segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

LONDRES HOMENAGEIA OS HERÓIS QUE CONTIVERAM O ASSASSINO NA LONDON BRIDGE


'Heróis do dia a dia': britânicos homenageiam pedestres que ajudaram a parar ataque em Londres
 
 
© AFP Duas pessoas morreram depois que um homem esfaqueou várias pessoas em um 'incidente terrorista', segundo a polícia metropolitana de Londres

Os pedestres que impediram um homem com uma faca de atacar mais pessoas na London Bridge, na Inglaterra, estão sendo chamados de "heróis do dia a dia".
Duas pessoas morreram depois que um homem esfaqueou vários pedestres em um "incidente terrorista", segundo a polícia metropolitana de Londres.
Acredita-se que o suspeito, que foi morto, também levava preso ao corpo um falso artefato explosivo, de acordo com a polícia, que foi chamada pouco antes das 14h (11h no horário de Brasília).
Imagens publicadas nas redes sociais parecem mostrar a faca nas mãos de transeuntes antes de os policiais matarem o agressor com tiros.
Um pedestre que interveio disse que tentou retirar a faca da mão do homem.
Nas redes sociais e nas ruas, muitos ingleses expressaram sua admiração pela bravura dos cidadãos que impediram que o agressor fizesse ainda mais vítimas no local.
'Incrível coragem'
George Robarts tuitou que um homem, filmado se afastando do agressor segurando uma faca, "correu no meio dos carros e pulou a divisória central para enfrentar o ataque com vários outros".
This man was walking behind us on the other side of London Bridge when the attack began. He ran through traffic and jumped the central partition to tackle the attacker with several others. We ran away but looks like he disarmed him. Amazing bravery
Ele continuou: "Nós fugimos, mas parece que ele o desarmou, incrível coragem."
Respondendo a uma mensagem sobre a cena, o usuário do Twitter @jcdiet disse: "Parabéns a esse homem corajoso na London Bridge que conseguiu retirar a faca do psicopata".
Um usuário respondeu: "(Uma saudação) ainda maior ao homem que o deteve", em referência a um dos homens que foram vistos segurando o agressor no chão.


O guia turístico Stevie Hurst foi um dos que ajudaram a conter o agressor. Ele disse à Rádio BBC 5 Live que viu o suspeito sendo detido e o chutou na cabeça.
"Vimos um cara ser jogado no chão", disse ele, acrescentando que as pessoas estavam "gritando" que o agressor "esfaqueou duas mulheres".
"Todo mundo estava em cima dele tentando prendê-lo no chão", acrescentou.
And an even bigger one to the man who restrained him
"Vimos que a faca ainda estava na mão dele... Tentei chutá-lo na cabeça. Tentamos fazer o possível para retirar a faca da mão dele, para que ele não machucasse mais ninguém", disse Hurst.
Brendan Cox, cuja esposa foi assassinada, disse: "Espero que as primeiras páginas (dos jornais) de amanhã estejam cheias das histórias dos heróis do cotidiano que ajudaram a interromper o ataque".
Da mesma forma, Kera Stewart disse que, em vez de ver o rosto do agressor nos jornais, queria ver os imagens dos "bravos e heróicos pedestres que o derrubaram, o desarmaram e salvaram a vida das pessoas".
Harvey Bateman acrescentou: "É preciso muita coragem para fazer algo assim".
Spencer Owen disse: "Para os bravos pedestres que seguravam o homem com uma faca na London Bridge antes que a polícia chegasse, vocês são todos heróis!"
na London Bridge antes que a polícia chegasse, vocês são todos heróis!"
Outros usuários das redes sociais descreveram os envolvidos como "super-heróis", sugerindo que eles recebessem o título de cavaleiros britânicos. Outros disseram que os "heróis" deveriam ter suas hipotecas imobiliárias quitadas, como forma de agradecimento.
O prefeito de Londres, Sadiq Khan, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, agradeceram aos heróis.
Johnson elogiou os serviços de emergência e disse que os pedestres "que intervieram fisicamente para proteger a vida de outras pessoas" mostraram "extraordinária coragem".
"Para mim, eles representam o melhor do nosso país e agradeço a eles em nome de todo o país", disse Johnson.
Já Khan afirmou que as pessoas que confrontaram o agressor "arriscaram sua própria segurança". "Eles são os melhores de nós", acrescentou.


sexta-feira, 29 de novembro de 2019

GOVERNO BRASILEIRO QUER COMBATER O ALTO CUSTO BRASIL


Governo e setor privado estimam Custo Brasil em R$ 1,5 trilhão por ano

Agência Brasil




Estimativa divulgada nesta quinta-feira (28), em São Paulo, pelo Ministério da Economia revela que o Custo Brasil consome das empresas R$ 1,5 trilhão por ano, o que representa 22% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). O cálculo foi feito pelo governo federal em parceria com o setor privado.

Entre os elementos que mais pesa para as empresas é o emprego de capital humano, segundo o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa

Custo Brasil é um termo que descreve o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem e comprometem novos investimentos pelas empresas e pioram o ambiente de negócios no país.
Segundo o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, essa estimativa reflete o custo que as empresas brasileiras têm acima da média dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “É um número que representa o peso da nossa burocracia, o peso de vários erros que foram cometidos no passado”, disse Costa a jornalistas.
Costa ressaltou que, entre os elementos que compõem o Custo Brasil, o que mais pesa para as empresas é o emprego de capital humano. “O Brasil, que precisa contratar pessoas para reduzir o índice de desemprego, tem como principal componente do Custo empregar capital humano. Cometemos erros no passado de qualificação de mão de obra, de educação e de excessivos encargos trabalhistas”, explicou.
Segundo o secretário, depois disso, aparece o pagamento de tributos. “Nossa estrutura tributária é muito complexa. E o terceiro [elemento] é utilizar a nossa infraestrutura, que, nas últimas décadas, se deteriorou. Precisamos ter medidas concretas, que o governo federal está implementando, para que nós consigamos reverter essa situação.”
Depois de divulgar a estimativa do Custo Brasil, o secretário lançou o Programa de Melhoria Contínua da Competitividade, que terá como base o Custo Brasil e que foi feito em parceria com entidades setoriais. A portaria do programa foi assinada hoje.

“Estamos, a partir de hoje, implementando aquele que pode ser um programa que pode transformar nossa economia. É uma forma de tratarmos cada um dos problemas com método, com cálculo do impacto de cada melhoria, de cada nova lei, cada nova norma, sobre nosso ambiente de negócios e de nossa competitividade e dificuldade”, destacou Costa. “Vamos trabalhar para que nosso Custo Brasil se reduza o mais rápido possível”, disse o secretário. Ele enfatizou que ainda não é possível calcular em quanto tempo o Brasil poderá reduzir seu custo, de modo que este entre na média dos países que compõem a OCDE.
O programa traz uma abordagem que busca reduzir o Custo Brasil por meio de nova metodologia de análise e governança, avaliando e priorizando propostas que tenham chances de melhorar o ambiente de negócios e a competitividade brasileira. O secretário informou que, para isso, será criado um canal centralizado de comunicação no site do Ministério da Economia, por meio do qual serão recebidas propostas de políticas públicas ou de soluções para a melhoria do ambiente de negócios, aberto a organizações representativas do setor privado. Um conselho deliberativo da secretaria é quem irá avaliar as propostas e tomar as decisões.

GOVERNO DE MINAS GERAIS ENVIARÁ PARA A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA PROJETOS CONSIDERADOS ANTIPÁTICOS


Por recuperação do Estado, Zema diz que enviará projetos 'antipáticos' à ALMG

Daniele Franco






                                     Governador se pronunciou durante evento com prefeitos de cidades da RMBH
"Antipáticas" foi o adjetivo usado pelo governador Romeu Zema (Novo) para classificar pautas que serão enviadas pelo executivo para a aprovação dos deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A afirmação foi feita nesta quinta-feira (28) durante um evento com prefeitos de cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte que aconteceu na Cidade Administrativa. O governador não revelou quando os projetos serão encaminhados.
De acordo com Zema, o objetivo das medidas é alterar a estrutura do Estado para otimizar a gestão e permitir maior capacidade de investimento. "É preciso tomar, sim, medidas que desagradam, mas vão desagradar naquele momento e, posteriormente, serão até elogiadas", justificou.
O governador reconheceu que usará um recurso extra para pagar o funcionalismo, mas reiterou não pretende governar Minas usando recursos extraoridinários e, por isso, defende a aprovação dos projetos enviados à ALMG. "Aí sim nós vamos ter um estado que gasta menos do que arrecada e com capacidade de investir e devolver serviço à população".
Sem plano B
Também no evento, Zema defendeu a aprovação dos projetos enviados à assembleia como única alternativa para a recuperação da estabilidade dos cofres públicos. "Precisamos de união. Minas não tem plano B", declarou.
O governo já tem um pacote de medidas na ALMG consideradas decisivas para iniciar a mudança na estrutura do Estado. A mais urgente é a que permite o adiantamento de cerca de R$ 4,5 bilhões em créditos do nióbio, referentes à venda do material até 2032, verba que será usada para o pagamento do 13º do funcionalismo público e pôr fim ao escalonamento de salários. Mesmo se aprovado ainda neste ano, o benefício só deve ser depositado aos servidores em 2020, já que o governo precisa de quatro semanas úteis para realizar o processo para receber o crédito.
O Projeto de Lei 367/19 foi aprovado por unanimidade em primeiro turno no último dia 20. O segundo turno está previsto para acontecer na próxima semana. Nessa quarta-feira (27), o projeto foi pauta de uma audiência pública na ALMG na qual o Ministério Público de Contas do Estado (MPC-MG) avaliou como lesivo ao interesse público o uso da receita extraordinária. “Como o Estado está cedendo créditos sem que eles sejam adequadamente precificados?”, questionou a procuradora Maria Cecília Borges.
O adiantamento de créditos do nióbio é um dos três projetos integrantes do pacote denominado Todos Por Minas. Os outros preveem a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e a privatização da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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