sábado, 20 de junho de 2020

COLUNA ESPLANADA DO DIA 20/06/2020

Cobrança política

 

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini

 

 

O que mais irrita bolsonaristas do Congresso Nacional é que um dos principais pedidos oficiais de investigação do grupo bolsonarista “300 do Brasil”, liderado pela ativista polêmica Sara Winter, foi protocolado dia 6 de maio no Supremo Tribunal Federal pela bancada do PT da Câmara dos Deputados. Foi assinado por 47 parlamentares e enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre as fake news e ameaças à instituição. A última operação de busca e apreensão resultou, por tabela, em quebra de sigilos fiscais de uma dezena de deputados aliados do presidente da República.

Lula, Wassef..
A despeito da prisão de Fabrício Queiroz, a cidade de Atibaia (SP) vem ganhando um inquestionável título de Cidade dos Caseiros que Entregam os Patrões. 

Olhos abertos
O juiz federal Marcelo Bretas mantém escolta da Polícia Militar do Rio, com agentes de elite e viatura do Choque, na porta da residência e por onde anda pela cidade. 

Tudo em ordem
Altos oficiais da Marinha foram chamados pelo Comando, na quarta-feira fim do dia, para reunião de emergência. QG do Exército também teve reuniões não programadas.

A conferir
De um veterano advogado, que entende de política desde que Bolsonaro soltava pipa em Campinas: “Com a crise política e na saúde, com pico da pandemia esperado para julho, não será surpresa se o presidente lançar mão da Garantia da Lei e da Ordem, pela Segurança Nacional, e convocar o Exército para patrulhar as ruas”.

Aquele abracinho
Ao citar no vídeo feito pelo ex-ministro Abraham Weintraub que vai honrar seus compromissos de campanha, o presidente Bolsonaro manda recado para os seguidores de Olavo de Carvalho, que tinham no ministro um de seus representantes. 

Êpa, êpa
Mal assumiu e o novo presidente da FUNASA desagrada o qualificado quadro funcional. O coronel da PM mineira Giovanne Gomes quer mudar a sede da entidade para um prédio que está embargado pelos Bombeiros e Defesa Civil do DF. 

Turbulência
Até no chão, com mais de 80% de seus aviões parados, a LATAM dá dor de cabeça a seus clientes. A aérea lidera as reclamações nos Procons das capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Lidera absoluta em SP, foram 1.632 atendimentos desde março. Seguida por Gol (506) e Azul (492).

May day
No Rio, são 163 reclamações contra a LATAM, 118 ocorrências contra a GOL e a Azul contabiliza 47, no mesmo período. Em Brasília, a LATAM lidera com 173, seguida por GOL (53) e Azul (18). 

Povo on-line
Pesquisa da FICO, empresa de análise preditiva, indica que 92% dos brasileiros estão dispostos a adquirir produtos bancários de forma online – 43% pelos aplicativos.

Cenário..
O parcelamento de dívidas tributárias das empresas deve aplicar saldos dos fundos, como o da Marinha Mercante. Os recursos, aplicados sob forma de RDBs e CDBs, seriam solução para que bancos financiassem corporações para pagar à vista seus impostos. É análise do vice-presidente da Associação Comercial do Rio, Hélio Ferraz.

..e saída
Ferraz complementa: “Caso estes depósitos, estruturados como empréstimos com 6 meses de carência e 60 meses de pagamento ocorressem agora, já verificaríamos efeitos positivos no 3º trimestre”. 

Maricá em obras
A despeito da pandemia, está mantido cronograma do mega empreendimento imobiliário MARAEY, com resorts e vilas, a ser erguido na orla de Maricá (RJ). A previsão de conclusão do complexo é de 14 anos, pela IDB Brasil e outros investidores. 

Circo
Exagero da Elite da Polícia Civil de Teresina escoltar o jornalista Arimateia Azevedo, detido por suposta extorsão, com quatro policiais de coletes, escopetas e usando capuz.

 

O BRASIL PRECISA DE ESTABILIDADE POLÍTICA


Estabilidade política e superação da crise


Cenários de desenvolvimento do atual impasse político
Para o sucesso do país na superação da pandemia e no enfrentamento da grave recessão que se desenha no horizonte, um fator é fundamental: a estabilidade política. Por vezes, parece que estamos inacreditavelmente engolfados numa verdadeira marcha da insensatez em meio a uma tempestade quase perfeita.
Os últimos acontecimentos parecem fazer parte de um roteiro de thriller político povoado de fantasmas e ameaças, que tendem a intranquilizar a população, espantar investidores, desestabilizar a economia e tornar ainda mais complexa uma situação já dificílima.
Mantida a marcha atual dos acontecimentos, podemos cair no buraco negro de um impasse. Todo impasse requer solução. E não há solução à vista. Seriam quatro os cenários possíveis de desdobramento da crise política.
O primeiro, o fantasma do autogolpe, reproduzindo processos que ocorreram na Venezuela, Peru, Itália e Alemanha. Não me parece factível, dada as reiteradas manifestações das Forças Armadas em torno da defesa da Constituição e da democracia. O próprio presidente Bolsonaro, em solenidade recente, reafirmou o compromisso com a estabilidade constitucional, apesar de suas permanentes inquietações retóricas e de espírito.
O segundo seria o impedimento do presidente pelo Congresso Nacional, como ocorreu com Collor e Dilma, revelando a rigidez do sistema presidencialista. Não me parece que essa alternativa esteja na ordem do dia. A caracterização inequívoca de crime de responsabilidade não é questão trivial, não há maioria parlamentar a favor do impeachment, e não há, ainda, o necessário apoio popular a esta alternativa.
Em terceiro lugar, poderia ocorrer o afastamento do presidente por via judicial como desdobramento dos inquéritos abertos na órbita do STF ou dos processos em análise na Justiça Eleitoral. Também não acredito nesta solução imediata. Os processos judiciais são longos, e creio que o Judiciário, exceto se for encontrada nas investigações alguma fratura exposta, não apostará numa confrontação definitiva.
Resta o impasse. Na falta de alternativa viável e factível, o quarto cenário seria um empurrar com a barriga até 2022, aos trancos e barrancos, com crises semanais a serem administradas, e sem um rumo claro na economia e nas diversas políticas públicas. Hoje – porque a história é feita também de acidentes de percurso – é o cenário mais provável. Mas o Brasil suportará?
Precisamos rapidamente atrair investimentos para reverter a profunda recessão que se avizinha e alavancar a retomada do crescimento, gerando empregos e renda para a população. O setor público encontra-se mergulhado em profunda crise fiscal, situação agravada com a pandemia, e não será o investimento público que protagonizará a retomada.
A retomada virá necessariamente do investimento privado. Mas não bastam bons fundamentos macroeconômicos, o sucesso nesta empreitada depende de o ambiente institucional gerar confiança, expectativas positivas, noção de que há um rumo, segurança jurídica e estabilidade legal, regulatória e contratual. Isto está muito longe em nosso enredo de thriller político assustador.
Por ora, cabe a todos nós construir a maior convergência possível em torno da defesa da Constituição, de suas instituições democráticas e da democracia ameaçada. Não é tudo, mas já é muito.

BOLSONARO NOMEIA NOVO SECRETÁRIO ESPECIAL DE CULTURA


Ator Mario Frias é nomeado por Bolsonaro como secretário especial de Cultura
Cargo era ocupado por Regina Duarte, exonerada no dia 10 de junho

Por Gabriel Moraes e Ana Clara Brant





Frias também ficou conhecido por seu relacionamento com a atriz Nívea Stelman
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Em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), o presidente Jair Bolsonaro nomeou nesta sexta-feira (19) o ator Mario Frias como o novo secretário especial de Cultura, pasta ligada ao Ministério do Turismo.
Cargo era ocupado por Regina Duarte, exonerada no dia 10 de junho. A saída da atriz já havia sido anunciada por Bolsonaro em 20 de maio, quando foi dito que ela assumiria um cargo na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.
No fim do mês passado, o chefe do Executivo elogiou o agora secretário. "Conversei semana passada com o Mario Frias. Gostei muito dele, a primeira impressão foi excelente. É um candidato, é um candidato", disse.
Quem é?
Nascido em 9 de outubro de 1971, Mário Frias estreou em 1996 na televisão numa participação na novelinha "Caça Talentos", estrelada por Angélica. O programa, inclusive, está sendo reprisado no Canal Viva.
Mas foi em 1999 que veio a grande virada e ele conseguiu o primeiro protagonista da carreira, o Rodrigo, um dos integrantes do time de polo aquático do "Múltipla Escolha", em "Malhação". Na trama - que durou até 2001 - ele fazia par romântico com a atriz mineira Priscila Fantin.
Ao longo dos anos, Frias continuou sendo escalado para outras produções da Globo como "Meu bem querer" (1998), "As Filhas da Mãe (2000)", "O Beijo do Vampiro (2002)"  e  "Senhora do Destino" (2004), onde interpretou um dos seus personagens de maior destaque, o deputado corrupto Thomas Jefferson.
O ator esteve em produções também da Band, como "Floribella" (2006), que será exibida novamente a  partir de julho, e na Record ("Bela, a feia", de 2009, e "A Terra Prometida", de 2016).

Em 2010 ele concretizou um dos seus grandes sonhos: se tornar apresentador. Até 2013 comandou o game show "O Último Passageiro" e também o programa sobre o universo country "Super Bull Brasil", ambos na RedeTV!.  Em 2017 e 2018, Mário Frias foi para o SBT apresentar o "Tô de Férias", programa de viagens patrocinado pela CVC.

No ano passado, ele retornou à RedeTV! para assumir o "A Melhor Viagem", game show que vai ao ar todos os domingos, em que duas escolas disputam uma viagem de formatura. O carioca, que é criador, diretor e produtor-executivo da atração, relevou na ocasião do lançamento que esse era "o projeto de sua vida".

Mário Frias também ficou conhecido por seu relacionamento com a atriz Nívea Stelman, com quem tem o filho Miguel, de 15 anos. Mesmo separados e cada um casado, eles sempre fizeram questão de ressaltar a amizade. Os dois se reencontraram em um trabalho recente, uma participação na novela "Verão 90", na Globo.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...