quarta-feira, 20 de maio de 2020

NOTÍCIAS DO DIA 20/05/2020


Agenda do dia: veja o que você precisa saber hoje

 

BRASIL
- Senado aprova adiamento do Enem e texto vai à Câmara
Por 75 votos a um, o Senado aprovou o projeto que adia o Enem. Agora o texto vai para a Câmara dos Deputados, o presidente da casa, Rodrigo Maia, deve colocar em votação nesta quarta-feira. (Via Poder 360)

POLÍTICA
- Caso Queiroz: Marinho depõe nesta quarta à Polícia Federal
A pedido da PGR, Marinho será ouvido pela PF para aprofundar as acusações de que Flávio Bolsonaro teria sido informado por um delegado, com antecedência, da operação que mirou Fabrício Queiroz, acusado de integrar um esquema de rachadinha. (Via Correio Braziliense)

SAÚDE
- Covid-19: pela 1ª vez, Brasil tem mais de mil mortes em 24h
O Brasil alcançou a marca de mil mortes registradas em 24 horas, foram 1.179 registros. Também bateu o recorde de casos notificados em um dia. De acordo com o Ministério da Saúde 17.971 pessoas perderam a vida por complicações da covid-19. (Via Estadão)

ECONOMIA
- Mansueto: auxílio permanente é impossível
Enquanto o Congresso Nacional pressiona para manter o auxílio emergencial de R$ 600, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que uma transferência permanente desse porte seria impossível. (Via Estadão)

MUNDO
- Trump considera restrição de viagens para brasileiros
O presidente dos EUA, Donald Trump, considera proibir viagens para passageiros provenientes do Brasil, país que possui o terceiro maior número de casos de coronavírus no mundo. "Não quero pessoas vindo para cá e infectando nosso povo". (Via Reuters)
Brasileiros que meditavam ficam 'esquecidos' na Índia

ESPORTES
- Cruzeiro começará a Série B com menos seis pontos
A FIFA puniu o Cruzeiro por não quitar uma dívida com o Al-Wahda, dos Emirados Árabes, pelo empréstimo do volante Denílson, feito em 2016. Por conta disso, a Raposa vai começar o Campeonato Brasileiro da Série B com seis pontos a menos. (Via LanceNet)

FIQUE EM CASA
Dicas e informações para enfrentar o período de isolamento

MILITARES OCUPAM O MINISTÉRIO DA SAÚDE


Após a saída de Teich, militares ampliam presença no Ministério da Saúde

Bruna Lima








© Erasmo Salomão/MS Eduardo Pazuello: general escalado para assumir interinamente o ministério nomeou companheiros de farda para funções estratégicas Após a saída do oncologista Nelson Teich da liderança do Ministério da Saúde, o número de militares na linha de frente da pasta mais que duplicou. Somente ontem, nove nomeações foram publicadas no Diário Oficial da União, todos de colegas de farda do general Eduardo Pazuello, que comanda os trabalhos como ministro interino. A formação de um verdadeiro exército dentro da principal pasta ministerial do momento tem dividido opiniões entre a equipe.
Enquanto alguns avaliam como um ponto positivo, devido a características típicas da carreira militar, como disciplina e capacidade de ação rápida e coordenada frente a uma batalha, outros encaram a movimentação como uma forma de controle da pasta pelo presidente Jair Bolsonaro, fazendo valer as interpretações políticas acima das constatações técnicas.
Desde a saída do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, a inserção de militares na Saúde foi priorizada por Bolsonaro, que nunca escondeu a intenção de conduzir mais de perto o ministério. O objetivo era “começar a formar um ministério que siga a orientação do presidente de ver o problema como um todo”, disse Bolsonaro, no mesmo dia em que demitiu o antecessor de Teich.
Para auxiliar na transição, Bolsonaro escalou o almirante Flávio Rocha, chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Logo depois, o presidente indicou Pazuello para ser o número dois da pasta, função normalmente definida pelo próprio ministro, por ser um dos principais cargos de confiança.
Todos os novos nomes são de militares de carreira ou lotados para cargos no Comando do Exército. Como assessores foram escalados Alexandre Magno Asteggiano e Luiz Otávio Franco Duarte. Na diretoria-executiva do Fundo Nacional da Saúde, terão função de coordenação André Cabral Botelho, Giovani Cruz Camarão e Vagner Luiz da Silva Rangel.
Ramon da Silva Oliveira também ocupará um cargo de coordenação, mas como coordenador geral de Inovação de Processos e de Estruturas Organizacionais. Marcelo Sampaio Pereira será diretor de programa da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Ângelo Martins Denicoli ficará como diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS e Mario Luiz Ricette Costa será assessor técnico da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento.
O adjunto de Pazuello também pertence a ala militar. Trata-se do coronel do Exército Antônio Élcio Franco Filho, nomeado por assinatura do chefe da Casa Civil, Braga Neto, quando, normalmente, cabe ao chefe da pasta formalizar esse procedimento. Agora, o coronel está na secretaria-executiva da pasta até que um novo ministro seja escolhido pelo presidente da República.
Nos bastidores, o isolamento de Teich se acentuou com a nomeação de mais uma leva de militares, indicados por Pazuello. Na primeira semana de maio, quatro militares de carreira foram nomeados para cargos de liderança da pasta. Na direção de Gestão Interfederativa e Participativa foi direcionado o tenente-coronel Reginaldo Machado Ramos. Marcelo Blanco Duarte é o novo assessor no Departamento de Logística. Jorge Luiz Kormann é diretor de Programa e Paulo Guilherme Ribeiro Fernandes, coodenador-geral de Planejamento. Todos têm como patente a de tenente-coronel.
Antes mesmo de qualquer indício de que o chefe da pasta pediria demissão, Pazuello já era considerado como “o verdadeiro condutor da pasta” por autoridades e gestores da saúde, a partir das conduções feitas pelo general durante as reuniões por vídeoconferência para alinhamento e definições diárias quanto às medidas de combate ao novo coronavírus. Nos bastidores, a previsão é de que o ministro interino fique na chefia da pasta durante a semana, momento em que assinará o protocolo que instrui o uso da cloroquina nos casos leves de coronavírus.

terça-feira, 19 de maio de 2020

INVESTIMENTO EM SAÚIDE É NECESSÁRIO - O QUE MOSTRA A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS


Maioria da população não tem anticorpos contra Covid-19, afirma diretor da OMS

Agência Brasil







Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmou hoje (18) que estudos recentes mostram que, mesmo nas regiões mais afetadas pelo novo coronavírus, a proporção da população com anticorpos não supera os 20%. E na maior parte dos lugares está em menos de 10%. "Em outras palavras, a maioria da população do mundo segue em uma situação de suscetibilidade em relação ao vírus. O risco segue  elevado e ainda nos resta um longo caminho a percorrer".
As declarações de Adhanom foram feitas durante a abertura da 73ª Assembleia Mundial da Saúde (World Health Assembly - WHA, sigla em inglês), evento anual que acontece sempre em maio, em Genebra, na Suíça.
"Como se pratica o distanciamento social quando se vive em lares superlotados? Como alguém fica em casa quando tem que trabalhar para dar de comer a sua família? Como fazer a higiene das mãos quando não se tem água limpa?", questiona Adhanom. Para ele, alguns países estão tendo sucesso ao evitar a transmissão comunitária disseminada, enquanto outros ainda estão atravessando sua pior fase e, ainda, há os que estejam avaliando como flexibilizar as restrições para retomar atividades sociais e econômicas.
Segundo Adhanom, a OMS compreende plenamente e respeita o desejo dos países de retomar as atividades, mas alerta que "é precisamente porque queremos a recuperação mundial mais rápida possível, que instamos os países que sejam cautelosos. Países que avançam com muita rapidez, sem ter estabelecido uma base sólida de saúde pública adequada para detectar e suprir a transmissão, correm um sério risco de afetar a sua própria recuperação".
Adhanom recorda que, há seis meses, era inimaginável pensar que as grandes cidades estariam paradas e que simplesmente dar a mão para alguém fosse uma ameaça à vida. No entanto, em menos de seis meses a pandemia deu a volta ao mundo, afetando países grandes e pequenos, ricos e pobres.
"Bilhões de pessoas perderam o emprego. Há muito temor e incertezas. A economia mundial está sofrendo a pior contração desde a Grande Depressão. A pandemia expõe quais são os defeitos, as desigualdades, as injustiças e as contradições do nosso mundo moderno, destacando nossos pontos fortes e nossos pontos fracos. Apesar do poderio econômico, militar e tecnológico de muitas nações, este minúsculo vírus está nos dando uma lição de humildade. O  mundo não vai ser o mesmo. Todos sabemos que temos que fazer todo o possível para evitar que essa experiência se repita. Nosso maior fracasso seria não aprender com as lições que essa pandemia nos deixou", afirmou o diretor-geral da OMS.
Em relação aos desafios impostos aos países pela disseminação da covid-19, Adhanom afirma que a OMS, desde o primeiro momento, alertou o mundo sobre a gravidade da doença.
"Demos o alerta, voltamos a dar em repetidas situações, notificamos os países, emitimos orientações para os profissionais de saúde e, em dez dias, declaramos uma emergência sanitária, que é o nosso nível máximo de alerta, em 30 de janeiro. Naquele momento havia menos de 100 casos e nenhuma morte na China. Oferecemos diretrizes técnicas, assessoramento estratégico, sustentando a todo o momento a nossa experiência com fundamentos científicos. Apoiamos os países para que pudessem se adaptar e aplicar essas diretrizes. Enviamos material para diagnósticos, EPI's (equipamentos de proteção individual), oxigênio e material médico a mais de 120 países. Formamos 12,6 milhões de profissionais sanitários em 23 idiomas, pedimos acesso equitativo às vacinas, às provas de diagnóstico ou aos tratamentos terapêuticos. Lutamos contra as fake news e divulgamos informação confiável", disse Adhanom.
O diretor-geral da OMS afirma que a pandemia demonstrou que se a humanidade quer que haja desenvolvimento, é necessário investir em saúde. E que a saúde não é nenhum luxo, nem recompensa, nem custo. É uma necessidade, um investimento. "É o caminho para a segurança, a prosperidade e a paz".
Além do pronunciamento de Adhanom, durante a reunião, que este ano aconteceu virtualmente, foram escolhidos presidente e cinco vice-presidentes para a próxima gestão. Como presidente foi eleita Keva Bain, representante permanente das Bahamas nas Nações Unidas. A 72ª gestão, encerrada hoje, foi exercida pela China. Devido à pandemia, a reunião deste ano, que acontece entre hoje e amanhã (19), teve a agenda reduzida e concentrada na abordagem ao novo coronavírus.
Embora a OMS possa fazer recomendações e sugerir cursos de ação, cabe a cada governo determinar sua resposta e agir de acordo com ela. O secretariado da OMS não tem o poder de executar nenhuma ação nos estados-membros.
A Assembleia Mundial da Saúde é o órgão de decisão da OMS. Delegações de todos os 194 Estados-Membros da OMS participam da reunião. As principais funções do órgão são determinar as políticas da organização, nomear o diretor-geral, supervisionar as políticas financeiras e revisar e aprovar o orçamento do programa proposto.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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