quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

SAIBA O QUE É O CORONAVÍRUS


Saiba o que é coronavírus, enfermidade que já matou mais de 100 pessoas na China

Gledson Leao

O mundo está em alerta para uma possível epidemia de um novo tipo de coronavírus (nCoV), que já provocou a morte de 106 pacientes na China. Há casos suspeitos nos Estados Unidos, Tailândia, Coreia do Sul, Japão e Brasil, por conta de uma mulher que este em Wuhan e desembarcou em BH. Ela está internada no hospital Eduardo de Menezes, no Barreiro. O Ministério da Saúde já disse que investiga o caso e que subiu, nesta terça-feira (28), o nível de "estado de alerta" para "perigo iminente".
Mas há motivo para preocupação? Afinal, o que sabemos sobre a doença? De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais.
Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Mas crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas podem sofrer complicações ao ter contato com vírus, que podem evoluir para um quadro de síndrome respiratória.
Em 2002, quando uma região da China vivenciou uma epidemia de coronavírus, mais de 8 mil pessoas foram infectadas e houve registro de cerca de 770 mortes, referentes a casos em que a doença evoluiu para uma síndrome respiratória grave.
A questão no momento é para um novo tipo de vírus da família corona que foi identificado pelas autoridades chinesas, atingindo moradores da região de Wuhan, mas não se sabe ainda qual seria o animal que seria o reservatório (ou seja, onde o vírus se multiplica). Verificou-se que o novo vírus provocou problemas respiratórios de maior gravidade em idosos.


Como a transmissão se dá de maneira fácil (tosse, espirro, contato pessoal, como aperto de mão, contato com superfícies contaminadas), a da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) fez um alerta internacional, especialmente para os países asiáticos.
Para monitorar uma possível chegada do vírus no Brasil, o Governo Federal brasileiro adotou diversas ações como: a notificação da área de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); a notificação da área de Vigilância Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); e a notificação às Secretarias de Saúde dos Estados e municípios.
Cuidados
Os sintomas do coronavírus são muito parecidos com os da gripe: coriza, dor de garganta, febre, dificuldade para respirar, desconforto intestinal. O tratamento também é o mesmo dado a outras doenças virais transmitidas pelo ar, como reforço na hidratação, repouso e medicação para febre. O período de incubação desse vírus é de 14 dias.
Para se prevenir contra o coronavírus, deve-se ter uma atenção redobrada em relação à higiene: lave bem as mãos, não compartilhe objetos de uso pessoal, mantenha os ambientes bem ventilados, evite contato com quem apresenta sintomas de doença respiratória. O Ministério da Saúde recomenda ainda evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

COLUNA ESPLANADA DO DIA 29/01/2020


Nas asas da FAB

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini




Se depender do Congresso Nacional, a farra dos voos da FAB vai permanecer como está. Algumas propostas que previam regras mais rígidas para autoridades usarem os aviões foram arquivadas. Outra, do Senado, tramita há cinco anos e ainda espera votação na Comissão de Assuntos Econômicos. O secretário-executivo da Casa Civil, Vicente Santini, foi ejetado do cargo após usar avião da Força Aérea Brasileira para viajar à Índia. Santini viajou acompanhado de mais duas servidoras.
Excessos
Autor do projeto (PLS 592/2015), o senador Lasier Martins (Podemos-RS) afirma que polêmicas como a protagonizada por Santini não ocorreriam se a lei estivesse em vigor: “Minha intenção é impedir excessos por parte de autoridades”.

Gaveta
Outras duas propostas que também pretendiam frear a farra dos voos, do ex-deputado Chico Alencar e do ex-senador Pedro Simon, foram arquivadas em 2015. À época do arquivamento, Alencar resumiu: “Não há vontade política para mudar as regras”.

Serviço
No ano passado, na véspera das festas de fim de ano, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), embarcaram em aviões da FAB para suas residências. No dia 25 de dezembro, Maia saiu do Rio e voou para o aeroporto de Viracopos. O registro da FAB diz que o motivo da viagem foi “serviço”.

Aeroporto
A direção-geral da Polícia Federal vetou a participação de agentes e delegados da corporação em um programa produzido por um canal de televisão por assinatura que mostra os bastidores do combate a crimes – tráfico internacional de drogas, contrabando, imigração ilegal, entre outros – em aeroportos.

Investigação
À Coluna, a PF afirma que, para preservar a intimidade dos passageiros, a segurança dos policiais e as técnicas de investigação policial, “não seria pertinente tal autorização”.

Nuclear
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Dan Brouillette, vem ao Brasil em fevereiro para, entre outros acordos, formalizar a cooperação bilateral entre o Instituto de Energia Nuclear (NEI, na sigla em inglês) e a Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan).

Angra 3
Pela previsão do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a construção da usina nuclear Angra 3 será retomada neste ano. Em Nova Delli, na Índia, Albuquerque afirmou que o setor nuclear passou a ter prioridade no governo Bolsonaro e citou a abertura do setor de mineração de urânio.

Milhas
As milhas áreas acumuladas em viagens a trabalho por servidores da União podem ser revertidas para projetos sociais nas áreas de esporte, cultura e educação. É o que propõe o deputado tucano Daniel Trzeciak (RS), no projeto de lei 5.963/2019: “As passagens são adquiridas com dinheiro público e, por isto, devem retornar para a população”.

Nobel
O médico e deputado federal Zacharias Calil (DEM-GO) foi indicado ontem ao Prêmio Nobel de Medicina, por seu trabalho no tratamento de doenças raras, como a separação de gêmeos siameses, síndrome do lobisomem e também pelo desenvolvimento de medicamento para tratar hemangiomas em crianças.
Esplanadeira 
# A Recode lança convocatória para selecionar bibliotecas de acesso público em todo o Brasil, até o dia 3 de março. As inscrições estão abertas e o edital está disponível no site www.recode.org.br/bibliotecas.

COLUNA DO ALEXANDRE GARCIA


Coluna Alexandre Garcia: ''Fritura fake''

Alexandre Garcia 






© Evaristo Sa/

 O Ministro Sérgio Moro começou a semana no Pânico, da Jovem Pan, tendo que responder sobre o factoide dos últimos dias, de que ele estaria sendo fritado no azeite quente da retirada da Segurança Pública do seu ministério. Na mesma segunda-feira, a Coluna do Estadão publicou o título “O Brasil quer saber: Moro fica no Governo?” — a pergunta vem de pesquisa feita no Google. Mas a pergunta também vem de uma ficção criada na quarta-feira da semana anterior. Uma narrativa, para usar o eufemismo para ficção.
Ocorre que naquele dia eu testemunhei os fatos, porque fora ao Palácio do Planalto para acompanhar Regina Duarte, uma colega de televisão e amiga de muitos anos. Quando cheguei, o presidente e o ministro Moro estavam reunidos no gabinete de Bolsonaro. Depois, saíram para a antessala, numa conversa descontraída. O presidente já sabia, àquela hora da manhã, que viria um grupo de secretários de Segurança, pedir, entre outras reivindicações, que a Segurança fosse desmembrada da Justiça. Provavelmente Moro fora levar a informação ao presidente. E já estavam combinados em que Moro não participaria daquela reunião mais tarde, deixando os secretários se dirigirem diretamente ao presidente.
Sabia-se também que havia uma certa ciumeira em relação aos poderes de Moro. Mais tarde, quando os secretários formalizaram o pedido, o presidente, por cortesia, prometeu estudar a reivindicação. Isso foi rastilho de pólvora em terreno minado e oportunidade para inventar que Moro estava sendo fritado e enfraquecido. O ruído da suposta fritura subiu a tal volume, que o presidente precisou ser claro na sexta-feira, quando afirmou que a chance de desmembrar o ministério é zero. A potencialização da narrativa foi a prática do ensinamento de Goebbels: repetida mil vezes, pareceu virar verdade.
Só um ingênuo não perceberia que foi mais uma oportunidade de tentar mudar o time que está ganhando. Bater em Moro para atingir o governo num de seus mais prestigiados integrantes. Afinal, a Segurança exibe um recorde mundial de redução de 22% nos homicídios. Chegaram a sacar um argumento de pasmar: que a redução foi ordenada por facções criminosas. Vale dizer, quem está combatendo o crime são as quadrilhas. Mostrou, também, esse episódio, a ciumeira interna na disputa do poder. “Assunto encerrado” — repetiu o presidente na Índia. Mas é bom não esquecer como reage o público que se percebe enganado. A chance zero já era zero na quarta-feira. Pode-se inventar um fato, mas a invenção não faz o fato, apenas fere credibilidade.



AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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