foi utilizado algum índice de reajuste de valores? Haveria memória de cálculo?” questiona a área econômica. A pasta observou, a partir de detalhes técnicos da remuneração, que os valores propostos, principalmente para os Cargos Comissionados Militares (privativo a oficiais), “correspondem a até 88% dos valores de soldos atuais de militares”.
Na resposta, o GSI não apresentou cálculos, mas defendeu a necessidade de “corrigir distorções” entre os valores pagos a ocupantes de cargos civis e as remunerações a militares. “A diferença entre os valores é, em média, de 600% a mais, no caso dos servidores civis”, afirmou o órgão em nota técnica.
O GSI admite que os valores propostos “não dizem respeito a qualquer índice de reajuste ou recomposição das perdas inflacionárias”, mas reforça que o objetivo é “corrigir a enorme disparidade entre as remunerações das tipologias existentes na Presidência da República, Vice-Presidência da República e no Ministério da Defesa”.
Cargo na ANS
A Casa Civil, comandada pelo general Walter Braga Netto, deu autorização para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) contratar a filha do ministro, Isabela Braga Netto, para uma vaga de gerente da agência, com salário de R$ 13.074 por mês. O cargo é de livre nomeação e não é preciso fazer concurso público para ocupá-lo.
Com sede no Rio, a ANS regula o mercado de planos de saúde. A vaga disputada por Isabela é para comandar a Gerência de Análise Setorial e Contratualização com Prestadores. O posto trata da relação entre ANS, planos de saúde e prestadores de serviços, como hospitais. A filha do ministro é formada em Comunicação Social. O nome de Isabela foi analisado pela Casa Civil, chefiada por seu pai, porque nomeações para cargos comissionados do alto escalão exigem aval da pasta.
Segundo funcionários da ANS, a indicação de Isabela causou mal-estar na equipe, pois o cargo é considerado técnico e vem sendo exercido por um especialista em regulação. Além disso, o diretor que vai decidir sobre a contratação da filha do ministro encerra deu mandato em setembro.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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