sexta-feira, 27 de setembro de 2019

ORÇAMENTO PARA O PRÓXIMO ANO SERÁ APERTADO


Sem pacto federativo, Orçamento continuará apertado, alerta Guedes

Agência Brasil









Segundo ministro, serviços correm risco sem aprovação de reformas


Com R$ 89,1 bilhões em despesas discricionárias (não obrigatórias), o Orçamento de 2020 traz um alerta, disse nesta quarta-feira (25), o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, se a reforma do pacto federativo, que desvincula recursos federais e aumenta a partilha da União com estados e municípios, não for aprovada, serviços públicos correm o risco de serem paralisados a partir do próximo ano.
“O Orçamento de 2020 prevê déficit [primário] de R$ 124 bilhões, um pouco melhor que neste ano [déficit de R$ 139 bilhões]. As despesas discricionárias para o ano que vem estão em R$ 89 bilhões. Esse volume mostra que vamos manter o nível de aperto no governo federal pelo segundo ano seguido. As previsões são dramáticas, não apenas para o governo federal, mas também para estados e municípios, se a classe política não recuperar o controle do Orçamento”, disse Guedes.
Visita
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), visitou brevemente a audiência, e sentou-se à mesa com Guedes. Ele disse que a desvinculação do Orçamento representa um passo importante para reduzir o tamanho do Estado e devolver o controle das verbas à classe política.
“Todos que estamos na política temos que refletir muito sobre a peça orçamentária do próximo ano. Deixa clara a sinalização de que ou nós reformamos o Estado ou estaremos aqui apenas validando o pagamento de pessoal e custeio da máquina pública, sem capacidade de investimento”, alertou Maia.
Para o presidente da Câmara, o Orçamento público tornou-se uma peça de ficção, que atende a frações privilegiadas da sociedade. Ao mesmo tempo, ressaltou Maia, os gastos públicos aumentam de forma descontrolada, enquanto a maior parte da população tem acesso insuficiente a serviços públicos e empresários conseguem R$ 400 bilhões em subsídios e em incentivos fiscais.
“Fizemos um Orçamento que atende à cúpula do serviço público, algumas grandes empresas que conseguiram R$ 400 bilhões em incentivos fiscais, e nós, que representamos a população, não conseguimos atender à sociedade brasileira. São essas reformas que defendemos, com algumas divergências”, disse Maia. “Tenho certeza que o objetivo final de todos é o mesmo: é que o Parlamento possa transformar o Brasil, reduzir pobreza, reduzir desigualdade e garantir crescimento econômico com geração de empregos.”
Confusão
O presidente da CMO, senador Marcelo Castro (MDB-PI), encerrou a audiência depois de 2h20 de debates, após uma confusão entre Guedes e o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que questionou as finanças pessoais e a evolução do patrimônio do ministro. Braga interrompeu a sessão, no momento em que a palavra estava com Guedes, provocando a irritação de Castro e de parlamentares governistas.
“Quando eu entrei aqui [no governo], entreguei minha situação para o Comitê de Ética. Está tudo lá. Então saio mais dessa parte provocativa, mas digo que ajudei a fazer uma empresa que saiu do zero e hoje atende a 1,1 milhão de jovens no ensino básico e criei os programas de MBA no Brasil”, disse Guedes. O ministro disse que processaria o parlamentar caso ele tivesse feito a acusação num foro privado. “Não estou aqui para conversar sobre minhas finanças pessoais, mas para discutir o Orçamento”, declarou Guedes.

EX-PGR DECLARA QUE QUERIA ASSASSINAR MINISTRO DO STF


Deputados e senadores reagem a declaração de Janot sobre Gilmar Mendes

Estadão Conteúdo










A declaração do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que disse ter ido armado para uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2017, com a intenção de matar a tiros o ministro Gilmar Mendes, causou reação de deputados e senadores.

Em um evento no Rio nesta sexta-feira, (27), o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) desabafou: "Hoje descobrimos que o procurador-geral queria matar ministro do Supremo. Quem vai querer investir num país desse?". O assunto também ocupou, na manhã dessa sexta, a lista dos tópicos mais comentados no Twitter.

Nas redes, parlamentares falam de Janot e Gilmar Mendes, desde uma manifestação de solidariedade até anotações de que a fala do ex-procurador teria sido 'irresponsável'.

"Não ia ser ameaça não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele e depois me suicidar", afirmou o ex-PGR em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira, 26.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) manifestou solidariedade a Janot e afirmou que Gilmar Mendes 'sempre teve pouco escrúpulo'.

Já o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) considerou as declarações do ex-PGR "irresponsáveis" e indicou que a declaração poderia influenciar outras pessoas. A deputada Erika Kokay (PT-DF) anotou: "É o império da barbárie".

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) pediu paz: "Quando o ódio dá lugar aos argumentos diante das divergências, chega a hora de repensar se o extremo é mesmo o melhor caminho a ser seguido. Por mais paz e por mais exemplos de engrandecimentos do ser humano."

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, comentou na manhã desta sexta-feira, (27), as declarações do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que disse, na véspera, ter pensado em matar o ministro do STF Gilmar Mendes. "Hoje descobrimos que o procurador-geral queria matar ministro do Supremo. Quem vai querer investir num país desse?", questionou Maia em evento no Rio.

Ao arrancar risadas da plateia, o parlamentar complementou: "Pelo menos a Polícia Federal já devia ter retirado o porte de arma dele para a gente ficar mais tranquilo."

Após a palestra, a imprensa pediu para Maia analisar mais a fundo as declarações de Janot. "Sei lá", divagou o deputado. "Não se pode nem mais brincar..."

Outro alvo de críticas de Maia foi o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. "O ministro do Meio Ambiente nega os dados técnicos do Inpe, esse é o Brasil que nós temos", disse, também no contexto de crítica à insegurança que o País gera aos investidores.

COLUNA ESPLANADA DO DIA 27/09/2019


Olho neles

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini









Eleitos presidente e vice-presidente do Conselho de Ética, os senadores Jayme Campos (DEM-MT) e Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) são alvos de processos na Justiça. Levantamento da Coluna mostrou, dias atrás, que, além de Campos e Vital do Rêgo, outros cinco parlamentares do colegiado – responsável por investigações contra senadores – são alvos do Judiciário. O presidente Jayme Campos já foi condenado em processo por irregularidades em dois processos licitatórios e o vice, Vital do Rêgo, tem ficha corrida – no STF são três inquéritos – e já foi condenado por improbidade administrativa. “Este não será um conselho de revanchismo”, foi o aviso de Jayme Campos, após ser eleito para o comando do colegiado.
Novo líder?
O senador Esperidião Amim (Progressistas-SC) é o cotado para líder do governo no Senado, caso Fernando Bezerra (MDB-PE) sucumba à pressão da investigação na PF.
Primeiro efeito
Jarbas Vasconcelos largou a mão, por ora, do senador Bezerra para candidato ao governo de Pernambuco em 2022. Já Raul Henry será lançado à Prefeitura do Recife.
Oi, gente
Novo morador do Rio de Janeiro desde que saiu da cadeia, o ex-senador Gim Argello reapareceu há dias em Brasília, para conhecer uma neta. Mas está recluso em casa.
Conta tudo
A romaria na casa do filho de Gim, no Lago Sul, teve José Sarney e os senadores Renan Calheiros e Veneziano Vital. Curiosos para saber sobre o que Gim falou, ou não falou.
Il Padrino
Sabe quem atravessou a avenida do Congresso para o Palácio do Planalto com Augusto Aras, logo após sua aprovação no Senado para Procurador-Geral da República? Seu padrinho para o cargo, Alberto Fraga, ex-deputado e chefão do DEM no DF.
Peso do...
Alvo de operação da Polícia Federal, o desembargador Siro Darlan, do Tribunal de Justiça do RJ, responde a Processo Administrativo Disciplinar aberto há mais de um pelo Conselho Nacional de Justiça. A apuração é sobre suposta venda de habeas corpus pelo desembargador por R$ 50 mil.
...malhete
O processo aponta indícios de que Siro teria vendido, em setembro de 2016, um habeas corpus a Jonas Gonçalves da Silva – um preso cujo advogado de defesa era o filho do desembargador. Procurado pela Coluna, o CNJ não se pronunciou, até o fechamento desta edição, sobre o andamento do processo que se arrasta no colegiado.
Pro espaço
A maioria dos ministros do STF chutou o balde sobre a Lava Jato e abriu brecha para anulação de todas as sentenças de condenação, ao rever direitos de tramitação de prazo de defesa. Não quer dizer anulação das provas. Os advogados que tiverem sucesso nas causas, terão seus clientes com ações de volta à primeira instância – e tudo recomeça. A Justiça pode condenar novamente, ou não. Mas muito bandido vai voltar às ruas.
Coroinha tarado
A Arquidiocese de Teresina, que soltou nota justificando uma gafe ao curtir foto de modelo seminua no Instagram, culpou um colaborador pelo deslize. Mas se esqueceu de explicar por que segue diariamente a página da beldade nas redes sociais.
Nova linha
O Diário de Pernambuco, mais antigo em circulação no país e agora com novo dono, ligado ao governista Luciano Bivar (PSL), abriu na quarta-feira um grande editorial de elogios ao discurso do presidente Jair Bolsonaro na ONU.
Passa o cartão!
Clientes da Stone tomaram um susto com um comunicado da empresa de que vai aumentar a taxa que cobra para cada transação em suas maquininhas. A empresa culpa as bandeiras dos cartões, mas, ao que se sabe, só a MasterCard elevou suas tarifas. Visa e Elo não adotaram essa postura.
Esplanadeira
# O Programa Nacional Salve Uma Mulher será lançado dia 3, na Esplanada dos Ministérios.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...