terça-feira, 21 de abril de 2020

NETFLIX PREVIU ESSA PANDEMIA DO CORONAVÍRUS MESES ANTES


Netflix previu a atual pandemia em série documental e muita gente está em choque

 
© SNeG17 / Shutterstock SNeG17 / Shutterstock

A Netflix praticamente previu a pandemia de coronavírus, causador da COVID-19, que gerou abalos no mundo todo, em episódio especial da série documental "Explicando", disponível no catálogo.
Publicada meses antes do cenário atual, a produção afirmou que "o risco de acontecer nunca foi tão alto" e ainda apontou que o contágio seria por um vírus da China, fato está deixando muita gente em choque.
Netflix previu pandemia em série documental



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A gigante do streaming apostou no tema "A Próxima Pandemia" para a segunda temporada de "Explicando". O episódio foi ao ar em 7 de novembro de 2019, pouco tempo antes do primeiro caso de coronavírus, confirmado em 31 de dezembro.
Na produção, que traz relatos de especialistas, a Netflix previu que o mundo passaria por uma pandemia e afirmou que isso estava mais perto do que nunca de acontecer: "Estamos em uma corrida e as apostas são altas".
Com a participação de Bill Gates, a série documental afirmou que a próxima pandemia seria causada por um vírus e apontou a China como principal local de risco: "Qualquer vírus poderia estar atingindo a população agora".
No episódio, com duração de apenas 20 minutos, são mostradas imagens de um dos mercados abertos do país, que comercializa carnes cruas de animais, como os morcegos, apontado como possível transmissor da COVID-19 em humanos.
Relembrando pandemias antigas, Bill Gates alertou para o surgimento de uma doença grave e apontou o causador: "A próxima pandemia pode ser de um vírus para o qual não estamos preparados".
Além disso, o magnata descreveu exatamente o cenário atual: "A economia vai quebrar. O custo para a humanidade será inacreditável e nenhum país estará imune ao problema que será criado".



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Quem assistiu ao "Explicando: A Próxima Pandemia" ficou impressionado sobre como o episódio foi certeiro em trazer à tona cada detalhe do que aconteceria no mundo nos meses seguintes.
Com o aumento da repercussão, a série documental fez muitas pessoas ficarem em choque por ter previsto uma pandemia tão grande quanto a que estamos enfrentando.

CRISE ENTRE O GOVERNO E O CONGRESSO DEVE CONTINUAR


Analistas avaliam que atritos entre governo e Congresso vão continuar

Luiz Calcagno





© AFP / EVARISTO SA A crise constante entre o Executivo e o Legislativo atrasará as tomadas de decisão no combate ao novo coronavírus, tanto no que diz respeito à saúde quanto no que se refere a empregos e economia. E já existem exemplos disso. Um deles é o projeto de lei de ajuda aos estados, que contraria o governo. Outro, já em vigor, é o auxílio emergencial aos trabalhadores informais que, na ausência de iniciativa do presidente, passou na Câmara com um texto de 2018 adaptado à nova situação.
Nesse cenário, há, ainda, um equilíbrio de impossibilidades: de um lado, não há clima para um impeachment de Jair Bolsonaro, que sairia mais forte de um processo, caso conseguisse evitar a perda do mandato, e de outro, não há espaço para um eventual golpe na democracia, pois, dificilmente, o presidente da República, isolado politicamente por conta de suas declarações mais recentes, teria apoio dos militares, por exemplo. É como cientistas políticos avaliam a relação entre dois dos Três Poderes na semana que começou com o chefe do Executivo participando de uma manifestação contrária ao STF e ao Congresso e revogando uma medida provisória que estava condenada a caducar no parlamento — a MP 905, que criava o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, destinado a estimular a contratação de jovens de 18 a 29 anos.
Professor e pesquisador do Departamento de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Ricardo Ismael destacou que um momento de crise já é desfavorável ao diálogo naturalmente e piora quando um dos lados não tem interesse em manter o tom da conversa. “O país está passando por uma crise, e o que se tem de fazer é responder às demandas da sociedade. O ideal era que houvesse mais unidade entre presidente e governadores, entre Executivo e Legislativo, mas é muito difícil atravessar uma crise dessa, com escolhas controversas, em um momento em que se briga por tudo”, avaliou. “Nas nossas circunstâncias, por exemplo, qualquer presidente do mundo manteria o (Luiz Henrique) Mandetta (ex-ministro da Saúde), mas Bolsonaro tira em nome de questões políticas, teorias conspiratórias, grupos ideológicos.”
HerançaEduardo Galvão, professor de Políticas Públicas do Ibmec Brasília, por sua vez, destacou que a tensão entre Executivo e Legislativo tem em Bolsonaro seu agravador, mas há antecedentes históricos. “A crise entre poderes é sintoma de uma transformação. O modelo de presidencialismo de coalizão sempre seguiu a lógica de compartilhamento do poder por meio de indicação de cargos, emendas parlamentares e verba no orçamento. Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara) e depois o Rodrigo Maia (atual presidente da Casa) desidrataram a possibilidade de emendas. Bolsonaro não quis distribuir cargos. O Congresso engessou ainda mais o Orçamento”, enumerou.
Ele recordou, ainda, que a crise ganha contornos mais claros por conta da pandemia, que evidencia as fraquezas e as instabilidades da sociedade, mas que o presidente já dispara contra o Legislativo há mais tempo. “Veja que as ferramentas tradicionais não funcionam mais. Bolsonaro propôs o fim do presidencialismo de coalizão, mas não colocou outro modelo no lugar. E até encontramos o rumo, vai haver atritos. Se as instituições não forem fortes, pode haver ruptura”, alertou.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

ZEMA NÃO ASSINA CARTA DE GOVERNADORES CONTRA O BOLSONARO


Zema e mais seis não assinam carta de governadores contra declarações de Bolsonaro

Evaldo Magalhães
Hoje em Dia - Belo Horizonte







Além do gestor mineiro, deixaram de endossar o documento os governadores Gladson Cameli (Acre), Wilson Lima (Amazonas), Ibaneis Rocha (Distrito Federal), Ratinho Júnior (Paraná), Marcos Rocha (Rondônia) e Antônio Denarium (Roraima)
O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), foi um dos sete de 27 gestores estaduais que não assinaram carta aberta conjunta contra declarações e críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), referentes ao Congresso Nacional, durante o enfrentamento à pandemia da Covid-19 no Brasil. O documento foi divulgado no final da tarde deste domingo (19).
Bolsonaro voltou a participar, à tarde, de manifestação com grande aglomeração de pessoas contra o Congresso e pela volta do regime militar, em Brasília. Eventos do tipo se repetiram em outras capitais, inclusive BH, e foram motivados, desta vez, pela comemoração do Dia do Expército.
Na pauta dos manifestantes, aparentemente endossada por Bolsonaro, estiveram também a luta contra a quarentena e seus efeitos na economia, críticas diretas aos presidentes do Senado e da Câmara e a defesa de um novo golpe pelas Forças Armadas e da instauração de um segundo AI-5 no país.
"O Fórum Nacional de Governadores manifesta apoio ao Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e ao Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, diante das declarações do Presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a postura dos dois líderes do parlamento brasileiro, afrontando princípios democráticos que fundamentam nossa nação", sustenta a carta dos chefes dos Estados, não assinada por Zema.
"Nesse momento em que o mundo vive uma das suas maiores crises, temos testemunhado o empenho com que os presidentes do Senado e da Câmara têm conduzido, dedicando especial atenção às necessidades dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios brasileiros. Ambos demonstram estar cientes de que é nessas instâncias que se dá a mais dura luta contra nosso inimigo comum, o coronavírus, e onde, portanto, precisam ser concentrados os maiories esforços de socorro federativo", prossegue o documento.
"Nossa ação nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios tem sido pautada pelos indicativos da ciência, por orientações de profissionais da saúde e pela experiência de países que já enfrentaram etapas mais duras da pandemia, buscando, neste caso, evitar escolhas malsucedidas e seguir as exitosas", acrescenta.
"Não julgamos haver conflitos inconciliáveis entre a salvaguarda da saúde da população e a proteção da economia nacional, ainda que os momentos para agir mais diretamente em defesa de uma e de outra possam ser distintos. Consideramos fundamental superar nossas eventuais diferenças através do esforço do diálogo democrático e desprovido de vaidades. A saúde e a vida do povo brasileiro devem estar muito acima de interesses políticos, em especial nesse momento de crise", conclui.
Além do gestor mineiro, deixaram de colocar seu nome no documento os governadores Gladson Cameli (Acre), Wilson Lima (Amazonas), Ibaneis Rocha (Distrito Federal), Ratinho Júnior (Paraná), Marcos Rocha (Rondônia) e Antônio Denarium (Roraima).
Repúdio
As manifestações pró-intervenção militar e pelo fechamento do Congresso, com a participação do presidente da República, geraram mensagens de repúdio de diversos políticos e autoridades.
Alvo direto dos protestos, o presidente  da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), por exemplo, escreveu em sua conta do Twitter: "Não temos tempo a perder com retóricas golpistas. É urgente continuar ajudando os mais pobres, os que estão doentes esperando tratamento em UTIs e trabalhar para manter os empregos. Não há caminho fora da democracia".
Já o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, considerou as manifestações gravíssimas. "É assustador ver manifestações pela volta do regime militar, após 30 anos de democracia. Defender a Constituição e as instituições democráticas faz parte do meu papel e do meu dever. Pior do que o grito dos maus é o silêncio dos bons (Martin Luther King)", ressaltou, também pelas redes sociais.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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