segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

COLUNA ESPLANADA DO DIA 23/12/2019


Atropelo

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini








As empresas chegaram às ruas (literalmente) visando lucros e despejaram patinetes nas calçadas, praças e parques sem pedir licença a prefeituras de capitais, nos quais pode-se circular após pagar por app. Apesar de meses na pista, ainda falta regulamentação para o uso em Brasília, São Paulo, Rio e Belo Horizonte, cidades consultadas pela Coluna, onde mais se usa o tipo de aparelho de locomoção.
Derrapagem
Nenhuma das capitais tem dados sobre o número de usuários e de acidentados. Só descobrem algo quando alguém se fere ou morre – caso de um homem em BH, há meses. Mesmo assim, até hoje não há regras ou dados consolidados de acidentes. No Rio, por exemplo, não há projeto de lei em tramitação sobre o assunto.
Cerco tímido
A Câmara de Vereadores de BH tem um projeto de lei em tramitação, o 764/9, que trata da “disponibilização de capacete pelas empresas prestadoras de serviços de aluguel de bicicletas, patinetes e similares elétricos”.
Pista livre
A prefeitura paulistana tem um decreto em vigor, pouco acessado ou conhecido por usuários. E a Câmara de Vereadores toca, sem pressa, propostas do tipo. Enquanto isso, as ruas se empesteiam dos aparelhos, cidadãos ousados correm risco por conta (muitos sem capacetes), há carência de ‘ciclovias’ para o trânsito, e as empresas lucram!
Ao mar
O governo federal não vai contingenciar verbas para os principais projetos das Forças Armadas no que tange à Defesa e Soberania Nacionais. O Palácio reservou no Orçamento de 2020 nada menos que R$ 4,25 bilhões no Ministério da Defesa para investimentos na frota da Marinha. É o crédito da União no capital da Empresa Gerencial de Projetos Navais e será direcionado à construção de corvetas da Classe Tamandaré. Desse valor, também serão destacados R$ 250 milhões para a compra de um mega navio de apoio Antártico.
Infraero respira
Apesar do esvaziamento da estatal, a Infraero terá garantidos R$ 874,2 milhões do governo para cumprir sua participação nos aeroportos – estatais ou concedidos.
Decolou
Mas o Ministério de Infraestrutura já tem a lista de uma dezena de (lucrativos) grandes terminais aeroportuários que serão concedidos em 2020.
Só elogio
As águas lucrativas que passaram pela usina binacional de Itaipu chegaram ao Palácio. O diretor, general Luna e Silva, é só elogios no governo, por ter economizado R$ 600 milhões apenas neste ano – além de investimentos milionários em obras na região.
Reconhecimento...
A presidente nomeada da Bolívia, Jeanine Áñez, apareceu ontem no departamento de Cobija, na fronteira com o Acre, e fez um convite surpresa para a família do saudoso senador Roger Molina para café da manhã. Áñez a atendeu pedido do amigo e advogado brasileiro Fernando Tibúrcio, que lhe entregou há dias carta de Denise Molina, filha do falecido senador.
...a Molina
O encontro foi um gesto de reconhecimento da presidente em memória de Roger Molina, que fugiu para o Brasil, durante o governo Dilma, após exílio na embaixada do Brasil em La Paz, perseguido pelo então presidente Evo Morales, de quem era opositor.
Esplanadeira
# A Aldeias Infantis SOS Brasil receberá doações durante o Festival de Natal de São Paulo na tenda Mercado Pago Solidário até segunda, 23.
# A Cervejaria Ambev selecionou 18 startups para a segunda edição da Aceleradora 100+, programa que incentiva projetos com soluções para os principais problemas socioambientais da atualidade. O melhor projeto será premiado com R$ 100 mil.

GOVERNO BOLSONARO É O QUE MENOS APROVOU PROJETOS NO PRIMEIRO DE GOVERNO


Bolsonaro é o presidente que menos aprovou projetos desde FHC, em 1999
 
© Sérgio Lima/Poder360 Gestão do presidente Jair Bolsonaro apresentou duas Propostas de Emenda Constitucional, 42 Medidas Provisórias e 28 Projetos de Lei em 2019 



O presidente Jair Bolsonaro é o chefe do Executivo que menos aprovou projetos no 1º ano de mandato desde Fernando Henrique Cardoso, em 1999. O Poder360 levantou os projetos enviados e aprovados nos primeiros anos de mandato dos presidentes brasileiros desde 1990.
Ao todo, o governo Bolsonaro enviou 72 projetos, mas só conseguiu aprovar 14. O percentual de aprovação foi de 19,44%. A gestão apresentou duas Propostas de Emenda Constitucional, 42 Medidas Provisórias e 28 Projetos de Lei.
O único governo que aprovou menos projetos que o atual foi o 2º mandato de FHC, em 1999. Naquele ano, o Executivo enviou 47 propostas e só conseguiu liquidar 6. A produtividade foi de 12,77%.


© Fornecido por Poder360
Entre as principais propostas aprovadas pelo governo em 2019 estão a reforma da Previdência, a reestruturação da carreira das Forças Armadas, a medida provisória que fez alterações no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e a Medida Provisória do saque-aniversário do FGTS.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o que mais enviou projetos no 1º ano de mandato. Em 2003, mandou 97 projetos ao Legislativo e conseguiu aprovar 45. Uma produtividade de 46,39%.
Já em 2007, o governo do petista teve 114 projetos enviados e 51 aprovados. O percentual de aprovação foi de 44,74%.
Apesar do baixo desempenho em projetos, o governo Bolsonaro ocupa o 2º lugar no ranking de governos que mais mexeram na Constituição no 1º ano de gestão, atrás apenas de Lula. Das 2 Propostas de Emendas Constitucionais enviadas, Bolsonaro conseguiu aprovar uma, uma produtividade de 50%. Lula enviou duas PECs e conseguiu aprovar ambas.
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OS ESTADOS UNIDOS LANÇAM A FORÇA ESPACIAL FOCADA NA GUERRA DO ESPAÇO


O que é a Força Espacial, novo braço militar lançando por Trump
 

                     © EPA A Força Espacial já era um projeto de estimação de Trump fazia tempo


O presidente americano, Donald Trump, oficializou o financiamento para uma unidade do Pentágono focada na guerra no espaço: a Força Espacial dos Estados Unidos.
O novo serviço militar, que integra a Força Aérea do país, será o primeiro a ser criado em mais de 70 anos.
Em uma base do Exército perto da capital, Washington, Trump disse que o espaço como "o mais novo campo de guerra do mundo".
"Em meio a graves ameaças à segurança nacional, a superioridade americana no espaço é absolutamente vital. Estamos liderando nesse campo, mas não o suficiente, mas em breve estaremos liderando por muito."
A liberação do financiamento foi confirmada na sexta-feira, quando o presidente americano assinou o orçamento militar anual, no valor de US$ 738 bilhões (cerca de R$ 3 trilhões). O lançamento da Força Espacial será financiado com US$ 40 milhões em seu primeiro ano.
O que a Força Espacial fará?
Esta unidade não pretende colocar tropas em órbita, mas proteger os ativos dos Estados Unidos, como as centenas de satélites usados para comunicação e vigilância.
Isso acontece num momento em que chefes militares americanos observam a China e a Rússia fazendo avanços nessa fronteira. O vice-presidente Mike Pence havia dito anteriormente que os dois países tinham lasers e mísseis antissatélite que seu país precisa combater.
"O ambiente espacial mudou fundamentalmente na última geração. O que antes era pacífico e não disputado agora está lotado e cheio de atrito", disse ele.


© Getty Images 'O espaço antes era pacífico e não disputado, agora está lotado e cheio de atrito', disse o vice-presidente dos EUA

A trabalho da Força Espacial vai somar ao já realizado pelo Comando Espacial dos Estados Unidos (Spacecom, na sigla em inglês), criado em agosto para lidar com as operações espaciais das Forças Armadas americanas.
A secretária da Força Aérea, Barbara Barrett, disse que a Força Espacial terá cerca de 16 mil integrantes, entre membros da Força Aérea e civis, e será liderada pelo general Jay Raymond, que atualmente administra o Spacecom.
No início deste mês, o presidente russo, Vladimir Putin, sugeriu que a expansão americana no espaço representa uma ameaça aos interesses da Rússia e exige uma resposta.
"A liderança político-militar dos Estados Unidos considera abertamente o espaço como um teatro militar e planeja realizar operações lá", disse Putin.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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